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CONCEPÇÕES DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO SOBRE AS FASES DA LUA E AS POSSÍVEIS INFLUÊNCIAS DESSE SATÉLITE NA VIDA HUMANA

Roberta Lima Moretti, Maria De Fátima O. Saraiva, Eliane Angela Veit

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XIX
Ano
2011
Data
01/02/2011
Linha de pesquisa
Filosofia, História E Sociologia Da Ciência E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## CONCEPÇÕES DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO SOBRE AS FASES DA LUA E AS POSSÍVEIS INFLUÊNCIAS DESSE SATÉLITE NA VIDA HUMANA

Roberta Lima Moretti , Maria de Fátima O. Saraiva , Eliane Angela Veit³ 1 2

- 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul/robertalm\_fis@yahoo.co.br
- 2 Universidade Federal do Rio Grande do Sul/eav@if.ufrgs.br
- ³ Universidade Federal do Rio Grande do Sul/fatima@if.ufrgs.br

## Resumo

O tema estruturante 'Universo, Terra e vida' indicado nos Parâmetros Curriculares Nacionais foi trabalhado com educandos do 1° ano do Ensino Médio pertencentes a uma escola localizada na cidade de Nova Santa Rita (RS). Dentre os assuntos abordados, não poderia faltar a formação das fases da Lua. Num primeiro momento os estudantes foram estimulados a expressar suas ideias prévias a respeito do fenômeno de formação das fases da Lua e as crenças populares que eles tinham relacionadas as possíveis influências da Lua na vida humana e terrena. A comparação entre as crenças populares conhecidas pelos estudantes e o conhecimento científico foi feita com o objetivo de desenvolver o espírito investigativo e crítico nos educandos. A atividade foi avaliada inserindo-se questões relativas ao tema na prova trimestral. Aproximadamente metade dos estudantes mostraram ter aprendido como ocorre a lunação. A maioria dos estudantes mostrou ter aceito o conhecimento científico, mas um número significativo manteve seu ponto de vista, não modificando suas crenças após a atividade.

Palavras-chave : ensino de Astronomia, fases da Lua, crenças populares.

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## 1. Introdução

O tema estruturante 'Universo, Terra e vida' (BRASIL, 2002) traz para a sala de aula assuntos que podem levar os estudantes a uma profunda reflexão a respeito do mundo que os cerca e, consequentemente, a respeito de si próprios. Abordar a Astronomia no Ensino Médio é uma ótima oportunidade de alimentar a admiração pela riqueza e diversidade do nosso universo, fomentar o espírito investigativo do educando e promover uma visão mais condizente de ciência (DIAS e RITA, 2008).

A Astronomia, apesar de conter conhecimentos das áreas de Mecânica, Óptica, Eletromagnetismo e Termodinâmica, possui um diferencial com relação a estas: é uma disciplina que estimula e busca responder a questões existenciais como 'Quando surgiu o universo?', 'Como surgiu o ser humano?', 'Estamos sozinhos no universo?'.

Trazer questões como estas para sala de aula não é tarefa simples, especialmente porque cada educando possui uma visão de universo que não envolve apenas o conhecimento científico, mas é carregada de espiritualidade e de crenças que foram adquiridas ao longo de suas vidas.

Alguns educadores ao se depararem com debates que envolvem crenças, principalmente as de cunho religioso, preferem argumentar que a ciência não se envolve com tais assuntos e colocam fim ao diálogo (OSTERMAN e CAVALCANTI, 2010). Não acreditamos que esta seja uma boa atitude em sala de aula. Os educandos buscam informações em diversos meios de comunicação (internet, rádio, televisão), entretanto essas informações geralmente são superficiais. É importante que a escola seja um espaço para discutir os assuntos que permeiam o imaginário popular. O debate de tais assuntos é ainda um caminho para apresentar o conhecimento científico e as suas propriedades.

Dentre os assuntos abordados em Astronomia que abastecem a imaginação popular está as fases da Lua. Entender como as fases da Lua acontecem e que tipo de influência exercem na vida humana foi um dos objetivos da atividade realizada com estudantes do 1° ano do Ensino Médio de uma escola localizada na zona rural do município de Nova Santa Rita, RS.

## 2. Desenvolvimento

A atividade educacional teve como principais objetivos trabalhar o conceito de fases da Lua e discutir as supostas influências que este satélite exerce sobre a Terra e seus habitantes.

Entendemos que promover atividades que possibilitam desenvolver o espírito investigador implica em instigar o educando a expressar e questionar suas ideias a respeito de determinado assunto, assim como discutí-las do ponto de vista científico.

