FÍSICA PARA BIÓLOGOS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS
Dayane Carvalho Cardoso, Eduardo Kojy Takahashi
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 22/01/2013
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## FÍSICA PARA BIÓLOGOS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS
Dayane Carvalho Cardoso 1 , Eduardo Kojy Takahashi 2
1 Escola Estadual Guiomar de Freitas Costa/dayane\_carvalho@yahoo.com.br
2 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/ektakahashi@gmail.com
## Resumo
O objetivo deste trabalho é procurar amenizar a contradição entre a recomendação advinda de resultados de pesquisa atuais e de documentos oficiais de orientação curricular, no sentido da abordagem de temas de Física nas aulas de Ciências do Ensino Fundamental, e a insuficiência da formação básica dos professores de Ciências na área, verificada no curso de licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal Uberlândia. Normalmente, os cursos de formação inicial não preparam adequadamente esses professores para abordar conteúdos de Física. Sendo assim, como essa formação básica em Física ocorre na disciplina Projeto Integrado de Prática Pedagógica 2 (PIPE 2) do referido Curso, elaboramos uma metodologia de ensino para esta disciplina e avaliamos seu resultado. Porém, uma das dificuldades surgidas em relação à implementação dos PIPEs é que os professores dessas disciplinas não têm, em geral, vivência na área da educação e os alunos possuem certo preconceito em relação a essas disciplinas pedagógicas. A metodologia de aula proposta ajudou a resolver esses problemas, além de articular elementos como tecnologias de informação e comunicação (TICs), trabalho em grupo e educar pela pesquisa. De acordo com os resultados, essa metodologia está cumprindo seus objetivos. Os alunos aprovaram a metodologia e consideraram a disciplina relevante e importante para a formação do professor de Ciências. Eles demonstraram-se interessados, desenvolveram os trabalhos com o rigor esperado e afirmaram ter aprendido muito, tanto em relação ao cotidiano de um professor, na preparação e apresentação de uma aula, quanto na transposição didática e utilização de recursos e estratégias instrucionais. Porém, estas modificações ainda não são suficientes para resolver o problema do ensino de ciências no Brasil.
Palavras-chave : formação inicial, ensino de ciências, física.
## Introdução
- O objetivo deste trabalho é procurar amenizar a contradição entre a recomendação advinda de resultados de pesquisa atuais e de documentos oficiais de orientação curricular, no sentido da abordagem de temas de Física nas aulas de Ciências do Ensino Fundamental, e a insuficiência da formação básica dos professores de Ciências na área, verificada no curso de licenciatura em Ciências Biológicas da UFU.
Como essa formação básica em Física ocorre na disciplina Projeto Integrado de Prática Pedagógica 2 (PIPE 2) do referido Curso, elaboramos uma metodologia de ensino para esta disciplina e avaliamos seu resultado.
Normalmente, são os licenciados em Ciências Biológicas que ministram a disciplina de Ciências nas séries finais do Ensino Fundamental (5o a 9o ano). Entretanto, os cursos de formação inicial geralmente não preparam adequadamente
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20 a 25 de janeiro de 2013
esses professores para abordar conteúdos de Física. A maioria das universidades do Brasil apenas oferecem disciplinas de Física com uma pequena carga horária para os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas.
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) oferece uma disciplina de conteúdo geral de Física e uma disciplina, denominada Projeto Integrado de Prática Pedagógica 2 (PIPE 2), que é destinada a preparar os licenciandos em Ciências Biológicas a realizarem a transposição didática de conteúdos da Física para a sala de aula; porém, a carga horária dessa disciplina não é suficiente para prepará-los adequadamente.
As disciplinas de PIPEs, nos cursos de licenciatura da UFU, foram formadas para completar as 400 horas de prática como componente curricular para o atendimento à legislação federal, instituída pelo Parecer CNE/CP 9/2001 e pelas Resoluções do CNE/CP 1/2002 e 2/2002, do Conselho Nacional de Educação, com o intuito de apresentar um novo modelo de formação de professores. Porém, a forma como essas disciplinas estão sendo ministradas encontra-se distante de atender o objetivo dos PIPEs, que é o de articular disciplinas de conhecimentos pedagógicos e específicos, ser um elemento interdisciplinar vinculando teoria e prática (SILVA, 2008).
