ESTILOS DE APRENDIZAGEM: UMA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO.
Artur Justianiano Roberto Júnior, Fernando De Andrade Fernandes, Zilar Dias, Valquíria Guimarães, Juliana Gonçalves.
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2011
- Data
- 03/02/2011
- Linha de pesquisa
- Linguagem E Cognição No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ESTILOS DE APRENDIZAGEM: UMA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO.
Artur Justiniano Roberto Júnior , Fernando de Andrade Fernandes , Zilar 1 2 Dias 3 , Valquíria Guimarães , Juliana Gonçalves 4 5
- 1 Universidade Federal de Alfenas/ Instituto de Ciências Exatas/Curso de Física, arturjustiniano@gmail.com
- 2 Universidade Federal de Alfenas/ Instituto de Ciências Exatas/Curso de Física, prof.fisica.fernando@hotmail.com
- 3 Universidade Federal de Alfenas/ Instituto de Ciências Exatas/Curso de Física, zilar\_dias@hotmail.com
- 4 Universidade Federal de Alfenas/ Instituto de Ciências Exatas/Curso de Física, quiragui21@hotmail.com
## Resumo
Dentro da área do conhecimento de Ciências da Natureza, o professor de física encontra muitas dificuldades no que se refere ao aprendizado dos alunos do ensino médio dos conteúdos dessa disciplina. A maneira clássica com que a física é ensinada na maioria das vezes não motiva e desperta a atenção dos alunos. É preciso reconhecer que os estudantes são diferentes e que cada um tem seu próprio estilo de aprendizagem, e que para atender a esses diferentes estilos é necessário que os professores reconheçam essas diferenças. Diante desse quadro o objetivo desse trabalho é discutir uma proposta de aula de física para o ensino médio, optamos pelo tema introdução a eletrostática, que atenda aos quatro estilos de aprendizagem de Felder e Soloman. Com isso pretendemos mostrar que é possível planejar uma aula que possa despertar o interesse pela física para o maior número de estudantes possível, de forma que o processo de ensino-aprendizagem torne-se mais atraente e motivador tanto para o professor como para os alunos.
Palavras-chave : Estilos de Aprendizagem. Ensino de física. Física. Ensino médio.
## 1. Introdução
A inadequação dos métodos tradicionais do ensino de física no ensino médio das escolas públicas tem sido motivo de preocupação e desconforto entre os professores. A exigência de conhecimento na área de Ciências da Natureza tem sido cada vez mais cobrada e acentuada pelos processos de ingresso no ensino superior. Segundo ROSA e ROSA (2005) a preocupação central ainda está na identificação do estudante com o objeto de estudo, levantando, portanto, uma questão básica sobre a real importância do ensino dessa ciência no ensino médio. Não que a disciplina não tenha importância no processo de formação do estudante, mas sim da maneira com que ela é ensinada e imposta aos estudantes nessa fase.
Parece ser consenso nas pesquisas apresentadas em periódicos e revistas de ensino do Brasil que a maneira apresentada nos livros didáticos e consequentemente ensinada em sala de aula estão longe da melhor proposta e utilização da física (ROSA;ROSA,2005). O modelo de ensino-aprendizagem
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baseado em aulas expositivas, demonstrações de exercícios, avaliações quantitativas impede um real desenvolvimento de competências por parte do estudante (BAGGIO;FRANCISCO,2005). A exploração dessas competências vai muito além de livros didáticos e resolução de exercícios, mas baseia-se na interdisciplinaridade e no conhecimento da ciência como uma forte ferramenta para a resolução dos problemas cotidianos.
Uma informação importante ao professor na hora de planejar sua aula é saber se seus alunos preferem trabalhar sozinhos ou em grupos, se preferem concluir um trabalho primeiro antes de começar outros ou se vários trabalhos paralelos fazem o rendimento aumentar, isso é de suma importância na hora do ensino de física (KURI 2004). A compatibilidade do aluno com a maneira na qual é ensinada a disciplina, melhora o seu aprendizado. Além disso, o fato dele resolver um problema proposto de uma maneira alternativa não quer dizer que ele não memorizou as equações ou não entendeu o conceito de determinada disciplina, mas sim que o aprendizado foi efetivo e que o estudante alcançou a meta de resolução da situação-problema.
