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Análise de um curso de formação continuada de professores de Física

Alice Assis, Marcelo Schubert Dobrowolsky

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
23/01/2013
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## ANÁLISE DE UM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE FÍSICA

## Alice Assis , Marcelo Schubert Dobrowolsky 1 2

1 UNESP- Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá/Departamento de Física e Química/alice@feg.unesp.br

2 Diretoria Regional de Ensino de Guaratignuetá/Núcleo Pedagógico/mdobrowolsky@professor.sp.gov.br

## Resumo

Na presente pesquisa foram analisados os resultados decorrentes da participação de 20 (vinte) professores de Física de uma Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo, em um Curso de Formação Continuada, oferecido por docentes da UNESP, em parceria com essa Diretoria, por meio do Professor Coordenador do Núcleo Pedagógico (PCNP), no ano de 2010. Nessa análise, foi verificado se as práticas e as reflexões ocorridas nesse Curso contribuíram para uma possível mudança na prática pedagógica desses professores. Os recursos metodológicos utilizados para a realização do referido Curso foram: atividades experimentais, leitura de textos e uso de jogos. Para o uso desses recursos, foram trabalhados os fundamentos teóricos e metodológicos relativos à prática pedagógica baseados na teoria de Vigotsky.Os resultados desta pesquisa mostraram que as práticas e as reflexões ocorridas no referido Curso de Formação Continuada contribuíram para uma mudança significativa na prática pedagógica de alguns dos professores participantes desse Curso.

Palavras-chave : Formação continuada; professores; física.

## Introdução

Cursos de formação continuada têm sido oferecidos aos professores de ensino fundamental e médio, com o propósito de suprir as lacunas nos conhecimentos desses professores em virtude de, nas últimas décadas, ter ocorrido um avanço acelerado do conhecimento, bem como decorrentes dos cursos de licenciatura (CUNHA e KRASILCHIK, 2000). Candau (1996) e Novoa (1991) apontam esses cursos como uma possível saída para a melhoria da qualidade do ensino.

Entretanto, as crenças que os professores trazem para a sala de aula sobre o ensino e a aprendizagem, fundamentadas no modelo transmissão-recepção, podem leva-los a oferecer resistência à utilização de propostas metodológicas inovadoras. Segundo Garrido (1996) (apud GARRIDO e CARVALHO, 1999, p.152),

A dificuldade do professor para realizar mudanças no âmbito de sua didática se deve à força dessas crenças. Elas resistem à mudança e mantêm o professor dividido entre as propostas inovadoras, racionalmente aceitas, e as concepções, interiorizadas de forma 'espontânea' a partir da vivência irrefletida.

Essa dificuldade faz com que muitos professores não coloquem em prática, em suas aulas, as propostas que fogem ao referido modelo, trabalhadas nos Cursos de Formação Continuada.

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20 a 25 de janeiro de 2013

Além dessa dificuldade, segundo Schnetzler (2000), muitos desses Cursos correspondem a uma revisão dos conteúdos abordados na graduação, numa tentativa de minimizar as deficiências decorrentes da formação inicial dos professores, a fim de que eles apliquem em suas aulas 'as idéias que a academia considera eficazes' (p.23), concebendo o professor como 'simples executor e aplicador de receitas' (p.23), o que não resolve os complexos problemas associados à prática de sala de aula.

É preciso que esse modelo que concebe o professor como técnico, que deve assumir a 'atividade profissional como essencialmente instrumental, dirigida para a solução de problemas' (ROSA e SCHNETZLER 2003, p.27-28) seja superado. Para tanto, os Cursos de Formação Continuada devem ir além de oportunizar a atualização dos conhecimentos por parte do professor. Segundo Schnetzler (1996, apud Urzetta, 2010), o Curso de Formação Continuada deve propiciar aos professores um aprimoramento profissional contínuo, reflexões críticas sobre a ação docente e o acesso às contribuições da pesquisa em educação e seu uso para a transformação da prática pedagógica.

Cunha e Krasilchik (2000) acreditam que para viabilizar essa transformação, a formação de professores deve ir além do Curso de Formação Continuada, de modo que essa formação ocorra de forma constante e contínua, no contexto escolar (CUNHA e KRASILCHIK, 2000). Nessa perspectiva, é fundamental a parceria entre os professores participantes dos Cursos de Formação Continuada e a Equipe Gestora das escolas.

Com o propósito de atender a essas condições e propiciar a transformação nas ações dos professores de Física de uma Diretoria Regional de Ensino do Estado de São Paulo, vimos oferecendo, desde o ano de 2008, um Curso de Formação Continuada, com o objetivo de levarmos esses professores à reflexão crítica sobre a sua própria prática e ao reconhecimento da sua competência docente, mediante uma abordagem que viabiliza o desenvolvimento da sua autonomia, valorizando a vivência do seu trabalho diário. Nesse contexto, abordamos os fundamentos teóricos e metodológicos relativos à prática pedagógica tendo como base a teoria de Vigotsky.

