FORMAÇÃO E PRÁTICA: OS CONFLITOS DA ATUAÇÃO DOS PROFESSORES DE FÍSICA E A DESISTÊNCIA DA DOCÊNCIA
Valéria Martins, Jucivagno F. Cambuhy Silva, Gabriel Moreira Barros
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 23/01/2013
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## FORMAÇÃO E PRÁTICA: OS CONFLITOS DA ATUAÇÃO DOS PROFESSORES DE FÍSICA E A DESISTÊNCIA DA DOCÊNCIA
Valéria Martins , Jucivagno F. Cambuhy Silva , Gabriel Moreira Barros 1 2 3
- 1 USP / Mestranda em Ensino de Ciências / valeria.martins@usp.br
- 2 USP / Mestrando em Ensino de Ciências / jucivago.silva@usp.br
- 3 USP / Mestrando em Ensino de Ciências / gabriel.barros@usp.br
## Resumo
O tema formação de professores tem sido muito explorado nas pesquisas da área de ensino de ciências (CARVALHO, GIL-PÉREZ, 1993; DELIZOICOV, et. al, 2002). Os trabalhos desenvolvidos abordam variáveis possíveis deste tema, geralmente separados nas modalidades de formação inicial e continuada. No entanto, pesquisas relacionadas à atuação profissional docente de professores não são encontradas com a mesma facilidade. A presente pesquisa entrevistou um grupo de seis professores de física formados ou no final do curso de licenciatura em física que ingressaram como docentes na rede pública de ensino do estado de São Paulo, mas que desistiram da carreira docente nestas escolas. Buscamos investigar não apenas os motivos da desistência, mas também aspectos relacionados à escolha pela carreira docente como professor de física e também as perspectivas futuras destes professores em relação à docência. Foram utilizadas entrevistas com perguntas centrais para investigar este problema que é comum no sistema público educacional brasileiro refletido na carência de professores, especialmente os de física (ARAÚJO; VIANA, 2008). Através do uso abordagem qualitativa (BOGDAN; BIKLEN, 1994) foram construídas categorias pautadas na análise de conteúdo (BARDIN, 1979) que apresentam os principais motivos de abandono da docência. A ausência de apoio no sistema escolar composto por direção, coordenação, outros docentes, alunos, comunidade, etc, configuram como os motivos mais ressaltados pela desistência da docência para o grupo entrevistado. Além disso, questões estruturais e salariais também aparecem como fatores determinantes não só para a efetivação na profissão de professor no ensino público, mas também como motivos da ausência de visão de futuro nesta atividade. Por fim, os entrevistados ressaltam a importância em renovar o ensino público, mas também a necessária renovação dos currículos de licenciatura a fim de que estes construam elementos que possibilitem uma melhor integração universidade-escola e teoria-prática.
Palavras-chave : Formação de professores, ensino público, prática profissional.
## Introdução
A área de pesquisa em Ensino de Física apresenta diversos trabalhos relacionados à formação de professores seja no contexto da formação inicial ou continuada (CARVALHO; GIL-PÉREZ, 1993; DELIZOICOV, et al, 2002). Outros trabalhos concentram-se na investigação da formação de professores analisando aspectos sobre suas crenças, conhecimentos e saberes docentes necessários a este profissional (ABIB, 1996).
Percebemos, no entanto, que pesquisas que busquem analisar a atuação docente após a formação inicial são realizadas em menor número (BEJARANO; CARVALHO, 2003; LEMOS, 2009; USTRA; HERNANDES, 2010). Quando um licenciado conclui o curso, as expectativas de atividade que ele exercerá giram em torno da atuação docente. A carência de professores de física no Brasil foram apontadas em pesquisas como a realizada por Araújo e Viana (2008). Estes autores
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20 a 25 de janeiro de 2013
destacam ainda que boa parte dos licenciados em física no Brasil estão longe da educação básica, exercendo atividades diversas (ARAÚJO; VIANA, 2008, p. 5). Fatores como os baixos salários atribuídos a profissão docente e condições estruturais são apontados como as principais causas por essa carência.
