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PITELIM E O ESTUDO DAS ONDAS: UMA TENTATIVA DE APROXIMAR A FÍSICA DA LITERATURA DE CORDEL: UM ESTUDO DE CASO REALIZADO NA CIDADE DE BOQUEIRÃO-PB

Josenildo Maria De Lima, Marcelo Gomes Germano

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
24/01/2013
Linha de pesquisa
Ciência, Cultura E Arte
Tipo
Pôster

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Texto completo

## 'PITELIM E O ESTUDO DAS ONDAS': UMA TENTATIVA DE APROXIMAR A FÍSICA DA LITERATURA DE CORDEL: UM ESTUDO DE CASO REALIZADO NA CIDADE DE BOQUEIRÃO-PB

## Josenildo Maria de Lima , Marcelo Gomes Germano 2 1

1 UEPB/MECM/EEEFM Profº. Anésio Leão-PB, Josenildo\_ml@yahoo.com.br 2 UEPB-MECM/Departamento de Física, mggermano@ig.com.br

## Resumo

O presente trabalho faz parte da nossa pesquisa de Mestrado no Programa de PósGraduação em Ensino de Ciências e Matemática, a qual está em desenvolvimento na Universidade Estadual da Paraíba - UEPB. Trata-se de um estudo de caso realizado numa escola estadual da Paraíba, situada na cidade de Boqueirão na região do Cariri. Fizemos uma intervenção com o intuito de popularizar alguns conceitos relacionados às ondas mecânicas, tais como comprimento de onda e frequência. Para atingir os objetivos utilizamos o folheto da Literatura de Cordel intitulado: Pitelim e o estudo das ondas. Dessa maneira tentamos aproximar a ciência da arte, conforme defendem autores como Zanetic, Sánshez Mora, Pinto Neto entre outros. Nossa intenção é divulgar algumas ideias da Física através da poesia popular, bem como divulgar a poesia popular através dos conceitos da Física. Desse modo encontramos uma via de mão dupla a qual acreditamos ser um caminho necessário para tornar o gosto pela ciência mais acentuado nos alunos. De acordo com os resultados obtidos acreditamos ser útil apresentar aos alunos poesias durante as aulas de Física, desde que o poema discuta temas científicos para introduzir a discussão dos mesmos durante as aulas.

Palavras-chave : Literatura de Cordel, Ondas Mecânicas, Popularização da Ciência.

## Uma aproximação da Física com a Literatura de Cordel.

Alguns educadores ainda encaram com espanto e pesar o fato de que jovens e crianças, logo nos primeiros anos de escolaridade, percam o gosto pelo estudo das ciências. Como é possível que assuntos tão interessantes, atraentes, cheios de mistérios e curiosidades, não despertem os interesses de crianças e adolescentes? Muitos alunos falam 'Odeio Física!' Como ouvir sem preocupação uma declaração dessa natureza?

Acreditamos que é possível melhorar o acesso do educando a aprendizagem das ciências, se houver melhoria na comunicação empregada. Para tanto, estamos sugerindo uma aproximação da ciência com outras linguagens, em particular com a linguagem poética da Literatura de Cordel.

Assim buscaremos responder as seguintes questões de pesquisa: Existe no universo da Literatura de Cordel folhetos com potencial para a comunicação e popularização da ciência? Em caso afirmativo como esse material pode ser utilizado no contexto do ensino de ciências (Física)? Como fazer essa confluência entre dois mundos tão diversos?

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20 a 25 de janeiro de 2013

São evidentes as diferenças entre os textos de popularização da ciência e os textos científicos, embora haja pontos de convergência entre ambos. Enquanto os textos científicos lançam mão de vários tipos de técnicas, métodos e linguagens.

Os textos de popularização da ciência têm que prescindir de quase todo esse formalismo matemático para apoiar-se na linguagem comum. E a partir de imagens e modelos, recriar os conceitos da ciência, de modo que possa se reencontrar com o senso comum, do qual tem se afastado no decorrer do tempo.

