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PROFESSORES EM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA: PERFIL PROFISSIONAL, CONCEPÇÃO SOBRE INOVAÇÃO CURRICULAR E SOBRE INSERÇÃO DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA EM SALA DE AULA

Ana Luiza Baumer, Ivani T. Lawall, Adriana Zanella

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
21/01/2013
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PROFESSORES EM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA: PERFIL PROFISSIONAL, CONCEPÇÃO SOBRE INOVAÇÃO CURRICULAR E SOBRE INSERÇÃO DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA EM SALA DE AULA

## Ana Luiza Baumer¹, Ivani T. Lawall , Adriana Zanella³ 2

1 UDESC/DFIS, ana.baumer@hotmail.com

2 UDESC/DFIS, ivani@joinville.udesc.br

³ UDESC/DFIS, zanella2005@hotmail.com

## Resumo

O objetivo da investigação foi estudar as respostas de 226 professores de Física, participantes de cursos na área de Física Moderna e Contemporânea (FMC) oferecido pela Universidade de São Paulo a professores da rede pública estadual. Os cursos abordavam temas de Linhas Espectrais, Partículas Elementares, Relatividade e Partículas Elementares e Raios Cósmicos, aconteceram nos anos de 2009, 2010 e 2011 e foram patrocinados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A coleta de dados foi feita por meio de um questionário aplicado no início de cada curso, este era composto por dez perguntas que permitiram traçar o Perfil Profissional dos professores participantes, conhecer suas concepções sobre Inovação Curricular (IC), sobre Inserção FMC no EM. Sobre o Perfil Profissional concluiu-se que 66% dos professores são formados em Física, 77% participaram de cursos de formação continuada nos últimos cinco anos e 65% dos professores lecionam a mais de sete anos. Quanto à concepção sobre IC, 74% acredita que IC se dá pela abordagem de Novas Metodologias em sala de aula, e 81% aprova a ideia de inserir FMC em sala de aula.

Palavras-chave : Inovação Curricular, Formação Continuada, Física Moderna e Contemporânea, Ensino Médio.

## Introdução

Para Ferretti (1989), inovação em sala de aula pode ser classificada em duas categorias, a primeira, relacionada à 'organização curricular', trata de propor atividades que promovam a integração de novos conteúdos ao currículo e da proposição de conteúdos que derivam de referenciais que estão além dos relacionados aos campos específicos das áreas disciplinares, como os conteúdos derivados de questões culturais, sociais e de meio ambiente. A segunda, relacionada aos 'métodos e técnicas de ensino', tem como significado de estruturar métodos e técnicas de ensino que auxiliem no desenvolvimento intelectual do aluno, que levem o mesmo a refletir tanto na solução de problemas e quanto em suas tomadas de decisão.

Para Pintó, Couso e Gutierrez (2005) o papel preponderante no contexto das reformulações ou inovações curriculares é do professor, pois ao receber o material, ele o transforma (adapta) da melhor maneira possível para que este esteja ao alcance dos alunos. Os autores destacam ainda que

o professor desempenha um papel central nesse processo, pois são eles que levam a inovação para à sala de aula.(p.39).

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Ao levar uma proposta curricular inovadora, o professor negocia com a inovação explícita ou tacitamente, rejeitando ou modificando aspectos da proposta, de maneira que julga a mais apropriada. Ou seja, os professores transformam a inovação adaptando, adequando e reorientando-a em função de sua realidade escolar. Deste modo, essas transformações acabam não sendo impessoais, pois sofrem influência dos projetos escolares e, mais ainda, dos valores do professor (CHEVALLARD, 1991; SHULMAN, 1986). O professor ao levar o conteúdo para a sala de aula acaba incorporando a sua motivação, suas concepções de Ciência e de ensino, conflitos pessoais e profissionais.

