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Análise discusiva sobre uma aula de estágio de Física.

Cleber De Souza Silva, Maria Cristina Penido.

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XIX
Ano
2011
Data
31/01/2011
Linha de pesquisa
Formação E Prática Profissional De Professores De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ANÁLISE DISCURSIVA SOBRE UMA AULA DE ESTÁGIO DE FÍSICA

## Cleber de Souza Silva , Maria Cristina Penido 1 2

1 UFBA, silva.cleber@ymail.com

2 UFBA/IF/DFG, mcristi@ufba.br

## Resumo

Este trabalho está voltado para área de ensino de Física. Trabalha essencialmente a formação do professor em seus diversos aspectos. Com ele buscamos entender como as praticas pedagógicas são desenvolvidas nos estágios dos cursos de Licenciatura em Física da UFBA. Para isso ampliamos a catalogação das mini-aulas e estágios em banco de dados, iniciado em 2008 com o projeto Estudo da relação professor-aluno x tipos de aulas planejadas, publicada em Martins & Silva 2010 e aplicamos a ferramenta sociocultural para analisar o ensino de Mortimer & Scott (2002) em uma das aulas dialogadas do banco de dados, investigando como os licenciandos dão suporte ao processo pelo qual os estudantes constroem significados em salas de aula de ciências. Nas discussões apresentamos as conclusões do estudo quantitativo do banco de dados, assim como do estudo qualitativo sobre as potencialidades de uma apresentação dialogada, identificamos estratégias problematizadoras do professor em formação frente a sua turma.

Palavras-chave : Análise de discurso; formação de professores; estágio.

## Introdução

A legislação educacional em vigor no Brasil prevê uma educação básica capaz de formar indivíduos preparados para o exercício pleno da cidadania, ou seja, propõe a formação de homens e mulheres críticos, capazes de entender e transformar o universo no qual estão inseridos. Para tal fim os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino médio propõe novas orientações para o ensino, baseadas no desenvolvimento de competências e habilidades contrapondo a tradição escolar (PCN+) brasileira. Dentre as propostas podemos destacar o fim da ênfase na divisão disciplinar do aprendizado dando lugar a uma perspectiva interdisciplinar; a retirada do aluno de uma posição de passividade tornando a sua atuação o centro do processo e a consideração da realidade em que os alunos estão inseridos promovendo uma contextualização sócio-cultural das temáticas trabalhadas em sala de aula. No entanto é preciso ter clareza de que as propostas, oficiais ou não, na melhor das hipóteses, são o início de um processo de transformação e de readequação. O sucesso desse processo depende não só do mérito da proposta, mas também da história pregressa e dos meios empregados (PCNs). Entre os maiores desafios para a atualização pretendida no aprendizado de Ciência e Tecnologia, no Ensino Médio, está a formação adequada de professores, que segundo Martins (2003) ainda continuam preocupados com os conteúdos que 'tem que passar', com as formulas necessárias para resolução de problemas e etc.

Por outro lado, as pesquisas mais recentes em ensino-aprendizagem em ciências (Edwards 1998) consideram que a construção de conceitos em sala de aula acontece no plano das interações sociais. E segundo Costa (2008) a abordagem comunicativa do professor pode favorecer a ocorrência de formas diferenciadas de

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30 de janeiro a 04 de fevereiro de 2011

interação em sala de aula, desse modo cabendo a ele implementar e favorecer o diálogo.

Sendo assim, a apresentação do professor em sala de aula é decisiva na criação do ambiente comunicativo, Mortimer & Scott (2002) sinalizam a necessidade de se conhecer sobre como eles dão suporte ao processo pelo qual os estudantes constroem significados em sala de aula de ciências.

Diante desse contexto nosso objetivo aqui é entender como as práticas docentes são desenvolvidas nas aulas de estágio ao final dos cursos de Licenciatura em Física da UFBA. Para isso ampliamos a catalogação das mini-aulas e estágios em banco de dados, iniciado em 2008 com o projeto Estudo da relação professoraluno x tipos de aulas planejadas e aplicamos a ferramenta sociocultural para analisar o ensino de Mortimer & Scott (2002) em uma das aulas dialogados do BD.