De acordo com Lévy-Leblond (2004), conforme nos lembra Germano (2011), por mais que a ciência seja formalizada, ela não pode prescindir da linguagem comum, pois é no espaço entreaberto entre o cálculo e a palavra que o pensamento pode se manifestar, tanto por meio da narração e da metáfora, como por intermédio do imaginário.

Partindo desse ponto de vista, é natural a mediação entre os textos de popularização da ciência e a Literatura. Para Sánshez Mora (2003), os recursos que a popularização da ciência se apropria, pertencem mais a Literatura do que a própria ciência. Embora a maioria dos cientistas não compartilhe dessa visão, é necessário reconhecer a importância da Literatura nos processos de popularização da ciência.

Acreditamos que a rejeição dos estudantes aos conteúdos da Física ocorra, em parte, por causa do formalismo matemático e o uso de uma linguagem técnica e abstrata. Assim entendemos que a essa linguagem podem ser acrescentadas algumas expressões culturais e artísticas, de tal modo que o professor faça uso das mesmas com o intuito de mostrar aos estudantes que 'a Física ainda é cultura', conforme defende Zanetic (2009).

Cabe nos questionarmos se estaria o ensino de Física cumprindo com o compromisso do respeito à realidade cotidiana e aos saberes prévios dos estudantes? Considerando esta questão, estamos apresentando uma pesquisa que pretende popularizar algumas ideias da Física, contextualizando-as à cultura regional a partir de um encontro com a Literatura de Cordel.

Acreditamos que este processo evolva uma possibilidade de retroalimentação em que, a partir da ciência, divulga-se a Literatura de Cordel, ao mesmo tempo em que a literatura populariza algumas ideias da ciência. Assim podemos fazer uma aproximação entre ciência, cultura e arte conforme defende Zanetic (2009, p.288) ao afirmar que 'física também é cultura' e posteriormente afirmando que 'a física ainda é cultura em construção'.

Percebemos atualmente, um ensino de física baseado no livro texto, mesmo esse livro texto tendo se atualizado alguns professores continuam presos aos livros antigos sob a alegação de que os mesmos são mais assimiláveis pelos alunos.

De acordo com Zanetic (2009, p. 288) defende que 'com a aproximação entre ciência e arte, e em particular entre física e literatura, é possível estabelecer um diálogo inteligente com a física, mesmo entre aqueles indivíduos que não se sentem atraídos para seu estudo'.

Já autores como Snow (1995); Lévy-leblond (2004); Santos (2004) e Germano (2011) a ciência vem se afastando gradativamente da cultura e se constituindo como objeto estranho ao contexto da linguagem comum e universal. Nesse sentido, os esforços para reinserir a ciência no universo cultural são urgentes e imprescindivelmente necessários.

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Nossa pesquisa busca aproximar a física da Literatura de Cordel e desse modo fazer com que as pessoas que não se sentem atraídas por essa ciência, vejam-na de maneira diferente e mais atraente.

## Pitelim e o estudo das Ondas

(...)No caminho seu pai falou Como o tempo tá mudado Que hoje é tudo ligeiro, O povo é muito apressado. Depois perguntou a Ciba Como o som é gerado.

Ciba olhou pra Pitelim E disse com atenção 'O som é uma onda A qual possui vibração E foi esse mesmo assunto Que vi hoje na lição'

Pitelim não entendeu bem O que Ciba quis dizer Como o som era uma onda Se ele nem podia ver Pediu pra Ciba explicar Até conseguir entender.

'As ondas se caracterizam Como o professor falou: Amplitude, intensidade, Comprimento sim sinhô. Também tem a frequência Assunto que me intrigou'

Pra entender essas coisas Ouça o que vou dizer A onda é feita de pulsos Que pode subir e descer Um pulso é uma perturbação Ouça bem pra entender

'O professor também disse: As ondas levam energia Sem carregar matéria Seja noite, ou seja, dia' Pitelim ficou perdido

Parecendo um cão sem guia.

