Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

PROPOSTA DE ENSINO DE CIÊNCIAS: CONSTRUINDO CONHECIMENTO CIENTIFÍCO SOBRE PRESSÃO ATMOSFÉRICA COM EXPERIMENTOS DE BAIXO CUSTO

Muriel André De Moura, Alceu Junior Paz Da Silva, Marco Aurelio Clemente Gonçalves.

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XIX
Ano
2011
Data
04/02/2011
Linha de pesquisa
Ensino De Física E Experiências Em Ensino E Aprendizagem Em Ciências Naturais E Matemática Na Amazônia
Tipo
Pôster

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2011

Texto completo

## PROPOSTA DE ENSINO DE CIÊNCIAS: CONSTRUINDO CONHECIMENTO CIENTÍFICO SOBRE PRESSÃO ATMOSFÉRICA COM EXPERIMENTOS DE BAIXO CUSTO

## Muriel André de Moura , Alceu Junior Paz da Silva , Marco 1 2 Aurelio Clemente Gonçalves 2

1 Graduando do Curso de Lic. Ciências Naturais e Matemática - Univ. Fed. Mato Grosso UFMT - (mourafisica@gmail.com)

## RESUMO

O presente trabalho foi desenvolvido por discentes e docentes do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso e constitui-se de desenvolver e aplicar uma proposta metodológica de uma aula de Ciências para alunos do ensino fundamental onde atenda a idéia de Pressão Atmosférica. O cerne do desenvolvimento deste deu-se por conta das dificuldades em se trabalhar Ciências no Ensino Fundamental em nosso município, dada, entre outros fatores, a falta de profissionais capacitados na respectiva área. Uma vez verificadas estas dificuldades, através de minucioso levantamento junto às Escolas, e como forma de responder rapidamente às carências constatadas, buscou-se desenvolver, no que diz respeito ás atividades em sala, atividades práticas com materiais de baixo-custo que os professores de Ciências puderam, imediatamente, proporcionar aos seus respectivos alunos, no caso, discentes da quinta série do Ensino Fundamental da Rede Pública. Para a realização das atividades experimentais foi aplicada a metodologia dos três momentos, (Delizoicov e Angotti) que consiste em elaborar uma problematização inicial, organização do conhecimento e aplicação deste conhecimento. Onde antes e depois da realização de cada experimento são propostos questionários e as possíveis hipóteses da problemática do fenômeno estudado. Dentre as muitas hipóteses que vão surgindo faz-se o uso de palavras chaves propostas pelos próprios alunos, o que remete ao avaliador uma possível assimilação por parte dos alunos envolvidos. Buscou-se aplicar uma metodologia e desenvolver uma seqüência didática que atenda a idéia de Pressão Atmosférica utilizando-se de experimentos. Justifica-se a escolha do tema por tratarse de conceito com bom nível de abstração, o que o torna bastante complexo e interessante.

Palavras-chave : Experimento; Pressão atmosférica; Ensino Fundamental

## INTRODUÇÃO

A importância da atividade prática é inquestionável na Ciência e deveria ocupar lugar central no seu ensino (SMITH, 1998). No entanto, o aspecto formativo das atividades práticas experimentais tem sido negligenciado, muitas vezes, ao caráter superficial, mecânico e repetitivo em detrimentos aos aprendizados teórico-práticos que se mostrem dinâmico, processuais e significativos (SILVA & ZANON, 2000). De acordo com Borges (1997), os estudantes não são desafiados a explorar, desenvolver e avaliar as suas próprias idéias e que os

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

currículos de Ciências não oferecem oportunidades de questionamentos acerca da natureza e propósitos da ciência e da investigação científica.

Segundo Bizzo (1998), o ensino em Ciências deve proporcionar aos estudantes a oportunidade de aprimorarem suas capacidades, para que neles o senso crítico, investigativo diante do desconhecido seja despertado, fazendo com que busquem explicações lógicas e razoáveis, levando os alunos a desenvolverem posturas críticas, realizar julgamentos e tomar decisões fundamentadas em critérios objetivos, baseados em conhecimentos compartilhados por uma comunidade escolarizada.

