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A MOBILIZAÇÃO DOS SABERES DOCENTES NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO FACE AO CAPITAL ACUMULADO PELOS PROFESSORES SUPERVISORES EM FÍSICA

Rafael Victor Helerbrock De Melo, Jeann Cássio Baldoino Monteiro, Luiz Gonzaga Roversi Genovese

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
22/01/2013
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A MOBILIZAÇÃO DOS SABERES DOCENTES NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO FACE AO CAPITAL ACUMULADO PELOS PROFESSORES SUPERVISORES EM FÍSICA

Rafael Victor Helerbrock de Melo , Jeann Cássio Baldoino Monteiro , Luiz 1 2 Gonzaga Roversi Genovese 3

- 1 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física, rafaelvicto@gmail.com
- 2 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física, jeanncbm@gmail.com
- 3 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física, lgenovez@uol.com.br

## Resumo

Narra-se neste trabalho a vivência de dois alunos do curso de licenciatura em Física em sua formação inicial de professor ocorrida nos Estágios Supervisionados I e II, relatando suas dificuldades e aprendizagens no campo escolar. A partir do convívio com os professores supervisores e sob a orientação do professor da disciplina, os estagiários levantaram problemas da escola e montaram um Pequeno Grupo de Pesquisa, de forma a envolver todos os estagiários de Física e professores supervisores relacionados a esta área. Por meio dessa vivência reflexiva e crítica, os estagiários puderam elencar os saberes docentes reformulados e adquiridos pela troca de experiência com os professores supervisores. Tal perspectiva de Estágio Supervisionado foi capaz de gerar reconhecimento pelos professores e pelos estagiários devido à formação do PGP no campo escolar, abrindo a possibilidade dos estagiários trabalharem em grupos, coletivizando os saberes adquiridos, além da possibilidade dos estagiários veteranos adquirirem experiência ao orientar os recém-chegados. Faz-se ainda nesse trabalho uma análise do campo escolar e da escola Escola Campo de Estágio - de forma a apresentar os diferentes capitais neles existentes e que os caracterizam e, assim, são apropriados pelos professores supervisores. Portanto, pretende-se aqui analisar os professores e a escola sob a perspectiva do campo escolar e da escola delineados por Genovese e relacioná-los aos saberes docentes incorporados pelos estagiários.

Palavras-chave : saberes docentes, campo escolar, estágio supervisionado.

## Introdução

Pretende-se através deste trabalho, compartilhar com os leitores as experiências vivenciadas por dois alunos do curso de Licenciatura em Física durante as disciplinas de Estágio Supervisionado I e II (E.S. I e II), enquanto professores em formação inicial no seu primeiro contato com a Escola Campo de Estágio Supervisionado, o CEPAE-UFG (Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação). Logo, trata-se de um estudo de caso relacionado à formação adquirida pelos mesmos durante o período. Narra-se aqui a história de construção de um Pequeno Grupo de Pesquisa (PGP) nessa Escola Campo de Estágio Supervisionado conforme preconizam Genovese & Genovese (2012), que contribuiu

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para a aquisição e reformulação crítica de seus Saberes Docentes (TARDIF & RAYMOND, 2000). Para tanto, fez-se uma análise do campo escolar, a partir da leitura de Genovese do construto teórico do sociólogo francês Pierre Bourdieu por meio de sua obra, 'Os usos sociais da ciência' (BOURDIEU, 2004). Pretende-se com tal análise relacionar a mobilização dos saberes docentes dos estagiários com a natureza do capital docente acumulado pelos professores supervisores de estágio.

A perspectiva de E.S. experimentada pelos estagiários, sem precedentes na história do curso de Física da UFG, abriu novas possibilidades tanto para a formação dos licenciandos quanto para a formação dos professores das escolas que recebem os estagiários.

