EXERCÍCIOS RESOLVIDOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA: O QUE PENSAM OS PROFESSORES?
Fernando Bandeira Filho, Maria Inês Martins
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 23/01/2013
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## EXERCÍCIOS RESOLVIDOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA: O QUE PENSAM OS PROFESSORES?
## Fernando Bandeira Filho , Maria Inês Martins 1 2
1 PUC MG / Mestrado em Ensino de Física e Matemática./ fbandeiraf@uol.com.br 2 PUC MG / Mestrado em Ensino de Física e Matemática / ines@pucminas.br
## Resumo
A capacidade em resolver problemas tem sido cada vez mais colocada à prova em exames de larga escala, tais como PISA, Prova Brasil, ENCCEJA, ENEM e ENADE. Os exercícios compõem o 'ensinável' da disciplina escolar Física e, como tal, são tomados como recorte nos Livros Didáticos, LD. Contabilizamos os exercícios, destacando os resolvidos, nos LD recomendados pelo PNLEM/2007 e entrevistamos, a partir de questões de referência, 17 professores de Física do EM da rede pública estadual de Governador Valadares, MG. Objetivamos captar a percepção e o envolvimento docente sobre o PNLEM e o uso dos exercícios resolvidos. Resultados: 76% afirmam conhecer o PNLEM, embora desconheçam a sigla; quase 50% citaram Beatriz Alvarenga e Antônio Máximo como referência anterior ao PNLEM/200; 65% participaram, direta ou indiretamente, do processo de escolha do LD adotado pela escola, com os critérios: conhecer previamente a obra (29,4%), ser volume único (23,5%), pela abordagem teórica (23,5%). Somente um professor (5,8%) mencionou exercícios resolvidos como critério, embora os títulos recomendados apresentem, em média, 10% dos exercícios resolvidos. Quase 30% praticamente não utilizam os LD distribuídos pelo Programa. Os exercícios fazem parte da 'mecânica da aula', sem significado didático suficientemente claro. As razões didático-pedagógicas dos exercícios resolvidos são ainda mais obscuras, tornando-os praticamente inexplorados. A utilização dos LD privilegia os deveres de casa, como lista de exercícios. Na percepção docente, muitos alunos não possuem o hábito de ler o livro e, de modo geral, não são estimulados a fazê-lo, apoiandose nas anotações de sala de aula, em detrimento do exposto do livro. No confronto com problemas, não procuram construir uma resolução, tampouco se apoiam em modelos disponíveis nos LD, buscam respostas imediatas. Defendemos que um destaque aos exercícios resolvidos poderia auxiliá-los em seus estudos, pois estes são construídos ou de fato representam a materialidade prática da teoria.
Palavras-chave : Exercícios resolvidos, livro didático, ensino de Física.
## Introdução
É reconhecida, entre os professores de Física, a importância da atividade de resolução de problemas no processo de aprendizagem. No planejamento e no desenvolvimento de aulas de Física, parte significativa do tempo é dedicada aos exercícios de fixação e de aplicação. Os livros didáticos apresentam, via-de-regra, exercícios para verificação de aprendizagem e também exercícios ou exemplos resolvidos. Apesar do tempo dedicado a essa atividade, é notória a dificuldade dos alunos na tarefa de resolução de problemas. Segundo Peduzzi (1997), os professores apresentam vários fatores como justificativa para tal dificuldade:
[...] não compreensão, em níveis desejáveis, dos temas abordados e/ou insuficientes conhecimentos matemáticos. Raramente expõem razões que culpem a própria didática empregada. (PEDUZZI, 1997, p. 231).
Em função da relevância e da dificuldade na resolução de problemas, muito tem sido investigado sobre o assunto. Dentre tais trabalhos destacamos pesquisas sobre caracterização de problemas e metodologia de resolução de problemas. [Pacheco (1983); Gil et al. (1992); Peduzzi (1997); Polya (1995); Costa e Moreira
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20 a 25 de janeiro de 2013
(1996, 1997a, 1997b, 1997c, 2001); Fávero e Sousa (2001); Delizoicov (2005); Peduzi e Peduzzi (2005); Ceberio, Guisasola e Almudí (2008); Pozo (2008)].
