CONTEXTUALIZANDO O ENSINO DE FÍSICA NO CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA: DESAFIO PARA SUPERAR A DIFICULDADE DE ENSINAR E APRENDER FÍSICA
Roberto Dias Lima, Gabriel De Araújo Santos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 22/01/2013
- Linha de pesquisa
- Processos Cognitivos De Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## CONTEXTUALIZANDO O ENSINO DE FÍSICA NO CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA: DESAFIO PARA SUPERAR A DIFICULDADE DE ENSINAR E APRENDER FÍSICA
Roberto Dias Lima 1 Gabriel de Araújo Santos 2
1 Instituto Federal do Pará/Campus Castanhal - Programa de Pós-Graduação em Educação Agrícola, robertodias1962@bol.com.br
2 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - Programa de Pós-Graduação em Educação Agrícola, gasantos@ppgea.br
## Resumo:
A constatação que o ensino da disciplina Física no Brasil, ainda se pratica de forma descontextualizada, reflete numa formação deficitária para os discentes das escolas técnicas agrícolas. Este fato evidencia que no ensino de Física ainda é ressaltado a memorização de fórmulas com aplicações simplesmente numéricas e que os conceitos são transmitidos sem levar em consideração a realidade do cotidiano e os conhecimentos prévios dos discentes. Essa prática torna a disciplina Física, principalmente nas escolas técnicas agrícolas, alienada no que diz respeito às questões sociais, ambientais, tecnológicas e políticas. Mudar essa problemática é possível quando se leva em consideração que a Física necessita ser trabalhada se desprendendo de certos padrões de referenciais pedagógicos, ressaltando a busca em epistemologias contemporâneas que leve em consideração a contextualização e a interdisciplinaridade. O presente trabalho foi realizado no Instituto Federal de Educação Ciência Tecnologia do Pará/Campus Castanhal com discentes de uma turma de 2 série do Ensino Médio Integrado do Curso Técnico em a Agropecuária. A pesquisa de caráter qualitativo foi realizada mediante o desenvolvimento de uma proposta, analisando informações que foram obtidas mediante questionários, colóquio, atividades no laboratório de Física do solo e no campo. O trabalho buscou aplicar a contextualização a partir de um tema gerador que é 'solo', cujo intuito foi estabelecer a relação entre os conceitos básicos da Física e os das ciências do solo, constatando que são os mesmos e fazendo com que os discentes enxerguem a Física inserida no seu cotidiano e nas disciplinas do curso técnico em agropecuária.
Palavras chave: Ensino de Física, ensino agrícola, contextualização e interdisciplinaridade.
## Introdução:
É certo que em quase todas as atividades que o homem desenvolve no seu cotidiano a Física encontra-se presente, mas muitas vezes ela passa despercebida,. fato que é evidenciado pela falta de questionamentos, o não despertar de curiosidade e a vontade de querer aprofundar tais conhecimentos.
- O desinteresse no ensino de Física, talvez se deva a maneira tradicional como ela ainda é ensinada, onde se enfatiza conteúdos teóricos abstratos, marcados pela descontextualização, para depois aplicar exercícios problemas com
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20 a 25 de janeiro de 2013
enunciados fora do contexto e distantes da realidade do alunado. Tais fatos podem ser os indicadores para que a Física seja vista por eles como uma disciplina complexa, chata e nada motivadora.
A percepção da Física pelos discentes ainda é um paradigma que necessita ser superado, porque ainda se direciona de uma maneira geral o ensino para uma linearidade entre o conhecimento cientifico/técnico e suas aplicações. Dessa maneira mostrando o mundo da investigação e o mundo da prática separado, isto é, seguindo trajetórias independentes que parecem nunca se encontrarem.
Mudar a concepção de que a Física é apenas uma disciplina é uma necessidade para que ela possa ser vista como uma ciência. Desse modo é preciso libertá-la da concepção condutista, que apenas acredita na transmissão do conhecimento.
Somente transmissão de conhecimento, faz com que o ensino de Física fique restrito a condução de atividades pedagógicas presa a conceitos e fórmulas matemáticas, restringindo o poder de reflexão, da criatividade e a própria visão que o discente tem da vida, da natureza e do universo.
Então, é necessário buscar um ensino de Física que priorize o questionamento, resgatando a competência investigativa para compreender e conhecer o mundo na qual o homem está inserido. Logo, para resgatar o interesse dos discentes, as alternativas podem ser a contextualização e a interdisciplinaridade.
Nessa perspectiva, a presente pesquisa teve como verificar a contribuição da Física para a contextualização do estudo da compactação dos solos no curso técnico em agropecuária no IFPA/Campus Castanhal . Logo, o objetivo foi verificar a aplicabilidade da disciplina Física no contexto do curso técnico integrado em Agropecuária, levando em consideração a situação prática ligada ao cotidiano do estudante.