É consenso que uma aula bem planejada contribui positivamente em quanto os estudantes vão assimilar o conteúdo apresentado. A questão que se coloca é se é possível pensar em um estilo de aula que atenda as expectativas de aprendizagem de todos os alunos de uma classe. Uma vez que os alunos podem ter estilos de aprendizagem diferentes como defendem FELDER e SILVERMAN (1988). Assim, como diz PEREIRA e BAGGIO (2005):
'Pensar a respeito dos estilos de aprendizagem pode levar o professor a ponderar sobre qual é a melhor maneira de ensinar e como variar os métodos de ensino e as atividades de aprendizagem para atingir o maior número de estudantes possível e facilitar-lhes a aprendizagem'.
Neste trabalho será apresentada uma proposta de aula introdutória aos conceitos de eletrostática que atende aos quatro estilos de aprendizagem propostos por Felder e colaboradores: Sensorial/Intuitivo, Visual/Verbal, Ativo/Reflexivo, Sequencial/Global. Nosso objetivo é mostrar que é possível preparar uma aula e planejar o processo de ensino-aprendizagem de forma a beneficiar todos os diferentes estilos de aprendizagem dos alunos, e, com isso, despertar um maior interesse de todos pelas aulas de física no ensino médio.
## 2. Estilos de Aprendizagem
Os estilos de aprendizagem estão relacionados à forma particular de adquirir conhecimento, habilidades e competências através de anos de estudos e das experiências de vida. Assim sendo, as teorias de estilos de aprendizagem os consideram como resultado da educação, personalidade e adaptação as demandas do ambiente.
Não há uma única definição para que sejam estilos de aprendizagem. Para FELDER e SILVERMAN (1988) a aprendizagem é um processo de duas fases, envolvendo a recepção e o processamento da informação. Na fase da recepção, a informação externa (captada pelos sentidos) e a informação interna (que surge introspectivamente) ficam disponíveis para o indivíduo, que seleciona o material a ser processado e ignora o restante. Para esses autores o processamento pode envolver simples memorização ou raciocínio indutivo ou dedutivo, reflexão ou ação,
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introspecção ou interação com os colegas. O resultado, segundo os autores, é que o aprendizado é feito de uma forma ou de outra, e, desse modo, os estilos de aprendizagem referem-se os modos pelas quais os indivíduos preferem receber e processar as informações.
Vários educadores têm desenvolvido modelos de estilos de aprendizagem para explicar como as pessoas aprendem e muitos são os instrumentos para estimar as maneiras pelas quais os estudantes preferem perceber e processar as novas informações e experiências. Este trabalho focalizará o modelo de estilos de aprendizagem de FELDER e SOLOMAN (1994) e o seu Índice de Estilos de Aprendizagem (ILS sigla em inglês) que classifica o estudante quanto à sua inserção em escalas relativas às maneiras pelas quais prefere perceber e processar as informações. É esse modelo que utilizamos para propor o que consideramos uma aula que atende a todos os estilos de aprendizagem dos alunos. Embora ISL tenha sido desenvolvido para aplicação a estudantes universitários, segundo Felder, com alguns cuidados ele pode ser estendido a alunos do ensino médio.
De acordo com FELDER e SOLOMAN (1994) O estilo de aprendizagem de um estudante pode ser identificado pelas respostas a quatro questões, como descrito no trabalho de PERERIA e BAGGIO (2005):
- · Que tipo de informação, preferencialmente, o estudante percebe: sensorial (externa) -sinais, sons, sensações físicas - ou intuitiva (interna) -possibilidades, palpites, intuições?
- · Por meio de que canal sensorial é a informação externa mais efetivamente percebida: visual -gravuras, diagramas, gráficos, demonstrações, ou auditivo - palavras, sons? (os outros sentidos têm um papel pequeno no ambiente educacional)
- · Como o estudante prefere processar a informação: ativamente -envolvendo-se em atividade física ou discussão, ou por meio da introspecção reflexiva ?
- · Como o estudante avança no entendimento: s eqüencialmente - em etapas contínuas, ou globalmente - em saltos holísticos?
Neste trabalho não utilizamos a via táctil e a olfativa devido ao fato de o modelo de Felder não contemplar tais sentidos. Além disso, por meio de trabalhos de outros autores verificamos que a maior taxa de percepção da informação e retenção mnemônica está associada aos sentidos visuais e verbais.
- O estudo realizado pela empresa Socony-Vacuum Oil Co. Studies mostrou que 83% da percepção das informações são obtidas por meio visual, 11% por meio auditivo e somente 5% nos canais olfativos e tácteis (apud MESQUITA 2002). Corrobora com esse estudo o trabalho de Lévy que sugere que existe uma maior eficiência no armazenamento de informações na memória de longo prazo quando estas são obtidas por meio do canal visual.
