Projeto Itinerância Luz, Ciência e Arte: A imagem é um retrato feito de luz.
Glória Regina Pessôa Campello Queiroz, Paula Nascimento, Rosália Oliveira Lemos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2011
- Data
- 04/02/2011
- Linha de pesquisa
- Divulgação E Comunicação De Física Em Espaços Formais E Não Formais
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## Projeto Itinerância Luz, Ciência e Arte: A imagem é um retrato feito de luz.
## Queiroz, Glória 1 Nascimento, Paula 2 Lemos, Rosalia 3
- 1 UERJ/Departamento de Termodinâmica e Física Aplicada / gloriaq@superig.com.br
- UERJ/Departamento de Termodinâmica e Física Aplicada / pauladechiara@gmail.com
IFRJ/Pró-Reitoria de Extensão do IFRJ/ rosalia.lemos@ifrj.edu.br
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## Resumo
A exposição Luz, Ciência e Arte: a imagem é um retrato feito de luz foi montada em uma universidade pública, no âmbito de um projeto do curso de formação de professores de Física. O projeto foi capaz de motivar estudantes desde os níveis escolares básicos até os universitários, por meio de uma proposta contextualizada historicamente na Holanda do século XVII, na qual destacamos a relevância da Óptica na construção inicial da cultura artística, filosófica, científica e tecnológica em que estamos mergulhados nos dias atuais. Partindo da provocação de um filme, 'A Moça com Brinco de Pérola', inspirado no quadro do pintor barroco holandês J. Vermeer, caminhamos das inovações do pintor, relacionandoas à questão científico-tecnológica da luz, até desembocarmos na ciência e na arte do século XX, enfatizando o papel de Einstein, celebrado internacionalmente em 2005, ano em que seus primeiros trabalhos, que abordam exatamente o tema da luz completaram 100 anos. A exposição consta de reproduções de 7 quadros de Vermeer, de uma linha de tempo relacionando Ciência e Arte, de uma câmara escura semelhante à usada no filme e de aparatos óticos de fácil reprodução. Como meio de tornar a relação universidade-escola uma via de mão dupla, concretizamos nosso desejo inicial de torná-la itinerante, de modo a atingir um público escolar maior. Em 2007 a exposição foi ampliada com o tema Astronomia Guarani e em 2009 com Cores, Ciência e Arte, prevendo-se para 2010 a inclusão do tema Forma, Ciência e Arte: entre o micro e o macromundo. No trabalho com as escolas, prévios à ida da exposição, alunos e professores são convidados a juntarem a ela a produção cultural a ser feita pela comunidade escolar. Este artigo apresenta um novo enfoque de divulgação científica voltado para a educação não formal através de itinerância de exposições nas escolas.
Palavras - chave : Ciência e Arte, Exposições Itinerantes, projeto pedagógico
## Introdução
O presente projeto se volta para a incorporação de novas linguagens ao curso de licenciatura em Física, buscando parcerias com outras áreas do conhecimento. Desse modo, são oferecidas aos futuros professores oportunidades de participar da construção de caminhos didáticos diversificados de acesso aos bens da produção cultural nos campos da ciência, da filosofia e da arte e nas interações entre elas, visando o trabalho docente nas escolas. Entendendo o currículo como prática cultural (Macedo, 2004), o conjunto de conhecimentos conceituais, atitudinais
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30 de janeiro a 04 de fevereiro de 2011
e procedimentais (Pozo e Gomez Crespo, 1998) nele presente não é visto somente como uma seleção de conhecimentos e valores que devem ser acumulados pelos alunos. Nessa visão está presente a ambivalência dos diferentes mundos culturais presentes na escola, o da cultura escolar, apoiada na cultural científica de referência, transformada em conhecimento escolar e o da cultura local familiar aos estudantes. Ao apresentar aos licenciandos, professores e alunos das escolas a Arte e a Cultura de valor universal, ao mesmo tempo em que se abrem espaços de expressão da cultura local, valorizada e apreciada pelos alunos, criam-se oportunidades de significação contextualizada dos currículos escolares e decorrentes possibilidades locais de superação de problemas e injustiças sociais, evitando-se a marginalização propiciada pelo conhecimento oferecido de forma fragmentada e rejeitado por grande parte dos alunos por considerá-lo inalcançável e A construção do saber da mediação próprio da popularização da ciência presente em ambientes de educação não formal se dá nos momentos de interação com a escola e nas apresentações dos eventos.