## Contextualização e interdisciplinaridade
Verificar a aplicabilidade da disciplina de Física no contexto do curso técnico integrado em Agropecuária se faz necessário. Para isso deve-se também levar em consideração a situação prática ligada ao cotidiano do educando, considerar suas experiências de vida, seus conhecimentos para favorecer a participação e estabelecer relações com o conhecimento adquirido em sala de aula.
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A expectativa reside no fato de que é necessário que as disciplinas do ensino médio sejam contextualizadas, não somente com as da área técnica, mas também com os conhecimentos prévios que os alunos trazem do seu cotidiano. Para isso, devem-se observar os conteúdos da Física que estão relacionados com os das disciplinas da área técnica. Isso pressupõe a necessidade de um planejamento conjunto e contínuo, para uma busca de efetivação de currículo integrado. Constatase que nas escolas de ensino médio aprende-se pouco da Física e o que é mais grave, esse fato leva os discentes a não gostarem da disciplina.
A reversão desse quadro aponta para uma maior vinculação dos conteúdos da Física com a realidade vivenciada pelo educando, pois estes conteúdos são sempre os mesmos, mas os educandos são diferentes. O ensino e a aprendizagem devem estar voltados para o crescimento do indivíduo. E para isso, necessário que se faça a associação com o mundo onde este está inserido.
Segundo Santos (2009), ao contextualizar o conhecimento, tornando-o vivo, articulando sujeito/objeto, ser/saber, o aluno encontra razão para aprender. O conhecimento adquire significado e não constitui somente um pacote a ser memorizado.
Nesse sentido o conhecimento é subjetivo e objetivo a um só tempo, perdendo seu suposto sentido da neutralidade. Isso leva a necessidade de também ressignificar o próprio conceito de aprendizagem (SANTOS 2009).
Para que essa articulação seja efetivada uma das possibilidades pode ser a necessidade de se fazer a contextualização dos conteúdos da Física não somente com o cotidiano, mas também com a realidade vivenciada pelos alunos no decorrer do curso técnico em agropecuária, isto é, com as disciplinas técnicas.
De acordo com Kuenzer (2009):
Contextualizar significa admitir que a ação de conhecer envolva uma relação entre sujeito e objeto. Como o conhecimento escolar é apenas reproduzido a partir da situação original que o produziu. A escola valendose de recurso da transposição didática pode estimular o aluno a desenvolver uma relação ativa com o conhecimento, de modo a provocar aprendizagens, a partir do estabelecimento de modo a provocar aprendizagens significativas, a partir do estabelecimento das conexões entre o que deve ser conhecido e as experiências da vida pessoal, social e produtiva, ou seja, seu cotidiano.
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Então, percebe-se a necessidade da conexão entre os conteúdos da Física com os das disciplinas do curso técnico em agropecuária, com o intuito de reduzir a distância entre elas.
## Dificuldades de ensinar e aprender Física
A partir década de 2000, diversos eventos de educação vêm sendo promovidos com o propósito de se discutir as questões polêmicas a respeito do ensino de Física. Alguns professores persistem em acreditar que para aprender é preciso resolver exaustivamente exercícios com o uso exagerado de fórmulas e com enunciados descontextualizados e distantes do cotidiano dos alunos, o que tende a afastá-los do conhecimento. Essa forma de ensinar faz com que os alunos sejam treinados para responder problemas e não valoriza o olhar crítico das teorias da física.
A forma de como ainda se trabalha a Física em sala de aula, fragmentada, isolada e com caráter de terminalidade, ou seja, acabada e sem o aporte da contextualização com outros saberes, traduz-se no fato de a Física ser considerada por muitos alunos uma disciplina chata e nada motivadora (KUENZER, 2009). Dessa maneira a Física passa a ser vista como uma disciplina difícil, sem aplicabilidade e que estudá-la resume-se a decorar fórmulas cuja origem e finalidades são desconhecidas.
A reversão desse quadro pode ser com uma maior vinculação dos conteúdos da Física com a realidade vivenciada pelo aluno. Fato evidenciado por Kuenzer (2009):
Uma das situações normalmente observadas no desenvolvimento de conteúdos de Física é a sua pouca vinculação com a realidade vivenciada pelo aluno. Talvez isso aconteça, em grande parte, por se ministrarem conteúdos que foram consolidados e estratificados no tempo, sem se atentar para a realidade sempre em mudança dos alunos e dos professores nem descobrir o que lhes será mais familiar ou útil.
Então, percebe-se que os conteúdos são sempre os mesmos, mas os alunos são diferentes, portanto ensinar numa escola profissionalizante é diferente de ensinar numa escola cujo ensino seja propedêutico.
É fato que na maioria das escolas do Brasil, o ensino de Física é baseado na transmissão de conteúdos e informações quase sempre através de aulas expositivas, sem atividades experimentais.