Com o objetivo de compreender o processo de constituição da atividade docente, Lemos (2009) em sua tese realizou uma investigação sobre a forma como se constitui a identidade profissional de um professor, em um contexto de frustração, desencanto, permanência e desistência com o exercício desta profissão. Ao entrevistar um grupo de 68 professores de diferentes disciplinas o autor obteve conclusões semelhantes aquelas apontadas por Araújo e Viana (2008): fatores que levam ao abandono ou alteração de cargo dentro da instituição educacional, respaldam em questões como melhoria das condições de trabalho e a valorização profissional (LEMOS, 2009).
Na presente pesquisa investigamos um grupo de professores licenciados em física ou alunos de final de curso que embora tenham ingressaram na carreira docente e optaram, num pequeno intervalo de tempo, pela desistência desta carreira. O objetivo desta pesquisa é apontar quais os motivos que levaram este grupo de professores de física a tomarem tal decisão.
Acreditamos que esta pesquisa possa contribuir em pesquisas desta natureza já que este não é um tema muito explorado na área da pesquisa em ensino de física (MARQUES DOS SANTOS, et. al., 2011) e também nas questões relacionadas à carência de professores de física, que nesta pesquisa se refere à rede pública estadual de São Paulo.
## Desenvolvimento da Pesquisa
A metodologia usada nesta pesquisa foi a investigação qualitativa baseada na metodologia de Bogdan e Biklen (1994), pois se trata de uma pesquisa de natureza qualitativa e descritiva, realizada num contexto de professores que se formaram ou são estudantes de final de curso de uma universidade pública (USP) e que também atuaram em escolas públicas como docentes.
A entrevista constituiu por três questões principais que concentravam os seguintes aspectos: o antes do ingresso na licenciatura; o durante que refere à etapa de ingresso na atividade de docência na rede pública e o depois que buscou investigar sobre as expectativas de futuro em relação à docência em geral e a docência na rede pública. Ao todo foram entrevistados 6 professores. As questões utilizadas foram:
- 1. Porque escolheu a licenciatura? Porque quis tornar-se professor de física?
- 2. Durante o ingresso na rede pública (escola estadual) como foi? Teve apoio da direção, coordenação ou dos demais professores? Quais os fatores que levaram você a desistência das aulas?
- 3. Quais são as suas perspectivas de futuro? Pretende continuar como professor (a)? Voltará a lecionar na rede pública?
Por fim os dados obtidos foram analisados dentro da metodologia da análise de conteúdo (BARDIN, 1979). As categorias que descrevem a natureza dos exemplos de respostas obtidas para as perguntas acima foram feitas conforme a transcrição das entrevistas realizadas, tendo suas respostas sintetizadas nos quadros de 01 a 04.
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## O perfil dos professores entrevistados
Na tabela 01 a seguir estão presentes alguns dados sobre os entrevistados que constitui no perfil dos mesmos em relação à atividade docente:
Tabela 01: Perfil dos entrevistados 1
Através dos dados da tabela 01 é possível verificar que os entrevistados são jovens e atuaram na rede pública durante um curto período. Além disso, apenas um dente os seis entrevistados era professor efetivo na rede pública, os demais exerciam a atividade OFA, que corresponde a um contrato temporário de serviço, geralmente de 1 ano. Apenas dois dos entrevistados eram alunos do final do curso de licenciatura, os demais já estavam formados.
Os itens a seguir foram construídos a partir das três questões centrais feitas aos entrevistados. Para cada um deles, os professores citaram uma ou mais respostas.