Itinerância é o ato de se deslocar com um propósito específico, e a importância da itinerância nas escolas é justamente possibilitar que as escolas recebam um tipo de educação não formal, encontrada na maioria das vezes em instituições sociais governamentais e não-governamentais voltadas à divulgação, como por exemplo, Museus e Centros Culturais. Por ser mais flexível, não segue necessariamente todas as normas e diretrizes estabelecidas pelo governo, formação para valores, para o trabalho e para a cidadania. (Comped, sd). A Itinerância de exposições nas escolas, além de incorporar uma nova linguagem ao ensino de Física, também pode ser vista como uma atitude inovadora na parceria Universidade - Escola que, inserida no contexto escolar, contribui para a formação do aluno associando o conhecimento adquirido na sala de aula com todo conhecimento tido como não formal, além de motivar os atuais professores para trabalharem de forma inovadora e reflexiva em parceria com o curso de Licenciatura em Física que planeja e desenvolve as exposições. Juntamente com a Itinerância nas escolas são desenvolvidas com os alunos e professores das escolas oficinas pedagógicas a partir de situações-problema que podem ser vivenciadas no cotidiano, contextualizadas em torno de um tema centralizador. A força das ações pedagógicas contextualizadas e interdisciplinares produzidas no projeto estabelece e sustenta relações entre os diferentes conteúdos e entre esses e a vida dos estudantes da escola. Acreditamos que, através do estabelecimento de um diálogo de mão dupla entre a escola e a universidade, proporcionamos novos caminhos de desenvolvimento profissional para nossos licenciandos e para os professores já em serviço.
## A Exposição
A exposição Luz, Ciência e Arte: a imagem é um retrato feito de luz (PROPONENTES, 2007) foi montada como parte das comemorações do Ano Mundial da Física realizadas pelo Instituto de Física em 2005, no âmbito de um projeto do curso de formação de professores de Física. O projeto foi capaz de motivar estudantes desde os níveis escolares básicos até os universitários, por meio de uma proposta interdisciplinar, contextualizada historicamente na Holanda do século XVII, na qual destacamos a relevância da Óptica na construção inicial da cultura artística, filosófica, científica e tecnológica em que estamos mergulhados nos
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dias atuais. Partindo da provocação de um filme, 'A Moça com Brinco de Pérola', inspirado no quadro do pintor barroco holandês J. Vermeer, estudamos as inovações na pintura barroca do pintor, relacionando-as à questão científica e tecnológica envolvendo a óptica da época, em especial o estudo da natureza da luz desenvolvida pelo físico Christiann Huygens, até desembocarmos na ciência e na arte do século XX, enfatizando o papel de Albert Einstein, o cientista celebrado internacionalmente em 2005, ano em que seus primeiros trabalhos, que abordam exatamente o tema da luz, sua velocidade e sua interação com a matéria, completam 100 anos. A exposição consta de reproduções de 7 quadros de Vermeer, de uma linha de tempo relacionando Ciência e Arte, de uma câmara escura semelhante à usada no filme e de aparatos óticos de fácil reprodução relacionados à hipótese de que artistas do século XVII utilizavam câmaras escuras e lentes como instrumentos auxiliares à produção de suas obras. Como meio de tornar a relação Universidade-Escola básica uma via de mão dupla e em função do sucesso da exposição junto aos estudantes que a visitaram, concretizamos nosso desejo inicial de torná-la itinerante, de modo a atingir um público escolar maior. Em 2007 a exposição foi ampliada com o tema Astronomia Guarani e em 2009 com Cores, Ciência e Arte, prevendo-se para 2010 a inclusão do tema Forma, Ciência e Arte: entre o micro e o macromundo. No trabalho com as escolas, prévios à ida da exposição, alunos e professores são convidados a juntarem a ela a produção cultural ser feita pela comunidade escolar, o que ocorre também durante a vinda da escola à universidade para apresentação conjunta com os licenciandos em um evento no qual a universidade abre suas portas à comunidade.
A exposição, apesar de ter sido ampliada com outros temas, pode ser levada em uma de suas partes isoladas às escolas, em função do interesse dos professores. Neste trabalho apresentamos 3 exemplos da itinerância realizada por licenciandos.
