A NOVA MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA DO IFRJ - CAMPUS VOLTA REDONDA: BUSCANDO SOLUÇÕES PARA UMA FORMAÇÃO INTEGRAL DO PROFESSOR DE FÍSICA
Ana Paula Damato Bemfeito, Fernanda Copio Esteves, Amanda Marcelina Da Fonseca
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 21/01/2013
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A NOVA MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA DO IFRJ - CAMPUS VOLTA REDONDA: BUSCANDO SOLUÇÕES PARA UMA FORMAÇÃO INTEGRAL DO PROFESSOR DE FÍSICA
## Ana Paula Bemfeito 1 , Fernanda Cópio Esteves , Amanda Marcelina da 2 Fonseca 3
1
Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), apbemfeito@ifrj.edu.br 2 Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), fernandacopio.fisica@gmail.com 3 Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), amandamarcelina@uol.com.br
## Resumo
- O quadro educacional brasileiro, no que diz respeito ao ensino de Física, tem se apresentado bastante preocupante. Muitas reformas educacionais já foram vividas pelo país, mas nenhuma delas conseguiu dar conta de uma transformação significativa no grave panorama educacional brasileiro. Precisamos de um ensino de Física capaz de melhorar a aquisição de conhecimento científico por parte de nossos alunos, como também os ajude a adquirir uma visão crítica da natureza da Ciência e de suas relações com a sociedade. Focando a formação inicial, é necessária a construção de propostas diferenciadas, ousadas, e que busquem de fato dar conta de contribuir para que os professores de Física possuam as competências docentes apresentadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Física, assim como estejam qualificados para inserir em suas aulas as orientações já consolidadas pela Pesquisa em Ensino de Física, além de possuir as competências docentes necessárias para trabalhar com os alunos as orientações sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. O curso de licenciatura em Física do IFRJ - campus Volta Redonda busca, dessa forma, aplicar metodologias que refletem as orientações contidas na Lei de Diretrizes atual, em prol de uma formação docente ampla e de qualidade. A estrutura curricular do curso norteia-se por um novo olhar para a formação de professores, afastado do modelo tradicional e aberto para um novo paradigma, no qual se privilegia a aproximação entre as áreas de Física, de ensino de Física, pedagógica, interdisciplinares e comunicativas, priorizando também os debates sobre a prática pedagógica e a construção de sólidos conhecimentos científicos, qualidades inerentes à profissão docente.
Palavras-chave: Formação de Professores - Professor de Física - Ensino de Física - Diretrizes Curriculares Nacionais - matriz curricular
## Introdução
- O quadro educacional brasileiro, no que tange ao ensino de Física, tem se apresentado bastante preocupante. Aliás, todo o quadro educacional de nosso país clama por mudanças efetivas e eficientes. Muitas reformas educacionais já foram vividas pelo país. Entretanto, nenhuma delas conseguiu dar conta de uma transformação significativa no grave panorama educacional brasileiro.
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20 a 25 de janeiro de 2013
Propostas de políticas educacionais, fundamentadas em dados resultantes de pesquisas e avaliações de grande escala, são o caminho principal para que o Brasil se torne um país onde cada cidadão aqui nascido tenha ampla oportunidade de formação integral e exercício da cidadania. A melhoria na qualidade no quadro geral da educação brasileira necessita de políticas públicas consistentes e contínuas.
Nesse sentido, precisamos de um ensino de Física que tanto dê conta da melhoria na aquisição de conhecimento científico por parte de nossos alunos, como também os ajude a adquirir uma visão crítica da natureza da Ciência e de suas relações com a sociedade.
Entendemos que qualquer iniciativa voltada para aproximarmo-nos de forma sustentável dessa meta, passa indiscutivelmente pela formação do professor de Física, seja a formação inicial, seja a formação continuada.
Olhando para a formação inicial, é necessária a construção de propostas diferenciadas, ousadas, e que busquem de fato dar conta de contribuir para que os professores de Física possuam as competências docentes apresentadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Física, assim como estejam qualificados para inserir em suas aulas as orientações e recomendações já consolidadas pela Pesquisa em Ensino de Física. Além disso, precisamos de um professor que também possua as competências docentes necessárias para trabalhar com os alunos as orientações sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
Muitos dizem que é preciso encontrar caminhos que superem a visão das licenciaturas como mero 'apêndices' dos bacharelados (fórmula '3+1'). Isso, sem dúvida, é indiscutível, mas consideramos que precisamos ir muito além.
