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A FÍSICA PRESENTE NA ALFABETIZAÇÃO

Tatiana Maria Dos Santos Dias, Edna Santos Menezes, Celso José Viana Barbosa

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XIX
Ano
2011
Data
01/02/2011
Linha de pesquisa
Aprendizagem Em Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## Tatiana Maria dos Santos Dias , Edna Menezes Santos , Celso José Viana 1 2 Barbosa 3

- 1

Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Física/tatiprof01@yahoo.com.br

- 2 Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Física/ednamenezes19@yahoo.com.br
- 3 Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Física/cjvianna@yahoo.com.br PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência.

## A FÍSICA PRESENTE NA ALFABETIZAÇÃO

A alfabetização é o norte do ensino-aprendizagem de todos que ingressam na rotina escolar, através dela o alunado desenvolve as habilidades e competências da leitura e escrita. Entretanto, percebe-se o desinteresse de muitos estudantes quando se trabalha de maneira tradicional. Por isso procuramos investigar a eficiência da alfabetização com experimentos de física, procurando sempre relacionar o conhecimento prévio e o cotidiano do aluno, para que o estudo ficasse mais atrativo e não houvesse a evasão escolar. Este trabalho foi realizado em uma turma com alunos que possuía distorção idade-série, cujas idades variavam entre 9 e 14 anos. Com a metodologia de introduzir os experimentos de física na alfabetização percebeu-se que os alunos estavam se envolvendo com os experimentos e demonstrando maior interesse pela disciplina e melhorando o processo de leitura e de escrita. No final do segundo semestre foi realizada uma feira de ciências com vários experimentos de materiais reciclados, mostrando que é possível montar experimentos de baixo custo, que conseguem chamar a atenção dos alunos facilitando seu aprendizado. A metodologia empregada também melhorou a relação professor-aluno. Como a formação de professores está profundamente ligada ao ritmo acelerado da evolução da sociedade é necessário repensar na formação dos atuais professores das séries iniciais não pode ser interpretada nos dias atuais da mesma forma que se fazia há alguns anos atrás.

Palavras-chave: Alfabetização, experimentos de física, motivação, formação de professores.

## 1 -Introdução

Neste trabalho, foi acompanhada a evolução da aprendizagem de um grupo de alunos, tomando como desafio a alfabetização através do uso de experimentos de física em que buscávamos saber se alunos da turma do se liga (alunos com distorção idade-série) do ensino Fundamental seriam capazes de serem alfabetizados através dessa nova metodologia de ensino.

Como todos já sabem, no ensino fundamental a física não aparece como uma disciplina isolada como no ensino médio, mas os futuros professores tem consciência que ela está presente na vida de todas as pessoas. Porém, o atual ensino de ciências nas séries iniciais não parece está muito preocupado em contribuir significativamente com evolução da sociedade contemporânea.

Por isso qualquer que seja o grau de ensino em que os professores de ciências exerçam na sua docência todos eles são formadores de pessoas que serão futuros cidadãos, sem dúvida, um papel a desempenhar numa sociedade que está em permanente evolução nas mais diversas áreas, especialmente nas áreas das ciências e tecnologias.

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Nesse sentido, o ensino de Ciências para as primeiras séries do Ensino Fundamental possui algumas peculiaridades quando comparada ao das séries subsequentes. Sua principal característica é o fato de ser praticada por um professor polivalente, em geral responsável também pelo ensino de outras disciplinas.

No caso específico dos discentes do curso de Pedagogia, que praticamente não têm disciplinas de conteúdo de Ciências Naturais, deve ser propiciado um ambiente no qual sintam necessidade de aprender, para que os mesmos possam expandir o seu leque de conhecimentos sobre o estudo das ciências naturais e sintam mobilizados em ensinar com afetividade e prazer aos seus alunos. Já no caso dos discentes do curso de Física só estão habilitados para ensinar o segundo grau e não são preparados para ingressarem no primeiro grau, esta é mais uma falha que deve ser corrigida em nosso sistema de ensino.

Porque a partir desse trabalho foi diagnosticado que a física e a pedagogia podem andar lado a lado, para favorecer uma melhor aprendizagem no ensino de ciências nas séries iniciais, basta apenas uma mobilização por parte dos envolvidos em querer mudar a nossa educação, nascer é ingressar em um mundo no qual estar-se-á submetido à obrigação de aprender (CHARLOT, 2008).

