O USO DE TEATRO, PRODUÇÃO DE VÍDEOS CASEIROS E EXPERIMENTAÇÃO EM FÍSICA BÁSICA NO PARFOR DA UFOPA
Nilzilene Ferreira Gomes
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 23/01/2013
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O USO DE TEATRO, PRODUÇÃO DE VÍDEOS CASEIROS E EXPERIMENTAÇÃO EM FÍSICA BÁSICA NO PARFOR DA UFOPA
## Nilzilene Ferreira Gomes 1
1 Universidade Federal do Oeste do Pará/Instituto de Ciências da Educação/nilfergo@yahoo.com.br
## Resumo
Neste trabalho apresenta-se uma experiência desenvolvida com uso de teatro, produção de vídeos caseiros e experimentação em uma turma de Licenciatura integrada em Matemática e Física do PARFOR da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), nos municípios de Juruti e Óbidos-PA. As atividades foram realizadas em grupos de 5 a 7 pessoas e fizeram parte da avaliação da disciplina 'Fluidos, Oscilações e Ondas'. Os trabalhos foram organizados sob acompanhamento da professora. Nas orientações eram dirimidas as dúvidas sobre conceitos e analisadas as melhores formas de transpor os conhecimentos para a linguagem da educação básica, bem como contribuir na organização dos projetos que orientaram as atividades dos grupos. Durante as orientações foi possível identificar se os acadêmicos-professores estavam compreendendo os conceitos trabalhados durante os vários dias de aula teórica e se estavam adquirindo as competências para atuação de forma diferenciada em aulas de Física na educação básica. Discute-se que experiências como essa em cursos de Física básica na Licenciatura possibilitam a realização de pesquisas, discussões em grupo de estudo, além de preparação de materiais didáticos, os quais são atividades muito importantes para a formação do professor atualmente. Ademais, atividades como essas também permitem que os acadêmicosprofessores tenham contato com abordagens diferenciadas e compreendam a maneira de trabalhá-las e, com isso, possam posteriormente utilizá-las em suas aulas de Física, tornando assim os conteúdos mais significativos aos estudantes e, também, para que tenham prazer em ensinar a disciplina.
Palavras-chave : Ensino de Física, PARFOR, Teatro, Vídeos caseiros, Experimentação.
## Introdução
O Plano de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR) foi criado pelo governo federal como uma forma de assegurar que os professores atuantes na rede pública de educação básica obtenham a formação exigida pela Lei 9394/96 (BRASIL, 1996), por meio da implantação de turmas especiais, exclusivas para eles, capacitando assim os professores já em exercício (CAPES, 2012). Apesar dos esforços quanto à qualificação desses 'professores leigos', muitos desafios ainda precisam ser superados para uma formação de qualidade, tal como a necessidade de adequação dos currículos ao perfil desse público, já que é pouco provável que tratá-los como estudantes recém-chegados da educação básica traga resultados satisfatórios.
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20 a 25 de janeiro de 2013
Desse modo, pelo fato de ser uma experiência nova para muitos formadores destes professores, é fundamental que se busque maneiras de efetivamente contribuir com a qualificação profissional para atuação docente na educação básica. Esse é um importante passo para melhorias nesse nível de ensino, especialmente na região Norte do Brasil, e em Física, que padece de problemas até mais preocupantes do que as outras disciplinas em virtude da dificuldade dos alunos com a matemática e a interpretação de textos. Também já é conhecido há algumas décadas que no ensino de Física no nível médio ainda prevalece:
- (...) memorização de uma massa de informações muito grande e não preparando o estudante para a compreensão de conceitos e processos; a componente experimental é quase inexistente, fazendo com que a física seja uma das disciplinas mais temidas e de menor desempenho em qualquer tipo de avaliação realizada. (SOCIEDADE..., 1990. p. 95).
Assim, experiências com diferentes abordagens metodológicas durante a graduação desses acadêmicos-professores do PARFOR são fundamentais, especialmente nos componentes curriculares de Física Básica, que darão suporte teórico à Física ensinada no ensino fundamental e médio.
Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo descrever algumas atividades desenvolvidas que fizeram uso de teatro, vídeo e experimentação com uma turma de Licenciatura em Matemática e Física do PARFOR-UFOPA em uma disciplina de Física básica em dois diferentes municípios do oeste paraense (Juruti e Óbidos), bem como identificar aspectos dessas atividades que podem contribuir com o perfil de formação para o docente de Física almejado atualmente. Para isso, foram utilizados como instrumentos de análise o planejamento da disciplina, os trabalhos entregues pelos alunos, fotos e vídeos das apresentações.
## A Licenciatura integrada em Matemática e Física da UFOPA no PARFOR
A UFOPA é uma instituição Federal criada pela lei 12.085, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 6/11/2009. É a primeira universidade federal com sede no interior da Amazônia brasileira (fora das capitais), localizada no município de Santarém-PA, oeste paraense. Sua estrutura inicial incorporou o campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) em Santarém. Ela já foi criada multicampi, com 6 municípios pólos: Itaituba, Juruti, Oriximiná, Óbidos, Alenquer e Monte Alegre, como indica a figura abaixo.
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Figura 1: Sede e Municípios pólos da UFOPA. Fonte: UFOPA, 2010.
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A adesão da UFOPA ao PARFOR foi consolidada em outubro de 2010, com previsão de oferta de 1.750 vagas, sendo que foram preenchidas na primeira oferta 1.273 nas seguintes licenciaturas: Licenciatura Integrada em Biologia e Química, Licenciatura Integrada em Língua Portuguesa e Inglesa, Licenciatura Integrada em História e Geografia, Licenciatura Integrada em Matemática e Física e Pedagogia. Atualmente o PARFOR UFOPA já atende acadêmicos-professores na sede (Santarém), nos 6 municípios anteriormente citados e em Almerim, onde as primeiras turmas surgiram somente em 2011, com um total de 86 turmas (informação disponível em: http://www.ufopa.edu.br/noticias/2012/julho/ufoparecebe-cerca-de-2.800-alunos-do-parfor) .
Quanto ao curso de Licenciatura integrada em Matemática e Física da UFOPA, este foi criado para formar professores de Matemática e Física capacitados para ensinar e, antes de tudo, munidos de habilidades necessárias para desempenharem suas atividades na educação básica. Procura-se, assim, responder às exigências das Diretrizes Curriculares para o ensino médio (BRASIL, 1998) que devem orientar o trabalho docente nas escolas.
Quanto aos componentes que dão suporte a essa formação, na estrutura da UFOPA os acadêmicos-professores do PARFOR primeiramente cursam o primeiro semestre na FORMAÇÃO INTERDISCIPLINAR I, oferecida pelo Centro de Formação Interdisciplinar (CFI), que é comum a todos os cursos. Nesta, eles estudam 5 componentes relacionados à Origem e Evolução do Conhecimento (OEC); Estudos integrativos da Amazônia (EIA); Lógica, Linguagens e Comunicação
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(LLC); Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (SND); Seminários integradores e Interação com Base Real (SINT/IBR) (PROJETO..., 2010). 1
A partir do segundo semestre os acadêmicos-professores passam à FORMAÇÃO INTERDISCIPLINAR II, oferecida pelo Instituto de Ciências da Educação-ICED. Neste semestre as componentes curriculares abordadas são relacionadas à área de Educação em geral e algumas noções básicas de Matemática e Física (LIBRAS, Psicologia da Educação, Estudo de Funções, Física Conceitual e Matemática Básica). Após o terceiro semestre os acadêmicos professores passam a ter componentes curriculares mais específicos de Matemática e Física, comuns aos cursos de graduação nessas duas áreas.
No campo da Física, na estrutura curricular encontram-se disciplinas desde a Física Clássica até a Moderna e Contemporânea. Após o primeiro curso introdutório de Física conceitual do terceiro semestre, que tem como objetivo fazer abordagem qualitativa de situações que envolvam fenômenos físicos , os acadêmicos passam a ter as disciplinas de Física básica: 1. Movimentos, variações e Conservações; 2. Fluidos, Oscilações e Ondas; 3. Calor e termodinâmica; 4. Eletricidade e Magnetismo I; 5. Eletricidade e Magnetismo II; 6. Óptica geométrica e Física; 7. Física Moderna e 8. Tópicos de Física contemporânea.
A experiência aqui relatada foi desenvolvida na disciplina 2: Fluidos, Oscilações e Ondas , que corresponde a uma componente curricular de 60h (40h teórica e 20h de prática) oferecida no 4º semestre. Ela foi trabalhada pela autora deste trabalho em dois municípios paraenses consecutivos: Juruti e Óbidos, em fevereiro de 2012.