Desse modo, será feita uma descrição da metodologia de pesquisa, procedida de uma narrativa sobre as vivências desses estagiários acompanhada de sua respectiva análise. Análise essa, com um olhar lançado sob a formação profissional alcançada através dessas experiências e suas relações com o campo escolar.

## Metodologia

O tipo de pesquisa que orienta a realização deste trabalho é a pesquisa qualitativa, por conter características tais como sua natureza eminentemente descritiva, sua preocupação com o curso das atividades e não somente com os resultados, e sua fonte de dados como o ambiente natural, características que segundo Bogdan e Biklen (1992) a enquadram como tal. Com o intuito de analisar parte dos dados levantados através de notas de campo utilizadas pelos estagiários, utiliza-se o construto teórico de Maurice Tardif, que trata, em termos gerais, da mobilização dos saberes docentes. A escolha de tal referencial se justifica em grande medida ao entendimento de que ao conhecermos a mobilização dos nossos saberes podemos entender melhor nossa formação enquanto professores, formando assim, professores reflexivos e críticos, reflexivos no sentido de pensar em suas ações e críticos no que tange sua própria visão acerca de sua formação.

Tardif aponta para a pluralidade do saber docente dividindo-o em saberes constituintes (TARDIF, et al., 2002, p.37), portanto, faz-se em linhas gerais, uma breve explanação de cada um desses saberes.

## Saberes de formação profissional

Os saberes da formação profissional são adquiridos nas instituições que formam professores. Uma das formas de aquisição e validação desses saberes é avaliação formal, como provas escritas, por exemplo .

## Saberes de experiência

São aqueles saberes provenientes da experiência do professor em sua própria profissão, tais saberes são adquiridos pelo professor através de sua vivência em sala de aula e escola a partir do estabelecimento de relações e novas

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experiências sendo validado na própria prática do trabalho, geralmente são saberes adquiridos em realidades exteriores ao contexto das instituições formadoras.

## Saberes curriculares

Os saberes curriculares são aqueles adquiridos pelo professor durante a escola primária e secundária, compõem o quadro de saberes que são trabalhados nas instituições de ensino primárias e secundárias, geralmente tais saberes validamse pela aprovação no ciclo ou ano e nas avaliações realizadas.

## Saberes pessoais

Ao longo da vida as pessoas adquirem saberes que são provenientes de sua família e de suas relações sociais de maneira geral, e validam-se pela história de vida do cidadão e suas vivências.

Contudo, faz-se necessário também uma breve explanação sobre alguns dos conceitos cunhados por Genovese para relacionar a mobilização dos saberes docentes dos estagiários com a posição ocupada pelos professores supervisores no campo da escola (2008).

## Campo escolar e campo da escola

Genovese define campo escolar e campo da escola como:

[…] o campo escolar, entendido como o espaço social de lutas, regidas por leis e propriedades específicas, entre as instituições escolares de ensino daquela cidade, e, o campo da escola, compreendido como o espaço social no qual os professores lutam visando acumular propriedades distintivas, respeitando as leis específicas desse espaço, capazes de gerar tanto conhecimento e reconhecimento por parte dos outros professores daquela e de outras escolas, […] (GENOVESE, 2008, p. 170).

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## Capital cultural e social escolar

Ainda segundo Genovese, capital cultural e social escolar são assim definidos:

Essa, assim como outras práticas orientadas para o acúmulo de capital escolar é marcada por disciplina rígida, organização, produção de texto escrito, planejado, análise minuciosa, delimitação de tempo, sequência rígida, impessoalidade, postura erétil, serenidade, autocontrole, o professor como fonte e regulador do saber, controle do movimento dos alunos, vigilância, gosto pelo fechado e aversão ao saber prático, […].

[…] pode-se dizer que se está diante de uma prática voltada para o acúmulo de capital social [...] que têm como marcas flexibilização da matéria escolar, afrouxamento da organização e do planejamento, análise superficial preocupada mais com o impacto e o envolvimento das pessoas, tempo como variável secundária, sequência maleável dependendo das circunstâncias, inserção ou imersão de agentes externos no interior da escola, improvisação, envolvimento afetivo, postura curva e emotiva, pouco controle, o professor como facilitador entre o aluno e o saber, […].(GENOVESE & CARVALHO, 2012 s/p).

