EXPERIMENTOTECA DE FÍSICA DO CURSO DE FÍSICA DO CAMPUS CATALÃO DA UFG
Gilmar Da Silva Neto, Bruna Lays Felix, Dorival Caetano Tiburcio Junior, Anivaldo Ferreira De Rezende, Marcionilio Teles De Oliveira Silva, Julio Santiago Espinoza Ortiz, Ana Rita Pereira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2011
- Data
- 04/02/2011
- Linha de pesquisa
- Divulgação E Comunicação De Física Em Espaços Formais E Não Formais
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## EXPERIMENTOTECA DE FÍSICA DO CURSO DE FÍSICA DO CAMPUS CATALÃO DA UFG
Gilmar da Silva Neto , Bruna Lays Felix , Dorival Caetano Tiburcio Junior , 1 2 3 Anivaldo Ferreira de Rezende , Marcionilio Teles de Oliveira Silva , Julio 4 5 Santiago Espinoza Ortiz , Ana Rita Pereira 6 7
- 1 Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão - Departamento de Física -
gilmarneto@gmail.com
- 2 Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão - Departamento de Física layslid@hotmail.com
- 3 Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão - Departamento de Física dorival.ctj@hotmail.com
4
Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão - Departamento de Física -
anivaldorezende@hotmail.com
- 5 Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão - Departamento de Física mteles2009@gmail.com
6
Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão - Departamento de Física -
jsespino20@yahoo.com
## Resumo
Observando que em geral existe uma grande desinformação e desinteresse pela Ciência Básica, em particular pela área de física, iniciou-se no segundo semestre de 2007, o projeto Experimentoteca de Física, no Campus Catalão da Universidade Federal de Goiás (CAC-UFG), com a participação de alunos e professores do curso de física. Os professores participantes do projeto atuam junto aos alunos curso de Licenciatura em Física, estimulando-os a pensar na elaboração, montagem e explicação de variados experimentos de física, utilizando materiais de baixo custo e que possam ser facilmente reproduzidos por estes quando forem atuar nas escolas da educação básica. A principal ideia ao elaborar o projeto foi criar um laboratório demonstrativo, conjugado ao laboratório de ensino do curso de física, aberto a toda a comunidade de Catalão e região, que tem acesso ao mesmo via visitas ao Campus Catalão e também via mostras expositivas em eventos que contam com a participação da UFG na região, á exemplo da Exposudeste e da Feira de Profissões do CAC-UFG, sempre procurando despertar a curiosidade das pessoas sobre os fenômenos físicos e estimular o interesse dos alunos do ensino médio pelas áreas científicas.
Palavras-chave : Experimentos de física, Difusão e popularização da Ciência.
## INTRODUÇÃO
A Região do sudeste goiano onde se localiza a cidade de Catalão faz parte do Bioma Cerrado, considerado o berço das águas do Brasil, e possui um grande potencial de extração de minérios. Como Catalão está inserido no cenário econômico estadual e nacional como importante polo industrial (mineradoras, fabricas automobilísticas, alimentícias, etc), certamente a ciência básica (física, química, biologia, etc...) desempenhará um papel fundamental para a expansão e consolidação deste. No entanto, apesar de oferecer grandes possibilidades para pesquisa em diversas áreas básicas, observa-se aqui grande desinformação e
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desinteresse pela Ciência, levando a uma baixa procura dos alunos do ensino médio por cursos dessas áreas, como no caso da Física, tradicionalmente considerada uma área difícil.
Assim, objetivando despertar o interesse e motivar os jovens estudantes, e considerando experiências vitoriosas em outras instituições, começamos em 2007 dentro das aulas das disciplinas de Prática de Ensino e Didática, o projeto da Experimentoteca de Física. O projeto atende os componentes curriculares da área de instrumentação para o ensino de física e consiste na elaboração e montagem de experimentos de física, usando materiais de baixo custo e que possam ser facilmente reproduzidos pelos professores do ensino médio. Além dessa função pedagógica existe também a ação de difusão e popularização da ciência, o que consiste na disponibilização desse laboratório à comunidade de Catalão e região, em especial aos alunos das escolas da educação básica (1º e 2º grau) durante a realização de visitas agendadas ao laboratório de ensino do curso de Física no Campus Catalão ou em mostras expositivas realizadas em outros espaços, contribuindo para melhorar a interação da UFG com a sociedade.
