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O CLUBE DE CIÊNCIAS DA UFOPA E CONTRIBUIÇÕES PARA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE FÍSICA

Andria Raiane Coelho Campos, Saulo De Almada Gomes, Nilzilene Ferreira Gomes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
21/01/2013
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## O CLUBE DE CIÊNCIAS DA UFOPA E CONTRIBUIÇÕES PARA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE FÍSICA

Andria Raiane Coelho Campos 1 , Saulo Almada Gomes 2 , Nilzilene Ferreira Gomes 3

- 1 Universidade Federal do Oeste do Pará/Licenciatura em Física Ambiental/Clube de Ciências/ICED, andriacoelho@gmail.com
- 2 Universidade Federal do Oeste do Pará/Licenciatura em Física Ambiental/Clube de Ciências/ICED, saulo2492@hotmail.com

## Resumo

O trabalho tem como objetivo relatar as atividades desenvolvidas com duas turmas do Clube de Ciências da Universidade Federal do Oeste do Pará (CCIUFOPA): uma do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e outra do ensino médio (1º ao 3º ano), durante o 1º semestre de 2012, bem como identificar algumas contribuições para a formação docente que as experiências proporcionaram a dois professores-estagiários que atuaram nessa turma, acadêmicos de Física Licenciatura e bolsistas de monitoria da UFOPA. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados os planos de aula elaborados pelo grupo, diários e relatórios produzidos de dois professores-estagiários que atuavam no primeiro semestre. A discussão sobre as atividades e as contribuições formativas para os licenciandos são amparadas em referências relacionadas à Educação em Ciências e Formação de professores. Percebe-se ao analisar os registros feitos pelos professoresestagiários (diários, relatórios), que é possível constatar algumas contribuições mais significativas à formação docente. As principais contribuições identificadas foram: Compreensão da dinâmica da sala de aula; aprender a organizar, planejar atividades didáticas; aprender postura docente; compreender que os alunos não aprendem de maneira igual; desenvolvimento de abordagens com temática interdisciplinar; aprender a trabalhar em grupo/socialização; realização de pesquisa; contato com os problemas de ensino e aprendizagem. Observou-se que dessa forma, é adequado afirmar que as atividades que vem sendo desenvolvidas tanto com os estudantes da educação básica quanto com a formação de professores de Física (e de outras disciplinas, que também atuam no CCIUFOPA) são fundamentais para melhorias na atual Educação nas disciplinas de Ciências e, podem ser reproduzidas em maior ou menor grau de comparação por outros interessados.

Palavras-chave: Clube de Ciências, Educação em espaços não formais, Formação de professores .

## Introdução

Vivemos numa sociedade que supervaloriza o conhecimento científico e apresenta crescente influência da tecnologia no dia-a-dia, por isso é praticamente impossível pensar na formação de cidadãos críticos sem o mínimo de conhecimento científico (BRASIL, 1997). Desse modo, pode-se dizer que o ensino das Ciências tem um papel de grande importância na formação dos indivíduos, colaborando para compreensão do mundo e suas transformações.

Em se tratando da Educação em Ciências no nível fundamental e médio, assim como Fasolo (2012), Costa et al. (2011) e Silva et al. (2009), entendemos que é muito importante que se faça desde cedo iniciação científica, pois ela permite que o estudante aprenda a pesquisar, a utilizar a linguagem para registrar ideias, pesquisas, fatos, resultados (projeto, fichamento, relatório etc), a executar projetos, a utilizar-se das ideias dos outros sem cometer plágio, a ser crítico, a ser sistemático e a ser responsável (FASOLO, 2012), o que são características necessárias no contexto social em que vivemos hoje.

Para estudar Ciências o estudante deve ter sua curiosidade aguçada, ou seja, deve ser provocado a aprender. Para isso, é fundamental que se incentivem as perguntas, pois elas representam o primeiro passo para a busca pela compreensão da natureza, do homem, da vida. Percebe-se nas experiências cotidianas de sala de aula que alguns estudantes têm por natureza, serem curiosos, especialmente os do ensino fundamental. Porém, se tal característica for reprimida, em favor de atividades mecânicas, respostas acabadas e que não permitem questionamento e discussão, o processo de aprendizagem pode tornar-se desinteressante e sem sentido para eles. Assim, entende-se que é indispensável que o ensino de ciências na educação básica, aconteça com atividades que desafiem os estudantes e que permitam a vivência de processos construtivos.