## Metodologia

O estudo se desenvolveu a partir de filmagens das aulas de estágio, as quais foram analisadas e categorizadas. Os vídeos são gravações das mini-aulas da disciplina Metodologia e prática de ensino de Física I (EDC 203) e das aulas de estágio curricular obrigatório da disciplina Metodologia e prática de ensino de Física II (EDC 206), que aconteceram entre os anos de 2007 e 2009. Foram estudadas no total cento e trinta e três mini-aulas e noventa e uma aulas de estágio, envolvendo noventa e sete estudantes. Todas as aulas foram catalogadas em banco de dados, para isso utilizamos o programa computacional Microsoft Office Acces 2003. O catalogo foi produzido registrando-se:

- 1 - o ano da filmagem;
- 2 - o tema da aula;
- 3 - o tipo do vídeo se estágio ou mini-aula e
- 4 - a apresentação da aula (se expositiva; demonstrativa-experimental; grupo de estudo; expositiva-demonstrativa; ou dialogada).

Na categoria 4 as aulas expositivas e os grupos de estudo dispensam maiores comentários, enquanto as aulas expositivas-demonstrativas foram definidas como aulas teóricas onde o licenciando se utiliza de objetos concretos (molas, termômetros, imãs, lâmpadas...), de recursos audiovisuais (vídeos, retroprojetor, data show...), simulações ou até mesmo de demonstrações matemáticas para ilustrar o que está sendo narrado aos educandos. As aulas demonstrativasexperimentais foram definidas como aulas em que são extraídas inferências de procedimentos experimentais. Já as aulas dialogadas são caracterizadas pela presença das vozes dos educandos e do educador, buscando acordos, escutando opiniões e partindo da idéia de que ninguém possuí a verdade absoluta.

Vale destacar que uma aula pode conter mais de um episódio de ensino, ou seja, diferentes momentos em que o tipo de apresentação pode variar. Deste modo, durante a categorização identificamos a apresentação predominante que se configura como núcleo das intenções do professor.

Nas discussões apresentamos o gráfico que exibe o resultado quantitativo da categorização (gráfico 1).

A etapa seguinte da nossa pesquisa foi a análise de uma amostra do BD através da ferramenta sociocultural para analisar e planejar o ensino proposta por Mortimer & Scott (2002), eles elaboram uma estrutura analítica baseada em cinco aspectos que focalizam o papel do professor, são eles: intenções do professor, conteúdo, abordagem comunicativa, padrões de interação e intervenções do

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professor. Aplicando esta ferramenta buscamos entender como nas aulas dialogadas os professores dão suporte ao processo pelo qual os estudantes constroem significados em salas de aula de ciências.

Em Martins e Silva 2010, fizemos uma reflexão sobre o modelo expositivo das aulas, através da transcrição e análise de uma delas contida no BD, apontando as limitações desse tipo de transposição. Aqui estudamos com mais cuidado as ações e intenções dos professores em aulas dialogadas, discutindo as suas potencialidades.

O objeto desse estudo é uma das aulas de estágio do professor P100 onde é discutida a transformação de energia a partir da problematização dos fenômenos envolvidos e decorrente de um dos equipamentos. Usando a ferramenta proposta pelo Mortmer (2002), subdividimos em cinco episódios a referida aula, onde em cada um deles é discutido a partir da problemática envolvida.

## Resultados

Apresentamos a seguir a transcrição na integra dos episódios de ensino da aula selecionada no BD, seguida dos quadros de análise do contexto discursivo dos episódios com base no referencial metodológico.

## Episódio de ensino A: Equipamento - secador de cabelo.

O professor traz um aquecedor de cabelo para a sala, depois de energizá-lo passa a questionar os estudantes sobre o que foi gerado em seu interior, fazendo ao mesmo tempo gestos de rotação com a mão:

- P. Alguém vai colocar a mão aqui na frente para ver o que acontece. (na saída do secador).
- P. Gerou o que aqui dentro? (faz gesto de rotação com as mãos)
- 4 A . Movimento.

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- P . Movimento. (Reforça a resposta do estudante).
- P . Energia o que? Que tipo de energia é o movimento?
- 7 A . Mecânica.
- 8 P . Mecânica. Beleza.

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- P . Eu quero um dos homens, um para botar a mão na frente aqui.
- 10 A . Os homens estão tudo frocho.
- * ( há uma resistência entre os estudantes para participar da demonstração
- 11 12 13 mas logo um dos alunos se oferece e todos aplaudem. O professor liga o secador e põe a mão do aluno na frente da saída de ar).
- 14 . Agora diga para seus colegas o que foi que você sentiu!
- P
- 15 . Produz calor.

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- A

* (comenta algo mais com o professor, não audível pela gravação).

- 17 18 P . Produz calor. Rapaz... que percepção! Pessoal, palmas para o nosso colega.
- 19 * (todos aplaudem e o aluno volta a sentar).
- 20 21 P . Pessoal que tipo de energia é o calor? Que natureza de energia é o calor?
- 22 A . Luminosa.
- 23 P . Luminosa?

