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UTILIZAÇÃO DO MAPA CONCEITUAL COMO FERRAMENTA DE ENSINO: UM ESTUDO DE CASO NO 2$^o$ ANO DO ENSINO MÉDIO UTILIZANDO COMO EIXO NORTEADOR O TEMA FÍSICA ONDULATÓRIA

Jadiane Oliveira De Andrade, Tiago Nery Ribeiro

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
21/01/2013
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UTILIZAÇÃO DO MAPA CONCEITUAL COMO FERRAMENTA DE ENSINO: UM ESTUDO DE CASO NO 2° ANO DO ENSINO MÉDIO UTILIZANDO COMO EIXO NORTEADOR O TEMA FÍSICA ONDULATÓRIA

## Jadiane Oliveira de Andrade , Tiago Nery Ribeiro 1 2

- 1 Universidade Federal de Sergipe/Física/ jadiane.moita@gmail.com

## Resumo

Os Mapas Conceituais podem coordenar a estrutura cognitiva de quem aprende, facilitar e até criar condições para a realização da aprendizagem significativa, compreendendo, assim, os processos de construção do conhecimento cognitivo do mesmo. Por isso, este trabalho de pesquisa tem por objetivo discutir a implementação dos mapas conceituais como ferramenta de ensino e aprendizagem utilizando como tema gerador a Física ondulatória. Para isso utilizamos como referencial teórico a Teoria da Aprendizagem significativa de David Ausubel (1980). Para elaboração das atividades didáticas utilizaremos os Mapas Conceituais de Novak (1996) e Moreira (1986) e como metodologia o estudo de caso tendo como instrumento de observação a análise da construção de mapas conceituais. A partir dos mapas conceituais elaborados pelos alunos da escola estadual Djenal Tavares de Queiroz durante as aulas do tema Física Ondulatória, analisamos: os conceitos envolvidos, a evolução do mapa, as palavras de ligação e preposições com significado lógico. O processo de construção permitiu que os alunos conseguissem estabelecer relações entre os conceitos, criando maiores possibilidades de relação entre os mesmos e consequentemente maiores significados. Podemos concluir que todo o processo de construção dos mapas conceituais pôde oportunizar a todos os alunos uma motivação diferente em sala de aula durante as sequências didáticas, demonstrado através da construção dos mapas pelos mesmos, modificando assim todo o processo de aprendizagem, demonstrando que o mapa conceitual pode ser um bom meio para que o aluno reflita sobre os mecanismos próprios de aprendizagem, ajudando-o a aprender por si mesmo. Auxiliando, assim, ao professor de Física juntamente com seus alunos, na construção do conhecimento, de uma forma que eles estejam sempre ligando um conceito a outro anteriormente conhecido.

Palavras-chave : Mapa Conceitual, Aprendizagem Significativa, Física Ondulatória.

## Introdução

A utilização dos mapas conceituais em sala de aula é uma forma que o aluno tem de aprender através de uma nova metodologia de ensino sendo útil em diversos contextos, por exemplo, ao resumir um capítulo de um livro para estudar para a prova, o aluno constrói o seu mapa estruturando e relacionando conceitos imprescindíveis no processo de ensino e aprendizagem.

Esse tema é de suma importância para a formação dos professores no que se refere ao aprendizado e/ou conhecimento de metodologias de ensino, analisando, assim, se elas são adequadas em todo o processo de aprendizagem. O uso de

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mapas conceituais em sala de aula como um recurso para aprendizagem tem sido de grande importância. Podemos citar alguns autores como Ausubel (1980), Novak (1996), Gowin (1996), Moreira (1986), entre outros. Todos esses autores apontam a importância dos mapas conceituais em sala de aula.

É nesse intuito que verificaremos como o uso de mapas conceituais interfere na aprendizagem em uma turma de 2° ano do ensino médio do Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz em Moita Bonita/ SE com tema Física Ondulatória.

## Mapas conceituais como estratégia de ensino

Estamos habituados a conhecer uma Física alicerçada em uma aprendizagem mecânica, memorística e sem significados, baseada em fórmulas e relações matemáticas. Temos a concepção que a Física se trata de uma Ciência onde descobrimos o mundo. Por meio dela despertamos a curiosidade, ficamos mais críticos, buscamos estratégias, confrontando nosso conhecimento comum com conhecimento científico, por meio de diversas ferramentas que ajuda aprender realmente o que venha a ser Física.

## Segundo os PCN+

O ensino de Física tem enfatizado a expressão do conhecimento aprendido através da resolução de problemas e da linguagem matemática. No entanto, para o desenvolvimento das competências sinalizadas, esses instrumentos seriam insuficientes e limitados, devendo ser buscadas novas e diferentes formas de expressão do saber da Física, desde a escrita, com a elaboração de textos ou jornais, ao uso de esquemas, fotos, recortes ou vídeos, até a linguagem corporal e artística. Também deve ser estimulado o uso adequado dos meios tecnológicos, como máquinas de calcular, ou das diversas ferramentas propiciadas pelos microcomputadores, especialmente editores de texto e planilhas. Todas essas estratégias permitem formas de representar e sistematizar o conhecimento que se confundem com a própria produção de um novo conhecimento, contribuindo também, para explicitar e reforçar as relações do conhecimento científico com outras formas de expressão do saber. (p.38)

Os Mapas Conceituais, desenvolvidos por NOVAK (1977), podem ser utilizados como uma ferramenta para definir, descrever e entender conceitos. Possui uma estrutura que vai desde os conceitos mais abrangentes até os conceitos mais específicos. O mapa conceitual está ligado a uma teoria construtivista, onde o próprio indivíduo constrói seu conhecimento e significados a partir da sua predisposição para aprender. Serve como ferramenta para promover o aprendizado do conteúdo de forma significativa.

