PROJETO DE CINEMA NO ENSINO DE FÍSICA
Fernanda Cristina Pansera
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 23/01/2013
- Linha de pesquisa
- Ciência, Cultura E Arte
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## PROJETO DE CINEMA NO ENSINO DE FÍSICA
## *Fernanda Cristina Pansera 1
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul/ Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência /Colégio Estadual Landell de Moura, fernanda.pansera@bento.ifrs.edu.br
## Resumo
A ciência dificilmente está desvinculada a arte, uma vez que muitos dos grandes cientistas tiveram algum tipo de engajamento artístico, assim como, diversos pensadores engajaram-se na ciência. Este trabalho é o resultado de um projeto, cuja proposta é conciliar o ensino da física com atividades de artes cênicas e cinematográficas em escolas estaduais de Bento Gonçalves/RS, a partir da produção do curta-metragem Um Encontro Eletrizante. Um dos objetivos do projeto é desenvolver, juntamente com alunos do Ensino Médio, filmes de curta duração que abordem conceitos científicos, com ou sem a participação de personagens da história da ciência. Para tanto, o projeto está dividido em etapas onde, inicialmente, os alunos organizam-se em grupos e elaboram com auxílio dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) roteiros sobre o tema científico ou personagem da ciência definido pelos estudantes. Na sequência, iniciam-se as filmagens dos curtas, as quais, após sua conclusão, são encaminhadas a um profissional para edição dos curtas. Uma vez editados, os filmes são exibidos em sessões de cinema em um festival aberto à comunidade local. O desenvolvimento dos curtas resulta em um significativo aprendizado para os alunos e bolsistas envolvidos no projeto, uma vez que integra diversas áreas de conhecimentos gerais e específicos, principalmente através de pesquisa orientada.
Palavras-chave : Cinema na ciência, ensino de física, PIBID
## Introdução
A disciplina de física é, muitas vezes, trabalhada sem uma ligação com o cotidiano do estudante, o que dificulta a compreensão e participação ativa do jovem na sociedade em que vive, seja durante o período escolar ou após a conclusão do Ensino Médio. As Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (Ensino Médio) para a disciplina de Física trazem uma série de sugestões e estratégias que podem servir de guia aos professores. Desta forma, possibilitam que os professores tenham claros os objetivos dos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula, bem como a fundamental importância do seu trabalho como instigador da busca do conhecimento, visando a formação de um cidadão contemporâneo, atuante e solidário, cuja formação seja sólida e baseada em conceitos adequados.
Por outro lado, a realidade de muitas escolas públicas brasileiras desmotiva o trabalho dos docentes de modo que, com o passar dos anos, estes não buscam a atualização e inovação em suas metodologias de ensino. O trabalho apresentado refere-se ao projeto desenvolvido em duas escolas estaduais do município de Bento Gonçalves (RS), o qual ganhou destaque na comunidade por ter uma metodologia inovadora no ensino de física.
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20 a 25 de janeiro de 2013
Trabalhar com filmes como elemento incentivador da aprendizagem não é algo recente, de modo que, desde a década de 1910, os anarquistas desenvolveram uma intensa reflexão sobre os usos do cinema, como um instrumento a serviço da educação do homem, do povo e da transformação social (FIGUEIRA, 1995). Apesar do uso deste recurso ser mais frequente em aulas de ciências humanas, temos acompanhado o crescente número de experiências compartilhadas de professores que utilizam essa ferramenta em aulas de física. No entanto, esse projeto explora de maneira mais ampla o uso desta ferramenta, pois envolve os alunos na busca e solidificação de conceitos físicos, bem como, possibilita-os desenvolver habilidades até então pouco trabalhadas, através da construção de material didático.
Segundo Duarte (2002), os filmes constituem uma fonte riquíssima de conhecimento. Por piores que sejam os filmes - e esta avaliação não é algo puramente subjetivo, mas socialmente construída -o espectador assimila conhecimentos novos ao despertar para temas que, na singularidade dos dias, passariam despercebidos. Assim, encontrar filmes que abordem o conteúdo da física é uma tarefa relativamente fácil. Filmes de ação e ficção científica estão repletos de aspectos físicos a serem explorados. Aliás, não precisamos ficar apenas nestes dois gêneros fílmicos, pois a Física encontra-se presente nos mais simples atos do dia-adia.
