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PRODUTOS DIDÁTICOS DE BAIXO CUSTO E VISUALMENTE ATRATIVOS RELACIONADOS À ELETRICIDADE

Mário M. Dias Jr., Bruno Gonçalves, Cyrill Oliveira, Elisa A. E. Santos, Geruza M. Bressan, Graziele P. C. Almeida, José F. C. Moraes, Júlia A. Ferraz, Karina A. M. Paula, Nathalia D. Kistenmacker, Nicole W. Ferreira, Pâmela A. Oliveira, Sérgio L. França

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
22/01/2013
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

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## PRODUTOS DIDÁTICOS DE BAIXO CUSTO E VISUALMENTE ATRATIVOS RELACIONADOS À ELETRICIDADE

Mário Márcio Dias Júnior , Bruno Gonçalves , Cyrill de Oliveira , Elisa 1 2 3 Aparecida Evangelista dos Santos , Geruza Miquelito Bressan , Graziele 4 5 Pimentel Coelho Almeida 6 , José Francy Costa Moraes , Júlia de Assis Ferraz , 7 8 Karina Aparecida Morais Ramalho de Paula , Nathalia Dielle Kistenmacker 9 10 , Nicole Werneck Ferreira 11 , Pâmela Azevedo de Oliveira 12 , Sérgio Luiz França 13

3, 4, 5, 8, 11,12 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Juiz de Fora / Departamento de Educação e Tecnologia;

6, 7, 9, 10, 13 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Juiz de Fora / Departamento de Educação e Ciências.

## Resumo

O desenvolvimento de produtos didáticos, de baixo custo e visualmente atrativos, é essencial para facilitar o entendimento de conceitos teóricos no ensino de disciplinas como a Física. O grupo PET - Física do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais - Campus Juiz de Fora faz parte de um programa do Governo Federal, Programa de Educação Tutorial, em que se dedica na elaboração de instrumentos inovadores aliando ensino, pesquisa e extensão. Os produtos desenvolvidos pelo PET - Física tem repercutido de forma positiva nos eventos nos quais eles são apresentados e expostos, sejam em salas de aulas, congressos, encontros, feiras de ciências e workshops. Atualmente, o grupo conta com dois aparelhos didáticos finalizados, sendo o primeiro o experimento prático que completa a palestra 'LIMC' (Lâmpadas Incandescentes: Missão Cumprida), que atua na conscientização dos ouvintes sobre a substituição das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes compactas, onde é possível constatar a importância dessa substituição através de valores e de uma escala que gradua a intensidade de cada tipo de lâmpada. O segundo aparelho é o 'Quadro Didático AC' que simula ligações elétricas em paralelo e/ou em série e explora outros conceitos sobre eletromagnetismo e física moderna. Além dos aparelhos supracitados, existem outros produtos em fase de conclusão e as palestras que integram o projeto 'PET - Física vai à Escola'. O objetivo do PET - Física é desenvolver produtos que permitam abranger diversas áreas da Física, e interligar esta disciplina com outros campos do conhecimento possibilitando grande interação do estudante com a aula ministrada.

Palavras-chave: Inovação, Ensino, Eletricidade.

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## Introdução

O Programa de Educação Tutorial (PET) é um programa do Governo Federal, criado a mais de 20 anos e gerido pelo Ministério da Educação por meio da SESu (Secretaria da Educação Superior), tendo estabelecido uma nova concepção do Programa a partir do final de 2005. A legislação que regulamenta os PETs em todo o país é a Lei nº 11.180, de 23 de setembro de 2005 e as portarias MEC nº 3.385, de 29 de setembro de 2005, e nº 1.632, de 25 de setembro de 2006. O PET apoia atividades acadêmicas que integram Ensino, Pesquisa e Extensão (MEC, 2002).

O PET - Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG - JF) iniciou suas atividades em dezembro de 2010, onde é formado por alunos dos cursos superiores de Licenciatura em Física e Engenharia Mecatrônica. O objetivo do grupo é desenvolver instrumentos inovadores aliando o tripé metodológico fundamental do PET a fim de estimular os estudantes de ensino médio e superior a ampliar seus conhecimentos sobre a área de Ciências Exatas, de tal forma que cada vertente é interligada e todas são importantes. Assim, o grupo trabalha para desenvolver metodologias que despertem o interesse nos alunos, tentando utilizar principalmente materiais de baixo custo, com a finalidade de popularizar e difundir novos experimentos e técnicas. Sabe-se que o ensino de Física de qualidade no ensino médio é um grande desafio acadêmico atualmente. A Física é uma ciência experimental e na maioria das escolas é mostrada como algo extremamente teórico. Há várias publicações relevantes, no Brasil, que atestam estes problemas e buscam solucioná-lo. O foco, em geral, é despertar o interesse do aluno pela Física do cotidiano. Entretanto, não existe ferramental didático de baixo custo que prenda a atenção dos estudantes, no mercado brasileiro.