## Oficinas Pedagógicas: Saberes em Construção
Entendemos a Oficina Pedagógica como uma metodologia de trabalho em grupo, caracterizada pela 'construção coletiva de um saber, de análise da realidade, de confrontação e intercâmbio de experiências' (CANDAU, 1999, p.23), em que o saber não se constitui apenas no resultado final do processo de aprendizagem, mas também no processo de construção do conhecimento. A construção do conhecimento, a partir do trabalho com Oficinas Pedagógicas favorece a articulação entre diferentes níveis do ensino e tipos de saberes. Assim, desenvolve-se uma experiência de ensino e aprendizagem em que educadores e educandos constroem juntos o conhecimento num '... tempo-espaço para vivência, a reflexão, a conceitualização: como síntese do pensar, sentir e atuar, ...como 'o' lugar para a participação, o aprendizado e a sistematização dos conhecimentos' (GONZÁLES CUBELLES apud CANDAU, 1999, p.23).
A formação baseada na utilização de projetos na escola é considerada, atualmente, de extrema importância pelas pesquisas na área educacional. Segundo Costa (2003, p.1321):
... a construção de projectos educativos de escola leva-nos a equacionar uma concepção dos estabelecimentos de educação e ensino em que a coerência
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organizacional e o sentido estratégico constituam referências básicas a uma escola mais autônoma, participada e localmente integrada.
As Oficinas Pedagógicas são o passo inicial para a difusão entre professores e alunos da ideia de projeto pedagógico na escola. Elas servem de meio, tanto para a formação contínua do educador quanto para a construção criativa e coletiva do conhecimento pelos educandos e professores que trabalham nas escolas. Essa metodologia é pensada, com o olhar voltado para a formação desses profissionais de ensino, no contexto de um modelo epistemológico que supõe o conhecimento como um processo criativo de apropriação e transformação da realidade .
Nosso projeto, desenvolvido de forma colaborativa, busca o envolvimento não só de professores de Física, mas também das outras áreas de conhecimento, uma vez que tem por característica a busca pela integração das disciplinas escolres, visando a interdisciplinaridade. O desafio da interdisciplinaridade, cada vez mais um desafio à prática docente, é enfatizado nas orientações curriculares oficiais para o ensino médio. Como podemos querer uma escola dinâmica que trabalhe com o objetivo de alcançar uma educação para formar cidadãos para o mundo complexo em que vivemos, se não formamos professores capazes de participar de um trabalho contextualizado? Apostamos que um caminho para isso seja estimular mais o trabalho com temas que envolvam diferentes disciplinas, levando seus professores a dialogar e a construir conhecimento pedagógico novo interdisciplinar, capaz de preparar para a transformação social. A utilização dos projetos na escola é um assunto que ganha cada vez mais espaço e surge como um instrumento de transformação, na medida em que levam à valorização da interdisciplinaridade, da contextualização, do ensino-aprendizagem por meio de situações-problema e da reflexão na ação, contribuindo para que a escola cumpra seu papel social com compromisso com a formação do cidadão.
## Metodologia
Nesse projeto contamos com a parceria de 3 escolas: uma antiga escola municipal colaboradora, uma escola técnica federal e um colégio estadual, sendo a primeira de nível fundamental - 6º ao 9º ano - e os demais de ensino médio. A inserção das atividades realizadas nas escolas se deu inicialmente através de convites feitos pelos professores para a ida das exposições a suas escolas. Com essa abertura, mantivemos contatos por e-mail com os envolvidos a fim de desenvolver em parceria atividades pedagógicas relacionadas aos interesses de seus professores. Nas três escolas, a exposição Luz, Ciência e Arte: a imagem é um retrato feito de luz, em uma de suas componentes, fez parte de eventos culturais desenvolvidos pelos professores itinerantes que nos fizeram o convite em suas escolas. Os dados colhidos dos acontecimentos observados na escola foram feitos através de e-mails contendo informações sobre as atividades e um diário de bordo de uma licencianda.
## Resultados
A 1ª escola a receber a exposição Luz, Ciência e Arte no último ano foi a escola técnica federal, na I Semana de Ciência e Tecnologia: Conhecimento em
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Ação e I Mostra de Cultura, Inclusão e Africanidades , evento organizado no período de 03 a 05 de dezembro de 2009.
