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PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA SOBRE ELETRICIDADE, MAGNETISMO E ÓPTICA

Adriana Zanella, Ivani T. Lawall, Mônica De M. Lacerda

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
21/01/2013
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA SOBRE: ELETRICIDADE, MAGNETISMO E ÓPTICA

## Adriana Zanella , Ivani T. Lawall , Mônica de M. Lacerda 1 2 3

1 UDESC, Bolsista PIBIC, zanella2005@hotmail.com

2

UDESC,DFIS, ivani@joinville.udesc.br

3 IF/UFRJ, monica\_lacerda@if.ufrj.br

## Resumo

Neste trabalho buscou-se analisar os resultados de um curso de formação continuada oferecido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em 2010, no qual participaram 34 professores de Ciências do Ensino Fundamental (EF). O objetivo do projeto do curso foi levar às últimas séries do EF a experimentação prática de atividades de física que propiciam ambientes de reflexão, auxiliam no desenvolvimento e construção de ideias através de procedimentos experimentais e atitudes, trabalhando temas de Eletricidade, Magnetismo e Óptica. Foi aplicado um questionário ao final do curso, no qual, a partir das respostas dos professores, foi possível identificar o perfil profissional destes, observando em que 68% são formados em Ciências Biológicas, 43% dos professores possuem especialização na área de Ensino, 54% dos professores tem de 1 a 7 anos de profissão e 32% possuem acima de 7 anos de carreira. Outra questão levantada foi em relação à mudança na prática docente, 55% dos professores responderam que modificaram de alguma maneira sua prática após a participação no curso. Sobre a possibilidade de aplicar os conteúdos do curso em sala de aula, 45% dos professores afirmaram que os materiais são de fácil acesso, por isso a construção e aplicação em sala de aula se tornam mais viáveis. Pela análise dos questionários, acredita-se que um curso de formação continuada pode de alguma maneira contribuir para uma mudança na prática docente, possibilitando aos professores experimentar novas maneiras de trabalhar, contribuindo para seu desenvolvimento profissional e para o aprendizado de seus alunos.

Palavras-chave : Formação Continuada, Ensino Fundamental, Eletricidade, Magnetismo, Professores

## Introdução e Justificativa

A educação fundamental tem entre seus objetivos ensinar a utilizar as diferentes linguagens, matemática, gráfica, verbal e corporal, como meio para produzir, expressar e comunicar ideias. Também, é ela quem formalmente propicia a utilização de diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos como forma de adquirir e construir conhecimentos, além de promover o questionamento da realidade através da formulação de problemas e soluções, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação [PCN, 1998].

A experimentação prática de atividades de física tem proporcionado ambientes de reflexão, auxiliando no desenvolvimento e construção de ideias, através de procedimentos e atitudes. Porém, vale a pena ressaltar que os temas

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20 a 25 de janeiro de 2013

propostos neste projeto, eletricidade, magnetismo e óptica, individualmente e coletivamente, são a mola mestra para a tecnologia do século 20 [QUINTAL, 2005;SILVA, 2005].

- O professor, ao longo de sua carreira, se depara com uma diversidade de situações que podem envolver mudanças em sua prática docente e a participação em cursos e seminários, que, o auxiliam nas alterações em seu método de ensino. Pode-se observar a preferência por cursos de formação continuada por parte dos professores, pois esses não exigem muito tempo do professor, podendo ser conciliados com seu trabalho docente. Tanto em suas bases teóricas quanto em suas consequências práticas, os conhecimentos profissionais são evolutivos e progressivos e necessitam, por conseguinte, de uma formação contínua e continuada. Segundo Tardif 'Os profissionais devem, assim, auto formar-se e reciclar-se através de diferentes meios, após seus estudos universitários iniciais.' (2007, p.249).