Atividades experimentais na perspectiva construtivista são organizadas levando em consideração o conhecimento prévio dos alunos. Adotar esta postura construtivista significa aceitar que nenhum conhecimento é assimilado do nada, mas deve ser construído ou reconstruído pela estrutura de conceitos já existentes. Deste modo, a discussão e o diálogo assumem um papel importante e as atividades experimentais combinam, intensamente, ação e reflexão (ROSITO, 2003; SILVA & ZANON, 2000).

Este trabalho tem por base o fato de que o ensino de Ciências no Brasil vem sendo, nesta última década, motivo de novas discussões e reflexões na comunidade científica e no contexto do sistema educacional. Polêmicas à parte, no caso da área das Ciências, ao se analisar o desempenho dos alunos, retomam-se as discussões sobre a falta de experimentação e o ensino livresco das Ciências. Além disso, a ausência do estabelecimento de relações com o cotidiano nas situações de ensinoaprendizagem.

O ensino de Ciências tradicionalmente ministrado nas escolas de ensino fundamental é inteiramente baseado na exposição do assunto pelo professor. Por falta de condições materiais e/ou familiaridade do professor com o aspecto prático dos assuntos abordados, raramente se procura relacionar o conhecimento transmitido com seu processo de criação, ou associá-lo com o cotidiano do aluno.

Este trabalho é resultante de uma atividade prática que se propôs a desenvolver e aplicar uma proposta metodológica de ensino de Ciências para o Ensino Fundamental sobre os conceitos de Pressão Atmosférica com a aplicação de atividades experimentais complementares.

A escolha do tema justifica-se em virtude de que há a possibilidade de realizar diversos tipos de experimentos e de que se tratando de um tema onde o objeto de estudo é o ar, a utilização destes experimentos faz com que a abstração e complexidade do tema tornem-se algo lúdico e de fácil assimilação pelos alunos, além do que, o tema é tratado com interdisciplinaridade no contexto escolar.

Nesse sentido, a experimentação vem sendo defendida extensivamente como uma estratégia de ensino, a qual resulta em motivação dos alunos. A perspectiva do presente estudo tem por objetivo sugerir uma metodologia de ensino em sala de aula, onde é possível confrontar teoria e prática e seus efeitos no cotidiano dos alunos envolvidos.

Por se tratar de um tema complexo haverá a necessidade de uma previa revisão de outros tópicos que de fato irão facilitar a compreensão dos alunos e de forma que alguns outros experimentos contribuam na construção do conhecimento.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

## METODOLOGIA

À priori, foi apresentado um projeto-piloto na Escola Municipal de Educação Básica Thiago Aranda Martins, localizada em Sinop-MT, elaborado pelos discentes do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT - Campus Sinop, para professores de Ciências lotados na Escola Tiago Aranda Martins e seus respectivos alunos, foi aplicado a alunos da 5ª série do ensino fundamental, sendo duas turmas de aproximadamente 40 alunos cada.

Para a realização das atividades experimentais foi adotada a metodologia dos três momentos, sugerida por Delizoicov e Angotti (1994), que consiste inicialmente em elaborar uma problemática, seguido de uma organização do conhecimento que os alunos possuem, e a aplicação do mesmo, onde antes e depois da realização de cada experimento são propostos questionários e as possíveis hipóteses da problemática do fenômeno estudado. Dentre as muitas hipóteses que vão surgindo, faz-se o uso de palavras chaves propostas pelos próprios alunos, o que remete ao avaliador uma possível assimilação por parte dos alunos envolvidos.

## ATIVIDADES EXPERIMENTAIS DESENVOLVIDAS

- O modelo de ensino sugerido tem como objetivo apresentar um tratamento macroscópico dos conceitos de pressão atmosférica e posteriormente uma abordagem microscópica relacionada ao ar. Uma série de seqüências didáticas foi aplicada a fim de facilitar a compreensão dos alunos.