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Conteúdos distantes ou que não se ligam à realidade do aluno, isto é, são apresentados aos alunos de maneira em que se valorizam apenas os cálculos matemáticos, não fazendo o aporte das leis e princípios que regem a Física.
Vale ressaltar que ao longo dos anos o ensino de Física esteve quase sempre atrelado à preparação aos exames de vestibular. Ficando clara a valorização da memorização, macetes e repetição excessiva de exercícios puramente matemáticos, sem nenhuma contextualização. Assim consolidando a Física como apenas mais uma disciplina da matriz curricular, com pouca ou nenhuma interação com as outras e o que é mais grave às vezes nem os próprios conteúdos da Física interagiam.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do Ensino Médio (BRASIL, 1999,) apontam como objetivo 'uma Física cujo significado o aluno passa perceber no momento posterior ao aprendizado'. Desse modo se deseja que o ensino de Física seja interagente, levando em conta o contexto cultural, social, político e econômico dos alunos, de tal maneira que eles possam usar esse conhecimento para superar problemas e desenvolver soluções.
Nesse sentido, percebe-se que os anos iniciais do século XXI têm sido marcados por mudanças significativas no discurso sobre educação. Estas têm como objetivo melhorar o processo de ensino e aprendizagem, na qual o ensino de Física está inserido, daí a introdução de elementos como contextualização, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e ensino integrado. Ressalte-se apenas que são elementos difíceis de serem traduzidos em sala de aula.
Moreira (2000) relata que:
Não se pode deixar de mencionar iniciativas e contribuições importantes enfocadas na retrospecção sobre o ensino de Física em escolas de nível médio ao longo dos últimos anos, tais como a 'Física do cotidiano', 'equipamento de baixo custo', 'ciência, tecnologia e sociedade', história e filosofia da ciência contemporânea e 'novas tecnologias'. Cada uma destas vertentes tem seu valor, mas também suas limitações e, até mesmo, prejuízos para o ensino de Física, na medida em que forem exclusivas. É um erro ensinar Física sob um único enfoque, por mais atraente e moderno que seja. Por exemplo, ensinar Física somente sob a ótica da Física do cotidiano é uma distorção porque, em boa medida, 'aprender Física é, justamente libertar-se do dia-a-dia.'
Dessa forma, percebe-se a necessidade de se buscar diversas alternativas para tornar o ensino de Física mais integrado ao contexto vivenciado pelo aluno,
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logo o ensino de Física será mais bem compreendido se forem adotadas diversificadas metodologias e ferramentas que venham favorecer o bom desenvolvimento dos conceitos da Física. E que tais métodos de ensino sejam modificados toda vez que for necessário, para tornar os alunos capazes de ter autonomia para a aprendizagem.
A precariedade do ensino de Física no Brasil vem se desenrolando ao longo dos anos, mas nas últimas décadas surgiram experiências no sentido de reversão desse quadro e uma delas é a realização do Simpósio Nacional do ensino de Física que é um evento que acontece de dois em dois anos em uma cidade escolhida antecipadamente, sendo de suma importância para que professores e estudantes de física possam refletir criticamente sobre a qualidade no ensino de Física.
No ano de 2011 foi realizado o XIX SNEF na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, com tema 'Qualidade no Ensino de Física: Perspectivas e Desafios no Século XXI'. No tema é visível que a busca por melhorias para o ensino de Física é uma constante.
De acordo com a comissão organizadora o tema central do XXI SNEF significa reconhecer o contínuo desafio para não regredir nos avanços já conquistados. E dessa maneira continuar construindo novas perspectivas para sempre superar, com discernimento crítico, os estágios evolutivos contemporâneos, seja no âmbito da educação, ciência ou política que se apresentam no processo de desenvolvimento desse conhecimento humano em todos os níveis educacionais.
No decorrer das últimas décadas, tentativas tem sido buscada no sentido de superar as dificuldades de ensinar e aprender Física e mais recentemente podemos citar o Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, que tem o objetivo de proporcionar ao aluno autonomia na busca do conhecimento.
Com o advento do ENEM já se percebe avanços, quando os livros didáticos tiveram de ser reformulados, levando em consideração a contextualização, para atender às exigências dos modelos de questões formuladas, onde o conhecimento ampliado e a valorização do cotidiano do aluno requerem melhor preparação, daí a necessidade do professor buscar alternativas para aperfeiçoar sua prática de ensino e se desprender do tradicional.
## Metodologia
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No desenvolvimento da pesquisa foram buscadas estratégias como revisão, análise de material bibliográfico, metodologia participativa entre o pesquisador, o público alvo da pesquisa, bem como as situações pesquisadas, aplicação de questionários para coletas de dados, visitas ao laboratório de 'solos' e atividades de campo.