Segundo Vigotsky (2003), o desenvolvimento intelectual do indivíduo depende das relações sociais estabelecidas ao longo do seu crescimento, de modo que todo o desenvolvimento alcançado ao longo da sua vida é fruto das interações sociais por ele vivenciadas. Nesse sentido, propiciar a interação social em sala de aula, de modo que os alunos participem ativamente discutindo as suas ideias, é fundamental para o desenvolvimento do processo de aprendizagem.

No entanto, para que ocorra a aprendizagem, essa interação social deve se dar na Zona de Desenvolvimento Proximal - ZDP (Vigotsky, 2003) dos alunos. A ZDP corresponde à distância entre o nível de desenvolvimento real e potencial do indivíduo. O nível de desenvolvimento real corresponde à estrutura cognitiva já consolidada na pessoa e o nível de desenvolvimento potencial representa o potencial de formação de novas estruturas cognitivas com a colaboração de um parceiro mais capaz.

Ao trabalharmos no referido Curso, com o propósito de viabilizarmos uma formação de qualidade, buscamos articular a reflexão desses professores, acerca de sua própria prática, à necessidade da interação social em sala de aula.

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Neste artigo, em particular, avaliamos os resultados decorrentes da participação desses professores nesse Curso, a fim de verificarmos a possibilidade de melhoria das suas práticas pedagógicas.

## A pesquisa

No presente artigo, em particular, analisamos os resultados decorrentes da participação de 20 (vinte) professores de Física de uma Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo, em um Curso de Formação Continuada, oferecido pela UNESP, em parceria com essa Diretoria, por meio do Professor Coordenador do Núcleo Pedagógico (PCNP), no ano de 2010, no sentido de verificarmos se as práticas e as reflexões ocorridas nesse Curso contribuíram para uma possível mudança em sua prática pedagógica. Os recursos metodológicos utilizados para a realização do Curso foram: atividades experimentais, leitura de textos e uso de jogos. Para o uso desses recursos, trabalhamos os fundamentos teóricos metodológicos relativos à prática pedagógica baseados na teoria de Vigotsky.

Tal Diretoria de Ensino apresenta realidades diferenciadas, uma vez que é composta por vários municípios com realidades distintas (escolas rurais e urbanas). Alguns dos professores participantes do Curso atuam em mais de uma escola, sendo uma rural e outra urbana, o que exige que esses professores assumam abordagens diferenciadas em sala de aula. Essas abordagens devem ser adequadas aos contextos sociais e culturais em que essas escolas estão inseridas.

Ao final de cada ano, os professores participantes do Curso respondem a um questionário autoavaliativo a respeito da sua postura e comprometimento em sala de aula, decorrentes de sua participação no Curso. Esse questionário é respondido ao final de cada ano de sua realização. Para este artigo, analisamos o questionário respondido no último encontro do Curso, ao final do ano de 2010.

Nesse ano, o questionário autoavaliativo foi constituído pelas seguintes perguntas:

- 1. Como você avalia sua participação nos encontros relativos ao Curso?
- 2. Houve alguma mudança na sua prática pedagógica?
- 3. Houve alguma mudança na postura e na aprendizagem dos alunos ao longo deste ano?

Também para o presente trabalho, analisamos a transcrição da entrevista realizada com uma das Supervisoras de Ensino que tem acompanhado uma das escolas da referida Diretoria há alguns anos, onde atuam dois dos professores que tem participado do Curso desde o ano de 2008.

A análise do referido questionário e da transcrição da entrevista se deu de forma qualitativa (BOGDAN e BIKLEN, 1982), apresentando um caráter descritivo.

## Análise dos dados

Analisamos, primeiramente, as respostas relativas ao questionário, a fim de verificarmos a possibilidade de melhoria nas práticas pedagógicas dos professores participantes do Curso. Apresentamos, a seguir, algumas respostas referentes à primeira questão:

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- - Ale: Procurei aprender o máximo com os colegas e com os tutores do curso para melhorar a minha prática educativa. Muitas discussões realizadas no curso me ajudaram na sala de aula com os alunos.
- - Idm: Minha participação nos cursos foi boa. Aprendi muita coisa interessante e motivadora. Vou utilizar tudo o que aprendi em minha prática pedagógica.
- - Luc: Fazer uma gravação da minha aula foi o evento mais marcante para mim desde que ingressei na rede estadual. Achei interessante e gostei muito, pois encarei tudo isso como uma grande oportunidade para eu melhorar minhas aulas. Foi um aprendizado sem precedentes.
- - Ped: Com certeza foi boa, principalmente com muitas dúvidas que foram sanadas na parte experimental e algumas na parte teórica. Fui sempre pontual com 100% de presença demonstrando meu interesse em aprender e me aperfeiçoar ao máximo dentro do possível.