No inicio da aula, os alunos são questionados, para que assim, possam interagir com o tema central apresentado. Todo este questionamento tem por base tal prerrogativa: Onde e como podemos constatar a presença da pressão atmosférica?

No primeiro momento é realizada uma problemática diante do experimento, sendo este experimento realizado de acordo com Torricelli (experimento 1), pois foi este cientista que tornou possível medir a pressão do ar em qualquer lugar, assim com base nesse experimento foram construídos os primeiros barômetros, instrumentos que medem a pressão atmosférica e para demonstrar a força da pressão atmosférica.

## Experimento 1

- O objetivo desse experimento é a construção de um barômetro onde é possível constatar a força que o ar exerce sobre a superfície da água e com isso comprovar a presença da pressão atmosférica.
- Material utilizado: garrafa PET, recipiente (ambos transparentes) e água (figura 1).
- Procedimentos: Pegue a garrafa PET, coloque 4/5 de água em seu interior, e 2/3 de água no recipiente. Tampe a saída de água com o seu dedo polegar e coloque a mesma dentro do recipiente e destampe a saída de água da garrafa, retirando o dedo polegar, fazendo com que a garrafa fique em uma posição vertical e

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

que não encoste a saída de água no fundo do recipiente e observe o que ocorre (figura 2).

<!-- image -->

Figura 1: Material utilizado Figura 2: Experimento montado

<!-- image -->

As setas ilustradas na figura 2 demonstram o sentido que as forças exercem, do lado de fora, no recipiente a força da pressão atmosférica e do lado interno da garrafa a força da gravidade.

Foi pedido aos alunos que fizessem suas observações e respondessem algumas perguntas sobre o ocorrido no experimento, como:

- · Porque o nível de a água da garrafa não desce?
- · Porque a água no vasilhame não transborda?
- · O que ou quem impede a sua saída da água?

Em um segundo momento é discutido as idéias, argumentos e respostas que os próprios alunos o fizeram em relação ao experimento 1. Com isso dá-se uma seqüência de experimentos com o intuito de envolver os aspectos do ar.

Para facilitar a explicação dos fenômenos observados foram utilizados outros experimentos, que possam demonstrar as características que o ar possui. Tais experimentos tiveram como premissas:

- · Ocupa espaço
- · Possui massa
- · Suas propriedades (expansibilidade, compressibilidade e elasticidade)

## Experimento 2

O objetivo deste experimento é demonstrar que o ar ocupa espaço, portanto dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.

Material utilizado: recipiente, copo (ambos transparentes), um pedaço de papel e água (figura 3).

Procedimento: Amasse o pedaço de papel e coloque bem ajustado no fundo do copo, de forma que fique preso e depois mergulhe o copo de boca para baixo, em posição vertical, na vasilha que deverá ter 2/3 de água em seu interior (figura 4).

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

<!-- image -->

Figura 3: Material utilizado Figura 4: Experimento montado

<!-- image -->

Depois de mergulhado é retirado o copo, tomando cuidado de mantê-lo sempre na posição vertical. Este experimento pode levar a questionamentos como:

- · O papel que está dentro do copo, está seco ou molhado?

Logo após é feito um levantamento das possíveis hipóteses, explicando-se os fenômenos ocorrido, afim de que se possa demonstrar o fundamento teórico.

## Experimento 3

Este simples aparato serve para comprovar que o ar possui massa, através de uma fácil demonstração.

Material utilizado: duas bexigas, barbante e régua de 30 cm.

Procedimento: Pegue um pedaço de barbante e amarre no meio da régua, e a segure pelo barbante, de forma que a mesma fique em equilíbrio. Amarre em cada uma das extremidades da régua com o barbante uma bexiga vazia, demonstrando que ambas pesam a mesma massa e a régua continua em equilíbrio. Depois retire uma das bexigas vazia e a encha de ar. É possível notar que a régua perde seu equilíbrio com a bexiga cheia de ar, comprovando assim, que o ar possui massa (figura 5).

