ENXERGANDO O PAPEL DA FÍSICA NA ESCOLA NO (RE)PENSAR DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
Rafaele Rodrigues De Araújo, Luiz Fernando Mackedanz
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 21/01/2013
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ENXERGANDO O PAPEL DA FÍSICA NA ESCOLA NO (RE)PENSAR DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
## Rafaele Rodrigues de Araújo , Luiz Fernando Mackedanz 1 2
- 1 Universidade Federal do Pampa - Unipampa/Campus Dom Pedrito/rafaelearaujo@unipampa.edu.br
2 Universidade Federal do Rio Grande - FURG/ Instituto de Matemática, Estatística e Física/ luismackedanz@furg.br
## Resumo
Nesse trabalho iremos expor o resultado de uma investigação que ocorreu através das ações educativas de professores de Física em sala de aula do Ensino Médio, sobre a implementação dos temas estruturadores no ensino e aprendizagem, de forma a desenvolver um aprendizado significativo dos conceitos físicos pelos estudantes. Os temas estruturadores foram propostos pelas Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+, 2002), de forma que estes têm como seus objetivos desenvolver competências e habilidades dos estudantes, de maneira contextualizada e interdisciplinar, a fim de estruturar a prática pedagógica. Para investigar a potencialidade destes temas, foi realizado o planejamento de um material baseado no tema estruturador 'Calor, Ambiente, Formas e Usos de Energia' - conteúdo de Termodinâmica na forma de uma Unidade Didática (UD) intitulada 'Ensinando e aprendendo Física aumenta a temperatura'. No desenvolvimento da UD utilizamos os pressupostos contidos nos documentos oficiais, como a contextualização. Para análise dos dados, que emergiram dos parceiros de pesquisa (professores e alunos), utilizamos a Análise Textual Discursiva, onde ocorre um processo de unitarização e categorização, obtendo como resultado às seguintes categorias: Diálogo como mediador do processo de ensino e aprendizagem, O papel importante da metodologia para o ensino e aprendizagem em Física e Enxergando o papel da Física na escola a partir do (re) pensar da prática pedagógica. Estas foram discutidas a partir das falas dos parceiros de pesquisa e de teóricos que dialogam sobre esses conceitos, sendo que neste trabalho iremos discutir somente a última categoria. Com esta pesquisa realizada confirmamos que, em uma sala de aula onde há espaço para o diálogo e que o estudante entenda o motivo de aprender os conceitos físicos, o ensino da Física se torna algo prazeroso e que terá significado para sua vida presente e futura.
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Palavras-chave : Ensino e aprendizagem; Ensino de Física; Unidade Didática; Contextualização; Prática Pedagógica.
20 a 25 de janeiro de 2013
## Introdução
A Física é uma área de difícil entendimento pelos estudantes do Ensino Médio devido o alto nível de abstração que muitas vezes é depositado em sala de aula. Porém, em diversas pesquisas na área, já deixaram claro que o processo de ensino e aprendizagem em Física se torna significativo quando o conhecimento prévio e os conceitos científicos são confrontados em estruturas explicativas que mostram à explicação científica voltada a realidade do estudante.
Muitos dos estudantes do Ensino Médio não compreendem o porquê de aprender Física na escola, principalmente da maneira como ela é abordada. Uma das formas que podemos fazê-los chegar a esse entendimento é contextualizando essa disciplina com suas vidas, de maneira que estes percebam aplicações da Física ao seu redor. Para que isto ocorra, adotamos como premissa o uso de temas estruturadores, buscando articulá-los com o desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos, apresentando uma forma alternativa de planejar e trabalhar com o ensino de Física no Ensino Médio.
Os próprios documentos oficiais brasileiros (DCNEM, PCN e Orientações (2002, 2006)) trazem o conceito de contextualização como forma de tornar mais informativo o Ensino Médio, e, como um eixo que pode se tornar o estruturador da organização curricular. A contextualização como recurso didático serve para problematizar a realidade vivida pelo estudante, extraí-la do seu contexto e projetá-la para a análise, ou seja, consiste em elaborar uma representação do mundo para melhor compreendê-lo (BRASIL, 2000).
