Sequência de aulas de Astronomia: da Espectroscopia à Cosmologia
Kellen N. Skolimoski, Jonny N. Teixeira, Marcelo P. Allen
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2011
- Data
- 31/01/2011
- Linha de pesquisa
- Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## Sequência de aulas de Astronomia:
## da Espectroscopia à Cosmologia
Kellen N. Skolimoski , Jonny N. Teixeira , Marcelo P. Allen . 1 2 3
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, campus São Paulo, CCT [skolimoski@hotmail.com] 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, campus Itapetininga, [jonny@if.usp.br] 3 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, campus São Paulo, CCT [ mpallenbr@yahoo.com.br ]
## Resumo
Com os objetivos de despertar o interesse do aluno pela física e promover o conhecimento sobre como a cosmologia e como as idéias associadas evoluíram até a ciência atual, elaboramos uma sequência de aulas, sendo espectroscopia o fator motivador. Para isso foram discutidas algumas características ondulatórias da luz, tais como dispersão da luz, espectros de emissão, efeito Doppler-Fizeau. A partir desses elementos, verificamos como esses fenômenos se aplicam na cosmologia moderna, especialmente na expansão do universo e na formulação da teoria da Grande Explosão. Para a aplicação desta proposta utilizamos algumas ferramentas pedagógicas que facilitaram a construção do conhecimento. Primeiro usamos as concepções prévias dos alunos para relacionar o tema ao cotidiano deles, também fizemos uso de experimentação e demonstração de fenômenos para tornar a física menos abstrata e mais acessível, além de usarmos tecnologias da informação para as aulas ficarem mais visuais e para a apresentação de um documentários. Ao final da aplicação desta proposta percebemos que os alunos participaram ativamente das atividades o que possibilitou melhor construção do conhecimento.
Palavras-chave: Concepções Prévias -Espectros luminosos -Cosmologia moderna
## Introdução
O sub-projeto para o Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), da Licenciatura em Física, do campus São Paulo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), no qual este trabalho se insere, está promovendo investigações e intervenções no ensino de Física, visando à formação de docentes com habilidades profissionais melhor desenvolvidas, colocando os licenciandos em contato com a escola, num formato diferente do estágio obrigatório, e a escola em contato com a academia, para promover um amplo e produtivo debate de idéias e práticas educativas. Neste trabalho pretendemos apresentar uma maneira de tornar certos tópicos de Física Moderna e Astronomia mais compreensíveis aos alunos. Com esse objetivo foi aplicada, em uma escola pública do Estado de São Paulo, uma proposta de ensino de Cosmologia, uma vez que esse tema é de grande interesse popular e pode alavancar a motivação dos alunos para aprender (mais) ciência.
A Cosmologia, que é o estudo da origem, estrutura e evolução do universo como um todo, é um assunto que desperta a curiosidade nos seres humanos desde os primórdios, e de certa forma perpassa todo o empreendimento científico, considerado como uma busca pelo entendimento de quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Por esse motivo revisitamos esse tema no Ensino Médio, a fim de oferecer mais uma maneira de conduzir os alunos a se interessar pela ciência. A
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abordagem escolhida possibilita, de forma simplificada, uma conexão imediata com a física moderna e contemporânea no currículo de Física do Ensino Médio, temática que tradicionalmente é deixada de lado pelos professores, sob a alegação de alto grau de dificuldade (para si) ou complexidade (para o aluno), ou falta de tempo.
## Concepções prévias
O primeiro passo para fazer os alunos se interessarem pela oportunidade de aprendizagem oferecida durante as aulas é vincular o assunto estudado aos conhecimentos já construídos por eles até este ponto de suas vidas. Desta forma, primeiramente descobrimos algumas concepções prévias dos alunos sobre o assunto, para posteriormente elaborarmos as atividades educativas, uma vez que o aluno certamente possui uma 'bagagem' de conhecimentos, que adquiriu dentro e fora da escola. É preciso que ele relacione o novo conhecimento com sua vivência e suas experiências diárias.
'A aprendizagem é muito mais significativa à medida que o novo conteúdo é incorporado às estruturas de conhecimento de um aluno e adquire significado para ele a partir da relação com seu conhecimento prévio.' (Pelizzari- 2002).
