EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO: AVALIAÇÃO DE UMA PROPOSTA PARA A LICENCIATURA EM FÍSICA
Maria Inês Martins, Kelly Cristina Martins Faêda
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 21/01/2013
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO: AVALIAÇÃO DE UMA PROPOSTA PARA A LICENCIATURA EM FÍSICA
## Kelly Cristina Martins Faêda 1,3 Maria Inês Martins 2
1PUC-MG / Profª Depto de Física e Quimica / kellyfisica@gmail.com
2PUC-MG / Profª Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática / ines@pucminas.br
3CDTN/ Doutoranda em Ciências e Tecnologia das Radiações Minerais e Materiais / kcmf@cdtn.br
## Resumo
Trata-se da avaliação de proposta curricular da disciplina Efeitos Biológicos da Radiação (EBR) ofertada em um curso de licenciatura em Física. A avaliação da disciplina considerou uma análise documental (documentos legais e o Projeto Pedagógico do Curso), bem como uma investigação exploratória qualitativa, baseada em um questionário aplicado aos estudantes que cursaram a disciplina em 2012. Na análise documental procura-se compreender o papel da disciplina na matriz curricular do PPC, no confronto com as diretrizes legais: DCN para a Formação de Professores e DCN para os Cursos de Física. No contexto do PPC, a disciplina EBR figura na matriz curricular como um dos trabalhos acadêmicos suplementares, com caráter optativo. Na investigação com os estudantes, procura-se compreender através de suas percepções, o currículo experiencial do componente curricular em foco. Entre as temáticas abordadas, observa-se a preferência por Radiação por partículas e radioatividade, Radiação ionizante e não ionizante e Tipos de Radiações e suas aplicações em detrimento de Reações nucleares e Proteção Radiológica. As respostas foram categorizadas em: Metodologia (38,9% destacando aspectos positivos e 38,5% apontando aspectos negativos); Conteúdo (44,4% positivo / 15,4% negativo); Cronograma (5,6% positivo / 23,1% negativo); Avaliação (5,6% positivo / 7,7% negativo); Relacional (5,6% positivo / 15,4% negativo). A partir dessa análise indicamos as alterações na disciplina: ajustar o conteúdo à carga horária da disciplina; dinamizar as aulas, para além das apresentações em ppt. Incluir na visita ao CDTN ou em laboratório da Universidade, atividades práticas, exploratórias do conteúdo. Acredita-se que um currículo planejado não plenamente implementado pode ser um indicativo de falta de sincronia entre suas ideias subjacentes e aquelas efetivamente acordadas e praticadas no contexto da sala de aula. O ajuste fino no entendimento de docentes e discentes de cada componente curricular no PPC (da parte no todo) pode aliviar tensões relacionais de sala de aula.
Palavras-chave : efeitos biológicos da radiação, formação de professores, licenciatura em Física.
## Introdução
Tratamos no presente trabalho da avaliação de uma proposta da disciplina optativa Estudos Biológicos da Radiação (EBR) no contexto do projeto pedagógico do curso de licenciatura em Física. Investigamos aspectos curriculares na formação docente, assumindo o currículo como constituinte basilar no processo educacional. Concebemos, na perspectiva de SACRISTÁN (1998), o currículo como uma práxis, o que significa reconhecer que muitos tipos de ações intervêm em sua configuração, consolidando uma concepção processual do currículo, a seguir, explicitada.
