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FÍSICA, TEATRO E ALEGRIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Paulo Celso Ferrari, Lilian Albuquerque Prado Campello, Andiara Pereira Dos Santos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
24/01/2013
Linha de pesquisa
Ciência, Cultura E Arte
Tipo
Pôster

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Texto completo

## FÍSICA, TEATRO E ALEGRIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

## Paulo Celso Ferrari , Lilian Albuquerque Prado Campello , Andiara Pereira dos 1 2 Santos 1

1 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física/Mestrado em Educação em Ciências e Matemática, pferrari@if.ufg.br

## Resumo

Neste trabalho investigamos o potencial do Teatro enquanto elemento introdutor da cultura elaborada e facilitador da alegria na escola tomando como referência as concepções de Georges Snyders. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com estudantes do Ensino Básico de uma escola da rede pública da periferia da capital de um Estado brasileiro, envolvendo a preparação, montagem e encenação de uma peça de teatro com tema científico: Energia. Os dados foram coletados por meio de observação participante e entrevistas semi-estruturadas. Pela análise de conteúdo foram construídas três categorias de respostas: ensaiar, aprender e encenar; alegria na cultura elaborada e Física renovada. Esta categorização nos permitiu concluir que o Teatro consegue mobilizar esforços dos estudantes para a transformação da cultura primeira; promove alegria quando aborda problemas relevantes e contribui na luta pela renovação dos conteúdos quando a abordagem possibilita uma mudança de concepção dos estudantes sobre a disciplina Física. Portanto, para que o Teatro se constitua como facilitador da alegria pretendida por Georges Snyders o tema e a abordagem devem estar comprometidos com as necessidades dos estudantes.

Palavras-chave : teatro; ensino de física, renovação dos conteúdos

## Introdução

Em princípio, qualquer manifestação artística irá contribuir para tornar a escola mais agradável, mais divertida, melhor formadora de sujeitos sensíveis e cultos. Pode até contribuir para a divulgação de conteúdos escolares. No entanto, nem sempre estará comprometida com o espírito crítico, investigador, transformador, característico do espírito artístico e científico.

A escola pode trazer alegria à sua comunidade por meio do riso, da comédia, da palhaçada, mas seu verdadeiro compromisso deve ser proporcionar a alegria de participar da cultura, de compreender melhor o mundo, de poder transformá-lo.

Por isso, interessa-nos investigar o processo de escolha, ensaio e encenação de uma peça teatral que se comprometa com a satisfação proporcionada pela apropriação da cultura científica, que dialogue com a comunidade discutindo temas que lhe são pertinentes. Para tanto, tomamos como referencial de análise o conceito de alegria proposto pelo pedagogo francês Georges Snyders em reação ao ideário da Escola Nova.

## Teatro, Ciência e alegria

Podemos relacionar Teatro com a Ciência destacando que esta última, por si só, produz um enredo dramático ao longo da História: 'o exercício da atividade

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20 a 25 de janeiro de 2013

científica pode envolver grandes controvérsias, disputas, ambição, argumentação, contra-argumentação, enfim, todos os elementos para uma excelente peça dramatúrgica' (LOPES, 2005, p. 402). Até mesmo no processo de divulgação aparecem elementos teatrais: Salviati, Sagredo e Simplício são personagens de uma perfeita peça de teatro que envolve conhecimentos científicos com linguagem acessível ao grande público (GALILEI; MARICONDA, 2004). A literatura também se vale da trama científica, diversos autores mencionam conceitos de Física em suas obras, como se pode ver em Zanetic (2005, 2006a, 2006b).

Alguns grupos de teatro já descobriram o potencial dramatúrgico da Ciência. O grupo Ciência em Cena, integrante do Museu da Vida, mantida pela Fundação Osvaldo Cruz, se dedica à pesquisa sobre Ciência e Arte e ao desenvolvimento de atividades artísticas que promovam a discussão de temas da Ciência, contando com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais das áreas de Artes, Ciências, Pedagogia e diversos técnicos. Arte Ciência no Palco é uma companhia de teatro independente, que se dedica ao fazer teatral pensando no homem e na sociedade com a lente da ciência. Iniciativas no campo escolar também se valem de textos com conteúdo científico e são temas de investigação (ALCÂNTARA; PORTO, 2011; CARVALHO, 2006; FIGUEIRA-OLIVEIRA; ROCQUE; MEIRELLES, 2009; OLIVEIRA; ZANETIC, 2004; SILVEIRA; ATAÍDE; FREIRE, 2009).