Os quadros abaixo apresentam parte das atividades programadas pela a escola para o mesmo evento em que a exposição foi apresentada. Além disso, durante a Mesa de abertura houve a participação da coordenadora da universidade fazendo uma breve apresentação das idéias principais e dos objetos que fazem parte do projeto itinerante. Na 'Apresentação de Trabalhos' podemos perceber a grande participação da escola. Dois meses antes os professores participaram de um encontro com duas professoras da universidade que relacionaram a exposição ao Ano Internacional de Astronomia, 2009. Os trabalhos realizados por alunos e professores da escola indicam a autoria e a orientação, além do número de alunos que assistiram cada atividade. Vê-se também que a Exposição assume papel de destaque na programação, que foi cumprida na íntegra e que constou também de cursos, palestras e atividades culturais.
Mesa de Abertura
Organização: Profª R.
## Apresentação de Trabalhos Coordenação: Profs. A. e M.
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30 de janeiro a 04 de fevereiro de 2011
## Exposição
Coordenação: Profª R. e Prof. T.
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A 2ª escola a participar da itinerância da exposição foi a escola municipal, uma antiga parceira em projetos pedagógicos, graças à liderança de uma de suas professoras de Ciências. Abaixo parte do diário de bordo da licencianda que acompanhou a chegada da exposição à escola.
' Na ocasião a professora fez uma apresentação em data show, aos alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, sobre Astronomia. Começou de uma forma bem emotiva e descontraída, mostrando imagens do 'Homem' brincando com os Astros, ou seja, pessoas simulando pegar, chutar, segurar, abraçar a Lua e o Sol. Pelo que percebi aquele foi para alguns o primeiro contato com Astronomia, tendo desde os menores (6ºano) até os maiores (9ºano) reações semelhantes. Em sua grande maioria ficaram maravilhados com as imagens e o silêncio era total, ou seja, estavam atentos e gostando do que estavam vendo. A música usada de fundo (Um samba poético) contribuiu para que as turmas se envolvessem com a apresentação, e pela feição no rosto da maioria dos alunos, acredito que eles ficaram surpresos de como era fácil 'brincar' com os astros, já que eles parecem ser tão grandes e distantes (ouvi esse comentário de alguns alunos)... Aquela introdução contribuiu para a percepção de que os Astros, ou melhor, tudo aquilo que está no céu, não é inacessível e sim pode estar tão perto de nós quanto quisermos!
Na segunda parte da apresentação (dessa vez a música foi instrumental e bem lenta) foi algo bem emotivo, que tocava no fundo do coração... Até eu fiquei emocionada!O assunto abordado foi algo muito interessante, pois a professora apresentou fotos comparativas do Sol com outras estrelas e do nosso planeta Terra com outros Astros e Planetas, a comparação utilizada serviu para nos 'dar uma lição de mora'l. De início ela começou comparando o Sol com estrelas menores, e associou isso ao fato de muitas vezes o ser humano se achar muito superior e poderoso. Da mesma forma ela fez com o nosso Planeta em comparação a outros Astros menores. Depois ela fez o contrário, nas próximas imagens tanto o Sol quanto a Terra foram comparados a astros bem maiores. A mensagem teve como objetivo mostrar a nossa insignificância em relação ao Universo em que vivemos, e mostrar que somos apenas um pontinho imerso em uma imensidão de Estrelas e Planetas, que em sua maioria são maiores que nós. Nessa hora eu ouvi um comentário de uma aluna do 6º ano que disse para a colega que estava ao seu lado: - Está vendo? Não adianta se achar muita coisa não, porque em comparação a outras coisas você não é nada... (rsrsrsrs - Risos). Acredito que isso tenha mexido com o Ego de alguns, inclusive o meu!
Na terceira parte da apresentação (Agora com uma música mais forte, ou melhor, futurista), foram apresentadas imagens de máquinas relacionadas à tecnologia e a Astronomia (Satélites, Telescópios, Foguetes, ônibus espaciais,...). No término da apresentação a mensagem foi de que a tecnologia, bem como a Astronomia, ainda está em construção, e que nós podemos ajudar nessa construção, havendo ainda muito para descobrirmos! O espaço apesar de ser imenso, não é inacessível, e o objetivo do projeto que a professora ia desenvolver com as turmas era justamente a fim de conhecermos mais o nosso Universo, com a introdução da Astronomia.
