O DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS SOBRE ENSINO DE FÍSICA EM LIBRAS REALIZADAS PELO GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO DE SURDOS ÉDOUARD HOUET
Taimara Passero, Everton Botan, Fabiano César Cardoso
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2011
- Data
- 01/02/2011
- Linha de pesquisa
- Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS SOBRE ENSINO DE FÍSICA EM LIBRAS REALIZADAS PELO GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO DE SURDOS ÉDOUARD HOUET
## Taimara Passero 1 , Everton Botan , Fabiano César Cardoso 2 3
- 1 Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário de Sinop/ ICNHS, tai.passero@hotmail.com
## Resumo
Este trabalho tem o intuito de apresentar à comunidade acadêmica os trabalhos de pesquisa e as considerações do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação de Surdos Édouard Houet a respeito do Ensino de Física através da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Inicialmente, são apresentadas informações sobre a criação do grupo e sua principal ação, o projeto Sinalizando a Física. Em seguida, discutimos sucintamente a relação entre o processo de formação docente e a educação inclusiva almejada, tal qual apresentada por Mantoan (2006), Pietro (2006), Souza (2007) e pela legislação brasileira (BRASIL, 2002; 2005). Este projeto tem como objetivo a elaboração de materiais didáticos, em Libras, e suas atividades culminaram na proposição de uma série de vocabulários com termos relacionados ao ensino de Mecânica, Eletricidade e Magnetismo e Termodinâmica e Óptica. A metodologia utilizada na elaboração deste material didático também é relatada neste trabalho. As considerações a respeito das contribuições do grupo à comunidade acadêmica, à comunidade surda e à educação de surdos, é discutida, bem como a necessidade de novas pesquisas, que possibilitem uma maior compreensão do processo de ensino e aprendizagem da Física voltado aos estudantes surdos, e do desenvolvimento de novos materiais que auxiliem o trabalho de docentes e intérpretes, de forma a promover a real inclusão daqueles estudantes no meio educacional.
Palavras-chave: Ensino de Física, Língua Brasileira de Sinais, Projeto Sinalizando a Física
## 1 - Introdução
Nesta última década as discussões sobre a educação e o papel do ensino nas relações sociais tem apontado para uma perspectiva de que a educação deva ser acessível a todos e menos segregadora. Isto tem implicado em uma série de competências à escola a fim de que, além do conhecimento disciplinar, ela construa um conjunto de valores humanos para a formação de cidadãos que compreendam as diferenças culturais, étnicas, religiosas e fisiológicas como características que diferenciam os indivíduos numa comunidade. Assim, um dos temas das discussões retrata a inclusão de estudantes portadores de deficiências e de dificuldades em comunicação no ensino regular. Todo o problema envolvendo esta perspectiva
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educacional começa pela própria classificação 1 dos indivíduos (como deficientes intelectuais, como surdos, como cegos) que, por si só, já é o início da necessidade de se pensar em inclusão.
A educação de surdos e as questões envolvendo suas relações sociais, dependentes da comunicação, são discutidas muito antes do surgimento do reconhecimento legal da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da regulamentação da inserção da Libras na educação. Neste processo, a exigência legal de oferta de espaço na rede pública de ensino tem se constituído como um processo de inclusão, sendo esta uma das temáticas abordadas pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação de Surdos Édouard Houet, atuante na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário de Sinop, desde 2008, cujo objetivo é o de desenvolver pesquisas sobre o Ensino de Física, Educação de Surdos, Educação Inclusiva, Língua de Sinais e Libras.
- O projeto 'Sinalizando a Física', vinculado ao grupo de pesquisa mencionado, iniciou suas atividades, também em 2008, através do programa Primeiros Projetos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso e atualmente recebe auxílio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica da Universidade Federal de Mato Grosso (PIBIC/UFMT/CNPq). O projeto visa a elaboração e divulgação de materiais didáticos (livros e vídeos) que possam contribuir com a área de Ensino de Física por meio da Libras, na perspectiva de promover um melhor desenvolvimento da educação do estudante surdo no Brasil. De suas pesquisas resultou a publicação da série 'Sinalizando a Física' que conta com três vocabulários de Física nas áreas de Mecânica, Eletricidade e Magnetismo, Óptica e Termodinâmica.
Assim, este trabalho tem por objetivo divulgar as pesquisas realizadas pelo projeto 'Sinalizando a Física' e estabelecer laços com outras instituições de ensino e pesquisa, buscando sensibilizar professores e pesquisadores para a necessidade da realização de pesquisas nesta área, que atualmente conta com poucas publicações.
