ATIVIDADES LÚDICAS PARA O ENSINO DE FÍSICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAS COM ESTUDO DE ONDAS MECÂNICAS.
Danila Macedo Galdino, Aline Simões Dos Santos, Alessandro Frederico Da Silveira.
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2011
- Data
- 01/02/2011
- Linha de pesquisa
- Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ATIVIDADES LÚDICAS PARA O ENSINO DE FÍSICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAS COM ESTUDO DE ONDAS MECÂNICAS.
## Danila Macêdo Galdino 1 , Aline Simões dos Santos , Alessandro Frederico da 2 Silveira 3
## Resumo
O presente trabalho consta de um relato de experiências com uma turma de alunos do 9º ano fundamental, de uma escola da rede pública de ensino da cidade de Campina Grande, estado da Paraíba. A proposta de intervenção foi proveniente do desenvolvimento da componente curricular estágio supervisionado I, do curso de Licenciatura Plena em Física da Universidade Estadual da Paraíba. As atividades que foram desenvolvidas na escola tiveram como foco o uso do lúdico, em que a arte foi bastante explorada na confecção da proposta de atividade. A temática escolhida para o trabalho foi, ondas mecânicas. Após o desenvolvimento das atividades propostas, os resultados obtidos nos mostraram que é possível desenvolver formas de proporcionar um aprendizado em ciências, de maneira que o ensino venha a contribuir para que os alunos façam uma melhor leitura de mundo no qual estão inseridos. Também é válido destacarmos a importância que deve ser dada aos conhecimentos que os alunos trazem para escola. Devido a essa metodologia foi perceptível uma maior participação por parte do alunado, inclusive alunos que se apresentavam mais recatados ou reclusos deram importantes contribuições nas aulas e alunos que se apresentavam um tanto imperativos se mantiveram concentrados e participativos, o que nos leva a considerar que as atividades lúdicas, em especial a ciência vinculada à arte proporcionou uma melhor percepção do tema abordado.
Palavras-chave : Ensino, lúdico.
## Introdução
É notório o desinteresse por parte dos alunos do ensino fundamental e médio pela Física, apesar desta ser uma ciência tão fascinante e capaz de explicar os mais diversos fenômenos naturais. Sabemos que vários são os fatores que contribuem para este quadro, resultado de uma infraestrutura precária, sobre tudo nas instituições de ensino público, que não propiciam ao aluno o devido bem estar para manter-se na escola.
Entretanto, estes aspectos sócio-estruturais não são os únicos responsáveis pelo desinteresse de nossos estudantes. A prática docente também
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tem sua parcela de responsabilidade deste triste panorama. Alguns professores insistem em práticas tradicionais, resistindo às mudanças, preferindo continuar num modelo há muito arraigado da prática de ensino, onde a ciência, especificamente a Física é apresentada como sendo um emaranhado de equações matemáticas, descontextualizadas das vivências dos alunos.
Com o intuito de buscar uma mudança nesse quadro, o curso de licenciatura Plena em física da Universidade Estadual da Paraíba, vem desenvolvendo nos estágios supervisionados nas escolas públicas da cidade de Campina Grande atividades que buscam suprir tais deficiências e que possibilitem ao aluno da escola uma percepção da inerente importância da ciências/Física focalizado, além do formalismo matemático que geralmente é apresentado, em uma contextualização fenomenológica dos assuntos abordados em sala.
Neste sentido o presente trabalho consta de um relato de experiências vivenciado na atividade de estagio supervisionado deste curso de licenciatura, em uma turma do 9º ano do ensino fundamental, de uma escola da rede pública de ensino da cidade de Campina Grande, estado da Paraíba. A turma constava de 33 alunos com uma média de idade de 14 anos.
Visando sempre uma forte analogia com o cotidiano, foram desenvolvidas atividades lúdicas, para que os alunos se sentissem seguros, pois é justamente nesse período de formação que os alunos têm o primeiro contanto formal com a disciplina de Física e é crucial o trabalho dinamizado para ajudar a perceberem e entenderem a ciência no aspecto antes mencionado. Para formatação do texto a ser colado siga as instruções iniciais.
## Por que usar atividades lúdicas no ensino?
Algumas pesquisas apontam a necessidade que se tem em fazer do aluno um sujeito capaz de compreender os fenômenos e as situações que lhes cercam, fazendo uma melhor leitura de mundo, no qual se encontra inserido.
Nesta perspectiva surge a necessidade de criar novas abordagens metodológicas para o ensino de Física, o que de acordo com Silveira et al (2006) podem ser desenvolvidas a partir da atividade lúdica, em que o aluno é estimulado a participar, criar e descobrir juntamente com o professor, numa relação de troca, de inversão de valores.