- O objetivo geral do projeto é o ensino da Física de forma multidisciplinar numa concepção diferente dos métodos tradicionais de ensino. De modo mais específico, o projeto pretende: apresentar aos alunos a história da ciência através de encenações artísticas; desenvolver o espírito científico nos alunos mediante a investigação de fenômenos físicos que farão parte do filme a ser realizado; realizar conexões entre o conceito científico e o contexto histórico em que foi elaborado; explorar as aplicações cotidianas dos conceitos científicos; desenvolver expressões corporais e verbais, que são de extrema importância para o futuro pessoal e profissional dos alunos; aproximar a escola e suas atividades da comunidade local; elaboração de DVDs e banners dos filmes realizados, com o propósito de divulgação científica numa perspectiva que difere da dos livros, apostilas e artigos.
Tomando as palavras de Napolitano (2005, p. 11-12) em relação à utilização do cinema na sala de aula:
Trabalhar com o cinema em sala de aula é ajudar a escola a reencontrar a cultura ao mesmo tempo cotidiana e elevada, pois o cinema é o campo no qual a estética, o lazer, a ideologia e os valores mais amplos são sintetizados numa mesma obra de arte. Assim, dos mais comerciais e descompromissados aos mais sofisticados e 'difíceis', os filmes têm sempre alguma possibilidade para o trabalho escolar.
É por acreditar na potencialidade do cinema como instrumento motivador e eficaz no processo de ensino-aprendizagem que investimos na proposta que descrevemos nas próximas seções deste texto.
## Descrição do Trabalho Desenvolvido
O Projeto Cinema da Ciência está em sua terceira edição e conta, atualmente, com 10 alunos bolsistas do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Bento Gonçalves (IFRS-BG). Estes, executam o projeto em duas escolas de Bento
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Gonçalves (RS), sob a orientação de dois professores supervisores licenciados em Física atuantes de cada escola e de um coordenador de área, o qual é professor do IFRS-BG. Tanto os licenciandos quanto os supervisores e o coordenador de área recebem auxílio na forma de Bolsa de Iniciação à Docência, custeadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES).
Em 2010, o Projeto Cinema da Ciência foi desenvolvido em duas escolas públicas, contando com a produção de nove filmes e o envolvimento de aproximadamente noventa alunos do Ensino Médio, divididos em nove grupos. Os filmes foram apresentados em três sessões de cinema com um público médio de oitenta pessoas por sessão.
Na edição de 2011 o subprojeto PIBID-Física possibilitou a produção de dezenove filmes, contando com o envolvimento direto de mais de duzentos alunos do ensino médio das escolas envolvidas. Os filmes foram apresentados em quatro sessões de cinema com público médio de cem pessoas por sessão.
O filme Um Encontro Eletrizante, o qual temos o objetivo de explorar neste artigo, tem duração de aproximadamente trinta minutos e o gênero predominante é a comédia. O objetivo do curta é a abordagem da história da eletricidade, através de uma curiosa viagem no tempo. A história gira em torno de dois personagens, Sophia, uma jovem pesquisadora brasileira situada no ano de 2011 e Beysten, um senhor bastante curioso e atrapalhado que vive no ano de 1630. Beysten sofre um acidente e acorda em um laboratório desconhecido, no ano de 2011, onde conhece Sophia, a qual acaba lhe ajudando a entender muitas coisas que ele nem imaginava existirem. Da mesma maneira que Beysten surgiu em nossa época ele volta a 1630, deixando os espectadores confusos sobre o que realmente aconteceu. O filme apresenta a narrativa histórica de alguns dos precursores da eletricidade e a relação de fatos históricos com os recursos que temos disponíveis na atualidade. Apesar de se valer de alguns aspectos da ficção, como a viagem no tempo, por exemplo, o filme agrega informação a quem assiste e participa. Desta forma, a atividade cumpre um importante papel como meio de divulgação da ciência, explorando em um trabalho multimídia, conceitos que dificilmente as pessoas se interessariam em buscar em livros e artigos.
Um Encontro Eletrizante foi produzido seguindo as etapas definidas pelo regulamento do festival, sendo:
- 1. No primeiro mês de início das aulas nas escolas públicas envolvidas no subprojeto-Física, os bolsistas licenciandos montam grupos com alunos do ensino médio das escolas.
