O PIBID NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: PROPOSTA PARA A TEMÁTICA ''TROCAS DE CALOR''
Arthur W. Skeete Junior, Juliana M. Hidalgo Ferreira, Cleber Da S. Lourenço
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 22/01/2013
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O PIBID NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: PROPOSTA PARA A TEMÁTICA 'TROCAS DE CALOR'
## Arthur W. Skeete Junior , Juliana M. Hidalgo Ferreira , Cleber da S. Lourenço 1 2 3
1 CEJA Felipe Guerra, arthurwinston@hotmail.com
- 2 Universidade Federal do Rio Grande do Norte/ DFTE, julianahidalgo@dfte.ufrn.br
- 3 Universidade Federal do Rio Grande do Norte/ DFTE, kleberkarate@hotmail.com
## Resumo
O presente trabalho apresenta uma proposta elaborada por participantes do subprojeto Física do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência da UFRN, para ensino da temática 'Trocas de Calor' no contexto da Educação de Jovens e Adultos. Estabelecendo a reflexão sobre o papel do professor na EJA e a integração dos bolsistas com essa modalidade de ensino, o grupo é sensibilizado para a busca de estratégias para lidar com dificuldades, como a desmotivação dos alunos e o pouco tempo disponível para a abordagem dos conteúdos nesse contexto particular. As necessidades de metodologia própria e estratégias específicas se estabelecem tendo em vista não apenas superar obstáculos notados na Educação de Jovens e Adultos, como também de 'explorar' o profícuo contexto de experiências de vida e sabedoria dos que ingressam nessa modalidade de ensino. Levamos em conta a valorização da vivência e dos conhecimentos prévios dos alunos, com o intuito de propiciar maior eficiência do processo ensino-aprendizagem. Buscando uma maneira de lidar com as especificidades da EJA, é particularmente importante, nesse caso, a utilização de estratégias simples, interessantes, que se relacionem ao contexto dos alunos e que permitam discussões de vários conceitos, de maneira prática, dinâmica e, ao mesmo tempo aprofundada. Destacamos a iniciativa de aproximar as discussões sobre os fenômenos físicos do cotidiano dos alunos, utilizando, por exemplo, questões (uso de caixas de isopor, agasalhos, instalação de aparelhos de ar condicionado) e objetos (garrafa térmica, colher de pau e de metal) para problematizações que permitam a construção de conceitos como condução, convecção e radiação.
Palavras-chave : Educação de Jovens e Adultos, PIBID, Trocas de Calor.
## Considerações iniciais
## O EJA e suas especificidades
Até 1996 a atuação do Estado brasileiro com relação à Educação de Jovens e Adultos (EJA) esteve essencialmente limitada ao processo de alfabetização. A ideia era a de que os 'analfabetos' fossem alfabetizados, ingressassem numa escola regular ou ficassem apenas alfabetizados.
A situação mudou com a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBN). Essa Lei garantiu a educação para jovens e adultos como dever do Estado e destacou características próprias dessa modalidade de ensino. A partir de 2003, o Ministério da Educação (MEC) decidiu tornar a EJA uma prioridade. Criou a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), com a função específica de cuidar dessa modalidade de ensino. Dessa forma, o Governo Federal retirou a EJA da Secretaria de Educação Básica (SEB) e passou a planejar e organizar as políticas de educação específicas para essa clientela.
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20 a 25 de janeiro de 2013
A EJA passou a ser uma modalidade de ensino. E, assim, o reconhecimento de uma metodologia própria para os jovens e adultos implica a necessidade de formulação de propostas curriculares próprias para esses sujeitos, que leve em consideração seus saberes, suas experiências de mundo, seus perfis de estudantes e suas faixas etárias.
A proposta apresentada no presente trabalho se insere nessa perspectiva de elaborar estratégias específicas, tendo em vista não apenas a necessidade de superar obstáculos notados na Educação de Jovens e Adultos, como também de 'explorar' o profícuo contexto de experiências de vida e sabedoria dos que ingressam nessa modalidade de ensino.
