Licenciandos brasileiros em Portugal: os saberes e mobilizações da experiência escolar
Fernanda De Paula Marques, Maria Inês Ribas Rodrigues
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 24/01/2013
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## LICENCIANDOS BRASILEIROS EM PORTUGAL: OS SABERES E MOBILIZAÇÕES DA EXPERIÊNCIA ESCOLAR
## Fernanda de Paula Marques 1 , Maria Inês Ribas Rodrigues 2
1 Universidade Federal do ABC/Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática/fernandapaulamarques@gmail.com
2 Universidade Federal do ABC/Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH) ,mariainesribas@gmail.com
Resumo: Esse estudo apresenta um recorte de uma pesquisa que está sendo realizada com licenciandos da Universidade Federal do ABC (UFABC), que estão tendo parte de sua formação inicial na Universidade de Coimbra (UC), em Portugal. São referências nesse estudo autores que tratam sobre o tema da formação inicial e saberes mobilizados pelos professores durante a prática docente. Nesse trabalho são analisadas duas questões, com o objetivo de investigarmos as características das aulas que predominaram durante a maioria da escolaridade para os licenciandos da UFABC que estão na UC e, se estão sendo mobilizados a reflexões sobre as experiências da trajetória escolar. Sob a perspectiva metodológica descritiva, com enfoque qualitativo, os dados para o trabalho foram coletados através de um questionário com questões abertas e fechadas. A análise possibilitou verificar que o ensino tradicional predominou no período de escolaridade desses licenciandos e estão sendo mobilizados a reflexões importantes sobre a trajetória vivida da própria experiência escolar.
Palavras-chave : formação inicial, licenciandos, prática docente.
Abstract : This study presents part of research being conducted with licensees the Universidade Federal do ABC (UFABC), who are taking part of his initial formation at the University of Coimbra (UC) in Portugal. Are references in this study authors that deal on the subject of initial formation and knowledge mobilized by teachers during the teaching practice. In this work two issues are analyzed, with in order to investigate the characteristics of the classes that prevailed during most of the education for licensees at UFABC they are in UC and if they are being mobilized to reflections on the experiences of school life. From the methodological perspective descriptive, with qualitative approach, the data for the study were collected through a questionnaire with open and closed questions. The analysis allowed to verify that traditional teaching predominated during the period of schooling of licensees and they are being mobilized to important reflections about the lived trajectory of their own schooling experience.
Keywords : initial formation, licensees, teaching practice.
## Introdução
Várias pesquisas apontam que os cursos de licenciatura no Brasil não preparam adequadamente o futuro professor. A maior crítica está relacionada ao currículo formal com conteúdos e atividades de estágios distantes da realidade escolar (PIMENTA, 2009).
Para Carvalho (1992) não se formam bons professores nos cursos de Licenciatura. A solução não é tão simples como reestruturar o currículo, pois há outros problemas a serem transpostos. MacDermott (apud CARVALHO, 1992)
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20 a 25 de janeiro de 2013
analisando cursos de formação de professores de Física nos Estados Unidos, observou vários obstáculos. Entre esses:
- O formato demasiadamente expositivo das aulas apresenta uma aprendizagem passiva;
- Não há situações que desenvolvam o raciocínio para abordar novas situações que os alunos futuramente terão como professores;
- As atividades em laboratório restringem-se a um processo de verificação que não contribuem com o entendimento da ciência.
Esses mesmos problemas também se encontram nos cursos de Licenciatura no Brasil. Portanto, é necessária uma mudança de paradigma na formação inicial dos futuros professores (CARVALHO, 1992).
Outras pesquisas (CARVALHO & GIL-PÉREZ, 1993; TARDIF & RAYMOND, 2000; PIMENTA, 2009; IMBERNÓN, 2010) mostram que os futuros professores possuem saberes sobre a docência que vão sendo adquiridos na experiência como alunos, que tendem a provocar reproduções de práticas aprendidas. Ou seja, o que se aprendeu na socialização escolar permanece forte e estável sem modificações substanciais durante a formação (TARDIF, 2011).