Acreditamos que os vocabulários podem auxiliar no processo de ensino de Física voltado aos estudantes surdos e que esta divulgação contribuirá para o desenvolvimento de trabalhos posteriores que esperamos realizar através de parcerias com outras instituições de ensino, pesquisadores e professores.
## 2 - A Educação Inclusiva e a Formação de Professores
"Temos o direito de ser iguais sempre que as diferenças nos inferiorizam. Temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza".
Boaventura Souza Santos
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A educação inclusiva emerge em meio a um conjunto de discussões que apontam inúmeros problemas na escola, principalmente os relacionados à grande evasão e ao baixo rendimento escolar. Assim, a proposta de inclusão surge como uma forma de reestruturar o modelo educacional para uma escola mais humana, acolhedora e sensível às peculiaridades dos estudantes, para que possa atender a todos indistintamente, de tal forma que qualquer indivíduo independente de sua origem étnica, cultural, social, religiosa, possa se desenvolver plenamente (MANTOAN, 2006).
A educação no país tem mostrado, segundo os dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) (2009), um processo de transição de um modelo de escola segregador e excludente (classes especiais de ensino) para o modelo de escola inclusiva, tal qual Mantoan (2006) e Pietro (2006) propõem. Neste processo de transição existem muitas dificuldades de implementação e as autoras chamam a atenção de que a inclusão é mais do que apenas garantir a vaga dos estudantes nas escolas regulares, pois isto não significa que de fato ocorrerá a interação destes com todos os espaços e agentes escolares. Desta forma, há a necessidade, de acordo com Souza (2007), de elaborarmos um projeto inclusivo, no qual a língua de sinais seja compartilhada por estudantes e professores; que seja construído com os surdos e que tenha novas configurações ideológicas; que seja marcado por uma nova história de relação e reciprocidade política e que seja inscrito em uma nova lógica de entender e considerar, na escola, o estudante surdo.
Ao pensarmos sobre a inclusão do estudante surdo na escola regular surge 2 uma importante implicação, segundo a perspectiva inclusiva de Mantoan (2006): a constituição deste espaço como um ambiente mais humano sob a óptica da compreensão e valorização das diferenças como ponto de partida para a elaboração do planejamento escolar, visando o desenvolvimento das potencialidades de cada estudante. Desta forma, corrobora com Souza (2007) quando diz que é necessário à escola uma nova configuração ideológica. Assim, é imprescindível que a compreensão de alguns professores sobre o significado da inclusão seja reestruturada, sendo que tal reestruturação deve perpassar os cursos de formação docente inicial e continuada, promovendo discussões e a prática da ação-reflexãoação (Schön, 2000).
Nos cursos de Licenciatura, bem como nos de Fonoaudiologia, é obrigatório, apoiado pela lei n° 10.436, regulamentada pelo decreto n° 5.626, art. 3º caput e §1º, a inclusão do ensino de Libras como uma componente curricular (BRASIL, 2002; 2005). Entretanto, apesar desta ação representar um primeiro e importante passo, poderá não ser condição suficiente para a efetiva inclusão dos estudantes surdos. Por exemplo, percebemos que normalmente as Instituições de Ensino Superior (IES) atribuem cargas horárias baixas àquela componente e, em geral, não ofertam outras ferramentas adequadas que apoiem a ação docente. Concomitantemente com a 3 inserção da Libras na formação de professores, é preciso se considerar as
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características específicas relacionadas ao ensino das diferentes áreas do conhecimento (como por exemplo, da Física, da Química e da Biologia) para que haja uma diminuição das barreiras relacionadas ao diálogo científico entre estudantes e professores. Portanto, discussões mais gerais, que promovam a compreensão de todo o processo e que auxiliem a tomada de decisões e de criação de programas educacionais, devem ser acompanhadas de ações pragmáticas que possibilitem alterações no processo de ensino e aprendizagem que ora vivenciamos.
Então, mudar a situação atual das escolas, daquelas que não possuem interpretes ou daquelas em que apenas intérpretes e estudantes surdos conhecem e utilizam a Libras, é um desafio da nossa sociedade, dos professores e principalmente, do governo e de pesquisadores da educação.