Porém, não é difícil perceber que ainda prevalece, nas aulas, a ênfase na memorização de conceitos e fatos, o que não condiz com a 'sociedade da informação', cujo aumento de conhecimentos acumulados é significativo e a facilidade de acesso a eles também. No entanto, a maioria dos estudantes continua sem mostrar grandes resultados em termos de aprendizagem, o que reforça a necessidade de se rever a maneira como está sendo trabalhado o ensino das Ciências nas escolas.

Essa discussão tem vários pontos de vistas a serem considerados. Alguns deles são: a necessidade de formação continuada para os professores em exercício, melhoria de infraestrutura e de condições de trabalho nas escolas, criação de espaços para atendimento dos estudantes onde essas características da educação em Ciências possam ser consideradas, bem como oportunidades de vivências de professores em formação inicial nesses espaços. Assim, destacamos os dois últimos pontos como focos de discussão nesse artigo.

O Clube de Ciências da UFOPA (CCIUFOPA) é um espaço não formal de educação em Ciências que visa oferecer oportunidades tanto para os estudantes da educação básica, que tem atividades com foco no ensino com pesquisa, a partir de temas do cotidiano, primando-se pelas características anteriormente citadas da Educação em Ciências, quanto para o professor em formação, a quem o CCIUFOPA serve como uma espécie de laboratório de práticas diferenciadas no ensino de Ciências, de possibilidade de exercício da reflexão sobre a ação e na ação e da vivência do ensino, pesquisa e extensão articulados (GONÇALVES, 2000). Entende-se, dessa forma, que as ações desenvolvidas no CCIUFOPA, vêm de encontro às necessidades atuais da Educação em Ciências no Brasil e que este representa um desses importantes espaços na universidade, onde os licenciandos podem constituir suas identidades docentes e desenvolverem-se para o futuro campo profissional (PAIXÃO, 2008).

Neste sentindo, este artigo tem por objetivo relatar as atividades desenvolvidas com duas turmas: uma do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e outra do ensino médio (1º ao 3º ano), durante o 1º semestre de 2012 no CCIUFOPA, bem como identificar algumas contribuições para a formação docente de dois professores-estagiários que atuaram nessas turmas, acadêmicos de Licenciatura em Física e bolsistas de monitoria da UFOPA.

Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados os planos de aula elaborados pelo grupo, diários e relatórios produzidos pelos dois professoresestagiários no primeiro semestre de 2012.

## As atividades do Clube de Ciências da UFOPA

O CCIUFOPA tem como principais objetivos, ampliar, difundir e aprofundar conhecimentos práticos e teóricos nas áreas das Ciências da Natureza ao nível do ensino fundamental e médio, bem como integrar o ensino com a pesquisa, iniciando os alunos em noções de produção de conhecimento científico. Para isso, no CCIUFOPA são desenvolvidas atividades que envolvem aulas teórico-práticas, palestras ministradas por profissionais em diversas áreas das Ciências, visitas orientadas a museus, parques ambientais, empresas, laboratórios, exposições, bem como desenvolvimento de projetos de iniciação científica infanto-juvenis. As atividades do CCIUFOPA funcionam uma vez por semana, com 3 horas semanais.

Atualmente trabalha-se com duas turmas do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e duas do Ensino Médio (1º ao 3º ano), com estudantes oriundos de escolas estaduais e municipais de Santarém-PA. As turmas do ensino fundamental são atendidas às terças-feiras e as do ensino médio, às quartas-feiras, sendo que cada nível de ensino possui uma turma de manhã e outra à tarde. Como professores das turmas participam professores e licenciandos da UFOPA.

Considerando esse público atendido, faz-se necessário preparação/orientação destes para os procedimentos de pesquisa, ou seja, de elaboração, execução e apresentação de resultados de projetos de iniciação científica, já que não são atividades comuns nas escolas, mas que são necessárias para a formação dos estudantes desde cedo, antes mesmo de entrarem na universidade (MELO et al., 2011), como já discutido na introdução.

