NEWTON NO ENSINO MÉDIO ATRAVÉS DE LIVROS PARADIDÁTICOS
Janethe Patrícia Acuña Escalera, Danilo Paschon, Maria Candida Varone De Morais Capecchi, Adriana Saleme Vecchier
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 22/01/2013
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## NEWTON NO ENSINO MÉDIO ATRAVÉS DE LIVROS PARADIDÁTICOS
Janethe Patrícia Acuña Escalera , Danilo Paschon , Adriana Saleme Vecchier 1 2 3, Maria Candida Varone de Morais Capecchi 4
- 1 Universidade Federal do ABC/CCNH, janethe.acuna@aluno.ufabc.edu.br
- 2 Universidade Federal do ABC/CCNH, danilo.paschon@aluno.ufabc.edu.br
- 3 Escola Estadual Doutor Celso Gama, adrivecchier@hotmail.com
- 4 Universidade Federal do ABC/CCNH, maria.capecchi@ufabc.edu.br
## Resumo
Neste trabalho apresentamos o relato de uma proposta que utiliza livros paradidáticos do acervo da biblioteca de uma Escola Estadual que participa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à docência (PIBID) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A proposta originou-se a partir da sugestão da coordenadora do subprojeto de Física, que sugeriu que os alunos de graduação da licenciatura de física - bolsistas no programa da CAPES - realizassem atividades com o uso de ferramentas educacionais diferenciadas. A aplicação deste projeto foi realizada no primeiro semestre de 2011 com os alunos dos primeiros anos do ensino médio, que no primeiro momento realizaram a leitura individual e em seguida exploraram em grupos os livros selecionados pelos bolsistas. Para análise inicial desta proposta foram coletados alguns dados quantitativos e realizadas comparações com os dados divulgados pelo ibope do Instituto do Pró-Livro (IPL), também são apresentados alguns trechos das reflexões dos executores antes, durante e depois da realização e elaboração deste projeto.
Palavras-chave : PIBID, Newton, livros paradidáticos, ensino médio.
## Introdução
Por se tratar de um universo totalmente fora da realidade dos alunos que ingressam no ensino médio, a física, com seu 'mundo' cheio de perfeições no vácuo ou em sistemas isolados é vista por muitas vezes como uma das disciplinas mais difíceis de serem compreendidas, e por esta razão deve-se ter muita cautela ao ensiná-la, pois existe um grande risco de criarmos uma apatia entre esta ciência e os estudantes.
Porém não existe uma única forma para o ensino desta ou de outras disciplinas, algumas pesquisas que já foram realizadas apontam que não existe um único padrão motivacional entre os alunos (PARENTE, et al, 2011) sendo assim dificilmente encontrar uma única metodologia que seja totalmente efetiva com um grupo de alunos, devemos considerar também que cada sala de aula possui uma diversidade (nenhuma sala é igual à outra). Diante disto, neste trabalho apresentamos uma das possíveis formas de utilizarmos paradidáticos nas aulas de física dos alunos do primeiro ano ensino médio e também apresentamos uma breve reflexão dos envolvidos sobre este trabalho e sua importância para a formação
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20 a 25 de janeiro de 2013
destes bolsistas. O objetivo de utilizar o paradidático, não é de substituir o didático, pelo contrário, é utilizado para oferecer uma alternativa a mais para aprender o conteúdo ensinado, com o intuito de enriquecê-lo e ampliá-lo. Consideramos que os paradidáticos são
- (...) importantes porque podem utilizar aspectos mais lúdicos que os didáticos e, dessa forma, serem eficientes do ponto de vista pedagógico. Recebem esse nome porque são adotados de forma paralela aos materiais convencionais, sem substituir os didáticos (MENEZES; SANTOS, 2007).