Figura 5: Experimento montado

<!-- image -->

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

## Experimento 4

Através deste experimento será possível demonstrar as propriedades do ar como: compressibilidade, elasticidade e a formação de pressão.

## Compressibilidade

Material utilizado: uma seringa de injeção de plástico descartável e sem agulha.

Procedimento: Segure a seringa e tampe o orifício de saída com o dedo indicador, depois pressione o êmbolo.

Quando pressionamos o êmbolo da seringa, o ar vai sendo comprimido, isto é, o volume de ar dentro da seringa vai diminuindo (figura 6).

Após este procedimento, questionam-se os alunos, a um nível abstrato, sobre o que possa ocorrer em uma situação como esta.

Figura 6: Experimento montado

<!-- image -->

- · Porque em determinado momento não é possível pressionar mais o êmbolo?
- · O que é, ou quem exerce esta força contrária do êmbolo
- · Quando a força exercida no êmbolo é anulada o que acontecerá? O êmbolo ficará nesta mesma posição?

À medida que o volume da seringa diminui, a pressão exercida pelo ar é aumenta, até que sua força seja igual ao valor da pressão exercida sobre o êmbolo, ficando cada vez mais difícil o êmbolo descer (figura 7).

É realizada uma ilustração na lousa para que os alunos possam imaginar que o ar é formado por partículas dispersas no ambiente (figura 6) e ao pressionar o êmbolo da seringa, conforme a seta ilustrada, as partículas de ar estão sendo comprimidas e tendendo a ocupar um espaço menor (figura 7).

## Elasticidade

Embora quando solta-se o êmbolo da seringa, da posição a qual o ar esta sofrendo compressão (figura 7), o êmbolo retorna a posição inicial conforme a seta ilustrada (figura 8), isso ocorre porque o ar volta a ocupar todo o espaço da seringa, isto demonstra que o ar possui um alto poder de elasticidade. Quando é cessada a compressão, ele volta ao volume inicial.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Figura7: Demonstrando a compressibilidade

<!-- image -->

Figura 8: Elasticidade do ar

<!-- image -->

## Experimento 5

Este experimento demonstra a expansibilidade que o ar possui, ele tende a ocupar todo o volume do recipiente ou espaço onde se encontra presente. Material utilizado: incenso e fósforo.

Procedimento: Ascender o incenso (figura 9) em uma das extremidades da sala de aula (perto da lousa) e pedir a um aluno que está na outra extremidade da sala (fundo da sala) notar se é possível sentir o cheiro do incenso. Com isso, os alunos são questionados a respeito de, como é possível sentir o cheiro do incenso a alguns metros de distancia do objeto?

- · Como foi possível notar o cheiro do incenso no fundo da sala se as janelas estão fechadas e não existe corrente de ar no ambiente?
- · Seria possível notar o seu cheiro do lado de fora da sala de aula?

Figura 9: Expansibilidade do ar

<!-- image -->

O cheiro do incenso pode chegar a todos devido a outra propriedade do ar, a de que o ar tende a se espalhar em todas as direções, preenchendo todo o espaço disponível, por isso os gases se desprendem do incenso e ocupam todo o espaço da sala de aula.

## Experimento 6

O objetivo deste experimento é comprovar que a pressão do ar está presente em nosso meio e de que é exercida em todas as direções.

Material utilizado: copo transparente de vidro, folha de papel e água (figura 10).

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Procedimento: Pegue o copo e o encha até a borda com água, não o deixando transbordar, depois coloque sobre o mesmo uma folha de papel e em seguida com cuidado, apóie a mão sobre o papel e vire o copo de boca para baixo e tire levemente a mão (figura 11).

As setas ilustradas demonstram as forças exercidas. Do lado externo do copo age a pressão atmosférica, e do lado interno do copo age a força peso da água. É possível manter o copo nessa posição (figura 11) por alguns segundos, pois neste exato momento a força que a pressão atmosférica exerce é igual a da água que esta dentro do copo. Isto corrobora com a prerrogativa de que a pressão atmosférica se faz presente no meio em que vivemos.