Diversos produtos já foram desenvolvidos pelo grupo como aparelhos didáticos e palestras, e outros estão em fase de finalização. Entre os aparelhos concluídos pode-se destacar o experimento prático que completa a palestra 'LIMC' (Lâmpadas Incandescentes: Missão Cumprida), que atua na conscientização dos ouvintes sobre a substituição das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes compactas, onde é possível constatar através de valores e de uma escala que gradua a intensidade de cada tipo de lâmpada a importância dessa substituição; e o 'Quadro Didático AC' que simula ligações elétricas em paralelo e/ou em série e explora conceitos sobre eletromagnetismo e física moderna. Já o 'Projeto PET Física vai à Escola' é composto por palestras interativas e dinâmicas que abordam temas sobre Eletromagnetismo, Física aplicada às aeronaves, Mecânica e Física Moderna, destinadas a alunos de ensino médio e fundamental, e que tem a finalidade de melhorar o ensino de Física nas escolas.

Entre os outros protótipos inovadores desenvolvidos pelo grupo PET - Física que estão em fase de conclusão pode-se citar o 'Gerador de Funções' que fornece os sinais elétricos para teste de circuitos, com a possibilidade de variação de amplitude, frequência e formas de onda. Este gerador apresenta, além disso, a capacidade de fornecer sinais com formas de onda sintetizadas pelo próprio usuário. Desta forma, os experimentos didáticos deixam de estar limitados a sinais padrão, e as condições de testes e medidas oferecidas nas bancadas tornam-se bastante amplas. O mesmo fornece sinais periódicos e pode ser programado para produzir formas de ondas arbitrárias, como ondas senoidais, triangulares e quadradas. Outro

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instrumento que está em fase de finalização é a Caneta IV (InfraVermelho). O projeto de pesquisa iniciou a partir da necessidade da aplicação de uma interface humana com o PC a partir de dispositivos de infravermelho e que auxilia o professor durante a transposição didática (ensino), substituindo e inovando a maneira de escrita, sendo visualmente atrativo. Surgiu, também, pela dificuldade inicial de comunicação entre o produto e o meio de utilização. Desde o início, o objetivo principal do grupo é a inovação desta interface, buscando aprimorar e aperfeiçoar constantemente seus produtos e posteriormente aplicá-los às atividades de extensão.

Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar as atividades realizadas pelo PET - Física e os produtos didáticos produzidos pelo o grupo, que tem grande aceitação em todos os eventos nos quais eles são expostos.

## Projeto LIMC

O Projeto LIMC é um projeto de extensão que percorre as Instituições de Ensino e apresenta aos alunos e professores do ensino médio e fundamental uma palestra que tem a finalidade de esclarecer a Portaria Interministerial nº 1007 que traz a regulamentação das lâmpadas incandescentes (BRASIL, 2010). Basicamente a portaria institui um prazo para que essas lâmpadas deixem de ser comercializadas no Brasil.

A palestra é composta de duas partes. Primeiramente são abordados tópicos como fatos históricos relacionados às lâmpadas incandescentes e fluorescentes em slides no PowerPoint (UDESC, 2011), os fatos geradores que desencadearam a necessidade de mudança da lâmpada incandescente por outra mais econômica (INEE, 2011), o funcionamento das lâmpadas incandescentes e fluorescentes (CED/UFSC, 2012), a leitura da conta de energia elétrica para acompanhamento efetivo da economia gerada após a substituição, cálculo do desperdício de energia elétrica causado pela lâmpada incandescente quando comparada à lâmpada fluorescente, os dados e as informações que devem ser observadas na hora da compra de uma lâmpada fluorescente compacta, procedimentos de segurança que envolve o manuseio de lâmpadas fluorescentes em geral e o seu descarte correto (modo e local de descarte) (ABILUMI, 2011) e algumas curiosidades como a lâmpada incandescente que está acesa a mais de 100 anos em uma corporação dos bombeiros de Livermore, Califórnia, (GEO, 2012; WIKIPEDIA, 2012) e a lâmpada de LED (Light Emitting Diode) ou Diodo Emissor de Luz que tem uma vida útil estimada em 20 anos (TERRA TECNOLOGIA, 2012).