A ideia de transformação que se procura discutir aqui é a mesma que Pintó, Couso e Gutierrez (2005) destacam:

uma transformação foi produzida quando se observa uma diferença entre o que foi proposto e o que, de fato, foi levado à sala de aula, indicando uma mudança (p.39)

As inovações curriculares, nos últimos anos, tem tido destaque nas pesquisas em Ensino de Ciências, seja pela modificação das abordagens de conteúdos já presentes na sala de aula ou com a inserção de novos tópicos, como o caso da Física Moderna e Contemporânea (FMC). Nesse sentido, no período de 2003 a 2008 foram desenvolvidas propostas inovadoras que possibilitaram investigar os limites e possibilidades da introdução de tópicos de FMC tais como, Mecânica Quântica (BROCKINGTON, 2005; BROCKINGTON e PIETROCOLA, 2005, 2006; PIETROCOLA, 2005), Partículas Elementares (SIQUEIRA, 2006; SIQUEIRA e PIETROCOLA, 2006; PIETROCOLA, 2005) e Relatividade (AMBROSIS e LEVRINI, 2007; AMBROSIS, 2008; OGBORN, 2005) 1 .

O objetivo desse trabalho foi analisar as respostas a um questionário de um grupo de professores que participou de um curso sobre inovação curricular de FMC no EM. Este questionário foi aplicado no início do curso e o foco da nossa pesquisa foi identificar as questões relativas às concepções dos professores sobre IC, 'O que você acredita que seja uma inovação curricular? Você já implantou alguma inovação, pode nos relatar como foi a sua experiência? Poderia destacar as principais dificuldades'? E sobre a Implementação de FMC no Ensino Médio (EM), 'O que você pensa sobre a inserção de conteúdos de Física Moderna e Contemporânea (FMC) no Ensino Médio'? E identificar o perfil profissional desses professores.

## Aspectos Metodológicos

O projeto estudado consistia de três cursos de formação continuada, com os temas: Relatividade, Linhas Espectrais e Partículas Elementares, que foram oferecidos em três edições. O objetivo deste projeto era contribuir para a atualização e a melhoria do ensino-aprendizagem de Física, com particular atenção aos conteúdos de FMC, por meio do desenvolvimento de novas metodologias de ensino (ensino por investigação, ensino por meio de modelos, ensino sobre a natureza da ciência), de novos materiais de ensino (roteiros de atividades e de experimentos, textos, animações, simulações e recursos digitais).

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A primeira edição do curso aconteceu no primeiro semestre de 2010, a segunda no segundo semestre do mesmo ano, com término no início de 2011, a terceira no segundo semestre de 2011, os cursos foram realizados na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) e contaram com 194 participantes os quais responderam ao questionário. Um quarto grupo participou de um curso que teve como tema 'Partículas Elementares e Raios Cósmicos', o mesmo realizou-se na USP de São Carlos e contou com 32 professores que participaram da pesquisa. Cada curso é composto por dois módulos: o primeiro consiste em cinco encontros presenciais, nos quais são apresentados os conteúdos e discutidas as atividades, e um segundo módulo que os professores aplicam a sequência de ensino, apresentada e discutida no primeiro módulo, nas salas de aula em que lecionam normalmente e depois discutem à distância os resultados da aplicação.

- A preocupação com o processo e não simplesmente com os resultados é uma das características das pesquisas de caráter qualitativo (TRIVIÑOS, 1987). De acordo com Gomes e Araújo (2005) a metodologia é um conjunto de processos pelos quais se pode alcançar determinado objetivo. Para esta investigação, o instrumento de coleta de dados adotada foi um questionário, por ser uma das principais formas de coleta de dados em pesquisas educacionais (LÜDKE e ANDRÉ, 2005).
- O questionário dessa pesquisa continha dez questões, e dava ênfase na concepção dos professores sobre IC e FMC com a implementação desses conceitos em sala de aula, além de conter questões que permitiram aos pesquisadores traçarem o Perfil Profissional destes.