- O espetáculo teatral desperta reações como o riso, o choro, a raiva, o aplauso e também pode provocar a curiosidade, a vontade de saber e conhecer mais sobre o tema tratado, mesmo após o acender das luzes (MEDINA; BRAGA, 2010). O Teatro pode proporcionar ao estudante 'o desenvolvimento de seu potencial artístico e permitir-lhe conhecer a vida e a obra de grandes cientistas e descobrir que a ciência é feita por homens de carne e osso, não muito diferentes deles próprios' (JÚDICE; DUTRA, 2001, p. 7-8). Apresentando uma visão mais completa da ciência, com suas contradições, dificuldades e interrogações, 'o teatro científico pode, de certa maneira, fomentar debates críticos' (CARDONA; KATZ; ARAÚJO-JORGE, 2004, p. 126). Além de difundir conhecimento, o teatro científico deve estar preocupado em mostrar os cientistas, como a ciência é construída, como se dá seu processo, enfim, a cultura científica.
- O ensino de Física é comumente marcado pela aplicação de fórmulas na resolução de problemas didáticos exemplares, porém, contém uma beleza conceitual que nos auxilia a compreender o mundo, a participar da cultura com alegria.

A física também é cultura. A física também tem seu romance intrincado e misterioso. Isto não significa a substituição da física escolar 'formulista' por uma física 'romanceada'. O que desejo é fornecer substância cultural para esses cálculos, para que essas fórmulas ganhem realidade científica e que se compreenda a interligação da física com a vida intelectual e social em geral.(ZANETIC, 1989, p. IV)

- É desta substância cultural que trata Snyders (1988), ao reivindicar a renovação dos conteúdos em prol da satisfação de participar da cultura, abordando três grandes temas: renovar a escola, com mais ênfase nos conteúdos culturais que em modelos de ensino; rever o papel essencial da escola na vida futura do estudante e, como união dos outros dois temas, trazer a alegria para a escola.

De fato, meu problema é unir os dois temas que acabo de expor: para dar alegria aos alunos, coloco minha esperança na renovação dos conteúdos culturais. A fonte de alegria dos alunos, não a procuro inicialmente do lado

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dos jogos, nem dos métodos agradáveis, nem do lado das relações simpáticas entre professores e alunos, nem mesmo na região da autonomia e da escolha [como pretende a Educação Nova]: não renuncio a nenhum destes valores, mas quero reencontrá-los como conseqüências e não como causas primeiras. (SNYDERS, 1988, p. 13)

Essa alegria 'é a alegria de compreender, de sentir, descobrir a realidade, de poder decifrá-la e sobre ela atuar, de romper com as inseguranças e incertezas, buscar a plenitude, as formas mais acabadas, seja nas artes, nas técnicas, na ciência, etc.' (CARVALHO, 1999, p. 164). Uma alegria que já existe na cultura primeira , expressão utilizada por Snyders para designar os elementos da cultura desenvolvidos fora do ambiente acadêmico, mas que está comprometida pela ausência da cultura elaborada , que traz os elementos culturais construídos no ambiente acadêmico. Renovar os conteúdos não implica em substituir os conteúdos por outros, mas repensar sua abordagem. É preciso reconhecer a cultura primeira, considerar as experiências dos estudantes e a partir delas introduzir a cultura elaborada, que os auxiliará a transformar sua cultura.

A questão que se coloca é: em que condições o Teatro na escola pode contribuir para despertar nos estudantes essa alegria em participar da cultura, não só por sua contribuição artística no campo da sensibilidade, mas também por sua contribuição crítica para a promoção da cultura elaborada? A dramaturgia tem o poder de levantar conflitos, de provocar controvérsias, de questionar o aparentemente óbvio. De alguma forma pode, também, denunciar os limites da cultura primeira?

## Metodologia e processo da pesquisa

Trata-se de uma pesquisa qualitativa (MINAYO, 2004) desenvolvida numa escola pública da periferia de uma capital brasileira envolvendo inicialmente seis estudantes, três do gênero feminino e três do masculino. Uma estudante cursando o nono ano do Ensino Fundamental e as outras o segundo ano do Ensino Médio, um estudante cursando o primeiro e os outros o segundo ano do Ensino Médio. A escola se caracteriza por cultivar iniciativas culturais, mantendo anualmente a atividade denominada Mostra Cultural. Os estudantes envolvidos já haviam participado de oficinas de teatro na escola.

A coleta de dados se deu por meio de observação participante, diante da qual o observador científico coloca-se 'sob o ponto de vista do grupo pesquisado, com respeito, empatia e inserção o mais íntimo possível' (MINAYO, 2004, p. 138), no trabalho de preparação com os seis participantes. Ao final da pesquisa, entrevistas semi-estruturadas, que dão liberdade de expressão ao entrevistador e ao entrevistado (MINAYO, 2004), com as três estudantes que encenaram a peça teatral.