Algumas questões são propostas aos alunos após o experimento:

- · O que sustenta a folha de papel para que a mesma não deixe a água do copo sair?
- · Se a pressão atmosférica esta presente em nosso meio, por quê não a sentimos?

<!-- image -->

Figura 10: Material utilizado Figura 11: Demonstrado a pressão atmosférica

<!-- image -->

O resultado apresentado neste experimento é o mesmo que acontece na superfície terrestre, a atmosfera exerce pressão sobre todos os objetos envolvidos, essa explicação se deve ao fato dela ser formada de ar e possuir massa, porém nós seres humanos não podemos nota-la, pelo fato de que também possuirmos uma pressão interna em nosso corpo e as forças se igualam.

## RESULTADOS E DISCUSSÃO

Buscou-se aplicar uma metodologia e desenvolver uma seqüência didática que atenda a idéia de Pressão Atmosférica utilizando-se de experimentos. Justificase a escolha do assunto por tratar-se de um conceito com bom nível de abstração, o que o torna bastante complexo e interessante. Essa investigação levou à seguinte seqüencia: Iniciam-se as aulas com questionamentos, organizando na lousa as idéias dos alunos. Em seguida, realizamos o experimento (experimento 1): PET transparente, água e vasilha transparente. Após a observação pergunta-se: por que a água não escoa totalmente para a vasilha? Discutem-se as idéias e dá-se uma seqüência de experimentos com o intuito de problematizar os aspectos do ar. Por

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

exemplo: (experimento 3) - O ar possui massa? Concomitantemente discutem-se os conhecimentos científicos necessários para entender o tema. Para finalizar, realizase o experimento 6: Levando os alunos a mobilizarem os conhecimentos anteriormente trabalhados a fim de aplicá-los em outra situação que envolva a pressão atmosférica. Percebe-se que no ambiente escolar encontra-se presente o tema Pressão Atmosférica, também é possível observar como os alunos assimilam e vivenciam este tema em seu cotidiano.

## CONCLUSÕES

Através de uma observação pessoal, foi possível concluir que a proposta metodológica de ensino utilizada pode ser uma estratégia motivadora e capaz de auxiliar no desenvolvimento do processo de entendimento e de um melhor aproveitamento das aulas práticas, visando à construção do conhecimento científico por parte dos alunos, dos conceitos abordados neste trabalho.

A utilização de experimentos em sala, sejam elas em aulas práticas ou meramente demonstrativas, revelou-se uma próspera iniciativa que pode ser agregada a pratica de ensino do profissional de ciências. Notou-se também que os experimentos aliados a teoria despertaram o senso crítico dos alunos.

## REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil . Ed. Ática, São Paulo, SP, 1998.

BORGES, A.T. In: MOREIRA, M.A.; ZYLBERSZTA J.N.A.; DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J.A.P. O papel do laboratório no ensino de ciências. Editora UFRGS, Porto Alegre, RS, 1997. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A. P. Metodologia do Ensino de Ciências . São Paulo, Cortez: 1994. ROSITO, B.A. O ensino de Ciências e a experimentação. In: MORAES, R. Construtivismo e Ensino de Ciências: Reflexões Epistemológicas e Metodológicas. 2 ed. Porto Alegre: Editora EDIPUCRS, 2003. SILVA, L.H.de A.; ZANON, L.B. A experimentação no ensino de Ciências. In: SCHNETZLER, R.P.; ARAGÃO, R.M.R. Ensino de Ciências: Fundamentos e Abordagens. Piracicaba: CAPES/UNIMEP, 2000. VANNUCCHI, A.I.; BARROS,M.A.; GONÇALVES,M.E.R.; REY, R.C. Ciências no

SMITH, K.A. Experimentaçâo nas Aulas de Ciências. In: CARVALHO, A.M.P.; Ensino Fundamental: O conhecimento físico. 1. ed. São Paulo: Editora Scipione.1998.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.