- 2. Os bolsistas ficam responsáveis pela orientação dos grupos de alunos, de modo que um mesmo bolsista pode trabalhar com mais de um grupo. As orientações acontecem em encontros semanais nas escolas e ou por sites de relacionamento;
- 3. No primeiro mês de orientação são escolhidos os temas dos filmes e iniciamse os estudos e as pesquisas bibliográficas para a criação dos roteiros dos filmes;
- 4. Até a metade do ano letivo os roteiros já devem estar prontos e corrigidos pelos bolsistas licenciandos, supervisores e coordenador do subprojeto;
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- 5. Após a finalização dos roteiros, iniciam-se as filmagens dos mesmos. Nas filmagens cada grupo de alunos das escolas envolvidas no programa é auxiliado pelo seu respectivo bolsista licenciando orientador;
- 6. Com a finalização das filmagens, as cenas são levadas a um profissional de edição de filmes contratado para fazer a edição dos filmes de uma forma padrão e gravá-los em formato DVD;
- 7. Em novembro os filmes são apresentados em uma sala de cinema do município em sessões noturnas abertas ao público, momento este denominado de 'Festival de Cinema Amador de Curtas da Ciência'. Após as sessões ocorre uma cerimônia de entrega de estatuetas para os destaques em diversas categorias como, por exemplo: abordagem científica, documentário, filme, ator principal e atriz principal, ator coadjuvante e atriz coadjuvante, figurino, fotografia, roteiro, pôster.
- 8. Avaliação do trabalho desenvolvido pelos alunos do Ensino Médio, bolsistas licenciandos, professores supervisores e demais envolvidos direta e indiretamente com o projeto.
A organização e produção do curta que aqui descrevemos foram feitas pela bolsista do projeto PIBID e autora deste artigo e por sete estudantes do Colégio Estadual Landell de Moura, entretanto, apenas alguns dos participantes do curta se envolveram em todas as etapas. A produção do roteiro é a etapa que agrega mais informações e possivelmente conhecimento para os estudantes do ponto de vista do ensino de física.
Tanto no ano de 2010, quanto em 2011 o projeto utilizou a sala de cinema cedida pela Fundação Casa das Artes do Município de Bento Gonçalves. O público que prestigiou o I e o II Festival de Cinema Amador de Curtas da Ciência doou alimentos não perecíveis os quais foram encaminhados às instituições de caridade situadas no município.
Figura 02: Noite de premiação de 2011
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Figura 01: Público na segunda sessão de 2011
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## Resultados Obtidos
Decorridos quase três anos desde o início do Projeto Cinema da Ciência são visíveis as mudanças que o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência, subprojeto PIBID-Física propiciou às escolas e aos envolvidos no projeto.
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Verificamos que a aplicação do mesmo é um modo bastante interessante de promover a interação entre os bolsistas licenciandos e os alunos das escolas públicas envolvidas, proporcionando uma experiência significativa de relações humanas entre os integrantes do projeto. Além disso, o projeto incentiva todos os envolvidos na realização de pesquisas sobre temas científicos, personagens da ciência e, principalmente, possibilita a apresentação dos resultados destas pesquisas de uma forma artística e cinematográfica acessível a comunidade em geral.
Na primeira edição do Festival de Cinema Amador de Curtas da Ciência, dos nove filmes produzidos apenas alguns atingiram a qualidade inicialmente desejada mas, mesmo assim, os melhores filmes foram utilizados para sessões de cinema e também em salas de aula nas escolas envolvidas no subprojeto PIBID-Física do IFRS/BG. Com a experiência adquirida em 2010, os bolsistas e alunos do Ensino Médio desenvolveram trabalhos visivelmente de maior qualidade em 2011. De um modo geral, os filmes produzidos foram de grande qualidade, uma vez que obtivemos um aumento não só quantitativo, mas também qualitativo. Prova disso é de que a escolha do melhor filme de 2011 foi bastante disputada.
Com o crescimento qualitativo do Festival de Cinema Amador de Curtas da Ciência em 2011, tivemos a oportunidade de exibir o filme ganhador do prêmio de melhor filme do festival em uma emissora de TV de Bento Gonçalves.