(...) J.Lima, J.Sousa e S. Feitosa (2010, 2-3)

Os trechos acima foram retirados do folheto Pitelim e o estudo das ondas, o qual foi produzido durante a realização do Projeto de Extensão Universitária da UEPB: Literatura de Cordel e Popularização da Ciência: Uma Experiência no Ensino de Física, esse projeto foi desenvolvido durante o ano de 2010 em algumas escolas do município de Campina Grande, Estado da Paraíba.

Nesse folheto são abordados temas relacionados às ondas mecânicas, ao som, e traz uma introdução às ondas luminosas. Trata ainda das características das ondas sonoras, são elas: frequência, intensidade, velocidade de propagação e comprimento de onda. Os conceitos são discutidos da seguinte maneira:

Aí Pitelim se aproximou Quis saber como fazia Pro povo poder falar Tão longe sem agonia Com qualquer lugar do mundo A qualquer hora do dia

Essas ondas meu pai Viajam pelo espaço Sem precisar de matéria Sempre no mesmo compasso São eletromagnéticas Igual do Sol, o mormaço.

(...) J.Lima, J.Sousa e S. Feitosa (2010, p.4)

Notamos que não há aprofundamento dos conceitos relacionados às ondas eletromagnéticas, porém fazemos uso de figuras de linguagem tais como metáforas e comparações com o objetivo de tornar o assunto acessível ao aluno num primeiro momento.

- O intuito é fazer com que o estudante se aproxime dos temas científicos, fazendo com que o mesmo tenha dúvidas, procure conhecer mais sobre o tema citado no poema. Nesse momento surge o trabalho do professor aprofundando as explicações e discussões, sanando alguns dos questionamentos levantados durante a leitura do texto.

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20 a 25 de janeiro de 2013

## Metodologia

A metodologia empregada pode ser caracterizada como um estudo de caso, pois analisamos um grupo de 49 alunos, divididos entre alunos do primeiro ano do ensino médio e alunos do terceiro ano do ensino médio, os quais não estavam estudando o assunto desenvolvido durante a intervenção.

A escola foi escolhida em virtude de um convite do professor de Física da mesma, assim realizamos, no dia 25 de maio de 2012, uma palestra com duração de duas horas numa escola Estadual do munícipio de Boqueirão, localizado na região do Cariri paraibano.

Essa palestra teve o objetivo de divulgar a Literatura de Cordel, contando sua história, seus principais autores e obras. E por fim, popularizar alguns conceitos relacionados às ondas mecânicas, através da leitura dramatizada do folheto Pitelim e o estudo das ondas.

- O folheto foi distribuído gratuitamente com todos os 49 alunos presentes na sala, estes alunos cursavam o 1º ano ou 3º ano do ensino médio. Ao término da palestra os alunos foram indagados sobre a abordagem utilizada para discutir os temas da Física.

Os mesmos responderam a um questionário semiestruturado, composto por três questões relacionadas ao perfil da turma, sendo nove questões objetivas e três questões abertas nas quais eles externaram seu ponto de vista a respeito da mesma, opinando sobre o que deveria ser alterado no projeto.

## Análise e discussão dos Resultados

Nesta intervenção verificamos que 40 (quarenta) alunos estão dentro da faixa etária escolar do Ensino Médio entre 14 e 17 anos de idade, dos quais 73% são do sexo feminino, sendo 32 deles concluintes do ensino médio (3º ano) e 17 ingressaram no Ensino Médio (1º ano).

Após essa caracterização dos participantes, iniciamos a análise da abordagem por parte dos alunos e obtivemos os seguintes resultados 92% dos estudantes afirmaram que não haviam participado de nenhuma aula envolvendo física e literatura de cordel, 96% afirmaram que esse tipo de aula é importante para o aprendizado dessa disciplina, observamos também que 90% dos discentes afirmaram que participariam de outra aula com a mesma abordagem metodológica da nossa intervenção.