## Vivências

Durante o início do 5º período do curso de Física, iniciou-se o E.S. I, disciplina ministrada pelo professor Luiz Gonzaga Roversi Genovese. Logo na primeira semana do curso, foi proposta aos alunos a escrita de uma descrição da sua trajetória escolar, incluindo todos os elementos que os mesmos achassem pertinentes. Após a escrita da mesma, pediu-se a eles, que considerassem os aspectos mais relevantes nessa trajetória e que estes fossem separados em diferentes categorias. A construção das categorias objetivava-se a nortear o pensamento dos estagiários para a escrita de um projeto a ser executado na escola campo. Tal projeto, nomeado de PIS (Projeto de Investigação Simplificado) (GENOVESE & GENOVESE, 2012), baseava-se, portanto, nas vivências dos estagiários enquanto alunos do Ensino Médio. Esse projeto deveria englobar aspectos como as expectativas do futuro professor em relação à escola, aos professores supervisores, aos alunos, além dos aspectos metodológicos quanto aos cuidados relacionados à tomada de dados e a indicação de um possível referencial teórico para a atuação na escola. Nas semanas seguintes, textos sobre observação e interpretação foram lidos e discutidos a fim da construir-se o esboço de um questionário investigativo que contemplasse o professor, a escola e os alunos. Elencando categorias ao questionário investigativo, definiu-se o problema de investigação de cada um dos estagiários na escola campo. Em seguida, tais problemas de investigação foram compartilhados com os demais alunos.

Houve, no entanto, alguns percalços na execução das atividades do E.S. I no colégio CEPAE/UFG, Escola Campo de Estágio Supervisionado. Não nos foi permitido, por exemplo, a aplicação de questionários ou a recordação das aulas; observou-se certa resistência por parte dos professores supervisores quanto ao fato

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dos estagiários de E.S. I combinarem as atividades tradicionais de E.S. I com um problema de pesquisa pré-definido.

A maior queixa dos professores era (não exatamente com estas palavras): ' Cada professor manda seus estagiários aqui com uma ideia de estágio diferente, cada estagiário faz o que bem entende', 'A escola não é lugar para se fazer uma iniciação científica, aqui se aprende a dar aula' . Para nós estagiários, tal experiência foi um pouco frustrante, desmotivando-nos em certa medida. No entanto, foi proposto que, juntamente aos professores supervisores, os estagiários escrevessem um projeto que contemplasse os problemas da escola apresentados pela subárea de Física e também pelas observações do estagiário (no CEPAE as disciplinas têm salas e representações próprias chamadas de subáreas, a subárea de Física divide espaço com a Química). A tal projeto deu-se o nome de PIC (Projeto de Investigação Coletivo) (GENOVESE & GENOVESE, 2012), envolvendo todos os estagiários de Física do CEPAE (de diferentes períodos) e professores supervisores de Física. Este projeto visava atender as demandas da escola campo e não somente as da Universidade, cabendo a cada estagiário adequar seu PIS a fim de contribuir com o PIC.

Ao fim do E.S. I entregou-se um relatório ao professor de Estágio e também ao professor supervisor, contendo o levantamento do perfil da escola, dos alunos, do professor supervisor e os Projetos de Investigação Simplificado e Coletivo.