## 3 - Caminhos do Projeto 'Sinalizando a Física'
No intuito de contribuir para a área de Ensino de Física para estudantes Surdos, criamos em 2008 o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação de Surdos Édouard Houet que tem desenvolvido e divulgado pesquisas sobre Surdez, Língua de Sinais, Libras, Educação Inclusiva, Educação de Surdos e Ensino de Física por meio da Libras. Juntamente com o grupo de pesquisa, foi iniciado o projeto Sinalizando a Física, com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso. Neste projeto, almeja-se a produção de materiais didáticos que possam auxilar o processo de ensino e aprendizagem desta disciplina para estudantes Surdos. Inicialmente as pesquisas apontaram para a carência de sinais relacionados aos termos/conceitos específicos utilizados pelas Ciências Naturais para a explicação ou discussão dos fenômenos da natureza. Esta foi a primeira problemática/dificuldade encontrada pelo projeto e desde então temos discutido, em trabalhos anteriores (BOTAN; CARDOSO, 2009a; 2009b), soluções para contornar ou minimizar as dificuldades relacionadas ao diálogo científico em sala de aula.
Como uma possibilidade de solução para minimizar as dificuldades relacionadas à falta de sinais específicos de Física, os pesquisadores do projeto elaboraram um conjunto de vocabulários de Física para as componentes curriculares de Mecânica, Óptica e Termodinâmica e Eletricidade e Magnetismo. Estes vocabulários constituem atualmente a Série 'Sinalizando a Física' e são disponibilizados gratuitamente na rede mundial de computadores 4 . Acreditamos, ainda, ser importante dizer que aqueles sinais não devem ser compreendidos como imposições de uma comunidade ouvinte ou como definitivos, mas como sugestões, pontos de partida, para novas e maiores discussões (PASSERO et al ., 2010).
Paralelo às atividades de pesquisa, ocorreu o contato dos integrantes do projeto com a Libras. Os cursos de Libras compreendidos nas modalidades, Básico I, Básico II e Intermediário, propiciaram e ainda têm propiciado a interação e o contato com a cultura surda a cerca de cento e cinquenta pessoas no município de Sinop, dentre elas professores, acadêmicos dos cursos de Enfermagem e de Licenciatura Plena em Ciências Naturais e Matemática e comunidade em geral. A
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metodologia utilizada para a estruturação e elaboração destes vocabulários é apresentada na próxima seção.
## 4 - Os vocabulários da Série Sinalizando a Física
Cada vocabulário foi construído a partir de pesquisas, realizadas em livros didáticos do Ensino Médio e Superior, dos termos/conceitos específicos das componentes curriculares do ensino da Física, com registro em caderno de campo e planilhas eletrônicas. Estes dados serviram de base para a busca dos sinais correspondentes em língua de sinais, brasileira e estrangeiras, tanto os presentes na rede mundial de computadores, quanto os impressos. As pesquisas foram realizadas principalmente nos trabalhos de Capovilla et al. , (2009), Caccamise e Lang (1996) e nos portais do Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos), Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos) e Acessibilidade Brasil.
Os critérios de escolha dos sinais, quando existentes os termos ou seus sinônimos em Língua Portuguesa, foram baseados tanto na facilidade, quanto no conforto de sua execução, além da busca por garantir a maior relação possível entre o sinal e seu respectivo conceito científico, de forma a minimizar compreensões errôneas a respeito do formalismo e teorias da Física. Em relação aos sinais que não estavam presentes na literatura, houve a elaboração de novos sinais que têm como referência a Libras, as línguas de sinais estrangeiras e a correspondência com os conceitos e fenômenos físicos (PASSERO et al ., 2010).
Com o registro dos termos/conceitos de Mecânica, Termodinâmica e Óptica, Eletricidade e Magnetismo e seus respectivos sinais, passamos à confecção do material didático propriamente dito. Inicialmente, fotografamos os sinais em Libras e posteriormente editamos as imagens através de programa livre de edição de imagens (Gimp). Após esta etapa, procedemos à estruturação dos vocabulários através de um programa de editoração, também livre (Scribus). O processo de editoração se constituiu na organização das fotos e seus respectivos conceitos através da classificação dos sinais como: letras gregas (local em que se encontra o alfabeto grego), prefixos (utilizados em unidades de medida e grandezas físicas), termos importantes (termos que estão indiretamente relacionados às componentes curriculares) e a parte específica dos conteúdos abordados pelos vocabulários.
Abaixo apresentamos as capas de cada vocabulário (Figura 1) e uma amostra da diagramação dos conceitos e seus respectivos sinais nas páginas dos vocabulários (Figura 2).
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Figura 1: Capas dos vocabulários da série Sinalizando a Física.
