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FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE FÍSICA: ANÁLISE DE UMA ABORDAGEM EXPERIMENTAL MOTIVADORA

Alice Assis, Danilo De Camargo Ribeiro, Camila De Jesus Almeida, Guilherme Urias

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
21/01/2013
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE FÍSICA: ANÁLISE DE UMA ABORDAGEM EXPERIMENTAL MOTIVADORA

## Alice Assis , Danilo de Camargo Ribeiro , Camila de Jesus Almeida , 1 2 3 Guilherme Urias 4

- 1 UNESP/ Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá - Departamento de Física e Química/alice@feg.unesp.br

## Resumo

No presente artigo, analisamos os resultados decorrentes da participação de um professor de Física em um Curso de Formação Continuada, no sentido de verificarmos se as mudanças em sua prática pedagógica promoveram a motivação dos alunos em aprenderem os conhecimentos trabalhados, em uma aula em que foi usada uma atividade experimental. Esse Curso foi realizado com os professores de Física da Rede Estadual, da Diretoria de Ensino - Região de Guaratinguetá, com o propósito de fornecer elementos a esses professores, para utilizarem o Caderno do Professor e o caderno do aluno disponibilizado e adotado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Os resultados da presente pesquisa mostraram que a participação do professor no referido Curso o levou a assumir uma postura em sala de aula que viabilizou a participação dos alunos. A interação entre professor e alunos, mediada pelo uso do experimento em questão, propiciou que esse experimento adquirisse um formato cativante, atraindo e prendendo a atenção dos alunos no decorrer do processo de ensino, o que propiciou a motivação dos alunos para a aprendizagem dos conceitos trabalhados no decorrer da aula.

Palavras-chave: Curso de formação Continuada, ensino de física, interação, motivação

## Introdução

Uma possibilidade para a melhoria da qualidade de ensino, segundo Candau (1996) e Nóvoa (1991), está em oferecer Cursos de Formação Continuada para os professores. Porém, em muitos desses cursos os conteúdos trabalhados correspondem a uma revisão dos conteúdos abordados na graduação, o que faz com que esses professores se sintam frustrados e incapazes de aplicar em suas aulas, esses conteúdos (VILLANI e PACCA, 1997). São realizadas

abordagens de ensino ou tratados conteúdos específicos (para tentar sanar as deficiências da formação inicial) com o propósito de os professores aplicarem em suas salas as idéias e propostas que a academia considera eficazes. Além de conceber erroneamente a formação continuada, tais ações mantêm o professor atrelado ao papel de 'simples executor e aplicador de receitas' que, na realidade, não dão conta de resolver os complexos problemas da prática pedagógica (SCHNETZLER, 2000, p. 23).

A superação desse modelo de formação é eminente. Para Selles (2002, p.2),

é imprescindível que o professor em exercício disponha de um programa de formação continuada que seja capaz de funcionar, não apenas como oportunidade de atualização de conhecimentos, face às inúmeras inovações

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que surgem, mas também como elemento 'decodificador' das práticas vivenciadas no dia a dia da sala de aula.

Nessa perspectiva, segundo Nóvoa (2007), viabilizar uma formação de qualidade aos professores implica em propiciar uma formação 'mais centrada nas práticas e na análise das práticas' (p.14), o que remete a uma reflexão sobre as estratégias de ensino usadas em sala de aula.

Seja qual for a estratégia usada, a interação social em sala de aula é fundamental, de modo a viabilizar que os alunos tenham uma participação ativa, colocando e discutindo as suas ideias. Essa interação é condição básica para o desenvolvimento do processo de aprendizagem dos alunos, pois, segundo Vigotsky (2003), o desenvolvimento cognitivo não ocorre espontaneamente, mas em interação com outros indivíduos mais capacitados. No contexto escolar, o professor, na maioria das vezes, atua como parceiro mais capaz, orientando, por meio da linguagem, a relação entre o aluno e o novo conhecimento. Essa orientação deve se dar dentro da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) do aluno. Ocorrendo dessa forma, a interação social pode propiciar a motivação no aluno em aprender, o que corresponde a um aspecto fundamental para que se dê aprendizagem.