Uma das dificuldades surgidas em relação à implementação dos PIPEs é que os professores dessas disciplinas não têm, em geral, vivência na área da educação e os alunos possuem certo preconceito em relação a essas disciplinas pedagógicas, considerando-as fáceis e pouco importantes (SILVA, 2008).
Os professores e os alunos desacreditam que os assuntos do campo pedagógico são importantes e, que basta saber os conteúdos específicos para ser um bom professor (SILVA, 2008, p. 104).
Sendo assim, foi elaborada uma metodologia de aula para a disciplina Projeto Integrado de Prática Pedagógica 2 (PIPE 2), que é o foco deste trabalho, que é desenvolvida no 2o período do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e que possui os seguintes objetivos:
- Dar continuidade ao processo de conhecimento dos campos de atuação, enfocando agora o fazer profissional do professor de Ciências que atua nas séries finais do Ensino Fundamental;
- Oportunizar a análise fundamentada de situações didático-pedagógicas que ocorrem nos contextos das escolas de 5ª a 8ª série do ensino fundamental;
- Oportunizar o planejamento e o desenvolvimento de materiais didáticos para o ensino de conceitos científicos que constituem conteúdos próprios do currículo de 5ª a 8ª séries;
- Problematizar situações escolares e planejar estudos sistemáticos de investigação científica (UFU, 2005, p. 22).
A metodologia de aula proposta articula elementos das tecnologias de informação e comunicação (TICs), trabalho em grupo e educar pela pesquisa.
Nos dias de hoje, o desenvolvimento tecnológico se faz de uma forma muito rápida e o contato e o interesse dos alunos por essas tecnologias, como por exemplo, o computador, cresce cada vez mais.
A utilização das novas tecnologias de informação e comunicação no ensino, especificamente a Internet e softwares educacionais, tem sido alvo de grande
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interesse, tanto para o ensino presencial quanto para o ensino aberto e a distância (SILVA, 2002; CAVALCANTE; PIFFER; NAKAMURA, 2001; NOGUEIRA, 2000).
Por outro lado,
O trabalho em grupo permite que os alunos discutam com os colegas, reflitam sobre suas ideias e ações, desenvolvam o senso crítico e uma percepção potencialmente mais rica da atividade científica (JULIO; VAZ, 2007, p.2).
A educação pela pesquisa pode ser um meio de promover, no aluno, o desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica, envolvendo a capacidade de questionamento e de intervenção crítica na sua realidade (DEMO, 2003).
## Metodologia
Com a finalidade de cumprir os objetivos da disciplina PIPE 2, foi elaborada uma metodologia de aula para ser aplicada ao 2o período do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia.
- O objetivo da metodologia de aula é preparar o discente para planejar e ministrar uma aula contendo conteúdo de Física para alunos dos últimos anos do Ensino Fundamental (6o a 9o ano). Como a carga horária da disciplina PIPE 2 é de 2 horas semanais, não é possível ensinar todo o conteúdo que deve ser abordado no Ensino Fundamental. Desta forma, a intenção da metodologia é preparar e incentivar o futuro professor a pesquisar temas de Física, estudar o conteúdo, adaptá-lo para ser ensinado em níveis diferentes de ensino, além de pesquisar estratégias eficientes de como ensinar determinados conteúdos de Física, quais recursos didáticos utilizar e porque. Assim, prepará-los para buscar o conhecimento de forma adequada é uma estratégia para tentar amenizar a dificuldade encontrada por de um professor de Biologia ao ministrar conteúdos de Física.
- O foco maior da disciplina é o desenvolvimento do um trabalho em grupo (de 2 a 3 alunos), que vai desde a elaboração de uma metodologia de aula, até o desenvolvimento da aula de acordo com essa metodologia. Algumas aulas foram destinadas a preparar e orientar os alunos para esse fim.
Foram selecionados e sorteados, entre os grupos, temas de Física que são obrigatórios para alunos do Ensino Fundamental (EF), retirados dos Conteúdos Básicos Comuns (CBC) de Física do Estado de Minas Gerais. A tabela 1 relaciona os conteúdos selecionados.