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Figura 2: Amostra da diagramação dos ternos/conceitos e seus respectivos sinais.
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É importante ressaltar que, como dito anteriormente, a maior parcela dos sinais presentes nos vocabulários foram selecionados a partir da Libras ou outra língua de sinais estrangeira, valorizando, então, a produção de representações da própria comunidade surda. Entretanto, houveram sinais em que a equipe necessitou criar, por não estarem presentes nos referenciais pesquisados e, assim, acreditamos que eles constituem uma importante contribuição, por poderem ser o ponto de partida para novas discussões em que novos sinais, que por ventura a própria comunidade surda possuir, mesmo que temporários, sejam considerados como uma opção aos sinais que criamos. Pensando na possibilidade destes materiais serem flexíveis às discussões, é sugerido que as propostas de novos sinais sejam enviados à equipe do projeto, por meio de fotos e/ou vídeos, para que os sinais sejam analisados e adicionados às novas edições dos vocabulários. Isto corrobora com a
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licença Creative Commons que adotamos para a divulgação dos vocabulários disponibilizados gratuitamente no endereço eletrônico do projeto.
## 5 - Considerações Finais
Os indivíduos possuem cada qual suas peculiaridades, características que os diferenciam dos demais e para os surdos a sua voz são as mãos e os corpos que pensam, sonham e expressam. As línguas de sinais envolvem movimentos que podem parecer sem sentido para muitos, mas que significam a possibilidade de organizar as ideias, estruturar o pensamento e manifestar o significado da vida para os surdos (QUADROS, 1997). Tal pensamento corrobora com a necessidade de trabalhos e pesquisas como os que foram desenvolvidos pelo grupo do projeto Sinalizando a Física.
Durante a realização das pesquisas, sejam elas de sinais em Libras para conteúdos de Mecânica, Termodinâmica e Óptica e Eletricidade e Magnetismo ou da própria busca por artigos e livros na área da Educação Inclusiva, Educação de Surdos, Ensino de Física e Bilinguismo, no projeto Sinalizando a Física, ficou clara a ausência e a necessidade de pesquisas, da formação e sensibilização de professores e de literatura especializada em ensino de Física em Libras para o desenvolvimento de uma educação que inclua todos os sujeitos de nossa sociedade, independente de sua classe social, condição física, de suas origens étnica, cultural, social ou religiosa, pois possuem direito à igualdade de acesso ao conhecimento e, assim, à possibilidade de se desenvolverem como cidadãos críticos e responsáveis para com as questões que envolvem as ciências, as tecnologias e a sociedade.
As atividades desenvolvidas pelo grupo de pesquisa forneceu e ainda fornece possibilidades de novas discussões a respeito do Ensino de Física em Libras, visando a melhoria dos vocabulários e também a divulgação de tal material, além da qualificação e formação continuada de professores.
Por fim, acreditamos que os vocabulários, que resultaram de nossas pesquisas, contribuíram e contribuem de forma significativa para o processo de ensino e aprendizagem em Física dos estudantes surdos em meio a este período de implementação da inclusão. Na área de ensino de Física, por meio da Libras, existem poucos materiais disponíveis e, principalmente, poucas pesquisas e divulgação científica. Desta forma, este trabalho participa do processo de Educação Inclusiva com algumas reflexões e com a divulgação dos materiais elaborados pela equipe do projeto Sinalizando a Física.
## 6 - Referências
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BOTAN, E.; CARDOSO, F. C.. Ensino de Física, Língua Brasileira de Sinais e o Projeto 'Sinalizando a Física': Um Movimento a Favor da Inclusão Científica. IN XVIII Simpósio Nacional de Ensino de Física . Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, 2009a.
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CACCAMISE, F.; LANG, H. Signs for Science and Mathematics: a resource book for teachers and students. Rochester: National Technical Institute for the Deaf, 1996.
CAPOVILLA, F. C.r; RAPHAEL, W. D. MAURICIO, A. C. L. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira. 2v., 2a ed., São Paulo: EDUSP, MEC/FNDE, 2009.
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MANTOAN M. T. E. Inclusão Escolar: O que é? Por que? Como Fazer?. 2a ed. São Paulo: Moderna, 2006.
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PIETRO, R. G. Atendimento Escolar de Alunos com Necessidades Especiais: Um Olhar Sobre as Políticas Públicas de Educação no Brasil. IN ARANTES, Valéria Amorim. Inclusão Escolar: Pontos e Contrapontos . 3a ed. São Paulo: Summus, 2006
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