Outro fator importante a ser levado em conta é que esta problemática foi incluída nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (1999), quando alertam que 'o ensino de física tem-se realizado freqüentemente mediante a apresentação de conceitos, leis e fórmulas, de forma desarticulada, distanciados do mundo vivido pelos alunos e professores e não só, mas também por isso, vazios de significado'.
Segundo Ausubel (1982), para o aluno ter uma aprendizagem significativa, existe duas condições. A primeira é que o aluno precisa ter interesse por um determinado conteúdo, ou seja, uma disposição em aprendê-lo. A segunda é que o conteúdo aprendido precisa ser potencialmente significativo, cada indivíduo com suas experiências filtra o que tem significado para si. Justamente estas duas condições não são respeitadas no atual padrão de ensino, onde os alunos não têm interesse em aprender, já que o assunto não tem significado para eles. Por esses motivos, nossa proposta tenta relacionar o conhecimento ensinado com os significados dos alunos, inferidos a partir das concepções prévias levantadas.
## Experimentação e demonstração
A experimentação e a demonstração são recursos importantes para aproximar o aluno da ciência. Esse tipo de abordagem foi escolhida para que as aulas de física não sejam abstratas demais. Muitas vezes, fazer essas atividades não requer grandes recursos financeiros, uma vez que várias atividades podem ser realizadas com materiais de baixo custo.
'As atividades práticas podem assumir uma importância fundamental na promoção de aprendizagens significativas em ciências e, por isso, consideramos importante valorizar propostas alternativas de ensino que demonstrem essa potencialidade da experimentação: a de ajudar os alunos a aprender através do
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estabelecimento de inter-relações entre os saberes teóricos e práticos inerentes aos processos do conhecimento escolar em ciências.' (Zanon apud Blümke 2000)
Nesta proposta, incluímos duas atividades destes tipos, sendo uma experimental, onde os alunos participaram da construção e fizeram diversas observações com seu equipamento recém-construído, e uma demonstração. Através da experimentação, os alunos deveriam perceber o comportamento da luz (dispersar e formar espectros) quando passa por uma rede de difração (o 'espectroscópio' rudimentar), e também que diferentes elementos químicos, presentes em certas lâmpadas de uso cotidiano, formam espectros diferentes, que são característicos do elemento. Na demonstração, usamos um diapasão para investigar o efeito Doppler.
## Tecnologias de informação
Na atual sociedade, o uso da informática e suas tecnologias se tornou algo obrigatório, quem ainda não se adaptou a essa regra acaba sendo socialmente excluído. Apesar de muitas pessoas não terem acesso à internet , uma breve observação em escolas da periferia de São Paulo mostra que a maioria dos alunos tem uma vida social baseada em sites de relacionamentos, como: orkut e facebook . Isso acontece porque, no geral, esses alunos têm acesso a computadores dentro das escolas e nas lan houses que estão espalhadas por todos os bairros.
A difusão da tecnologia e meios de comunicação foi rapidamente absorvida pelas crianças e adolescentes, como já havia previsto Perrenoud (2005, pg.58). Isso acabou tornando-os muito visuais, assim quando passamos informações que utilizam esse tipo de recurso eles rapidamente absorvem o conhecimento (). Desta forma o uso desta ferramenta pode ser extremamente útil na educação; o professor pode fazer uso das tecnologias para se aproximar da realidade dos alunos.
Pensando nisso, fizemos uso de algumas tecnologias como: um simulador virtual e projetor de imagens. No simulador virtual os alunos tentam descobrir de que material são feitas algumas estrelas. O projetor foi usado para exibir um vídeo sobre efeito Doppler e desvio para o vermelho, além de uma aula expositiva, com uso de slides .
## Sequência de aulas
Esta proposta foi aplicada para uma turma do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, em São Paulo-SP.
Quadro 01 : Seqüência de atividades desenvolvidas
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## Descrição das Atividades
## Atividade 1 - Levantando as concepções prévias dos alunos.
Objetivo: Investigar como os alunos compreendem assuntos astronômicos e cosmológicos.
