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UMA INSTALAÇÃO DE ASTRONOMIA COMO ATIVIDADE COMPLEMENTAR A UMA VISITA AO PLANETÁRIO DE PARNAMIRIM

José Roberto Vasconcelos Da Costa, Radma Almeida De Freitas, Maria Romênia Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
21/01/2013
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UMA INSTALAÇÃO DE ASTRONOMIA COMO ATIVIDADE COMPLEMENTAR A UMA VISITA AO PLANETÁRIO DE PARNAMIRIM

## Radma Almeida de Freitas 1 , José Roberto Vasconcelos da Costa , Maria 2 Romênia da Silva 3

- 1

- Universidade Federal do Rio Grande do Norte/ CCET/ radma\_almeida@hotmail.com 2 Fundação de Apoio a Pesquisa do Rio Grande do Norte/ FJA/ jcosta@zenite.nu Universidade Federal do Rio Grande do Norte/ CCET/ romeniagabriely@hotmail.com

## Resumo

A astronomia é uma ciência antiga e que desperta a curiosidade humana. De fato, muitas pessoas explicam fenômenos astronômicos de forma alternativa. O ensino de astronomia acontece de forma pouco apropriada em sala de aula, na medida que, muitas vezes, é totalmente teórico e restrito ao livro didático. O planetário atua como um espaço de educação não-formal e tem vários papéis, dentre os quais, está o de complementar o ensino da astronomia realizado no ambiente escolar. Os alunos chegam ao planetário com muitas concepções alternativas para explicar certos fenômenos, que continuam mesmo após assistir uma sessão. Com o objetivo de complementar as atividades no planetário, organizamos uma instalação de astronomia na área externa ao planetário com os seguintes módulos: um relógio de Sol armilar, uma maquete da constelação do Cruzeiro do Sul, em escala. O objetivo deste trabalho é investigar como as instalações astronômicas podem contribuir para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos em um espaço não-formal de educação. A metodologia utilizada foi a observação e transcrição das falas dos alunos antes e após as visitas à instalação astronômica. Essa atividade foi realizada com alunos da rede pública, que visitaram o Planetário de Parnamirim. Ao final, concluímos que os alunos não sabiam de que se tratava um planetário e utilizavam ideias alternativas para explicar as constelações. Os estudantes também não tinham conhecimento sobre relógio de Sol. As atividades realizadas na instalação complementam a sessão do planetário e são importantes para o desenvolvimento cognitivo dos visitantes, pois possibilitam que eles reconstruam seu conhecimento.

Palavras-chave : ensino de astronomia, educação não-formal, planetário.

## Introdução

Desde os primórdios, o homem já observava o céu. Segundo Caniato (1974, p.2), 'Parece muito provável que o céu estrelado, suas constâncias e variações tenham estado entre os primeiros mistérios a desafiar a imaginação e a inteligência do primeiro homo sapiens'. Com o seu desenvolvimento, o homem passou a perceber que os movimentos dos astros, no céu, obedeciam a certa periodicidade. Os movimentos dos astros passaram a ajudar a marcar as horas e assim o homem passou a saber o tempo de plantar e de colher. Percebeu também que podia utilizar a posição dos astros no céu para se localizar. Então, o homem passou a utilizar o céu como seu guia aqui na Terra. 'Assim, nasceu a astronomia, cujo objetivo é a observação dos astros e a criação de teorias sobre seus movimentos, constituições, origens e evolução' (PUZZO et al, 2004, p.2).

A astronomia é uma ciência com um grande apelo motivacional e interdisciplinar. Contudo, o ensino desta ciência enfrenta vários desafios. Um dos

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principais é que conceitos prévios ou concepções alternativas são criadas desde cedo. Isso acontece porque temos contato com as 'coisas do céu' em nosso cotidiano e, portanto, construímos explicações pessoais para os fenômenos astronômicos. Muitas crianças procuram explicar fenômenos por meio de ideias prévias baseadas em concepções alternativas. Neste sentido, o planetário assume um papel importante na divulgação desta ciência.

O planetário é um instrumento capaz de reproduzir o céu estrelado, bem como planetas, cometas, asteroides e fenômenos celestes. Esse 'teatro das estrelas' nos permite visualizar o céu do passado, presente e futuro. Também por meio dele podemos viajar para lugares diferentes na Terra e no espaço. Atualmente os planetários estão mais modernos e são um importante instrumento metodológico para o ensino de astronomia (OLIVEIRA, 2010). O equipamento geralmente está ligado a espaços de educação não-formal. (SARRAMONA et al., 1998; ETILING,1993; GOHN, 2006)

Este trabalho, desenvolvido no Planetário de Parnamirim, tem como objetivo principal investigar como os módulos da instalação podem contribuir para a transição do conhecimento baseado em concepções alternativas para o conhecimento científico.