Essas respostas sugerem o envolvimento desses professores com a sua formação, o que os levou a refletir sobre as suas práticas pedagógicas. Essa reflexão motivou esses professores a colocarem em prática as abordagens teóricas e metodológicas sugeridas no Curso e partilhadas no grupo.

A seguir, destacamos algumas das respostas referentes à segunda questão:

- - And1: Sim, houve mudança e de modo positivo. Busquei interagir mais com os alunos e também realizar experimentos em sala de aula com mais frequência.
- - And2: Sim, aproveitei o material proposto no curso e percebi mudanças nos alunos em minhas aulas. Todas as 'dicas' passadas pelos professores foram importantes, pois através dessas sugestões enriqueci minha pratica docente. Houve também comentários feitos pelos gestores que me animaram.
- - Fer: Sim. Principalmente à pratica em sala de aula. Agora, antes de tudo releio as competências e habilidades que irão fazer parte do estudo e faço torná-las realidades. É preciso muito trabalho e paciência na aula para que possa ser desenvolvida em toda sua concepção.
- - Joa: Creio que sim. As informações trocadas durante o curso foram e serão úteis. O uso de textos, o processo histórico, o uso do experimento e das mídias, isso tudo contribuiu para a mudança da prática pedagógica.

Essas respostas evidenciam a reflexão e a apropriação dos fundamentos teóricos e metodológicos abordados no Curso por parte desses professores. Essas declarações sugerem que o seu comprometimento com esses fundamentos pode ter propiciado uma mudança de postura em sala de aula.

Na sequência, destacamos as respostas de alguns professores à terceira questão:

- - Cri: Sim, ensinar Ciências a partir dos conhecimentos prévios dos alunos fez com que as aulas ficassem mais dinâmicas. Com a inovação de novos textos e experimentos só enriqueceram o processo ensino-aprendizagem. Os alunos passavam a encarar a Ciência de modo natural, lúdica desmistificando o medo em aprender.
- - Lui: Sim, melhorou o interesse e a participação nas aulas, os resultados nas avaliações melhoraram.
- - Rub: Sim. Alunos mais dispostos a aprender. Tirou-se o medo do 'ensino de física' tornando-o mais agradável.
- - Mar: Com certeza, a partir do momento em que aprendemos mais conseguimos através dos desafios alcançados por nós apresentar para os alunos de uma forma mais significativa e verdadeira.

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Essas declarações mostram que esses professores mudaram a sua postura em sala de aula, o que motivou o interesse dos alunos em participarem das aulas e aprenderem os conteúdos trabalhados.

A seguir, destacamos alguns recortes da transcrição da entrevista com a Supervisora de Ensino, responsável pela escola onde trabalham os professores Idm e Lui. Essa entrevista foi realizada pelo PCNP (Professor Coordenador do Núcleo Pedagógico) da Diretoria Regional de Ensino. Entre as questões por ele elaboradas, a primeira que destacamos é a seguinte:

PCNP: Que mudanças você constatou em suas visitas na E. E. P. V.no ano que se passou, em relação aos anos anteriores, relativas à prática docente na disciplina de Física? Você percebeu mudança nos alunos?

SUPERVISORA: Olha M., eu acompanho a escola há alguns anos como Supervisora e a escola é uma escola séria, mas na área de Física, Química e Matemática sempre houve um nó. Muitos alunos entrando com recurso, as cadernetas com grande número de notas insuficientes, vermelhas. Eu observei, neste ano, uma mudança na postura dos professores de física que foi muito satisfatória, tanto na qualidade da aula apresentada e na própria postura profissional e de conversar e de ver que eles estão se preparando, se dedicando muito ao preparo das aulas, gastando tempo, tanto dentro da escola, quanto em casa, em preparar, em buscar alternativas e metodologias que eu acho foram repassadas pelo curso para serem aplicadas dentro da sala de aula. Então, eu observei nos professores uma mudança. Nos alunos também, em algumas visitas na sala de aula, os alunos estão mais interessados e mais envolvidos e assim curiosos e satisfeitos com as aulas. Esse trabalho foi refletido também nas notas. Então observei que as notas a caderneta de física mudaram. Então a gente observa uma melhoria da qualidade do aprendizado e do ensino.