Como mencionado no trabalho de Menezes & Santos, nesta pesquisa levamos em consideração que os livros diferem em diversos aspectos, assim como aponta Magda Soares, em uma publicação para a revista 'Nós da escola', onde afirma que,
- O Livro didático e paradidático são diferentes quanto a seus objetivos e suas funções, o objetivo do livro didático é apresentar uma proposta pedagógica de um conteúdo selecionado no vasto campo de conhecimento em que se insere a disciplina a que se destina, organizado segundo uma progressão claramente definida, sua função é servir de suporte para o ensino. (...) o livro paradidático tem por objetivo aprofundar ou ampliar um determinado tópico ou tema do conteúdo de uma ou mais disciplinas; sua função é auxiliar o ensino e a aprendizagem; outra diferença é que, enquanto o livro didático é concebido para um uso, sobretudo coletivo e, de certa forma, obrigatório, o paradidático é concebido para uma leitura individual e frequentemente facultativa. (SOARES, 2003)
Como Soares afirma no trecho acima, o uso de paradidáticos normalmente são facultativos, e isso se deve pela falta de hábito de leitura da população Brasileira, o último Ibope realizado pelo Instituto Pró-Livro (IPL) aponta que o hábito de leitura diminuiu 5%, se comparado com o último levantamento realizado em 2007 em 311 municípios e no Distrito Federal, e em outra pesquisa constatou que o incentivo da prática de leitura provém do incentivo familiar.
Em contrapartida para incentivo da leitura, existem vários projetos, tais quais como os do programa Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) que em 2012 investiu R$ 373 milhões em 42 projetos que estão sendo desenvolvidos, já no Plano Nacional da Educação (PNE) se prevê a criação de um vale-livro para professores, já que eles são apontados como os maiores influenciadores de leitura.
- O incentivo para o uso de paradidáticos é evidente, principalmente com a Lei 1.244/2010, já que o principal objetivo de utilizá-lo é ampliar o leque de conhecimento sobre o conteúdo que está sendo estudado e ainda assim são poucos os professores que incentivam o uso dos recursos que a biblioteca oferece e isso acontece por diversos motivos: falta de tempo para realizar planejamento, falta de experiência para trabalhar com tais livros ou até mesmo desconhecimento dos exemplares existentes no acervo, etc. Entre os citados, embora o planejamento seja fundamental para as práticas didáticas, é o principal fator que impede a realização de algum tipo de atividade diferenciada, já que essa atividade exige tempo hábil, porém com a existência do PIBID na escola, esta dificuldade foi amenizada, pois conta com a ajuda de alunos da graduação, professores e doutores da área de ensino de física.
## Proposta e Desenvolvimento
Após um bimestre de observação das turmas do primeiro ano, realizado pelos alunos do PIBID, foi sugerido pela professora supervisora, que os pibidianos (alunos bolsista do PIBID) fizessem propostas diferenciadas. Para tanto, foram
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apresentadas algumas linhas de abordagem que poderiam ser utilizadas no planejamento anual. A priori, cada pibidiano deveria escolher uma metodologia para suas regências, porém, uma aluna da graduação optou por realizar um projeto que envolvesse o conteúdo teórico com a história da ciência, a ideia do projeto surgiu a partir de sua experiência em sala de aula adquirida durante seus estágios da licenciatura e sua participação no PIBID:
Os alunos não tem dificuldade na física, pois o pensamento físico é 'fácil' e chega a ser natural, pois apenas é necessária a observação dos fenômenos. O aluno na verdade tem dificuldade com a linguagem, especificamente, com a linguagem matemática e com a linguagem portuguesa/idioma (interpretação). Física não é nada mais do que a combinação dessas duas competências, e além disso durante as aulas nos apegamos mais ao conteúdo teórico e conceitual, deixando de lado o contexto histórico - afinal de contas, ninguém simplesmente acorda e fala: 'vou inventar uma lei universal'. (Bolsista 1)
Na primeira etapa do projeto, houve levantamento dos títulos disponíveis e a quantidade de exemplares. A lista dos livros selecionados do acervo da biblioteca da escola apresenta-se na tabela 01.
Tabela 01 : Lista dos livros selecionados do acervo da biblioteca.
Após o levantamento dos livros foram selecionados temas centrais, que se encontram na tabela 02, para que os alunos trabalhassem em grupos, pois a quantidade de livros não era suficiente. A quantidade de grupos sobre cada tema foi determinada a partir da quantidade de livros disponíveis.
Tabela 02 : Temas centrais e quantidade de grupos por tema.
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Foram formados dez grupos em cada sala e cada grupo poderia ter no máximo quatro integrantes e no mínimo dois livros paradidáticos da lista como referência, após a leitura dos exemplares. Como o hábito da leitura é algo individual, e como os alunos teriam restrições nas escolhas dos temas dos livros, viu-se a necessidade de acompanhamento durante a leitura dos paradidáticos, para auxiliálos - esclarecer dúvidas e fornecer mais informações do que o livro apresenta com ajuda na interpretação e fornecimento de outros materiais disponíveis, por exemplo, outros livros, filmes, etc. - então foram necessárias reuniões para esta atividade.
