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ESCOLA CERN PARA PROFESSORES - 2009/2010: UMA REFLEXÃO SOBRE ESSA EXPERIÊNCIA A PARTIR DO RELATO DE DOIS PROFESSORES PARTICIPANTES

Luzia Mota, Jancarlos Lapa

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XIX
Ano
2011
Data
01/02/2011
Linha de pesquisa
Formação E Prática Profissional De Professores De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## ESCOLA CERN PARA PROFESSORES - 2009/2010: UMA REFLEXÃO SOBRE ESSA EXPERIÊNCIA A PARTIR DO RELATO DE DOIS PROFESSORES PARTICIPANTES

Luzia Matos Mota , Jancarlos Menezes Lapa 1 2

- 1 Instituto Federal de Educação da Bahia/Departamento de Ciências Aplicadas /IFBA Campus SSA (jancarloslapa@ifba.edu.br)

## Resumo

Este trabalho se propõe a realizar uma reflexão sobre a participação brasileira na Escola CERN a partir do relato de dois professores do IFBA nos anos de 2009 e 2010. O evento é coordenado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) com apoio do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Trata-se de um programa destinado a professores de diversos países, do qual constam visitas às instalações e laboratórios do CERN localizado na Suíça. além das visitas ocorrem cursos sobre tópicos de Física de altas energias. O CERN é hoje um dos maiores laboratórios de pesquisa em Física de partículas no Mundo, ele abriga o colisor de prótons 'Large Hadron Collider' (LHC). O programa é fruto de uma parceria do CBPF e da SBF com pesquisadores portugueses do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) e com o próprio CERN que abriram a possibilidade de participação de um grupo de professores brasileiros ao lado de docentes portugueses e africanos. No caso do Brasil participaram 10 docentes em 2009 e em 2010 esse número ampliou para 20 docentes, incluindo professores do ensino médio da rede pública e privada. A Escola de Física do CERN para Professores tem um objetivo claro: o fortalecimento do Ensino da Física. A estratégia é a formação continuada de professores e a formação de divulgadores científicos. Neste artigo serão relatadas duas experiências que tentam corroborar com esse objetivo ao descrever as ações realizadas depois da participação na Escola e também ao propor novas ações para as próximas temporadas.

Palavras-chave : Formação de professores de Física, Divulgação Científica, Escola de Física do CERN.

## Introdução

O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), é um dos maiores laboratórios de pesquisa em Física no Mundo. Esteve em grande evidência na mídia em setembro de 2008 quando acionou pela primeira vez o grande colisor de prótons ' Large Hadron Collider ' (LHC), um poderoso acelerador de prótons. A esperança da comunidade científica, particularmente dos físicos é encontrar nas colisões de alta energia, que ocorrerão no LHC, traços da partícula denominada bóson de higgs que no interior do modelo padrão é a 'chave' para explicar a origem da massa das partículas elementares. Apesar dessa expectativa, no CERN é realizada uma gama de experimentos menores, por equipes multinacionais e multidisciplinares que ajudam a compreender melhor a natureza da matéria. Ocorre também uma série de programas e eventos para formação de pesquisadores, divulgação científica, etc.

Dentre os seus diversos programas, o CERN mantém um de Educação, destinado a professores de diversos países da Europa, do qual constam visitas às

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suas instalações e laboratórios, além de cursos sobre tópicos de Física, ministrados no idioma dos participantes.

No âmbito deste programa de Educação, desde 2007 o CERN tem mantido em suas instalações uma Escola de Física destinada a professores de escolas secundárias portuguesas, na qual são desenvolvidas aulas sobre Física de Partículas e áreas associadas, sessões experimentais e visitas aos laboratórios do CERN, iniciativa que acontecerá também em 2010.

- A Escola de Professores do CERN em Língua Portuguesa é um evento que tem ocorrido por iniciativa do Setor de Educação1 do CERN e até o ano de 2008 foi sempre dirigida a professores portugueses.
- A partir do ano passado, como resultado de negociações iniciadas em maio de 2009 por parte de pesquisadores brasileiros do CBPF e de integrantes da diretoria da Sociedade Brasileira de Física, foi aberta, como ampliação da cooperação com Portugal, estabelecida com o LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas) a possibilidade de participação de professores brasileiros e moçambicanos no programa, que aconteceu no período de 30 de agosto a 4 de setembro de 2009.

