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O USO DO LÚDICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS - O QUE É O LÚDICO? COM A PALAVRA: ALUNOS DE UM CURSO NORMAL

Maria José Da Silva De Oliveira Quirino, Cristianni Antunes Leal, Giselle Rôças, Alexandre Lopes De Oliveira, Alcina Maria Testa Braz Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
22/01/2013
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## O USO DO LÚDICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS - O QUE É O LÚDICO? COM A PALAVRA: ALUNOS DE UM CURSO NORMAL

Maria José da Silva de Oliveira Quirino , Cristianni Antunes Leal , Giselle 1 2 Rôças 3 , Alexandre Lopes de Oliveira , Alcina Maria Testa Braz da Silva 4 5

- 1 IFRJ, Campus Nilópolis/Discente do PROPEC/majosoliveira@yahoo.com.br
- 2 IFRJ, Campus Nilópolis/Discente do PROPEC/caleal1@gmail.com
- 3 IFRJ, Campus Nilópolis/Docente do PROPEC/giselle.rocas@ifrj.edu.br
- 4
- IFRJ, Campus Nilópolis/Docente do PROPEC/alexandre.oliveira@ifrj.edu.br
- 5 IFRJ, Campus Nilópolis/ Docente do PROPEC/alcina.silva@ifrj.edu.br

## Resumo

O presente trabalho realizado durante o mês de março do ano de 2012 faz parte dos resultados de uma dissertação de mestrado. Neste artigo, discorre-se um pouco sobre a importância do Ensino de Ciências para que o indivíduo possa exercer a cidadania em sua sociedade sendo possível a este a tomada de ações de forma consciente. Ressalta também a necessária e urgente reformulação neste ensino que possui tantos entraves. Neste contexto, se discute a busca por estratégias didáticas para que haja um maior interesse pela aprendizagem deste Ensino de Ciências por parte dos alunos, que o encaram como algo memorístico e conteudista. O trabalho discorre sobre o uso de diferenciadas estratégias de ensino e em específico aponta para o uso do lúdico ou de atividades lúdicas, pois estas favorecem um ensino mais dinâmico e menos tradicional. Convém salientar que o lúdico não é um mero entretenimento e tem sido amplamente utilizado por professores. A pesquisa foi realizada com alunos do Curso de Formação de Professores de Nível Médio (Curso Normal) de uma escola da rede estadual do Rio de Janeiro e teve por objetivo avaliar o que os alunos entendem por lúdico. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de conteúdo.

Palavras-chave : Curso Normal, Ensino de Ciências, Lúdico.

## O Ensino de Ciências no cenário contemporâneo

Diante das dificuldades encontradas no dia a dia pelo professor, e dos resultados das avaliações externas (INEP, 2006) a que são submetidos os alunos, percebe-se a necessidade de mudanças no processo de ensino e aprendizagem como um todo. O ensino e o aprendizado em Ciências são imprescindíveis, para dar subsídios e conhecimento para que os discentes construam opinião crítica em relação ao mundo que os cerca e exerçam a cidadania em sua sociedade. Bizzo (2009) relata que o Ensino de Ciências é fundamental para o processo de alfabetização científica e tecnológica de um indivíduo. Segundo Krasilchik e Marandino (2004), o Ensino de Ciências tem como característica comum a de servir ao cidadão para participar e usufruir de oportunidades, de responsabilidades e dos desafios do cotidiano.

Neste contexto, a escola se constitui em um local de importância na formação deste cidadão, com a função de proporcionar um ambiente de construção de saberes, com vistas a desenvolver a reflexão crítica, a compreensão do mundo, o respeito à diversidade, os aspectos da futura prática profissional, promovendo valores sociais e culturais no âmbito de um ensino de qualidade (UNESCO, 2005).