Segundo Lima-2005 (apound da Silva), os programas de formação continuada no Brasil mostram a desconsideração das contribuições dos professores quando da definição, implementação e suspensão dos programas de formação. Nesse contexto, os professores ao realizarem cursos de formação continuada, procuram deixar o individualismo, encontrar ajuda para realizar as tarefas que não podem realizar sozinhos de forma satisfatória, porém, os cursos de formação continuada muitas vezes não têm contribuído para resolver esta situação, pois, na maioria das vezes tentam resolver problemas imediatos, fornecendo receitas. Uma solução para isso seria o professor refletir sobre as atividades desenvolvidas, considerando os contextos histórico, social e cultural, sem desconsiderar as suas aspirações pessoais e profissionais.

Na tentativa de identificar qual o resultado efetivo de um curso de formação continuada foi proposta uma pesquisa que teve como foco principal a investigação da mudança na prática docente e a possibilidade de aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula, além de identificar o perfil profissional de um grupo de professores do Ensino Fundamental (EF), que participaram de um curso de formação com conteúdos de Eletricidade, Magnetismo e Óptica.

## Metodologia do trabalho

- O projeto 'Ações de Educação Continuada para Professores de Ciências', teve como proposta atualizar conceitos de física para professores de ciências do EF, através de experiências práticas sobre eletricidade, magnetismo e óptica. Ele constituiu-se da realização dos experimentos, observação e discussão com fundamentação teórica sobre os fenômenos observados finalizando com a discussão dos resultados, iniciou em outubro de 2010 com término em dezembro de 2010.
- O curso foi oferecido na UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina e participaram 34 professores de Ciências que atuam no EF, em escolas da cidade de Joinville e região, na rede estadual, municipal e privada. Do total de professores participantes, 22 responderam ao questionário. O curso teve cinco encontros de quatro horas cada. Estes aconteciam a cada duas semanas, no qual eram confeccionados os experimentos referentes a temas de Eletricidade, Magnetismo e Óptica, adaptados para aplicação nas últimas séries do EF. Os

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experimentos físicos empregados para discutir fenômenos e conceitos fundamentais nas 3 áreas e realizados por todos os professores foram: a câmara escura e o periscópio para a compreensão da formação de imagens; carregamento elétrico dos corpos, atração e repulsão eletrostática, equivalente mecânico da corrente elétrica, ligação em série e paralelo para o entendimentos dos conceitos de eletricidade e domínios magnéticos, construção de bússolas, eletroímã e motor elétrico para a compreensão do magnetismo e sua importância na vida cotidiana. Experimentos virtuais foram utilizados como forma de reforçar e complementar aqueles realizados em sala de aula; e podemos citar 'applets' sobre a composição das cores, resistência e potência elétrica e o gerador elétrico. Finalmente, experimentos demonstrativos também foram utilizados para explicar a decomposição da luz branca e a formação do arco-íris.

A pesquisa realizada foi de natureza qualitativa, pois pode contribuir para esclarecer o papel do professor de ciências em sua atuação no EF. Para isso, ao final do curso foi aplicado um questionário, pois este permite realizar um estudo exploratório o qual possibilita ao 'investigador aumentar sua experiência em torno de determinado problema' Triviños (1987, p.109), e deste foram analisadas questões referentes à formação, pós-graduação, tempo de magistério, mudança na prática docente e aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula. Para identificar os professores, foi convencionada a seguinte sigla, P1, P2,...,P22.

A partir dessa análise, os resultados foram construídos em quatro tópicos; inicialmente se descreve o perfil profissional dos professores , em seguida, a análise das questões referentes à mudança na pratica docente e a possibilidade da aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula.

## Análise dos resultados

Inicialmente optou-se por identificar o perfil profissional, e para isso, foram levadas em consideração as questões condizentes com a formação dos professores, pós-graduação e ao tempo de magistério, pois é necessário conhecer o contexto social, cultural e institucional em que o professor está inserido, considerando as suas aspirações pessoais. Na sequência foram analisadas as opiniões dos professores quanto as alterações na prática docente após a participação no curso e a aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula.

## Perfil profissional dos professores

Para identificar o perfil profissional, foram consideradas as respostas referentes ao curso de graduação, aos cursos de especialização e ao tempo de serviço dos professores, além da participação em cursos de formação continuada nos últimos cinco anos. A partir da análise da questão referente à área de formação dos professores, foi possível observar que 68%(15 professores) são formados em Ciências Biológicas (Licenciatura e/ou Bacharelado), 19%(4 professores) são formados em Química, Física e/ou Matemática e 4%(1 professor) possui formação em Educação Física. Ainda, 9%(2 professores) não responderam a esta questão.