## Discussão dos Resultados

Para que o Perfil Profissional fosse traçado levaram-se em consideração as questões referentes à formação profissional, participação em cursos sobre IC e ao tempo de magistério dos professores. Na realização dessa análise, levaram-se em conta também as questões sobre a concepção dos professores sobre IC e concepção sobre a Implementação de FMC no EM.

Para melhor apresentação dos dados, três categorias foram criadas: Perfil Profissional, Concepção sobre IC e Inserção de FMC no EM, suas características podem ser lidas a seguir:

## Perfil Profissional

Em relação ao Perfil Profissional, a primeira questão analisada foi sobre a formação profissional, a respeito da formação superior dos professores, obteve-se que dos duzentos e vinte e seis profissionais, 66% são formados em Física, 20% são formados em Matemática, 6% formados em Ciências, 3% são formados em Química e 5% são formados em Outros cursos. O motivo da formação dos professores ser na área de Ciências Exatas e da Terra é que para que os mesmos pudessem participar dos cursos de IC, eles deveriam estar lecionando a disciplina de Física na rede pública estadual de São Paulo.

Quando questionados sobre a pós-graduação, 35% dos professores responderam que fizeram especialização, 15,5% informaram possuírem título de mestrado, 1% que possui doutorado, 0,5% possui pós-doutorado, 37% não possuem pós-graduação e 11% não responderam à questão. Mesmo que a porcentagem de professores que não possui curso de pós-graduação seja alta, estes mostram se

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preocupar com sua formação e continuam em busca de novos conhecimentos, conclusões tiradas ao analisarmos a questão sobre a participação em cursos de formação continuada nos últimos cinco anos, na qual 77% dos professores afirmou ter participado de algum curso desse gênero.

Analisamos a questão referente ao tempo de magistério dos professores e com base nas respostas, concluímos que 11% dos professores lecionam num período entre 1 e 3 anos, 21% cujo período lecionando é entre 4 e 7 anos, 65% dos professores lecionam a mais de 7 anos, fase que segundo Huberman (2000) encontram-se os professores mais empenhados, motivados e dinâmicos, sendo também os que mais participam de cursos de IC, 7% dos professores não responderam a essa questão.

## Concepção sobre IC

Quando analisada a questão sobre concepção dos professores sobre IC, notou-se a predominância de três tópicos: IC como Novas Metodologias, IC como Alterações no Currículo e IC como Novas Metodologias e Alterações no Currículo. Neste trabalho os três tópicos anteriormente citados foram considerados IC. Abaixo, destacam-se as características de cada tópico:

## Novas Metodologias

Ao responderem a questão referente à IC, 39% dos professores abordaram algum termo de mudança de metodologia, ficando claro nas respostas dos professores P31 e P81, que estão dispostas a seguir:

Turma 1, Linhas Espectrais, P31: 'Colocar em suas aulas filmes, cenas, comerciais etc...vídeos que falam a respeito da Física onde muitos alunos assistem e ficam perdidos em determinados temas, palavras, fenômenos, etc. Com esse recurso é possível discutir e explicar conteúdos da disciplina. Dificuldade quando as pessoas não se interessam pelo assunto.'

Turma 3, Partículas Elementares, P178: 'Inovação curricular é atualizar e criar novas estratégias de ensino a ponto de instigar o aluno a aprender e que juntos, aluno e professor, construir junto o conhecimento. É a primeira vez que aplico um modulo inovador. '

Pudemos observar que o professor P31 pensa que IC é a utilização de novas abordagens na aula, utilizando metodologias diferentes das tradicionais. O professor P178 pensa que IC é a utilização de estratégias que facilitem a compreensão do conhecimento pelo aluno. O professor P31 ainda destaca que leva as novas estratégias para auxiliar no aprendizado dos alunos que muitas vezes assistem coisas que não entendem e ele aproveita o momento da aula para explicarlhes esses fenômenos, aqui fica evidente a presença da categoria 'métodos e técnicas de ensino', chamada assim por Ferretti (1989), na qual as inovações em sala de aula dizem respeito à inovação nos métodos e técnicas empregados pelos professores em sala de aula, com o intuito de fazer com que o aluno se interesse e construa o conhecimento juntamente com o professor.