A segunda parte do Projeto envolve a apresentação de um experimento prático com um aparelho que compara qualitativa e quantitativamente os tipos de lâmpadas existentes no mercado. O aparelho (uma versão beta do protótipo) desenvolvido pelo PET - Física consiste de um quadro composto de três tipos de lâmpadas (incandescente, fluorescente compacta e de LED), um multímetro, um potenciômetro (Dimmer), um termômetro infravermelho e 64 LEDs nas cores vermelha, verde e azul distribuídos da seguinte forma: 22 na cor vermelha, 22 na cor verde e 20 na cor azul.

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Sobre os resultados qualitativos, o aluno pode comprovar, apenas através da visão, que as três lâmpadas localizadas no quadro apresentam luminosidade muito próxima uma da outra, de forma que ele pode concluir que a lâmpada fluorescente compacta pode substituir de forma eficiente à lâmpada incandescente. Esse resultado é observado quando o potenciômetro vai liberando gradualmente a tensão nominal para a lâmpada incandescente, que está sob um invólucro que possui sensores que captam a luminosidade, e esta ação faz com que os LEDs acendam também de forma gradual do vermelho até o azul de forma que quando toda a tensão nominal é liberada (127V) todos os LEDs apresentam luminosidade máxima. Esse mesmo resultado também é obtido quando o aluno insere esse invólucro sobre as demais lâmpadas. As fotos 1 e 2 mostram o quadro e os detalhes desse primeiro experimento.

'Projeto LIMC'.

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A figura 01 mostra o invólucro com sensores sobre a lâmpada incandescente (item 1) e os 64 LEDs acesos (item 7), com a sua luminosidade máxima e os terminais fixos no quadro (item 4). Esse mesmo resultado é obtido quando trocamos o invólucro de lugar, ou seja, o aluno observa que os LEDs acendem do mesmo modo quando o invólucro é colocado sobre a lâmpada fluorescente compacta (item 2) ou sobre a lâmpada de LED (item 3).

Para os resultados quantitativos, o aluno pode confirmar, através da leitura no multímetro (Figura 01 - item 5), que a corrente necessária para que a lâmpada incandescente acenda os LEDs em sua luminosidade máxima é bem maior que a corrente necessária para que a lâmpada fluorescente alcance o mesmo resultado e ainda, que a corrente necessária para lâmpada de LED acender os mesmos LEDs na luminosidade máxima é bem menor que a corrente necessária para que a lâmpada fluorescente compacta atinja o mesmo resultado. Nesse segundo experimento o aluno deve substituir os terminais (Figura 01 - item 4) pelos terminais do multímetro (Figura 02 - item 2).

A substituição dos terminais (ou jumpers, que são pequenas peças de plástico metalizadas internamente) (Figura 02 -item 1) pelos terminais do multímetro (Figura 02 - item 2) é feita de maneira segura e correta pelos envolvidos no experimento. Essa segurança é resultado da técnica utilizada para obtenção do dado quantitativo (valor da corrente elétrica). Cada terminal do multímetro é ligado

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em apenas uma das fases do sistema e esse fato impede que no manuseio o experimentador receba uma descarga elétrica (choque). Como consequência dessa segurança, as pessoas envolvidas no experimento sentem-se à vontade para executar as ligações de forma aleatória e, mesmo que a ligação seja executada de forma errada, ou o operador toque inadvertidamente um dos terminais fixos no quadro (Figura 01 - item 4), não há qualquer risco de um acidente, visto que esses terminais estão ligados em apenas uma das fases do referido sistema. Esse fato faz com que o evento se torne muito atrativo e interativo, aumentando, substancialmente, o número de participantes na aplicação prática da teoria.

Outro resultado quantitativo bastante interessante é obtido pelo aluno quando ele utiliza o termômetro infravermelho (Figura 01 - item 6) para medir a temperatura de trabalho de cada lâmpada. Nesse momento o estudante fica surpreso em perceber que a temperatura encontrada na lâmpada incandescente é bem superior que a temperatura medida nas demais lâmpadas. Esse fato ratifica para ele o que foi dito na palestra teórica de forma lúdica: 'Quando usamos a Lâmpada Incandescente estamos pagando caro para esquentar o Universo'.