É importante ressaltar que a elaboração dessa proposta se deu no âmbito da formação de professores realizada no desenvolvimento do subprojeto Física do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência na UFRN. O subprojeto tem entre suas escolas conveniadas o Centro de Educação de Jovens e Adultos Felipe Guerra, localizado em Natal (RN).
Nessa conjuntura de formação e contato com o futuro ambiente de trabalho, é importante que os bolsistas de iniciação à docência reflitam sobre o papel do professor na EJA, já que esse é determinante para evitar situações de novo fracasso escolar. Percebe-se que um caminho importante para lidar com a insegurança é a valorização pelo professor dos saberes que alunos e alunas trazem para a sala de aula.
Se nós educadores valorizarmos a sabedoria dos alunos e estabelecermos analogias e ligações com a realidade deles, vai facilitar em muito o processo de aprendizagem, ao mesmo tempo em que os estudantes vão se sentir menos tímidos, rompendo assim o desconforto de estar aprendendo tardiamente. (NOGUEIRA, s/d).
O reconhecimento da existência de uma sabedoria no sujeito, proveniente de sua experiência de vida, de sua bagagem cultural e de suas habilidades profissionais, contribui para que o estudante adulto resgate uma autoimagem positiva, ampliando sua autoestima e fortalecendo sua autoconfiança (BRASIL, 2001b, p. 18-19).
## O Grupo PIBID-Física da UFRN e o CEJA da Felipe Guerra
Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Programa de Bolsa de Iniciação à Docência da CAPES vem sendo desenvolvido desde 2007. Em termos da atuação do subprojeto PIBID-Física, podemos destacar os seguintes aspectos: melhoria do ensino de física na escola pública; atuação na formação inicial e continuada do docente (licenciandos e professores de física, supervisores nas escolas), estudo de tendências inovadoras do ensino de física, estímulo ao ser professor e integração com o campo de atuação profissional.
O subprojeto de Física passou a atuar no Centro de Educação de Jovens e Adultos Felipe Guerra, em Natal, a partir de 2011. Na época, informações obtidas permitiram caracterizar as necessidades e realidades da instituição. Cerca de 59% dos alunos tinham até 28 anos. Essa porcentagem, se somada aos que tinham até 39 anos, chegava a 80% dos matriculados. Pouco mais da metade dos alunos exerciam atividades empregatícias e faziam parte de famílias com renda mensal de no máximo dois salários mínimos.
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As informações indicavam que a biblioteca era restrita, e os livros, em sua maioria, eram obsoletos ou inadequados à modalidade EJA. Não havia laboratório e materiais para experiências laboratoriais praticamente inexistiam. Na disciplina de física, o material didático era organizado pelo professor e disponibilizado para os alunos através de fotocópias pagas pelos mesmos. A falta de domínio de conceitos básicos de matemática, bem como a dificuldade nas interpretações de textos, aumentavam os desafios para uma boa aprendizagem. Era grande a desmotivação e a consequente evasão escolar.
Para enfrentarmos esses desafios, formou-se no PIBID-Física da UFRN um grupo de bolsistas licenciandos supervisionado pelo professor de física do CEJA Felipe Guerra. Esse grupo tem oferecido plantões de dúvidas e discussão permanentes na escola, compatíveis com as possibilidades de horários dos alunos.
No CEJA Felipe Guerra são apenas 20 semanas, com 4 horas de aulas cada, para cumprir todo o conteúdo de Física do ensino médio, realizar atividades avaliativas e recuperação. A partir do estudo de tendências atuais no ensino de Física, publicações voltadas ao EJA e reflexões sobre o ensino-aprendizado nessa modalidade, o grupo PIBID-Física tem se dedicado a elaborar atividades e materiais didáticos adequados ao Ensino de Jovens e Adultos, ao planejamento de atividades e estratégias consoantes com o contexto da escola. Desenvolvemos listas de problemas apropriadas ao contexto do EJA , atividades com experimentos de baixo1 custo e aulas problematizadas, de enfoque dialógico, interativo-reflexivo, que exploram fenômenos do cotidiano dos alunos. Pressupõe-se que a contextualização e a problematização estabelecem uma participação mais ativa do aluno.