Por isso, quando da necessidade de elaboração da nova matriz curricular do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal do Rio de Janeiro campus Volta Redonda, procuramos construir uma proposta que desse conta da construção dessas competências. Foi um processo fruto de muita pesquisa junto aos agentes envolvidos com o curso, docentes, discentes e técnico-administrativos.
Essa nova matriz do curso é fruto dos processos de autoavaliação do curso, que se faz de maneira ampla, ou seja, através de participação docente e discente e do próprio Projeto Político do Curso. A avaliação do curso é de responsabilidade do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e do Colegiado do curso, que possui representação discente. Sempre, ao final de um processo da avaliação, é produzido um relatório que serve de base para a avaliação continuada do curso e de seu projeto pedagógico. Também têm o propósito de redirecionamento, fazendo correções de rumo, ao longo do processo de implementação.
A construção da nova matriz buscou fundamentar-se e 'afinar-se' a três importantes orientações, a saber: as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Física (DCN's), as recomendações principais fornecidas pela área de Pesquisa em Ensino de Física e, as competências docentes necessárias para trabalhar conforme a orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Física para o Ensino Médio (PCNEM+). Segundo esse último documento:
A Física deve apresentar-se (...) como um conjunto de competências específicas que permitam perceber e lidar com os fenômenos naturais e tecnológicos, presentes tanto no cotidiano mais imediato quanto na compreensão do universo distante, a partir de princípios, leis e modelos por ela construídos. (...) a Física deve vir a ser reconhecida como um processo cuja construção ocorreu ao longo da história da humanidade, impregnado de contribuições culturais, econômicas e sociais (...). (BRASIL, 2002, p. 59).
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Diante do exposto, deve-se destacar que curso de licenciatura em Física do IFRJ campus Volta Redonda busca aplicar metodologias voltadas para uma formação docente ampla e de qualidade. As ações didáticas e pedagógicas do curso têm o intuito de despertar o espírito crítico e científico dos futuros mestres, aliando a capacidade de construir autonomamente conhecimento e de desenvolver atitudes, hábitos e valores, formando cidadãos aptos a participar e contribuir ativamente para o desenvolvimento tecnológico e científico do país.
Enfim, a estrutura curricular do curso norteia-se por um novo olhar para a formação de professores, afastado do modelo tradicional e aberto para um novo paradigma, no qual se privilegia a aproximação entre as áreas de Física, de ensino de Física, pedagógica, interdisciplinares e comunicativas, priorizando também os debates sobre a prática pedagógica e a construção de sólidos conhecimentos científicos, qualidades inerentes à profissão docente.
## Os Princípios Norteadores da nova Proposta Curricular
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/96) enfatiza a premente necessidade de nosso país de formar professores qualificados para Educação Básica. O Parecer CNE/CP no. 9/2001, que define as Diretrizes Curriculares para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena, afirma que dentre as inúmeras dificuldades para ampliação do quantitativo de profissionais qualificados para o magistério, está a inadequada formação dos professores que, em geral, se manteve em um formato tradicional, que não contempla características consideradas, na atualidade, como inerentes à atividade docente. O modelo clássico, conhecido como '3+1' vem demonstrando, historicamente, não proporcionar ao licenciando uma formação sólida para atuar no magistério. Em uma definição curricular que as disciplinas de cunho pedagógico só são ofertadas ao final da graduação, o contato do aluno com a prática pedagógica se dá de maneira pouco aprofundada. As atuais políticas públicas nacionais voltadas para a formação de professores enfatizam que o futuro professor, desde o início de sua formação, precisa ter contato com as disciplinas pedagógicas, promovendo a aproximação da teoria e da prática pedagógica com as disciplinas próprias do bacharelado, objetivando formar efetivamente professores de Física, e não Físicos que eventualmente possam dar aulas. Além disso, esses professores precisam desenvolver competências comunicativas, possuírem ampla formação interdisciplinar, conhecerem as orientações e produções da área de pesquisa em Ensino de Física.
Segundo MOREIRA (2002), é importante situar os professores em formação num contexto multicultural, em que os profissionais da educação precisam ser capazes de perceber que atuam em contextos sociais múltiplos, e precisam atuar como intelectuais questionadores, preocupados em pesquisar e aprimorar suas práticas.
