OFICINAS DE APRENDIZAGEM - O ENSINO DE FÍSICA EM DIFERENTES ENFOQUES
Fernanda Fonseca, Talita Vicente Dos Santos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 22/01/2013
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## OFICINAS DE APRENDIZAGEM: O ENSINO DE FÍSICA EM DIFERENTES ENFOQUES
Fernanda Fonseca 1 , Talita Vicente dos Santos . 2
1 Colégio SESI São José dos Pinhais e Colégio SESI FAMEC/ fernanda.fonseca@sesipr.org.br 2 Colégio SESI FAMEC/ talita.santos@sesipr.org.br
## RESUMO
O Ensino de Física sempre foi um desafio aos professores do Ensino Médio que procuram por métodos de ensino-aprendizado mais eficaz e motivador para essa disciplina. Um desses métodos é a adoção da Oficina de Aprendizagem, que possibilita do uso de diferentes abordagens para o Ensino da Física e que trabalha numa perspectiva flexível, considerando um contexto interdisciplinar e a transdisciplinar. Este método possibilita o trabalho dos conteúdos do currículo básico do Ensino Médio dentro de contextos social, cultural, político e/ou econômico. Neste trabalho apresentaremos como essa metodologia favorece a formação dos estudantes e permite o uso de diferentes abordagens para o Ensino de Física, tornando o processo de aprendizagem mais eficaz e instigante para os estudantes, proporcionando a formação de cidadão críticos e conhecedores das ciências físicas, do seu desenvolvimento histórico e filosófico, das suas tecnologias e das suas interações com a sociedade e com o meio ambiente no mundo de hoje.
Palavras-chave : Oficinas de Aprendizagem, Ensino de Física.
## INTRODUÇÃO
Segundo a Constituição Federal, a educação no Brasil tem como objetivo o desenvolvimento e preparo de cidadãos e qualificação dos mesmos ao mercado de trabalho. A preparação do estudante de Ensino Médio deve então focar o ensino dos fundamentos científicos tecnológicos, a formação ética, a autonomia intelectual e do pensamento crítico, e a flexibilidade de adaptação do educando.
No entanto, diversas maneiras de como contemplar todos esses fatores vem sendo discutida por profissionais da educação, principalmente na área de Ensino de Física, uma ciência que carrega consigo o estigma de ser difícil e desinteressante para os alunos.
A Teoria Sociointeracionista de Vygosty afirma que 'o conhecimento é internalizado e transformado pela criança através da sua interação ou trocas sociais com as pessoas que o rodeiam' (Lakomy, 2008, p.39), e um fator de suma
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20 a 25 de janeiro de 2013
importância no processo de organização do pensamento é a linguagem que media sua interação.
Vygotsky ainda classifica o conhecimento como o conhecimento espontâneo, baseado nas vivências e experiências da criança, que permite que a criança conheça o objeto de conhecimento sem que o compreenda e tenha consciência do pensamento; e o conhecimento científico, resultado de um ensino formal, que 'começa com sua definição verbal, formal, com sua aplicação em operações nãoespontâneas' (Gaspar e Monteiro, 2005, p.231) e que necessita de um mediador.
- A linguagem utilizada por esse mediador numa metodologia denominada Oficina de Aprendizagem é o que venho discutir neste trabalho. Essa metodologia, assim denominada por Rigon em seu livro Prazer em Aprender - Um novo jeito da escola , foi implantada pela primeira vez no Brasil com a fundação do Colégio Montenegro, no Rio Grande do Sul, e é agora adotada pelo Colégio SESI no estado do Paraná.
## PIAGET, VYGOTSKY E BRUNNER
Segundo Piaget ( apud Lakomy , 2008, p.31), 'à medida que a criança passa a interagir com o mundo ao seu redor, ela começa a atuar e modificar ativamente a realidade que a envolve'. No entanto, para que realize essas modificações, a criança precisa montar um plano de ação e então pô-lo em prática, baseado nos conhecimentos assimilados em suas experiências com o meio. Entretanto, ao se deparar com uma problemática nova, em que seus esquemas não se adéquam a situação, ocorre então um desequilíbrio que exige da criança uma reformulação de seus esquemas e para isso um novo processo de assimilação e acomodação de um novo conhecimento que causará adaptações em seus esquemas pré-existentes. Chamamos de assimilação o processo de incorporação de informações do meio e de acomodação o processo de formação, adaptação e/ou modificação dos esquemas mentais da criança.
- O conhecimento científico, por sua vez, para ser ensinado aos estudantes de Ensino Médio, não pode ser apresentado em sua forma original, uma vez que os estudantes não têm conhecimentos prévios para assimilar o conhecimento neste formato. Cabe então a um mediador adequar esse conhecimento aos estudantes em foco. Esse processo de adequação é chamado de transposição didática, no qual o conhecimento científico é transposto em uma linguagem e contexto adequado à realidade do público estudantil em questão.