No programa deste ano, que acontecerá no período de 05 a 10 de setembro de 2010, a expectativa do projeto foi de levar para o CERN professores de Ensino Médio oriundos das redes particular, municipal, estadual e federal de ensino ao lado de cerca de 50 professores portugueses do Ensino Médio.

A proposta deste trabalho é apresentar algumas reflexões a partir dos relatos das experiências dos professores Luzia Mota e Jancarlos Lapa que participaram da Escola CERN em 2009 e 2010 respectivamente. Junto com o relato será realizada uma exposição de fotos da visita e de seus desdobramentos. O fato dos dois professores atuarem na mesma Instituição de Ensino contribuiu com as atividades de divulgação e compartilhamento do conhecimento adquirido na experiência.

## Seleção dos professores brasileiros.

A seleção para o Programa Escola do CERN em 2009 foi marcada pelo exíguo prazo para a seleção e ultimação do processo de participação dos professores envolvidos. Em um prazo de três semanas foram selecionados 10 professores que atuavam na Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica formada pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Um edital que regulava a inscrição e a seleção foi enviado para os dirigentes das instituições da Rede Federal e houve 37 inscritos. Os critérios para a seleção basearam-se na análise dos currículos, na análise de uma carta com exposições de motivos para a participação do candidato e em uma declaração de compromisso em divulgar a experiência para a sociedade. Os prazos curtos compeliram a um processo rápido, o que talvez tenha prejudicado a divulgação do edital entre os professores da Rede Federal. Dos dez participantes 02 foram do Nordeste, 01 do Centro-Oeste, 03 do Sudeste e 04 da região Sul.

Os custos para a participação dos 10 professores selecionados foi bancado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e também, em alguns casos, pelas Instituições de origem dos professores.

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A Escola CERN 2009 ocorreu no período de 30 de agosto à 04 de setembro envolvendo professores do ensino médio de Portugal, Brasil e Moçambique.

Em 2010, a participação brasileira de professores na escola de Física do CERN ampliou para 20 docentes. A outra novidade foi que foram incluídos professores da rede pública federal, das redes públicas estaduais e da rede privada.

Após o resultado da seleção para a Escola de Física do CERN 2010 a SBF divulgou uma nota de esclarecimento no sítio da instituição, na qual coloca os pontos fundamentais do processo seletivo.

De acordo com o edital foram definidos os seguintes critérios de seleção:

- · A graduação: em física (licenciatura) ou em cursos com habilitação para ministrar aulas de física;
- · O nível de ensino da docência: prioridade para quem esteja ministrando aulas no Ensino Médio, na totalidade, ou na maioria de sua carga horária em sala de aula;
- · O envolvimento com atividades, participações em eventos e produção acadêmica no ensino de Física e/ou divulgação científica.
- · Cursos na área de Ensino e/ou Educação em eventuais cursos de pósgraduação;
- · A manifestação do interesse em participar do projeto e a proposta de divulgação posterior.

Para a seleção, as propostas não foram analisadas globalmente, mas sim no âmbito da dependência administrativa de trabalho de cada um dos professores: uma seleção para os professores de escolas particulares, outra para

os federais e outra para os estaduais. Inscreveram se 206 professores, a saber: -

- -85 professores da rede estadual;
- -44 professores da rede federal;
- -77 professores da rede particular.

Tabela 1: Distribuição dos inscritos por região

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FONTE: Sociedade Brasileira de Física

Os resultados indicam que foram originários dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro a maior parte dos professores inscritos, o que implicou, em termos absolutos, num número maior de selecionados oriundos desses estados. Entretanto se considerarmos os inscritos por região e analisando o resultado em termos relativos, a relação entre selecionados e inscritos, com exceção da região Norte, cujo percentual de aproveitamento é 20%, está equitativamente equilibrado entre as regiões.

Segundo o professor Nilson Garcia (2009), secretário para assuntos de Ensino da SBF e coordenador da atividade, os recursos financeiros para a realização da atividade foram obtidos junto ao Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência e Tecnologia. O projeto também conta com a colaboração do CBPF, tanto em aspectos financeiros quanto logísticos.