Essa proposta curricular enfatiza, ainda, a formação de competências voltadas para a investigação científica, estabelecendo o diálogo entre os conhecimentos científicos e os saberes empíricos. Segundo VILLANI E PACCA (1997), numa perspectiva construtivista do ensino e da aprendizagem, a competência disciplinar, ou seja, o domínio do conhecimento científico e a habilidade didática, ou seja, a capacidade de proporcionar aos alunos as situações favoráveis para seu crescimento intelectual e emocional e de sustentá-los em seu processo de
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aprendizagem específica, constituem-se um desafio. Portanto, exige-se do docente formador a responsabilidade, e mesmo a obrigação, de construir estratégias, disponibilizar novas tecnologias, metodologias e materiais de apoio, específicos para um curso de formação de professores. Assim, a cada experiência de magistério, vivida desde o início do curso, o licenciando irá construindo sua práxis - teoria e ação unidas, num processo dialético e dialógico de interação com as práticas educacionais.
Orientado por esse princípio, o currículo construído pelo Instituto Federal de Educação ciência e Tecnologia campus Volta Redonda - tem a prática profissional presente desde os módulos iniciais do curso de licenciatura em Física, e é concretizado nas vivências com alunos e no envolvimento com essa e com outras escolas de Educação Básica.
## Os Objetivos do Curso
De maneira geral, o curso de Licenciatura em Física do IFRJ campus Volta Redonda tem como objetivo central formar professores para atuarem no Ensino Médio, possibilitando-lhes contribuir para um ensino de Física crítico e reflexivo, que tanto dê conta da melhoria na aquisição de conhecimento científico por parte de nossos alunos, como também os ajude a adquirir uma visão crítica da natureza da Ciência e de suas relações com a sociedade, mobilizando as competências docentes apresentadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Física. Espera-se, ainda formar docentes qualificados para inserir em suas aulas as orientações e recomendações já consolidadas pela Pesquisa em Ensino de Física, assim como para mobilizar as competências docentes necessárias para trabalhar com os alunos as orientações sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Física para o Ensino Médio.
## Perfil Profissional do Egresso
- O egresso do curso de Licenciatura em Física deve ser capaz de resolver problemas na área de Física aplicando conceitos clássicos, modernos e contemporâneos, percebendo a Física como uma ciência articulada, tendo condições de contribuir para que seus alunos adquiram a visão de que a Física é uma ciência que amplia a visão de mundo, instiga o fascínio pelo conhecimento e pode ser aplicada na vida cotidiana. Para isso, deverá possuir um perfil profissional coerente com alguns aspectos, como:
- Saber utilizar e ensinar a linguagem científica própria da Física.
- Ter postura inovadora e coerente com os valores e o desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade, apresentando espírito crítico-reflexivo.
- Realizar investigações científicas e trabalhar na formação e disseminação do saber científico.
- Empreender ações eficazes em sua sala de aula, contribuindo para a formação de seus alunos sob os aspectos técnicos, sócio-políticos e culturais, voltando-se para explorar em todas as suas ações como docente, as relações entre os conteúdos que ministra e a dimensão social da Ciência e da Tecnologia.
- Perceber a prática docente de Física como um processo dinâmico, carregado de incertezas e conflitos, um espaço de criação e reflexão, onde novos conhecimentos são gerados e modificados continuamente.
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- Ser um pesquisador da própria prática e reflexivo na sua atuação docente, capaz de articular as atividades de ensino e pesquisa com as problemáticas sociais, pautando sua conduta profissional em critérios humanísticos e éticos.
- Ter uma visão abrangente, histórica e epistemológica da Física e das Ciências em geral.
- Ter criatividade e versatilidade, apropriando-se das tecnologias da informação e da comunicação como recursos didáticos para o ensino da Física.
- Selecionar, produzir e usar recursos didáticos e estratégias metodológicas adequados para cada momento do ensino da Física.
- Desenvolver estratégias de ensino que favoreçam a criatividade, a autonomia e a flexibilidade do pensamento dos educandos, buscando trabalhar com mais ênfase nos conceitos do que nas técnicas e fórmulas.
- Envolver-se de forma participativa e atuante na dinâmica própria dos espaços escolares, não se restringindo à atividade de condução de trabalho pedagógico em sala de aula, contribuindo para a construção de projetos coletivos.
- Buscar, de diversas formas em sua esfera, o seu autoaperfeiçoamento.