'Certas experiências, por exemplo, mostraram que quando era pedido a algumas pessoas que decorassem listas de palavras, repetindo-as, a lembrança da informação-alvo persistia por vinte e quatro horas, mas depois tendia a apagar-se. Por outro lado, quando lhes era sugerido que lembrassem da lista construindo pequenas histórias ou
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imagens envolvendo as palavras a serem lembradas, as performances eram médias a curto prazo, mas persistiam por um longo tempo.' (LÉVY, 2000, p. 79).
A descrição dos diferentes estilos de aprendizagem identificados a partir desse modelo será apresentada. É a partir das características gerais de cada um dos estilos que está centrado esse trabalho. Ou seja, mostrar que é possível preparar uma aula de física para alunos do ensino médio que atenda os quatros estilos descritos a seguir.
## 2.1 As quatro Dimensões dos Estilos de Aprendizagem
De acordo com PEREIRA e BAGGIO (2005) as principais características dos quatros estilos de aprendizagem são:
- · Sensorial e intuitivo - estudantes sensoriais tendem a ser concretos e metódicos, apreciam fatos, dados, experimentação e resolver problemas usando métodos padronizados. Pacientes com detalhes se sentem confortáveis seguindo regras e procedimentos pré-estabelecidos. Têm facilidade para memorizar fatos, dados e confiam na memorização como uma estratégia de aprendizagem. Intuitivos tendem a ser abstratos e imaginativos, prefere lidar com princípios, conceitos e teorias. Não gostam de repetição, se enfadam com detalhes e se alegram com complicações. Sensoriais são cuidadosos, mas podem ser lentos; intuitivos são rápidos, mas podem ser descuidados.
- · Visual e verbal - os visuais preferem que as informações sejam apresentadas em gravuras, diagramas, gráficos, filmes e demonstrações. Lembram-se melhor do que vêem e, provavelmente, se esquecem de algo que foi simplesmente falado para eles. Verbais preferem explanações faladas ou escritas à demonstração visual, extraindo muito de uma discussão ou explicação. Lembram-se melhor do que ouvem, e melhor ainda do que ouvem e falam.
- · Ativo e reflexivo -os ativos são pessoas que se sentem mais confortáveis ou mais competentes com a experimentação ativa do que com a observação reflexiva, não aprendem muito em situações que exijam que se comportem passivamente (como a maioria das aulas de preleção), trabalham melhor em grupos e tendem a ser experimentadores. Os reflexivos, por sua vez, não extraem muito de situações que não forneçam oportunidades de pensar sobre a informação que estiver sendo apresentada (como a maioria das aulas de preleção), trabalham melhor sozinhos ou em duplas e tendem a ser teóricos.
- · Seqüencial e global -os sequenciais usam processos mentais lineares na solução de problemas, aprendem melhor quando a matéria é apresentada em uma progressão contínua de complexidade e dificuldade e podem ser fortes no pensamento convergente e análise. Os globais são sintetizadores, pesquisadores multidisciplinares, pensadores sistêmicos. Aprendem em grandes saltos intuitivos e podem não ser capazes de explicar como chegaram às soluções. São melhores no pensamento divergente e síntese e podem apresentar uma grande dificuldade para trabalhar com material não compreendido completamente.
## 3. Uma Proposta de Aula de Eletrostática
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A educação é um processo social pelo qual a sociedade integra um novo membro por meio de transmissão de valores e conceitos. É o resultado de um encadeamento histórico de pesquisas que incluem diferentes áreas do conhecimento.
Ensino é entendido como uma atividade mais específica voltada para a aquisição de conhecimentos e saberes vinculados a uma instituição. Há uma tendência a confundir os dois conceitos e, portanto empregá-los mal. O aprendizado por sua vez é o processo cognitivo no qual a pessoa adquire conhecimentos capazes de fornecer subsídios para o indivíduo se relacionar com o mundo (SILVA, 2006).
- O professor tem como função ligar esses três conceitos e para tanto se baseia nos livros didáticos para montar o planejamento de suas aulas para a exposição de determinados assuntos em sala. A metodologia usando somente giz e lousa privilegia a memorização e valoriza o verbalismo descritivo. Segundo ALVES FILHO (2000) o ensino de física passou por uma grande modificação:
'Entre as modificações contidas nas propostas didáticas dos diferentes projetos, constata-se uma nova sequência para os conteúdos, novos objetivos educacionais, agora mais explícitos; a adoção de novas metodologias e técnicas de ensino; um laboratório didático muito ligado aos conteúdos e um comportamento mais ativo dos alunos.'