Na medida em que os alunos utilizarem mapas conceituais para integrar, reconciliar e diferenciar conceitos, na medida em que usarem essa técnica para analisarem artigos, textos, capítulos de livros, romances, experimentos de laboratório, e outros matérias educativos do currículo, eles estarão usando o mapeamento conceitual como um recurso de aprendizagem. (MOREIRA, 2009, p. 7)

MOREIRA e BUCHWEITZ (1993, Apud MOREIRA 1997) mostra que o mapa conceitual é uma prática flexível, por isso pode ser usada em diversas ocasiões para vários fins como: instrumento de análise do currículo, técnica didática, recurso de aprendizagem, meio de avaliação, entre outras.

Como instrumentos didáticos, os mapas propostos podem ser usados para mostrar as relações hierárquicas entre os conceitos que estão sendo

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ensinados em uma aula, em uma unidade de estudo ou em um curso inteiro. Eles explicitam relações de subordinação e superordenação que possivelmente afetarão a aprendizagem de conceitos. São representações concisas das estruturas conceituais que estão sendo ensinadas e, como tal, provavelmente facilitarão aprendizagem dessas estruturas. (MOREIRA, 2006, p. 16)

A meta do professor é promover a aprendizagem dos alunos sendo necessário que o próprio reflita sobre seu papel nesse processo. O uso de mapas conceituais, segundo AZEVEDO et ( 2004) ajuda no desenvolvimento do processo cognitivo de aprendizagem em que o aluno constitui o seu conhecimento de forma independente. Ao elaborar um mapa conceitual, o aluno aprende a agrupar os conceitos segundo sua percepção. Essa representação promove uma melhor compreensão do conhecimento.

## Metodologia

A pesquisa é de natureza qualitativa e de caráter exploratório, no qual procuramos analisar os mapas conceituas como ferramenta de ensinoaprendizagem. A investigação foi realizada em aulas de física do 2º ano do ensino médio da escola Estadual Djenal Tavares de Queiroz, da cidade de Moita Bonita/SE. O instrumento utilizado na coleta de dados foi à construção de mapas conceituais feitos pelos alunos sobre o conteúdo de Física Ondulatória.

A partir de aulas expositivas interativas foram realizadas diversas práticas buscando sempre a participação ativa dos alunos. No final da aula, era solicitado a elaborar mapas conceituais sobre o tema estudado na aula, a fim de analisar: os conceitos envolvidos, a evolução do mapa, as palavras de ligações e preposições com significado lógico.

## Resultados

Podemos perceber nas figuras 1 e 2 abaixo, que os primeiros mapas construídos pelos alunos apresentavam uma estrutura simples, possuindo somente conceitos, sem as palavras de ligação. Algumas palavras, como natureza, vibração e propagação, não foram tratadas como conceitos.

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Figura01: Primeiro Mapa conceitual da aluna A.

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Figura 02: Primeiro Mapa Conceitual da aluna B (ondas)

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Nos mapas das figuras 03 e 04 conseguimos visualizar uma estrutura mais ampla de conceitos, embora ainda permaneça sem palavras de enlaces e as palavras natureza, vibração, propagação e novamente não foram tratadas como conceitos. Um ponto a destacar foi a evolução do mapa, pois estavam mais estruturados em relação ao primeiro mapa. Percebemos também que esses mapas começam a ter interligações entre os conceitos.

Figura 03: Segundo mapa conceitual da aluna A.

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Figura 04: Segundo Mapa Conceitual da aluna B.

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Observamos também que no trabalho de construção do mapa o aluno buscava mais informações referentes ao conteúdo, a fim de enriquecer seus próprios conhecimentos, envolvendo-se de maneira direta na tarefa, experimentando a necessidade de optar por determinados conceitos.

## Considerações finais

Os mapas conceituais apresentaram diversos níveis de estrutura que apresentam uma sequência de conceitos mais geral até os mais específicos, passando por diferentes níveis de conceitos intermediários, considerando o contexto da Física ondulatória como temática para a elaboração dos mapas. As inter-relações entre conceitos mostram alguns cruzamentos, sem palavras de ligação de alguns deles. Na maioria dos mapas, as palavras selecionadas atribuídas pelos alunos no processo de organização do conhecimento para relacionar conceitos se mostraram úteis para a aprendizagem, atribuído pelos alunos no processo de organização do conhecimento.

Percebe-se que a cada mapa a estrutura deles melhorava sendo assim significante à medida que os alunos construíam os mapas. Verificamos também que os alunos tiveram mais interesse no processo de aprendizado e conseguiram discutir o assunto de maneira mais agradável, modificando de maneira potencialmente significativa as atitudes dos alunos frente ao conteúdo.

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## Referência

AZEVEDO, Ana Maria Ponzio de et al. Mapas conceituais e o jogo: estratégias pedagógicas de ensino e aprendizagem de bioquímica . Informática na educação: teoria e prática. Porto Alegre. Vol. 7, n. 1 (jan./jun. 2004), p. 59-71

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MOREIRA, Marco Antônio. Subsídios didáticos para o professor pesquisador em ensino de ciências. Mapas conceituais, diagramas V e organizadores prévios . Porto alegre, 2009.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.