Os saberes adquiridos durante a vida escolar, geralmente estão implícitos, por isso é importante propiciar reflexões sobre esses saberes durante a formação inicial.
Frente à importância da mobilização dos saberes dos licenciandos na formação inicial, desenvolvemos uma pesquisa de mestrado sobre o tema no Programa de Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e da Matemática na Universidade Federal do ABC (UFABC). A pesquisa tem como foco investigar saberes e mobilizações de alunos que se se encontram em formação em condição diferente. Ou seja, são licenciandos da UFABC que atualmente estão realizando parte da formação na Universidade de Coimbra (UC), através do Programa de Licenciaturas Internacionais (PLI). O objetivo da pesquisa é contribuir com melhorias na formação inicial.
Em função disso, nesse trabalho apresentamos um recorte desta pesquisa, analisando duas questões respondidas por licenciandos da UFABC que estão tendo parte da formação na UC. Dessa forma, investigamos quais foram as características das aulas que predominaram durante a maioria da escolaridade para esses licenciandos e, se estão sendo mobilizados a reflexões sobre as experiências da trajetória escolar.
## Os saberes da experiência dos futuros docentes
Nesse estudo denominaremos de saber 'os pensamentos, as ideias, os juízos, os discursos, os argumentos que obedeçam a certas exigências de racionalidade' (TARDIF, 2011, p. 199) Portanto, consideramos como saberes as construções não necessariamente provenientes do pensamento científico, porém que possuem uma lógica de explicação e racionalidade, apoiando atos ou discursos dos sujeitos.
Ao iniciar a Licenciatura, os estudantes já apresentam saberes sobre a docência. 'Por exemplo, alguns provêm da família do professor, da escola que o
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formou e de sua cultura pessoal' (TARDIF e RAYMOND, 2011, p. 64). Portanto, integra esses saberes a experiência construída como aluno durante toda a vida escolar.
A vivência no ambiente escolar durante aproximadamente dezesseis anos, proporciona inúmeros conhecimentos, crenças, representações e certezas sobre a prática docente (TARDIF, 2011).
De fato, os licenciandos que tiveram uma trajetória escolar, reconhecem os professores que possuíam uma boa didática e que ensinavam de forma adequada. Da mesma forma, identificam os que apresentaram falhas ao ensinar, mas que de forma positiva ou negativa marcaram suas concepções referentes à docência.
Esse saber comum do ensino é difícil de ser superado de tal modo que 'dever-se-ia partir de tais ideias nos programas de formação, já que pode ocorrer que no momento da prática profissional sejam recuperadas certas práticas vividas como aluno ou aluna, mais que algumas práticas mal-assimiladas na formação inicial' (IMBERNÓN, 2010, p. 62). Sendo assim, durante a formação emerge a necessidade de tomar consciência de práticas escolares referentes a experiências vividas como alunos, para que não se tornem uma barreira na proposta de um ensino inovador, preparado para um século em mudanças.
[...] tudo leva a crer que os saberes adquiridos durante a trajetória préprofissional, isto é, quando da socialização primária e sobretudo quando da socialização escolar, têm um peso importante na compreensão da natureza dos saberes, do saber-fazer e do saber-ser que serão mobilizados e utilizados em seguida quando da socialização profissional e do próprio exercício do magistério (TARDIF, 2011, p. 69).
Consideramos que, se o futuro professor aprendeu durante a vida escolar predominantemente através do ensino tradicional, depara-se com a missão de romper com essa forma de ensino. Consideramos na abordagem tradicional o aluno como um receptor passivo, o conhecimento como algo pronto que pode ser acumulado, sendo o ensino predominante através de aulas expositivas (MIZUKAMI, 1986).
Assim, caberá ao futuro professor refletir sobre uma nova aprendizagem. Ou seja, perante um sujeito considerado ativo, participativo, que prioritariamente deve envolver-se nas propostas através de situações problemas e atividades que não priorizem treino e memorização.