Assim sendo, para atender essa necessidade de modificações, nossa proposta é que o professor prepare uma aula que atenda as quatro dimensões citadas por FELDER; SOLOMAN (1994). Aqui vamos apresentar o que nós consideramos uma aula que atende aos quatro estilos de aprendizagem. Será uma introdução ao estudo da eletrostática comumente ministrada no ensino médio com base nos livros didáticos e, portanto, altamente expositiva e verbalizada.
Segundo CORNACHIONE JUNIOR (2004) a união de fatores como instrução, professores, assuntos, traços dos alunos e perspectivas formam a combinação perfeita para a construção do processo de ensino-aprendizagem diferenciado. É esse ensino-aprendizagem que buscamos nessa aula.
## 3.1 A Aula
A visão segmentada dos sequenciais ou a percepção geral dos globais podem ser tratadas de formas diferentes na mesma aula. Aprendizes sequenciais tendem a ter uma maior eficiência em seu processamento de dados com passos lineares e com entendimentos derivados de experiências anteriores, enquanto os globais aprendem em saltos, sem estabelecer conexões entre as partes do texto. A aprendizagem por parte dos sequenciais é facilitada quando fazemos uma correlação histórica de cargas elétricas. Portanto, contar como a história se passou e falar sobre a biografia dos cientistas envolvidos como Du Fay, Charles Coulomb, André Marie Ampére ajudam a introduzir conceitos e modelos que podem ser provados adiante.
Falar sobre experiências pessoais relacionadas com a eletrostática também é importante para que os aprendizes globais sejam atingidos, falar de como os cabelos são atraídos pelo monitor de um computador, por exemplo, mostra como pode ser provada a existência de cargas elétricas. A elaboração de exercícios dissertativos e abertos a discussões e entendimentos contribuem com os aprendizes globais.
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Alunos sensoriais têm maior afinidade por problemas com procedimentos bem estabelecidos e resoluções simples, memorizam com facilidade e gostam de repetições, portanto, para colaborar com essa forma de aprendizado listas de exercícios promovem melhor eficiência no aprendizado. Gostam de sair do 'mundo real', então esse mundo das cargas elétricas deve ser explorado de forma lúdica e sempre que possível aceitar soluções criativas para problemas expostos em sala de aula.
Entretanto, os aprendizes intuitivos gostam de variedades, sentem-se prejudicados por disciplinas que exigem repetição e formulações matemáticas rígidas. Para tanto, estabelecer inter-relações entre a disciplina com situações cotidianas como foi citado acima, também pode ajudar o aprendizado do aluno intuitivo. Apresentar situações-problema para que eles possam descobrir novas possibilidades é importante. Levantar questões como - 'Porque às vezes levamos choque quando colocamos a mão no computador mesmo ele estando desligado?' fará com que os alunos do tipo intuitivo comecem a preparar ou até compreendam os conceitos de cargas elétricas.
Os alunos com características de aprendizado visual trocam as palavras por signos, preferem observar dados a ouvi-los. A reconstrução das informações é feita por meio de imagens de maneiras variadas desde lembranças aleatórias até a construção lógica de uma estória em função das mensagens gráficas memorizadas. A apresentação de gráficos, imagens, vídeos privilegia bastante esse tipo de aprendiz. O desenho de cargas elétricas ou de corpos eletrizados facilita essa memorização. Os alunos verbais tiram proveito das aulas ministradas por meio de explanações e escritas. Ouvir e tomar nota das explicações ajuda nesse processo mnemônico. Imprimir previamente um material de apoio constando uma descrição da aula faz que o aluno verbal tenha um ganho na eficiência de seu processo de aprendizado.
Os aprendizes indutivos apreciam teorias unificadoras e idéias que generalizem uma situação. Partem da ideia sintetizada para uma noção geral, em suma, gostam de sair da parte para atingir o todo. Desenvolver teoria e generalizar um modelo aplica-se muito bem aos indutivos. Nesse sentido, uma aula onde partese das observações individuais - que existe uma atração ou repulsão entre as cargas elétricas e onde a força de atração ou repulsão entre elas diminue com o quadrado da distância - para generalizar a formulação da Lei de Coulomb, deve ser bastante atraente para os aprendizes indutivos. Já a validação desse modelo e dedução de suas consequências gerais, através de aplicações da Lei em diversas situações problemas, pode contribuir para os aprendizes do tipo dedutivo. A organização de um conhecimento já adquirido é uma de suas principais características.