Em relação à formação complementar perguntou-se aos professores se estes fizeram algum curso de pós-graduação, e a partir de suas respostas, verificouse que 59%(13) dos professores tem especialização, 5%(1) são mestres e 36%(8) não responderam. Do total de professores que responderam que possuem pós-

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graduação, ou seja, 14 professores, é interessante salientar que 43%(6) tem especialização na área de Ensino, incluindo gestão educacional, 29%(4) na área de Meio Ambiente e 21%(3) na área de Biologia e/ou Química, e ainda, 7%(1) possui mestrado na área de Engenharia de Alimentos. Pelos dados apresentados observase que os cursos de pós-graduação, na maioria são da área de Ensino, o que indica que possivelmente esses professores têm interesse em buscar novos estímulos e compromissos, visando melhorar sua prática docente e tornando mais proveitosa a aprendizagem de seus alunos. O que fica mais evidente no que cita Schulman: 'A chave para identificar a base de conhecimentos do ensino reside na interseção entre conteúdo e pedagogia, na capacidade do professor transformar o conhecimento que possui em formas que são pedagogicamente poderosas, mas adequadas à variedade de habilidades e contextos apresentados pelos seus alunos.' (Shulman,1987,15).

Buscou-se também, a partir do mesmo questionário, identificar o tempo de magistério dos 22 professores; pôde-se observar que 54%(12) dos professores tem de 1 a 7 anos de profissão, 18%(4) tem de 8 a 16 anos de carreira, 14%(3) trabalham em sala de aula entre 17 a 25 anos, e 14%(3) não responderam. Pelos resultados obtidos pode-se observar que a maioria dos professores participantes está no início de sua carreira e acredita-se que o interesse desses pelo curso de formação, demonstra sua vontade em melhorar suas práticas pedagógicas desde o início de sua carreira. Segundo Tardif 'os saberes profissionais também são temporais, no sentido de que os primeiros anos de prática profissional são decisivos na aquisição do sentimento de competência e no estabelecimento das rotinas de trabalho, ou seja, na estruturação da prática profissional, estes profissionais já estão na busca de novos estímulos.' (2007, p.261) No entanto, os 32%(7) dos professores que estão a mais que 7 anos em sala de aula também demonstram interesse pelos cursos de formação, o que indica sua vontade de se manter atualizados perante as mudanças que ocorrem no ensino, para melhor desempenhar seu papel de professor.

## Mudança na prática docente

A partir deste tópico pôde-se verificar se o curso de formação contribuiu para uma mudança na prática dos professores em sala de aula. Para isso, foi feita a seguinte pergunta: 'A participação nesse curso alterou suas práticas em sala de aula?'. As respostas dos professores foram separadas em grupos: 'Sim', 'Não', 'Ainda não', 'Outros'. O Quadro 01 apresenta os dados juntamente com os comentários de alguns professores.

Dos professores que responderam a essa questão, 55% deles afirmaram que houve mudança na prática de sala de aula, como mostrado na tabela 01. As principais justificativas desses professores quanto à mudança na prática docente foram: Novas técnicas e métodos para trabalhar em sala de aula, utilizando aulas práticas ou diferenciadas, incluindo apresentações de vídeos explicativos, por exemplo, e, a maior confiança e segurança para abordar os temas em sala. Isso permite que ele exponha as ideias da forma mais útil possível para a aprendizagem dos estudantes, lançando mão dos conhecimentos do conteúdo e do modo de ensinar (Shulman, 1986).

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Quadro 01: Mudança na prática docente.

Sendo assim, os professores possuem novas possibilidades, métodos e práticas diferenciadas para trabalhar os conteúdos em sala de aula, o que melhora sua prática docente e o aprendizado de seus alunos. Enquanto profissionais, os professores são considerados práticos 'reflexivos' que produzem saberes específicos e são capazes de deliberar sobre suas próprias práticas, de objetivá-las e partilhá-las, de aperfeiçoá-las e de introduzir inovações susceptíveis de aumentar sua eficácia. (Tardif, 2007).

