A FALTA DE PROFESSORES DE FÍSICA: UM LEVANTAMENTO EM PERIÓDICOS VOLTADOS AO ENSINO DE FÍSICA E CIÊNCIAS
Bruno Marques-Dos-Santos, Sérgio Kussuda, Fábio De Souza Alves, Roberto Nardi
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2011
- Data
- 31/01/2011
- Linha de pesquisa
- Formação E Prática Profissional De Professores De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
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## A FALTA DE PROFESSORES DE FÍSICA: UM LEVANTAMENTO EM PERIÓDICOS VOLTADOS AO ENSINO DE FÍSICA E CIÊNCIAS
Bruno Marques-dos-Santos¹, Sergio Kussuda², Fábio de Souza Alves³, Roberto Nardi 4
1 Secretaria de Educação do Estado de São Paulo lotado na Escola Estadual Prof. Sebastião Inoc Assumpção e Faculdade de Ciências - UNESP/Bauru - SP , e-mail: brunomarsantos@fc.unesp.br
- 2 Faculdade de Ciências - UNESP/Bauru - SP, e-mail: sergiokussuda@gmail.com
- 3 Faculdade de Ciências - UNESP/Bauru - SP, e-mail: fsalves@fc.unesp.br
4 Faculdade de Ciências - UNESP/Bauru - SP , e-mail: nardi@fc.unesp.br
## Resumo
A falta de professores de física na educação básica é evidente nas escolas brasileiras como demonstram as notícias correntes nos meios de comunicação em massa e o número de professores formados em outras áreas ministrando as aulas de física. Para sanar este problema Ibañez et al. (2007) propõem várias soluções estruturais, entretanto estas são apenas voltadas à formação de maior quantidade de professores, mas não visam melhorar a qualidade do trabalho docente, embora em seus pressupostos tenham indicado a necessidade de melhoria das condições de trabalho. Contudo ao considerarmos que existem apenas 30 professores efetivos de Física para 63 escolas públicas de ensino médio em Bauru e que existe um curso de licenciatura que forma licenciados em Física desde 1969, pode se deduzir que os licenciados não estão atuando nas carreiras docentes, logo o investimento na formação inicial de professores provavelmente não irá sanar este problema. Partindo disso, surgiu a seguinte questão: Para onde estariam indo estes profissionais? Para sanar esta dúvida foi realizado um levantamento em dez revistas brasileiras sobre pesquisa em Ensino de Física e/ou Ciências, publicadas na última década através das palavras-chaves: Formação de professores, história de vida, professores de física atuantes, futuro do licenciando em física, absenteísmo docente. Primeiramente era analisado o título do artigo, caso existissem dúvidas sobre sua relevância, era analisado o resumo, caso ainda fosse necessário, era estudado o texto na integra. Os resultados que obtivemos através de consulta utilizando palavras chaves apresentaram muitos resultados não relacionados ao tema escolhido, constatamos assim, a existência de pouquíssimos trabalhos abordando o tema em questão, o que justifica um trabalho mais minucioso para descortinar o problema da falta de professores de Física no Brasil.
Palavras-chave : Falta de Professores de Física, Formação de Professores de Física, Estado da Arte
## 1. Introdução
A experiência diária nas escolas nos faz perceber a carência de professores de física tanto nas escolas públicas como nas particulares. Para se ter uma ideia, na região de Bauru temos 30 professores efetivos para 63 escolas públicas de ensino 1
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médio 2 , sendo que em Bauru há um curso de licenciatura plena em física desde 1969 com a antiga Fundação Educacional de Bauru (FEB), que em 1985 foi transformada em Universidade de Bauru e em 1988 foi encampada pela UNESP. Na região de Andradina, onde também há curso de licenciatura na Unesp de Ilha Solteira desde 2005, há nas bases de dados do DRHU 12 professores efetivos para 16 escolas . Isso nos leva a indagação: Para onde estão indo esses profissionais? 3
Consideramos que a profissão docente a muito é desvalorizada. Villani, Pacca e Freitas (2002) em artigo que traz um breve histórico do ensino de ciências e a formação de professores de ciências, indica um aumento massivo de alunos nas escolas públicas e junto, um processo de desvalorização do docente. Na década de 90 muitos professores desistem da profissão, redendo-se a um status quo onde considera-se que não há mais nada a fazer pela educação. Principalmente nas grandes cidades, o aumento da violência, tráfico de drogas e o controle do crime organizado, além do número elevado de alunos por professor, são fatores desestimulantes da profissão que contribuem para degradação do seu status .