Essa declaração da Supervisora de Ensino reitera as evidências sugeridas nas colocações de Idm e Lui relativas às questões 1 e 3, respectivamente. O trecho destacado a seguir ainda corresponde à resposta da Supervisora à pergunta anterior:

Então eu tenho visto como muito positiva e muito boa e até observei que eles estão contagiando outros professores de outras disciplinas através do interesse, porque eles ficam muito juntos e comentam e falam o que eles prepararam em casa, passam emails um por outro e os outros professores estão vendo prazer. Este prazer e essa satisfação que eles têm encontrado nesse novo trabalho, digo, novo não por eles não trabalhassem, eles sempre trabalharam, mas agora eles estão com novas perspectivas, com novas ideias, usando tecnologias, usando novos sistemas, novas metodologias e isso tem trazido para o profissional uma satisfação e para a escola um bom resultado que já foi mostrado na melhoria das notas dos alunos. (...) O curso de atualização foi o fator que levou a essa mudança e a esse resultado.

A afirmação da Supervisora relativa ao fato de que a mudança de postura dos professores de física 'contagiou' outros professores corresponde a um fator positivo para a escola, uma vez que professores de outras disciplinas podem ter refletido sobre a sua prática pedagógica, o que pode ter desencadeado um processo de mudança em sua postura pedagógica. Ao final de sua fala, fica evidente a influência do Curso de Formação Continuada na mudança de postura dos professores de física Idm e Lui.

A seguir, destacamos outra pergunta feita pelo PCNP:

PCNP: Como você avalia a iniciativa da Universidade, em parceria com a Diretoria Regional de Ensino, na realização do curso de formação continuada de professores?

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SUPERVISORA: Muito positiva. E vejo assim: como é fundamental o papel do Professor Coordenador de Oficina Pedagógica, você é Coordenador de Oficina Pedagógica, pra levar as escolas, por que o professor fica dentro da escola e as vezes ele vai se acomodando e de repente ele precisa dessa motivação e de uma situação, de uma OT (Orientação Técnica) e de um curso que desperte nele uma vontade: 'nossa eu preciso remodelar as minhas aulas, eu preciso pensar que aquele caminho que tomei não era o mais adequado, não está trazendo resultados, se eu mudar o meu sistema de ensino a minha didática a minha forma de trabalhar com os alunos, será que eu alcanço bons resultados?' O curso despertou isso dentro do professor. Foi isso que observei na Escola P.V.

Essa resposta da Supervisora evidencia a importância da liberdade que a escola dá ao professor para que ele possa desenvolver e colocar em prática a sua autonomia, sendo assim, fundamental a parceria entre os professores e a Equipe Gestora da escola.

No trecho a seguir, relativo à mesma questão, a Supervisora se refere ao efeito da abordagem metodológica usada pelos professores de física na aprendizagem dos alunos:

Por que quando você vê um aluno interessado querendo aprender e satisfeito com a dinâmica das aulas e ainda sendo da disciplina de física, que é considerado como 'bicho papão' e a gente percebe que foi ensinado de forma natural, como funciona a vida no cotidiano. Eu pude conversar com alguns alunos e eles declararam que começaram a entender não como um 'bicho de sete cabeças' como só cálculo, uma coisa matemática, alheia ao mundo, alheia a realidade. Eles começaram a perceber que a Física é a compreensão de como funciona a vida, de como funciona o mundo. E eles estão bastante satisfeitos e podemos comprovar pelas notas, pois elas têm melhorado bastante.

Essa afirmação da Supervisora reitera a colocação do professor Lui referente ao interesse e à aprendizagem dos alunos, mostrando que uma abordagem que propicia a interação social em sala de aula, mediada pela utilização de estratégias metodológicas inovadoras, pode promover a motivação dos alunos em participarem ativamente das aulas de física e aprenderem os conteúdos trabalhados.

## Considerações finais

A partir dos resultados da presente pesquisa, verificarmos que as práticas e as reflexões ocorridas no Curso de Formação Continuada para os professores de Física de uma Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo contribuíram para uma mudança na prática pedagógica de alguns dos professores participantes desse Curso.

A análise da entrevista com a Supervisora de Ensino de uma das escolas dessa Diretoria e das respostas dos dois professores de Física dessa escola, às questões autoavaliativas, mostrou que o referido Curso motivou os professores a desenvolverem e praticarem a sua autonomia. Essa prática desses professores viabilizou a motivação dos alunos em participarem e aprenderem os conteúdos trabalhados nas aulas de Física.

Esses resultados mostraram a importância de que sejam trabalhados nos Cursos de Formação Continuada os fundamentos teóricos e metodológicos a fim de dar subsídios aos professores para que possam refletir acerca de como utilizarem as estratégias metodológicas desenvolvidas nesses Cursos.

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## Referências Bibliográficas

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