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- 24 25 * (vários estudantes falam ao mesmo tempo sobre qual seria o tipo de energia)
- 26 27 P . Quando você bota um arame no fogo acontece o que? O arame esquenta. Bom mas você não pode ver o calor. Ou pode ver o calor?

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As

. Não

- P . A não ser com alguns aparelhos calibrados... é... adaptados para medir esse calor e transformar esse calor em outro tipo de energia que você possa sentir ou perceber com os sentidos como a luz, a corrente elétrica.
- P . Bom, qual o nome que se dá a energia do calor?

. Química.

A

- . Química? Uma reação química gera calor também, mas neste caso aqui
- 34 35 P não tem reação química.
- 36 P . A energia é o que? Energia térmica.
- 37 38 P

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- . Aqui está envolvido mais algum tipo energia. (não identifiquei exatamente os termos mas a mensagem é esta.), (liga o secador).
- A . Energia sonora.
- P . Sonora! Que massa. (Com o tom de voz mais alto).
- 41 P . Tem mais.

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- P . Olhe quanta coisa, quanta forma de energia tem no secador e agente usa para arrumar o cabelo e nem faz idéia.
- P . Tem mais uma aqui. Qual é? Essa tá na cara e vocês nem fazem idéia ou fazem e não querem dizer. Vou deixar ligado aqui.

. Eólica.

A

* (o professor desliga o secador e diz:)

- 48 . Parece que eu ouvi alguém dizer algo.
- P
- 49 A . Eólica.

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- P . Eólica.(todos aplaudem após confirmação do professor).
- 51 P . como é seu nome?
- 52 A . Pablo.

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- P . Pablo. Você quer explicar para o pessoal o que é energia eólica?
- 54 A. Ai pegou.
- 55 56 P . Ai pegou? Mas para você definir o que está acontecendo aqui você precisa definir o que é energia eólica.
- 57 A . Energia do vento. (outro aluno diz).
- 58 P . Energia do vento.
- 59 60 61 * (O professor destaca algumas falas que julga relevante repetindo-as com evidência e escrevendo no quadro o tipo de energia no qual o estudante se refere).

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- O professor cria problemas a serem discutidos a partir do equipamento gerador e todos eles direcionados ao conceito de transformações de energia (L.3, L.6, L.14, L.20 e L.44). Com isso explora as idéias dos estudantes ao tempo que vai reforçando ou não o conteúdo das falas, dando forma aos significados de acordo com os conceitos da Física. Apesar de um discurso interativo, a abordagem comunicativa se configura como de autoridade sendo a opinião do professor conclusiva (L.5, L.8, L.17, L. 23, L.34, L.36, L.40, L.50, L.58) e não outras, como textos, vídeos e etc. Tendo em vista a variável tempo escolar, essa abordagem comunicativa se encaixa na construção de uma explicação em curto prazo.

Episódio de ensino B: Equipamento- Prancha de cabelo.

O professor apresenta o equipamento e mais uma vez questiona quais os tipos de energia envolvidos no seu funcionamento.

- P . Tem energia mecânica aqui?
- P . Depende. Se isso tiver quente e eu encostar nele e ele sair disparado que nem um doido, então pode gerar energia mecânica.
- A . Professor, energia térmica.
- P . Térmica. O principal de tudo. Você pega aquele cabelo cheio de creme e passa, chega sai aquela fumacinha, depois pede para o namorado: 'cheira aqui' (os alunos dão muita risada com a piada).

Neste episódio o equipamento gerador tem princípio de funcionamento semelhante ao anterior, é transformada energia elétrica em energia térmica. Com isso o professor permite que os estudantes continuem refletindo sobre esta transformação em específico, porém em outro contexto, desenvolvendo a idéia científica energia térmica, agora mais presente no discurso dos alunos.

Episódio de ensino C: Equipamento - Par de imãs.

- 70 71 P

- . Eu trousse mais uma coisa muito interessante para agente. E eu quero ver quem é capaz de desgrudar. (passa para a turma um par de imãs).
- P . Depois você vai passando.

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- 74 As . Um imã.
- 75 P . Vamos lá para o fundo.

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- 82 * (os estudantes começam a lançar opiniões).

P . O que é isso aqui?

* (passa o material para os estudantes que estão sentados no fundo da sala. Os alunos tentam vencer o desafio e discutem como fazer. Até que um deles consegue e todos aplaudem)

P . Alguém mais? (o par de imãs passa pelas mãos de vários alunos e a maioria consegue separá-los com esforço.)