## Alterações no Currículo

Ao citarmos IC no questionário e perguntarmos aos professores o que eles pensam sobre isso, 17% relacionaram à Alterações no Currículo. As respostas dos professores P72 e P185 expressam bem essa relação.

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Turma 2, Relatividade, P140: 'É a adequação dos conteúdos para o cotidiano do aluno. Sempre tento implantar inovações mas fico presa ao currículo do Estado e a falta de tempo.'

Turma 3, Relatividade, P185: 'Acredito que a inovação curricular é você mudar seu currículo para que possa ter um resultado diferente com que está acostumado e essas mudanças nem sempre todos gostam. Eu não fiz nenhuma mudança. Agora com esse curso é que vou começar.'

O professor P140 considera o cotidiano do aluno como base para a criação do currículo e o professor P185 pensa que qualquer mudança no currículo que vá facilitar o aprendizado do aluno é uma IC, e não deixa de lembrar que essas mudanças nem sempre agradam a todos. Esta categoria evidencia a 'organização curricular' de Ferretti (1989), pois mostra a preocupação que os professores tem em implantar novos conteúdos nos currículos atuais, visando o maior interesse dos alunos.

## Novas Metodologias e Alterações no Currículo

A categoria 'Novas Metodologias e Alterações no Currículo' abrange os professores que consideraram ambas as respostas como significado para IC. Notamos que 10% dos professores possuem essa concepção, isso fica claro ao observarmos as respostas dos professores P111 e P209 a seguir:

Turma 2, Partículas, P111: 'Implantação de conteúdos e métodos que não fazem parte da grade de ensino. Nunca implementei inovação durante minha carreira.'

Turma 4, P209: 'Inovar conteúdos, métodos e procedimentos.'

Podemos verificar que tanto o professor P31, quanto o professor P209, citam inovação em conteúdos e métodos nas suas respostas, ao se referirem a IC. Alguns professores, representando 4% do total tem concepções que não se encaixam às categorias criadas e outros 30% não responderam a essa questão.

## Inserção de FMC no EM

Com o objetivo de conhecer a Concepção dos Professores sobre a Inserção de FMC no EM, a questão 'O que você pensa sobre a inserção de Física Moderna e Contemporânea (FMC) no Ensino Médio?' também estava presente no nosso questionário. Quando fizemos a análise dessa questão, foi possível observar que 81% dos professores concordam com a implementação de FMC, considerando o tema como importante e necessário, como se pode observar nos comentários dos professores P2, P9, P63 e P179:

Turma 1, Linhas Espectrais, P2: 'Considero de grande importância inserir esses conteúdos no Ensino Médio, abordando principalmente o contexto histórico e as novas tecnologias.

Turma 1, Linhas Espectrais, P9: 'Importante, mas como o conteúdo é extenso e pouco número de aulas e uma parte é colocada no último bimestre do 3º ano, acaba ficando prejudicada'.

Turma 2, Partículas Elementares, P63: 'Acho interessante, no entanto é preciso que se tenha uma metodologia acessível ao aluno do EM; Contextualizado e compreensível'.

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Turma 3, Partículas Elementares, P179: 'Extremamente necessário, pois há sempre um maior interesse quando se aborda assuntos atuais e assuntos que mudam os paradigmas dos alunos'.