Como hipóteses iniciais, pensamos que os fatores que estão relacionados à problemática de falta de professores de física, mesmo sendo formados um número que pelo menos supriria a região onde se encontram as instituições de formação, são os seguintes: Desvalorização da profissão docente pela sociedade, salários baixos do ensino público levando os licenciados para as escolas particulares, inserção do licenciando em pós-graduações com bolsa que é mais atraente do que a escola e inserção do licenciando em pesquisa 'dura'.
Para entender um pouco desse panorama, buscamos as publicações em eventos relacionados em formação de professores que tratam do tema 'Futuro do licenciando em Física' e 'Condições de trabalho do professor de Física'. Usamos como palavras-chave do levantamento: Formação de professores, história de vida, professores de física atuantes, futuro do licenciando em física, absenteísmo docente.
Queremos obter subsídios que nos permitam entender e caracterizar os fatores que tornam legítimos a pergunta: 'Por que faltam tantos professores de Física no Brasil inclusive nos centros formadores de licenciados em Física?'.
## 2. Estado da Arte
Estado da arte é a intenção de mapear e discutir certa produção bibliográfica procurando os principais aspectos e dimensões que vem sendo destacado em diferentes épocas e lugares.
Para facilitar as buscas de artigos produzidos em uma determinada área, as universidades criaram catálogos em que apresentavam a bibliografia das obras produzidas, contudo, quando passou a expandir o acesso dessa produção à sociedade, aumentar o número de obras produzidas e devido à imprecisão dos títulos, passou a ser necessária a introdução de resumos das obras.
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Segundo Ferreira (2002), embora o resumo seja heterogêneo, uma vez que é produzido por diferentes autores e de diferentes formas de acordo com o meio de divulgação, apenas a leitura de resumos das obras se mostra suficientes para um levantamento do estado da arte, pois informam de forma sucinta a obra que o origina, a que se referem, o que se pretendeu investigar, a forma e os resultados obtidos. O conjunto dos resumos pode nos contar uma história da produção acadêmica de um determinado assunto, contudo essa história não é verdadeira, mas sim uma visão do pesquisador do estado da arte.
A possibilidade de leitura de uma História pelos resumos que sabemos não pode ser considerada a única, tampouco a mais verdadeira e correta, mas aquela proposta pelo pesquisador do 'estado da arte'; pode ainda ser resultado da compreensão das marcas deixadas pelos autores/editores em cada resumo e do estabelecimento de relações de cada um deles (resumo) com outros, e também com uma bibliografia que extrapola a da produção de dissertações e teses. (Ferreira, 2002)
Em contrapartida Megrid afirma que a leitura apenas dos resumos não é suficiente.
Os dados bibliográficos dos trabalhos já permitem uma primeira divulgação da produção, embora bastante precária. Os resumos ampliam um pouco mais as informações disponíveis, porém, por serem muito sucintos e, em muitos casos, mal elaborados ou equivocados, não são suficientes para a divulgação dos resultados e das possíveis contribuições dessa produção para a melhoria do sistema educacional. Somente com a leitura completa ou parcial do texto final da tese ou dissertação desses aspectos (resultados, subsídios, sugestões metodológicas, etc.) podem ser percebidos. Para estudos sobre o estado da arte da pesquisa acadêmica nos programas de pós-graduação em Educação, todas essas formas de veiculação das pesquisas são insuficientes. É preciso ter o texto original da tese ou dissertação disponível para leitura e consulta. (Megrid, 1999 apud Ferreira, 2002).
Para o levantamento realizado nesta pesquisa inicialmente foram buscadas as palavras-chave, em seguida procuramos ler os títulos e resumos encontrados, caso ainda não fosse possível deduzir se o trabalho tratava do futuro do licenciando era realizado a leitura da obra na sua integra. Foram realizados levantamentos nos periódicos relativos à última década. Um fato decorrente do levantamento que julgamos digno de nota é que as palavras-chave que usamos na pesquisa muitas vezes não correspondem com as palavras-chave do artigo, pois o sistema de busca nas revistas consultam palavras contidas nos títulos e resumos dos artigos.