## A Escola do CERN - Relato das atividades

Considerado, hoje, o maior laboratório de pesquisa de física básica em funcionamento no mundo, o CERN é um laboratório que acolhe equipes multidisciplinares e multinacionais que investigam a natureza menor da matéria através de um acelerador de partículas denominado LHC (Large Hadron Collider) localizado a 100m de profundidade, com 27km de circunferência e com a capacidade de acelerar prótons com 7 TEV de energia. O CERN funciona com aproximadamente 3000 funcionários entre técnicos e cientistas e recebe pesquisadores de todo o mundo. Agregado ao acelerador existem 4 grandes detectores capazes de observarem detalhadamente os eventos importantes que ocorrem a partir das colisões dos feixes de partículas no LHC. Com isso o CERN investiga a coesão do Universo, as interações fundamentais, as partículas elementares e as simetrias. Sempre trabalhando dentro de um arcabouço teórico conhecido como Modelo Padrão.

Em relação à participação na Escola do CERN, podemos dizer que a mesma superou as expectativas dos professores envolvidos. A Escola CERN para professores é um programa replicado para outros países da Europa e que visa à difusão das atividades do CERN para além dos professores que participam do curso.

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Com esse programa o Laboratório pretende atingir, através dos docentes, os estudantes dos países envolvidos e assim difundir, divulgar e incrementar as comunidades científicas locais atraindo jovens estudantes para as carreiras relacionadas com a ciência e a tecnologia.

A Escola do CERN para professores foi dividida em várias atividades, tendo como base um curso oferecido em língua portuguesa por pesquisadores do CERN que tratava em síntese dos seguintes conteúdos:

- · O CERN; Introdução a Física das Partículas; Física das Partículas e o Universo; Matéria e Antimatéria; Princípio de detecção de partículas; Os detectores; Aplicações da Física das Partículas; Física de altas energias; Aceleradores; Física das Partículas sem aceleradores; Sistema de aquisição de dados;

Além do curso foram realizadas visitas ao interior do CERN:

- · Ao detector LHCb; Ao detector CMS; Ao detector Atlas; Ao acelerador LINAC; Ao PS/AD; Ao centro de processamento de dados; Ao microcosmos; Ao centro de controle

Outras atividades ocorriam em paralelo, como por exemplo, a 'Revisão do Dia', uma atividade que ocorria ao final de cada dia com sessões de questões em aberto sobre Física de Partículas que eram respondidas durante o curso. Houve uma sessão experimental, onde os professores aprenderam a construir uma câmara de nuvens capaz de detectar partículas de origem cósmica. Ocorreram ainda palestras de temas mais gerais versando sobre o CERN e o programa de formação CERN. Aconteceu também uma visita planejada pelo CERN à Cidade de Genebra e atividades de confraternização entre os participantes do grupo.

A maioria das atividades foi mediada por pesquisadores de língua portuguesa, inclusive pesquisadores brasileiros que realizavam pesquisa ou estágio de doutorado. O professor Ignácio De Bediaga Hickman (CBPF) apresentou um seminário sobre a participação brasileira no LHCb.

Figura 1. Delegação brasileira na Escola CERN 2009

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## Da importância da participação na Escola CERN para formação de Professores - Algumas reflexões

A oportunidade de participar da Escola CERN tornou-se um elemento renovador para a prática profissional dos professores envolvidos, tanto como docentes de Física, como pesquisadores em Ensino de Ciências e também como formadores de novos professores de Física, já que os Institutos Federais, por força de Lei, deverão oferecer 20% das suas vagas para licenciatura. Mas, sobretudo, o que chamamos à atenção é que essa experiência se reverte de importância em uma dimensão, onde ocorrem muitos debates e poucas ações: a elevação da auto-estima ligada ao exercício da docência na Educação Básica. Experiência desse tipo, voltada para professores do ensino médio das redes públicas valoriza e estimula o trabalho do professor. Logo, defendemos que experiências desse tipo sejam organizadas inclusive no interior de laboratórios brasileiros.