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A ciência e as disciplinas escolares como um todo, no entanto, por vezes são percebidas como disciplinas isoladas sem conexão a outras áreas do conhecimento (KRASILCHIK e MARANDINO, 2004). Estas autoras relatam que, o termo 'ciência' ainda é muito vinculado a plantas, animais, e ao corpo humano, por exemplo. A Ciência no seu sentido mais amplo e englobando outras 'áreas' como a tecnologia, ainda está pouco a pouco sendo inserida e utilizada no contexto escolar. A organização da escola e seu currículo, apresentando as disciplinas de forma isolada, muitas vezes cria nos alunos uma percepção estanque das áreas do conhecimento, impedindo que os discentes percebam como a ciência se relaciona com as diversas áreas e com a vida (KRASILCHIK e MARANDINO, 2004). Benedetti, Diniz e Nishida (2005) dizem que embora a abordagem predominantemente memorística e estanque dos conteúdos venha sendo combatida, já há algumas décadas, esta persiste ainda em muitas salas de aula.

Atualmente, os currículos de ensino ainda preconizam um ensino conteudista. Segundo a UNESCO (2005, p.3): '[...] o ensino de Ciências tem sido tradicionalmente livresco e descontextualizado, levando o aluno a decorar, sem compreender os conceitos e a aplicabilidade do que é estudado'. Este tipo de ensino, repleto de conteúdos conceituais e não processuais (PRAIA, GIL-PEREZ, VILCHES, 2007) corrobora para reforçar as concepções dos alunos de forma negativa em relação à disciplina de Ciências Naturais.

Neste ínterim, um dos principais problemas encontrados no Ensino de Ciências, é a falta de interesse por parte dos alunos, pois a disciplina por vezes é tida como 'chata'. O conhecimento científico ainda é considerado difícil e abstrato pelos estudantes (DELIZOICOV et al ., 2009). A disciplina de ciências é tida como aquela em que se tem que decorar muitos nomes, por vezes, complicados e difíceis, reflexo de um '[...] ensino memorístico, acrítico, a-histórico e descontextualizado ainda hoje bastante recorrente no contexto escolar' (OVIGLI e BERTUCCI, 2009, p.206).

No entanto, torna-se necessário um ensino que possibilite ao cidadão compreendê-lo e utilizá-lo na reflexão de problemas complexos que extrapolam as barreiras das disciplinas constantes dos currículos (KRASILCHIK e MARANDINO, 2004). Diante deste cenário que aguarda por mudanças, dos entraves e dificuldades encarados por professores e alunos, o ensino almeja por novas modelações. As autoras, em suas análises, argumentam que 'o Ensino de Ciências vem passando de uma fase de apresentação da ciência como neutra para uma visão interdisciplinar' (2004, p.6). Contudo, este processo de mudança é gradativo, processual e começa a ocorrer devido às mudanças de ordem social, política, econômica e cultural estabelecidas na sociedade. O Ensino de Ciências por vezes é considerado difícil de ser alcançado, sendo que 'um conjunto destas dificuldades [também] advém do receio que muitos educadores têm de discutir temas que envolvem valores' (KRASILCHIK e MARANDINO, 2004, p.10).

Outrossim, frente ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, é necessário dar maior atenção ao estudo das disciplinas relativas à ciência nas escolas, e tornase imperioso buscar novos recursos didáticos que facilitem o processo de aprendizagem e despertem o interesse dos alunos (JANN e LEITE, 2010).

Assim para mediar esse processo de ensino e aprendizagem em Ciências é que se apresenta o uso do lúdico como estratégia didática para o ensino de Ciências, pois segundo Leal et al .:

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O lúdico emerge no espaço escolar como estratégia didática e pode ser usado para o ensino do conhecimento científico quando o professor reconhece a singularidade de cada aluno, que nem todos aprendem da mesma forma e ao mesmo tempo. Portanto, quando são oferecidas variadas estratégias de ensino, potencializam-se as chances de ocorrer o ensino-aprendizagem. [...] Havendo atividades lúdicas, elas podem agir como elemento dinamizador da proposta pedagógica (LEAL et al ., 2012, p. 3).

Ainda segundo as autoras o lúdico na educação torna-se mais uma estratégia didática que pode auxiliar o processo educativo, não apenas para os conhecimentos científicos, mas para todas as áreas do saber (LEAL et al ., 2012).