## 3. Levantamento em Revistas da Área
Para o levantamento de artigos publicados foram selecionadas as principais revistas nacionais da área de ensino de física e/ou ciências organizadas na primeira coluna da tabela 01. Nem todos os sites das revistas consultadas possuem um sistema de busca por palavras-chave, nestes casos, realizamos a leitura, ano após ano, de todos os títulos publicados e disponibilizados no site.
Tabela 0 1 : Revistas Pesquisadas e Forma de Investigação
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Os únicos trabalhos encontrados que tratam especificamente do déficit de professores de física como um problema são:
- a) BORGES, Oto. Formação inicial de professores de Física: Formar mais! Formar melhor! Revista Brasileira de Ensino de Física . v. 28, n.2, p. 135-142, 2006.
- b) GOBARA, Shirley Takeco; GARCIA, João Roberto Barbosa. As licenciaturas em Física das universidades brasileiras: um diagnóstico da formação inicial de professores de física. Revista Brasileira de Ensino de Física . v. 29, n. 4, p. 519-525, 2007.
Borges (2006) concorda com a necessidade de se formar mais professores de física por ano, porém, em seu artigo ressalta a importância de uma formação inicial de qualidade, que se baseie em resultados de pesquisas científicas.
Gobara e Garcia (2007) realizam um levantamento sobre as licenciaturas em física do Brasil consultando dados no INEP. Apontando o déficit de professores de física como problema do ensino de física, os dados levantados permitem fazer projeções do número de licenciaturas existentes no país, o número de formandos e quais as projeções para 2010. O estudo levantou informações entre os anos de 2001 e 2005.
- O número de publicações em ensino de ciências é enorme, portanto, a seguir serão expostos apenas alguns artigos que foram encontrados e que, pelo título ou pelas palavras-chave, apareceram como possíveis trabalhos relacionados à falta de professores de física no Brasil. A intenção é caracterizar os assuntos mais comuns resultante da busca pelas palavras-chave utilizadas.
## 4. Exemplos de Artigos Encontrados
Apresentaremos 7 trabalhos, organizados por revistas, que exemplificam os assuntos mais abordados nos artigos encontrados durante o levantamento bibliográfico. Colocaremos cada trabalho referenciado segunda as normas da Abnt e seguido de um comentário.
- 1) ARRUDA, Sérgio de Mello; UENO, Michele Hidemi. Sobre o ingresso, desistência e permanência no curso de física da Universidade Estadual de Londrina: algumas reflexões. Revista Ciência e educação, Bauru, vol.9, n.2, p. 159-175, 2003.
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Muitos trabalhos deste tipo foram encontrados na busca. Trata-se de investigar sobre os motivos que levam estudantes de licenciatura a abandonarem o curso. Este trabalho especificamente trata dos motivos que levam licenciandos de física da universidade de Londrina a abandonarem o curso. Pensamos que um dos fatores fosse os baixos salários da profissão, mas na graduação o que apareceu foram fatores emocionais (empatia por colegas e professores, apoio da família, distância desses, dificuldade nas disciplinas).
- 2) BEJARANO, Nelson Rui Ribas; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Tornandose professor de ciências: crenças e conflitos. Revista Ciência e educação, Bauru, vol.9, n.1, p. 1-15, 2003.
A investigação se dá sobre uma professora iniciando sua atividade docente no contexto de ainda ser aluna de estágio supervisionado. Este trabalho não se enquadra em nosso tema porque consideramos que professores que ainda são alunos de graduação possuem motivações relacionadas muito mais ao emocional e às cobranças da faculdade do que ao contexto da atividade em si e os seus meios de subsistência.
- 3) VILCHES, Amparo; EDWARDS, Mônica. Las concepciones de los profesores de ciencias brasileños sobre la situación del mundo. Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.5, n.3, p. 213-236, 2000.
Trata das concepções que professores possuem a respeito de problema ambientais, que podem afetar o futuro do planeta e da humanidade. Não se enquadra no nosso tema.
- 4) FOUREZ, Gèrard. Crise no ensino de ciências? Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.8, n.2, p. 109-123, 2003.
- O trabalho trata da realidade da Bélgica de língua francesa e inicia afirmando que o seu ensino de ciências está em crise. Os fatores que são elencados como culpados desta crise são: os alunos, os professores de ciências, os dirigentes da economia, os pais, os cidadãos. Nos interessou no sentido de apresentar o problema do ensino de ciências um problema dos países industrializados e não exclusivo dos países mais pobres.