Ao fazermos a ligação do conhecimento exposto com a realidade, este se torna significativo para o aprendizado dos alunos, uma vez que o novo Ensino Médio sugere a escolha de conteúdos que possam ser concretamente construídos pelos estudantes em sua vida escolar (ARAÚJO, 2012). É na riqueza de trabalhar o contexto é que vai ser dado significado às aprendizagens na escola. Para o estudante, a experiência de vivenciar sua própria aprendizagem como um trabalho de constituição de conhecimentos, proporcionará uma vida escolar de maior protagonismo e responsabilidade (BRASIL, 2000).
Nesse sentido, o presente trabalho tem por finalidade expor o quanto é importante o estudante perceber o conteúdo em sua realidade para um melhor aprendizado. Para chegarmos a esta conclusão, foi desenvolvido um material intitulado 'Ensinando e aprendendo Física aumenta a temperatura', pautado na metodologia das Unidades Didáticas a fim de investigar a potencialidade dos temas estruturadores propostos pelas Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+), que apresentam como eixos norteadores a contextualização e interdisciplinaridade.
Temas estruturadores são temas de trabalho que na medida em que articulados com competências e contextualização podem se tornar eixos norteadores da prática pedagógica. Esses temas podem estar relacionados com o planejamento das Unidades Didáticas, pois essas prezam o conhecimento prévio do estudante, sendo modos alternativos de planejamento, elaboração e organização dos trabalhos em sala de aula (GALIAZZI et al, 2002).
Com a aplicação do material e análise realizada notou-se três motivadores imprescindíveis para o ensino e aprendizagem do conteúdo, que neste caso é a Termodinâmica. Essas foram o diálogo em sala de aula, a importância do
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planejamento e a metodologia, e, o prazer de aprender quando se percebe que os conteúdos estão na realidade de cada um dos estudantes. A última categoria é a qual discutiremos neste artigo, a partir da Análise Textual Discursiva com a fala de alunos e professores que participaram da aplicação do material em sala de aula.
## Análise Textual Discursiva: Como enxergar o visível?
A Análise Textual Discursiva (ATD) é um método de análise de dados, que perpassa a análise de conteúdo e análise de discurso. Os dados nesta análise surgem a partir de vários textos construídos de entrevistas, observações, portfólios, anotações, entre outros. Com esses materiais coletados durante o processo de pesquisa, são constituídos significados que irão depender dos conhecimentos, intenções e teorias do pesquisador. Esta opera com significados construídos a partir de um conjunto de textos e estes são assumidos significantes em relação aos quais é possível exprimir sentidos simbólicos. A emergência e comunicação desses novos sentidos e significados são os objetivos da análise, sendo que seus resultados obtidos dependem tanto dos autores dos textos quanto do pesquisador (MORAES e GALIAZZI, 2007).
Esta análise fundamenta-se em algumas etapas, caracterizada pelos autores como um 'ciclo de operações', o qual tem seu início na unitarização do 'corpus' e é finalizada no processo auto-organizado onde surgem os metatextos. A unitarização é o momento onde o pesquisador examina em detalhes seu 'corpus' , o qual segundo Moraes e Galiazzi (2007), consiste na matéria-prima da pesquisa, é constituído essencialmente de produções textuais, que formam significantes a partir dos quais são construídos significados relativos aos fenômenos investigados.
Após a unitarização do 'corpus', inicia-se o processo de categorização, que Moraes e Galiazzi (2007) expõem como:
[...] construção de um quebra-cabeças em que o objeto do jogo e suas peças são criadas e ajustadas à proporção que a pesquisa avança. Numa perspectiva mais radicalmente qualitativa, talvez uma metáfora melhor seja a criação de um mosaico, entendendo-se que o mesmo conjunto de unidades de sentido pode dar origem a uma diversidade de modos de organização do produto final. (p. 78)
O último movimento deste processo de análise é a auto-organização, que pode ser compreendido como um processo do qual emergem as últimas e novas compreensões. É essencial o esforço de preparação e impregnação para que a manifestação do novo possa realizar-se. Neste momento final da pesquisa são selecionadas várias vozes que estão presentes nos textos produzidos, sejam elas advindas dos sujeitos da pesquisa ou dos pesquisadores.