Como os focos deste artigo são as atividades desenvolvidas nas turmas do ensino fundamental e médio da tarde, apresenta-se a equipe que trabalhou na orientação dos estudantes dessas turmas durante o 1º semestre de 2012 (abril a junho). O quadro abaixo indica três professores orientadores e três professoresestagiários, com suas respectivas funções:

Quadro 1: Equipe que trabalhou no 1º semestre de 2012 nas turmas de ensino fundamental e médio da tarde.

No início do semestre houve uma preparação para a equipe, ministrada por alguns professores orientadores. Posteriormente, havia planejamento em conjunto toda semana, sempre visando buscar estratégias que melhor abordassem os temas e condução das atividades. Esses encontros de planejamento também tinham apoio dos professores orientadores. Constantemente eram realizadas leituras relacionadas à atuação docente e iniciação científica, bem como relacionadas aos temas específicos das aulas.

Durante o primeiro semestre de 2012, foram realizadas várias atividades nessas turmas, tais como, discussões sobre o que é Ciência e sua influência na sociedade, sobre método científico, visitas a laboratórios da UFOPA (de Zoologia e Botânica), discussões de temas sugeridos pelos estudantes, atividades experimentais, bem como orientações sobre elaboração de projetos e como realizar pesquisas de campo e bibliográfica.

Os temas trabalhados nas aulas, tanto do ensino fundamental quanto do médio, foram: 'Formação de nuvens', 'Raios, relâmpagos e trovões', 'Astronomia' e 'A criação do Universo' . Dentro desses temas foram abordadas várias discussões sobre conhecimentos específicos das Ciências, tais como: o ciclo da água, constelações e mitologia, os cuidados que se deve ter com tempestades e descargas elétricas, entre outros. Os temas foram trabalhados de maneira dialogada com a turma e, sempre que necessário, com a utilização de diversos recursos

didáticos, como Datashow, computador, apostila previamente preparadas, apresentações de slides organizadas pelo grupo, acesso a internet na hora da aula, revistas, reportagens jornalísticas, programas livres (como o Stellarium e o Celestia para se trabalhar com Astronomia), etc. Primava-se por estratégias metodológicas que possibilitassem a interação professor-estudante, e estudante-estudante. Para o ensino médio, ainda foi possível o seminário de uma professora de Física, que realiza pesquisas no Programa de Tecnologia Nuclear da USP e uma atividade com uso de experimentos, realizada por acadêmicos de Estágio de Física . 1

O trabalho com temas, no CCIUFOPA, possibilita abordagem interdisciplinar, pois os temas propostos para as aulas são originados das vivências dos estudantes e, portanto, advém do cotidiano destes, o que deve ser o ponto de partida para uma aprendizagem significativa. Por outro lado, o Clube também possibilita a atuação dos licenciandos como professores-estagiários, antes mesmo de terem entrado no Estágio obrigatório de seus cursos. As contribuições que essas experiências no CCIUFOPA oferecem para essa formação inicial docente são apresentadas com mais detalhes na próxima seção.

## Algumas contribuições para a Docência

Ao analisar os registros feitos pelos professores-estagiários (diários, relatórios), é possível constatar algumas contribuições mais significativas à formação docente. As principais contribuições identificadas foram:

## Compreensão da dinâmica da sala de aula

A atuação dos professores-estagiários nas aulas e demais atividades do Clube de Ciências permite conhecimento da dinâmica da sala de aula, por tornar possível o contato do licenciando com práticas, experiências, comportamentos, que só estão presentes, ou só são percebíveis, em sala de aula e em contato com os estudantes.

## Aprender a organizar e planejar atividades didáticas

Nos três meses de trabalho no CCIUFOPA os monitores tiveram a oportunidade de terem contato com muitas atividades e serviços que permeiam a carreira docente do ensino básico, tais como: fazer planejamento e planos de aula, correções de tarefas (pesquisas, relatórios), avaliações das aulas e dos procedimentos e recursos didáticos utilizados, discussões em grupo de como melhorar as atividades com os estudantes de maneira a facilitar a aprendizagem. E é a realização dessas atividades, e com a repetição das mesmas, que se permite adquirir novas experiências práticas da carreira docente e se aplica muitos dos conhecimentos adquiridos na graduação.