A temática continua em voga, pois é, sobretudo, através da resolução de questões propostas que o aluno demonstra a sua compreensão dos tópicos estudados, consequentemente preparando-se para as avaliações de aproveitamento. Além disso, sua capacidade em resolver problemas tem sido cada vez mais colocada à prova em exames de larga escala, tais como PISA, Prova Brasil, ENCCEJA, ENEM e ENADE, cada um deles com propósitos específicos. 1
Chervel (1990), ao refletir sobre a história das disciplinas escolares como campo de pesquisa, pondera que:
A transformação pelo público escolar do conteúdo dos ensinos é sem dúvida uma constante importante na história da educação. Encontramo-la na origem da constituição das disciplinas, nesse esforço coletivo realizado pelos mestres para deixar no ponto métodos que "funcionem". Pois a criação, assim como a transformação das disciplinas, tem um só fim: tornar possível o ensino. A função da escola, professores e alunos confundidos, surge então aqui sob uma luz particular. Nesse processo de elaboração disciplinar, ela tende a construir o "ensinável". (CHERVEL, 1990, p. 198)
Assumimos que exemplos e exercícios compõem o 'ensinável' da disciplina escolar Física e, como tal, podem ser tomados como um recorte instrumental nos LD. Consideramos, de fato, ser significativa a diferença de qualidade no processo de aprendizagem de alunos que se utilizam da parte teórica desenvolvida nos livros, incluindo nesta o estudo e resolução dos 'Exercícios Resolvidos' e 'Exemplos', confrontada com aqueles que somente se restringem ao exposto pelos professores em sala de aula. Nossa perspectiva coaduna com Peduzzi (1997) ao admitir que:
Não há dúvida de que cabe não apenas ao professor (devidamente preparado par tal), mas também a textos didáticos (mais atentos aos resultados das pesquisas educacionais) a tarefa de atuarem como mediadores para capacitar o estudante a ter uma visão mais abrangente e crítica sobre a resolução de problemas em Física. Os estudos veiculados na literatura especializada em resolução de problemas fornecem subsídios valiosos para tal fim. (PEDUZZI, 1997, p. 237)
Fávero e Sousa (2001) fazem revisão bibliográfica sobre a pesquisa em resolução de problemas de Física, entre 1970 e 1990, com 72 artigos publicados em periódicos relevantes da área de ensino. Os autores apresentam poucas evidências sobre o uso dos exercícios resolvidos como mediador entre a teoria e a prática: dois textos mencionam a resolução de 'problema típico' ou 'problema exemplo' na
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interpretação de uma situação concreta; um texto aconselha o docente a não perseguir 'o método' ou 'a técnica' na resolução de problemas, mas construir reflexivamente estratégias de ensino e, um trabalho menciona as dificuldades de professores de Física na resolução de problemas.
Em nossa pesquisa os exercícios resolvidos nos livros didáticos são considerados como elementos de particular relevância, configurando-se em elos entre a teoria (Física) e o que se deseja dos alunos, ou seja, a capacidade de resolver os futuros problemas. Considera-se, portanto, relevante investigar além dos livros didáticos em si, a percepção docente sobre os exercícios nos LD, em especial os exercícios resolvidos, ER, como elemento de contraponto às análises documentais. Ao focalizar os exercícios resolvidos nos LD, focalizamos nossa atenção aos títulos recomendados pelo Programa Nacional do Livro Didático, em sua primeira edição para o Ensino Médio, conhecida como PNLEM/2007.
## Desenvolvimento
As obras recomendadas pelo PNLEM/2007 foram ora estudadas, observandose os exercícios (propostos e resolvidos). Da Tabela 1, observa-se que, apesar da diferença em percentis, desde 1,71% até 16,23%, todos os autores apresentam exercícios resolvidos, ratificando sua importância pedagógica.
Tabela 1: Exercícios nas coleções do PNLEM/2007. Fonte: Elaborada pelos autores
Com o objetivo de registrar a prática e o que pensam os professores sobre os exercícios resolvidos nos livros didáticos, sobretudo nos LD recomendados pelo PNLEM/2007, foram elaboradas questões de referência que nos possibilitassem captar a percepção e o envolvimento docente sobre o Programa tanto do uso dos exercícios resolvidos em si, quanto sobre as políticas de distribuição, escolha e utilização do livro adotado. As questões constituíram-se em um guia da entrevista qualitativa, de caráter semiestruturado. Segundo Bogdan & Biklen (1994):
Nas entrevistas semiestruturadas fica-se com a certeza de se obter dados comparáveis entre os vários sujeitos, embora se perca a oportunidade de compreender como é que os próprios sujeitos estruturam o tópico em questão. (BOGDAN & BIKLEN, 1994)
Nessa medida, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, pautadas em
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dez questões de referência, respondidas por 17 professores de Física do Ensino Médio da rede estadual na cidade de Governador Valadares. A escolha das escolas procurou contemplar como critério as mais procuradas, as mais tradicionais e as mais centrais em relação às regiões mais densamente habitadas da cidade.