De fato, essa mudança didática não é tarefa fácil (CARVALHO & GIL-PÉREZ, 1993), pois é preciso superar a contradição de ter aprendido predominantemente através do ensino tradicional durante boa parte da escolaridade e ter que refletir a partir de um ensino concebido sob uma nova perspectiva. Desse modo, priorizam-se as situações investigativas e propostas dinâmicas.
Portanto, os cursos de formação inicial têm o desafio de colaborar que esses saberes construídos da experiência de 'ser aluno' passem para a construção do 'ver-se como professor', construindo uma identidade docente, processo que se inicia com a mobilização dos saberes da experiência (PIMENTA, 2009).
## Contexto da Pesquisa
Em funcionamento a partir de 2005, a UFABC, uma instituição pública federal de ensino superior sediada na cidade Santo André (SP), oferece entre seus
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cursos, Licenciaturas de Química, Física, Biologia, Matemática e Filosofia na região do Grande ABC (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), no Estado de São Paulo.
Os cursos de Licenciatura da UFABC dispõem a formar o aluno com conteúdos com os quais alcançará as competências e habilidades necessárias para atuar na profissão. De forma mais específica, no campo da educação básica no nível de Ensino Fundamental II, nas áreas de Ciências Naturais e Matemática, e no nível de Ensino Médio, em uma das modalidades de Biologia, Física, Química e Matemática.
O processo seletivo para acesso aos cursos de graduação da UFABC ocorre pelo Sistema de Seleção Unificado (SISU), do Ministério de Educação e Cultura (MEC). As vagas oferecidas são preenchidas em uma única fase, baseado no resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Para ingressar na UFABC, o aluno escolhe uma formação geral, pois primeiramente o ingresso se dá através do curso Bacharelado em Ciência e Tecnologia (BC&T) ou Bacharelado em Ciências e Humanidade (BC&H). Somente posteriormente, há opção pela formação específica. Para as Licenciaturas de Química, Física, Matemática e Biologia, a opção inicial deve ser o BC&T. Após ou durante o BC&T, os alunos que optarem pela Licenciatura, deverão cumprir um conjunto mínimo de créditos e horas, com flexibilidade da matriz curricular.
Em 2011, os alunos aspirantes às Licenciaturas, tiveram oportunidade de inscrever-se no Programa de Licenciaturas Internacionais (PLI) promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com apoio do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB). O PLI tem como objetivo a melhoria do ensino e qualidade na formação inicial de professores nas áreas de Química, Física, Matemática, Biologia, Português, Artes e Educação Física e propõe a ampliar e dinamizar as ações voltadas à formação inicial.
Uma equipe de professores da UFABC, com a coordenação de uma das autoras do trabalho ora apresentado, através do envio do projeto 'Formação de Professores sob a Perspectiva do Trabalho Colaborativo Brasil-Portugal e a Integração de Pesquisas' obteve aprovação para participação no PLI. Com a aprovação deste projeto, seis alunos da UFABC passaram a fazer parte dos cursos de Licenciatura na Universidade de Coimbra (UC). Esses alunos estavam cursando disciplinas do BC&T na UFABC e foram aprovados no concurso para participarem do PLI, passando a receber bolsas da graduação a nível sanduíche, sendo que serão contemplados com dupla titulação ao final do curso.
## Metodologia de pesquisa
A metodologia de pesquisa utilizada nesse trabalho apresenta um enfoque qualitativo (LÜDCKE & ANDRÉ, 1986), valorizando o processo de análise e o caráter descritivo da pesquisa. A análise qualitativa é importante na área educacional ao considerarmos a complexidade que envolve o ensino-aprendizagem.
Para a coleta de dados, solicitamos que os seis alunos da Licenciatura da UFABC, participantes do PLI, respondessem ao primeiro questionário enviado através de e-mail . Todos os seis sujeitos da pesquisa enviaram-nos a devolutiva, possibilitando o prosseguimento da pesquisa.