Existem indicações de que alguns estudiosos e pensadores da educação têm debatido muito neste início de século sobre a importância das atividades lúdicas no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos (Rick, Harres et al, Fortuna, Silva, 2001) e em se tratando da relação entre ciência e arte, alguns pesquisadores em ciência e educação, como (Dörries, 2005; Zanetic,2002, 2006; Matos, 2002; Massarani&Almeida, 2006; Silveira e Santos, 2007), apontam que este elo é importante na comunicação da ciência por oferecer diferentes modos de representação do mundo, enriquecendo assim suas possibilidades de escolha, de significados e valores, no mundo em que vivem.
Para Matos(2002), comunicar a ciência e a cultura de forma lúdica é agradável e de fácil compreensão.
O educador ao fazer uso desta relação entre a ciência e a arte no ensino, se dispõe, com muito mais facilidade, a entrar numa relação de troca por oposição, ao que Freire (1984) chamaria de uma educação bancária, em que ao aluno caberia
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apenas o papel de depósito de conteúdos, sem entendê-los. A relação de poder é revista e passa a ser mútua porque será construído na base da troca.
Apesar de distintas, tanto a arte como a ciência são formas de levar o homem a pensar, a discutir sobre o seu espaço num todo, tendo em comum, o objetivo de desenvolver a criatividade, o que não impede a união de ambas no intuito de aprimorar mais o conhecimento.
Neste sentido, verificamos a relevância de relacionar a educação em ciência à arte (atividades lúdicas) para uma possível transformação educacional, numa perspectiva de melhoria na qualidade de ensino de física nas séries iniciais, em específico nas turmas de oitava série do ensino fundamental, o que justifica o tema desta pesquisa.
## Metodologia:
A nossa pesquisa é de natureza qualitativa, em que decidimos fazer um estudo de caso, com alunos de uma turma do 9º ano do ensino fundamental da rede regular em uma escola pública. Antes, porém, de 'cairmos em campo' trabalhamos durante dois meses elaborando plano de ação, o qual viabilizou que as aulas de ciências fossem trabalhadas de forma lúdica com a finalidade de despertar o interesse de todos os alunos. O trabalho com as ondas mecânicas se desenvolveu em 6 aulas, que foram distribuídas em 3 encontros, com um tempo aproximado de 45min cada aula.
## Descrevendo os encontros e as atividades desenvolvidas:
1ª encontro - Tema central: A onda e sua propagação
No primeiro encontro, foi trabalhada necessariamente a singularidade do desenvolvimento e aprimoramento da base conceitual dos alunos. Foi discutido principalmente o caráter ondulatório: o que é a propagação de uma onda, como ocorre, quanto ao caráter de propagação energética, seus tipos fundamentais e sua natureza. A abordagem desses conteúdos procedeu-se da seguinte forma: fez-se toda uma contextualização entorno das ondas marítimas, visto que os alunos consideravam-na mais presente, logo após foi solicitado a eles que fizessem uma fila indiana ( Figura 1) e que fixassem bem os pés no chão, então o último aluno da fila proporcionou um leve empurrão, o que ocasionou um 'efeito dominó', cada um dos alunos sentiram o empurrão, e isso proporcionou uma grande ampliação nas discussões em sala.
Figura 1: Fila indiana e efeito dominó
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Foi instigado aos alunos perguntas que incitaram sua percepção sobre a façanha realizada ('O que ocasionou o movimento da fila?', 'Todos se moveram no mesmo instante?', 'Como se deu o movimento? Para cima e para baixo ou para frente e para trás?', etc .). A partir dessa experiência o professor desenvolveu uma analogia aos conceitos, e os alunos aderiram a uma melhor percepção, o que pôde ter sido analisado posteriormente nas respostas dadas pelos alunos ao questionário que foi entregue aos mesmos após o experimento.
Depois de toda explanação e discussão dos conteúdos, foi solicitado aos alunos uma atividade experimental, na qual constavam de perturbações em uma mola, sendo que essas perturbações foram dividas em duas situações:
Na primeira situação os alunos deveriam provocar perturbações em forma de 'S', junto ao chão. Na segunda situação, foi solicitado que proporcionassem compressões na mola (Figura 2).
Figura 2 : Experimentando as ondas transversais e longitudinais
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Em seguida foi requerida a resolução de perguntas sobre a experimentação (' Ao se produzir a perturbação na mola todas as espiras se moveram ao mesmo tempo?', 'Durante a propagação da perturbação ocorreu transporte de matéria? Justifique.', 'Em qual das perturbações a onda que se estabelece na mola é longitudinal? Por quê?' ). Dentre as diversas respostas dos alunos, destacamos as que seguem:
Questão 1: Durante a propagação da onda em uma mola ocorreu o transporte de matéria? Justifique.
'Não, por que a impulsão vai a cada uma das argolas'.
'Não, por que a onda não transporta matéria, as argolas se moveram e voltaram ao mesmo lugar'.