## As atividades desenvolvidas nos municípios de Juruti e Óbidos-PA
O trabalho foi desenvolvido como parte prática da disciplina. Nesta, os acadêmicos organizaram-se em grupos de 5 a 7 pessoas para desenvolverem trabalhos com TEATRO, PRODUÇÃO DE VÍDEOS CASEIROS e EXPERIMENTAÇÃO com materiais alternativos e/ou de baixo custo, que
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explorassem os assuntos trabalhados nas aulas. A escolha dessas estratégias para trabalho amparou-se nas discussões recentes sobre as contribuições que elas podem oferecer ao processo ensino-aprendizagem da disciplina. O teatro na Física, por exemplo, é uma oportunidade de articulação entre Ciência e Arte através da compreensão da história da Ciência (MEDINA; BRAGA, 2010) ou de cenas em situações cotidianas para se ensinar e aprender, e valoriza a criatividade dos sujeito. A produção de vídeo também prima pela criatividade, pelo uso da tecnologia em função da aprendizagem (PEREIRA, 2008), enquanto a experimentação, mesmo sem grandes recursos, pode ser utilizada com vários enfoques: 'como agente motivador, como forma de comprovação de teorias, como demonstração e no contexto de atividades investigativas' (SILVA; ROCHA FILHO, 2010).
Em Juruti, como a turma era formada por 34 acadêmicos-professores, foram formados 6 grupos. Já em Óbidos, cuja turma era formada por 50 acadêmicos-professores, o número de grupos formados foi 8. Após o sorteio das estratégias metodológicas e assuntos, a distribuição do número de grupos ficou como está descrito nas tabelas 1 e 2.
## PÓLO DE JURUTI
Tabela 2: Número de grupos formados no Pólo de Óbidos-PA, que desenvolveram trabalhos com as diferentes estratégias metodológicas, nos respectivos assuntos da disciplina.
Tabela 1: Número de grupos formados no Pólo de Juruti-PA, que desenvolveram trabalhos com as diferentes estratégias metodológicas, nos respectivos assuntos da disciplina.
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Os grupos deveriam se organizar para entregar um pequeno projeto no dia da apresentação, contendo tema, objetivo(s), conteúdo trabalhado, materiais utilizados, bibliografia consultada e anexo. No caso dos grupos de teatro, o anexo correspondia ao roteiro da peça teatral elaborada pelos integrantes; no caso dos grupos de vídeos, estes deveriam entregar o vídeo gravado em DVD e no caso dos experimentos, um roteiro contendo: materiais utilizados, procedimentos de montagem e explicação física do experimento. Os acadêmicos-professores tiveram cerca de 9 dias para se organizarem, sendo que, como as aulas do PARFOR aconteciam de maneira intensiva pela manhã e tarde, foi disponibilizado um final de semana, sob orientação da professora para que pudessem planejar, estudar e se preparar para o dia da apresentação.
Os trabalhos foram organizados sob acompanhamento da professora. Nas orientações eram dirimidas as dúvidas sobre conceitos, e analisadas as melhores formas de transpor os conhecimentos para a linguagem da educação básica e como escrever o projeto de forma clara. Os momentos de orientação e produção foram os mais produtivos da disciplina, pois era o momento de identificar como os acadêmicos-professores estavam compreendendo os conceitos trabalhados durante os vários dias de aula teórica e as competências que estavam adquirindo para atuação de forma diferenciada nas aulas de Física da educação básica. Além disso, já se sabe hoje que para haver aprendizagem efetiva é necessário que o estudante interaja com o conhecimento, saindo da passividade de apenas escutar o professor, e essa era a oportunidade que estava sendo dada a eles. Foram disponibilizados artigos sobre o uso dessas estratégias metodológicas no ensino de Física para que tivessem suporte teórico para o trabalho (A exemplo de: PEREIRA, 2008; JUDICE; DUTRA, 2001).
No dia da socialização dos trabalhos, os critérios para avaliação foram: clareza conceitual dos conceitos físicos estudados no contexto que haviam escolhido e a criatividade do grupo. Quanto ao trabalho escrito foram analisados: clareza de escrita, ortografia, formatação de trabalho acadêmico e se continha todos os itens solicitados.