## Breve descrição da instalação astronômica

A instalação astronômica (figura 1) é composta por dois módulos, que são a maquete da constelação do Cruzeiro do Sul e o relógio de Sol armilar. Cada módulo da instalação tem um objetivo específico e são independentes entre si.

O módulo da constelação do Cruzeiro do Sul tem por objetivo mostrar que as estrelas de uma constelação não estão à mesma distância de nós e, portanto não são coplanares. O módulo do relógio de Sol complementa o planetário, visto que o equipamento do planetário não exibe o movimento aparente do Sol.

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Figura 1 : módulos que compõe a instalação astronômica.

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## Metodologia

A pesquisa relatada neste trabalho é qualitativa. Ou seja, a análise dos resultados baseia-se nas palavras e opiniões das pessoas investigadas, a partir da transcrição da fala das mesmas. Optamos pela pesquisa qualitativa pelo caráter

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descritivo da atividade e por estarmos interessados em entender o significado que as pessoas dão às coisas (NEVES, 1996). Procuramos conduzir os visitantes a construir o conhecimento, sempre considerando suas concepções alternativas. Sendo assim, o conhecimento será reconstruído por meio do conflito cognitivo. Esse conflito acontece no momento em que o indivíduo passa a conhecer os prós e os contras da ideia prévia, que ele já possuía, e confronta com a visão científica. O objetivo é 'a reconstrução conceitual, no sentido de vencer o conhecimento prévio, que o estudante já possuía.' (LABURU; ARRUDA, 1998, p. 259).

Os participantes pesquisados foram alunos pertencentes às turmas que visitaram o planetário. Essas turmas pesquisadas foram no total de 3, uma turma de 6º ano, com 56 alunos; e uma turma de 1º ano e outra do 2º ano, ambas do ensino médio, cada uma com 30 alunos. Todas as turmas são da rede pública. Logo, o universo de pesquisa conta com 116 alunos.

A atividade é dividida em três momentos:

- 1. Momento de boas-vindas. Ao chegar ao planetário, as turmas de alunos são recepcionadas. Aproveitamos esse momento para interagir com a turma: o que vocês acham que é um planetário? O que são constelações?
- 2. Momento pós-sessão, ainda na cúpula do planetário: ao finalizar a sessão perguntamos aos alunos se a ideia que eles tinham de constelação mudou.
- 3. Momento na instalação de astronomia. Neste momento, levamos os alunos para a instalação e iniciamos a nossa conversa com a turma. Começamos a atividade pelo módulo da constelação do Cruzeiro do sul, em seguida, passamos pelo relógio de Sol e finalizamos com o conjunto de rochas com inscrições rupestres.

## Análise do resultado e discussão

## Momento de boas vindas

Quando os estudantes chegam ao planetário perguntamos quais são suas expectativas e o que eles entendem sobre este espaço. Entre as respostas mais comumente encontradas, destacamos as seguintes:

'Planetário é o lugar onde a gente conhece planetas'

'Planetário é onde temos aula sobre planetas'

'Planetário é o local onde estuda os planetas'

Como podemos ver, os planetas são lembrados em todas as respostas. Essas repostas podem ser facilmente explicadas pelo fato de o nome 'planetário' recordar planetas. A segunda fala destacada é algo também comum durante as visitas. Ao chegar ao planetário os alunos esperam ter uma aula, como as da escola. Esse pensamento não é correto, pois este é um espaço de educação não-formal. A sua função não é apenas ensinar, mas sim complementar o que já foi ou será estudado em sala de aula. Esses dois espaços, planetário e escola, não podem

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disputar funções educacionais entre si, pois um tem o papel de complementar as atividades do outro (AROCA, 2008).

A terceira fala destacada revela que muitos alunos confundem planetário com observatório. Essa confusão é facilmente explicada pelo fato do prédio do planetário ser composto por uma cúpula, que também é característica dos prédios dos observatórios. A diferença entre os dois é que neste último observa-se o céu utilizando um telescópio, sendo a cúpula uma estrutura móvel que se abre. Já no planetário, a cúpula é uma superfície fixa onde se assistem às projeções do céu estrelado. É preciso ter cuidado com esta confusão que ocorre entre esses dois espaços educativos, pois eventualmente o aluno poderá se decepcionar ao assistir à sessão do planetário.