P . Que forma de energia é esta aqui?

OBS.(há um corte no vídeo e o professor 'volta' falando sobre o peso).

Até o momento do corte no vídeo nenhuma voz individual aparece como avaliadora, existem o questionamento e as discussões generalizadas, onde todos têm opiniões a respeito do fenômeno físico.

Episódio de ensino D: Equipamento - Imã em U e esfera ferromagnética

- P . Peso não é energia. Peso é força da gravidade.
- P . Se isso daqui está parado tem energia?
- 85 As . Não

.Vocês ainda não sabem, não conhecem a natureza dessa energia mas é uma energia em potencial. Se você estiver em baixo de um pé de jaca e uma

- 86 87 88 P estiver preste a cair você vai ficar de baixo?
- 89 As . Não
- 90 91 P . Aquilo ali está prestes a adquirir uma energia que se cair em sua cabeça ... eu nem quero que isso aconteça.
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- P . Se eu largar isso aqui, isso aqui entra em movimento. Que tipo de energia é o movimento?
- 94 A . Mecânica.
- 95 96 97 98 P . Mecânica. Bom, para eu conseguir desviar ou alterar o movimento ou alterar a energia disso aqui, eu preciso de outra energia ou transformar essa energia. Olhe só. (o professor abandona uma esfera ferromagnética sob o campo magnético de um imã em formato de U).
- . Aconteceu alguma coisa?
- 99 P
- 100 A . Não.

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## Episódio de ensino E: Equipamento - calculadora

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As . Aaaaaaa !

* (O sinal toca e os alunos lamentam)

P . Na próxima aula continuamos.

Aqui o professor faz questionamentos que remetem as diferentes formas de energia nas quais a elétrica pode ser transformada, checando o entendimento dos estudantes. Também traz um novo problema ao perguntar se as diferentes formas de energia podem ser transformadas em energia elétrica. Ele não é encerrado, tendo os padrões de interação uma configuração particular de variadas provocações e respostas, sem avaliação conclusiva.

Nos episódios são predominantes as intenções do professor em criar problemas, explorar as idéias dos estudantes e introduzir a estória científica, trazendo questionamentos, selecionando e dando forma aos significados por meio de uma abordagem comunicativa interativa de autoridade. Desse modo constrói a explicação e a generalização do conceito transformação de energia.

## Discussão

Na aula estudada assistimos o professor implementando e favorecendo o diálogo, utilizando de estratégias problematizadoras para esse fim. Com isso

consegue o envolvimento de toda a turma no contexto discursivo criado em sala. Alcança a construção dos conceitos dos diferentes tipos de energia e suas transformações promovendo interações discursivas diferenciadas.

No entanto, os resultados do BD (gráfico 1), exibindo as práticas num plano quantitativo geral, mostram que estas ainda vêm resumindo-se a transmissão de informações para um publico que deve estar preparado para recebê-las, predominando-se interações

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discursivas unilaterais com a maior parte das apresentações expositivas.

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## Referências

- 1. COSTA, A. R. OLIVEIRA J. P. e ALVES, J. M. Analisando a construção de explicações individuais e coletivas em aulas sobre ligações iônicas, na 8a série. Enseñanza de las Ciencias Vol. 7 Nº1 (2008).
- 2. EDWARDS, D &amp; COLL, C (org.) Ensino aprendizagem e discurso em sala de aula: aproximações ao estudo do discurso educacional .Tradução Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: Ed. Artimez, 1998.
- 3. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática pedagógica . São Paulo: Paz e Terra, 2000.
- 4. SERPA, FELIPPE PERRET. Rascunho Digital: diálogos com Felipe Serpa . Salvador: EDUFBA, 2004.
- 5. MARTINS, M. C. &amp; SERPA, F. Uma experiência em formação de professores . XV Simpósio Nacional de Ensino de Física (XV SNEF), Curitiba 2003.
- 6. MORTIMER, E. F &amp; SCOTT, P. Atividade discursiva nas salas de aula de ciências: uma ferramenta sociocultural para analisar e planejar o ensino . Investigações no Ensino de Ciências, vol.7, nº3, dez. 2002.
- 7. MEC, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCNs+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza,Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC, SEMTEC, 2002.
- 8. SILVA, C.S. &amp; MARTINS, M. C. Dificuldades encontradas por futuros professores na execução de estágios curriculares: um estudo com os licenciandos em física da ufba. Anais do XV ENDIPE, Belo Horizonte 2010.

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