De certa maneira, as teorias de Piaget e Vygostsky se complementam, uma vez que ambas 'apontam para um processo de ensino-aprendizagem compostos por conteúdos organizados, que são transmitidos por meio da interação social e que tem por finalidade o desenvolvimento cognitivo, afetivo, cultural e social de uma pessoa' (Lakomy, 2008, p.43).
Podemos ainda citar Jerome Bruner que propõe um método de ensino que consegue incorporar características piagetianas e vygotskianas. Nesse método de descoberta (ou redescoberta) o educando é estimulado a descobrir o conhecimento, buscando respostas a perguntas pré-estabelecidas pelo mediador e/ou
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conjecturando respostas a problemas propostos baseando-se em estudos, análises práticas, pesquisas, discussões, etc.
- O aprendizado nas Oficinas de Aprendizagem ocorre de forma similar à metodologia de Bruner. A sala de aula se torna um laboratório, onde o estudante realizará testes, experimentos, pesquisas, análises, conjecturas para a resolução de um desafio proposto pelo professor. O professor será apenas um mediador, e que conduz o processo, orientando o estudante em sua descoberta.
## AS OFICINAS DE APRENDIZAGEM E A FÍSICA
As Oficinas de Aprendizagem trazem para o Ensino de Física uma flexibilidade com relação à abordagem a ser adotada no ensino de diferentes conteúdos. Uma vez que cada oficina aborda um tema a ser discutido e que o conteúdo de todas as disciplinas deve estar relacionado a esse tema, é possível trabalhar diferentes enfoques simultaneamente.
Um dos princípios da Metodologia do Colégio SESI é a interseriação, uma vez que os 'conteúdos não são estanques, divididos em séries sequenciais, mas entrelaçam-se, integram-se, complementam-se, tanto nas redes dos campos conceituais das áreas e disciplinas curriculares' (Mendeiros et al , 2010).
Nas oficinas de aprendizagem a construção do conhecimento em Física estabelece uma relação de reciprocidade entre o aluno e o objeto de estudo expresso em situações-problema. Estas, por sua vez, mobilizam o levantamento de hipóteses decorrentes de observações e constatações do próprio conhecimento empírico do aluno. Depois de postuladas as hipóteses, analisam-se os possíveis resultados para se chegar a uma conclusão referente ao problema proposto. Esta metodologia é utilizada também nos laboratórios didáticos, no qual o ambiente é apropriado para a realização de experiências e execução de projetos didáticos. (Mendeiros et al , 2010)
Atualmente, profissionais da Educação na área de ensino de Física discutem a importância de contextualizar os conteúdos trabalhados em sala de aula, buscando analisar a adoção de enfoques como o CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente), a História e Filosófica da Ciência, a Experimentação em sala de aula, entre outras temáticas.
- O enfoque CTSA é uma proposta cujo objetivo é avaliar o uso da tecnologia com seus prós e contras perante o desenvolvimento tecnológico da ciência e seus impactos sociais e ambientais. Tal formação, com base no CTSA, permite aos estudantes uma análise mais crítica das aplicações da Ciência e Tecnologia, sendo possível desenvolver valores na apreciação de problemas reais relacionados ao desenvolvimento da Ciência, considerando o Meio Ambiente e as relações sociais envolvidas onde se deseja aplicar a tecnologia. A abordagem CTSA consente uma formação de cidadãos críticos, capazes de analisar problemas reais, muitas vezes inseridos em seu meio social, na perspectiva de permitir o desenvolvimento de habilidades e valores que permitam julgamento coerente para aplicações de determinadas tecnologias, num contexto social, cultural e econômico.
De acordo com a nossa compreensão, ensinar física na perspectiva CTSA é dar significado a esta ciência por meio de temas que potencializem a articulação das diversas dimensões que o enfoque CTSA abarca -
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científica, tecnológica, política, econômica, social, ética, cultural e ambiental - de forma imbricada, e de maneira que favoreça uma educação para o exercício da cidadania frente aos desafios postos pela contemporaneidade. (Bernardo et al , 2007)
No entanto, pesquisa feita por SILVA e CARVALHO (2009), mostra que há ainda uma grande dificuldade entre os professores de Física para aplicar o enfoque CTSA devido à formação estritamente matemática da graduação. Os professores de Física tendem a reproduzir seus mentores, atribuindo-lhe a imagem de ciência já acabada e produzida por homens de inteligência superior.