Por este motivo, é que o presente trabalho tem por objetivo identificar o que alunos do Curso Normal compreendem sobre o lúdico.

## Repensando este ensino - buscando estratégias

É necessário repensar as estratégias didáticas para o Ensino de Ciências. Braz da Silva, Mettrau e Barreto (2007) apontam que o 'Ensino de Ciências no Brasil vem sendo, nesta última década, motivo de novas discussões e reflexões na comunidade científica e no contexto educacional' (p.446). Frente às dificuldades encontradas pelo professor em seu dia a dia em sala de aula é preciso que este busque diversificadas metodologias de ensino estando instrumentalizado para esta prática.

A instrumentalização destes professores é importante, uma vez que Leal et al . (2012) salientam que 'os docentes egressos do curso normal são um dos responsáveis por fazerem a transposição didática do conhecimento científico aos seus alunos' (p.1) e convém ressaltar que segundo Batista, Itami e Barros (2005) estes docentes possuem obstáculos na sua formação voltada para as ciências e precisam de aprimoramento.

A escolha pelo lúdico é justificada porque os jogos e diferentes atividades lúdicas estão sendo utilizadas nas aulas de ciências para facilitar o processo de aprendizagem do aluno (RÔÇAS e DOS ANJOS, 2006). Segundo Braz da Silva, Mettrau e Barreto (2007), quando o professor desenvolve o aspecto lúdico em aula, facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural em seus alunos.

## O significado do lúdico e seus benefícios

Huizinga, nome de referência quando se fala de jogo e lúdico, em sua obra literária de maior destaque, o livro Homo Ludens , escrito no ano de 1938, define lúdico como palavra do latim 'Ludus que abrange os jogos infantis, a recreação, as competições, as representações litúrgicas e teatrais e os jogos de azar' (HUIZINGA, 2010, p. 41), ou simplesmente o utiliza como termo equivalente a jogo em geral. Para o autor, o jogo é um fenômeno cultural mais antigo que a própria cultura e, para ele, tanto animais quanto homens jogam e brincam desde sua existência. Relata ainda que 'o jogo é uma função da vida, mas não é passível de definição exata' (p.10). Kishimoto (2009) relata que tentar definir jogo não é tarefa fácil e que o sentido do jogo depende da linguagem e do contexto social.

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Eiras e Eiras (2012) consideram que o lúdico abrange diversas modalidades, como brinquedos, brincadeiras e relatam que os jogos fazem parte da nossa trajetória de vida há muito tempo e nos acompanham desde muito pequenos até a terceira idade.

As autoras relatam a importância do brincar descrevendo que os jogos e as brincadeiras trazem benefícios como: contribuição para a saúde física e mental de forma integrada; conhecimento; diversão; oportunizam o aperfeiçoamento de qualidades; superação das dificuldades; cooperação; superação de inseguranças; descoberta de valores; companheirismo; auto-conhecimento. Ide (2009) complementa dizendo que o jogo não pode ser visto somente com fins de diversão, mas que é um instrumento que favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo social e moral.

No campo da educação, Kishimoto elucida que brinquedos e brincadeiras representam 'formas privilegiadas de desenvolvimento e apropriação do conhecimento pela criança e, portanto são instrumentos indispensáveis da prática pedagógica e se torna um componente relevante de propostas curriculares' (2009, p.11). Ainda no que tange educação e ensino, Bomtempo (2009) discorre sobre a importância das representações desenvolvidas pelas crianças quando brincam de faz-de-conta, conhecido também por jogo imaginativo ou jogo de papeis. Descreve que este tipo de brincadeira é importante para o desenvolvimento cognitivo e afetivosocial da criança.

Piaget dá a esta modalidade de jogo o nome de jogo simbólico, aquele em que a criança representa papeis. Este tipo de jogo 'implica a representação de um objeto por outro, a atribuição de novos significados a vários objetos' (BOMTEMPO, 2009, p.59). Rôças e Dos Anjos (2006), ressaltam que o professor atua ativamente como mediador entre o objeto e o indivíduo, no momento em que o jogo está acontecendo. Convém salientar que para a aplicação dos jogos na educação, no entanto, se torna necessário que estes sejam bem escolhidos, pensados e seu uso seja bem planejado pelo professor, que terá um papel fundamental: o de mediador.