Em relação à mudança na prática docente, 32%(7) dos professores respondeu que ainda não colocaram em prática o que foi aprendido no curso, por ainda não terem abordado o tema, ou por lecionar outra disciplina no momento. Ainda, 9%(2) dos professores fizeram outras afirmações, 4%(1) não respondeu à questão.

## Possibilidade da aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula

Para destacar as ideias dos professores sobre a possibilidade da aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula, foram analisadas as respostas à seguinte questão: 'Em sua opinião, é possível aplicar os conteúdos e atividades aprendidas no curso em sala de aula? Comente sua resposta.' Todos os professores responderam que acham possível aplicar os conteúdos em sala. Suas respostas destacam como principais motivos para a aplicação dos conteúdos o material de fácil acesso e a maior eficácia no aprendizado dos alunos .

## Material de fácil acesso

A facilidade para obter e confeccionar os materiais foi justificativa de 45%(10) dos professores, que afirmaram que isso facilitou a aplicação dos conteúdos em sala de aula, como se pode observar nos comentários dos professores P6, P15, P16:

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P6 Sim, porque as experiências aprendidas no curso são fáceis de ser feitas em sala de aula.

P15 Com certeza, as experiências são simples e o material é de fácil acesso.

P16 Sim, pois são estratégias simples, práticas e interessantes aos alunos.

Pode-se perceber que os três professores acima destacaram que os experimentos aprendidos no curso são fáceis de aplicar em sala de aula, e o professor P15 afirma ainda que os materiais para a confecção dos experimentos são de fácil acesso. Desta forma, a facilidade para preparar e aplicar os experimentos são considerados pontos positivos, o que pode ser um fator importante para que os professores sintam-se motivados a modificar sua prática e a buscar atividades novas e diferenciadas para aplicar em sala de aula.

## Maior eficácia no aprendizado dos alunos

Do total de professores, 23%(5) destacaram que os conteúdos e atividades práticas auxiliaram na abordagem dos assuntos estudados, melhoraram a aprendizagem dos alunos e despertaram seu interesse. É possível analisar essas justificativas nos comentários dos professores P2, P13:

P2 Sim, com certeza. As atividades trabalhadas no curso são fáceis e interessantes, inclusive, à medida que foram ocorrendo às aulas do curso, utilizei os experimentos aprendidos com meus alunos, todos tiveram um resultado ótimo na aprendizagem e diversificação das aulas.

P13 Sim, é possível, pois são atividades no qual a prática esclarece o conteúdo trabalhado.

Para o professor P2 as atividades trabalhadas auxiliaram na aprendizagem dos alunos e proporcionaram aulas diversificadas e interessantes. Já o professor P13 afirma que as atividades práticas esclarecem o conteúdo que está sendo trabalhado em sala pelo professor. Percebe-se então que as atividades experimentais podem auxiliar na aula dos professores de maneira positiva, pois, ao observar o que ocorre nos experimentos, os alunos percebem mais facilmente a ligação com o assunto trabalhado, além de despertar seu interesse pelo conteúdo.

Foi possível observar ainda as opiniões de 32%(7) dos professores que comentaram a implantação dos conteúdos nas outras séries do EF e a diversificação das aulas, como se pode verificar nas justificativas dos professores P1, P10:

P1 Sim, as atividades podem ser aplicadas não só nas últimas séries do EF, mas em todas as turmas.

P10 Claro. Principalmente os vídeos explicativos e ilustrativos.

Para o professor P1 as atividades poderiam ser aplicadas a outras turmas do EF, e o professor P10 afirmou ter utilizado materiais áudio visuais em suas aulas, o que demonstra que a utilização de materiais diversificados pode auxiliar, tornando as aulas mais atrativas e proveitosas, podendo formular discussões sobre o conteúdo

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apresentado, proporcionando um ambiente em que os alunos possam discutir o tema apresentado, desenvolvendo assim um senso crítico ao avaliar as diversas possibilidades que podem surgir do problema.