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O questionário enviado foi formado por seis questões abertas e duas fechadas e indagou sobre saberes adquiridos através de experiências escolares e culturais dos sujeitos. O intuito do questionário foi coletar dados relevantes à pesquisa que está sendo realizada. Nesse trabalho, optamos pela análise de duas das questões enviadas que respondessem ao problema investigado. Dessa forma, buscamos responder como foram as características das aulas que predominaram durante a maioria da escolaridade para esses licenciandos e, se estão sendo mobilizados a reflexões sobre as experiências da trajetória escolar.
## Análise dos dados
A primeira questão analisada é fechada, com possibilidade de respostas múltiplas e apresentava-se assim: Durante o período de sua escolaridade, quais características prevaleceram nas aulas? No quadro 1, as alternativas disponíveis na questão estão descritas na primeira coluna. Na segunda coluna, descrevemos o total de alternativas assinaladas pelos licenciandos.
Quadro 1 - Características predominantes nas aulas dos licenciandos da UFABC
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Como verificamos no quadro 1, as características que predominaram na maioria do período de escolaridade desses licenciandos foram: aulas expositivas em que a matéria era explicada pelo professor, realização de provas em dias estipulados que testavam conhecimentos aprendidos e treino da aprendizagem através de exercícios, na maioria das vezes realizados individualmente.
Também houve número significativo assinalado em poucas aulas com experimentos e laboratório. Verificamos dessa forma, que o ensino tradicional (MIZUKAMI, 1986) predominou no período de escolaridade desses licenciandos.
A segunda questão analisada foi: 'Você acredita que ensinará de forma diferente da que aprendeu durante a escolaridade? Por quê?'.
A seguir citamos alguns trechos para a análise:
R1: Acredito que sim, pelo menos tentarei. Tirando algumas poucas exceções, o que eu melhor aprendi foi 'como não dar uma aula' [...] eu espero, sinceramente, dar aulas de uma forma diferente.
R2: Sim. Tenho consciência de que o atual modelo de ensino presente nas escolas públicas está defasado com aquilo que o aluno precisa e quer aprender. Precisamos estar cada vez mais motivados para que essa realidade mude e criarmos novas ferramentas de ensino através daquilo que nos é fornecido.
Verificamos que os licenciandos acreditam que ensinarão de forma diferente da aprendida durante a escolaridade. O respondente (R) 1 diz que tentará lecionar diferentemente da forma que aprendeu. O R2 cita a consciência que tem sobre a necessidade de modificar o atual modelo de ensino que está presente nas escolas.
Destacamos mais dois trechos para análise:
R3: Sim, com exceção de alguns professores, a minha educação foi muito expositiva e tradicionalista. Na minha opinião é mais conveniente e efetivo dar aulas onde haja maior participação dos alunos em que seus pontos de vista são tão importantes quanto os meus.
R4: Sim, pois acredito que a forma de ensino na escola que frequentei não é a melhor e mais eficiente para o aprendizado do aluno.
- O R3 confirma os dados obtidos na primeira questão fechada, quando cita sobre a educação que prevaleceu em sua escolaridade, ou seja, ' tradicionalista e expositiva '. Também compara a uma forma de ensino diferente da própria experiência escolar. Sendo assim, destaca a importância da participação dos alunos e consideração de seus pontos de vista. Podemos entender o ponto de vista citado pelo respondente como os saberes e conhecimentos prévios dos alunos. Dessa forma, há uma abordagem atual das pesquisas em ensino.
- O R4 conclui que as experiências escolares que passou em relação ao ensino-aprendizagem não foram eficientes. Sendo assim, afirma que um modelo diferente pode ser melhor e ter mais validade para a aprendizagem dos alunos.
Uma última resposta é destacada para análise:
R5: [...], portanto acredito que vou ensinar de forma diferente da que aprendi com os professores que foram ruins, e tentar seguir o exemplo dos professores que foram bons.