Os professores, entrevistados entre 03/12/2009 e 15/04/2010, lecionam em 12 escolas das 47 localizadas na área urbana do município. Seis destas escolas (12,7%) posicionaram-se entre as dez melhores, das públicas da cidade, segundo resultado do ENEM de 2009. Alguns professores ministravam aulas em mais de uma das escolas. Oito professores (47,1%) possuem licenciatura em Física, os demais outras graduações (engenheiros, matemáticos ou químicos). Nove (52,9%) não possuem nenhum tipo de pós-graduação. Dos oito (47,1%) que possuíam alguma pós-graduação dois (11,7%) apresentavam título de mestrado. Quatro professores (engenheiros) (23,5%) possuem complementação pedagógica em Física.
Os entrevistados não tiveram acesso prévio às perguntas. Os diálogos foram gravados com a aquiescência dos professores e foram transcritos para a análise, que passamos a apresentar. Nos quadros de respostas, os professores estão identificados por A1, A2, B1, C1, C2, C3, D1, E1, E2, E3, F1, G1, H1, I1, J1, K1, L1, sendo que cada letra representa uma escola. As questões encontram-se a seguir:
## 1) Tem conhecimento do PNLEM?
Quatro professores (23,5%) relataram não conhecer o Programa. Dos demais professores, três (17,6%) inicialmente não identificaram a sigla 'PNLEM', mas depois de verbalizado o 'Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio' lembraram-se do que se tratava.
## 2) Participou da escolha do livro didático de sua escola?
Onze professores (64,7%) relataram participação na escolha do livro, diretamente no processo de escolha ou, simplesmente 'concordando' com a opção feita pelos colegas. Em duas (16,6%) escolas, professores que também haviam participado da escolha encontravam-se aposentados, afastados ou transferidos.
## 3) Em caso afirmativo quais critérios foram considerados na escolha do livro?
Critérios citados: fácil de carregar (5,8%), volume único (23,5%), conhecia a coleção (29,4%), procurou na internet (5,8%), pouca matemática (11,7%), teoria bem elaborada (23,5%), atende ao CBC/PCNEM (17,6%), prepara para o vestibular (11,7%), tem bons textos e experiências (5,8%), aprovado pelos colegas (5,8%), leitura fácil (5,8%), focaliza o cotidiano (5,8%), contempla a maioria dos alunos (5,8%), exercícios bem direcionados (5,8%), boa abrangência (5,8%), tem exercícios propostos com vários níveis de dificuldade (17,6%) e exercícios resolvidos (5,8%).
## 4) Antes do PNLEM qual o autor que você mais usava em sala de aula?
Alguns professores citaram mais de um autor (Tabela 2). Entre os autores citados, Beatriz Alvarenga, Calçada e Gaspar constam do PNLEM/2007.
Tabela 2: Respostas dos professores (questão 4). Fonte: Elaborada pelos autores
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## 5) Como você utiliza o livro distribuído pelo PNLEM ou utiliza outros autores?
O livro didático é usado prioritariamente para 'passar' exercícios, quase não é indicado para aprendizagem da teoria. Dos entrevistados, cinco (29,4%) nem chegam a utilizá-lo ou o utilizam muito pouco. De uma forma geral, os professores observam nos alunos resistência ao uso do livro, começando por ter que carregá-lo. Os professores não enfatizam (por várias razões) com os alunos a importância do LD, cabendo ao aluno valorizá-lo e utilizá-lo, dependendo do seu grau de interesse, perspectiva de vida, etc. O livro parece literalmente ser um 'peso' a ser carregado.
## 6) Que importância você atribui aos exercícios no ensino aprendizagem?
Embora não tenha sido um critério de escolha citado pela maioria dos professores, estes são praticamente unânimes quanto à importância dos exercícios, desde a verificação/fixação da aprendizagem em sala até a preparação para vestibulares ou ENEM. Poucos verbalizam, claramente, os exercícios como fazendo parte integrante no processo ensino-aprendizagem (Quadro 1).
Quadro 1: Respostas dos professores (questão 6). Fonte: Elaborado pelos autores
As respostas do quadro 1 permitem a seguinte categorização para a importância dos exercícios resolvidos: preparação para exames (17,6%); treinamento/verificação da aprendizagem (35,3%); demonstração/comprovação da teoria (17,6%); sem explicitação da razão da importância (29,4%).
## 7) Como você trabalha os exercícios do livro?
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Praticamente todos os professores utilizam os exercícios: 'passando' listas, como atividades em sala ou para casa, para exemplificar a teoria ou como recurso de verificação. Poucos citaram o seu uso como recurso de aprendizagem. Esta situação parece estar relacionada, dentre outros fatores, ao descaso, por parte de muitos alunos em relação à Física (e ao estudo propriamente dito) como relatado por alguns professores. Parece que a atividade 'resolver exercício', embora utilizada, não é muito motivadora para alguns professores, como se fosse uma obrigação, como relatado no Quadro 2.