A atividade foi dividida em três momentos principais:

1) detecção das ideias prévias dos estudantes com respeito à ocorrência das fases da Lua e das possíveis influências das fases da Lua em nossas vidas;

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- 2) realização de uma atividade prática para a compreensão de porquê ocorrem as fases da Lua;
- 3) comparação entre estudos científicos e as crenças populares relacionadas à Lua.

## 2.1 Primeiro Momento

Inicialmente a turma leu um texto curto produzido pela educadora onde foi abordado o modelo de Berossos (~290 A.C.), primeiro modelo do qual se tem registros desenvolvido para explicar os fenômenos das fases da Lua (KAVANAGH, AGAN e SNEIDER, 2005). A leitura teve o propósito de conscientizar os educandos de que a busca por explicações para os fenômenos astronômicos data de tempos remotos.

Posteriormente os alunos foram instigados a expressarem suas ideias prévias respondendo as seguintes questões:

- 1) Por que ocorrem as fases da Lua?
- 2) Qual a influência que a Lua tem em nossas vidas?

As ideias prévias dos educandos foram colocadas no quadro-negro de forma simplificada e estão expostas na Tabela 01.

Tabela 01: Idéias Prévias

## 2.2 Segundo Momento

A concepção alternativa de que as regiões não iluminadas da Lua durante o ciclo lunar correspondem à sombra da Terra na Lua é comumente relatada em pesquisas desse caráter (IACHEL, LANGHI e SCALVI, 2008).

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Para trabalhar o fenômeno de formação de fases da Lua, a turma realizou uma atividade de simulação das posições relativas entre Sol, Terra e Lua durante um ciclo de fases. Utilizou-se uma esfera de isopor e uma lanterna para representar respectivamente a Lua e o Sol. A esfera foi posicionada de forma que metade de sua superfície fosse iluminada. Em seguida os estudantes formaram um grande círculo em torno da montagem e giraram em sentido anti-horário.

Figura 01: Montagem da atividade prática.Os alunos percorrem uma trajetória circular em torno da lanterna que ilumina a bola de isopor.

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A educadora salientou que o mais importante era que eles observassem a parte iluminada que a esfera de isopor apresentava conforme eles se deslocavam.

A atividade não representa de forma realista o movimento de translação da Lua em torno da Terra ou o movimento de translação da Terra em torno o Sol, mas pode ser utilizada para tratar o assunto em questão. A atividade permite salientar que durante a lunação metade da superfície lunar está sempre iluminada pelo Sol, sendo assim a Lua se apresenta para nós com diferentes fases devido às posições relativas entre a Terra, a Lua e o Sol. Cada estudante visualiza o que seria visto de algum ponto da Terra.

O fechamento do segundo momento foi feito através da esquematização do ciclo lunar, onde foram indicados as quatro fases principais da Lua: Nova, Quarto Crescente, Quarto Minguante e Cheia.

## 2.3 Terceiro Momento

Durante o terceiro momento a educadora retomou as ideias expostas pelos estudantes a respeito das possíveis influências das fases da Lua na vida humana. As ideias dos estudantes foram colocadas no quadro-negro para levantar as discussões.

A educadora apresentou estudos científicos que negam as afirmações de praticamente todas as possíveis influências da Lua na vida humana que foram citadas pelos estudantes, com exceção do efeito das marés, que é totalmente reconhecido pela comunidade científica. A Tabela 2 mostra a relação entre as

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crenças populares citadas pelos estudantes e os trabalhos científicos que contradizem estas crenças.

Tabela 02: Crenças Populares a respeito das fases da Lua e Trabalhos Científicos

Existem muitos estudos que buscam compreender a relação existente entre as fases da Lua e o comportamento humano (http://faculty.washington.edu/chudler/moon.html). Apenas alguns foram comentados em sala de aula. Houve uma aceitação geral por parte dos educandos de que as fases da Lua não influenciam no nascimento dos bebês, no crescimento dos cabelos e no comportamento das pessoas.

Entretanto, as crenças populares de que o desenvolvimento das plantas está intimamente relacionado ao ciclo lunar e de que o sangramento dos animais durante

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a castração é totalmente influenciado pela fase lunar de sua realização foram reafirmados pelos estudantes.