Com esse projeto, além de divulgar os fenômenos básicos da física, esperase a aquisição do conhecimento prático essencial a uma educação básica, e também contribuir para que as pessoas possam compreender, por exemplo, o funcionamento de um motor elétrico ou de combustão interna, ou os princípios que regem as modernas telecomunicações, os transportes, a iluminação e o uso clínico, diagnóstico ou terapêutico das radiações. Além da elaboração e montagem de diversos experimentos, o projeto envolve também, dentro das aulas da disciplina Informática para o ensino de física, o desenvolvimento e otimização de sistemas computacionais para aulas interativas, ou seja, a criação de um laboratório virtual de física.
Com a estruturação da experimentoteca e a utilização de aulas interativas espera-se contribuir para a formação de recursos humanos, na área de ensino de física (físico educador), centrada nos conteúdos de Física e sensível às mudanças tecnológicas ocorridas no mundo. Por outro lado, o acesso das pessoas da comunidade de Catalão e região (em especial os estudantes das escolas de ensino básico) aos kits experimentais e as aulas interativas possibilitará aos mesmos uma melhor formação básica e também a relacionar os fenômenos físicos ao desenvolvimento da tecnologia. Espera-se, também, despertar nos estudantes prévestibulandos mais interesse pelos cursos ligados à Ciência Básica, o que, certamente, contribuirá para o desenvolvimento regional e do Brasil.
O projeto tem sido contemplado desde 2008 com bolsas de extensão (PROBEC) e de permanência (PROCOM) que são internas à UFG e desde 2009 recebe recursos do CNPQ, em ações de apoio à difusão e popularização da ciência.
## RESULTADOS
A experimentoteca de física é um laboratório de ensino de física, que apesar de fazer parte dos componentes curriculares do Curso de Licenciatura em Física, foi concebido para ser acessível a toda a comunidade de Catalão e região, em especial às escolas de ensino básico através de mostras expositivas. A motivação é despertar o interesse e o fascínio dos estudantes pela Ciência, em especial a Física, utilizando arranjos experimentais básicos que demonstre variados fenômenos
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físicos, ao mesmo tempo em que desafia os alunos a explicarem seu funcionamento. Em geral, os experimentos que mais despertam interesse são aqueles que envolvam certo mistério e assim desafiam os alunos a entenderem o que está ocorrendo. O envolvimento dos alunos do curso de Física também é enorme, sendo a cada semestre eles procuram se superar, procurando sempre novos experimentos, com novos desafios e novos conceitos a serem explicados.
A motivação em despertar o interesse e o fascínio dos estudantes pela Ciência, em especial a Física, utilizando arranjos experimentais básicos que demonstre variados fenômenos físicos, associado ao desafio de explicarem seu funcionamento tem sido muito defendida pela área de Ensino de Física [1-10]. O uso da experimentação associada às aulas tradicionais no ensino médio tem a capacidade de estimular a participação ativa dos estudantes, despertando a curiosidade e o interesse destes e possibilitando a melhora de todo o processo de ensino-aprendizagem da física. Ademais com a experimentação pode ser dada ênfase a quantificação da física fazendo comparação entre os resultados obtidos e os valores previstos pelos modelos teóricos, verificando ainda os limites de validade das leis físicas, e ainda utilizar essas atividades para o entendimento do uso de instrumentos de medida e os erros associados a estes, como fazer o tratamento estatístico dos dados, a utilização de gráficos e demais aspectos típicos do método científico no processo de se fazer ciência, levando a melhoria da educação. Abaixo são apresentados alguns dos experimentos confeccionados pelos alunos do curso de licenciatura em física do CAC-UFG e que compõem o acervo da experimentoteca.
Figura 1 - Fotos de alguns dos experimentos confeccionados e que fazem parte do acervo existente na Experimentoteca de Física do CAC-UFG.
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Desde sua abertura ao público no final de 2007, o projeto já recebeu cerca de 5000 pessoas que participaram de atividades na experimentoteca, tanto em visitas programadas no espaço do laboratório localizado no Campus Catalão da UFG, por alunos das escolas de 1º e 2º grau de Catalão e das cidades da região, como Ouvidor, Nova Aurora, Caldas Novas e Pires do Rio, quanto em outras atividades realizadas na cidade de Catalão, como a Exposudeste e as Feiras de Profissões do Campus Catalão da UFG. Abaixo são apresentadas algumas fotos mostrando a participação da comunidade nas atividades da experimentoteca de Física.
Figura 2 - Registro das visitas dos alunos das escolas da região à experimentoteca de Física no Campus Catalão.
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Figura 3 - Registro da participação do publico no stand da UFG durante a realização da Exposudeste 2010, em Catalão - Go.
