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Perfil dos professores de Física do Ensino Médio das escolas públicas do município de Amargosa-BA participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/UFRB) e sua influência no ensino de Física

Naiara Vieira, Simone Fernandes, Rafael Cordeiro, Alequissandro Santos, Roney Oliveira, Aureliano Paiva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XIX
Ano
2011
Data
31/01/2011
Linha de pesquisa
Formação E Prática Profissional De Professores De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

Perfil dos professores de Física do Ensino Médio das escolas públicas do município de Amargosa-BA participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/UFRB) e sua influência no ensino de Física

## *Naiara Vieira , Simone Fernandes , Rafael Cordeiro , Alequissandro Santos , 1 2 3 4 Roney Oliveira , Aureliano Paiva 5 6

- 1 UFRB/Centro de Formação de Professores, nanah.ssv@gmail.com
- 2 UFRB/Centro de Formação de Professores, simonef.ufrb@gmail.com
- 3 UFRB/Centro de Formação de Professores, rafaelo\_c@yahoo.com.br
- 4 UFRB/Centro de Formação de Professores, alequalquer@hotmail.com
- 5 UFRB/Centro de Formação de Professores, mouraronny@gmail.com
- 6 UFRB/Centro de Formação de Professores, sanchobuendia@gmail.com

## Resumo

- O Programa de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PIBID/UFRB/CFP) vem realizando um trabalho de diagnóstico do contexto escolar de três escolas públicas de Ensino Médio do município de Amargosa-Ba. Duas dessas escolas apresentaram um baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e baixo desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) nos anos de 2005 e 2007. Tentando contribuir para a melhoria do ensino de Física nessas escolas e a alfabetização científica e tecnológica dos estudantes, o sub-projeto PIBID/Física pretende desenvolver, com os professores e bolsistas do projeto, propostas de ensino de conteúdos de Física a partir da abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). Acreditando que a formação na área de atuação e as condições de trabalho dos professores influenciam na qualidade do ensino e na implementação de novas propostas de ensino, foi realizado um levantamento do perfil dos professores de Física dessas escolas. A coleta de dados foi feita a partir de observações, conversas com professores supervisores do PIBID e questionário com abordando, entre outras coisas, ao perfil profissional dos professores. Os dados coletados indicam, entre outras coisas, que a maioria dos professores está em formação e outros não têm formação na área de Física. As principais dificuldades apontadas pelos professores quanto à profissão foram a falta de conhecimento matemático dos estudantes e de livro didático. Outro ponto percebido foi o distanciamento entre as pesquisas desenvolvidas na área de Ensino de Física e o trabalho desenvolvido em sala de aula. Alguns professores, sem formação específica, não têm conhecimento a respeito de pesquisas, periódicos e eventos da área de ensino de Física. Para a utilização da abordagem CTS será necessário a preparação desses professores com vistas a conhecer essa perspectiva de trabalho e a área de pesquisa em Ensino de Física.

Palavras-chave : perfil, professores, ensino de Física

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## Introdução

Estamos vivendo um grande e rápido desenvolvimento da ciência e da tecnologia, porém, grande parte da população ainda está à margem do acesso ao conhecimento científico. Embora tenham rápido acesso e utilizem as tecnologias em seu dia-a-dia, muitas pessoas não têm nenhuma compreensão a respeito delas. Mesmo considerando-se que o conhecimento científico não seja condição necessária para a utilização dessas tecnologias, seu conhecimento é importante para uma utilização consciente, para a reflexão com relação aos seus impactos e para a discussão de temas polêmicos veiculados diariamente pela mídia (Pinheiro, Silveira e Bazzo, 2007).

A educação científica e tecnológica é vista atualmente como essencial no processo de promoção da cidadania e inclusão social, propiciando às pessoas oportunidades para discutirem, questionarem, compreenderem o mundo que as cerca, resolverem problemas, buscarem soluções e melhorarem sua qualidade de vida. 'O exercício da cidadania e da democracia só será possível por meio da compreensão do empreendimento científico e das suas interações com a Tecnologia e a Sociedade' (Ledermam, 2007 apud Miranda e Freitas, 2008).

Acreditamos que uma forma de contribuir para a educação científica e tecnológica no ensino de Física é a partir da introdução de temas e atividades que discutam problemas relacionados à Ciência, Tecnologia e Sociedade. Esse enfoque é conhecido como enfoque CTS.

Segundo Auler e Bazzo (2001), o movimento CTS emergiu na metade do século XX a partir de um contexto que se apresentava nos países capitalistas centrais. Segundo estes autores, a degradação ambiental e a vinculação do desenvolvimento científico e tecnológico à guerra, entre outros fatores, 'fizeram com que a ciência e a tecnologia (C&T) se tornassem alvo de um olhar mais crítico' .