Uma concepção processual do currículo nos leva a ver seu significado e importância real como os resultados das diversas operações às quais é
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submetido e não só nos aspectos materiais que contem, nem sequer quanto às ideias que lhe dão forma e estrutura interna: enquadramento politico e administrativo, divisão de decisões, planejamento e modelo, tradução em materiais, manejo por parte dos professores, avaliação de seus resultados, tarefas de aprendizagem que os alunos realizam etc. Significa também que sua construção não pode ser entendida separadamente das condições reais de seu desenvolvimento e, por isso mesmo, entender o currículo num sistema educativo requer prestar atenção às práticas politicas e administrativas que se expressam em seu desenvolvimento, as condições estruturais, organizativas, materiais, dotação de professorado, a bagagem de ideias e significado que lhe dão forma e que o modelam em sucessivos passos de transformação. (SACRISTÁN, 1998, p. 21)
Compreendemos ainda que o Projeto Pedagógico, materializado em uma estrutura curricular, denominada matriz curricular, modela-se segundo a legislação vigente num determinado ambiente acadêmico, de modo que os pressupostos pedagógicos, presentes em uma proposta de graduação, na área de formação de educadores, devem repercutir na prática docente e contribuir para o entendimento dos conteúdos abordados e para a aquisição de novas habilidades relacionadas à prática educativa.
Ao considerar a educação como comunicação, a estrutura curricular deve ser materializada como ponte entre o saber e o indivíduo, caracterizada por um plano político-pedagógico reflexivo e carregado de questões, compondo um projeto político pedagógico que deve propiciar uma orientação dos processos do conhecimento e da educação problematizadora. Na elaboração da matriz curricular de um curso de graduação, parte integrante do Projeto Pedagógico de Curso, faz-se um planejamento visando à seleção e organização dos conteúdos necessários à formação pretendida. Para tanto, o currículo de uma dada matéria deve ser determinado pela compreensão mais fundamental que se possa atingir a respeito dos princípios básicos que dão estrutura a essa matéria. O docente universitário, ao assumir um componente de uma matriz curricular, configurado em uma disciplina por exemplo, torna-se um elemento chave na concretização de sua execução curricular. SACRISTÁN (1998, p.165) considera uma influência reciproca currículo-docente; o currículo molda os docentes, mas é traduzido na prática por eles mesmos.
Para CORTESÃO e STOER (2003) essa reciprocidade envolve aspectos positivos e negativos:
A gestão do currículo (possível graças ao exercício da autonomia relativa por parte do professor) é um projeto importante, potencialmente interessante, mas que, simultaneamente, comporta certos riscos. Afasta, é certo, o professor de mero executor para lhe desenvolver a possibilidade de se assumir como sujeito e agente do processo educativo (embora a compreensão dos constrangimentos estruturais que o cercam lhe dê simultaneamente a consciência dos seus limites de intervenção). Mas tornao também mais responsável de efeitos, por vezes não desejados, decorrentes de iniciativas cujo significado profundo não terá sido suficientemente analisado. (Cortesão & Stoer, 2003, p.201)
A mesma linha de raciocínio pode ser percebida em GOODSON (1995, p.21) ao referir-se ao currículo escrito como um testemunho, uma fonte documental, um mapa do terreno sujeito a modificações. Além do currículo escrito, da influência recíproca currículo-docente, consideramos como fundamental perceber o currículo experiencial, sentido pelos estudantes no seu dia a dia, em suas relações pedagógicas. Esse diagnóstico realizado com os estudantes permite complementaridade de informações em caso de uma alteração e/ou revisão
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curricular. Nessa perspectiva, entendendo como fundamental a avaliação das disciplinas pelos estudantes, para a triangulação da análise documental e também com a proposta docente, foi proposto o presente trabalho.
KREY e MOREIRA (2009) abordam tópicos de Física Nuclear e Radiação na disciplina de Estrutura da Matéria de um currículo de licenciatura em ciências, através de situações problema. A percepção dos alunos foi investigada focando a metodologia, enquanto que o conteúdo foi observado através da avaliação da aprendizagem. A receptividade discente da metodologia utilizada foi verificada através de questionário de avaliação escalonado. Nosso recorte, sobre a disciplina Efeitos Biológicos da Radiação na licenciatura em Física, procurou, através de questões abertas, observar o currículo vivenciado pelos alunos, sobretudo através da percepção discente da relevância e da profundidade das temáticas abordadas.