Dinâmica: Cada aluno recebeu um questionário, em seguida foi explicado que não se tratava de uma avaliação e sim de uma pesquisa sobre seus conhecimentos sobre o assunto, para que desta forma eles não procurassem a resposta certa, mas respondessem com sinceridade. Estavam presentes trinta e cinco alunos e tiveram de 35 min. para responder o questionário.
## Resultados:
- 1. Você acredita ser possível descobrir de que material é feito o Sol?
Objetivo: Para muitos parece impossível termos esse tipo de informação do sol, pois ele é muito quente, queremos descobrir se esse é um pensamento corrente entre os alunos.
Respostas esperadas: Como dito acima a maioria dos alunos não deve acreditar ser possível saber do que é feito o sol, pois ele é muito quente.
Respostas obtidas: Quinze disseram que ser possível saber do que é feito o Sol, que pode ser de meteoro ou lava vulcânica. Dezenove não acreditam ser possível saber por que o Sol é muito quente e não temos tecnologia para chegar até lá. Apenas um apresentou resposta inconclusiva.
- 2. Se pudéssemos saber do que é feito o Sol seria possível encontrar esse material aqui na Terra?
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Objetivo: Investigar se o aluno tem a idéia que o Sol é feito de algo especial, uma vez que a idéia de que o sol é feito de material comum pode incomodar.
Respostas esperadas: Acreditamos que muitos dirão que não, porque nunca vimos algo parecido na terra.
Respostas obtidas: Vinte não acreditam que pode ser encontrado aqui na Terra. Onze acreditam que sim, por exemplo, no núcleo da Terra. Dois não sabem explicar. Dois deram respostas inconclusivas.
- 3. Quais as diferenças e semelhanças existentes entre o Sol e uma estrela?
Objetivo: Como trabalharemos com composição estelar, queremos saber se o aluno reconhece que o Sol é uma estrela.
Respostas esperadas: Estrela fria e pequena, Sol quente e grande.
Respostas obtidas: Quatorze deram respostas inconclusivas. Onze Disseram que o Sol é uma estrela, porém maior que as outras estrelas. Três acreditam que a estrela é fria e pequena e o Sol é grande e quente. Quatro não sabem explicar. Três associaram o Sol ao dia e as estrelas a noite.
- 4. Explique o que significa sistema solar, galáxia e universo?
Objetivo: Como a idéia de universo está muito presente nesta proposta é importante saber se o aluno diferencia essas nomenclaturas
Respostas esperadas: Acreditamos os três têm o mesmo significado para muitos alunos.
Respostas obtidas: Dez souberam explicar razoavelmente bem. Vinte e cinco não sabem explicar.
- 5. É possível estimar o tamanho do universo, ou será que podemos considerá-lo infinito?
Objetivo: Perceber qual é o tamanho do universo do aluno.
Respostas esperadas: Para muitos alunos o universo deve ser infinito.
Respostas obtidas: Vinte e cinco acreditam que o universo é infinito. Quatro acreditam que o universo tem um tamanho determinado. Seis deram respostas inconclusivas.
- 6. Você acredita que o universo sempre existiu ou ele teve um início?
Objetivo: Perceber a influência religiosa de criação e a científica mais divulgada o Big Bang.
Respostas esperadas: Essas influências devem fazer o aluno responder que o universo teve um início, ou pela criação de Deus, ou pelo Big Bang.
Respostas obtidas: Dezessete acreditam que o universo sempre existiu. Treze acreditam que o universo teve um início. Cinco respostas inconclusivas.
- 7. Para você o universo é eterno ou um dia ele deixará de existir? Objetivo: Novamente perceber a influência religiosa.
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Respostas esperadas: Acreditamos que a idéia de que o universo é eterno deve prevalecer.
Respostas obtidas: Vinte e três acreditam que o universo é eterno. Sete acreditam que o universo deixará de existir. Cinco respostas inconclusivas.
- 8. Para você o universo sempre teve o mesmo tamanho ou ele está variando ao longo do tempo?
Objetivo: Perceber se o aluno tem alguma idéia sobre a evolução do universo.
Respostas esperadas: Não tínhamos motivo para suspeitar que os alunos preferiam uma ou outra situação.