Para valorizar os conhecimentos que os discentes trazem em suas estruturas cognitivas, procurou-se estabelecer a relação de tais conhecimentos com o contexto vivenciado por eles no curso técnico e na disciplina Física. Dessa forma a pesquisa foi direcionada nas seguintes etapas:
- Etapa 1: Aplicação de questionários.
- Etapa 2: Realização de um colóquio.
- Etapa 3: Conhecendo um laboratório de física do solo.
Etapa 4: Atividade de campo (coleta de amostras de solo das áreas pesquisadas).
Etapa 5: Determinação de propriedades físicas para compreender a compactação do solo.
- Etapa 6: Apresentação de Relatórios.
- Etapa 7: Questionário final para a avaliação da metodologia.
- Etapa 8: Comparação das respostas iniciais e finais.
## Resultados e Discussão
Nesta fase foi realizada uma análise do projeto de pesquisa levando em consideração o propósito de discutir a contextualização do ensino de Física. O presente trabalho traduziu-se em discutir e investigar como o ensino de Física pode contribuir para a compreensão da compactação dos solos. Os alunos puderam perceber que os conceitos fundamentais da Física são os mesmos presentes no conteúdo da disciplina 'Solo' e estes estão inseridos não só nesse fenômeno, mas em outros relacionados com o curso técnico em agropecuária.
De acordo com os PCNs (BRASIL, 1998) as mudanças em educação estão sendo acompanhadas por um novo vocabulário, que inclui conceitos como contextualização, interdisciplinaridade, competências e habilidades, onde o objetivo
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da escola média deve, nos dias de hoje estar voltado para a formação de jovens, independente da sua escolaridade futura.
Dessa forma foram feitas: Análise dos questionários, análise das propriedades físicas dos solos de diferentes sistemas produtivos do campus Castanhal do IFPA (discussão dos dados), discussão das respostas do questionário final da pesquisa e avaliação da metodologia.
Ao se analisar qualitativamente a resposta das perguntas do questionário diagnóstico, que trata do interesse pela disciplina Física, percebeu-se inicialmente o pouco interesse pela disciplina, visualizando falta de motivação.
O colóquio mostrou que aulas contextualizadas e com experimentos são muito mais interessantes e fazem com que o aprendizado seja mais eficaz. Como se pode avaliar com as respostas de alguns discentes quando foi solicitado que eles fizessem por escrito um comentário a respeito da atividade.
Discente A: 'A aula foi muito proveitosa, pois além de aprender os conceitos da Física que são importantíssimos, também aprendemos os motivos da compactação do solo e usar os conceitos físicos para entender a compactação'.
Discente P: 'Particularmente gostei muito, pois foi uma aula proveitosa e descontraída do jeito que gosto e nela aprendi muitas coisas sobre pressão, sobre física e outras unidades, enfim gostei muito e afinal se houvesse aulas assim pelos menos uma vez por semana eu gostaria muito'.
Figura 25 - Gráfico da densidade do solo (DS) de diferentes sistemas produtivos do IFPA campus Castanhal.
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Os valores médios da densidade do solo (DS) de diferentes sistemas de produção do IFPA campus Castanhal estão ilustrados no gráfico 1. No geral, os
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valores médios, superiores a 1,5 kg.dm -3 , estão elevados, sugerindo, inicialmente, tratar-se de solos compactados. Os valores elevados, acima dos corriqueiros, 1,0 a 1,5 kg.dm -3 , podem ser supostamente a três fatores: Compactação do solo devido a manejo, compactação do solo durante a coleta e textura do solo.
## Conclusão
As atividades no laboratório de Física do solo e no campo contribuíram para o aumento da motivação dos alunos com relação à Física, pois eles conseguiram estabelecer um vínculo de relação com a disciplina de Solo. Diante disso, pode-se constatar que os conceitos da Física são os mesmos utilizados na caracterização das propriedades do solo e que as grandezas físicas que estão inseridas na compactação são as mesmas da disciplina Física. Por isso, cabe não só ao professor de Física, mas também ao professor da disciplina Solo fazer tal conexão no sentido de proporcionar aos estudantes a percepção dos conteúdos ministrados nas duas disciplinas.
## Referências
KUENZER, A. Z. Ensino Médio: Construindo uma proposta para os que vivem do trabalho 6.ed.- São Paulo: Cortez, 2009.
SANTOS, A.; SOMMERMAN, A. Complexidade e transdisciplinaridade: em busca da totalidade perdida. Conceitos e práticas na educação . Porto Alegre: Sulina, 2009.
MOREIRA, M. A. Ensino de Física no Brasil: retrospectiva e perspectiva. Revista Brasileira de Ensino de Física , v.22, n.1, mar. 2000.
Parâmetros Curriculares Nacionais : ensino médio - parte I: Bases Legais,1998.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.