## Desenvolvimento
Para avaliarmos a disciplina EBR do currículo do Curso de Licenciatura em Física procedemos a uma análise documental (documentos legais e o Projeto Pedagógico do Curso), visando compreender o papel da disciplina na matriz curricular. Além disso, realizamos uma investigação exploratória qualitativa, baseada em um questionário aplicado aos 9 (nove) estudantes que cursaram a disciplina Efeitos Biológicos da Radiação no primeiro semestre de 2012, visando compreender nas percepções dos estudantes, o currículo experiencial, no que diz respeito ao componente curricular em foco. As respostas dos alunos foram submetidas à análise de conteúdo de BARDIN (2011). A partir dessa análise da percepção dos estudantes e do confronto com a análise documental, indicamos algumas alterações a serem implantadas no plano de ensino da disciplina.
## Análise Documental do curso de Licenciatura em Física
Ao elaborar a matriz curricular do PPC da licenciatura em Física da PUC MG, em 2005 1 , foram consideradas tanto as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Formação de Professores (BRASIL, 2002b e 2002c) quanto para os Cursos de Física (BRASIL, 2002a). A estrutura orientadora da organização da matriz curricular pautou-se, sobretudo na Resolução CNE/CES 9/2002 (BRASIL, 2002a), ao considerar a alocação de tempos e espaços curriculares, bem como nos cinco eixos articuladores previstos no artigo 11 da Resolução CNE/CP 1/2002 (BRASIL, 2002b), a saber: 1) dos diferentes âmbitos de conhecimento profissional; 2) da interação e da comunicação, bem como do desenvolvimento da autonomia intelectual e profissional; 3) entre disciplinaridade e interdisciplinaridade; 4) da formação comum com a formação específica; 5) dos conhecimentos a serem ensinados e dos conhecimentos filosóficos, educacionais e pedagógicos que fundamentam a ação educativa.
Os componentes curriculares da matriz curricular do curso de licenciatura em Física da PUC MG foram distribuídos em trabalhos acadêmicos e atividades, localizados dentro dos eixos mencionados, articulados entre si como facilitadores da
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interdisciplinaridade e da articulação prático-teórica. A seguir, os principais componentes curriculares do PPC em foco:
- -Trabalhos acadêmicos de Física (trabalhos de conteúdo básico indispensável à formação do conhecimento de Física): Fundamentos de Mecânica; Mecânica dos Meios Contínuos; Calor e Termodinâmica; Eletromagnetismo; Estrutura da Matéria; Física Ondulatória e Ótica Física; Laboratórios de Competências Experimentais; Relatividade; Física Nuclear e de Partículas.
- -Trabalhos acadêmicos de Matemática (conhecimentos da linguagem matemática necessários à compreensão formal e quantitativa dos fenômenos físicos): Álgebra, Análise Vetorial, Cálculo e Equações Diferenciais.
- -Trabalhos acadêmicos pedagógicos (trabalhos de conteúdo pedagógico necessário para a formação do professor): Abordagens Construtivistas da Aprendizagem; Currículo e Ensino de Física; Educação, Ciência e Sociedade; Metodologia de Ensino de Física; Pesquisa em Ensino de Física; Políticas de Educação e organização escolar; Projetos e livros didáticos de Física.
- -Trabalhos acadêmicos complementares (trabalhos que complementam a formação graduando permitindo-lhe o conhecimento e reflexão sobre temas interdisciplinares): Cultura Religiosa; Evolução das Ideias da Física; Filosofia; Ferramentas Computacionais; Identidade do Profissional Professor.
- -Trabalhos acadêmicos suplementares (trabalhos com caráter optativo que pretendem ampliam os conhecimentos específicos desenvolvendo temas interdisciplinares, em consonância com propostas atuais do ensino de Física na educação básica, entre as quais os PCN, que enfatizam a compreensão de problemáticas relacionadas ao mundo tecnológico atual. O graduando deve cumprir seis trabalhos acadêmicos suplementares, com no mínimo quatro relacionados a temas interdisciplinares e/ou atuais do mundo tecnológico). Elenco de TAS: Ciências da Terra; Computação gráfica e processamento de imagens; Efeitos Biológicos da Radiação ; Física Aplicada; Física Computacional; Física do Corpo Humano; Física do Meio Ambiente; Física para a mente; Interface homem-máquina; Introdução à Astrofísica; Jornalismo científico; Química ambiental; Tópicos especiais da Física.