Figura 02: Troca entre os terminais fixados no quadro pelos terminais do multímetro.

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## Quadro Didático AC

O Quadro Didático AC é um quadro que permite ao usuário realizar simulações de ligações elétricas, em série e/ou em paralelo, simular a utilização de uma resistência variável e mostrar o funcionamento de um sensor fotoelétrico com uso de corrente alternada. O quadro também permite a visualização, através de um voltímetro digital, da tensão aplicada a cada tipo de ligação, além de proporcionar um experimento sobre a variação da tensão aplicada e da potência gerada, através de um potenciômetro.

É um produto desenvolvido para atingir os objetivos de ser de baixo custo, ser atrativo, proporcionar interatividade do participante com o experimento e ser um aparelho que fornece segurança no seu manuseio (possui um dispositivo de segurança). O quadro possui peso aproximado de 8,0 kg, compartimento para guardar os componentes utilizados na realização do experimento, alça e dimensões que facilitam seu transporte para a sala de aula.

O Quadro Didático AC foi desenvolvido para que o tempo de montagem da aula seja o menor possível, ou seja, as únicas montagens necessárias são

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exatamente as ligações envolvidas no experimento e a verificação dos conceitos estudados.

A área de aplicação do quadro abrange o ensino da física, especificamente a parte de eletricidade, e de física moderna, proporcionando ao docente grande agilidade na execução de suas aulas práticas, uma vez que não há mais a necessidade de um laboratório de Física na escola para execução dessa aula.

Figura 03: Quadro Didático AC.

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Figura 05: Quadro Didático AC em funcionamento.

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Figura 04: Compartimento para guardar os componentes utilizados no experimento.

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O quadro pode ser transportado pelo docente para a sala de aula através da alça (Figura 03 - item 15), e ocupa pouco espaço físico (podendo ser guardado em um armário de tamanho padrão e ser acondicionado para transporte no porta-malas de um carro popular). O aspecto mais marcante da invenção é o fato de a escola não necessitar mais de um laboratório de física para realização desses tipos de aulas. O professor leva o laboratório para dentro da sala de aula de forma simples e com grande comodidade, pois o invento possui tamanho reduzido, peso que facilita o transporte por qualquer professor ou aluno e é composto de todos os instrumentos de um laboratório tipo 'sala de aula'.

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O invento possui a capacidade de criar uma grande interatividade do aluno com a aula prática de Física, criando nele maior interesse pela disciplina. O quadro é bastante interativo e permite ao aluno executar experimentos que comprovem os resultados teóricos. O ensino de Física, no que se refere à eletricidade e mais especificamente na parte onde há a necessidade de mostrar ao aluno, na prática, os resultados esperados na teoria, encontra um grande obstáculo quando essa prática necessita de um laboratório de eletricidade. O Quadro Didático AC está acondicionado em uma caixa tipo mala, fabricada em madeira (MDF), que contém todos os instrumentos e dispositivos utilizados para seu funcionamento, como mostrado na Figura 03.

A Figura 05 mostra algumas das diversas interações possíveis de serem realizadas na aula prática. Os pinos (Figura 03 - item 4) fornecem a energia necessária para realização das ligações. A energia é fornecida a esses pinos através da chave 'lida-desliga' (Figura 03 - item 2). A lâmpada piloto (Figura 03 - item 3) indica que o quadro está ligado. Quando o botão de segurança (Figura 03 - item 1) é apertado, as lâmpadas da rede de energia (figura 03 - item 5) ficam acessas, indicando que há cinco pontos de energia disponíveis para serem utilizados nas ligações através da rede de energia (Figura 03 - item 4). Nesses pinos são plugados cabos que são conectados aos pinos para ligações (Figura 03 - item 7) permitindo aos alunos realizarem vários tipos de ligações em série ou em paralelo. As lâmpadas situadas acima dos pinos de ligação (Figura 03 - item 9) mostram o resultado das ligações. O multímetro (Figura 03 - item 10) indica os valores resultantes de cada ligação efetuada pelo aluno. O dispositivo com um sensor fotoelétrico (Figura 03 item 6) é acionado quando a luz do ambiente é reduzida. Na parte inferior desse dispositivo e das lâmpadas existem plugs (Figura 03 - item 14) que permitem a medição da voltagem que alimenta o dispositivo e as lâmpadas, e que pode ser lida no multímetro.