O Projeto aborda o ensino de física e divulga a ciência fazendo com que os alunos apliquem os conceitos vistos em sala de aula de uma forma diferente, através de uma expressão artística que além de fazê-lo pesquisar sobre conteúdos científicos, lhe proporciona o desenvolvimento de habilidades diferentes, como expressões corporais, verbais e demais aspectos envolvidos na produção de um filme. Permeando todos as etapas de elaboração dos filmes, buscamos também desenvolver o trabalho colaborativo, o qual tem grande relevância na aprendizagem e na sociedade atual como um todo. Segundo Blasco (2006), 'permitir no espaço acadêmico o ßuir das emoções - através da discussão, de compartilhar os sentimentos - abre caminhos para uma verdadeira reconstrução da afetividade'.
A realização do projeto em 2010, 2011 e 2012 nos mostra que muitos dos alunos que não se destacam em sala de aula, acabam se revelando através da criatividade e capacidade de resolver questões práticas do subrojeto. Em relação aos impactos gerados na comunidade, notamos que o projeto causa o envolvimento dos pais e familiares, além disso, durante as apresentações, tivemos a presença de várias personalidades de destaque da comunidade que parabenizaram o grupo pela iniciativa.
Um Encontro Eletrizante foi um dos filmes de maior qualidade do segundo Festival Amador de Curtas de Ciência, recebendo diversas indicações e alguns prêmios nas diversas categorias que o festival avalia. A equipe que produziu o curta se destacou por apresentar grande envolvimento e comprometimento com o projeto. Em virtude dos bons resultados que a equipe teve na produção do curta, está sendo desenvolvido, em 2012, o segundo curta de Um Encontro Eletrizante. Grande parte da equipe foi mantida para este ano, o que demonstra o envolvimento dos alunos com a proposta de trabalho. Assim, espera-se alcançar uma qualidade superior nas produções, tanto do ponto de vista das atuações como um todo, quanto no que se refere aos aspectos de aprendizagem.
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Vale ressaltar que, durante os dois anos de Festival, atingimos direta e indiretamente mais de oitocentas pessoas, entre bolsistas, professores, alunos e comunidade que prestigiou os trabalhos. Também conseguimos arrecadar mais de quinhentos quilos de alimentos doados na entrada do Festival que foram entregues as entidades beneficentes do município, ou seja, os alunos têm a oportunidade de atuar, estudar física de uma forma divertida e desenvolver a consciência social.
Os vinte e oito filmes produzidos até então, encontram-se a disposição no formato DVD nas escolas envolvidas com o subprojeto Física do IFRS/BG e nas bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul; encontram-se disponíveis também alguns filmes no canal do PIBID- Física/BG no Youtube, servindo como material de pesquisa para aqueles que tiverem interesse pela proposta.
## Considerações
O curta Um Encontro Eletrizante, dentro do projeto Cinema da Ciência é destaque principalmente por evidenciar o progresso em aspectos como a responsabilidade e envolvimento de alguns dos estudantes que participaram da produção do curta. O segundo curta ainda não foi concluído, mas é perceptível a evolução dos alunos na elaboração do roteiro, uma vez que já estão envolvidos com o projeto desenvolvido anteriormente.
A maioria dos objetivos do projeto foi alcançada, mas há ainda aspectos a serem melhor trabalhados, a fim de qualificar os curtas num contexto geral. Aspectos esses que estão sendo aprimorados no projeto Curtas da Ciência de 2012.
Compreendemos que esse trabalho só está sendo desenvolvido graças ao auxílio financeiro da CAPES que disponibiliza bolsas e subsídios, no entanto devese ressaltar que é possível produzir trabalhos audiovisuais em outros contextos.
## Referências
BLASCO, Pablo González. Educação da afetividade através do cinema. Curitiba: IEF, 2006.
DUARTE, Rosália. Cinema e educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
FIGUEIRA, Cristina Aparecida. O Cinema do povo: um projeto de educação anarquista, 1901-1921( dissertação). São Paulo: PUC-SP, 1995.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula . São Paulo: Contexto, 2005.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais (Ensino Médio) . Brasília: MEC, 2000.
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BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais + (PCN+) - Ciências da Natureza e suas Tecnologias . Brasília: MEC, 2002.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.