- -Seminários Curriculares: proferidos por especialistas de diferentes áreas, visando completar e, sobretudo, ampliar os conhecimentos e horizontes dos alunos além de permitir o contato com profissionais de outras áreas e de outras instituições. Os temas dos seminários curriculares procuram atender aos interesses e/ou necessidades dos alunos, bem como acolher temas em destaque.
- -Trabalhos acadêmicos de Prática de Ensino: são componentes curriculares em que situações-problema e/ou experimentos didáticos e/ou estratégias didáticas são analisadas por alunos e professores visando a sua transposição didática. As Práticas de Ensino buscam desenvolver a autonomia do futuro professor, a partir de pesquisas relativas à elaboração de atividades experimentais dirigidas à divulgação científica. A sala de aula torna-se ponto de partida e de chegada das Práticas de Ensino que se seguem, norteando o desenvolvimento de propostas concretas de ensino, intermediadas pelas estratégias de ensino que utilizam as TIC, bem como espaços não formais e divulgação científica.
- -Trabalho de Fim de Curso: desenvolvimento e redação de monografia sob a supervisão de um professor sobre tema significativo para a sua formação.
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## A disciplina Efeitos Biológicos da Radiação
No contexto do PPC desta licenciatura em Física, a disciplina Efeitos Biológicos da Radiação figura na matriz curricular como um dos trabalhos acadêmicos suplementares, com caráter optativo. Segue a sua ementa:
- -Tipos de radiação. -Noções de Citologia. -Principais mecanismos de Interação da Radiação Ionizante com a matéria. -Processos de transferência de energia. -Propriedades elétricas dos tecidos, na faixa de frequência de rádio e microondas. -Interação de micro-ondas com sistemas biológicos. -Efeitos Térmicos e não térmicos de micro-ondas. -Absorção da Radiação Ultravioleta (UV).
Tal ementa foi dividida nas unidades: Radiações, Fontes naturais e artificiais de radiação ionizante, Interação da radiação com a matéria e Efeitos biológicos da radiação. Embora nosso interesse na análise da disciplina seja preferencialmente curricular, alguns aspectos metodológicos são mencionados e também indagados aos alunos investigados. Para as aulas, em sua maioria, expositivas dialogadas, foram preparadas apresentações em arquivos power point e também foi incluída uma visita ao CDTN (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear), localizado no Campus da UFMG. Na preparação do material didático foram elaborados textos orientadores, para o acompanhamento das aulas, fundamentados em várias referências, entre as quais destacamos Tauhata et al. (2003).
## Sistema de Avaliação do Projeto do Curso de Licenciatura
- O processo contínuo de avaliação do curso e do projeto é realizado por reuniões: de Colegiado; de professores; com os graduandos. Além disso, o curso e o projeto integram o programa de avaliação institucional da Universidade que considera vários parâmetros, objetivos e atores, discriminados no Quadro 1.
Quadro 1: Objetivos e atores do Programa de avaliação da Universidade
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## A percepção dos estudantes sobre a disciplina Efeitos Biológicos da Radiação
Tópico I: Pedimos aos alunos que Estabelecessem o conceito de 1 a 5, para cada temática abordada (1-Radiação; 2-Radiação por partículas e radioatividade; 3Radiação ionizante e não ionizante; 4-Reações nucleares; 5-Tipos de Radiações e suas aplicações, 6-Interação das Radiações com a matéria, 7-Efeitos biológicos da Radiação, 8-Proteção Radiológica), considerando a importância do tema para a sua formação docente, o tempo disponível e a adequação do tempo. Resultados na Tabela 1.
Tabela 1: Conceitos atribuídos pelos alunos aos temas abordados na disciplina EBR
Entre as temáticas abordadas, observa-se a preferência pela temática Radiação por partículas e radioatividade , seguida pelos tópicos Radiação ionizante e não ionizante e Tipos de Radiações e suas aplicações e, como menor avaliação as temáticas Reações nucleares e Proteção Radiológica . Entre os alunos, três deles atribuíram conceitos idênticos, respectivamente 3, 4 e 5, para todas as temáticas, podendo indicar uma falta de reflexão sobre a avaliação dos diferentes temas.