Nessa resposta encontramos a iniciativa do licenciando em romper com as experiências que não foram positivas em relação à forma de ensino de alguns
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professores considerados ruins. Com sua afirmação, podemos dizer que o licenciando possui um saber de como deve ser o ensino.
Como analisado, os seis licenciandos estão sendo mobilizados a modificar as próprias experiências vividas durante a escolaridade na futura tarefa de ensinar.
## Conclusões
Como constatamos, o ensino tradicional predominou no período de escolaridade dos licenciandos da UFABC em formação na UC. Consideramos na abordagem tradicional o conhecimento como algo pronto e o ensino predominante através de aulas expositivas (MIZUKAMI, 1986).
Sendo assim, a avaliação teve o propósito de verificar se os alunos aprenderam o que foi ensinado pelo professor, sendo o ensino priorizado por transmissão e a aprendizagem proposta preferencialmente através da repetição de exercícios. (MIZUKAMI, 1986).
Ainda, verificando a análise das respostas dadas pelos licenciandos à segunda questão, confirmamos o que aponta Tardif (2011). Ou seja, a vivência no ambiente escolar da experiência como aluno, proporciona inúmeros conhecimentos, crenças e certezas sobre a prática docente.
Verificamos dessa forma, que os licenciandos trouxeram várias referências às experiências vividas na trajetória escolar. Por exemplo, quando citaram ' a minha educação foi muito expositiva e tradicionalista [...] é mais conveniente e efetivo dar aulas onde haja maior participação dos alunos; acredito que a forma de ensino na escola que frequentei não é a melhor e mais eficiente [...]; tirando algumas poucas exceções, o que eu melhor aprendi foi 'como não dar uma aula' [...]'.
Dessa forma, os licenciandos apresentaram vários saberes em relação ao ensino adquiridos de experiências escolares. Ou seja, souberam argumentar sobre um bom modelo de ensino, as propostas mais eficientes e como deve ser um bom professor.
Como já citado anteriormente, esse saber do ensino da trajetória escolar é difícil de ser superado e tende a ser reproduzido (IMBERNÓN, 2010, CARVALHO & GIL-PÉREZ, 1993). Apesar disso, constatamos que os licenciandos da pesquisa, estão em importante processo de reflexões sobre as experiências da própria trajetória escolar, conscientes que necessitam modificar ou romper os modelos vividos.
Acreditamos, assim como destaca Pimenta (2009), que esse processo está sendo favorecido devido à formação inicial. Sendo assim, constatamos que os licenciandos da UFABC, em formação atualmente na UC, estão sendo mobilizados a reflexões importantes sobre a trajetória vivida da própria experiência escolar.
## Referências
CARVALHO, A. M. P. Reformas nas licenciaturas: a necessidade de uma mudança de paradigma mais do que de mudança curricular. Em Aberto , Brasília, ano 12, n.54, abr./jun. 1992.
CARVALHO, A. M. P. E GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. São Paulo: Cortez, 1993.
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IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2010.
LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. Temas básicos de educação e ensino. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1986.
MIZUKAMI, M. G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U., 1986.
PIMENTA, S. G. Formação de professores: identidade e saberes da docência. In:\_\_\_\_\_\_\_. (org.) Saberes pedagógicos e atividade docente. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 2009, p. 15-34.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional . Petrópolis: RJ, 12ª ed., Vozes, 2011.
TARDIF, M. E LESSARD, C. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. 6ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.
TARDIF, M. e RAYMOND, D. Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério. Educação e Sociedade , vol. 21, n. 73, 2000. Campinas, dez. Disponível em <www.scielo.br/scielo.php?script=sci\_arttext&pid=S010173302000000400013&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 04/05/2012.
## Fontes
PROGRAMA DE LICENCIATURAS INTERNACIONAIS. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Disponível em: <http://capes.gov.br/cooperacao-internacional/portugal/licenciaturas-internacionais> acesso em: 11/05/2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC. Disponível em: <http://ufabc.edu.br>. Acesso em: 11/05/2012.
## Agradecimento
Ao apoio UFABC.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.