No início do E.S. II, cada aluno compartilhou o PIC de sua respectiva escola campo e juntamente com o professor da disciplina construiu-se o plano de curso de E.S. II. Esse plano de curso previu leituras sobre características da entrevista (SZYMANSKI; ALMEIDA & BRANDINI, 2004) dos pontos de vista metodológico, ontológico, ético e epistemológico, e também sobre a pesquisa na formação e no trabalho docente (PEREIRA, ZEICHNER, 2008). Foram organizadas reuniões em que os professores supervisores juntamente aos estagiários expunham seus trabalhos relacionados ao PIC para os Pequenos Grupos de Pesquisa (PGPs) das outras Escolas Campo de Estágio Supervisionado. Esses encontros ocorreram em dois sábados e conferiram certificados de participação aos professores e alunos presentes. Em particular, os professores supervisores do CEPAE não compareceram em nenhum desses encontros.

Ao longo dos encontros, os PIS dos estagiários foram aprimorados com o intuito de servirem como base a escrita de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ao passo que o PIC abriria espaço nas escolas campo para a formação de PGPs permanentes, porém renováveis (devido à entrada de novos estagiários), conferindo aos estagiários veteranos orientar os recém-chegados.

No terceiro período de estágio (E.S. III), estagiários que estavam iniciando o Estágio Supervisionado (E. S. I) ingressaram no CEPAE. Esses estagiários, após terem passado pelo mesmo processo que anteriormente fora citado (escrita do PIS), uniram-se aos estagiários veteranos auxiliando-os na execução de seus projetos de investigação e recebendo orientações para seus projetos de pesquisa, ao passo que

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esses últimos ganhavam forma durante o curso das atividades que os estagiários novatos auxiliavam.

## Os posicionamentos dos professores supervisores de estágio no capital escolar

- A subárea de Física do CEPAE conta com três professores de Física, designados pelas siglas P1, P2 e P3. Sendo que P1 e P2 tratam-se dos supervisores de estágio dos autores do presente trabalho. No entanto, o professor P3 também supervisionou atividades de estágio durante o período, com outros alunos.
- Faz-se em seguida um breve delineamento do perfil dos professores do CEPAE/UFG.
- P1, o mais velho de casa, é professor efetivo do CEPAE desde o ano de 1998, tornou-se Mestre em Física (Matéria Condensada e Propriedades Magnéticas) em 1995, ministra aulas exclusivamente no CEPAE.
- P2, professor recente do CEPAE, atualmente em estágio probatório, é Mestre em Física (Física Atômica e Molecular) e encontra-se em doutoramento pela Universidade Federal de Goiás.
- P3, também recente, em estágio probatório, é Mestre em Física (Física Atômica e Molecular) e encontra-se em doutoramento pela Universidade Federal de Goiás.
- Convivendo com os professores supervisores de estágio, participando de suas aulas, dialogando, ouvindo e tomando notas sobre os tipos de atividades que os mesmos propunham em sala de aula foi possível entender qual natureza de capital escolar que cada um desses professores acumulava para si.
- O professor P1, assume em diversas ocasiões uma postura mais liberal com os alunos, é amigável com os colegas de trabalho; apresenta grande maleabilidade no trabalho em sala de aula (não segue à risca os planos de aula), adequando o conteúdo abordado de acordo com o andamento do aprendizado de seus alunos; é comumente apontado por esses últimos como o professor 'mais legal', são esses os indicadores de que esse é um professor que acumula capital social. Outro fator que reforça esta tendência é o fato de esse ser o mais velho de casa e por isso saber bem quais são as dificuldades que a escola enfrenta e dessa forma apresenta mais experiência para driblá-las. O fato de conhecer bem quase todos os funcionários da escola também contribui para a classificação desse professor como acumulador de capital social.

A relação do professor P1 com o estagiário era de grande liberdade, pois o professor raramente interferia nas aulas e no comportamento do estagiário na regência das aulas. O estagiário pôde aprender a organizar melhor o quadro negro, planejar atividades para os alunos e a elaborar avaliações condizentes com o andamento do aprendizado dos alunos. A partir dessa convivência, o estagiário não teve problema com os processos burocráticos impostos pela escola, pois o

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respectivo professor sabia muito bem com quem tratar dos devidos assuntos relacionados a intervenção na escola.