- O enfoque histórico-filosófico da Ciência 'consente ao aluno depreender as idéias, motivações e opções que levaram os cientistas a buscar e produzir esses conhecimentos', como também 'permite ao aluno compreender a Ciência como objeto em construção gradual, uma vez que esta se mostra como uma sucessão interminável de construções de conhecimento' (Fonseca et al , 2011, p. 2), permitindo ao aluno observar o processo de construção de saberes e seu caráter dinâmico. Essa abordagem ainda possibilita confrontar teorias explicativas conflitantes e expões um processo de construção de conhecimento analogamente à forma de pensar do estudante.
Esse enfoque [...] permitindo uma melhor aceitação de novas teorias, com menos resistência e inibição por parte do estudante. [...] Outra vantagem nessa abordagem, afirma Castro e Carvalho (1992), é a aproximação da linguagem do aluno. A elaboração do raciocínio do cientista no desenvolvimento de seu trabalho auxilia a separar melhor os significados, superando limites de linguagem. (Fonseca et al , 2011, p.2)
Também importantes são as atividades de âmbito experimental que, para Carrascosa et al (2006), propiciam uma familiarização dos estudantes com a natureza das atividades científicas.
Segundo trecho de Gaspar e Monteiro (2005, p.232):
- A atividade de demonstração experimental em sala de aula, particularmente quando relacionada a conteúdos de Física, apesar de fundamentar-se em conceitos científicos, formais e abstratos, tem por singularidade própria a ênfase no elemento real, no que é diretamente observável e, sobretudo, na possibilidade simular no micro-cosmo formal da sala de aula a realidade informal vivida pela criança no seu mundo exterior. Grande parte das concepções espontâneas, senão todas, que a criança adquire resultam das experiências por ela vividas no dia-a-dia, mas essas experiências só adquirem sentido quando ela as compartilha com adultos ou parceiros mais capazes, pois são eles que transmitem a essa criança os significados e explicações atribuídos a essas experiências no universo sócio-cultural em que vivem.
Gleiser (2000, p.4) também afirma que o Ensino de Física deve ser visto com 'um processo de descoberta do mundo natural e suas propriedades, uma apropriação desse mundo através de uma linguagem que nós, humanos, podemos compreender'. No entanto a simples 'matematização' da Física não ocasiona no aluno essa apropriação do conhecimento, muitas vezes, não ocasiona nem mesmo a compreensão do fenômeno estudado.
Esta concepção empírico-indutivista, assim chamada por Carrascosa et al , tem uma conseqüência comum que é a distorção da idéia de ciência. Essa visão empobrecida fica bastante evidente durante a realização das atividades experimentais que visa à extração do conceito.
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## A FÍSICA EM SALA DE AULA
Artigos como de Mendeiros et al relata a construção de autolocomotores desenvolvidos na unidade do Colégio SESI de Londrina (Paraná). O objetivo do projeto era construir um carro utilizando dispositivos eletrônicos baseando-se nas teias de conteúdo. O protótipo foi desenvolvido para uma oficina com objetivo de levar a reflexão de como o dinheiro está relacionado com a vida do homem em todas as suas características e dimensões. 'O desafio do projeto seria montar toda uma estrutura orçamentária acerca dos materiais utilizados para a construção dos carros. Os alunos deveriam ter noção de quanto valia em dinheiro cada peça que utilizariam na construção de seus respectivos protótipos' (Mendeiros et al , 2010) , além de elaborar um manual com informações mecânicas de funcionamento, informações sobre as dimensões do veículo, envolvendo conhecimentos de Movimento, Força, Energia Cinética e Potencia Elétrica, Medidas e Escalas.
Esse relato é apenas um exemplo de uma aplicação experimental e que trabalha tecnologias e sua influencia na sociedade.
Outra atividade realizada no Colégio SESI -unidade São José dos Pinhais/PR - a ser citada é exemplo de aplicação de uma abordagem históricofilosófico, permitindo o confronto entre teorias distintas. Esta prática foi realizada em uma oficina com relação ao Geocentrismo e o Heliocentrismo após a leitura do texto Do Geocêntrismo ao Princípio Cosmológico retirados do livro Introdução à Cosmologia de Ronald E. de Souza. A discussão permite ao aluno não apenas a assimilação das teorias, mas também do contexto no qual a teoria foi elaborada/desenvolvida e a análise crítica das mesmas, para conjectura de argumentos a favor da teoria em questão e o questionamento de falhas da teoria. Segundo Fonseca et al (2011, p.2), 'essa abordagem consente ao aluno depreender as idéias, motivações e opções que levaram os cientistas a buscar e produzir esses conhecimentos'.
## O QUE DIZEM OS ALUNOS
## Oficinas de Aprendizagem
O trabalho em equipe é um fator muito mencionado como diferencial nas Oficinas de Aprendizagem. A interação com diferentes personalidades, diferentes opiniões e conhecimentos, colaboram para a socialização do educando e sua formação diante da maturação de um saber, através da discussão e análise do mesmo a partir de diferentes pontos de vista, e da análise crítica das conjecturas propostas pelos sujeitos da equipe.