Quadro 2: Respostas dos professores (questão 7). Fonte: Elaborado pelos autores
As respostas permitem a seguinte categorização para a formatação do trabalho com os exercícios do livro: resolve alguns como modelo/exemplo de resolução (29,4%); utiliza exercícios para explicar a teoria (17,6%); não utiliza os exercícios (17,6%); utiliza como lista/atividade extraclasse (41,2%).
## 8) Como você explora os exercícios resolvidos do LD?
Verificamos pelas respostas do grupo dos professores entrevistados que esta categoria de exercícios é pouca explorada como recurso pedagógico. (Quadro 3).
Quadro 3. Respostas dos professores (questão 8). Fonte: Elaborado pelos autores
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As respostas permitem a seguinte categorização para a utilização dos exercícios resolvidos do livro: não explora ou explora muito pouco (41,2%); não investe tempo, pois já estão resolvidos (17,6%); usa o ER como modelo (17,6%); no livro adotado (AT) há poucos ER (11,7%), não diferencia exercícios de ER (5,9%).
## 9) Pensando nos professores, como deveria ser um bom livro didático?
Os professores, no conjunto, percebem o que deve conter um livro de qualidade. Esta questão poderia refletir os critérios apresentados na questão 3 na escolha do livro didático, entretanto, critérios diversos surgiram (Quadro 4).
Quadro 4: Respostas dos professores (questão 9). Fonte: Elaborado pelos autores
Entre os itens mais citados, o primeiro, 'Trabalhar o cotidiano', parece indicar uma necessidade da 'atualidade' (cobrança) dos alunos e os professores gostariam
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de ter mais exemplos para satisfazer esta situação. Quanto ao segundo, 'Apresentar boa fundamentação teórica', pode apontar: falhas que os professores percebem em suas formações, necessidade de complementar e/ou sedimentar conhecimentos ou, preocupação com o leitor (aluno) quanto ao bom entendimento da teoria.
## 10) Pensando nos alunos, como você considera que deveria ser um bom livro?
O Quadro 5 aponta as necessidades dos alunos percebidas pelos professores em suas práticas. Apesar de opiniões diversas, a relação com o cotidiano, a clareza teórica, a qualidade material da obra e a apresentação de texto aparecem como os critérios mais citados.
Quadro 5: Respostas dos professores (questão 10).Fonte: Elaborado pelos autores
## Considerações Finais
Entre os professores, 76% afirmam conhecer o PNLEM, embora desconheçam a sigla. Os autores mais citados como referências, anteriores ao PNLEM/2007 foram Beatriz Alvarenga e Antônio Máximo (quase 50%). 65% dos professores participaram, direta ou indiretamente, do processo de escolha do LD de Física adotado pela escola. Os critérios mais utilizados foram: conhecer previamente a obra (29,4%), ser volume único (23,5%), forma da abordagem da teoria (23,5%). Ter exercícios resolvidos foi lembrado somente por um (5,8%) professor. Somente
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um professor (5,8%) mencionou critérios do MEC, os demais desconheciam tais critérios. Quase 30% dos professores praticamente não utilizam os LD distribuídos pelo Programa. Em relação aos exercícios e, em particular aos exercícios resolvidos, com exceção dos autores AB (com 4,62% de exercícios resolvidos) e AT (com 1,72% de exercícios resolvidos), os demais títulos recomendados pelo PNLEM 2007 apresentam ao menos 11% dos exercícios resolvidos ao longo do texto. Dois professores que adotam o livro de AT confirmaram essa ausência ao responderem.
Para os professores os exercícios parecem fazer parte da 'mecânica da aula', necessários e muito importantes, porém aparentemente sem significado didático suficientemente claro na mente de alguns dos docentes. Um bom número de professores parece não perceber a razão didático-pedagógica dos exercícios resolvidos, daí serem pouco ou nada explorados. Para alguns, a utilização dos livros didáticos se restringe basicamente em deveres de casa, sobretudo como lista de exercícios. Embora apresentem algumas opiniões comuns parece não haver um consenso no que seja um bom livro tanto para o professor quanto para o aluno. Nos dois casos, um ponto comum e notável é a necessidade de ligar a Física ao cotidiano. Na percepção dos professores e em nossa práxis, observa-se que muitos alunos não possuem o hábito de ler o livro texto e, de modo geral, não são estimulados a fazê-lo, apoiando-se mais nas anotações de sala de aula do que na exposição do livro. Ao se defrontarem com exercícios, não procuram construir uma resolução, tampouco se apoiam em modelos disponíveis nos LD. Desta forma um destaque aos exercícios resolvidos poderia auxiliar os alunos em seus estudos já que são construídos com o intuito de iniciar a adequação da teoria à prática.
## Referências bibliográficas
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