## A proposta para ensino da temática 'Trocas de Calor'
## Motivações e aspectos metodológicos
A temática 'Trocas de Calor' poderia ser de grande aceitação pela clientela do CEJA Felipe Guerra, tendo em vista sua fácil interligação com o cotidiano. Mesmo assim, costumava-se observar desinteresse entre os alunos. As aulas eram ministradas com poucos recursos didáticos (quadro e giz), segundo uma abordagem que priorizava a instrumentalização para a resolução de exercícios e a reprodução do conhecimento. Os alunos pouco atuavam na construção dos seus saberes e o professor percebia entre os mesmos o sentimento de insegurança muitas vezes comum entre os adultos. Já o professor, por sua vez, dizia-se 'cansado' com as próprias aulas.
O desenvolvimento pelo grupo PIBID-Física da UFRN de uma proposta para o ensino de 'trocas de calor' no EJA tem como objetivo dinamizar as aulas sobre 2 essa temática utilizando experimentos simples e problematização cujo ponto de partida é a discussão de fenômenos e objetos do cotidiano. Desse modo, o aprendizado passa a ter um sentido mais amplo para o aluno da EJA, pois ele será levado para a sua vida diária. Para que o aprendizado seja significativo, de modo que a nova informação ligue-se a conceitos relevantes, preexistentes na estrutura cognitiva do aluno (MOREIRA; MASINI, 2006), propõe-se uma abordagem dialógico-
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reflexiva do conteúdo com o desenvolvimento de uma problematização que leve em conta os conhecimentos prévios do estudante: 'As pessoas aprendem quando precisam encontrar respostas para suas perguntas ' (BRASIL, 2001b, p.50).
Consideramos, ainda, que a problematização tem um papel importante no sentido de aproximar professor e o aluno, e esse relacionamento harmônico colabora para a permanência do mesmo em sala de aula (TOMAROZZI; COSTA, 2007). Ou seja, fará sentido para o aluno da EJA permanecer na escola se ele se sentir bem ao frequentá-la e puder, de fato, aprender naquele ambiente.
É com essa expectativa que nossa proposta para o ensino de 'Trocas de Calor' preconiza a problematização que leve em conta fenômenos e objetos do cotidiano do aluno. Acreditamos que, assim, o aluno será mais participativo na aula, criando, deste modo, um ambiente agradável e estimulante para tanto para ele como para o professor.
## Problematização inicial
A proposta sobre a temática 'Trocas de calor' compreende os processos de condução, convecção e radiação térmica. Procuramos despertar o interesse dos alunos, estimulando a construção desses conceitos físicos a partir das discussões que têm como foco objetos e fenômenos do cotidiano.
A escolha desse tema e de uma abordagem que leve em conta o que o aluno traz para sala de aula é muito propícia à EJA, pois permite trazer à tona o saber sensível e o saber cotidiano do aluno. O saber sensível é aquele sustentado pelos sentidos, porém pouco valorizado na vida moderna e pouco estimulado na sala de aula. O saber cotidiano é um saber mais reflexivo, fruto do amadurecimento e da experiência do aluno da EJA, muito assentado no senso comum (BRASIL, 2001a, p. 9-10). É no momento da problematização inicial que as questões apoiadas nesses conhecimentos afloram e dão bons subsídios para o professor iniciar as discussões e construir os conceitos de forma sistematizada.