## O que fez o docente ingressar na licenciatura
Para o grupo entrevistado, os motivos que levaram ao ingresso na licenciatura em física são diversos, conforme os dados obtidos no quadro 01 a seguir:
Quadro 01: Motivos que resultaram na opção pela carreira docente
## O ingresso na rede pública de ensino: permanência e desistência
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A questão 2 aborda os desafios enfrentados pelos entrevistados durante o período de atuação docente. Os dados foram sintetizados no quadro 02 a seguir:
Quadro 02: Desafios do egresso na rede pública
Quanto aos motivos que levaram a desistência (questão 02), obtivemos as seguintes respostas conforme o quadro 03 a seguir:
Quadro 03: Principal fator apontado sobre a desistência da docência
Conforme o quadro 03, dentre os fatores determinantes que levaram a desistência da docência na rede pública, destacam-se a ausência de apoio da direção em adotar ideias novas, o apoio dos demais professores e o aumento na indisciplina dos alunos.
## Perspectivas de Futuro em relação à docência:
Por último, questionamos aos entrevistados suas perspectivas de futuro em relação à docência, especialmente quanto à docência em escolas públicas. As respostas obtidas foram categorizadas no quadro 04 a seguir:
Quadro 04: Perspectivas de Futuro em relação à docência na rede pública
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## Análise das entrevistas
Os dados apresentados na tabela 01 apresentam um perfil de entrevistados com idades entre 22 a 32 anos. Para Lemos (2009) a juventude expressa nesta faixa etária, classifica estes profissionais numa inicial, exploratória:
A fase inicial, marcada pela entrada na profissão é [...] um momento bastante difícil para o professor. Cabe a tais professores, na maioria das vezes, trabalhar com as turmas consideradas mais difíceis, cumprir os horários menos atrativos, se deslocar aos lugares mais distantes. (LEMOS, p. 104-105, 2009).
Na análise realizada por Lemos (2009) sobre os motivos principais para a desistência são na ordem: desvalorização profissional, indisciplina/violência dos alunos e salários baixos (LEMOS; 2009). O primeiro destes motivos também foi citado pelos entrevistados na questão das melhorias que devem ser realizadas nas escolas públicas (quadro 02), como os exemplos a seguir: 4
'É, no começo fiquei empolgada, dava aula somente em escola particular e acho que é bem diferente [perguntei então, no que esta difere da escola pública] Difere nos alunos mesmo, na particular, como eles têm dinheiro, em geral acham que não precisam aprender que o pai vai pagar uma faculdade etc'. (professora Ane).
'Quando iniciei as aulas, fique muito feliz com o começo, pois percebi que não era esse bicho que me pintavam. Mas não conseguia dar aula, o diretor nunca estava na escola, os alunos soltavam bombinhas no banheiro, estouravam vasos'. (professor João).
Dentro de um curto intervalo de tempo de atuação profissional, os entrevistados destacam a frustração por motivos diversos (quadros 02 e 03) que toma conta da rotina diária profissional, em alguns casos, até mesmo manifestada em problemas de saúde.
A ausência de apoio da direção em adotar ideias novas, apoio dos demais professores e o aumento na indisciplina dos alunos, foram apontados como fatores determinantes que resultaram no abandono das aulas, como ilustram os trechos a seguir:
'Não tive apoio nenhum para implantar um laboratório, sempre os outros professores me desestimulavam... sempre falavam mal dos alunos, enfim, fiquei desanimada. Depois os alunos começaram a perceber que eu queria que eles trabalhassem nas aulas, realizassem as atividades, enfim, fizesse o mínimo que qualquer aluno deve fazer na escola, aí fui cada vez mais perdendo o controle da sala, das aulas.... Foi ficando cada dia pior. Ninguém se juntava para realizar um trabalho em equipe, o estado [referência a instituição do governo estadual] não está nem aí para a situação, a família e a comunidade também não, assim fica muito difícil de atuar!' (professora Ane).
'Se eu tivesse que apontar um fator principal pela desistência, como o pior acho que seria a ausência de profissionais adequados para trabalhar com a educação: os professores são desmotivados e descontam isso, muitas vezes, em outros professores e nos alunos! Os coordenadores que eu tive contato eram péssimos, sem preparo nenhum'. (professora Flora).
'A primeira vez que eu entrei na escola alguns professores estranhavam porque eu era muito nova, o pessoal da coordenação costumava não gosta
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de mim. O coordenador não apoiavam qualquer iniciativa que eu tivesse, diziam que eu era inexperiente por isso estava querendo inovar. (professora Tati).