Respostas obtidas: Dezenove acreditam que o universo sempre teve o mesmo tamanho. Onze acreditam que esse tamanho está variando. Cinco não souberam responder .
Depois de levantar essas idéias usamos esse questionário para guiar nossas aulas, e apresentar, na medida do possível, quais são as respostas científicas mais aceitas para essas perguntas. Outra utilização foi feita no final desta proposta quando os alunos apresentaram os trabalhos sobre cosmologia antiga, uma vez que muitos pensadores antigos tinham idéias que se associa ao senso comum atual, por esse motivo essas idéias são parecidas com as de muitos alunos. Por exemplo, muitos antigos acreditavam que o universo se resumia ao nosso sistema solar, ou que o Sol era feito de um material especial, assim como muitos alunos.
## Atividade 2 - Experiência: Luz e Espectros.
Objetivo: Montagem de um espectrógrafo rudimentar, observação de diferentes tipos de lâmpadas, diferenciação entre espectro contínuo e o discreto. Preenchimento do roteiro de observações.
Conteúdo: Linhas espectrais.
Dinâmica: Cada aluno recebeu uma caixa de fósforos (vazia) e um pedaço de CD, para a construção de um espectrógrafo rudimentar. Esta atividade foi realizada em aproximadamente 5 min.
Observamos as lâmpadas fluorescentes da escola. Para isso circulamos pelo pátio da escola.
Observação das lâmpadas de Na, Hg e incandescente no laboratório. Agora com o uso de dois espectrógrafos, o construído por eles e outro que havia sido montado pelo professor (o guia de montagem deste modelo encontra-se na Proposta Curricular do Estado de São Paulo, disciplina Física, volume 03 do terceiro ano). Os alunos se reuniram em grupos de cinco para realizar as observações.
Feita a observação dos espectros discretos das lâmpadas acima, eles observaram o espectro contínuo de uma lâmpada incandescente. Ao final da aula eles começaram a preencher o roteiro de observação, onde cada grupo descreveu o observado para cada lâmpada.
Resultado: Todos os alunos se envolveram na construção do espectrógrafo e ficaram ainda mais interessados pelo assunto quando observaram o espectro da
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primeira lâmpada. Alguns perguntaram se o que viram estava de alguma forma, relacionado com o arco-íris, o professor respondeu afirmativamente, mas não deu explicação para o fenômeno, o que deixou os alunos mais curiosos sobre o assunto.
Para preenchimento do roteiro os alunos ficaram bem atentos à sequência de cores observada em cada lâmpada. Todos os grupos entregaram os roteiros na semana seguinte, como combinado.
## Atividade 3 - Espectros de luz e o funcionamento do espectrógrafo.
Objetivo: Relembrar as características das ondas eletromagnéticas, esclarecer o funcionamento de um espectrógrafo e das diferentes lâmpadas.
Conteúdo: difração, modelos atômicos e contexto histórico.
Recurso didático: projetor de imagens
Dinâmica: Como os alunos já haviam estudado características das ondas eletromagnéticas, foi feita uma rápida revisão expositiva.
Fizemos uma discussão sobre o funcionamento do espectrógrafo, baseada nas perguntas 'O que ocorre com a luz quando atravessa uma rede de difração (CD)?' e 'por que o espectrógrafo deve ser preto?'
Abordamos dois modelos atômicos, sendo primeiro o de Rutherford e seus problemas de instabilidade, para em seguida passarmos para o modelo de Bohr, seus postulados e a explicação para a emissão de luz decorrente de transições eletrônicas (espectro atômico).
## Atividade 4 - Simulador: 'Astrônomo Mirim'.
Objetivo: Identificar os elementos químicos presentes em algumas estrelas.
Conteúdo: Espectroscopia Estelar.
Recurso didático: Simulador virtual
Dinâmica: Esta atividade não foi realizada na sala de aula. O simulador foi instalado nos computadores da escola para que os alunos pudessem acessá-lo fora do horário de aula. Este recurso possibilita a comparação de espectros de elementos químicos com espectros de estrelas representadas na bandeira nacional brasileira. Os alunos tiveram uma semana para realizar a atividade.