Pode-se observar que os professores acima citaram que a implementação de conteúdos de FMC é importante e necessária. Eles destacam em suas opiniões que a inserção de FMC é importante porque mostra ao aluno uma relação entre o conhecimento físico e a tecnologia, fazendo uma ligação entre os alunos e a sociedade contemporânea, o que corrobora o trabalho de Gil-Perez et al (1987). No entanto, o professor P9, comenta que há pouco tempo em sala de aula para trabalhar o conteúdo, o que pode dificultar a inserção de FMC. O professor P63 destaca que é necessário se fazer uma contextualização dos conteúdos, tornandoos compreensíveis para os alunos. E, o professor P179 afirma que a implantação de FMC é necessária, porém é preciso que os professores estejam preparados para trabalhar os assuntos. Desta maneira, pode-se observar que os cursos de formação continuada podem vir a contribuir para a inserção de FMC, pois podem auxiliar os professores a desenvolver suas práticas, adaptando, modificando o conteúdo de modo que seja compreensível aos alunos.

Alguns professores, representando 10% não deixaram claras suas opiniões sobre implementação de FMC no EM, 3% disseram que não abordaram esse tipo de assunto em sala de aula, justificando pelo pouco tempo em sala de aula ou por considerar o assunto difícil e 6% não respondeu a essa questão.

## Considerações Finais

Quando se trata de inovação em sala de aula, papel do professor é predominante, pois, como destacam Pintó et al. (2005), ele adapta os aspectos da proposta às necessidades de suas classes e alunos, tornando-os, desta forma, saberes escolares.

Nesta pesquisa, ao analisarmos o perfil profissional dos participantes do curso de formação continuada oferecido pela FEUSP, concluímos quanto à formação superior que 66% dos professores são formados em Física. Com relação à qualificação profissional 35% dos professores informaram possuírem Especialização, 37% responderam não possuir qualquer tipo de pós-graduação. Porém, quando questionados sobre a participação em cursos de formação continuada, 77% dos professores informaram terem participado de cursos deste tipo nos últimos cinco anos, demonstrando que os mesmos têm interesse em adquirir novos conhecimentos. E ainda 65% dos professores responderam que lecionam há mais de 7 anos. Huberman (2000) considera esse período como o período no qual se encontram professores motivados a adquirir novos conhecimentos e a inovar em sala de aula.

Com relação à concepção dos professores sobre IC, 39% destes consideram como o uso de Novas Metodologias em sala de aula, utilizando diferentes abordagens do conteúdo para que o aluno compreenda melhor o conteúdo, que estão relacionadas à categoria 'métodos e técnicas' apresentada por Ferretti (1989) para descrever a inovação em sala de aula . Outros 17% consideram IC como Alterações no Currículo, enriquecendo o currículo de Física com assuntos mais atuais e do cotidiano do aluno, referenciando a categoria 'organização curricular' de Ferretti (1989), e 10% atribuem o significado de IC tanto ao uso de Novas Metodologias quanto às Alterações no Currículo.

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Quando questionados sobre o que pensavam sobre a implementação de FMC no EM, 81% consideraram importante e necessária, afirmando que os alunos se interessam mais quando esses assuntos são abordados. A formação continuada se faz importante, pois permite ao professor refletir sobre sua prática docente, buscar socializar experiências docentes positivas e também aprender com as experiências alheias.

## Referências

AMBROSIS. A.; Introducing new approaches in the curriculum: what do teachers need to make it possible? In: GROUPE INTERNACIONAL DE RECHERCHE SUR L'ENSEIGNEMENT DE LA PHYSIQUE, 2008, Nicosia . Anais… Nicosia: University of Cyprus. 2008. p. 18-22.

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BROCKINGTON, G. A Realidade escondida: a dualidade onda-partícula para alunos do Ensino Médio. 2005. 268 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências) - Instituto de Física, Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.

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CHEVALLARD, Y. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado . Buenos Aires: Aique, 1991.

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SHULMAN, L. S.; Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Researcher, v. 15, n.2, p. 04-14. 1986.

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TRIVIÑOS, Augusto N. S . Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

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