## Aprender a ter postura docente

O Clube de Ciências traz como uma de suas principais atividades, as aulas temáticas. É nelas que os professore-estagiários têm a oportunidade de aprender a ter postura docente. É na prática do desenvolvimento dos conteúdos, das dinâmicas, dos experimentos, dos questionamentos, reflexões que são feitas através das perguntas dos estudantes, no relacionamento interpessoal com os alunos e colegas de trabalho e no 'enfrentamento' de sensações pessoais (nervosismo, apreensão, etc.) que os monitores aprendem a ter postura docente. O CCIUFOPA no primeiro semestre de 2012 oportunizou esse aprendizado.

## Compreender que os alunos não aprendem de maneira igual

Por se trabalhar com crianças e adolescentes de vários níveis de ensino e de escolas com realidades diferentes em uma mesma turma, se pode exercitar a prática do trabalho com a preocupação de se atender os níveis diferentes de aprendizado dos alunos do Clube de Ciências, pois estes não tinham um nivelamento de conceituação, de aprendizado e de experiências. Além disso, foram desenvolvidas diferentes abordagens nas aulas das turmas do Ensino Médio e Fundamental.

## Desenvolvimento de temáticas com abordagens interdisciplinares

A rotina de trabalhar temáticas, discussões e pesquisas referentes aos diversos campos das Ciências, permitiu um incorporamento de trabalho interdisciplinar, pois, muitas vezes no Clube, se faz presente, temas, discussões, propostas de pesquisa, que perpassam por vários campos do saber, o que torna necessário o estudo e a utilização dos conceitos e das teorias de cada um desses campos. Isso permite, por parte dos futuros docentes, o exercício da flexibilidade no compartilhamento dos conhecimentos, haja vista que há um esforço para familiarização e o incorporamento dos novos conhecimentos referentes às diferentes Ciências que não são abordadas nas suas formações. E isso possibilita ganhar, de forma prática, experiências que poderão ser aplicadas desde o início das carreiras docentes.

## Aprender a trabalhar em grupo/socialização

Durante as aulas, quando se teve o contato direto com os alunos e com a responsabilidade de ser professor, houve a oportunidade de conhecer algumas características que se deve adquirir, como a de se portar como um professor em sala de aula (não mais como aluno), a de como deve ser a relação com os alunos e com os outros professores parceiros de trabalho (ênfase ao trabalho em grupo) e, com o passar das aulas, de criar uma própria identidade docente.

## Realização de pesquisa

O CCIUFOPA também permitiu o trabalho com pesquisa, pois a todo momento, na elaboração de aulas, nos estudos referentes às discussões e temáticas desenvolvidas na turma, na procura de procedimentos metodológicos e da didática mais adequada e, principalmente, no acompanhamento e orientação dos projetos de pesquisa dos alunos do Clube, foi realizada a prática da pesquisa.

## Contato com os problemas de ensino e aprendizagem

Neste ano, o trabalho no Clube ainda possibilitou os primeiros contatos com os problemas do processo de ensino e de aprendizagem. No decorrer das atividades, deparou-se com problemas parecidos aos que podem ser encontrados nas escolas do ensino básico: alguns problemas de infraestrutura, como por exemplo, a não disposição de uma sala de aula e aparelho de Datashow permanentemente na universidade para as aulas do Clube, problema este que pode ser comparado, no ensino básico, aos de falta de recursos didáticos e de salas de aulas adequadas. Também se teve contato com alguns problemas em relação aos alunos, como por exemplo, falta de alguns, a não entrega de atividades solicitadas (pesquisas, relatórios), a inicial intransigência em participar de alguma atividade proposta em aula e alguns outros referentes à questão da aprendizagem, que por parte de alguns alunos, ela não se dava, inicialmente, de forma significativa, problema este que era elucidado com questionamentos, diálogos e reflexões.

A primordial importância de se ter contato com esses problemas e com todas essas experiências, desde a formação inicial docente, é que se pode, cada vez mais, se familiarizar, fazer reflexões e discussões sobre estas questões, traçar planos para conviver com todas as peculiaridades da profissão e solucionar e/ou contornar todas as dificuldades que os professores do ensino básico encontram em seu campo de atuação, principalmente nas escolas públicas. E em especial, a experiência que se tem no Clube de Ciências permite ter, ainda mais, uma perspectiva de ensino crítico-científica, que seja voltada para a pesquisa, para o trabalho levando em consideração o método científico e para a abordagem interdisciplinar das Ciências. Cogita-se que a ausência dessa abordagem pelos professores de Ciências do Ensino básico pode ser um dos principais motivos pelos baixos índices de aprendizagem em Ciências no país.