Tabela 1: Temas do CBC que foram sorteados aos alunos da disciplina.
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Esse trabalho agrega 3 principais etapas:
Primeira etapa: os alunos deveriam desenvolver uma metodologia de aula utilizando recursos didáticos diferentes, atuais e considerando as novas tecnologias existentes. Essas metodologias deveriam estar devidamente fundamentadas. Por exemplo, se o grupo decidisse utilizar vídeos em sua aula, deveria justificar por que utilizar vídeos, como os vídeos podem auxiliar na aprendizagem e como seriam utilizados em sala de aula. Foram indicados aos alunos alguns periódicos disponíveis na internet, onde eles poderiam realizar as pesquisas necessárias.
Segunda etapa: os alunos deveriam criar um blog contendo o planejamento da aula e a metodologia de aula elaborada por eles para o conteúdo de Física em questão, a bibliografia utilizada na pesquisa e uma auto avaliação sobre todo o trabalho desenvolvido. Todo o conteúdo do blog deveria ser de autoria do grupo. A linguagem do blog teria que ser compatível ao nível escolar correspondente, para permitir fácil entendimento dos alunos.
Terceira etapa: apresentação da aula de acordo com a metodologia delineada.
Cada aluno do grupo possuía uma atribuição específica, dentre as seguintes:
Pesquisador: o aluno com essa função faz todas as pesquisas relacionadas ao trabalho, tanto as relacionadas à metodologia da aula quanto ao conteúdo de Física.
Criador do Blog: esse aluno tem a função de criar o blog colocando todo conteúdo exigido.
Apresentador: é o aluno com a função de ministrar a aula.
Nos grupos com apenas 2 alunos, a função de pesquisador foi dividida entre os dois. Cada estudante deveria, entretanto, ter conhecimento do trabalho como um todo e trabalhar em conjunto, sendo esse fator avaliado pela professora.
Além disso, os outros fatores avaliados foram: inovação na metodologia de aula, didática, originalidade do texto, organização, capricho, interação entre o grupo, compromisso, adequação ao tempo disponível, domínio do conteúdo, e adequação ao nível escolar (transposição didática).
Com o intuito de avaliar a disciplina de PIPE 2, foi distribuído um questionário a 54 alunos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia.
## Análise de Dados
As primeiras questões do questionário foram relacionadas à importância e ao grau de exigência que os alunos (mais antigos e atuais) atribuem à disciplina de PIPE 2.
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De acordo com a análise do questionário, apenas 21% dos alunos responderam que seus colegas mais antigos do curso consideram a disciplina importante para sua formação.
Porém, em relação à própria opinião sobre a importância da disciplina, 41% consideram-na bastante importante e 46% consideram-na muito importante.
Em relação ao grau de exigência, 30% dos alunos responderam que os colegas mais antigos do curso consideram que a disciplina possui um grau de exigência regular e 33% responderam que os alunos mais antigos consideram que a disciplina possui pouca exigência.
Em comparação com a opinião de seus colegas, 44% consideram que a disciplina possui muita exigência e 26% consideram que a disciplina possui uma exigência regular.
Pode-se concluir que, quando os alunos começaram a participar da disciplina de PIPE 2 eles traziam um pré-conceito devido à opinião dos colegas mais antigos, que consideram a disciplina sem muita importância e exigência. Porém, os atuais alunos dão uma maior credibilidade para a disciplina, provavelmente devido à forma como a disciplina vem sendo ministrada.
Na questão 7, os alunos avaliaram o quanto estavam aprendendo com a disciplina: 48% consideram que estão aprendendo bastante e 33% consideram que estão aprendendo muito.
Na questão 8, eles puderam justificar as respostas dadas à questão anterior. As respostas mais frequentes foram: aprendizagem quanto às metodologias de ensino, prática (como ministrar aulas), preparação de aulas, falar em público, recursos didáticos, conteúdo de Física e trabalho em grupo. A tabela abaixo mostra a frequência em que essas respostas surgiram.
Tabela 2: Respostas mais frequentes referentes à questão 8 do questionário.
Na questão 9, os alunos manifestaram suas maiores dificuldades na disciplina. As respostas mais frequentes foram em relação ao conteúdo de Física, falar em público e preparar uma aula de acordo com os critérios da professora.