Uma informação importante que é passada para o aluno através desse experimento é que, mesmo estando a lâmpada com o sensor fotoelétrico apagada ou acesa, o multímetro marca sempre o mesmo valor (no caso da sala de aula aproximadamente 120V). Esse resultado mostra ao aluno que o que faz a lâmpada do dispositivo com sensor fotoelétrico acender é a luminosidade incidente, fato que pode ser comparado à nossa iluminação pública, onde as lâmpadas dos postes de iluminação permanecem apagadas durante o dia e acesas durante a noite, independentemente da energia que está presente durante todo o período. A lâmpada de resistência variável (Figura 03 - item 11) é acionada por um 'Dimmer' que regula a entrada da voltagem (Figura 03 - item 13). Também nesse dispositivo o aluno pode fazer a medição através do multímetro citado anteriormente. A Figura 04 mostra o compartimento onde é possível guardar os componentes utilizados no quadro como os cabos para ligações.

## Conclusão

Os resultados que estamos obtendo comprovam que uma aula ou palestra que contem a parte prática para comprovar o que foi apresentado na parte teórica se torna muito mais atrativa, interessante, agradável e lúdica aos ouvintes. Assim, os aprendizes deixam de ser meros espectadores para serem parte efetiva e dinâmica do evento, e realmente passam a fazer parte deste. Com isso, os alunos sentem maior facilidade no aprendizado e conseguem interagir melhor com o conteúdo

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abordado, tornando-se mais próximos da Física e quebrando o estigma de que é uma disciplina de difícil entendimento. Os alunos bolsistas do PET, ao trabalharem com a inovação e criação desses métodos e produtos de ensino, aprendem a trabalhar individualmente e em equipe, a gerir melhor seu tempo, a se inserir no meio acadêmico como profissionais, e se tornam mais preparados para enfrentar o mercado de trabalho. O grupo PET - Física e o IF SUDESTE MG - JF ganham novos produtos e métodos para a realização das aulas e projetos de extensão, assim os nomes do grupo e do Instituto se destacam nos inúmeros eventos em que participam e conseguem parcerias com outras Instituições de Ensino e grupos de pesquisa, podendo desse modo incrementar seus projetos. Dessa forma, há uma melhoria na qualidade da educação, gerando benefícios para a sociedade brasileira como um todo.

## Referências Bibliográficas

ABILUMI - Associação Brasileira dos Importadores de Produtos de Iluminação. Cuidados no descarte de Lâmpadas Fluorescentes . Disponível em: &lt;www.abilumi.org.br&gt; Acesso em: 30 jan. 2011.

BRASIL. Portaria Interministerial nº 1007, de 31 de dezembro de 2010. Regulamentação Específica de Lâmpadas Incandescentes . Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, seção 1, pág. 44

CED/UFSC - Centro de Ciências da Educação/Universidade Federal de Santa Catarina. Das lâmpadas incandescentes às lâmpadas fluorescentes . Disponível em: &lt;http://www.ced.ufsc.br/men5185/trabalhos/63\_lampadas/index.htm&gt;. Acesso em: 20 out. 2012.

Despedida de Edison . Revista GEO Brasil. São Paulo: Ed. Escala. Disponível em: &lt; http://revistageo.uol.com.br/cultura-expedicoes/3/artigo142510-4.asp&gt;. Acesso em: 20 out. 2012.

INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energética. Eficiência Energética . Disponível em: &lt;www.inee.org.br&gt; Acesso em: 28 jan. 2011.

Ministério da Educação (MEC). Apresentação - PET . Disponível em: &lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com\_content&amp;view=article&amp;id=12223&amp;Ite mid=480&gt; . Acesso em: 18 jun. 2012.

TERRA TECNOLOGIA. Lâmpada LED . Disponível em: &lt;http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5734157-EI12882,00Lampada+LED+que+dura+anos+e+lancada+nos+EUA+por+US.html&gt;. Acesso em:

20 out. 2012.

UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina. Mundo Físico . Disponível em: &lt; http://www.mundofisico.joinville.udesc.br&gt;. Acesso em: 30 jan. 2011.

WIKIPEDIA, The Free Encyclopedia. Centennial Light . Disponível em: &lt; http://en.wikipedia.org/wiki/Centennial\_Light&gt;. Acesso em: 20 out. 2012.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.