Para Lourenço e Paiva (2010), o rendimento do aluno na escola não se explica unicamente por conceitos como a inteligência, a condição socioeconômica e o contexto familiar, sendo a motivação um fator relevante, pois influencia diretamente o grau de envolvimento do aluno no processo de ensino e aprendizagem. Segundo Vygotsky (2003, p.187), o 'pensamento propriamente dito é gerado pela motivação, isto é, pelos nossos desejos e necessidades, os nossos interesses e emoções'. Entretanto, segundo Laburú (2006),

motivar para aprender implica lançar mão de recursos não exclusivamente pontuais que obedeçam apenas um momento determinado, pois envolver os alunos num processo de estudo não é suficiente despertar a sua atenção, mas é necessário, também, mantê-la desperta (p.385).

Nessa perspectiva, existe uma 'relação de dependência entre estratégias eficientes e a capacidade das mesmas em potencializar a motivação de grande parte dos alunos' (LABURÚ, 2006, p.384). Dentre essas estratégias, esse autor destaca o uso de atividades experimentais com formato cativante. Essas atividades podem se mostrar eficientes, atraindo e prendendo a atenção dos alunos no decorrer do processo de ensino.

Mediante essas considerações, realizamos um Curso de Formação Continuada para os professores de Física da Rede Estadual, da Diretoria de Ensino - Região de Guaratinguetá, com o propósito de fornecer elementos a esses professores, para utilizarem o Caderno do Professor e o caderno do aluno disponibilizado e adotado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Para favorecer a melhoria do ensino dessa disciplina, o desenvolvimento desse curso se deu a partir da proposta da utilização de recursos, como atividades experimentais e leitura de textos. A fim de darmos subsídios aos professores para o uso desses recursos em suas aulas, abordarmos os aspectos teóricos e metodológicos necessários para propiciar a reflexão e o aperfeiçoamento didático pedagógico dos referidos professores.

Neste artigo, especificamente, analisamos uma aula, ministrada por um dos professores participantes do referido curso, a fim de verificarmos se a interação

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entre alunos e professor, mediada por uma atividade experimental, foi eficiente no sentido de gerar motivação nos alunos para a aprendizagem.

## A pesquisa

Para a análise dos dados usamos uma abordagem qualitativa (BOGDAN e BIKLEN, 1982), uma vez que a presente pesquisa apresenta as seguintes características dessa abordagem: a fonte dos dados foi o ambiente natural; tem um caráter descritivo, de forma que os instrumentos de análise foram as transcrições da entrevista semi-estruturada com o professor e da aula, gravadas em áudio e vídeo; houve um maior interesse pelo processo do que pelo produto; o significado foi de vital importância para a análise.

No presente artigo, em particular, analisamos os resultados decorrentes da participação de um professor de Física no referido Curso de Formação Continuada, no sentido de verificarmos se as mudanças em sua prática pedagógica promoveram a motivação dos alunos em aprenderem os conhecimentos trabalhados, em uma aula em que foi usada uma atividade experimental.

Essa aula foi aplicada para 30 alunos de uma sala de 2 série do Ensino a Médio, em uma Escola da Rede Estadual da Região de Guaratinguetá. Nessa aula, foi trabalhado o conceito de pressão, por meio de um experimento de demonstração em que um côco verde, que cai de uma altura de aproximadamente um metro, é furado ao incidir em uma bala '7 belo' em formato de cone, que encontra-se no chão.

O sujeito da presente pesquisa é o professor de Física e os instrumentos de análise foram a entrevista realizada com esse professor, bem como a transcrição da gravação em áudio e vídeo da sua aula.

## Análise dos dados

Analisamos, primeiramente, alguns recortes da aula em que os alunos demonstraram motivação em participar das discussões decorrentes da realização do experimento. Na sequência faremos a análise da entrevista com o professor de Física.

## Análise dos recortes

Assim que o professor entrou na sala de aula, informou aos alunos que iriam realizar uma atividade experimental, o que fez com que todos os alunos se aproximassem da mesa do professor. Essa reação dos alunos mostra que o simples fato de o professor citar que iria trabalhar com um experimento gerou uma motivação inicial nos alunos.

Antes da realização do experimento, o professor aguçou a curiosidade dos alunos acerca do seu resultado. Após a sua realização, os alunos demonstraram ter ficado surpreendidos com o resultado e resolveram reproduzi-lo.

No recorte a seguir (Quadro 01), destacamos alguns momentos dessa parte inicial da aula.