Deixando bem claro que os nossos futuros alunos possuem conhecimentos prévios independente da série que está estudando ou da idade que eles possuam, por isso, a física deve sim ser inserida nas séries iniciais e principalmente na alfabetização não é preciso ser estudada somente no segundo grau, assim que o aluno ingressar na rotina escolar eles devem ser submetidos a estudarem ciências naturais (física), e, com isso motivamos os nossos futuros alunos a serem críticos, participativos e atuantes no mundo globalizado e a sua aprendizagem certamente será significativa, porque estará relacionando seu novo conhecimento com um subsunçor que ele já adquiriu fora da escola.

## Segundo Moreira (1996)

O conceito básico da teoria de Ausubel é o de aprendizagem significativa. A aprendizagem é dita significativa quando uma nova informação (conceito, idéia, proposição) adquire significados para o aprendiz através de uma espécie de ancoragem em aspectos relevantes da estrutura cognitiva preexistentes do indivíduo, isto é, em conceitos, idéias, proposições já existentes em sua estrutura de conhecimentos (ou de significados) com determinado grau de clareza, estabilidade e diferenciação. Esses aspectos relevantes da estrutura cognitiva que servem de ancoragem para a anova informação são chamados de 'subsunçores' (MOREIRA, 1996, pág.106).

## 2-Formação de Professores

A formação de professores está profundamente ligada ao ritmo acelerado da evolução da sociedade e esta, vem se apresentando cada vez mais complexa à medida que a globalização se expande. Assim, é necessário considerar alguns outros aspectos, como o conhecimento está sempre sujeito a mudanças, e a realidade de sala de aula em constante mobilidade e cada vez mais complexa. Deste modo, a formação dos atuais professores não pode ser interpretada nos dias atuais da mesma forma que se fazia há alguns anos atrás.

Segundo os PCNs(1999)

O tratamento contextualizado do conhecimento é o recurso que a escola tem para retirar o aluno da condição de espectador passivo. Se bem

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trabalhado permite que, ao longo da transposição didática, o conteúdo no ensino provoque aprendizagens significativas que mobilizem o aluno e estabeleçam entre ele e o objeto do conhecimento uma relação de reciprocidade. A contextualização evoca por isso áreas, âmbitos ou dimensões presentes na vida pessoal, social e cultural, e mobiliza competências cognitivas já adquiridas. (BRASIL, PNCs, 1999, pág.91).

A partir dos PCNs, podemos deduzir que a formação dos futuros professores deve ser interdisciplinar, contextualizada que privilegia a construção de um conceito e de criação de sentidos, que permitirá aos futuros professores trabalhar em sala com subsídios e estratégias ligadas ao cotidiano do aluno, mesmo que isso não ocorra nas dimensões de sua formação ele tem que buscar uma ancoragem na teoria-prática visando um futuro próspero como um mediador do conhecimento.

## Segundo Libâneo (1994)

A formação do professor abrange, pois, duas dimensões: a formação teórico-científica , incluindo a formação acadêmica específica nas disciplinas em que o docente vai especializar-se e a formação pedagógica, que envolve os conhecimentos da Filosofia, Sociologia, História da Educação e da própria Pedagogia que contribuem para o esclarecimento do fenômeno educativo no contexto histórico-social; a formação técnico-prática visando à preparação profissional específica para a docência, incluindo a didática, as metodologias específicas das matérias, a Psicologia da Educação, a pesquisa educacional e outras.(LIBÂNEO,1994,pág.27).

## 3-Física no Ensino Fundamental

Fazendo uma análise do que é trabalhado no ensino fundamental menor ou nas séries iniciais sobre os conteúdos de física, chegamos à conclusão que não é trabalhado praticamente nenhum conteúdo pelo professor polivalente. Um dos principais fatores que pode ter influenciado na decisão desses professores pode ser a falta de despreparo e até mesmo a falta de conhecimento sobre os conteúdos. Já que na sua formação nada sobre a física é vista.

- O mesmo não acontece com os professores de física, porque teoricamente eles estão preparados para lecionar os conteúdos da física, mas o sistema de ensino impede que os mesmo atuem nas séries iniciais, deixando os espaços para os docentes pedagogos. Observando alguns livros de ciências naturais do ensino fundamental WOLFF (2005), CUNHA (2001), BONDUKI (2008), FONCESA (2007), GOWDAK (2001), encontramos conteúdos de física com ilustrações e aplicações de experimentos bem simples e de fácil entendimento para os nossos alunos.