De nossa observação participante narraremos alguns episódios procurando descrever o processo da pesquisa. No primeiro encontro foram propostos três textos: um trecho do livro 'Dois máximos sistemas do mundo Ptolomaico e Copernicano' (GALILEI; MARICONDA, 2004); 'A natureza da Luz' (MOREIRA; MONTENEGRO, 2005) e 'Bate-papo sobre Energia' (MOREIRA, 2005). Os estudantes se dividiram em dois grupos: os três do gênero masculino escolheram o texto sobre a natureza da luz e as três do feminino o texto sobre energia.

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No trecho do livro de Galileu os personagens Salviati e Simplício discutem uma explicação para a perenidade do movimento circular, com força eqüidistante de um ponto central. O texto sobre a natureza da Luz simula uma discussão entre Christiaan Huygens e Isaac Newton sobre a verdadeira natureza da luz, que no final é interrompida por Albert Einstein. O texto sobre energia conta a história de uma dona de casa que percebe que a lâmpada de sua casa não está acendendo e ao conversar com sua vizinha, uma professora do primário, decidem chamar outra vizinha que é eletricista (no texto original este personagem é um homem). Durante a conversa destas três vizinhas acontece uma verdadeira aula sobre os tipos de energia.

Na semana seguinte os estudantes leram os textos para identificar os temas e, como eles já haviam escolhido seus personagens, fizeram uma leitura-ensaio em grupo. Começaram a surgir críticas e sugestões a respeito de como deveria ser a peça e a representação. A seguir, foi proposto a eles que pesquisassem o tema do seu grupo na internet com a nossa supervisão. Os estudantes que escolheram o texto sobre a natureza da luz tiveram mais trabalho, pois cada um teve que aprender um pouco da vida e obra do cientista que representaria.

Com a pesquisa individual, que durou uma semana, os estudantes se apropriaram do tema de suas peças e então promovemos algumas discussões sobre os tipos de energia e a natureza da luz com a presença dos dois grupos. Na primeira discussão conversamos sobre energias renováveis e não-renováveis, sua produção e distribuição, quando era o caso. Na segunda discutimos os pontos de vista de Newton, Huygens e Einstein sobre a natureza da luz.

Após esta etapa os estudantes que escolheram o texto sobre a natureza da luz desistiram do projeto, alegando falta de tempo. Os demais motivos da desistência não foram investigados, uma vez que não conseguimos entrevistá-los.

Durante as três semanas de ensaio contamos com a colaboração do então diretor do colégio, que tem formação em Teatro. Mostramos a importância de procurar sair do óbvio na encenação, de fugir de gestos que remetem a estereótipos (STANISLAVISKI, 1999) e ressaltamos certos trechos do texto, importantes para o bom entendimento por parte do público.

O cenário foi montado com um painel de TNT que formava as três casas das personagens. Este painel foi confeccionado pelas estudantes, com nossa ajuda e do diretor da escola, que providenciou a iluminação.

A peça foi encenada durante a realização da XV Mostra Cultural da escola, em duas apresentações, atraindo um grande público, curioso em saber como seria uma peça de teatro sobre Física.

As entrevistas semi-estruturadas foram realizadas na própria escola e gravadas com a devida autorização das estudantes. Enfatizamos que ao responderem as perguntas fossem totalmente sinceras, que não se intimidassem em apontar aspectos negativos, caso fosse necessário, e que tudo o que elas dissessem, a favor ou contra, seria de extrema importância para a conclusão deste trabalho e colaboraria para um trabalho futuro.

As perguntas orientadoras da entrevista foram: a) A dificuldade em fazer teatro sobre Física é maior que fazer teatro sobre outro tema? b) Vocês fariam outra peça sobre Física? c) As leituras prévias foram importantes para a construção da peça? d) Vocês conseguiram entender melhor o problema do 'apagão' a partir do

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que aprenderam com o teatro? e) O interesse pela Física mudou após o teatro? Por quê?

Utilizamos a análise de conteúdo (BARDIN, 2008) para categorizar as respostas. Para preservar o anonimato das participantes as identificaremos pelas siglas FA, FI e FM.

## Discussão dos resultados da entrevista

Analisando o conteúdo das repostas chegamos a três categorias: ensaiar, aprender e encenar; alegria na cultura elaborada e Física renovada.