Facci (2008) considera que o professor deve:

favorecer a realização de atividades desafiadoras, que levem os alunos a um conflito cognitivo, ao desequilíbrio e reequilibrações sucessivas, para que promovam a descoberta e construção do conhecimento (p.113).

Esta mesma autora enfatiza que o professor deve perceber que já não é mais o centro do processo de ensino e aprendizagem e que sua supremacia deve ser deixada em segundo plano dando lugar a um docente capaz de problematizar situações que levem o aluno a raciocinar. O raciocínio se ancora em aprender a argumentar, o que implica desenvolvimento de maturidade e compreensão das situações problematizadas de forma contextualizada e com um campo de perspectivas amplo.

## Procedimentos Metodológicos

O local para desenvolvimento da pesquisa é uma escola da rede estadual do Rio de Janeiro, o Instituto de Educação Governador Roberto Silveira (IEGRS), localizado no município de Duque de Caxias, que abrange as seguintes modalidades de ensino: os dois segmentos do Ensino Fundamental, o Ensino Médio Normal (Curso Formação de Professores) e o Ensino Médio Regular (Noturno).

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Os sujeitos da pesquisa são quatorze alunos do curso Normal (alunosprofessores) do 3º e 4º ano de ensino, compreendidos na faixa etária entre 17 a 19 anos de idade. Este trabalho faz parte de uma pesquisa de mestrado que trabalhará com jogos cooperativos em que inicialmente buscou-se verificar o que os alunos participantes da pesquisa compreendiam sobre o lúdico. Antes da realização de qualquer abordagem sobre o tema lúdico, os alunos responderam a seguinte pergunta: 'o que entende por lúdico?'. Os dados foram avaliados por meio da análise de conteúdo, com a criação de categorias para conhecer o que os alunos compreendem sobre o lúdico.

## Análise de dados e Discussão

As respostas dadas à pergunta foram submetidas à análise de conteúdo. A análise de conteúdo é 'um conjunto de técnicas de análise das comunicações' (BARDIN, 2009, p. 37). Consiste em 'um conjunto de instrumentos metodológicos cada vez mais sutis em constante aperfeiçoamento e que se aplicam a discursos extremamente diversificados' (BARDIN, 2009, p.11). Este tipo de análise pretende identificar, por meio das unidades de registro, os núcleos de sentido de uma comunicação. Por meio da leitura flutuante, classificação dos dados, categorização e inferência se obtém um sistema de categorias.

As 14 respostas oriundas da pesquisa foram analisadas e seis categorias preliminares foram obtidas, de modo a conhecer o que os alunos do Curso Normal compreendem sobre o lúdico. (QUADRO 1).

Quadro 01: Categorias encontradas na análise de conteúdo dos questionários.

As categorias apresentadas no quadro são discutidas a seguir:

## 1. Aprender/ensinar

Esta categoria foi mencionada por 7 alunos-professores. De acordo com estes alunos o lúdico como estratégia didática permite que o ensino seja proporcionado de uma forma diferente. Um dos alunos descreve o que entende por lúdico da seguinte maneira: 'Uma forma de ensinar brincando, ou seja, de forma diferente'. Com o uso do lúdico tem-se uma atenção maior da criança que por sua vez aprende através do prazer, aprende de forma dinâmica. 'Por lúdico, entendo que

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está mais voltado para brincadeiras, jogos educativos, com finalidade no estudo, em aprender de uma forma dinâmica' .

## 2. Aprender/divertir

Esta categoria é representada por um único aluno. A resposta deste aluno nos faz perceber que ele associa a palavra lúdico a uma estratégia didática quando menciona que é uma maneira de ensinar/aprender. É possível inferir que para este aluno, o lúdico possa ter uma aproximação com jogos ou brincadeiras, embora o aluno não descreva exatamente isso. O que remete a este pensamento é o fato do aluno utilizar a expressão 'se divertindo' . Segue a transcrição exata do que ele escreveu: 'Lúdico é uma maneira de ensinar/aprender se divertindo'. É possível perceber que para o aluno, o lúdico é uma estratégia didática, no entanto, não relaciona o lúdico diretamente a brincadeiras ou jogos.