A metodologia escolhida para a coordenação das reuniões foi baseada em discussões dirigidas pelos bolsistas, que tinham por objetivo principal desenvolver ideias, com discussões críticas e argumentação. Estas reuniões, com duração de duas horas cada, foram realizadas na biblioteca da com acompanhamento da professora supervisora. As datas das discussões dirigidas foram escolhidas após os alunos serem consultados, para que houvesse a maior participação possível.
Para realizar o planejamento foi necessário que os envolvidos no projeto lessem todos os livros, pois como é apresentado no trabalho de Yasuda:
O professor/leitor/mediador é aquele que indica leituras guiando-se não só pela idade e capacidade intelectual do aluno, mas, sobretudo, pela sua própria sensibilidade de leitor. Indica textos que são significativos para si mesmo e que acha que poderão sê-lo, também, para o aluno. Por isso, o professor mediador é o que lê antes, cercando o texto em suas possíveis leituras. Desse modo poderá realizar um trabalho que possibilite, no acontecer da leitura e a partir da verbalização das impressões, criar condições para que o aluno possa desenvolver sua sensibilidade para perceber e desvelar o mundo dos textos em sua diversidade e pluralidade. (YASUDA, 1991, p. 77)
Como sugere o trecho, foi necessário que os livros fossem lidos tanto pelos alunos como também pelos proponentes da leitura dos mesmos, para criar condições de mediação que possibilitassem o desenvolvimento dos textos e que principalmente motivassem a leitura.
Durante as reuniões com os alunos, os mediadores primeiramente identificavam os alunos com uma etiqueta e em seguida faziam duas perguntas para cada um dos alunos: perguntavam se o aluno tinha o hábito de ler e ele tinha lido os livros indicados para o projeto. Após a resposta de cada aluno era iniciada a discussão dirigida e durante a discussão os alunos eram avaliados em dois aspectos: participação em grupo e participação individual.
## Apresentação dos trabalhos
Na proposta inicial os alunos apresentariam seus trabalhos no período das aulas de física, também seriam convidados alunos de outras séries da escola para a exposição, que seriam através de painéis, maquetes, vídeos, etc. Porém, esta apresentação não aconteceu devido à urgência de realizar outras atividades que foram necessárias para auxiliar no rendimento dos alunos.
## Resultados e Discussão
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Neste trabalho apresentamos alguns dados quantitativos e alguns trechos das reflexões realizadas pelos os executores antes, durante e depois da realização deste projeto.
No gráfico 1, podemos verificar que houve adesão de 48% dos alunos. O que já evidencia o interesse parcial dos estudantes apesar de se tratar de um projeto que aborda uma disciplina que para a maioria dos alunos é considerada como 'difícil e chata'.
Gráfico 1 : Participação do Projeto
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Entre os alunos que participaram do projeto, podemos verificar no gráfico 2, que parte deles não possuíam hábito de leitura. Embora a necessidade da leitura dos exemplares foi explícita, mais de 50% dos alunos que participaram não possuíam o hábito de ler. As reais motivações para a participação desses alunos, não foram investigadas neste trabalho. Entretanto uma das hipóteses é levantada por Acuña, nas suas reflexões:
Acho que um dos principais motivos para a participação desses alunos pode-se ser explicada, porque em muitos casos era perceptível a influência de um amigo ou um grupo. A participação de alguns alunos também foi porque eles necessitavam melhorar o conceito em física, e foram os alunos que ganharam mais destaque nas discussões. (Bolsista 1)
Gráfico 2 : Hábito de Leitura dos alunos que participaram do Projeto
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Além disso, os dados do gráfico 2 apresentam resultados semelhantes aos obtidos pelo IPL, que em 2011, teve como resultado que 50% da população tem o hábito de leitura.
No gráfico 3 notamos que alguns alunos tiveram interesse em participar do projeto, porém alegaram que não tiveram acesso aos livros porque não tinham carteirinha da biblioteca ou porque quando foram à procura de algum exemplar, não o encontram disponível.
Gráfico 3 : Quantos alunos participaram do projeto e leram os livros indicados
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O meio mais recorrente de pesquisa, para os alunos que não realizaram a leitura dos livros indicados, foi à internet, o que não afetou o andamento da discussão, pelo contrário a enriqueceu, já que por vezes eles apresentaram informações além daquelas expostas nos livros.
