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Aprendendo Física Através de Tirinhas

José Antônio Duarte Santos, Janice Cordeiro Moreira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
24/01/2013
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## APRENDENDO FÍSICA ATRAVÉS DE TIRINHAS

## José Antônio Duarte Santos , Janice Cordeiro Moreira 1 2

1 Professor, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - Câmpus Salinas, cis\_trans98@yahoo.com.br

2 Analista Educacional, Secretaria de Estado da Educação do Estado de Minas Gerais, janicemoreira@gmail.com

## Resumo

A ideia do projeto 'Aprendendo física através de tirinhas' surgiu da leitura e discussão do artigo 'Como trabalhar com 'tirinhas' nas aulas de física' pelo subprojeto de Física do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID - e foi aplicado à terceira série do Ensino Médio no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG Câmpus Salinas, como método alternativo de avaliação. Trata-se de um projeto interdisciplinar, enquanto integrador de disciplinas, através do qual o estudante pode aprender conceitos de física de forma lúdica, associado ao desenvolvimento artístico e de linguagens. Percebeu-se que as tirinhas podem ser utilizadas em aulas sintetizando o que foi aprendido na apresentação de um conteúdo para iniciar a discussão do tema ou em atividades avaliativas nos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e em cursos de graduação. Como parte da avaliação, os estudantes apresentaram as tirinhas em forma de cartaz no Simpósio de Iniciação Científica - SIC - do IFNMG. Houve um elevado aproveitamento acadêmico dos estudantes e grande aceitação de toda comunidade escolar, evidenciando a eficácia das tirinhas como ferramentas avaliativas, possibilitando a criação e ampliação de olhares lúdicos dentro da disciplina de física.

Palavras-chave : Tirinhas, Física, Interdisciplinaridade, Ensino Médio, PIBID.

## Introdução

O ensino e a aprendizagem de Física apresentam inúmeras dificuldades tanto para professor quanto para aluno. O desafio para o professor é identificar qual a metodologia mais indicada visando facilitar e estimular a aprendizagem dos alunos da melhor maneira possível. Ao aluno fica a tentativa de vencer preconceitos de que a disciplina é maçante e difícil e dedicar-se ao estudo visando à aquisição de conhecimento. Todo esse movimento se dará considerando a ideia de dificuldade atribuída para as disciplinas da área de exatas, o que dificulta o ensinoaprendizagem de Física.

Considerando o papel do professor como fundamental para o desenvolvimento do aluno e, consequentemente, para a queda de preconceitos, a metodologia utilizada nas aulas assume grande importância nesse sentido. Por existirem diversas possibilidades o professor deve analisar qual trará melhores resultados considerando aspectos primordiais, quais sejam: as ferramentas que a escola disponibiliza, o perfil dos estudantes, formação e preparo do professor para lidar com os recursos, entre outros.

O presente trabalho teve como objetivo principal estimular o aprendizado e o interesse dos estudantes pela disciplina de física através de uma metodologia não formal: utilização de tirinhas, articulando desenvolvimento cognitivo e artístico, utilizando a interdisciplinaridade enquanto processo que visa atingir um nível de integração das disciplinas trabalhadas no Ensino Médio, BRASIL (2000), enfatizando

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20 a 25 de janeiro de 2013

a criatividade e a internalização de conceitos e apresenta o desenvolvimento e os resultados do projeto 'Aprendendo Física através de tirinhas', ideia que surgiu a partir do estudo e discussão do artigo: 'Como trabalhar com 'tirinhas' nas aulas de física' de PENA (2003) e do trabalho desenvolvido por DAOU e CARUSO (2012), pelos bolsistas do subprojeto de Física do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais IFNMG, Câmpus Salinas e foi aplicado à terceira série do Ensino Médio da instituição.

## Revisão Bibliográfica

A Física é considerada por muitos estudantes do ensino médio e ensino superior como uma disciplina difícil de ser aprendida. A grande dificuldade atribuída à disciplina pode ter inúmeras causas, tais como: defasagem de ensino nos anos anteriores, dificuldade e/ou defasagem no ensino-aprendizagem de disciplinas relacionadas como: Matemática, Língua Portuguesa, entre outras. Pode, no entanto, revelar outro fator importante nesse processo: o papel do professor e a metodologia utilizada no processo ensino-aprendizagem.