## A Organização Curricular
O curso é retratado como uma Licenciatura em Física com ênfase em Ensino de Física, formada por núcleos diversos, cada qual possuindo um professor responsável, ou seja, um docente do curso cuja atribuição é acompanhar a implementação efetiva e eficaz das disciplinas da nova matriz relacionadas a esse eixo. Além disso, esse mesmo professor tem o compromisso de buscar a integração do núcleo que é responsável com os outros. Cabe ao coordenador do curso a visão do todo e a responsabilidade de manter a coerência continuada de cada ação implementada ao longo do processo com os objetivos definidos para o curso. Afinal, não vemos sentido em núcleos estanques, sem integração. Pelo contrário, entendemos que o diálogo e a inter-relação entre os núcleos é o que de fato tornará o curso um único corpo, fruto da concepção que temos que 'o todo é muito mais do soma das partes'. Para que os objetivos de cada núcleo e sua integração com os outros aconteçam, são bastante frequentes reuniões mais amplas, envolvendo coordenação, docentes, técnico-administrativos e discentes, a reuniões entre os docentes de um núcleo, gerando registros que são tornados públicos a todos os envolvidos.
Os referidos núcleos são:
Núcleo de Física: formado por disciplinas voltadas para a formação mais técnica, voltada para o conhecimento físico específico, entretanto, busca-se, mesmo nessas disciplinas trabalhar de forma contextualizada.
Núcleo de Ensino de Física: formado pelas disciplinas que discutem a sala de aula de física de forma aplicada, buscando formar um professor que sustente suas práticas em orientações fornecidas pela Pesquisa em Ensino de Física, pelos documentos oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais e, também, através de estudos de caso que levem o licenciando a atuar como um professor pesquisador prático-reflexivo. Além disso, que buscam fornecer uma visão aprofundada dos fatores relacionados à Pesquisa em Ensino de Física no Brasil, como linhas de pesquisa principais, pesquisadores e instituições de referência, periódicos principais e eventos relacionados.
Núcleo Pedagógico: busca qualificar os licenciandos para a compreensão dos fundamentos teórico-conceituais da educação à luz de referenciais antropológicos,
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sociológicos, filosóficos, didáticos, psicológicos, inclusivos e legais, possibilitando a análise contextual dos fenômenos educacionais e das práticas escolares, de forma que seja capaz de capaz de selecionar e usar recursos didáticos e estratégias metodológicas adequados para as diversas situações de aprendizagem que irão se apresentar em sua vida profissional.
Núcleo das Físicas Básicas (Física Básica I, II e III): volta-se para o resgate e aprofundamento de conceitos em nível de Ensino Médio, porém com grande ênfase experimental, trabalhando já o 'olhar do futuro docente' para questões próprias da sala de aula de Física.
Núcleo de Disciplinas Afins: (ou interdisciplinar) é formado por disciplinas de outros campos do conhecimento, mas sempre voltadas 'para o professor de física', de modo que instrumentalize o professor de Física a trabalhar de forma interdisciplinar. É formado por disciplinas como Eletrônica, Metrologia, Química, Biologia, Ciências Ambientais, todas sob a denominação de 'para professores de Física'.
Núcleo de Comunicação: possui o dobro do número de disciplinas de Comunicação definido no padrão para as licenciaturas do IFRJ e busca possibilitar ao licenciando desenvolver ou aprimorar sua capacidade de leitura, interpretação, organização de idéias, planejamento e produção textual, por meio da análise, da discussão e da escrita de textos de gêneros variados, visando desenvolver e potencializar sua leitura de mundo, além de habilitá-lo a uma comunicação adequada e eficiente no desempenho de suas futuras atividades profissionais.
Núcleo de Matemática: busca, mais do que proporcionar o ferramental matemático que é próprio da Física, trabalhar a matemática em sua dupla natureza, a de linguagem e a de ciência, de modo que o futuro professor perceba a matemática como mais do que um recurso para modelar a natureza e obter valores quantitativos, mas sim como uma linguagem que lê o mundo e dá conta de retratar a natureza e diversas situações presentes no cotidiano das pessoas.
Núcleo das Optativas Pedagógicas: são as disciplinas optativas comuns a todos os cursos de Licenciaturas e fazem parte de uma intenção institucional maior, relacionada a oferta no sistema híbrido (presencial + EAD), sendo possível a propositura de novas disciplinas pelos NDE's e Colegiados, conforme as necessidades de cada curso, possibilidades do campus , ouvida a PROGRAD.
Núcleo das Disciplinas Optativas Específicas: também é subdivido em subnúcleos: técnicos, o de pesquisa em ensino de Física, o interdisciplinar e o pedagógico específico. A ideia é proporcionar mais autonomia ao licenciando, de modo que seja também um dos autores de sua própria formação.