- 5) BEJARANO, Nelson Rui Ribas; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Professor de ciências novato, suas crenças e conflitos. Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.8, n., p. 257-280, 2003.
Trata-se de um estudo de caso. Os autores investigam as preocupações de uma professora que inicia sua atividade em uma escola particular com alunos de 5 a série. A professora também é aluno de estágio supervisionado. Essas condições fazem com que o trabalho não seja relevante para o nosso tema específico.
- 6) CHAPANI, Daisi Teresinha; CARVALHO, Lizete Maria Orquiza. As políticas públicas na história da formação de uma professora de ciências: uma análise a partir de contributos do pensamento habermasiano. Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.14, n.3, p. 321-339, 2009.
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- O trabalho trata da história de vida de professores de uma região da Bahia e quais fatores influenciaram sua formação docente. O foco são as políticas públicas e a influência de fatores subjetivos como condição social dos professores, região que se encontravam e situações da vida tiveram influência marcante.
- 7) PENA, Fábio Luís Alves; FILHO, Aurino Ribeiro. Relação entre a pesquisa em ensino de física e a prática docente: dificuldades assinaladas pela literatura nacional da área. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, vol.25, n.3, p. 424-438, dez. 2008.
- O trabalho trata da problemática das pesquisas em ensino de ciências não chegarem às salas de aula. Os fatores apontados para essa problemática são: a formação inicial dos professores, as propostas curriculares das escolas, as políticas públicas.
## 5. Discussão
Os trabalhos expostos foram classificados na tabela 2 segundo os assuntos os quais sugerem a leitura de seus resumos.
Através da observação do quadro podemos perceber que os temas voltados à falta de professor, encontrados pela busca utilizando a palavra chave apresentou poucos resultados pertinentes ao tema, e que aparentemente as publicações estão mais voltadas à formação inicial do professor em detrimento da preocupação da existência ou não de docentes formados em física atuando no ensino médio.
Analisando os dois trabalhos relativos à falta de professores de física no ensino médio podemos identificar que os trabalhos apresentam uma abordagem voltada à formação inicial dos professores, principalmente em relação à quantidade de professores formados. Ao pensarmos na quantidade de formados nos cursos de física das universidades onde os autores se formaram, é possível de se concordar com a afirmação de que poucos professores são formados neste curso, contudo apenas o baixo número de formados não explica a falta de professores de física nos centros formadores de licenciados em física, uma vez que em na região de Bauru existem 53 escolas administradas pela secretaria da educação, 77 pelo município, 3 pela secretaria da ciência e tecnologia e 105 particulares, ao todo são 238 escolas 4 (somando as escolas de nível fundamental e médio), considerando que os
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professores possuem carga mínima de 10 aulas semanais seriam necessários formar no mínimo 24 professores. Contudo observamos que o número de professores de física formados na instituição de ensino superior em Bauru supera tranquilamente esse número com o total de professores formados em apenas três anos. Logo, podemos inferir que existem mais fatores responsáveis pela falta de docentes de física no ensino médio. Para verificar tal hipótese está sendo realizado uma pesquisa que visa elencar para onde estão sendo realocados os formados no curso de licenciatura de física de uma universidade, uma vez que acredita-se que a maioria não está se dirigindo à docência.
## 6. Conclusão
Nesta investigação procuramos encontrar trabalhos que pudessem subsidiar e nos orientar no sentido de compreender a ausência de professores de Física nas escolas de ensino médio. A quantidade de publicações da área é muito grande, mesmo quando restringimos a busca. Mesmo assim, constatamos poucos trabalhos investigando sobre tal tema, porém não significando, aos nossos olhos, que ele seja um fato ignorado pelos pesquisadores em ensino de ciências, pois muitos trabalhos se preocupam em melhorar a formação inicial de professores e mantê-los na profissão após licenciarem-se.
Não fomos felizes nas palavras-chave escolhidas, pois usar 'formação de professores' como elemento de busca resultou em enorme gama de resultados, exigindo de nós muito trabalho de leitura. Porém a experiência adquirida, muito contribuiu para futuras investigações.
Enquanto pensamos em problemas de ensino e aprendizagem de física nos variados níveis de ensino, o número de licenciados em física além de ser baixo, não corresponde ao número de professores atuantes nas escolas.