Esses dados nos levam a corroborar com a tese de Zanetic (2009) de que a 'Física é cultura em construção", pois os alunos querem que esse tipo de aula relacionando temas culturais aos conteúdos da Física sejam mais frequentes nas escolas.

Observamos isso na avaliação feita pelos estudantes, a qual reflete que eles aprovaram essa abordagem, pois na nota dada pelos mesmos à abordagem desenvolvida na intervenção 34 alunos concederam notas entre 8 e10 para a palestra.

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Q8: Com relação a linguagem empregada nos cordéis você diria que é?

Gráfico 1: Resposta dos alunos sobre a linguagem empregada

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Devemos levar em consideração, a maneira como o conteúdo deve ser comunicado ao público. Por isso a preocupação com a linguagem empregada no cordel é essencial para a compreensão dos assuntos, pois os termos utilizados no cordel são termos mais coloquiais, enquanto que os termos empregados pela ciência são mais rebuscados.

Assim ao questionarmos os alunos com relação empregada 86% alegaram que a linguagem é simples e compreensível conforme disposto no Gráfico 1, ao lado.

Conforme Araújo (2007) o saber popular do qual o cordel emana, quando em contato com o conhecimento científico, possibilita uma nova tessitura de saberes. Assim revela aspectos importantes das relações entre o conhecimento científico e os saberes populares.

Considerando o contexto nordestino observamos que o conteúdo educativo que permeia os cordéis, pode ser um importante parceiro atuando nas iniciativas de popularização da ciência.

Ao serem questionados quanto à comunicação das ideias relacionadas à Física, os estudantes afirmaram que após essa apresentação dos conteúdos da Física através da poesia, 32 alunos afirmaram que o interesse pela Física aumentou, enquanto 17 afirmaram que em nada mudou sua forma de ver a Física.

Ao questioná-los se os assuntos apresentados foram assimilados, 22 afirmaram que os assuntos foram assimilados regularmente e 18 afirmaram que compreenderam o assunto muito bem, conforme disposto no Gráfico 2.

A nona questão quis saber como os alunos classificariam a aula, nessa questão eles podiam marcar duas alternativas, as categorias mais lembradas pelos alunos foram: divertida, interessante e curiosa.

Q7: A partir da aula com o cordel você conseguiu entender o conteúdo apresentado?

Gráfico 2: Resposta quanto a compreensão do conteúdo

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Conforme Marinho e Pinheiro (2012, p. 126) 'uma prática pedagógica que lança mão da literatura de cordel apenas como fonte de informação, (...), que retoma esta produção cultural apenas como objeto de observação, parece-me inadequada para a sala de aula', Esses autores defendem que uma atividade pedagógica desse tipo 'não consegue oportunizar um encontro com a experiência cultural que está ali representada.'

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De acordo com Marinho e Pinheiro (2012) defendemos aqui que a leitura dos folhetos da Literatura de Cordel tem de ser uma atividade de deleite, conforme os alunos relataram a leitura desses folhetos é divertida, interessante e curiosa.

Cremos que através desse caminho, mostrando a Física de Forma divertida, aguçando a curiosidade dos nossos estudantes poderemos despertar neles o gosto pela leitura de outros gêneros textuais e consequentemente o desenvolvimento do pensamento crítico e investigativo que paulatinamente está desaparecendo nos alunos.

## Algumas Considerações

Após analisarmos todas as questões acima podemos afirmar que é importante trabalhar com os textos literários em sala de aula, seja na aula de Português, História, Matemática ou Física. No nosso caso, buscamos na poesia de cordel os temas estudados, já o professor Pinto Neto (2001) trabalha com textos clássicos da literatura portuguesa que tratam de temas da ciência.