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Quadro 01: Recorte que mostra a motivação inicial dos alunos

- 1. Professor: O experimento de hoje é de uma matéria que vocês já viram com o professor de física que é matéria de pressão. Eu vou usar esse côco e vou abrir ele usando uma bala de iogurte. A bala de iogurte7 belo. Alguém duvida que eu vou conseguir abrir esse côco?
- 2.Alunos: (barulho de dúvida)
- 3.Professor: Duvidam é? Então veremos. Para conseguir abrir esse côco eu primeiro moldei a bala para deixá-la pontiaguda, porque eu sei que assim é mais fácil da bala abrir o côco. Eu fiz duas, passem uma para vocês verem como a bala está.
- 4.Professor: Agora eu vou pegar o côco, e colocar a bala no chão e deixar o côco cair em cima da bala. Se vocês quiserem levantar e ficar mais perto para ver, podem.
- 5. Will: Quero ver mesmo se dá certo!
- 6.Jess: Essa bala deve estar com alguma coisa.
- 7.Fer: Quero ver hein.
- Experimento feito.
- 8.Pac: Cadê a bala?
- 9.Will: Ahh... abriu.
- 10.Professor: Ainda tem gente duvidando?
- 11.Alunos: Sim.
- 12.Professor: Tem alguém que quer fazer com esse outro côco?
- 13.Pac: Sim, me deixa fazer.

A participação ativa e a reação dos alunos demonstrada nesse recorte é um indício da motivação inicial gerada pelo uso do experimento em sala de aula.

Essa motivação foi mantida no decorrer da aula, o que é evidenciado no seguinte recorte (Quadro 02), em que destacamos uma sequência de momentos que mostra que a interação, mediada pelo resultado do experimento, envolveu os alunos de modo a manterem a motivação. Neste recorte foi trabalhado o conceito de pressão.

## Quadro 02: Recorte que mostra a motivação dos alunos no decorrer da aula

59.Professor: Então a bala que eu usei estava mais pontiaguda. Então vamos pensar sobre essa área da ponta. O que eu fiz? Deixei a menor área possível, assim essa área pequena ajudou a perfurar o côco. Para entender melhor essa ideia, vamos pensar na Profª Marines de novo. E se ela pisar no pé de vocês com aquela parte bem fina do salto? O que acontece?

- 60. Will: Ai meu pé.
- 61. Fer: Nossa, que dor.
- 62. Will: Rasga o tênis e o pé junto.
- 63.Professor: Mas por que rasga o tênis e o pé?
- 64. Will: Porque a área é pequena.
- 65.Professor: Isso. A área é pequena. A área é bem menor do que se a Profª Marines

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pisasse no pé de vocês de tênis. E eu fosse desenhar área que do tênis que pisou no pé, posso desenhar algo assim (desenho na lousa), mas se ela pisar com o salto posso desenhar algo assim bem menor. Então se pensarmos na pressão quando a área for menor a pressão é maior.

66.Alunos: (falaram junto com o professor) Maior.

- 67. Jeff: É porque quando a área é maior distribui mais.
- 68.Professor: Exatamente quando a área é maior a força irá se distribuir mais. Então vocês entenderam como a pressão depende da área de força?

69.Alguns Alunos: Sim.

Nesse recorte foi observado que os alunos se sentiram à vontade para participar da aula, o que é um indício de que a interação entre professor e alunos, mediada pelo uso do experimento, potencializou a motivação demonstrada pelos alunos inicialmente.

O aluno Will (momentos 60, 62 e 64) respondeu às perguntas feitas pelo professor, o que, segundo declarado em entrevista, deixou o professor surpreso, pois esse aluno normalmente demonstrava pouco interesse pelas matérias que foram ensinadas anteriormente e não participava das aulas. Esse aluno se mostrou participativo até o final da aula.

Em aulas anteriores, o aluno Jeff se mostrava tímido e não compartilhava as suas ideias com a sala. Porém, no momento 67, ele se expressou corretamente a respeito da relação entre força e área, relativa ao conceito de pressão.

## Análise da entrevista feita com o professor

Fizemos uma entrevista semiestruturada com o professor a fim de investigarmos a sua opinião sobre a influência do Curso de Formação Continuada em sua prática pedagógica, bem como as suas impressões acerca da postura dos alunos ao participarem da atividade realizada em sala de aula.

Ao ser questionado sobre o efeito do referido curso em sua formação, o professor declarou que antes do curso usava o modelo de transmissão-recepção do conhecimento e que o contato com a teoria de Vigotsky e com as estratégias usadas no curso o motivaram a mudar a sua postura.