Ao descrever o estudo realizado por Salim Simão, sobre a não influência das fases da Lua nas plantações, houve grande reação por parte da turma. Grande parte dos educandos afirmaram não acreditar no estudo, alguns até se negaram a eliminar essa ideia. A educadora estabeleceu um diálogo com a turma, esclarecendo que eles estavam participando naquele momento de uma aula de Física e que portanto seria importante tomar conhecimento do que a ciência afirma a respeito das crenças populares citadas. Em nenhum momento a crença foi classificada como errada, mas buscou-se esclarecer ao máximo que a dependência entre as plantações e as fases da Lua não é correta do ponto de vista científico.

Apesar de grande parte dos mitos populares com relação à Lua já terem sido desmistificados por pesquisas e estudos científicos, existem alguns tipos de influência que o nosso satélite exerce sobre nós que ainda não são completamente compreendidas.

O ciclo menstrual das mulheres possui um período que é aproximadamente igual ao mês sinódico. Uma explicação possível é que para evitar ser devorado por algum predador, os nossos ancestrais procuravam se acasalar na Lua Cheia. Dessa forma o período fértil feminino coincidia com as noites mais iluminadas. Outro padrão humano que parece estar associado à Lua é o ciclo circadiano sobre o qual se baseia o ciclo biológico dos seres vivos. Quando livres de qualquer influência externa, o ciclo passa a ter um período de 24,9 horas que se aproxima muito do período entre um nascer da Lua e outro (BERMAN, 2002).

## 3. Resultados

O instrumento de avaliação das atividades realizadas foi a prova trimestral. Foram inseridas duas questões que abordam o assunto fases da Lua. A primeira teve o objetivo de avaliar se o educando compreendeu o fenômeno de formação das fases da Lua e a segunda serviu como um instrumento para trazer informações sobre possíveis modificações nas crenças populares dos estudantes com relação às possíveis influências das fases da Lua na vida humana e terrena.

Tabela 02: Questões utilizadas para avaliar a atividade.

## Questão 1

O esquema abaixo mostra a Lua em suas principais configurações: quarto minguante, quarto crescente, cheia e nova. Preencha os quadrados com o nome da fase correspondente.

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Como mostra a figura acima a Lua está sempre metade iluminada e metade escura. Por que ela aparece para nós com diferentes formas?

## Questão 2

Crenças populares afirmam que inúmeros fatores do nosso cotidiano estão associados às fases da Lua. Que tipo de influência as fases da Lua exercem na nossa vida de acordo com as crenças populares? As influências citadas são corretas do ponto de vista científico? Explique.

A prova foi respondida por 42 estudantes. A questão 1 foi respondida por 39 estudantes, 19 destes apresentaram uma resposta satisfatória. A dificuldade dos estudantes em compreender o fenômeno de formação das fases da Lua confirma que esse é um assunto que exige grande abstração e deve ser trabalhado de maneira cuidadosa e bem planejada.

A questão 2 foi respondida por 39 estudantes, 26 destes compreenderam bem e se expressaram bem como pode ser visto pelo depoimento transcrito abaixo.

Segundo as crenças populares as fases da Lua interferem em corte de cabelo, castração de animais, plantações, sexo de bebês, marés e até o gênio e humor de uma pessoa... Apenas um desses exemplos foi comprovado que a Lua realmente influencia que é as marés. Os demais não foram comprovados cientificamente e não há fundamento científico, já popularmente falando há quem discorde completamente e que acredite que, por exemplo, se castrar um animal na fase errada o animal pode até morrer. (Estudante 1)

Outros educandos (9 de 39) continuaram com as suas ideias errôneas como ilustram as seguintes respostas.

As crenças populares são correspondidas na influência do nascimento dos bebês, nos cortes de cabelos, na época da colheita. Do ponto de vista científico nada pode ser comprovado, mas eu acho que influencia na época da colheita e do plantio, porque eu trabalho da roça. (Estudante 2)

Muitas pessoas acreditam que algumas fases da Lua influenciam nas plantações e quando alguém vai ter neném a Lua nova é a mais falada. Na Lua Nova as plantas não crescem bem, criam pendão mais cedo, no meu ponto de vista tem tudo a ver, porque os plantadores escolhem a Lua e o mês para plantar e colher. (Estudante 3)

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Para enfrenar os cavalos a gente só enfrena na Lua minguante porque é um costume nosso desde os tempos do meu avô. Mas a ciência não comprova isso. (Estudante 4)

Alguns alunos não aceitaram alguns ensinamentos, mas foram receptivos a outros, como transparece no seguinte depoimento.