De acordo com essa perspectiva, inicialmente, são levados para sala de aula peças tais como colheres de madeira e de aço, copos de alumínio e de porcelana, velas, garrafas térmicas e caixas de isopor. A problematização inicial prevê questionamentos:
- · Vocês conhecem esses objetos? Qual é a utilidade desses objetos no nosso dia a dia?
- · Por que será que alguns utensílios domésticos quando feitos de metal, como o alumínio, possuem cabos de plástico?
- · Por que os doceiros costumam utilizar colheres de madeira para manipular os ingredientes nos tachos levados ao fogo?
- · Por que tomamos café em xícaras de porcelana?
- · Por que as coisas se esquentam e se esfriam?
- · Você já deve ter visto vendedores de picolé utilizando caixas de isopor. Para quer serve uma caixa de isopor? Por que um picolé se mantém congelado por mais tempo quando está numa caixa de isopor? Como ela funciona?
- · Você usa garrafa térmica em casa ou no trabalho? Para que serve a garrafa térmica? A garrafa térmica funciona do mesmo modo que uma caixa de isopor?
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A etapa de problematização é construída de modo que sejam questionadas determinadas concepções do senso comum relacionadas aos processos em questão. São comuns, por exemplo, afirmações de que uma garrafa térmica não pode ser usada para guardar líquidos gelados.
Da mesma forma, expressões que usamos em nosso cotidiano podem servir como ponto de partida para discussões: 'Meu casaco é bom, pois não deixa o frio passar'. Do ponto de vista da física, seria essa expressão adequada ou inadequada? Por quê?
A etapa inicial de problematização pode, assim, compreender diversas questões dependendo das respostas e dos questionamentos dos próprios alunos. Cabe ao professor conduzir a discussão, valorizando os conhecimentos dos alunos como ponto de partida para o desenvolvimento do conteúdo.
## 'Trocas de calor' e montagem experimental simplificada
Seguindo a etapa de problematização inicial, podemos recorrer a uma montagem experimental simples (que costuma ser conhecida pelos professores, embora nem sempre utilizada) para discussão do fenômeno de condução. A montagem é composta por um suporte vertical, ao qual podemos acoplar inicialmente uma vareta de madeira e, em seguida, uma vareta de metal. Em cada situação, são coladas com cera de vela às varetas pequenas tachinhas de metal.
Com essa montagem, podemos realizar uma segunda problematização cujo objetivo é sensibilizar os alunos para a discussão do fenômeno da condução térmica. A turma pode ser dividida em grupos que realizam cada um a sua montagem, ou pode acompanhar a discussão a partir de uma única montagem visualizada por todos. Questionamentos como os explicitados a seguir podem ser realizados:
- · Se fizermos duas montagens, uma com a vareta de madeira e outra com a vareta de metal. Se aproximarmos chamas de velas de uma das extremidades da vareta de metal e de uma das extremidades da madeira ao mesmo tempo, em qual das duas varetas a cera vai derreter e as tachinhas se desprenderão mais rapidamente?
- · Pensando em uma montagem, em que extremidade da vareta a cera vai começar a derreter primeiro? Na extremidade onde está a chama? No meio da vareta ou vai derreter por igual em todos os pontos?
- · Você sabe o que é um isolante térmico? E um condutor?
A discussão que acompanha a realização do experimento pode ser encaminhada de modo que se explique o conceito de condução térmica. Já o fenômeno da troca de calor por convecção pode ser discutido em seguida, com a vela utilizada na montagem experimental. O professor pode problematizar esse conteúdo pedindo que os alunos coloquem a mão acima da vela, depois embaixo e, em seguida, ao lado da vela. Os alunos, então, podem ser questionados a respeito de onde sentem que está mais quente e por quê.
Ainda para abordar o fenômeno da convecção, o professor pode encaminhar a problematização com a discussão de fenômenos cotidianos, como o exemplo simples do que ocorre com a água que levamos ao fogo para ferver para o café. O
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fato de aparelhos de ar condicionado serem instalados em pontos mais altos dos ambientes também pode servir como motivação para discussão.