O trabalho fez parte da avaliação da disciplina e correspondeu a 50% da média, enquanto os outros 50% correspondeu à avaliação através uma prova e resolução de exercícios. Durante o desenvolvimento dos vários assuntos da disciplina foi dada ênfase a aspectos do cotidiano dos estudantes para exemplificar
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em que contexto a compreensão dos conteúdos era útil. Também foram utilizados vários recursos, como simulações do site http://phet.colorado.edu/pt\_BR/simulations/category/physics, áudios sobre ondas do site objetoseducacionais2.mec.gov.br/ , bem como resolução de exercícios. Algumas fotos das atividades podem ser vistas nas figuras abaixo:
Figura 3: Grupo de Teatro sobre Mecânica dos Fluidos em Óbidos (Situações cotidianas explicadas pelo estudo dos fluidos)
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Figura 2: Grupo de teatro sobre Mecânica dos Fluidos em Juruti (Dramatização da História de Arquimedes)
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Figura 4: O grupo de Experimentação sobre Ondas em Óbidos levou uma corda, telefone feito com copos e outros materiais facilmente encontrados para abordar propagação de ondas em meios materiais.
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Figura 5: O grupo de Experimentação de Juruti para tratar sobre Oscilações levou: o brinquedo vaivem, feito com tampa de garrafa de refrigerante e barbante; um suporte com peso e um elástico; uma cadeira de balanço; e um iô-iô para explicar os tipos de oscilações e suas características.
## Considerações finais
Com as atividades desenvolvidas foi possível perceber que os acadêmicosprofessores sentiram-se motivados a compreender melhor os conceitos dentro dos contextos de seus trabalhos para explicá-los da melhor maneira à turma. Desse modo, houve pesquisa, discussões em grupo de estudo, preparação de materiais didáticos, o que são atividades muito importantes para a formação do professor atualmente, ou seja, é o incentivo pela autonomia do professor para que ele possa ensinar seus estudantes a serem autônomos. Além disso, atividades como essas
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também permitem que os acadêmicos-professores tenham contato com abordagens diferenciadas e compreendam na prática a maneira de trabalhá-las e os desafios que enfrentam para desenvolvê-las. Assim, espera-se que posteriormente os acadêmicos-professores possam utilizá-las em suas aulas de Física, contribuindo assim para minimizar a rejeição que os alunos da educação básica sentem pela disciplina ao torná-la mais significativa, bem como sintam prazer em ensiná-la.
## Referências
CAPES. Disponível em: < http://www.capes.gov.br/educacao-basica/parfor/>. Acesso em: 30 jul. 2012.
BRASIL. Resolução CEB Nº 3, de 26 de junho de 1998: Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
BRASIL. Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996: Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=75723>. Acesso em: 09 ago. 2012.
UFOPA. Slides de divulgação da estrutura acadêmica da UFOPA . Santarém-PA, 2010.
PEREIRA, M. V. Da construção ao uso em sala de aula de um vídeo didático de física térmica. In: Ciência em Tela. V.1. n. 2. 2008. Disponível em: <http://www.cienciaemtela.nutes.ufrj.br/artigos/0208pereira.pdf> . Acesso em: 19 ago. 2012.
JUDICE, R.; DUTRA, G. Física e Teatro: uma parceria que deu certo. In: Física na Escola. V.1.n.1. 2001. Disponível em: <http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol2/Num1/teatro.pdf> . Acesso em: 19 ago, 2012.
PROJETO Pedagógico do Curso de Licenciatura Integrada em Matemática e Física da UFOPA-PARFOR . Santarém-PA. 2010.
SOCIEDADE Brasileira de Física. A Física no Brasil na próxima década. São Paulo: SBF/USP, 1990.
MEDINA, M. ; BRAGA, M. O teatro como ferramenta de aprendizagem da física e de problematização da natureza da ciência . In: Caderno Brasileiro de Ensino de Física. v. 27. n. 2. ago. 2010.
SILVA, M.N.; ROCHA FILHO, J.B. O papel atual da experimentação no ensino de física. 2010. Disponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/XISalaoIC/Ciencias\_Exatas\_e\_da\_Terra/Fisica/84372MAURICIONOGUEIRAMACIELDASILVA.pdf> Acesso em: 20 ago. 2012. .
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.