'A partir de meados do século XX, nos países capitalistas centrais, foi crescendo o sentimento de que o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico não estava conduzindo, linear e automaticamente, ao desenvolvimento do bem-estar social. [...] Além disso, a publicação das obras A estrutura das revoluções científicas, pelo físico e historiador da ciência Thomas Kuhn, e Silent spring, pela bióloga naturalista Rachel Carsons, ambas em 1962, potencializaram as discussões sobre as interações entre ciência, tecnologia e sociedade (CTS). Dessa forma, C&T passaram a ser objeto de debate político. Nesse contexto, emerge o denominado movimento CTS'.(Auler e Bazzo, 2001)

O trabalho com o conteúdo de Física dentro deste enfoque nos permitirá abordar interações entre ciência, tecnologia e sociedade tanto como fator de motivação no ensino quanto, prioritariamente, a partir da compreensão dessas interações, permitindo que o conhecimento científico ocupe um papel secundário (Auler e Bazzo, 2001). No entanto, para o planejamento do trabalho a ser desenvolvido nas escolas, torna-se necessário o levantamento de informações a respeito do contexto no qual tem se realizado o ensino e a aprendizagem de Física. Um ponto importante a ser considerado diz respeito ao perfil dos professores que trabalham com este conteúdo nas escolas de Ensino Médio participantes do PIBID.

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## O contexto

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) vem sendo desenvolvido por estudantes de diversos cursos de Licenciatura do Centro de Formação de Professores (CFP). Particularmente em relação ao subprojeto de Física, pretende-se iniciar, em 2011, um trabalho com enfoque CTS no ensino de Física. No entanto, percebe-se que a inserção de um trabalho com o conteúdo neste enfoque não é tarefa fácil e supõe professores com boa formação e a criação de condições para seu o desenvolvimento. Por este motivo, o primeiro passo tem sido desenvolver um trabalho de diagnóstico do contexto do ensino de Física nas escolas. A partir dessa investigação espera-se conhecer a realidade na qual o ensino de Física vem sendo desenvolvido e direcionar os trabalhos futuros de apresentação e inserção da abordagem CTS. Uma segunda etapa envolverá rodas de discussão a respeito do movimento CTS com os estudantes bolsistas e professores que tenham interesse no projeto.

Particularmente neste trabalho, temos como objetivo apresentar os resultados da investigação a respeito do perfil dos professores de Física das escolas públicas de Ensino Médio participantes do PIBID.

## Referencial teórico

Quando encontramos críticas quanto à atual situação da educação brasileira comumente são enfocados os fatores como o descaso dos governantes com a educação, escassez de verbas para o ensino público, salário defasado dos professores, estrutura curricular inadequada, entre outros. Um fator importante que deve ser levado em conta tange a formação do professores em atuação na sala de aula.

Segundo Borges (2005), o processo de universalização do ensino médio criou uma grande demanda de pessoal docente qualificado para o ensino médio. Em 2004, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) avaliou que o Brasil precisava de 55 mil professores de física apenas para atender às turmas em funcionamento naquele momento. Dados do Censo Escolar de 2009 apresentados por este instituto mostram que apenas pouco mais de 53% dos professores em atividade no ensino médio têm formação compatível com a disciplina que trabalham. A maior distorção está na área de exatas, em que o número de professores formados nos cursos de licenciatura é insuficiente para suprir a demanda. Em relação à disciplina de Física, por exemplo, o censo mostra que apenas 5% dos professores em exercício têm formação na área.

Uma vez que o Ministério da Educação (MEC) tem tentado promover uma reforma educacional em todos os níveis, essa situação é preocupante, pois 'a questão da formação, e mesmo da falta de professores para o Ensino Médio, constitui um sério obstáculo na implementação dessa reforma curricular' (Domingues et al , 2010).

Acreditamos que, entre outros fatores, a formação na área de atuação e a carga horária de trabalho dos professores são fatores importantes para a qualidade do ensino. Dentre as escolas de Amargosa-BA participantes do PIBID, em duas os

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indicadores educacionais retratam uma realidade preocupante. A primeira delas (Escola 1) apresentou, nas edições de 2005 e 2007, o pior IDEB entre todas as dezoito escolas estaduais de toda 29 Região administrativa do Estado da Bahia a (DIREC 29).

A avaliação realizada em 2007 pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) mostra que a nota atribuída à escola 1 foi SC (Sem Conceito). Outra escola (Escola 2) apresenta um resultado maior, mas ainda abaixo da média. A terceira escola atendida pelo PIBID (Escola 3) obteve desempenho no ENEM 2007 com média total igual a 50, próximo das médias estadual e nacional, porém, não tivemos acesso ao seu IDEB.