'Não, porque ela só transporta energia'.
'Não. A onda transporta energia e não matéria'.
É importante salientar que a última das repostas foi a mais frequente e que apesar de uma elaboração simplória há coerência com o fenômeno.
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## 2º encontro - Tema central: O som
O segundo encontro se deu na mesma perspectiva do primeiro. Levou-se aos alunos um caso particular de onda mecânica: o som. Os assuntos gerados em torno do tema foram: 'produção da voz', 'propagação do som', 'velocidade do som' e 'qualidades sonoras'. Antes do inicio da aula foi retomado alguns conceitos que tinham sido desenvolvidos no encontro passado, e que apesar da pusilanimidade da memória dos alunos, a recordação dos conceitos se deu de forma rápida quando relembrado o episódio da fila.
Na situação inicial se estabeleceu o questionamento: 'Como a voz é produzida e emitida aos nossos ouvidos?' . Após a constante troca de ideias entre os alunos, foi requisitado que ficassem de pé, colocassem uma das mãos na garganta e a outra na nuca, pedindo, então, que eles pronunciassem juntos algumas palavras. Depois, questionamentos acerca dessa experiência foram lançados: 'Ao falar, vocês sentiram alguma diferença nos locais em que puseram uma mão e outra? Qual?', 'Há alguma relação da vibração das cordas vocais, o som produzido e o ar? Qual?'. Essas questões foram a base essencial para discussão da propagação e vibração do som, além da produção da voz.
A abordagem dos conceitos de velocidades sonora se deu de forma contextualizada, no entanto, sendo exemplificada com o auxilio dos próprios alunos, através de uma dinâmica em que eles se moviam em espaços diferenciados na sala. Após a dinâmica, foram feitas as seguintes perguntas: 'Em qual das situações foi se possível chegar mais rápido? Quando os alunos estavam longe ou perto? Por quê?'. A ênfase desse exemplo se fez dar uma analogia às estruturas moleculares, mostrando então o porquê de uma maior velocidade em gases, líquidos e sólidos.
Na explanação das qualidades sonoras, foram feitas comparações entre vozes femininas e masculinas, sendo então definidas formalmente. Um desfeche interessante que ocorreu durante a aula, foi que na definição de frequência, sons agudos (altos) e graves (baixos), ao serem comparadas as vozes femininas e masculinas, foram os próprios alunos que sugeriram um exemplo prático. Eles então solicitaram que dois de seus colegas, um menino e uma menina, gritassem um de cada vez, o que segundo eles auxiliou na percepção do que é um som agudo e o que é um som grave. Em relação ao timbre foi proposto que dois alunos falassem juntos no mesmo tom de voz. Se perguntou : As vozes dos alunos ficaram idênticas ou não? O que deu condições a partir das respostas apresentadas, trabalhar o conceito de timbre.
Após a abordagem dos conteúdos, solicitou-se que a turma se dividissem em 4 grupos, e foram apresentados a cada grupo um experimento diferente.
## 1ª experimentação: Tambor de açúcar
Foi entregue aos alunos do primeiro grupo, um tabuleiro de alumínio, uma colher de pau, um tambor confeccionado com um copo e plástico filme e açúcar.
A este grupo foi solicitada que polvilhassem a película do tambor com um pouco de açúcar, segurassem o tabuleiro próximo ao tambor e bate-se lhe forte com a colher de pau (Figura 3). Com a realização desta atividade os alunos foram capazes de perceber a propagação do som no ar, uma vez que, o açúcar sobre o tambor, vibrava de acordo com a perturbação realizada no tabuleiro de alumínio.
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Figura 3: Tabuleiro e tambor de açúcar
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## 2ª experimentação: Telefone com fio
Foi entregue ao segundo grupo de alunos, um brinquedo conhecido como telefone com fio (Figura 4), este brinquedo consta de dois copos ligados pela extremidade inferior na qual é perfurada e atravessada por um fio que vai de um copo a outro.
A este grupo foi solicitado que esticassem o fio e um dos integrantes encostasse o ouvido em um dos copos e outro falasse junto ao outro copo. Com esta experimentação os alunos puderam perceber o fenômeno de transmissão do som através de corpos sólidos, uma vez que, o som produzido se propagava pelo fio.
Figura 4: Alunos brincando com o telefone com fio
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## 3ª experimentação : Refletindo o som
Foi entregue a este grupo dois cilindros confeccionado de cartolina e um objeto sonoro (aparelho celular).
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Solicitamos que juntassem as extremidades dos cilindros e abrissem uma destas até um devido ângulo, posicionando-as como dois catetos de um triângulo. Então na extremidade em que os cilindros se encostavam foi posto um caderno para reflexão do som e numa das extremidades livres foi posto o aparelho sonoro (celular) e na outra o ouvido (Figura 5). Essa experimentação mostrou o fenômeno da reflexão sonora, já que sem o auxilio do caderno o som não refletia.