Cada aluno recebeu um roteiro para realizar a atividade no simulador que continha algumas perguntas sobre conceitos trabalhados na aula anterior, para ser usado como avaliação. Para minimizar a possibilidade dos alunos se limitarem a copiar as respostas uns dos outros, foram elaborados cinco roteiros diferentes.
## Atividade 5 - Espectropia e efeito Doppler
Objetivo: Esclarecer o que acontece com as ondas quando sua fonte ou o observador estão em movimento relativo.
Conteúdo: Efeito Doppler e desvio para o vermelho.
Recurso didático: Demonstração, visualização de documentário.
Dinâmica: Primeiramente mostramos para os alunos a diferenças do som produzido por um diapasão parado e quando colocamo-lo em movimento. Perguntamos aos alunos por que o som produzido era diferente.
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Apresentamos uma parte do documentário 'O Universo de Stephen Hawking' de aproximadamente 20mim, onde o efeito Doppler é abordado.
Discutimos a relação do fenômeno com o afastamento das galáxias.
## Atividade 6 - Expansão do universo e modelo da grande explosão.
Objetivo: Apresentar a descoberta da expansão do universo por Hubble e como isso levou à formulação do modelo da grande explosão.
Conteúdo: Desvio para o vermelho das galáxias e radiação cósmica de fundo
Recurso didático: projetor de imagens.
Dinâmica: Apresentamos outro trecho do documentário 'O Universo de Stephen Hawking', que trata da expansão do universo e de como Hubble obteve seus dados.
Apresentamos alguns fundamentos do modelo da grande explosão, como o desvio para o vermelho das galáxias, a radiação cósmica de fundo. Além de problematizar se de fato ocorreu uma explosão.
## Atividade 7 - Trabalhos de cosmologia antiga.
Objetivo: conhecer de forma simplificada as principais idéias sobre cosmologia ao longo da história recente, e os personagens que as propuseram.
Conteúdo didático: projetor de imagens.
Dinâmica: Formaram-se na sala oito grupos, sendo que cada um ficou responsável por apresentar as idéias sobre cosmologia de um dos seguintes pensadores: Aristóteles, Cláudio Ptolomeu, Giordano Bruno, Nicolau Copérnico, Johannes Kepler, Galileu Galilei, Isaac Newton. Os alunos tiveram quatro semanas para elaborar o trabalho.
Apresentação dos cartazes: Cada grupo fez um cartaz que mostrava o pensamento cosmológico do seu respectivo pensador, e tiveram aproximadamente 10mim para se apresentar, o tempo restante foi usado pelo professor para fazer um comentário sobre o trabalho de cada grupo.
## Conclusão
Através desta sequência pudemos perceber que os alunos tiveram um desenvolvimento cognitivo razoavelmente acima da média que estamos acostumados, usando o sistema padrão de ensino de Física. Assim que os alunos responderam o questionário de concepções prévias anunciamos o tema que seria discutido nas próximas aulas, pudemos percebemos que o assunto era de interesse geral, como já era esperado, pois muitos se manifestaram dizendo que sempre quiseram aprender sobre o assunto.
Na segunda atividade essa percepção de interesse dos alunos se confirmou quando todos participaram da atividade, construindo o espectrógrafo, fazendo observação dos espectros das lâmpadas e respondendo o roteiro de observações a serem feitas. Todos os grupos entregaram as atividades. Nas demais atividades a tendência de interesse dos alunos se confirmou, quando em todos os métodos de avaliação eles obtiveram resultados satisfatórios. A última atividade fechou esta sequência, os cartazes produzidos pelos alunos ficaram expostos no pátio da
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escola. Usando esses trabalhos e as concepções prévias, obtidas no início desta sequência, mostramos aos alunos que muitos pensadores tinha idéias muito parecidas com as deles, assim acreditamos ter aproximado os alunos da ciência, tirando um pouco da visão que o mundo científico é apenas para pessoas selecionadas.
Assim concluímos que esta sequência juntamente com o uso de todas as ferramentas citadas, proporcionou aos alunos aulas diferentes das que estão acostumados, tendo um resultado satisfatório.
## Bibliografia
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