Com relação ao interesse dos alunos no decorrer da aula, o professor declarou que o uso do experimento gerou muita curiosidade e motivação entre os alunos, que tiveram uma participação ativa no decorrer da aula. Declarou ainda ter ficado surpreso com a participação de alguns alunos que normalmente permaneciam calados e desinteressados em sala de aula, destacando que, nessa aula, eles demonstraram estar motivados, participando ativamente no decorrer de toda a aula.

Quanto à postura dos alunos após o término da aula, o professor declarou:

Quando a aula terminou percebi a animação dos alunos, pois eles conversavam sobre o experimento e sobre a aula. Até pediram para que eu repetisse o experimento com as balas e côcos restantes, foi muito gratificante.

Ao final da entrevista, o professor, espontaneamente, fez as seguintes declarações:

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Uma professora que convidei para assistir e auxiliar na gravação da aula. Ela leciona português e comentou após a aula: 'Eu nunca tinha entendido física antes e nessa aula aprendi o que é força e pressão. Gostei muito e percebi que os alunos participaram bastante, eles precisam de mais aulas assim'.

O aluno Jeff comentou: 'Professor, gostei da aula porque consegui entender do início ao fim' e aluna Al me disse: 'Achei a aula divertida e gostei de responder as questões, consegui perceber o quanto a física está presente nosso dia a dia'.

As respostas do professor sugerem que a sua participação no Curso de Formação Continuada propiciou uma mudança em sua prática pedagógica, que o levou a interagir com os alunos e utilizar o experimento de forma cativante, pois, a interação contínua no decorrer do experimento fomentou a curiosidade e a motivação dos alunos relativa aos conhecimentos abordados.

## Considerações finais

Os resultados da presente pesquisa mostraram que a participação do professor no Curso de formação Continuada o levou a assumir uma postura em sala de aula que viabilizou a participação dos alunos. A interação entre professor e alunos, mediada pelo uso do experimento em questão, viabilizou que esse experimento adquirisse um formato cativante, atraindo e prendendo a atenção dos alunos no decorrer do processo de ensino, o que promoveu a motivação dos alunos em aprenderem o os conceitos trabalhados no decorrer da aula.

Em entrevista, o professor declarou que os aspectos teóricos e metodológicos trabalhados no Curso levaram-no a trabalhar de forma interativa em sala de aula a fim de motivar os alunos a participarem ativamente do processo de aprendizagem. Isso mostra que para uma formação de qualidade, é importante que nos Cursos de Formação Continuada sejam abordados aspectos teóricos e metodológicos para viabilizar a reflexão e o aperfeiçoamento didático pedagógico dos professores participantes.

## Referências

BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação : uma introdução à teoria e aos métodos. Porto Editora, 337 p. 1982.

CANDAU, Vera Maria. A formação continuada de professores: tendências atuais. In: REALI, Aline M. de M. R.; MIZUKAMI, Maria da Graça N. (Orgs.). Formação de professores : tendências atuais. São Carlos: EDUFScar, 1996. p. 139-152.

LABURÚ, Carlos Eduardo. Fundamentos para um experimento cativante. Caderno Brasileiro do Ensino de Física , v. 3, n. 3: p. 382-404, dez. 2006.

LOURENÇO, Abílio Afonso; PAIVA, Maria Olímpia Almeida De. A motivação escolar e o processo de aprendizagem. Ciências & Cognição , v.15, n.2, pp.132-141, 2010.

NÓVOA, António. Desafios do trabalho do professor no mundo contemporâneo . São Paulo: Sinpro sp, 2007.

NÓVOA, António. Concepções e práticas da formação contínua de professores. In: A. NOVOA (org.) Formação contínua de professores : realidade e perspectivas . Aveiro: Universidade de Aveiro, 1991.

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SCHNETZLER, Roseli P. O professor de Ciências: problemas e tendências de sua formação. In: PACHECO, R. P.; ARAGÃO, R.M.R. (Org.) Ensino de Ciências : fundamentos e abordagens. CAPES/UNIMEP, 2000.

SELLES, Sandra Escovedo. Formação continuada e desenvolvimento profissional de professores de ciências: anotações de um projeto. ENSAIO - Pesquisa em Educação em Ciências . Vol.2, n.2, 2002.

VILLANI, Alberto; PACCA, Jesuína Lopes de Almeida. Construtivismo, conhecimento científico e habilidade didática no ensino de ciências. Rev. Fac. Educ. , São Paulo, v. 23, n. 1-2, Jan. 1997. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci\_arttext&pid=S010225551997000100011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 10/04/2011.

VIGOTSKY, Lev Semyonovich. Pensamento e Linguagem. 2ª ed. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2003.

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