Em especial, os licenciandos identificam no CCIUFOPA um espaço diferente da sala de aula tradicional para início da docência, onde não estão ligados às atividades avaliativas e de consequente aprovação ou reprovação em disciplina da graduação e que não convivem com uma rotina de cumprimento de conteúdos, de atendimento de muitas turmas, entre outros fatores característicos das escolas de ensino básico. Esse espaço é visto por eles como local que permite dar os primeiros passos na carreira como professores e ganhar experiências em situações características da profissão docente.

## Considerações finais

Diante do atual cenário descrito na introdução sobre a Educação em Ciências, percebe-se que o CCIUFOPA representa um importante espaço na região oeste do Pará para a iniciação de licenciandos na carreira docente, pois permite aos futuros professores o ganho de experiências que antecipam a ida às escolas. Essas experiências na formação inicial são fundamentais se pensarmos que o professor tem um importante papel na formação dos estudantes da educação básica e que, nas licenciaturas, não há muitos momentos para essas experiências, a não ser nos Estágios supervisionados.

O CCIUFOPA também possibilita a seus professores-estagiários, uma visão interdisciplinar da educação, pois, frequentemente, são trabalhados temas que perpassam pelos diversos campos de conhecimento, não focando somente na Física, trazendo consequentemente aos licenciando uma visão mais integrada, menos compartimentalizada do conhecimento. Ao ter contato com os primeiros problemas do processo de ensino e aprendizagem, desde a formação inicial, o professor pode desde cedo adquirir experiências e traçar possíveis soluções em relação a esses problemas, o que lhe será muito útil ao chegar à escola.

Dessa forma, é possível afirmar que as atividades que vêm sendo desenvolvidas atualmente, tanto com os estudantes da educação básica quanto com a formação de professores de Física (e de outras disciplinas, que também atuam no CCIUFOPA), são fundamentais para melhorias da Educação nas Ciências e podem ser reproduzidas em maior ou menor grau de comparação por outros interessados.

## Referências

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro04.pdf. Acesso em: 20 ago 2012.

COSTA, G. G; SILVA, R. S. ; MELLO, A.C. ; BOSSOLAN, N. R.; BELTRAMINI, L. M. O clube de ciências como instrumento de formação do aluno do ensino básico. In: 12ª Reunião Bienal da Rede Pop, 2011, Campinas. Resumos da 12ª Reunião Bienal da Rede Pop, 2011.

FASOLO, P. Tudo pode ser investigado. Disponível em:

http://www.ufpa.br/npadc/feicipa/Plinio.pdf. Acesso em: 20 ago. 2012.

GONÇALVES, T. V. O. Ensino de Ciências e Matemática e formação de professores: Marcas da diferença . Tese (doutorado) - Universidade de Campinas, Faculdade de Educação - Campinas, SP, 2000.

MELO E. de S.; SILVA R. G. B. da; GOMES N. F.; CASTRO C. S. de. Contribuições do clube de ciências da UFOPA na formação de estudantes da educação básica. In: 63ª Reunião Anual da SBPC, UFG, Goiânia, GO, 2011. Disponível em: http://www.sbpcnet.org.br/livro/63ra/resumos/resumos/6102.htm. Acesso em: 17 ago. 2012.

PAIXÃO, C. C. Narrativa autobiográfica de formação: processos de vir a ser professor de Ciências . 2008. Dissertação de Mestrado em Educação em Ciências. Disponível em:

<http://www.ppgecm.ufpa.br/index.php/producaoacademica/dissertacoes/282006/356-dissertacao-cristhian-correa-da-paixao>. Acesso em: 28 jun. 2012.

SILVA, J. B; BORGES, C. P.F; Clubes de ciências como ambiente de formação

profissional de professores. XVIII Simpósio Nacional de Ensino de Física - SNEF 2009 - Vitória, ES, 2009. Disponível em:

http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/sys/resumos/T0301-1.pdf. Acesso em: 17 ago. 2012.

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