## 3. Imaginação/criatividade

Esta categoria representada também por um único aluno demonstra que não há uma associação direta ao ensino e aprendizagem. O aluno trata o lúdico na essência da palavra, não fazendo menção a seu uso como estratégia didática de ensino. Segue a transcrição: 'Algo dinâmico, estimulante, que mexa com a imaginação, que seja criativo' .

## 4. Brincadeira

Nesta categoria representada por 2 alunos, também não há uma referência direta ao ensino e aprendizagem ou do lúdico como uma estratégia didática de ensino. Um dos alunos descreve o lúdico como: ' Jogos, atividades e brincadeiras de diferentes tipos '. Já o outro descreve como: 'Lúdico seria uma brincadeira' . A interpretação do significado do lúdico pelos alunos se deu no âmbito da origem da palavra, de sua significação direta. A partir da descrição destes dois alunos, percebe-se que os demais alunos representados nas duas primeiras categorias, foram além desta significação direta e associaram o lúdico com o ensino e aprendizagem.

## 5. Fantasia

Esta categoria é representada por um aluno-professor. O aluno descreve: 'Lúdico na minha opinião é quando o professor trabalha como aluno desenvolvendo o seu lado de criança, ou seja, é quando se trabalha a parte das fantasias das crianças envolvendo o ambiente em que ela vive' . É interessante, pois o lúdico é percebido como uma forma de remeter o aluno à sua idade infantil. É uma forma do professor 'conduzir' o aluno a um momento em que não há preocupação com o real e desenvolver a aula de forma imaginativa remetendo à fantasia.

## 6. 'Algo' não familiar: o lúdico

Dois alunos-professores demonstram não saber o que é o lúdico. Um deles menciona que pode ser algo que facilite o ensino da criança. O aluno descreve: 'Entendo que lúdico possa ser um conteúdo que facilita no ensino da criança' . O lúdico ficou restrito a algo que possa ser utilizado apenas com crianças. Já o outro aluno entende que o lúdico é o conhecimento tido pela pessoa. Ele descreve da seguinte forma: 'É o conhecimento que você tem' . Este desconhece completamente o significado do lúdico. Isto pode ser devido ao fato de não ter vivenciado ainda uma experiência lúdica tendo consciência de ser uma atividade lúdica.

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## Considerações Finais

A literatura nos mostra o quão importante é o Ensino de Ciências e quão necessária e urgente é uma reformulação neste ensino. O trabalho discorre e aponta ainda sobre a busca por estratégias didáticas pelos professores para um aumento do interesse deste por parte dos alunos. Uma das estratégias sugeridas é o uso do lúdico ou de atividades lúdicas para um ensino mais dinâmico e menos tradicional.

Durante a pesquisa realizada com 14 alunos do Curso Normal percebeu-se que 57,14% dos alunos participantes da pesquisa reconhecem e percebem o lúdico com estratégia didática de ensino e não apenas como um jogo, brincadeira ou divertimento. Do total de participantes 14,28% falam do lúdico apenas como uma brincadeira não fazendo uma relação direta com o ensino e aprendizagem. Um total de 28,56% não relacionou o lúdico à educação e fizeram menção ao lúdico em sua essência - uma prática voltada para jogo e brincadeiras, algo relacionado ao desenvolvimento da fantasia da imaginação e criatividade.

Demonstrou desconhecer o significado do lúdico um percentual de 14,28 dos pesquisados. No entanto os alunos não escreveram que não sabiam ou deixaram a pergunta em branco.

Uma questão que pode não ser relevante, mas que vale a pena ser comentada é, justamente, o fato de que os alunos se sentem muito preocupados em entregar uma resposta em branco ou simplesmente redigirem que não sabem ou desconhecem tal assunto. Isto foi percebido nas respostas dadas por eles e na expressão que faziam e tinham no momento da coleta dos dados para esta pesquisa.

## Referências

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