De acordo com o que foi exposto sobre a ATD, realizou-se o processo de análise nesta pesquisa, como os autores explanam, foi a partir dos fragmentos coletados que chegamos aos nossos poemas sonoros ou começamos a enxergar o visível. Nosso 'corpus' revela-se através de entrevistas que ocorreram com os parceiros de pesquisa, sendo eles dois professores e alunos, onde os estudantes entrevistados foram escolhidos aleatoriamente, e um acompanhamento era registrado através de diários em que os professores iam relatando a experiência de trabalhar com o material.
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Dessa forma, apresentamos na figura abaixo o processo completo da análise realizado neste trabalho, a partir das unidades de significado que emergiram do 'corpus' até chegarmos às categorias finais: Diálogo como mediador do processo de ensino e aprendizagem, O papel importante da metodologia para o ensino e aprendizagem em Física e Enxergando o papel da Física na escola, a partir do (re)pensar da prática pedagógica.
Figura 01: Processo da Análise Textual Discursiva
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Com essas categorias finais, iniciamos o processo de escrita, de construção de textos, os metatextos, que será apresentado neste artigo somente a discussão sobre a última categoria. Esta fase da análise constitui-se em um momento de organização e interpretação, onde se busca compreender o analisado e teorizar em relação a este, para a produção de novas compreensões.
## Discutindo o visível: Enxergando o papel da física na escola, a partir do (re)pensar da prática pedagógica
Nesta categoria que foi desvelada a partir do processo de ATD, discutimos a influência da motivação do professor para que o aluno consiga enxergar o porquê de estar aprendendo determinados conceitos na escola. Percebemos que no (re)pensar da própria prática em sala de aula, o docente altera ou revê a mesma, proporcionando uma melhora no seu ensino e motivando assim o estudante a ser receptivo a disciplina, de forma a entender o motivo do aprendizado dos conceitos.
A Unidade Didática proporcionou estes momentos de motivação, devido a sua flexibilidade, como relata o professor Calor:
Para o professor é bom essa flexibilidade, [...]. Me fez mudar. Trouxe coisas boas, por que me serviu de motivador, me relembrou quem eu era na faculdade, relembrou meus interesses, ideais iniciais, aquele ímpeto de quem saiu da faculdade. (CALOR)
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- O professor Temperatura comenta sobre a importância de não ser um material imposto e chama a atenção para o fato de seu formato não poder ser o mesmo para todas as escolas, pois cada uma possui uma característica. Assim, a flexibilidade é algo muito importante quando se planeja e executa um material.
- [...] cairia numa regra de ser imposta e isso aconteceu com os Lições de Rio Grande . Foi um trabalho interessante, mas como teve o 1 caráter de aplicação de comum imposição, os professores fizeram um trabalho muito mal feito, por que aquilo foi imposto. E a gente tem que pensar o seguinte, como é que eu vou trabalhar um tema no primeiro semestre numa escola que é de uma região rural e no mesmo semestre vou estar trabalhando o mesmo tema, o mesmo assunto, com uma escola lá no centro da cidade. Será que não tem diferença? Será que nossos alunos vão estar preparados da mesma forma para receber aquele conteúdo? [...] Achei flexível, podia mexer alterar a ordem, achei bem interessante, se um professor não tivesse muito a relação com a Física, de Biologia de Química, a aula estaria bem legal com este material, bem dada e bem abordada. (TEMPERATURA)
Como percebemos nas falas dos docentes, o fato do material ser acessível e flexível, faz com que estes (re)pensem as práticas que eram utilizadas em sala de aula e até mesmo possibilita o (re)lembrar dos projetos e interesses iniciais no início de suas carreiras, como apareceu anteriormente na fala do professor Calor .