Os alunos veem a Física como maçante e isso se deve, principalmente, ao fato de professores, em sua maioria, utilizarem apenas os recursos de fala e escrita como metodologia de ensino, utilizando-se de equações que, para a maioria dos estudantes, surgem sem explicação e têm resolução inexplicável e por utilizarem apenas provas escritas, somativas, como método de avaliação. A avaliação formal, somativa, além de não desenvolver satisfatoriamente a capacidade cognitiva do estudante cria uma série de cobranças sobre os mesmos, influenciando no resultado final. Há cobrança dos pais, dos professores, do governo, o que causa frustração e aumenta o descontentamento dos alunos para com a disciplina (BASTOS, 1993).

- O homem, enquanto ser ativo, deve ser sujeito do processo educativo e a sua aprendizagem só se dará a partir de sua ação consciente nesse processo. Nesse sentido, o papel do professor como incentivador da aprendizagem e não como um mero transmissor de informações surge como primordial para a aquisição do conhecimento (FREIRE, 1987). Bastos (1993, p. 287) alerta:

O papel do professor não é o de 'ensinar', no sentido de apenas repassar ou tentar repassar conhecimento seu para o aluno; o papel do professor é antes de tudo o de incentivador na busca do conhecimento pretendido pelo aluno.

Na mesma linha de raciocínio e de modo crítico Freire (2001, p. 36) ressalta que 'atualmente, não se entende mais a educação como formação, mas apenas como treinamento'.

- O conhecimento cotidiano dos estudantes deve ser levado em consideração para o aprendizado escolar de qualquer conteúdo (VYGOTSKY, 1987). O conhecimento cotidiano do estudante teve presença marcante nas tirinhas por eles produzidas.

No campo do ensino de Física as possibilidades para a aplicação de metodologias que incentivam a atuação e aprendizagem do aluno são inúmeras. Cabe ao professor deixar a zona de conforto, abandonar a técnica de explorar as aulas e provas já preparadas e estudar possibilidades de aplicação de metodologias diferenciadas.

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Os PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, (BRASIL, 2000), estruturam uma proposta de ensino em que propõem o trabalho com os diversos gêneros textuais, levando em consideração que os estudantes já trazem desde cedo certo domínio de algumas habilidades de produção oral e escrita, o que leva-nos a compreender que os gêneros já circulam em diferentes contextos culturais sendo portanto de conhecimento dos alunos, o que facilita a aplicação no cotidiano escolar.

O trabalho com os quadrinhos, tirinhas de física em sala de aula envolve o desenvolvimento de habilidades e capacidades implícitas em diversas disciplinas, tais como: linguagens, artes, informática, história, entre outros. A interdisciplinaridade torna-se uma importante ferramenta no processo ensinoaprendizagem em todos os campos da educação, especialmente nas ciências onde a aplicação é capaz de estimular a aprendizagem de estudantes. Em Física não é diferente.

No trabalho com tirinhas o desenvolvimento de linguagens explicita-se com as figuras de linguagens, conceitos de quadrinhos, vários tipos de balões de fala e a síntese da fala, possibilitando a leitura por estudantes de séries iniciais (LUYTEN, 2001). A figura de linguagem mais evidente nos quadrinhos são as onomatopeias, sons que procuram imitar ruídos (LUFT, 2003).

Os vários formatos de quadrinhos: quadrados, mais tradicional, ou com linhas contornadas ou pontilhadas, indicando um sonho ou acontecimento passado, podem ser entendidos até mesmo por crianças em início da alfabetização. Histórias em quadrinhos dão uma boa representação visual do conhecimento, mostram o essencial, ajudam a organização da leitura, mostrando o que é essencial, enriquecendo a leitura e estabelecendo uma conexão entre o verbal e o visual. Para dar mais dinamismo à história são utilizadas figuras convencionais como linhas retas indicando velocidade, notas musicais para canção, coração para amor, entre outros (LUYTEN, 2001).

Ao criar os quadrinhos o estudante desenvolve as capacidades artística e criativa através do desenho de personagens já existentes, como nos desenhos animados, gibis ou da criação de personagens com características próprias.