Tabela 01: Resultados IDEB e ENEM 2005 e 2007

Em cada aplicação a média nacional do ENEM é baixa, o percentual de estudantes com desempenho de bom para melhor é muito baixo, variando entre 2,5% e 18,3%, enquanto o percentual de estudante com desempenho insuficiente oscila entre 30,5% e 74% (Borges, 2005). Isso mostra que, mesmo próxima à média nacional, a média das escolas 2 e 3 no ENEM é baixa e da escola 1 preocupante. Uma das perspectivas do PIBID é contribuir para a superação desses resultados. O primeiro passo tem sido a realização do levantamento de dados quanto ao contexto escolar, perfil dos professores, prática docente e infra-estrutura das escolas. Acreditamos que a caracterização do perfil dos professores e do seu cotidiano é muito importante para a compreensão dos aspectos que condicionam seu trabalho pedagógico, a estrutura e a organização das escolas e as condições de aprendizagem dos alunos. Tudo isso se reflete nas avaliações da qualidade da educação em cada escola.

## Metodologia

Uma das primeiras fontes de informação a ser considerada foi a existência de documentos impressos e arquivos eletrônicos da escola. Esse tipo de informação não depende de uma forma específica para ser coletada e é de fácil acesso, pois existem sempre arquivos de registro dos professores. Primeiramente, foi realizada a análise destes documentos. Para complementar os dados obtidos foi elaborado um pequeno questionário a ser respondido anonimamente pelos professores. Eles responderam ao questionário na escola, evitando, assim, a perda de dados caso o respondessem e não devolvessem.

Seis professores que lecionam Física responderam ao questionário e este pequeno número se deve ao fato de uma das escolas ter apenas um professor atuando em todas as séries. Outras informações foram levantadas a partir de

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conversas informais com os professores de Física, alguns professores supervisores do PIBID nas escolas e funcionários.

As principais informações levantadas diziam respeito à idade, gênero, número de escolas em que trabalham e formação acadêmica. Foram investigados também os conhecimentos a respeito de periódicos e eventos da área de Ensino de Física e dificuldades que encontram ao lecionarem a disciplina.

Os dados referentes às respostas dos professores ao questionário e à análise dos documentos da escola foram analisados e os resultados são apresentados a seguir.

## Resultados

Quanto ao gênero, o perfil dos profissionais é predominantemente masculino. Alguns destes professores são estudantes do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Uma vez que neste curso o público é em sua maioria masculino, podemos inferir que esse contexto contribui para a predominância masculina apresentada.

Outra característica dos professores é que são, em sua maioria, jovens, com média de idade igual a 31 anos. Apenas dois professores apresentam idade superior a 30 anos. Um deles tem 38 anos e o outro 53 anos. Esse resultado possivelmente se deve também ao perfil dos estudantes do curso de Licenciatura.

Quanto às escolas em que trabalham, metade dos professores leciona Física em apenas uma escola e os demais em duas ou mais de duas escolas. Dos seis professores, apenas um tem formação concluída na área, três estão em formação e dois não têm formação específica na área em que atuam. O único professor formado é o profissional com maior carga horária, excedendo sessenta horas semanais. Segundo ele, seu trabalho envolve 5 escolas entre públicas e particulares de diferentes municípios. Os demais professores têm, em sua maioria, carga horária de 20 horas semanais, dedicando-se a uma ou duas escolas.

Os professores formados em outras áreas (Economia e Ciências Contábeis) são os únicos com curso de especialização, porém, voltada para a sua área de formação. Assim, embora sejam professores que atuam a muitos anos na área de ensino de Física (11 anos e 16 anos), nenhum desses professores possui pósgraduação na área de atuação docente.

No que se refere ao conhecimento da área de pesquisa em Ensino de Física vale a pena destacarmos a importância da formação na área específica. Apenas o professor formado na área e os professores em formação conhecem periódicos da área de Ensino de Física. Quanto aos eventos científicos da área, o Encontro de Físicos do Norte e Nordeste, foi o mais citado. Pena e Filho (2008) discutem a relação entre as pesquisas na área de ensino de Física e a 'incorporação de informações apoiadas em resultados de pesquisa, da área em questão, no âmbito escolar'. Segundo os autores, os fatores inerentes à formação do professor são os principais entraves que dificultam a incorporação de resultados de pesquisa em Ensino de Física no âmbito escolar. Nesse sentido, os professores sem formação estão à parte das discussões inerentes à sua área de atuação. É importante destacar que mesmo os professores formados e em formação apresentam um

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conhecimento muito singular da sua área, pois em meio a tantos eventos e publicações apenas um evento foi citado e também um periódico, a Revista Brasileira de Ensino de Física. A revista mais citada foi a Galileu, que é uma revista de divulgação científica voltada ao público leigo, diferentemente dos periódicos da área de Ensino de Física.