É consenso entre os que trabalham com ensino de ciências, no geral, e com ensino de Física, no particular, que o papel do Professor de Ciências deve estar pautado, entre outros, em dois objetivos importantes: 1. na formação de cidadãos críticos em relação ao papel desempenhado pela Ciência e Tecnologia (C&amp;T) na sociedade e 2. na necessidade de fortalecimento de uma comunidade científica nacional autonôma. Precisamos estar preparados para o importante papel de vocacionar nossos estudantes para as carreiras científicas e também preparados para dar uma formação científica adequada para os cidadãos. Pensando nesses dois objetivos, experiências como essa no CERN cresce em importância e não podem deixar de ser cultivadas pelo Estado Brasileiro.

- O Intercambio proporcionado através da convivência com pesquisadores de alto nível, da observação in loco do mais importante laboratório em funcionamento no mundo, do contato com uma comunidade de pesquisadores, dismistifica o fazer científico e ativa em nós, professores, o desejo de ampliar os conteúdos da Física Escolar para a fronteira da Física 'Ciência'. Atividades como essa devem ser explorada na formação continuada de professores e também no alcance entre os estudantes brasileiros dos diversos estados. Os professores envolvidos devem atuar como difusores dessa experiência tanto em escolas como em outros ambientes como a mídia eletronica, escrita e falada.

A possibilidade de troca de experiências com professores de outros países é também um fator que não deve passar despercebido. A possibilidade da constituição de convênios, participação em projetos, cooperações são elementos reais e que devem ser considerados na decisão de se manter e ampliar a participação de brasileiros em cursos desse nível. O Estado Brasileiro tem conciência das dificuldades encontradas para a formação inicial e contitnuada de professores de ciências no País. O defícit nessas carreiras é espantoso e o prejuízo sofrido pelos alunos, muitas vezes, irreversível. Essa realidade deve ser levada em consideração no momento de viabilizar novas experiências de formação aos professores dessas áreas. O programa de formação do CERN é um exemplo positivo de atração de professores e estudantes.

## Da Difusão da Experiência - Relato e reflexões

Pensamos a difusão da experiência de participação na Escola CERN para professores em duas dimensões: A de caráter individual e a de caráter institucional.

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Na dimensão da difusão individual, a experiência vivenciada no Estado da Bahia foi favorecida pela participação de dois professores da mesma Instituição no programa. Isso vem facilitando a composição de ações em conjunto que deve se estender até o próximo ano.

Em relação à participação no ano de 2009 as ações realizadas foram;

- · Palestra sobre o CERN nos Campus do IFBA;
- · Participação na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2009 com eventos sobre o CERN
- · Produção de uma exposição de 10 posters com fotos da experiência no CERN. A exposição foi realizada nos Campus do IFBA.
- · Contato com a coordenação do Masterclass (UERJ) para participação do IFBA no projeto.
- O Masterclass é um evento promovido pelo CERN para alunos do Ensino Médio e iniciantes do curso de graduação, bem como para seus professores. Consiste em explicar aos interessados a Física de Altas Energias, de forma introdutória, levando-os a analisar eventos reais registrados por 2 experimentos realizados no CERN, DELPHI e OPAL. Esses experimentos tomaram dados no período entre 1989 e 2000, resultantes de colisões elétron-pósitron. São dois dos quatro experimentos que operavam no acelerador LEP, o acelerador de elétrons e pósitrons que estava no túnel onde hoje se localiza o LHC.(Masterclass, 2010)

Para a temporada 2010, estão sendo planejadas atividades relacionadas com a participação dos dois professores, que seriam:

- · Mini-curso na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2010 na Bahia;
- · Reformulação e ampliação da exposição sobre a experiência no CERN para nova temporada no IFBA, na rede pública estadual e em encontros acadêmicos da área.
- · Apresentação de artigos em revistas e encontros da área.
- · Participação no Masterclass em 2011.