Observada a maneira pela qual os estilos de aprendizados podem ocorrer na sala de aula em uma mesma apresentação de conteúdo pode-se preparar uma proposta que atenda as quatro dimensões dicotômicas do modelo de FELDER; SOLOMAN (1994), onde, na sala de aula os alunos poderão ter uma maior possibilidade de aprendizagem e melhor aproveitamento do conteúdo.
## 4. Considerações Finais
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A utilização dos estilos de aprendizagem no ensino de Física, tanto no ensino médio quanto no superior é praticamente inexistente no Brasil. Trabalhos realizados em outras áreas como a engenharia (KURY 2004) ficaram apenas em pesquisas quantitativas dos estilos de aprendizagem das turmas, sem nenhuma proposta de aula ou outra metologia de ensino que contemple as quatro dimensões de Felder e Solaman. Em oposição a esse panorama, acreditamos que a identificação dos estilos de aprendizagem, pode ser muito útil para o aperfeiçoamento do ensino de Física, tanto a nível médio quanto superior. As informações obtidas pelo ISL podem ajudar os professores a aprimorar a maneira como essa disciplina é ensinada e imposta aos estudantes, tornando-a mais atraente e motivadora para todos.
A proposta desse trabalho foi mostrar que é possível planejar e preparar uma aula de introdução a eletrostática que possa atender aos diferentes estilos de aprendizagem dos alunos. Dessa forma, acreditamos que complementando o método de ensino tradicional com pequenas técnicas, é possível conseguir um estilo de ensino efetivo para todos os estudantes, melhorando de maneira significativa o processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos de Física no ensino médio. Contudo, é necessária também uma melhor compreensão da aprendizagem e como os alunos aprendem por parte dos professores. Só assim eles serão capazes de utilizar as estratégias instrucionais certas que incitem o aluno a expor suas idéias, a explicitar suas estratégias de raciocínio e a tomar consciência de suas maneiras de aprender e de comunicar-se.
## 5. Referências Bibliográficas
ALVES FILHO, J.P. Atividades experimentais: do método à prática construtivista. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2000. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciência da Educação, Florianópolis, 2000.
BAGGIO, L.M.; FRANCISCO, A.C. A Gestão de Competências sob a ótica do mercado de trabalho de Ponta Grossa - PR. In: Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia. XXXIII. 2005, Campina Grande, Pb.
CORNACHIONE JUNIOR, E.B. Tecnologia da educação e curso de Ciências Contábeis: modelos colaborativos virtuais. São Paulo: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de São Paulo, 2004. 383 p. Tese (Livre Docência) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
FELDER, R.; SILVERMAN, L.K. Learning and Teaching Styles in Engineering Education. v.1, p. 674-681, April, 1988.
\_\_\_\_\_\_.; SOLOMAN, B. Index of Learning Styles. 1994. Disponível em: <http://www.ncsu.edu/felder-public/ILSpage.html>. Acesso em: 26 ago. 2010.
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KURI, N.P. Tipos de personalidade e estilos de aprendizagem: proposições para o ensino de engenharia . São Carlos: Universidade Federal de São Carlos, 2004. Tese (Doutorado) - Programa de pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de São Carlos, Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, São Carlos, 2004.
LÉVY, P. As tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. Tradução Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 2000. Tradução de Les technologies de I'intelligence: l'avenir de la pensée a l'ère informatique.
MESQUITA, J.A. A Escola na Sociedade do Conhecimento: um estudo sobre as novas tecnologias de informação e comunicação e as suas possíveis aplicações no contexto educativo. Vila Real: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 2002. Dissertação (Mestrado) - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 2002.
PEREIRA, M.A.; BAGGIO, L.M. Reconhecendo os estilos de aprendizagem dos alunos da engenharia a fim de aprimorar os métodos de ensino. In: Encontro Estadual de Engenharia de Produção. I. 2005, Ponta Grossa - PR.
ROSA, C.W.; ROSA, A.B. Ensino de Física: objetivos e imposições no ensino médio. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias , v. 4, n. 1, p. 2-14, 2005.
SILVA, D.M. O Impacto dos Estilos de Aprendizagem no ensino de Contabilidade na FEA RP/USP. Ribeirão Preto: USP, 2006. 26 p. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto/USP, Ribeirão Preto, 2006.
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