A História aparece quando algum estudante faz referência a algum fato histórico ou personalidade importante e o relaciona com um conceito físico, como mostra a figura 1. O caso da disciplina história é o mesmo caso de outras que não tem interdisciplinaridade explícita, como geografia, língua estrangeira, matemática, entre outros, irão aparecer quando um estudante fizer referência a essa disciplina.

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Figura 1: Tirinha interdisciplinar relacionando Física com um fato histórico conhecido

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A interdisciplinaridade aparece quando se misturam conceitos comuns em diferentes áreas, como mostra a figura 2 e quando o estudante aplica diferentes conhecimentos de diversas áreas para construir a tirinha.

- O projeto possibilitou uma aprendizagem científica extracurricular aos estudantes, como prevê o Artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional -LDB 9394 (1996). O estudante pode transformar o conhecimento cotidiano em uma tirinha, por exemplo, valorizando dessa forma o conhecimento prévio por ele adquirido.

Figura 02: Tirinha interdisciplinar relacionando armazenamento de energia em Física e em Biologia.

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## Metodologia

Considerando a diversidade do sistema avaliativo a ser adotado, visando quebrar paradigmas e preconceitos para estimular a aprendizagem dos alunos, foi

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aplicado o projeto 'Aprendendo física através de tirinhas', como parte da avaliação do quarto bimestre do ano letivo de 2011, à terceira série do ensino técnico integrado, cursos técnicos de Agropecuária e Agroindústria.

Os estudantes foram distribuídos em grupos de no máximo três alunos cada. Essa proposta teve o propósito de mesclar as diferentes habilidades dos estudantes do grupo, tais como: maior habilidade para o desenho, maior domínio das linguagens literárias e o terceiro com maior habilidade em conceitos físicos.

- O artigo 36 da LDB 9394 (1996) prevê a aplicação de uma metodologia de ensino que estimule a participação do estudante, como formas de avaliação diversificadas. As tirinhas podem ser consideradas formas de avaliação não formais, já que podem ser constituídas fora do ambiente escolar.
- O conceito de tirinha foi apresentado pelo professor de Física aos estudantes e aprofundado pela professora de linguagens.

Cada grupo deveria apresentar pelo menos duas tirinhas em forma de cartaz. Foram reservados 5 pontos curriculares num bimestre com valor de 30 pontos. Os cartazes foram expostos no Simpósio de Iniciação Científica - SIC - que acontecia na Instituição. Os estudantes apresentaram o trabalho em versão digital para o professor.

A maioria dos estudantes fez o desenho à mão livre e o digitalizaram, mas dois grupos de alunos fizeram as tirinhas utilizando programas computacionais específicos para desenhos tais como MS Paint®, Corel Draw®, o que ficou à escolha dos alunos.

## Resultados e Discussão

Com a proposta de aplicar conceitos da disciplina de Física para a confecção de tirinhas obtivemos resultados muito significativos. O projeto interdisciplinar mostrou-se satisfatório em relação à participação e rendimento dos estudantes aumentando a capacidade cognitiva dos mesmos quanto aos conceitos de física.

Um resultado importante com a aplicação do projeto foi a confecção de material didático lúdico que poderá ser utilizado nos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e, até mesmo, ensino superior. Esse material didático pode ser utilizado de diferentes formas: na primeira aula, na apresentação do tema para motivar o início da discussão de um tema; na última aula do assunto, uma vez que, as tirinhas tem um grande poder de síntese, em avaliações formais, entre outras possibilidades (PENA, 2003).

- O trabalho de tirinhas como forma de avaliação não formal alcançou um efeito desejado em relação à participação dos estudantes e ao aproveitamento acadêmico dessa avaliação. A média por aluno desse trabalho foi de 63%, já em provas regulares o rendimento médio por aluno era de aproximadamente 41%, um aumento significativo. A nota mínima para promoção na instituição aplicada, no citado ano letivo era de 50%.

Das tirinhas produzidas, aproximadamente 80, muitas se destacaram por inúmeros fatores como: qualidade do desenho, interdisciplinaridade, elevada

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capacidade cognitiva do grupo que a produziu trazendo elementos do cotidiano, associando-os à disciplina. Dentre essas, duas merecem destaque:

Na figura 3 a tirinha faz alusão ao órgão ao qual os estudantes do curso técnico de Agropecuária poderão ingressar após a formatura, o Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA. No desenho a porta do IMA é propositalmente similar ao formato ferradura de ímã ferrite, atraindo os estudantes como se fossem constituídos de material ferromagnético.