Tópico II: Os alunos destacaram aspectos que mais gostaram e que menos gostaram na disciplina EBR. Resultados no Quadro 2.
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Quadro 2: Aspectos positivos e negativos apontados pelos alunos na disciplina EBR
As respostas do Quadro 2 foram categorizadas em: Metodologia (38,9% destacando aspectos positivos e 38,5% apontando aspectos negativos); Conteúdo (44,4% positivo / 15,4% negativo); Cronograma (5,6% positivo / 23,1% negativo); Avaliação (5,6% positivo / 7,7% negativo); Relacional (5,6% positivo / 15,4% negativo). Em relação à metodologia, merece destaque favorável a visita ao CDTN. Sobre o conteúdo X cronograma, observa-se como desfavorável o excesso de conteúdo teórico abordado em pouco tempo, com consequente pouca profundidade. Observam-se aspectos relacionais, tais como o desinteresse de certos alunos e certo desentendimento, focalizado no início do curso .
Tópico III) Propomos aos alunos que apresentassem uma avaliação geral do curso, considerando aspectos tais como: organização, planejamento, estratégias, metodologias, conteúdo, avaliação, orientação. Resultados no Quadro 3.
Quadro 3 : Avaliação global da disciplina EBR
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As respostas do Quadro 3 confirmam aspectos observados a partir do quadro anterior: muita teoria em pouco tempo, pouco aprofundamento e a confirmação de dificuldades relacionais iniciais, superadas ao longo do semestre.
## Considerações Finais
Do estudo desenvolvido é possível perceber a relevância do componente curricular optativo e inferir alguns aspectos a serem melhorados no plano de ensino da disciplina EBR do currículo de licenciatura em Física: ajustar o conteúdo à carga horária da disciplina; dinamizar as aulas, para além das apresentações em ppt. Incluir na visita ao CDTN ou em laboratório da Universidade, atividades práticas, exploratórias do conteúdo. Por fim, conforme discutido na fundamentação do presente trabalho, acredita-se quando o currículo planejado não é plenamente implementado, temos um indicativo de falta de sincronia entre as ideias subjacentes ao currículo e aquelas efetivamente acordadas e praticadas no contexto da sala de aula. O ajuste fino no entendimento de docentes e discentes de cada componente curricular no PPC (da parte no todo) pode aliviar tensões relacionais de sala de aula.
## Referências
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo . Lisboa: Edições 70, 2011.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 9/2002. DCN para os cursos de Bacharelado e Licenciatura em Física. 2002a. DOU , Brasília, 26/03/2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP nº 1/2002. DCN para a Formação de Professores da Educação Básica. 2002b. DOU , Brasília, 04/03/2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP nº 2/2002. Carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de Formação de Professores da Educação Básica. 2002c. DOU , Brasília, 04/03/2002.
CORTESÃO, Luiza; STOER, Stephen R. A interface da educação intercultural e a gestão da diversidade na sala de aula. In: GARCIA, Regina Leite e MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa (Org.). Currículo na Contemporaneidade: incertezas e Desafios. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2003.p. 189-207.
GOODSON, Ivor F. Currículo: teoria e história. Petrópolis, Vozes, 1995.
KREY, Isabel; MOREIRA, Marco Antonio. Abordando tópicos de Física Nuclear e Radiação em uma disciplina de Estrutura da Matéria do currículo de licenciatura em ciências através de situações-problema. Lat. Am. J. Phys. Educ . v.3, n.3, p.595605, 2009.
SACRISTÁN, J. Gimeno. O Currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
TAUHATA, L., Salati, I.P.A., Prinzio, R.Di., Prinzio, M.A.R.R.Di. Radioproteção e Dosimetria : Fundamentos. 5ª rev. Rio de Janeiro: IRD/CNEN, agosto/2003.
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