'A metodologia é diferenciada, pois o estudo não é focado em apenas uma pessoa, você estudando em equipe surgem várias idéias, opiniões e conceitos diferentes, dessa forma você não aprende apenas o que professor explicou.' * (Aluno A.)
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Segundo Rigon (2010, p. 89) as 'diferentes personalidades são necessárias para o desenvolvimento de tarefas', visto que 'todas as capacidades são necessárias e devem trabalhar juntas para o sucesso da equipe'.
Os alunos ainda chamam a atenção para o preparo para o mercado de trabalho, já que este exige que o sujeito seja 'comunicativo, bom negociador, que sabe trabalhar em equipe e que sabe resolver e antecipar problemas/ desafios, apontar soluções, mas também abrir posicionamentos e novas questões' (Rigon, 2010, p.103).
'O colégio faz com que você 'corra atrás' do que quer, aprenda de uma forma diferenciada e aprenda a valorizar as diferenças.'* (Aluno B.)
Outro aspecto salientado pelos alunos e de grande valia para o futuro profissional é resultado da necessidade da comunicação no momento da apresentação - na equipe e entre equipes - de dados, conjecturas e novos questionamentos que desenvolvem habilidades comunicativas, de negociação entre a equipe, habilidades linguísticas e matemáticas.
'Diferencial na parte de oratória decorrente de freqüentes apresentações e a frenquente busca pelo aprendizado que é gerada através de pesquisas e trabalhos realizados dentro e fora de sala.'* (Aluno C.)
## As Oficinas de Aprendizagem e a Física
Em relação ao Ensino de Física, os alunos chamam a atenção para a fixação dos conteúdos devido à utilização dos diferentes enfoques no ensino dos conteúdos curriculares.
'Com relação à experimentos, aulas de campo e outras formas diferenciadas de aprendizagem o conteúdo é bem entendido, e faz com que não esqueçamos dele facilmente.'* (Aluno B.)
No artigo 11, da Carta de Transdisciplinariedade lançada no 1º Congresso Mundial sobre Transdiciplinariedade ( apud Rigon, 2010, p. 124), 'uma educação autêntica [...] deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar' os conhecimentos. O emprego dos diferentes enfoques traz justamente esse atributo ao Ensino da Física nas Oficinas de Aprendizagem.
No entanto, não deixam de enfatizar a importância do empenho do estudante no processo de construção do seu conhecimento (sujeito ativo) para que obtenha sucesso no processo de aprendizagem e para que ocorra a total adaptação dos seus esquemas mentais aos conhecimentos científicos em estudo.
'Acho que aulas de física são bem práticas, o conteúdo é bom e se for bem estudado por parte do aluno, vai ser muito bem utilizado futuramente.'* (Aluno D.)
A metodologia aqui discutida sustenta que o professor é 'aquele que ensina a analisar, a criticar' e fixa a necessidade de um mínimo de três bibliografias diferentes como fonte de pesquisa ao estudante para que este aprenda a avaliar, a criticar e a selecionar a teoria mais adequada ao problema proposto para que o educando possa agir, atuar e tomar decisões. Entretanto, Rigon (2010, p. 40) ressalta, entre outras características básicas da metodologia, 'o desenvolvimento de autonomia e gerenciamento pessoal'.
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## CONCLUSÃO
O emprego dos diferentes enfoques facilita a aprendizagem da Física e torna esse processo mais prazeroso e eficaz, possibilitando que o estudante tenha um papel ativo na construção do seu conhecimento dentro das Oficinas de Aprendizagem, em que o aprendizado ocorre através da investigação de um problema/desafio, pesquisas e descobertas, ensaios e conjecturas e tentativas de acertos e erros, sempre dentro de um contexto, de forma similar à própria construção da Ciência. O método assente ao estudante compreender da importância da linguagem matemática na análise e tratamento de dados da Física, mas depreendendo o fenômeno físico em estudo e sua relação com o mundo ao seu redor e o desenvolvimento e cultura da sociedade em que vive. Consente também a formação de um cidadão crítico possuidor de uma consciência ambiental.
As Oficinas de Aprendizagem possibilitam uma forma de ensinar, produzindo um ambiente propício à aprendizagem da Física de maneira completa e em que o aluno atua e age em prol da sua aprendizagem juntamente com sua equipe e seu professor. O professor adquire assim um papel propulsor na busca por conhecimento e no desenvolvimento do processo de aprendizagem do mesmo, extirpando a imagem de sujeito detentor exclusivo de conhecimento e trazendo uma imagem humanizada à Física, e não mais de objeto findado e produzido por homens com inteligência incomum.
## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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