Na dimensão institucional pensamos que a difusão da experiência vivida por esses trinta professores é o elemento mais importante na idealização e realização da participação do Brasil nesse evento do CERN e não deve ficar a cargo apenas dos professores envolvidos. È fundamental que a SBF, principal parceira na viabilização desse empreendimento, coordene e acompanhe a forma que será realizada a difusão e divulgação dessa experiência na sociedade brasileira. Compreendemos que caso não haja essa articulação da SBF com os participantes brasileiros da Escola CERN há um sério risco de retraimento nas atividades de difusão, seja por elementos subjetivos ou objetivos. Tendo isso em vista apresentamos algumas propostas que acreditamos podem ser induzidas pela SBF.

- · Relato da Experiência na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorre depois da Escola do CERN e que abre um bom espaço para a realização de palestras e encontros com estudantes.
- · Informar a imprensa sobre à participação dos brasileiros;

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- · Produzir um vídeo que possa ser veiculado em programas sobre Ciência e Tecnologia para que seja possível atingir um número maior de pessoas.
- · Em relação à Rede Federal, de onde são oriundos muitos dos participantes, é possível utilizar uma estratégia mais direta, o estabelecimento de uma parceria entre a SBF e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC-MEC) para viabilizar a difusão dentro das próprias Instituições da Rede Federal.
- · A confecção de um livro paradidático sobre Física das Partículas para divulgação científica;
- · Produção de Material Didático para uso do professor;
- · A modelagem de um curso sobre Física das Partículas para o nível médio;
- · Criação pela SBF de uma Escola Brasileira para Formação de Professores em Física das Partículas ou Física Moderna que poderia ser oferecida anualmente aos professores de Física da Educação Básica de todas as redes de ensino.

Acreditamos ser esse o caminho para aproveitar da melhor maneira o investimento público realizado para a viabilização da participação de professores brasileiros nessa experiência.

## Considerações Finais

Desde 2009 a Escola de Física do CERN se apresenta como um projeto pioneiro de divulgação científica para brasileiros, trazendo ao ensino discussões sobre a Física fundamental produzida no cenário mundial. Embora o Brasil não faça parte do grupo de países que participam dessas pesquisas, os professores brasileiros têm a oportunidade de conhecerem as fronteiras das discussões cientificas através de projetos como esse.

Acreditamos que, essas iniciativas conseguem trazer novas perspectivas às salas de aula de ensino de física, haja vista, que nosso ofício se propõe a disseminação e produção de novos conhecimentos. Com experiências como essas é possível potencializar a produção de novos materiais didáticos, de novas práticas de ensino, de divulgação científica, etc.

Identificamos, porém, uma necessidade de coordenação nas ações pósevento, ou seja, há de existir um acompanhamento das atividades de difusão e uma avaliação sobre os benefícios que atividades como essa produzem entre a comunidade de professores de física do país. Mesmo porque este é um compromisso firmado por todos os participantes em declaração assinada individualmente.

Esperamos ter conseguido com esse trabalho refletir sobre essa experiência, encaminhar algumas propostas e cumprir com o compromisso firmado de difundir a vivência a nós proporcionada pelo Estado Brasileiro. Desde sempre o propósito é fortalecer a participação de professores brasileiros em intercâmbios dessa natureza.

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## Referências

Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, CERN. Programa de Educação para Escolas . Disponível em http://education.web.cern.ch/education/ Acesso em : 20 de agosto de 2010.

GARCIA Nilson Marcos. Nota de Esclarecimento . São Paulo, Sociedade Brasileira de Física, 2010. Disponível em:

&lt;http://www.sbfisica.org.br/v1/index.php?option=com\_content&amp;view=article&amp;id=212:e scola-de-fisica-cern-2010-nota-de-esclarecimento&amp;catid=74:julho-2010&amp;Itemid=270&gt;

Acesso em: 04 de agosto de 2010

MASTERCLASS. Sobre o Masterclass . Rio de Janeiro, UERF,

http://dfnae.fis.uerj.br/masterclass/Lista%20de%20participantes.html. Acesso em 08 de setembro de 2010.

SILVA, Marcos André, GARCIA Nilson Marcos Dias. Escola de Professores no CERN em Língua Portuguesa . São Paulo, Sociedade Brasileira de Física, 2009. Disponível em

&lt;http://www.sbfisica.org.br/v1/index.php?option=com\_content&amp;view=article&amp;id=115&amp; Itemid=270 &gt;. Acesso em 10 de Agosto de 2010.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.