Nas questões 12, 13 e 14 e 16 os alunos atribuíram notas de 0 a 10 para a forma como a disciplina está sendo ministrada, ao conteúdo que está sendo abordado, à forma com que a professora está ministrando a disciplina e à dedicação do próprio aluno à disciplina. A tabela abaixo mostra a média das notas para cada quesito.
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Tabela 3: Média das notas atribuídas pelos alunos em alguns quesitos.
Os dados indicam que os alunos aprovam a forma com que a disciplina está sendo ministrada pela professora e que eles estão se dedicando muito à disciplina.
As respostas da questão 15 indicam que os alunos aprovam o processo adotado para desenvolver os trabalhos em grupo, pois, 47% consideram o processo ótimo e 45% o consideram bom, apenas 8% o consideram regular.
Na última questão, os alunos colocaram sugestões para melhorar a disciplina, como:
- Mostrar mais as dificuldades que o professor encontrará mediante a sala.
- Mais trabalhos individuais.
- Apresentar as aulas para alunos do Ensino Fundamental.
Estas sugestões serão atendidas nos próximos semestres.
## Conclusão
A metodologia de aula proposta está cumprindo seus objetivos. Os alunos aprovaram a metodologia e consideraram a disciplina relevante e importante para a formação do professor de Ciências. Eles demonstraram-se interessados, desenvolveram os trabalhos com o rigor esperado e afirmaram ter aprendido muito, tanto em relação ao cotidiano de um professor, na preparação e apresentação de uma aula, quanto na transposição didática e utilização de recursos e estratégias instrucionais.
Porém, estas modificações ainda não são suficientes para resolver o problema do ensino de ciências no Brasil, pois o curso de licenciatura em Ciências Biológicas não forma especialistas em Ciências, incluindo Física e Química. Uma proposta alternativa seria ministrar as aulas de ciências nas escolas utilizando o trabalho cooperativo entre professores de Física, Química e Biologia.
## Agradecimento
Os autores agradecem à FAPEMIG pelo auxílio recebido.
## Referências
BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Naciona l, Lei 9.394, Brasília: Congresso Nacional, 20 dez. 1996.
CAVALCANTE M. A.; PIFFER, A.; NAKAMURA, P. O Uso da Internet na Compreensão de Temas de Física Moderna para o Ensino Médio. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 23, n. 1, p.108-112, 2001. Disponível em: < http://www.sbfisica.org.br/rbef/ojs/index.php/rbef > Acesso em: 03 set. 2009.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Parecer N o 9, de 8/5/2001. Dispõe sobre
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as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em Nível Superior, Curso de Licenciatura, de Graduação Plena. Brasília: Câmara de Educação Superior/CNE/MEC , 2001a.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_. Resolução n o 1, de 18/2/2002. Regulamenta as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de professores da Educação Básica, em Nível Superior, Curso de Licenciatura, de Graduação Plena. Brasília: Câmara de Educação Superior/CNE/MEC , 2002a.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_. Resolução n o 2, de 19/2/2002. Estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de professores da Educação Básica, em Nível Superior, Curso de Licenciatura, de Graduação Plena. Brasília: Câmara de Educação Superior/CNE/MEC , 2002b.
DEMO, P. Educar pela pesquisa . 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.
JULIO, M. J.; VAZ, M. A. Grupos de alunos como grupos de trabalho: um estudo sobre atividades de investigação. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , Belo Horizonte, v. 7, n. 2, 2007. Disponível em: < http://revistas.if.usp.br/rbpec/article/view/65/58> Acesso em: 29 mai. 2012.
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Conteúdos Básicos Comuns. Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, 2007.
NOGUEIRA, J. S. et al. Utilização do Computador como Instrumento de Ensino: uma Perspectiva de Aprendizagem Significativa. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 22, n. 4, p. 517-522, 2000. Disponível em: < www.sbfisica.org.br/rbef/>. Acesso em: 14 jan. 2009.
SILVA, A. P. Projeto Integrado de Prática Educativa ((PIPE) nas Licenciaturas em Ciências Biológicas, Física e Química: desafios e possibilidades para a formação docente.140 f. Dissetação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, 2008.
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