Análise de alguns livros do ensino fundamental sobre os conteúdos de física:

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Quadro 01 :Relação dos conteúdos de física exposto nos livros do ensino fundamental.

## Segundo o PCN do ensino fundamental (Ciências Naturais, 1997)

Os desafios para experimentar ampliam-se quando se solicita aos alunos que construam o experimento. As exigências quanto à atuação do professor, nesse caso, são maiores que nas situações precedentes: discute com os alunos a definição do problema, conversa com a classe sobre materiais necessários e como atuar para testar as suposições levantadas, os modos de coletar e relacionar os resultados. Como fonte de investigação sobre os fenômenos e suas transformações, o experimento se torna mais importante quanto mais os alunos participam na confecção do seu guia ou protocolo, realiza por se mesmo as ações sobre os materiais e discutem os resultados, preparam o modo de organizar as anotações e as realizam. Não existe experimento que não dê certo. Quando os resultados diferem do esperado estabelecido pelo protocolo ou pela suposição do aluno, deve-se investigar a atuação de alguma variável, de algum aspecto ou fator que não foi considerado em princípio ou que surgiu aleatoriamente, ao acaso. É uma discussão que enriquecesse o processo. (BRASIL, PCN, 1997, pág 123).

Seguindo o pensamento do PCN do ensino fundamental de ciências naturais, chegamos à conclusão que devemos trabalhar com experimentos buscando o entendimento e aprendizagem do aluno, fazendo uma relação dos experimentos com a teoria que geralmente são encontradas nos livros didáticos para uma melhor fixação do conteúdo envolvido, e, consequentemente o aluno se tornará um cidadão crítico e participativo da sociedade atual devido a sua vida escolar atuante.

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## 4-Relato de Experiência

Com o uso de experimentos de física, desenvolvi um trabalho muito rico e gratificante no final do ano letivo. Este projeto foi desenvolvido em uma turma de alunos com distorção idade-série, o que seria esta distorção? São alunos que não estavam alfabetizados e que tinham idade entre nove e quatorze anos. Comecei a trabalhar com os meus alunos no inicio do ano letivo, mas deixo bem claro que não comecei a introduzir os experimentos de física logo no início.

Mas, ao perceber que durante alguns meses que se passaram os alunos não tinham tanto estímulo como no início do ano, fiquei muito preocupada com esta falta de motivação dos meus alunos e busquei alternativas para tentar impedir a evasão escolar, já que nestas turmas são frequentes as desistências e também queria que eles aprendessem de forma significativa para que sua alfabetização acontecesse de maneira lúdica e satisfatória no final do ano letivo. Então, como sou aluno do curso de física da UFS, tive a ideia de levar experimentos de baixo custo para motivá-los novamente em querer aprender. Através dos experimentos despertei a curiosidade e o interesse de toda a turma em querer aprender como cada um funcionava, e, com isso comecei a alfabetizá-los com uma nova metodologia, que, no entanto era desconhecida tanto para me como professora e também para os meus alunos que nunca tiveram contato com experimentos de física. Mas, não medir esforços para aprimorar esta nova metodologia, comecei uma busca incessante nos livros de física, nos artigos que encontrava na revista brasileira de ensino de física, nos vídeos da USP no lapef, no site do portal do professor. Também encontrei um professor que me ajudou bastante nesta nova etapa de aprendizagem.

Depois de pesquisar e ler bastante encontrei um caminho para um novo ensinamento no ensino fundamental, porque após a aplicação dos experimentos na sala de aula percebi que os meus alunos estavam mais interessados e sempre vinham com uma nova ideia de experimentos para ser confeccionado por toda a turma, quando um aluno chegava com uma ideia de um novo experimento, eu sempre pedia a ele que expusesse a sua opinião para que todos pudesse participar. A partir daí começava uma discussão e logo em seguida eu pedia que eles desenhassem como ficaria o experimento e escrevessem quais seriam os materiais usados e como iria funcionar. Com esta estratégia ensinava física e ao mesmo tempo alfabetizava-os.

Quando eu falava que iria levar um experimento pra sala, todos ficavam me perguntando qual seria e o que ele fazia, então, explicava que quando eles manuseassem e observassem irão descobrir sozinho o que significava tal experiência. A priori foi complicado, porque eles queriam saber logo do que se tratava a experiência antes da explicação do que eles iriam fazer. Então expliquei para eles que na aula tinha que haver sequências para um melhor aproveitamento na aprendizagem.