## 'Trocas de calor' a partir da garrafa térmica
Uma possibilidade interessante para abordar os fenômenos de condução, convecção e radiação, pode ser encaminhada a partir de questionamentos acerca do funcionamento de uma garrafa térmica . 3
- · Do que é feita uma garrafa térmica? Você sabe como ela funciona?
- · O que ocorre quando colocamos café quente na garrafa térmica? Por
- · O que ocorre se colocamos refrigerante gelado na garrafa térmica? Por
quê?
- · João foi a um piquenique. Precisava levar suco gelado, mas não tinha uma caixa de isopor. Uma amiga sugeriu que ele usasse uma garrafa térmica. Você acha que daria certo? Por quê?
Nesse caso, a problematização encaminhada pelo professor pode trazer à tona visões de senso comum sobre a utilização da garrafa térmica, objeto que faz parte do cotidiano dos alunos do EJA. Podem surgir, por exemplo, afirmações de que uma garrafa térmica serve para 'esquentar líquidos quentes'. Seguindo esse tipo de raciocínio, estabelecem-se visões ('inadequadas') de que a garrafa não poderia ser usada para guardar líquidos gelados, pois os aqueceria e até mesmo poderia ser danificada se alguém a tentasse usar para guardar líquidos gelados.
Seguindo a problematização inicial, propomos que em aula a garrafa seja aberta e sua estrutura seja discutida para viabilizar a compreensão dos processos de troca de calor e a questão do isolamento térmico. Para isso, a problematização pode ser estabelecida com questionamentos tais como os seguintes:
- · A garrafa térmica tem tampa. Por quê?
- · A garrafa térmica tem paredes de vidro duplas, espelhadas interna e externamente. Por que esse tipo de material e estrutura permite que a garrafa sirva de isolante térmico?
- · Por que deve haver vácuo entre as paredes?
A garrafa térmica é um objeto comum no cotidiano dos alunos, que apresentam, de alguma maneira, visões prévias limitadas ou mesmo equivocadas acerca do seu funcionamento e utilidade. A problematização pode, assim, ser conduzida pelo professor de maneira muito rica de acordo com as respostas que os mesmos trazem para a sala de aula, permitindo a construção com a turma dos conceitos de condução, convecção e radiação térmica.
## Considerações finais
No EJA, além da desmotivação, o tempo disponível para a abordagem dos conteúdos costuma ser muito reduzido. Buscando uma maneira de lidar com obstáculos notados nessa modalidade de ensino, é particularmente interessante, a utilização de estratégias simples e interessantes que permitam discussões de vários
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quê?
conceitos, de maneira prática, dinâmica e, ao mesmo tempo aprofundada.
À luz da leitura de referências bibliográficas voltadas para essa modalidade de ensino, é possível elaborar propostas interativo-reflexivas que partam da discussão de experimentos simples e de objetos presentes no cotidiano do aluno como elementos facilitadores do aprendizado. Através da contextualização e da problematização, pode-se estabelecer uma participação mais ativa, fazendo com que os alunos se envolvam em diálogos que tenham como finalidade a construção do conhecimento e o questionamento de determinadas concepções do senso comum relacionadas aos processos em questão. Estimula-se, assim, a relação entre os conceitos físicos e fenômenos e objetos do dia a dia.
De acordo com essa perspectiva, apresentamos nesse trabalho uma proposta para a abordagem da temática 'Trocas de calor' (mais especificamente fenômenos de condução, convecção e radiação térmica) que tem como foco objetos presentes no cotidiano dos alunos, como a garrafa térmica, colheres de madeira e de metal, etc. Essa proposta, essencialmente, propõe problematizações que partem dos conhecimentos dos alunos e procuram questionar visões de senso comum a respeito desses fenômenos. Acreditamos que essa proposta possa ser interessante para o CEJA Felipe Guerra e outras instituições que atuam nessa modalidade.
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