- É no espaço da sala de aula, no dia-a-dia da prática docente, ou seja, na formação permanente de professores, que ocorre o momento fundamental da reflexão crítica sobre a prática; é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem, que se pode melhorar a próxima prática (FREIRE, 1996). Refletir revela o elemento da inflexão consciente na prática, ocorre entre o pensamento e a ação, dentro das próprias relações sociais, interferindo nas práticas a fim de reconstruí-las (GÓMEZ, 1992).
Esta interferência se fez presente para o professor Temperatura , que resolveu a partir do material, montar um blog em uma escola, e o mesmo fez sucesso com os estudantes, que relatam que passaram a enxergar mais a Física nas suas vidas e sua importância.
- O blog consistia num espaço onde os alunos podiam postar suas fotos e, a 2 partir destas, abordar a temática da fotografia sob um viés da Física, oferecendo aos estudantes a possibilidade de expressar seu olhar e revelar quais suas impressões a respeito dessa importante Ciência, dialogando sobre o que existia de conceitos Físicos envolvidos e interagindo uns com os outros (PEREIRA e VIEIRA, 2011). Alguns alunos relatam o valor do blog para eles enxergarem a importância da disciplina de Física.
Na cozinha, no ar, em tudo têm Física. Tá em tudo. Já enxergava antes, mas agora mais ainda. Também, por causa do blog de Física que a gente tem, das fotos do dia-a-dia, a gente vê a Física nos lugares. (FRIO)
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Principalmente no trabalho de achar a Física nas fotos [blog], acho que enxergamos muita coisa no cotidiano da vida. (ISOTÉRMICO)
## Conforme as Orientações Curriculares para o Ensino Médio:
Partimos da premissa de que no ensino médio não se pretende formar físicos. O ensino dessa disciplina destina-se principalmente àqueles que não serão físicos e terão na escola uma das poucas oportunidades de acesso formal a esse conhecimento. Há de se reconhecer, então, dois aspectos do ensino da Física na escola: a Física como cultura e como possibilidade de compreensão do mundo. (BRASIL, 2006, p. 53)
Logo, ao partimos do ponto inicial de mostrar aos estudantes que a Física faz parte das suas vidas, consequentemente, estaremos abrangendo os dois aspectos (cultura e compreensão de mundo) para o ensino dessa disciplina em uma sala de aula. E nas falas de outros alunos, foi gratificante perceber que estes passaram a ver como uma disciplina necessária, interessante e envolvente.
Por que tudo que a gente faz tem um ponto da Física, e, é necessária não deixa de ser, é complicada é chata, mas é necessária. (EBULIÇÃO)
A gente fica se perguntando, do por que da Física no Ensino Médio. Mas, precisa, tu olha ao redor e tudo tem física. A maioria é física. (FRIO)
Bem interessante, por que eu sempre pensei uma coisa, e agora eu tenho certeza que: o que eu pensava é errado. E eu fui descobrindo novas coisas do dia-a-dia, que eu nunca imaginei que tinha Física. (CALOR ESPECÍFICO)
Algumas coisas é bem necessária. [...] eu aprendi a dirigir por causa da disciplina, por causa do atrito e não sei mais o quê. (FUSÃO)
Por que eu acho que faz parte da vida da gente. Acho que influencia em tudo, até o fato de eu estar sentada falando contigo. (MÁQUINA TÉRMICA)
Gosto de estudar Física. Por que eu entendo melhor as coisas que acontecem, eu acho interessante isso. [...] eu gostei de aprender esse ano, por que eu entendo por que acontece no meu dia-a-dia. Acho que ajuda bastante na vida. (DILATAÇÃO)
Em relação a minha vida vai ser melhor de aprender, porque, mais ou menos, eu já vou estar conhecendo aquilo. [...] isso pode nos ajudar a conhecer mais o que a gente está usando. (EVAPORAÇÃO)
Os docentes confirmam que o material proporcionou a estes estudantes momentos de observação da Física ao seu redor, e que dessa forma a aprendizagem foi significativa para eles, pois houve a interação dos seus conhecimentos prévios com os conceitos apresentados pelos professores.