Muitos dizem que influencia quando cortamos o cabelo, quando plantamos alguma coisa, no nascimento dos bebês também, mas acho que isto não influencia em nada, são só as crenças do cotidiano. Acho que a ciência acredita que influencia nas plantações e no corte de cabelo. No corte de cabelo, do ponto de vista científico, já está comprovado. E nas plantações também por causa do solo. Mas no nascimento de bebês não influencia do ponto de vista científico. (Estudante 5)

Embora os estudantes tenham conseguido, em sua maioria, diferenciar conhecimentos aceitos do ponto de vista científico de crenças populares, ficou claro que eles não tem entendimento a respeito na natureza e desenvolvimento da ciência. Este fato fica evidente quando os estudantes utilizam os termos "comprovado, "comprovado pela ciência" ou "comprovado cientificamente" para diferenciar os dois tipos de conhecimento. Tal equivoco poderia ter sido evitado, ou pelo menos atenuado, se a educadora tivesse também trabalhado com noções introdutórias de epistemologia, particularmente problematizando a inadequada relação entre "conhecimento científico/conhecimento comprovado" em oposição a "crença popular/ conhecimento não-comprovado", que transparece na fala dos alunos, levando-os a refletirem sobre as evidências científicas e a provisoriedade do conhecimento. Inserções dessas ideias deverão ocorrer numa próxima aplicação dessa proposta

## 4. Considerações

Esse trabalho tem foco nas crenças dos educandos em relação às fases da Lua. Viu-se que, apesar de envidarmos esforços no sentido de mostrar-lhes os resultados científicos conhecidos, muitos alunos mantiveram as suas crenças. De maneira geral, o debate de crenças populares com estudantes do Ensino Médio do ponto de vista científico deve ser feito com cautela. Grande parte dos conhecimentos afirmados por estudantes foi transmitido pelos seus familiares e são utilizados frequentemente em suas vidas.

É prudente mostrar aos estudantes que existe uma grande diferença entre as crenças populares e o conhecimento científico, e que ambas as formas de conhecimento são construções humanas. Segundo Jafelice (2010), 'a ciência não é a grande detentora da verdade e do conhecimento', entretanto é de se esperar que em uma aula de Física seja dada a oportunidade de o estudante entrar em contato com o conhecimento científico.

Desenvolver o espírito investigador e crítico no educando não significa impor o conhecimento científico como uma visão de mundo privilegiada, mas sim permitir o entendimento de como o conhecimento científico é produzido e promover a liberdade de questionamento dentro da sala de aula.

## 5. Referências

Até onde vai a influência da Lua sobre a Terra? Veja , edição 1638, p. 127, 2000.

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Brasil, SEMTEC. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias . Brasília: MEC, SEMTEC, 2002.

BERMAN, Bob. Strange Universe. Astronomy , September, p; 96-97, 2002.

DIAS, C.; RITA, J. Inserção da Astronomia como disciplina curricular do ensino médio. Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia , v.6, p. 55-65, 2008.

IACHEL, G.; LANGHI, R.; SCALVI, R. M. Concepções Alternativas de Alunos do Ensino Médio sobre o Fenômeno de Formação das Fases da Lua. Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia , v.5, p. 25-37, 2008.

JAFELICE, L. C. Astronomia, educação e cultura: abordagens transdisciplinares para os vários níveis de ensino . Natal, RN: EDUFRN Editora da UFRN, 2010. p. 21.

KAVANAGH, C; AGAN, L.; SNEIDER, C. Learning about Phases of the Moon and Eclipses: A Guide for Teachers and Curriculum Developers. Astronomy Education Review , Issue 1, v. 4, p. 19-52, 2005.

OLIVEIRA, E.; VOELZKE, M.; AMARAL, L. Percepção Astronômica de um grupo de alunos do ensino médio da rede estadual de São Paulo da cidade de Suzano. Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia , v.4, p. 79-99, 2007.

OSTERMANN, F.; CAVALCANTI, C. j. H. Epistemologia Implicações para o Ensino de Física, Material de apoio ao curso de Especialização em Física para a Educação Básica , UAB/UFRGS, 2010.

SCHAFER, J.; VARANO, S.; JARVIS, J.; CANCINO J. Bad moon on the rise? Lunar cycles and the incidents of crimes. Journal of Criminal Justice , v.38, Issue 4, 2010.

Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul. Lições do Rio Grande , Referenciais Curriculares, v.4. Disponível em:

http://www.seduc.rs.gov.br/pse/html/refer\_curric.jsp?ACAO=acao1. Acesso em: 7 set. 2010.

SILVEIRA, Fernando Lang. Marés, Fases da Lua e Bebês. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , v.20, n.1, p. 10-29, 2003.

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