## Realização da atividade utilizando os módulos

## Atividade no módulo da constelação do Cruzeiro do Sul

Essa atividade é dividida em três etapas, que acontecem antes e após a sessão de planetário. As turmas que participaram da atividade foram as duas turmas de primeira e segundas séries do ensino médio. Na primeira etapa é perguntado aos alunos, antes da sessão, o que é uma constelação e surge, mesmo em turmas diferentes, a seguinte resposta:

'Constelação é um conjunto de estrelas'

Essa resposta é unânime entre as turmas que participaram das atividades. Durante a interação com os alunos podemos perceber que este conjunto não forma necessariamente uma figura e que a ideia de conjunto remete à proximidade. Podemos obter essas conclusões após a sessão. Ao conversarmos sobre o que mudou nessa concepção após visualizar a sessão do planetário e sobre as diferenças entre as estrelas de uma constelação, eles respondem que:

' Agora eu acho que constelação é um conjunto de estrelas que formam figuras'.

'As estrelas mais brilhantes estão mais perto'.

'A poluição faz com que umas estrelas brilhem menos'.

'As estrelas mudam de tamanho'.

'Agora eu acho que constelação é um conjunto de estrelas que formam figuras'.

'Pegazus é uma constelação de estrelas?'.

A última fala mostra que, mesmo observando as constelações no céu, no planetário e ouvindo definições, o aluno não conseguiu entender o que é uma constelação. Após esse momento, os alunos são convidados a irem para a instalação e de frente para o módulo iniciamos outra conversa. Dessa vez a atividade é direcionada por eles, pois os alunos devem construir o conceito de constelação por meio da maquete. Neste momento registramos as seguintes falas:

'As estrelas mais próximas não estão mais distantes'.

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'Não percebia o afastamento entre as estrelas nem no planetário nem no céu'.

'Elas estão diferentes de como eu vejo no céu'.

Por meio dessas falas percebemos que eles notam a real configuração das constelações. Muitos deles ficavam inquietos e no momento em que pedíamos para eles falarem que constelação era aquela, eles andavam próximo da constelação e percebiam que as figuras imaginadas são uma questão de perspectiva, ou seja, em cada ponto que eles paravam as estrelas apareciam com uma configuração diferente. Os alunos viam diferentes formas quando olhavam para a maquete:

'Elas formam uma cruz'. 'Eu vejo um losango' 'É o Cruzeiro do Sul'. 'Para mim são as três Marias'.

Para nossa surpresa a maioria dos alunos conseguia identificar que aquela era a constelação do Cruzeiro do Sul. Contudo, os alunos estavam livres para criarem outras figuras utilizando as estrelas da maquete. Esse momento era o que eles mais participavam e cada um via uma figura diferente ao unir as estrelas. Esse exercício é importante para que eles percebam que as figuras que vemos no céu são imaginárias e que eles podem ter suas próprias constelações, que podem ser significativas para a sua vida.

## Atividade no módulo do relógio de Sol

A turma participante nestes módulos foi somente a turma do 6º ano. Essa atividade no relógio de Sol ocorre com os alunos na instalação após a sessão na cúpula (Figura 2). Neste momento, informamos aos alunos que o projetor do planetário não têm o Sol e Lua integrados e que por esse motivo não foi possível visualizar o movimento aparente do Sol ao anoitecer e amanhecer no planetário. Então lançamos a seguinte pergunta: o que acontece com o Sol ao anoitecer? Logo os alunos responderam:

'O Sol se põe ao anoitecer '.

Figura 2 : alunos durante visita ao módulo do Relógio de Sol.

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A partir dessa fala dos alunos explicamos que o Sol percorre uma trajetória no céu durante o dia e que essa trajetória é seu movimento aparente, pois nós é que estamos em movimento junto com a Terra. Continuando a nossa conversa perguntamos para eles qual a importância do Sol para nós. Eis algumas respostas:

'Sem o Sol a gente congelava'. 'É importante para a vida no planeta'. 'O Sol produz energia'.

A primeira fala mostra que os alunos entendem que o Sol é importante para manter a temperatura aqui na Terra. A segunda fala é a mais repetida pelos alunos das turmas analisadas e a terceira fala é interessante, pois faz parte da informação passada na sessão do planetário. As três falas destacadas mostram que os alunos respondem a aquilo que está no livro didático, pois estas importâncias do Sol são as mais comuns em livros didáticos.