Borges (2006) propõe uma melhor formação inicial para o licenciando em física, mas sem esquecer que é preciso aumentar o número de professores formados anualmente, acrescentaríamos que, além dessa preocupação em se formar mais, é preciso uma política de incentivo para que estes fiquem nas escolas.
A quantidade de obras levantadas se mostra muito pequena para realizarmos generalizações, contudo já foi possível de se observar a dificuldade de se constituir um Estado da Arte. Em paralelo a este levantamento foi realizado outro em teses e eventos e observou-se a mesma dificuldade em se encontrar trabalhos que abordassem o tema de forma mais profunda.
Finalmente, o trabalho de Gobara e Garcia (2007) sugere que se realize esse aprofundamento na questão, pois o trabalho realizado por eles trata-se do levantamento de informações sobre professores de física formados entre os anos de 2001 e 2005 com estimativas até 2010. Nos permitimos, de acordo com essas estimativas, questionar: Foram tomadas medidas para se incentivar o licenciado em física atuar nas escolas? Se sim, quais foram essas medidas? A quem compete realizar essas medidas? Quais os fatores que impedem uma ação mais eficaz?Esperamos responder essas questões em breve.
## 7. Referências Bibliográficas
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ARRUDA, Sérgio de Mello; UENO, Michele Hidemi. Sobre o ingresso, desistência e permanência no curso de física da Universidade Estadual de Londrina: algumas reflexões. Revista Ciência e educação, Bauru, vol.9, n.2, p. 159-175, 2003.
BEJARANO, Nelson Rui Ribas; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Tornando-se professor de ciências: crenças e conflitos. Revista Ciência e educação, Bauru, vol.9, n.1, p. 1-15, 2003.
BEJARANO, Nelson Rui Ribas; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Professor de ciências novato, suas crenças e conflitos. Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.8, n., p. 257-280, 2003.
BORGES, Oto. Formação inicial de professores de Física: Formar mais! Formar melhor! Revista Brasileira de Ensino de Física . v. 28, n.2, p. 135-142, 2006.
CHAPANI, Daisi Teresinha; CARVALHO, Lizete Maria Orquiza. As políticas públicas na história da formação de uma professora de ciências: uma análise a partir de contributos do pensamento habermasiano. Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.14, n.3, p. 321-339, 2009.
FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As Pesquisas denominadas 'Estado da Arte', Educação & Sociedade , n° 79, p. 257-272 agosto, 2002.
FOUREZ, Gèrard. Crise no ensino de ciências? Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.8, n.2, p. 109-123, 2003.
GAUTHIER, Clermont. Por uma teoria da pedagogia : pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Tradução Francisco Pereira de Lima - Ijuí/BRA: UNIJUÍ - (Coleção fronteiras da educação), 1998.
GOBARA, Shirley Takeco; GARCIA, João Roberto Barbosa. As licenciaturas em Física das universidades brasileiras: um diagnóstico da formação inicial de professores de física. Revista Brasileira de Ensino de Física . v. 29, n. 4, p. 519-525, 2007.
IBAÑEZ et al. Escassez de Professores no ensino médio : propostas estruturais e emergencias. Brasilia, DF: MEC/CNE/CEB, 2007.
PENA, Fábio Luís Alves; FILHO, Aurino Ribeiro. Relação entre a pesquisa em ensino de física e a prática docente: dificuldades assinaladas pela literatura nacional da área. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, vol.25, n.3, p. 424-438, dez. 2008.
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Tradução Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre/BRA: Artes Médicas Sul, 2002. PIMENTA, S. G. Saberes pedagógicos e atividade docente. 2 ed. São Paulo/BRA: Cortez, 2002.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional . Tradução de Francisco Pereira de Lima. Petrópolis, Rio de Janeiro/BRA: Vozes, 2002.
TARDIF, M. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários, Revista Brasileira de Educação, São Paulo, nº 13, abril, 2000.
VILCHES, Amparo; EDWARDS, Mônica. Las concepciones de los profesores de ciencias brasileños sobre la situación del mundo. Revista Investigações em Ensino de Ciências, vol.5, n.3, p. 213-236, 2000.
VILLANI, A.; PACCA, J. L. A.; FREITAS, D. Formação do professor de ciências no Brasil: Tarefa impossível? In:ENCONTRO DE PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA, 8., 2002, Águas de Lindóia. Formação do professor de ciências no Brasil: Tarefa impossível? Disponível em
<http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/viii/trabalhos/autores\_A.htm> Acesso em: 29 de jul. 2010.
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