Quanto às perspectivas futuras em relação à docência, o quadro 04 apresenta uma relação interessante entre a formação inicial (teoria) e a prática (atividade profissional):
'A licenciatura forma muito bem pesquisadores e uma série de coisa. Professores com um ótimo senso crítico, mas existem situações do dia a dia de uma sala de aula que eles não sabem lidar e eu me coloco neste tipo de situação, pois agente não sabe lidar. Claro quando eu faço uma crítica a licenciatura é porque eu acho que algumas coisas precisam ser melhoradas dentro dela. Por exemplo, gente ter professores de metodologia que tenha experiência com didática, experiência com sala de aula atual'. (professor Paulo).
'Eu acho que a formação ajuda em muita coisa. Por exemplo, quando eu ia explicar certo conteúdo para os alunos, eu senti muita facilidade em explicar aquilo. Aí que eu comecei a me dar conta que eu tinha essa facilidade porque eu já tinha entendido aquele conteúdo de uma maneira de uma maneira muito mais profunda. Acredito que isso era por causa da formação.' (professora Tati).
Os entrevistados ressaltaram ainda a importância de estreitar cada vez mais a formação inicial do licenciado a atividade profissional que ele irá exercer, especialmente num curso cujo programa esteja preocupado com as questões da escola, principalmente a pública. Também destacam que pensar na educação não é possível apenas nas escolas e com professores é preciso um envolvimento da sociedade como um todo:
'Bem, poderia ter mais recursos para professores que querem mudar algo, deveria ter um plano de carreira que valorizasse também que se especializa melhor, pois a maioria é só graduada e nem pensa em fazer formação continuada! A rede pública tem que mudar muita coisa para atrair bons professores!'. (professora Ane).
'Felizmente eu conheço casos felizes com exemplos diferentes e bem sucedidos na rede pública e por isso não desisto de todo, mas, acho que é preciso conscientizar os brasileiros da importância social que a educação exerce num país. Se nos tornarmos cidadãos conscientes disso, acredito que muita coisa pode melhorar!'. (professora Flora).
## Considerações Finais
A presente pesquisa apresentou dados de um grupo de 6 professores de física que ingressaram na rede pública de ensino do estado de São Paulo e dentro de pouco tempo, decidiram abandonar as aulas.
Ao perguntarmos sobre as principais causas responsáveis que levaram ao ingresso e posteriormente a desistência da docência, percebemos a complexidade de respostas e percebemos a existência de uma linha tênue que vai desde os gostos pessoais pela área de física, experiência de vida até problemas na formação descompromissada com a realidade da escola pública, problemas estruturais como a falta de um diretor efetivo, falta de perspectiva enquanto docente e um sentimento de impotência perante a complexidade (MORIN, 1999), da escola pública e da sala de aula que muitas vezes não é trabalhado no curso de licenciatura.
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Os entrevistados foram um grupo de jovens professores tanto no exercício da profissão, quanto na idade, o que de acordo com Lemos (2009), influência na atuação profissional como professor, uma vez que estes não se sentem preparados para o exercício da profissão e muitas vezes sentem-se frustrados por não terem realizado um desejo profissional, o que mostra que a atividade docente pode ser uma atividade transitória para um perfil jovem como os entrevistados. Isto pode ser percebido conforme a variedade de respostas obtidas sobre os motivos que levaram ao ingresso na carreira docente (dados do quadro 01).
A ausência dos trabalhos em equipe entre os diversos níveis que compõem a instituição escolar, tais como a coordenação, demais professores, alunos, comunidade, entre outros, são apontados como o principal fator que leva a desistência da docência (quadro 03). A falta de estímulo para com o ensinoaprendizagem e a diminuição de sua importância no mundo atual são elementos comuns entre aqueles que optaram pela desistência e pela carência destes profissionais no Brasil (ARAÚJO; VIANA, 2008; LEMOS, 2009; USTRA, HERNANDES, 2010).