- A categoria ensaiar, aprender e encenar reuniu respostas que indicam as contribuições do Teatro para mobilizar esforços de compreensão da Física e o prazer que este trabalho proporcionou. As participantes concordaram que preparar uma peça que fale sobre ciência é mais difícil, devido aos estudos que precedem os ensaios:

[foi mais difícil] porque as falas eram mais elaboradas e a gente tinha que saber do que estava falando. (FM)

No entanto, elas acreditam ter aprendido, e de forma divertida:

Eu consegui aprender Física porque foi de uma forma engraçada, divertida... (FA)

Além disso, as estudantes sentiram-se felizes por terem realizado algo que chamou a atenção de toda escola:

Tivemos nossos 15 minutos de fama! (FI)

Puderam perceber o interesse e a curiosidade dos colegas pelo trabalho que elas apresentaram:

Muita gente chegou e falou: 'Se eu tivesse uma aula como aquela, eu seria expert em Física! (FA)

- A estudante percebeu que seus colegas também valorizaram os conhecimentos científicos presentes na peça.
- O tema científico da peça era Energia e o contexto uma situação cotidiana de falta de energia elétrica. Tanto o tema quanto a situação pertencem naturalmente à cultura primeira e a satisfação de compreender os processos de geração de diversos tipos de energia introduz a alegria de participar da cultura elaborada, o que nos remete à segunda categoria de respostas. As estudantes perceberam, através do texto, que os conhecimentos obtidos na escola estão diretamente ligados ao seu cotidiano, que podem entender melhor o mundo através do que aprendem em sala de aula. Neste sentido, o tema da peça contribuiu para a apropriação da cultura elaborada, respeitando a cultura primeira:

Aprendemos coisas pro nosso dia a dia... (FM)

Quatro dias após a encenação da peça ocorreu a queda de energia elétrica em 12 estados brasileiros que ficou conhecida como 'apagão'. As participantes demonstraram ter conseguido relacionar o conhecimento adquirido no processo ao fato ocorrido:

[durante as reportagens] eu lembrei principalmente do funcionamento da usina de Itaipu. (FA)

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Percebemos que elas tiveram um maior interesse em acompanhar as notícias através da mídia e conseguiram compreender melhor o que estava acontecendo no país:

Quando mostrava Itaipu eu falava: 'A peça (de teatro) !' (FM)

Essas manifestações indicam que o tratamento dado à Física foi diferenciado, pois o tema foi abordado de forma a auxiliá-las na compreensão de notícias nos meios de comunicação, acenando para a alegria de participar da cultura elaborada.

- A forma como foram abordados os conceitos de Física modificou a concepção que as participantes tinham da disciplina porque renovou seu conteúdo, como podemos perceber pela terceira categoria de respostas:

Achava Física coisa de outro mundo, agora não... (FM)

A abordagem adotada pelo texto valorizou os aspectos conceituais:

A gente precisa entender o que está fazendo, porque a fórmula matemática é a parte mais fácil... (FM)

A profundidade das discussões serviu para revelar assuntos mais interessantes da disciplina:

A Física é um buraco sem fundo, quanto mais você vai cavando, mais interessante vai ficando... (FA)

Ou seja, o valor do Teatro no Ensino de Física repousa em parte na técnica teatral, que entre outras coisas exige o estudo aprofundado do texto, mas em grande parte no tema e na abordagem que lhe é dado.

## Considerações Finais

A partir da análise das respostas percebemos que o Teatro estimula a aprendizagem de conceitos pelo desafio que provoca de apresentar ao público; permite abordar temas relevantes para a promoção da alegria de participar da cultura elaborada e tem potencial para renovar a disciplina Física no Ensino Médio.

As estudantes que participaram da peça teatral admitiram ter aprendido vários conceitos de Física após terem desenvolvido este trabalho, principalmente porque tiveram que discutir o tema durante os ensaios.

- O tema Energia possibilitou o reconhecimento da cultura primeira e possibilitou a apropriação da cultura elaborada, ampliando a satisfação que a escola pode proporcionar, não só aos integrantes da peça, mas também ao público da comunidade.
- A abordagem, privilegiando os aspectos conceituais na compreensão de problemas de interesse social, aponta para a necessária renovação dos conteúdos culturais da escola de Educação Básica.

De nossa observação participante consideramos que as discussões preparatórias podem se tornar cansativas, caso sejam muito longas ou muito profundas. Apesar de não termos investigado a fundo, este pode ter sido um dos motivos para os estudantes desistirem do texto sobre a natureza da luz: o tema escolhido por eles exigia um tempo maior de estudos e também um aprofundamento maior em teorias da Física.

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Encontramos algumas dificuldades no decorrer do trabalho, como, por exemplo, o pouco tempo disponível pelos estudantes participantes. A escola oferece algumas atividades durante a tarde, por isso tivemos que desenvolver nossos estudos e ensaios no período matutino, quando eram dispensados da aula.

- É importante lembrar que esta escola já tem um histórico de projetos artísticos (aulas de teatro e dança, mostras culturais, etc.) tornando, assim, mais fácil a realização de um projeto desta natureza. Foi também fundamental o apoio e a contribuição do diretor da escola, com formação em Teatro.

## Referências

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.