Figura 3: Tirinha relacionando magnetização com o Instituto Mineiro de Agropecuária.

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Na figura 4 a tirinha trata de grupos de estudo, muito comuns na vida acadêmica, e circuitos elétricos em série, com uma brincadeira muito sutil que existe na sociedade. No primeiro quadro o trabalho em grupo está funcionando muito bem com todos os participantes tendo ideias, como pode indicar a lâmpada acesa acima da cabeça dos personagens, o trabalho flui perfeitamente assim como a corrente elétrica na associação de circuitos em série. No segundo quadro não há fluidez nas ideias do grupo, os três membros possuem lâmpadas acima de suas cabeças, mas estão apagadas. Observando mais atentamente, apenas um membro do grupo apresenta a lâmpada com o filamento rompido, em uma analogia com a associação de resistores em série com um dos resistores queimado. Por isso os outros integrantes do grupo também têm suas lâmpadas (ideias) apagadas. A bateria que alimenta o circuito é um livro.

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Figura 4: Tirinha interdisciplinar relacionando Física com um fato histórico conhecido.

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## Conclusão e Perspectivas

O trabalho desenvolvido com as tirinhas de Física mostrou boa participação e envolvimento dos estudantes apresentando bons resultados acadêmicos com aproveitamento significativamente superior a avaliações somativas.

As tirinhas desenvolvidas e apresentadas pelos estudantes, parcialmente apresentadas nesse trabalho, serão utilizadas posteriormente como forma diferenciada de metodologia em aulas expositivas, em avaliações formais, como parte de questões.

Uma das perspectivas desse trabalho é tornar uma atividade anual para os estudantes da terceira série do ensino Médio do IFNMG - Câmpus Salinas, como uma forma de avaliação em determinada época do ano, a ser definida juntamente com as equipes pedagógica e diretiva da instituição.

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Outra perspectiva é aplicar esse trabalho à Escola Estadual Coronel Idalino Ribeiro, escola parceira no IFNMG no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, na cidade de Salinas - MG, pelos bolsistas.

Mais uma perspectiva é selecionar as tirinhas e postá-las no blog desenvolvido pelos bolsistas do PIBID para consulta de todos os interessados. O endereço eletrônico do blog é: http://sindromedeeinstein.blogspot.com.br/.

Através do trabalho desenvolvido, percebeu-se que o trabalho com tirinhas pode obter excelentes resultados nas diversas disciplinas, em especial, a Física.

## Referências Bibliográficas

BASTOS, A. M. Ensino Lúdico: Uma Proposta de Avaliação. In: Simpósio Nacional de Ensino de Física, 10, 1993, Londrina. Anais... Londrina: Sociedade Brasileira de Física, 1993. p. 286 - 287.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasil, 2000. Disponível em &lt;http://portal.mec.gov.br&gt; Acessado em 15 jul. 2012.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20/12/1996. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/leis/L9394.htm&gt; Acessado em: 15 jul. 2012.

DAOU, L., CARUSO, F. Tirinhas de Física, Rio de Janeiro. Disponível em: &lt;http://www.cbpf.br/~caruso/tirinhas/index.htm&gt; Acessado em: 06 jul. 2012.

FEIRE, Paulo R.N. Pedagogia do Oprimido . 35. ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

FREIRE, Paulo R. N. Pedagogia dos sonhos possíveis. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

LUFT, C. P. Moderna Gramática Brasileira , São Paulo: Editora Globo, 2003

LUYTEN, S. M . B. História em Quadrinhos: um recurso de aprendizagem. São Paulo: 2011. Disponível em

&lt;http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/181213historiaemquadrinhos.pdf&gt; Acessado em 15 jul. 2012.

PENA, F. L. A. Como trabalhar com 'tirinhas' nas aulas de física . Revista Física na Escola. São Paulo: Sociedade Brasileira de Física, v. 4, n. 2, p. 20-21, out - dez 2003.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente . São Paulo: Martins Fontes. 1987.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.