Por fim, quando indagados a respeito das dificuldades encontradas para lecionarem Física, a maioria apontou a falta de conhecimento matemático dos seus estudantes. Em seguida, foi citada, pela metade dos professores, a falta de livro didático. Embora o governo federal tenha implementado o Plano Nacional do Livro Didático do Ensino Médio (PNLDEM), ainda parece ser realidade a carência do deste material de apoio ao trabalho do professor. Segundo algumas informações, os livros foram enviados pelo MEC com base no Censo Escolar. No entanto, até que chegassem, a escola passou por modificações quanto ao número de turmas e de alunos. Isso fez com que a quantidade de livros enviada não fosse suficiente para todos e, portanto, não fosse distribuída aos alunos.

A falta de laboratório e o reduzido número de aulas foram pouco citadas. Apenas um professor apontou a questão salarial como dificuldade. Isso supõe que, embora a condição salarial dos professores não seja a ideal, as questões materiais e de conhecimento dos estudantes têm maior efeito sobre o trabalho dos professores. Um professor citou, ainda, a dificuldade de leitura, interpretação e raciocínio lógico por parte dos alunos.

Em suma, foi percebido que na realidade das escolas públicas de Ensino Médio de Amargosa ainda existem professores atuando fora de sua área de formação. Essa situação é parte do contexto nacional, pois segundo Borges (2005), em 2004 o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) avaliou que o Brasil precisava de 55 mil professores de física apenas para atender às turmas em funcionamento naquele momento. Por fim, conclui-se que a ausência de livros didáticos para atender a todos os alunos interfere diretamente no processo de ensino-aprendizagem, principalmente no nosso contexto em que muitos estudantes são da zona rural e têm apenas essa fonte de consulta.

## Considerações finais

O PIBID tem como objetivo oportunizar o contato antecipado dos futuros professores com o contexto escolar de forma diferenciada daquela vivenciada nos estágios curriculares. Os projetos desenvolvidos pelas diversas licenciaturas têm proporcionado não só uma articulação entre as escolas da rede pública e a Universidade como também contribuído para uma formação diferenciada dos estudantes bolsistas.

O trabalho aqui apresentado foi o primeiro diagnóstico do contexto no qual se insere o ensino de Física nas escolas de Ensino Médio do município e reflete uma realidade que se repete por todo o país. Os dados levantados contribuíram para discussões e para outras investigações a respeito dos aspectos que condicionam o trabalho pedagógico e as condições de aprendizagem dos alunos. A partir desta e de outras investigações realizadas pelos bolsistas temos discutido possibilidades de trabalho com o enfoque CTS nas escolas e também buscado a parceria dos professores. Dois fatores que nos chamaram a atenção e que temos levado em conta são a falta de livro didático - e outros materiais de apoio para os alunos das

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escolas - e o perfil diferenciado de cada escola. Temos uma escola composta apenas por turmas de Educação de Jovens e Adultos, uma escola de Ensino Médio Regular e uma Escola Técnica, cada qual com características e demandas diferenciadas. Estes pontos devem ser considerados no planejamento das próximas atividades do projeto.

Os estudantes bolsistas já têm participado de algumas rodas de discussão a respeito do enfoque CTS e esperamos realizá-las também com professores de Física e de outras áreas que estejam interessados em desenvolver trabalhos em conjunto. O objetivo é que a partir das discussões e dos trabalhos com o projeto possamos contribuir para a formação continuada destes profissionais e a melhoria do ensino de Física.

## Referências

AULER, D.; BAZZO, W. A. Reflexões para a implementação do movimento CTS no contexto educacional brasileiro. Ciência e Educação, v. 7, n. 1, pp.1-12, 2001.

BORGES, O. Ensinar para menos e ensinar melhor. Simpósio Nacional de Ensino de Física, XVI., 2005, Rio de Janeiro, Anais

DOMINGUES, J. J.; TOSCHI, N. S.; OLIVEIRA, J. F.. A reforma do Ensino Médio: A nova formulação curricular e a realidade da escola pública.Educação & Sociedade, n. 70, ano XXI, Abril/00

MIRANDA, E. M.; FREITAS, D.. A compreensão dos professores sobre as interações CTS evidenciadas pelo questionário VOSTS e entrevista. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, 2008. Disponível em: <http://www.ppgect.ufsc.br/alexandriarevista/numero\_3/Elisangela..pdf> Acesso em: 02 julho 2010.

PENA, F. L. A.; FILHO, A. R. Relação entre a pesquisa em ensino de Física e a prática docente: dificuldades assinaladas pela literatura nacional da área. Cad. Bras. Ens. Fís., v. 25, n. 3. p. 424-438, dez. 2008.

PINHEIRO, N. A.M.; SILVEIRA, R. M. C. F; BAZZO, W. A. Ciência, tecnologia e sociedade: a relevância do enfoque CTS para o contexto do ensino médio. Ciência e Educação, v.13, n. 1, pp. 71-84, 2007.

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