Uma queixa muito citada pelos entrevistados refere-se na pouca ou nenhuma articulação da parte pedagógica do curso de licenciatura em relação aos desafios enfrentados na escola pública, embora tenham citado que a formação na área específica, neste caso a física, tenha sido satisfatória.
Contrariando uma hipótese inicial e uma questão muito citada quando se fala na falta de professores no Brasil, o salário não é o fator mais relevante para fazer o professor desistir de lecionar, mas um dos fatores. Percebe-se que a frustração perante a realidade da sala de aula e o sentimento de impotência aparece como um forte indicador de desistência, o que parece refletir aspectos das condições estruturais da escola e do curso de formação proveniente. Os reflexos destas respostas também são percebidos quando os professores foram questionados sobre as perspectivas futuras em relação à docência (quadro 04), mesmo os que desejam continuar trabalhando com educação, não desejam fazê-lo na rede pública de ensino.
No que se refere à estrutura da pesquisa, particularmente sobre os desafios que levaram a desistência da atividade deste grupo docente, percebe-se que dentre os motivos citados, boa parte deles haviam sido questionados na pergunta 2, o que mostra que talvez se essa questão fosse mais abrangente, outros motivos poderiam ter sido citados pelos entrevistados.
- É importante ressaltar que trata-se de uma pesquisa exploratória, realizada com 6 professores estudantes ou recém-formados que pouco atuaram como docentes na rede pública. Portanto, a desistência pode não ter sido ocasionada por uma frustração na profissão, mas sim, num desafio inicial da atividade como professor.
Os dados apontam que alguns dos entrevistados pretendem continuar na área de ensino como professores, o que mostra que estes docentes não perderam o interesse nesta profissão. Ao mesmo tempo, há aqueles que pretendem continuar atuando somente no ensino superior.
Acreditamos que essa pesquisa pode vir a contribuir para outros trabalhos desta natureza e propor alternativas que realize outras reflexões sobre a formação de professores e a atuação profissional dos mesmos, buscando estimular a criação
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de políticas adequadas para não só a valorização deste profissional, mas também para mantê-lo exercendo a profissão, para que ele possa então contribuir na educação que carece de tantas melhorias: a escola pública.
## Referências
ABIB, M. L. V. dos S. Em busca de uma nova formação de professores. In NARDI, R. (coord). Pesquisas em Ensino de Ciências e Matemática. Bauru: Faculdade de Ciências, UNESP, 1996, p. 60-72.
ARAÚJO, R. S.; VIANNA, D. M. Baixos salários e a carência de professores de física no Brasil. In Atas do Encontro de Pesquisa em Ensino de Física, 2008, Curitiba.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979.
BEJARANO, N. R. R.; CARVALHO, A. M. P. de. Tornando-se professor de ciências: crenças e conflitos. Ciência & Educação , v. 9, n. 1, p. 1-15, 2003.
BOGDAN, Robert & BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação : uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1994.
BOURDIEU, P. (Coord.). A miséria do mundo. 5ª Ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
CARVALHO, A. M. P.; GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de Ciências . São Paulo, Cortez, 1993.
DELIZOICOV, D. (et al), Ensino de Ciências: fundamentos e métodos . São Paulo Cortez, 2002.
LEMOS, J. C. G. Do encanto ao desencanto, da permanência ao abandono: o trabalho docente e a construção da identidade profissional. 2009. 315 f. Tese (Doutorado em Educação). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.
MARQUES DOS SANTOS, B.; KUSSUDA, S.; ALVES, F. de S.; NARDI, R. A falta de professores de Física: um levantamento em periódicos voltados ao ensino de física e ciências . In Atas do XIX Simpósio Nacional de Ensino de Física - SNEF 2011 - Manaus.
MORIN, E. Os sete saberes necessários a educação do futuro . São Paulo: UNESCO, Editora Cortez, 1999.
USTRA, S. R. V.; HERNANDES, C. L. Enfrentamento de problemas conceituais e de planejamento ao final da formação inicial. Ciência & Educação, v. 16, n. 3, p. 723-733, 2010.
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