Abaixo está a sequência que era adotada na sala de aula:

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Com esta metodologia aplicada na turma do ensino fundamental, de alunos com distorção idade-série, conseguir alfabetiza-los de maneira prazerosa de fácil aprendizagem, sempre buscando trabalhar o lado social de cada aluno e nunca deixando de lado a afetividade que deve vim em primeiro lugar.

Como no final do ano letivo tinha conseguido confeccionar alguns experimentos de física com material de baixo custo então resolvi preparar uma feira de ciências, também levei o gerador de Van de Graaff para mostrar um experimento mais sofisticado, que foi emprestado pela universidade, convidei a direção e as professoras da escola para participarem da nossa feira de ciências. E, mais uma vez ficou comprovado o interesse dos alunos em querer aprender física, até mesmo às professoras e os seus alunos, ficaram bastante impressionados como a física está presente em nosso cotidiano.

## 5-Resultados

Como todos sabem que o processo de aprendizagem é algo muito complexo para os educadores e também para os nossos alunos, porque cada um tem seu tempo de aprendizagem, então devemos pensar e repensar em nossas práticas em sala de aula, sempre buscando uma nova maneira de abordar os conteúdos programáticos. A partir dessa visão desenvolvi um trabalho com alunos que eram praticamente excluídos da sociedade escolar, a priori estes estudantes não sabiam ler e escrever. Tinham uma baixa autoestima e não acreditava que eram capazes de conseguir serem alfabetizados. Mas, com afetividade e o uso de experimentos de física, estimulei a curiosidade dos alunos e a partir dessa nova metodologia houve uma mobilização dos estudantes em querer aprender a ler, escrever e conhecer os fenômenos físicos que eram mostrados através dos experimentos.

Para comprovar que os alunos gostavam das aulas de alfabetização com o uso de experimentos de física, e, que eles conseguem escrever o que pensam por isso trago alguns textos escritos pelos próprios alunos.

Figura 01 : Esquema da sequência usada em sala de aula.

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Figura 02: (Texto da aluna 1)

Esta aluna 1 era uma menina muito carente de afetividade, ficava com medo de tudo e não queria se socializar com seus colegas. No início do ano letivo chegava na escola chorando sem querer entrar na sala de aula, mas, com o passar dos dias fui ganhando sua confiança e conseguir trabalhar o seu lado emocional. Mostrei pra ela que, com paciência e perseverança tudo pode ser alcançado. Ela sempre falava que não iria conseguir aprender a ler e a escrever, mas eu sempre a motivava mostrando que ele era capaz de tudo que ela quisesse fazer. E, no final do ano letivo a aluna 1 estava sabendo ler e escrevia com erros ortográficos como pode ser visto na figura 2, mas conseguia transmitir o que ela queria falar na escrita.

Figura 03 : (Texto da aluna 2)

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A aluna 2, era bastante complicada. Não tinha nenhuma motivação para estudar, sempre comentava que queria ser dançarina e não precisava aprender a ler e escrever bastava saber dançar, sempre falava que era muito difícil aprender ler e escrever, porque já havia tentado e não tinha conseguido. Então pedir que ela tentasse mais uma vez, mas a priori ela recusou, mesmo assim persistir até que conseguir motivá-la e quando comecei a levar os experimentos de física ela ficou bastante interessada em querer aprender cada vez mais. E o resultado foi esse que pode ser observado na figura 03.

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Figura 04: (Texto do aluno 3)

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O aluno 3 era um menino muito agitado e nervoso, nunca entendia o que eu explicava porque não parava de conversar um segundo na aula. Um dia, pedir que ele ficasse na sala na hora do recreio, para nós conversarmos. Então, perguntei para aluno 3, Porque ele não deixava eu explicar o que deveria ser feito na determinada atividade do dia, sua resposta me surpreendeu. O aluno 3 falou que fazia aquilo para chamar a atenção de todos, porque em sua casa ninguém lhe ouvia. Naquele momento pensei em uma estratégia para que ele sente-se importante, na frente de todos o nomeei o repórter da turma, ficava responsável pelo mural de reportagem.