Na 2ª visita à escola municipal, juntamente com o outro bolsista de extensão, fizemos uma apresentação cujo tema principal foi Astronomia Guarani. O objetivo desta apresentação era de complementar a exposição Astronomia Guarani que estava na escola havia uma semana. O evento foi bastante propício, pois cinco
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dias depois seria comemorado pela escola o dia Índio (19 de Abril). O objetivo da apresentação, além de levar um pouco de informação sobre a cultura indígena (Tupi Guarani), tinha também como meta introduzir alguns tópicos de Astronomia que seriam abordados pelos professores de Ciências nos próximos dias (Fases da Lua, Estações do Ano, Eclipses e Efeito das Marés).
- O relato do diário de bordo da licencianda demonstra o tipo de entrosamento da itinerância da exposição com o projeto desenvolvido na escola.
- O desenvolvimento do trabalho na terceira escola envolvida neste último ano, de ensino médio regular, está descrito em outro trabalho deste SNEF. Destacamos a protagonização dos estudantes durante o evento na universidade, bem como a liderança do professor de Física. O engajamento dos alunos da escola foi comemorado por e-mails trocados entre um bolsista da universidade, o professor que lidera o projeto na escola e a coordenadora na universidade.
E-mail do licenciando, bolsista do projeto:
De fato foi muito importante o trabalho com eles, eles foram completamente autônomos e protagonizadores. Parabéns a todos que ajudaram!
E-mail resposta do professor da escola:
Parabéns para todos nós! Afinal de contas este trabalho só está saindo graças a todas as parcerias. E o trabalho continua! E um viva ao ensino das massas!
E-mail da coordenadora da universidade:
Muito bom mesmo Professor, dá parabens para os alunos, que gostem de estudar Fisica, pois vale a pena! É o que eu desejo a todos.
## Considerações Finais
A ida da exposição às escolas contribuiu para ampliar a dedicação dos alunos que se envolveram com o projeto, bem como com a motivação apresentada pelos mesmos após a passagem da exposição pela escola. As parcerias se consolidaram, tendo havido implementação ao projeto da universidade por meio de contribuições em seminários e discussões com as professoras de Arte de duas das escolas, além da participação dos alunos da escola de ensino médio regular no evento no qual a universidade abre suas portas para receber a comunidade. No caso dessa escola inverteu-se o que se vê comumente nesse tipo de evento, passando a escola a apresentar sua produção cultural, não indo à universidade apenas para conhecer o que é lá realizado.
Este trabalho visa divulgar os resultados das parcerias promovidas em torno da itinerância de exposições de Ciência e Arte que se integram aos projetos pedagógicos na escola, organizados em negociações com seus professores. A acolhida se repete a cada ano, desde o ano de 2006, exemplificando uma ação não formal integrada às ações formais na escola. Uma avaliação investigativa mais detalhada sobre os projetos nas escolas se encontra em andamento.
## Referências Bibliográficas
PROPONENTES Ciência e Arte: Vermeer, Huygens e Leeuwenhoek. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 8, p. 27-30, 2007.
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PROPONENTES A formação inicial de professores de física a partir da prática de projetos. In: VI ENPEC, 2007, Florianópolis. Atas do VI ENPEC, 2007. GURIDI, V e VILLANI, A La Investigación Del Profesor de Enseñanza Básica: Uma Revisión Histórica y algunas Discusiones Actuales NOVENO SIMPOSIO DE INVESTIGACIÓN EM EDUCACIÓN EM FÍSICA - SIEF 9 - Argentina, Rosario: 2008 -Disponível em www.fceia.unr.edu.ar/fc LIBÂNEO, J.C. e SANTOS, A (org) Educação na era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade 2ª edição, Campinas, SP: Alínea Editora, 2009 MACEDO, E. Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento: uma Visão cultural do currículo de ciências em Lopes e Macedo (orgs) Currículo de Ciências em debate, Rio de Janeiro: Papirus Ed., 2004. POZO, J. I.; GÓMEZ-CRESPO. M. A. Aprender y enseñar ciencia Madrid: Morata, 1998
PROPONENTES Weaving ties on the earth and beyond. In: ICPE2007 Conference: Building Careers with Physicss, Marrakech - Morocco. Anais da ICPE2007. Marrakech, v. único. p. 250, 2007.
TARDIF, M. Saberes Docentes e Formação Profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
VASCONCELLOS, M. M. Educação Ambiental na Colaboração entre Museus e Escolas: limites, tensionamentos e possibilidades para um projeto político pedagógico emancipatório Tese, UFF, 2008.)
COMPED disponível em http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/thesaurus.asp?
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