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Com certeza, o material mostrou. Tinha os exemplos ali, que quem não percebeu que havia física, aprendeu que tem muita. Tá bem clara, tá nítido. [...] Eu acho que o aprendizado vai ser significativo quando o aluno viu algo na sala de aula em física e, consegue retornar lá, na casa dele, em algum momento aplicar o que ele aprendeu, [...]. Com certeza, um exemplo é quando é tão significativa que alguns alunos chegavam em casa e iam pesquisar [...]. Mas estão vendo a Física. (TEMPERATURA)
Para eles perceberem na prática do dia-a-dia, é potencializador sim, por que ele cria essa relação entre o dia-a-dia e a teoria, não deixa a teoria estanque no mundinho da física. Trouxe de forma significativa para a realidade do aluno. (CALOR)
Portanto, após estes relatos de alunos e professores, podemos perceber que o ensino e aprendizagem dependem e sempre dependerão um do outro. Que a prática influencia no processo de aprender, e o fato de querer aprender, a e a disposição para a mesma, também interferem no processo de ensinar.
## Considerações Finais
Podemos perceber com este material desenvolvido, a importância do momento em que os docentes (re)pensam suas práticas pedagógicas, como eram, como estavam e como podiam ser. No momento desta reflexão foi o que os motivou a mudar ou querer melhorar suas práticas educativas trazendo novos métodos, e que, por consequência, propiciou que os alunos passassem a querer entender e ver a Física em seus cotidianos reconhecendo, por final, sua importância.
Se o professor refletir sobre toda a produção de conhecimento do aluno, promovendo o movimento, favorecendo a iniciativa e a curiosidade, pode ser o início de um caminho que precisa ser construído, pois permite a participação de todos em um movimento dinâmico, permitindo organizando de forma efetiva a prática democrática na construção do conhecimento (HOFFMAN, 2005).
Com essa participação ativa de todos em sala de aula, professores e alunos, além de proporcionar uma construção de conhecimentos conjunta, coolaborando no processo de ensino e aprendizagem, faz com que os alunos entendam o porquê do aprendizado de alguns conteúdos, percebendo a importância dos mesmos. Se o ensino for contextualizado mais fácil e dinâmico será o entendimento pelos estudantes.
Dessa forma, ao termos um ensino contextualizado, com um docente que (re)pense suas práticas e planejamentos na sala de aula, podemos ter um ensino e aprendizagem de Física melhor, onde o aluno irá perceber o valor da Ciência para sua vida presente e futura, deixando de ser um mero espectador do processo de ensino e aprendizagem, mas um agente ativo na descoberta dos conceitos, com elementos que contribuem na sua própria formação.
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## Referências
ARAÚJO, R. R. Temas estruturadores no ensino de Física: Potencializando a aprendizagem em Termodinâmica no Ensino Médio através das Unidades Didáticas. Dissertação . Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências. Rio Grande, 2012.
BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 2000.
BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Física. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2002.
BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Volume 2. Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2006.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GALIAZZI, M. C.; et al. Construindo caleidoscópios: organizando unidades de aprendizagem. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v.9, p. 98-111, 2002.
GÓMEZ, A.P. O pensamento prático do professor: A formação do professor como profissional reflexivo. In: NÓVOA, A.; et al. Profissão Professor. Lisboa: Publicações Som Quixote, 1992.
HOFFMAN, J. O jogo do contrário na avaliação . Porto Alegre: Mediação, 2005.
MORAES, R.; GALIAZZI, M. C. Análise Textual Discursiva. Ijuí: Editora Unijuí, 2007.
PEREIRA, A. P. S.; VIEIRA, P. C. Olhares sobre a Física: a Ciência num lugar comum. Disponível em: <http://fisicafotograficaln.wordpress.com/about/>. Acesso em: 20 dez. 2011.
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