Figura 5: Refletindo o som
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## 4ª experimentação: Vibração na colher
Foi entregue ao quarto grupo uma colher atada a um cordão, de modo que o fio dispusesse de duas extremidades e que a acolher ficasse suspensa no meio delas.
Foi solicitado que um dos integrantes passasse as extremidades do cordão atrás das orelhas, inclinasse-se para frente para que colher ficasse suspensa no ar e que outro integrante desse uma pancada na colher com outro metal (Figura 6). Com esse experimento os alunos puderam perceber que a vibração sonora causada na colher se propagava ao longo do barbante, sendo análoga ao telefone com fio, uma vez que, também era perceptível o fenômeno da propagação em corpos sólidos.
Figura 6: Vibração na colher
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A cada aluno foi requisitado discutir com seu grupo o porquê do desfeche de tal fenômeno, qual a reação ocasionada no experimento, com qual dos conceitos ondulatórios abordados em sala o devido experimento se relacionava e o que mais tinha chamado à atenção do grupo. As respostas obtidas pelos alunos foram apresentadas em seguida. As quais descrevemos algumas a seguir:
Questão 1: Agora discuta com o seu grupo o porquê de tal desfeche em seu experimento. O que aconteceu?
- 1ª Experimentação: 'O som causou uma vibração no copo fazendo o açúcar mexer'.
- 2ª Experimentação: 'Se comunicamos pelos copos'.
- 3ª Experimentação : 'O experimento mostrou que o som reflete '.
- 4ª Experimentação : 'Ocorreu uma vibração atrás das orelhas' .
Questão 2: Com qual dos conceitos abordados em ondas sonoras esse experimento se relaciona?
- 1ª Experimentação: 'Ondas mecânicas, vibração com a frequência em que se batia'.
- 2ª Experimentação : 'Ondas mecânicas, propagação do som'.
- 3ª Experimentação : 'Onda mecânica que se refletiu'.
- 4ª Experimentação: 'Onda mecânica, vibração sonora'.
## Questão 3: O que mais chamou a atenção do grupo?
- 1ª Experimentação: 'O movimento do açúcar'.
- 2ª Experimentação: ' A voz que passava pelo fio'.
- 3ª Experimentação: 'O que mais chamou a atenção do grupo foi a ajuda do caderno, pois sem ele o som não tinha se propagado ao nosso ouvido'.
- 4ª Experimentação: 'A vibração atrás da orelha'.
Embora as respostas se apresentem de forma sucinta e com alguns erros ortográficos, as ideias desenvolvidas por eles mostraram-se de acordo com os conteúdos.
## 3º encontro: Tema central: O som
- O terceiro encontro se deu sob a mesma perspectiva dos dois primeiros. Neste, foram relembrados os conceitos estudados de uma forma diferente. A cada aluno foi entregue um material, que constava da abordagem do conteúdo de ondas
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mecânicas, em particular, o som, apresentados sob forma de quadrinhos. Nesta atividade os alunos leram e interpretaram os personagens, e ao término foi sugerida uma proposta de avaliação, para averiguarmos o que tinha sido abordado nas intervenções.
## Considerações Finais:
Após a realização de todas as intervenções com as diversas propostas de atividades, em que se usou de recursos artísticos que denominamos atividades lúdicas é importante ressaltar que a exploração dos conceitos foi executada demasiadamente sob forma de conversação, e que os alunos tiveram plena liberdade expressiva durante toda aula, mas que apesar de toda essa imparcialidade, o professor buscava guiar os alunos a uma compreensão coerente do fenômeno em questão.
Ainda, é valido mencionar que devido a essa abordagem com atividades lúdicas foi perceptível uma maior participação por parte do alunado, inclusive alunos que se apresentavam mais recatados ou reclusos deram importantes contribuições nas aulas e alunos que se apresentavam um tanto imperativos se mantiveram concentrados e participativos, o que nos leva a considerar que as atividades lúdicas, em especial a ciência vinculada à arte proporcionou uma melhor percepção do tema abordado.
Os resultados obtidos nos mostraram que é possível desenvolver formas de proporcionar um aprendizado em ciências aos alunos, de maneira que este ensino de ciências venha a contribuir para que estas façam uma melhor leitura de mundo, o qual estão inseridas.
È importante destacarmos com base nos resultados obtidos, a importância que deve ser dada aos conhecimentos que os alunos trazem para escola, pois como percebemos nas falas das mesmas anteriormente apresentadas, esse conhecimento de mundo é de grande valor para que o conhecimento científico torne-se compreensível.
## Referências
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MATOS, C., Ciência e Arte : imaginário e descoberta , São Paulo: Terceira Margem, 2002.
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