## Conclusões Finais
Durante as reuniões os mediadores notaram que os alunos estavam se identificando com o Newton, para Matthews (1995) a história da ciência se utilizada nos conteúdos pode 'humanizar a ciência', e assim possivelmente sobrepujar 'o mar de falta de significação' dos alunos, contribuindo para o entendimento do conteúdo. Essa 'humanização da ciência' foi identificada pelos executores do projeto, como apresentam os trechos a seguir:
Nas discussões os alunos mostraram se interessar por essa humanização dos cientistas, e por seu trabalho. Eles puderam enxergar, mesmo que pouco, que os grandes 'gênios da ciência' eram pessoas normais, e que qualquer um pode ser um cientista se quiser. (Bolsista 2)
Alguns alunos mencionaram que durante a leitura relacionaram a vida de Newton com suas próprias vidas. Inclusive ouve um aluno que salientou: 'Nós podemos ser Newtons!' (Bolsista 1)
Como descrito por bolsista 2, por parte dos alunos, houve principalmente interesse pela 'humanização dos cientistas' que fez com que a participação nas discussões fosse ativa, o que repercutiu também em uma aproximação maior entre os alunos e os pibidianos, que é denominado por Almeida e Mozena (1998) como 'relação dialógica entre professor e aluno. Para proporcionar essa relação, Assis (2005) menciona que o professor deve repensar sua postura se colocando como aprendiz.
Neste ponto é importante considerar o papel desta atividade na formação dos futuros professores e também de seus formadores. Nas reflexões realizadas pelos bolsistas, pode-se notar que passaram da posição de proponentes á aprendizes, durante a elaboração e execução do projeto:
Participar deste projeto foi uma experiência única! Aprendi sobre a vida de Newton, á coordenar discussões e principalmente a não ter medo de ariscar propostas com estratégias diferentes... Aprendi muito! Nas aulas, sempre quando se comentava sobre Newton, percebia o 'inquietamento' dos alunos que participaram do projeto, eles queriam comentar o que sabiam - uns em voz alta para toda a sala, outros apenas com seu colega ao lado. Pude observar de perto o aprendizado deles e foi muito gratificante, com certeza farei este tipo de atividade novamente. (Bolsista 1)
Este projeto foi um dos mais relevantes para minha experiência no PIBID. Primeiramente, por ter aprendido bastante sobre a vida de Newton com os paradidáticos. Mas o principal foi o resultado atingido com o projeto, muitos alunos passaram a dizer que após o projeto, começaram a gostar e ver a Física com outros olhos. Os debates sobre os livros foram
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absolutamente relevantes (...) participar desses debates me agradou muito e me surpreendeu bastante. Acredito que após o projeto, passei a dar mais valor por ensinar a Física da forma mais próxima possível dos alunos. E mostrar também que a ciência não está distante deles, faz parte de suas vidas. (Bolsista 2)
Além do aprendizado adquirido pelos pibidianos, a professora supervisora do PIBID, após esta experiência, elaborou um projeto para alunos do ensino fundamental que utiliza os paradidáticos no ensino de matemática.
Profissionalmente o projeto contribuiu de forma à diversificar o ensino tradicionalista que vinha praticando, a experiência envolvendo paradidáticos na disciplina de Física foi bastante positiva e por isso a estendi à Matemática. (Supervisora)
Os resultados obtidos neste trabalho nos trazem evidencias sobre o potencial formador do projeto realizado na escola, tanto para os alunos da educação básica, quanto para os licenciandos envolvidos em sua realização. Em relação aos alunos da educação básica, podemos concluir que, apesar da participação parcial, existe o interesse de tentar compreender a física com um 'olhar' diferente do que é exposto em sala de aula (método 'tradicionalista') e os resultados obtidos com o uso de paradidáticos é uma estratégia que pode trazer grandes contribuições ao ensino, permitindo ao aluno principalmente deixar de encarar a Física como algo distante do seu cotidiano, dando abertura á discussões relevantes e principalmente aumentar os seus horizontes culturais.
## Referências
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FAILLA, Zoara. Para Aprender a gostar de ler. Instituto Pró-Livro . Disponível em: <http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=2331>. Acesso em: 20 Jul. 2012
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MORAIS, Ginny. Governo deve rever planos de incentivo à leitura, diz representante do MEC . Brasília, Agência da Câmara de Notícias, 2012. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/413323GOVERNO-DEVE-REVER-PLANOS-DE-INCENTIVO-A-LEITURA,-DIZ-REPRESENTANTEDO-MEC.html>. Acesso em: 24 jun. 2012.
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