Como eles não citaram que o Sol também serve para marcar o tempo, iniciamos uma breve explicação sobre como o tempo era medido pelos povos antigos. Logo após, mostramos para os alunos o relógio de Sol armilar da instalação e perguntamos se eles têm alguma ideia de como ele funciona. Neste momento, os alunos ficaram um pouco receosos e não responderam nada. Para tornar melhor a compreensão dos alunos perguntamos como funciona o relógio que usamos atualmente e eles responderam:

'Funciona com pilha' 'Funciona com o ponteiro'

E então perguntamos: e o relógio de Sol?

'O relógio de Sol funciona com o Sol'

Após essa fala dos alunos, convidamos a turma para se aproximar do relógio de Sol e explicamos seu funcionamento. Durante a explicação um dos alunos falou:

'Eu nunca tinha imaginado que o Sol servia para marcar o tempo'

Após a explicação, ao conversarmos novamente sobre a importância do Sol, os alunos incluíram a marcação do tempo em suas falas.

## Considerações Finais

O planetário é uma importante ferramenta metodológica para o ensino de astronomia. Contudo, observamos que após a sessão os alunos continuaram com dúvidas. Algumas dessas dúvidas foram abordadas por meio dos módulos da instalação astronômica.

- O primeiro módulo analisado foi o da maquete da constelação do Cruzeiro do Sul. Concluímos com esta atividade que os alunos ao chegarem ao planetário apresentavam uma ideia sobre o que é constelação baseada em concepções alternativas. Durante a atividade, o conflito cognitivo entre o pensamento deles,

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baseado no senso comum, e o módulo do Cruzeiro do Sul, ajudou a reconstruir o conceito de constelação.

- O módulo, composto pelo relógio de Sol foi o segundo a ser utilizado para pesquisa. No início da atividade, concluímos por meio da fala dos alunos que eles não refletiam sobre como o Sol poderia marcar o tempo. Sabemos que eles têm essa ideia a partir da vivência, mas não a utilizaram ao se deparar com as perguntas sobre a importância do Sol.

Nossa instalação requer melhoramentos, como colocar luzes de LED nas estrelas do módulo da constelação do Cruzeiro do Sul, para que a mesma possa ser utilizada à noite. O potencial da nossa instalação ainda não foi totalmente explorado, podendo surgir novos meios de utilizá-la para complementar às sessões do planetário.

## Referências

AROCA, Silvia Calbo. Ensino de Física Solar em um Espaço Não-Formal de Educação. 2008. 173 f. Tese (Doutorado) - Universidade de São Paulo, São Carlos, 2008.

CANIATO, R.. Astronomia e Educação . Universo Digital. Disponível em:&lt;http://www.liada.net/universo/articulos/Caniato/Astronomia%20e%20Educacao. pdf&gt;. Acesso em: 05 mar. 2012.

ETILING, A. What is Non-formal Education? Journal of Agricultural Education . V.34, n.4, p.72-76, 1993.

FREITAS, R. A. de. Fotografias de estudo de campo. 2012. 2 fotografias.

GOHN, M. da G.. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Avaliação das Políticas Públicas Educacionais , Rio de Janeiro, v. 14, n. 50, p.27-38, jan. 2006.

LABURU, C. E.; ARRUDA, S.M. Um Instrumento pedagógico para situações de controvérsia e conflito cognitivo. Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo, v. 20 n. 3, p. 259-269, set 1998.

OLIVEIRA, G. M. de. O ensino de ciências em Planetários: Perspectiva Interdisciplinar sobre as sessões da cúpula. 2010. 116 f. Dissertação (Mestrado) Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, 2010.

PUZZO, D.; TREVISAN, R. H.; LATARI, C. J. B. Astronomia: a investigação da ação pedagógica do professor. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA, 9., 2004, Jaboticatubas-mg. Anais... São Paulo: Sociedade Brasileira de Física, 2004. p. 1 - 13.

SARRAMONA, J.; VAZQUEZ, G.; COLON, A. J. Educación no formal . 1º Espanha: Ariel Educación, 1998.

NEVES, J. L. Pesquisa Qualitativa: Características, usos e probabilidades. Caderno de pesquisa em administração . São Paulo, v. 1 n. 3, p 1-5, 2002.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.