Conclui-se que os saberes docentes mobilizados por este estagiário são o saber de experiência e o saber pessoal, pois o professor P1 mostrou certa habilidade para lidar com os diferentes alunos em sala de aula, e não via dificuldades na preparação das aulas ministradas.

Em busca, provavelmente, de sua efetivação no CEPAE, por estar em estágio probatório, o professor P2 se sentisse mais a vontade em acumular capital escolar social. A grande maioria das suas aulas foram tradicionais, visando a mera transmissão do conteúdo, com pouca ou nenhuma preocupação com os conceitos que os alunos carregam consigo antes de suas aulas.

P2 preocupava-se constantemente com as notas baixas de seus alunos e logo elaborava outras atividades similares às avaliações formais para a recuperação das notas de alguns dos alunos. P2 alertava os estagiários sobre alguns aspectos como a postura em sala de aula, o tom de voz e sobre a rapidez da fala, que deveriam ser constantemente monitorados para que o aluno conseguisse memorizar e entender o que era explicado a eles.

Dessa forma, aqueles saberes docentes que foram mobilizados pelo estagiário foram diferentes dos saberes mobilizados pelo estagiário supervisionado pelo professor P1, o estagiário do professor P2 aprendeu a preencher diários, fazer chamadas, ministrar aulas de monitoria (tirar dúvidas), fazer listas de exercícios, e portar-se em sala de aula.

Dessa forma, a mobilização dos saberes do estagiário supervisionado pelo professor P2 foi quase exclusivamente sob os saberes curriculares e de formação profissional, saberes pessoais e de experiência não foram estimulados ou reelaborados nas atividades desenvolvidas no campo escolar.

## Conclusões

Através da análise das vivências de cada estagiário foi possível perceber que a natureza do capital escolar acumulado pelos professores supervisores é um fator importante para a formação inicial de professores, pois, foi capaz de ditar, como seria a mobilização dos saberes docentes dos estagiários.

Observou-se que P1 acumulava capital escolar social, devido à sua grande maleabilidade com as aulas, sua preocupação com o processo e não somente nos resultados, diferentemente do professor P2, que se preocupava com o rigor profissional e com os resultados das intervenções dos estagiários.

Outro aspecto formativo que foi capaz de gerar reconhecimento pelos professores e pelos estagiários foi a formação do PGP no campo escolar, abrindo a

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possibilidade dos estagiários trabalharem em grupos, coletivizando os saberes adquiridos, além da possibilidade dos estagiários veteranos adquirirem experiência ao orientar os recém-chegados.

## Referências

BOGDAN, R., BIKLEN, S. Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução a teoria e aos métodos . Porto: Porto, 1992. 336 p. (Coleção Ciências da Educação).

BOURDIEU, P. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: UNESP, 2004.

GENOVESE, L. G. R.; CARVALHO, W. L. P. A construção dos campos escolar e da escola e do capital docente de uma professora de ciências: contribuições do corpus teórico de P. Bourdieu , 2012. (prelo)

GENOVESE, L. G. & GENOVESE, C. L. Estágio Supervisionado em Física: considerações preliminares. Goiânia: UAB, 2012.

GENOVEZ, L. G. Homo magister : conhecimento e reconhecimento de uma professora de ciências pelo campo escolar. 2008. 228 f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências) Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru, 2008.

PEREIRA, J. E. D. & ZEICHNER K. M. (Org.). A pesquisa na formação e no trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

SZYMANSKI, H.; ALMEIDA, L. R. de & BRANDINI, R. C. A. A entrevista na pesquisa em educação: a prática reflexiva. Brasília: Liber Livro, 2004.

TARDIF, M. Saberes Docentes e Formação Profissional . Petrópolis: Vozes, 2002.

TARDIF, M.; RAYMOND, D. Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério. Educação e sociedade . Campinas: Unicamp, v.21, n.73, dez.2000.

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