Quando comecei a levar os experimentos de física para motivá-los a querer aprender ele passou a ser um aluno bastante dedicado, e suas reportagens eram sempre sobre os experimentos. Foi o primeiro da turma que aprendeu a ler, leu mais de cinquenta paradidáticos durante todo o ano. E, sempre falava que queria aprender cada vez mais para que no futuro pudesse ser professor de física. Escrevia pequenos textos com palavras marcantes, eu sempre mostrava para que todos os funcionários da escola pudessem ler e com isso ele se sentia muito importante, e todos os dias ele me emocionava com textos de gratidão e carinho. Fiquei muito triste, porque o aluno 3 disse que este ano de 2010 não tem mais entusiasmo pra escrever. Então falei que ele tem que escrever para melhorar sua escrita, porque não havia percebido nenhuma evolução.

Exposição de algumas fotos da feira de ciências que realizei no final do ano letivo, usando alguns experimentos que foram construídos com materiais reciclados e de fácil acesso, para que os próprios alunos pudessem construí-los em casa:

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(a)

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Figura 05 - Feira de Ciências realizada na escola. (a) Gerador de Van der Graaff (b) centro de massa (c) Robô hidráulico.

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A figura 05 apresenta alguns dos experimentos ou demonstrações realizados ao longo do ano letivo, nos quais foram trabalhos conceitos físicos como carga elétrica, pressão, força, princípio de ação e reação, conservação de energia, densidade, calor, temperatura, entre outros.

## 6- Considerações Finais

De acordo com este trabalho que foi desenvolvido em sala de aula, ficou bem claro que devemos romper paradigmas que existe sobre a educação, a partir desse pensamento sempre devemos pensar se nós fizemos tudo que deveríamos ter feito para uma melhor aprendizagem significativa dos alunos, enquanto professor. Sei que é uma tarefa muito difícil e complicada de ser executada, porque, por mais que o professor goste de seus alunos não é suficiente para que eles aprendam, temos que motiva-los em querer aprender significativamente usando novas metodologia e estratégias de ensino.

Para que o aluno aprenda devemos levar em conta vários aspectos: a capacidade de compreensão de cada um, o conhecimento prévio que eles possuem, deixar o estudante manusear, questionar, agir por conta própria para desenvolver a sua capacidade de interpretação e deixar expressar suas ideias durante a aula.

A mediação do professor, o rompimento de paradigmas e a motivação dos alunos são fundamentais na construção da aprendizagem. Com a ruptura do paradigma em que a física não pode ser trabalhada nas séries iniciais, foi que desenvolvi um trabalho de alfabetização usando os experimentos e ao final do ano letivo obtive uma grande porcentagem de alunos que já sabiam ler e escrever, dos 21 alunos da turma foram alfabetizados 18 com esse novo método de ensino. Infelizmente a formação do professor polivalente não o deixa apto para ensinar física, como já havia comentado esta situação deve ser revista, tanto no caso do físico não poder lecionar no ensino fundamental, como os pedagogos devem ter uma formação adequada para lecionar física, porque as pessoas estão evoluindo e a tecnologia está em constante mudança, então temos que nos adaptarmos aos avanços tecnológicos, já que fomos formadores de opiniões.

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## 7-Referências

BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e tecnológica. Brasília: Ministério da Educação, 1999.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

BRASIL. Secretária de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais/ Secretária de Educação Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1997.

OSTERMANN, Fernanda. A física na formação de professores do ensino fundamental/Fernanda Ostermann e Marco Antonio Moreira. - Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1999.

CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria/Bernard Charlot; trad. Bruno Magne. - Porto Alegre: Artemed, 2000.

CARVALHO, Anna Maria pessoa de. Ciências no ensino fundamental: O conhecimento físico - São Paulo: Scipione, 1998. - (Pensamento e ação no magistério).

WOLFF, Janefh. Redescobrindo ciências, 1ª série/Janeth Wolff, Eduardo Martins. São Paulo: FTD, 2005. - (Coleção redescobrir: Ciências).

CUNHA, Paulo Roberto. Ciências, 3ª série / Paulo Roberto Cunha, Suely Raimondi. -São Paulo: Atual, 2001. - (Coleção Curumim).

BONDUKI, Sônia. Ciências 4º ano: livro do professor/Sônia Bonduki e Carolina Reuter Camargo. ed.1.São Paulo: Companhia Editorial Nacional, 2008. (Coleção brasiliana).

FONCESA, Márcia Santos. Ciências para você: 4º ano/Márcia Santos Fonseca, Maria Hilda de Paiva Andrade, Marta Bouissou Morais- 3.ed. - Curitiba: Positivo; 2007.

GOWDAK, Demétrio,1933 - Ciências - Naturais e Vida para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) - 4ª etapa / Demétrio Gowdak, Eduardo Martins. - São Paulo: FTD, 2001.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.