No fluxograma do curso a seguir, disciplinas pertencentes ao mesmo núcleo são marcadas com a mesma cor.
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Figura 01: Fluxograma do atual curso de licenciatura em Física do IFRJ - campus Volta Redonda.
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## Considerações Finais
A proposta dessa nova matriz curricular do curso de Licenciatura em Física do IFRJ -campus Volta Redonda é que as metodologias empregadas no desenvolvimento do currículo estejam voltadas para a formação de um profissional prático-reflexivo, profissional esse, apto a agir prontamente e decidir em momentos de incerteza. Entende-se imprescindível o aprofundamento dos saberes científicos e dos conhecimentos da prática, que se fundamentam na análise de situações cotidianas, na busca da compreensão dos processos de aprendizagem e no desenvolvimento da autonomia na interpretação dos fatos.
Em meados de agosto de 2012, o curso recebeu a sua primeira visita in loco MEC/INEP de reconhecimento, pois completou 75% de implementação, e formará sua primeira turma no 2º semestre de 2012. Nesse período, mesmo sem ter sua primeira turma de concluintes, buscou intensamente encontrar soluções para, partindo do perfil do ingressante que tem se apresentado no campus , proporcionar a formação de excelência apresentada junto aos objetivos da nova matriz. A nova matriz do curso foi avaliada com conceito máximo, 5,0 (cinco), e foi o primeiro curso
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do IFRJ avaliado com nota máxima nos 10 (dez) anos em que a instituição oferece cursos de graduação. E tornou-se o único curso de licenciatura em Física com nota 5,0 (cinco) no estado do Rio e o nono do Brasil.
Um dos pontos fortes do curso apresentado no relatório final da avaliação foram as mudanças ocorridas nessa nova matriz, que possui várias iniciativas voltadas para dar conta de um aluno ingressante que apresenta, normalmente, ausência do ferramental matemático mínimo necessário, assim como dificuldades de ordem cognitiva, como pouca abstração, dificuldades de interpretação de textos e enunciados, e pouco domínio de estratégias para resolver problemas. Além disso, não conheciam os conceitos físicos fundamentais, mais trabalhados no Ensino Médio. Também apresentam perfil de carência sócio-econômica. Várias iniciativas, que complementam a matriz curricular buscam dar conta dessas questões. Todas estão apresentadas no novo Projeto Político Pedagógico do curso.
A ideia desse trabalho é começar a apresentar essa nova matriz à comunidade acadêmica da área Ensino de Física.
Um projeto de pesquisa voltado para acompanhar a formação dos licenciandos ao longo de seu percurso no curso, assim como a trajetória dos futuros egressos, e o impacto das novas escolhas, foi aprovado recentemente e apresentará seus primeiros resultados em breve. O que pretendeu-se aqui foi apresentar o resultado do trabalho da comunidade envolvida com o curso.
## Referências
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União , Brasília, 23 dez. 1996.
BRASIL. Parecer CNE/CP 21, de 2 de outubro de 2001. Estabelece a duração e a carga horária dos cursos de formação de professores da educação básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Diário Oficial da União , Brasília, 18 jan. 2002. Seção, 1, p. 31.
BRASIL. Resolução CNE/CES 9, de 11 de março de 2002. Estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de Bacharelado e Licenciatura em Física. Diário Oficial da União, Brasília, 26 de março de 2002. Seção 1, p. 12.
BRASIL, Ministério da Educação e Cultura - Secretaria de Educação Básica. Parâmetros Curriculares Nacionais - do Ensino Médio - PCNEM+. Brasília, SEF/MEC, 2000.
IFRJ. INSTITUTO FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Projeto Pedagógico do Curso Licenciatura em Física campus Volta Redonda, de julho de 2012. Rio de Janeiro,. 2012. Disponível em: <http://www.ifrj.edu.br/webfm\_send/3439>. Acesso em: setembro de 2012.
MOREIRA, A. F. B.; MACEDO, E.,. Currículo, identidade e diferença. In: MOREIRA, A. F. B., MACEDO, E.(orgs.). Currículo, práticas pedagógicas e identidades. Porto, Portugal: Porto 2002.
VILLANI, A.; PACCA, J.L.A. Construtivismo, conhecimento científico e habilidade didática no ensino de ciências. Revista da Faculdade de Educação . v. 23, n.1-2, jan./dez. 1997.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.