Uma vez que essas atividades são interessantes, divertidas e atraentes conforme relataram os alunos. Acreditamos nessa aproximação entre a ciência e a cultura popular, mais especificamente, entre a Física e a Literatura de Cordel como mais uma alternativa ao ensino de Física.

As principais contribuições alcançadas estão nos campos social e cultural, pois conseguimos levar para os alunos um pouco da Literatura de Cordel a qual era desconhecida de muitos. É importante ressaltarmos que o primeiro cordel que se tem noticia foi impresso por Leandro Gomes de Barros natural do estado da Paraíba.

Ao longo da nossa pesquisa no mestrado já elaboramos a catalogação de 240 folhetos de cordéis que tratam de temas da ciência em geral e dentre estes encontramos 59 folhetos sobre a Física. Estamos analisando os mesmos para investigar quais são os limites e as possibilidades dessa expressão cultural ser adotado pelos professores nas escolas de ensino fundamental e médio, ou fora das escolas nas ações de popularização da ciência.

## Referências

ARAÚJO, P. C. A. 'A Cultura do Cordéis: Território(s) de tessitura de saberes'. 2007. Tese ( doutorado em Educação) - Universidade Federal da Paraíba - Centro de Educação - Programa de Pós-Graduação em Educação, João Pessoa.

GERMANO, M. G. Popularização da Ciência e Tecnologia: um diálogo na interface entre uma nova ciência e um novo senso comum. UFPB, 2008. Tese ( doutorado em Educação) - Universidade Federal da Paraíba - Centro de Educação - Programa de Pós-Graduação em Educação, João Pessoa.

GERMANO, M. G.; KULESZA, W. A. Popularização da Ciência: uma revisão conceitual. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 24, p. 7-25, 2007.

GERMANO, M. G. Uma nova ciência para um novo senso comum. Campina GrandePB: EDUEPB, 2011.

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LÉVY LEBLOND, J. O pensar e a prática da ciência, antinomias da razão. Tradução: - Maria Lúcia Panzoldo, Bauru, São Paulo, EDUSC, 2004.

LIMA, J. M., Sousa, J. M. e Germano, M. G. A Literatura de Cordel como veículo de popularização da ciência: uma intervenção no ensino de Física. Artigo apresentado no VIII ENPEC e I CIEC, realizado na UNICAMP-SP, 2011. Atas do Evento

MARINHO, A. C; PINHEIRO, H. O cordel no cotidiano escolar, São Paulo-SP, Cortez, 2012 (Coleção trabalhando com...na escola).

MOREIRA, I. C; MASSARANI, L; ALMEIDA, C. (Orgs.). Cordel e a ciência: A ciência em versos populares. Rio de Janeiro-RJ: Vieira &amp; Lent: Fio Cruz, 2005.

PINTO NETO, P. C. Ciência, literatura e civilidade. Campinas, SP : [s.n.], 2001. Orientador : Mansur Lufti. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação.

SÁNSHEZ MORA, A. M. A divulgação da ciência como literatura. Tradução: Silvia Perez Amato. Rio de Janeiro, Casa da Ciência, UFRJ, 2003.

SANTOS, B. S. Um Discurso sobre as Ciências. 2a ed. São Paulo, Cortez, 2004.

SNOW, C.P. As Duas Culturas e uma Segunda Leitura. Tradução de Geraldo G. de Souza e Renato de A. Rezende, São Paulo, EDUSP, 1995.

ZANETIC, J. Física e Arte: uma ponte entre as duas culturas. Pro-posições, Campinas, SP, v.17, (1), p. 39-58, 2006.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ Física e Cultura. Ciência e Cultura, São Paulo, v.57, (3), p.21-24, 2005.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ Física ainda é cultura! In: MARTINS, A.F.P. (Org.) Física ainda é cultura? São Paulo: Editora Livraria da Física, p. 176-189, 2009.

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