A afirmativa dos professores quanto à aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula reforça a importância do mesmo para uma melhora no ensino de ciências, no teor dos conteúdos abordados e no aprendizado, despertando o interesse dos alunos em aprender ciências. Segundo Tardif 'para que os alunos se envolvam numa tarefa, eles devem estar motivados'. (2007, p. 268). As atividades diferenciadas que os professores desejam aplicar em sala podem motivar os alunos, fazendo com que se envolvam com a ciência, despertando assim, um senso crítico e auxiliando em sua formação.

## Considerações Finais

Este trabalho teve como principal objetivo analisar os resultados de um curso de formação continuada para professores do EF, com o tema Eletricidade, Magnetismo e Óptica. Nesse contexto, foram observados o perfil profissional, a mudança na prática docente e a aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula, aspectos esses que são importantes quando se trata da busca dos professores por cursos de formação para diversificar suas práticas, tornando-as melhores e assim consolidando seu desenvolvimento profissional.

Em relação ao perfil profissional, observou-se que 68%(15) são formados em Ciências biológicas, 43%(13) dos professores tem especialização na área de Ensino, e ainda, 54% possuem de 1 a 7 anos de profissão, o que demonstra sua vontade de se manter constantemente atualizados desde o início da carreira, buscando novos conhecimentos e maneiras de trabalhar em sala de aula.

Quando se fala de mudança na prática docente, a partir da análise das respostas dos professores, foi possível observar que 55%(12) deles modificaram sua prática em sala de aula, o que demonstra que o curso de formação continuada possivelmente pode auxiliar positivamente nesse contexto, pois, enquanto profissionais, os professores produzem saberes específicos e têm a capacidade de definir suas próprias práticas, partilhando-as, aperfeiçoando-as e introduzindo inovações que podem aumentar sua eficácia. (Tardif, 2007).

Com relação à possibilidade de aplicação dos conteúdos do curso em sala de aula, todos os professores responderam que acham possível aplicar o que foi aprendido no curso. Destes, pode-se destacar que 45%(10) afirmaram que os materiais são de fácil acesso e a construção dos experimentos é simples, o que possibilitou trabalhar de maneira mais proveitosa os conteúdos. Ainda, 23%(5) dos professores afirmaram que as atividades desenvolvidas auxiliaram no aprendizado dos alunos e despertaram seu interesse, pois a observação dos experimentos facilitou o trabalho com os conteúdos de eletricidade, magnetismo e óptica. Desta maneira, acredita-se que as justificativas dos professores quanto a aplicação dos conteúdos demonstra que os cursos de formação continuada podem ter auxiliado de alguma forma, proporcionando uma melhora no ensino de ciências como um todo, desde os conteúdos abordados às atividades diferenciadas que despertam o interesse dos alunos e os envolvem no estudo da ciência.

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## Bibliografia

SILVA, E. L., PACCA, J. L. de A.; Ensinando e aprendendo em grupo- Uma experiência de formação continuada , XI EPEF, Curitiba, 2008.

BRASIL , PCN+ Ensino Fundamental: Terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental. Ciências Naturais . Ministério da Educação/Secretaria da Educação Fundamental, 1998.

QUINTAL, J. R., SANTOS, W. M. S., GASPAR, M. B. Anais do XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física, Rio de Janeiro - RJ, 2005.

SILVA, M. A. F. M. da , TAVARES Jr., A D. Anais do XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física, Rio de Janeiro - RJ, 2005.

LORTIE, D.C. SCHOOLTEACHER. A sociological Study . Chicago. The university of Chicago Press, 1975.

TRIVIÑOS, Augusto N. S . Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa

qualitativa em educação

. São Paulo: Atlas, 1987.

SHULMAN, L. S.; Those who understand: knowledge growth in teaching.

Educational Researcher , V. 15, n.2, pp. 4-14. 1986.

------------.'Knowledge and teaching: Foundations of the new reform.' IN Havard Educational review.Vol.57 Nº 1 February 1987.1-21.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. 2. Petrópolis: Vozes, 2007.

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