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Figura 3 - Registro da participação do publico no stand do Curso de Física durante a realização da II e da III Feira de Profissões do Campus Catalão.
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É interessante observar que os experimentos expostos e a explicação dos fenômenos ali apresentados desperta muito o interesse das pessoas durante as atividades realizadas, sendo que o 'stand' da física sempre é um dos mais concorridos nessas ocasiões. Em particular é muito gratificante observar a curiosidade, o interesse e o comportamento das crianças, elas ouvem atentamente as explicações, questionam tudo, não tem 'medo' de mexer nos equipamentos e após elas trazem os adultos que as acompanham e repetem todas as explicações ouvidas para eles. Talvez despertando o interesse das crianças, possamos no futuro ter mais alunos nos cursos ligados às áreas científicas.
Outro fator observado com a realização dessas atividades no âmbito do projeto é que vários estudantes chegam dizendo que 'odeiam a física', que não sabe 'porque estudar física' e após as atividades realizadas e das explicações sobre os fenômenos ali expostos e da importância desses fenômenos na evolução da tecnologia, eles saem encantados, sendo que já temos alunos no curso de física que se decidiram pela física depois de participarem dessas atividades.
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## CONCLUSÃO
O projeto Experimentoteca de Física vem cumprindo seu papel, pois tem estimulado os alunos do curso de Física na elaboração de kits experimentais, usando materiais de baixo custo, que podem ser reproduzidos nas escolas de ensino básico. Deste modo, além dos resultados práticos, que resultará na formação de professores de física, mais eficientes e antenados com a evolução tecnológica ocorrida ao longo dos últimos séculos, o projeto tem contribuído para que os alunos questionem e procurem compreender melhor as causas e razões dos fenômenos, e como os conhecimentos destes podem mudar toda a sociedade, principalmente entender a importância dos conhecimentos de Física na evolução de novas tecnologias, usadas nas telecomunicações, Internet, telefonia, IPODs, ou mesmo para cuidar da saúde, na área de diagnóstico médico e novas terapias ou ainda a entender a física dos fenômenos ambientais.
Considerando que as leis e princípios reconhecidos e estabelecidos da Física permanecem os mesmos, ainda que sempre incorporando novos conhecimentos e descobertas, verifica-se que entre a Física dos Físicos e a Física ensinada no Ensino Médio existe uma grande distância. Assim um laboratório acessível à comunidade proporciona uma oportunidade de observar o sincronismo entre o conhecimento teórico e o aplicado através de práticas experimentais que enfatizem a descrição qualitativa e quantitativa dos fenômenos naturais, despertando um maior interesse e compreensão dos fenômenos científicos, o que contribuirá para o desenvolvimento regional e do Brasil.
## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- [1] ARAÚJO, M. S. T.; ABIB, M. L. V. S. Revista Brasileira de Ensino de Física , vol. 25, n. 2, p. 176-194 (2003).
- [2] GREENSLADE JR, T . The Physics Teacher. Vol. 3, p. 172 - 173 (1999).
- [3] MOREIRA, M. A.; AXT, R. Tópicos em Ensino de Ciências . São Paulo Distribuidora, São Paulo, (1992).
- [4] VENTURA, P. C. S.; NASCIMENTO, S. S. Caderno Catarinense de Ensino de Física. Vol. 9, n. 1, p. 54-60 (1992).
- [5] ARRUDA, S. M. E VILLANI, A. Caderno Catarinense de Ensino de Física. Vol. 11, n. 2, p. 88-99 (1994).
- [6] VILLANI, A. V. Revista Brasileira de Ensino de Física. Vol. 11, p. 130-147 (1989).
- [7] ZYLBERSTAJN, A. Revista Brasileira de Ensino de Física. Vol. 5, n. 2, p. 316 (1983).
- [8] ABIB, M. L. V. S.. Textos: Pesquisa Para o Ensino de Ciências, n. 2, Editora da Faculdade de Educação da USP. USP, São Paulo (1988).
- [9] CARVALHO, A. M. P.; VANNUCHI, A. I.; BARROS, M. A.; GONÇALVEZ, M. A. R.; REY, R. C. -' Ciências no Ensino Fundamental' . Ed. Escrituras, São Paulo (1998).
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[10] Teixeira, S. K.; Pacca, J. L. A. - Caderno Catarinense de Ensino de Física. Vol. 11, n. 3, p. 154-171 (1994).
## AGRADECIMENTOS:
CNPQ (apoio financeiro) e ao alunos do Curso de Física do Campus Catalão - UFG.
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.