VÍDEO DE FÍSICA SEM FICÇÃO: PRODUÇÃO DE VÍDEOS SOBRE TÓPICOS DE MECÂNICA CLÁSSICA
Públio Dantas, Fernanda Souza, João Marcus Neres, Rafaella Librellon, Thonson Ferreira, Miguel Bonfá, Antônio Pereira Neto, Silvia Martins, Sorandra Corrêa De Lima, Dayane Carvalho Cardoso, Wanessa Oliveira, Eduardo Takahashi
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2009
- Data
- 29/01/2009
- Linha de pesquisa
- Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino Teórico E Experimental De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## VÍDEO DE FÍSICA SEM FICÇÃO Ó: PRODUÇÃO DE VÍDEOS SOBRE ÂÁ ÇÇ TÓPICOS DE MECÂNICA CLÁSSICA
João Marcus Neres1 s1 , P Públio Dantas 2 , Fernanda a Souza 3 , Rafaella Librellon 4 , Thonson Ferreira 5 , Miguel Bonfá 6 , Antônio Pereira Neto 7 , S Silvia Martins 8 , Sorandra Corrêa de Lima 9 , Dayane Carvalho Cardoso 10 , W Wanessa Oliveira 11 , Eduardo Takahashi 12
- 1 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/Museu de Ciências da DICAADiversão com Ciência e Arte , joaom\_fisica@yahoo.com.br
2 Escola Estadual José Ignácio
3 Escola Estadual Messias Pedreiro , fer\_nandinhap2@hotmail.com
- 4 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia/ Museu de Ciências da DICA-A-Diversão com Ciência e Arte , falibrelon@yahoo.com.br
- 5 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/ Museu de Ciências da DICAADiversão com Ciência e Arte , thonson\_ferreira@yahoo.com.br
- 6 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/Museu de Ciências da DICAADiversão com Ciência e Arte , miguelbonfa@yahoo.com.br
- 7 Universidade Federal de Uberlândia /Instituto de Física/Núcleo de Pesquisa em Tecnologias Cognitivas- NUTEC , tytoim@yahoo.com.br
- 8 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/DICA e NUTEC , smartins.silvia@gmail.com
- 9 Universidade Federal de Uberlândia /Instituto de Física/Núcleo de Pesquisa em Tecnologias Cognitivas- NUTEC , sorandrafis@yahoo.com.br
- 10 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/Núcleo de Pesquisa em Tecnologias Cognitivas- NUTEC , dayane\_carvalho@yahoo.com.br
- 11 Universrsidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/Núcleo de Pesquisa em Tecnologias Cognitivas- NUTEC , sowanessa@yahoo.com.br
- 12 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/DICA e NUTEC , ektakahashi@ufu.br
## Resumo
Neste artigo , relata -se a produçãção de vídeos educativos e de divulgação científica por alguns professores e estudantes do c curso de licenciatura em Física da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) U) e por alguns estudantes do ensino médio, que são bolsistas do Programa de Iniciação Científífica Júnior da FAPEMIG . Os vídeos, versando sobre tópicos de mecânica clássica, representam o início da i integração dos trabalhos de pesquisa em ensino de ciências, desenvolvidos pelo Núcleo de Pesquisa em Tecnologias Cognitivas (N(NUTECUFU) às atividades do recém inaugurado Museu de Ciências da DICA (Diversão com Ciência e Arte). Atualmente, o NUTEC tem desenvolvido metodologias de ensino de ciências com a utilização de tecnologias da informação e comunicação, dirigidas aos níveis de ensino médio e superior. O espaço disponibilizado pela DICA para aplicação e avaliação dessas metodologias torna-se muito apropriado, em função da maior abrangência do público atingido e dos seus diferentes estágios de formação. Os vídeos que já foram desenvolvidos, assim como os s que estão em desenvolvimento, serão disponibilizados os s pelo Museu de Ciências da DICA A e a avaliação do do impacto desse material na visão das pessoas sobre a Física no cotidiano será realizada da por meio da análise de respostas a a questionários aplicados aos visititantes do Museu da DICA (estudantes e público em geral) e de entrevistas filmadas com os mesmos.
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26 a 30 de Janeiro de 2009
Palavras -c -chave: Divulgação científica, Pesquisa em ensino, v vídeos de Física.
## Introdução
Neste artigo , é apresentada uma proposta de integração dos trabalhos de pesquisa em ensino de ciências, desenvolvidos pelo Núcleo de Pesquisa em Tecnologias Cognitiva (NUTEC) da Universidade Federal de Uberlândia às atividades do recém inaugurado Museu de Ciências da DICA (Diversão com Ciência e Arte) ) [1], com o objetivo de estabelecer uma maior sinergia nas atividades de pesquisas em ensino e aprendizagem de ciências em espaços formais e não formais. O espaço disponibilizado pelo Museu de Ciências da a DICA para aplicação e avaliação das metodologias desenvolvidas pelo NUTEC torna-se muito apropriado, em função da maior abrangência do público atingido e dos seus diferentes estágios de formação.
A partir das atividades de divulgação científica a realizadas na DICA, é possível perceber que existe uma dificuldade no que diz respeito à compreensão de fenômenos físicos e a relação destes com as experiências vividas no dia-a-d-dia. A utilização de elementos lúdicos ou midiáticos para o ensino pode surgir como um facilitador no processo de associação dos conhecimentos aprendidos a situações do cotidiano.
O estabelecimento de um conhecimento ativo, no qual o sujeito saiaiba aplicar o conhecimento ou tenha consciência de sua utilidade em determinada situação é fruto de uma estrutura cognitiva complexa. Pesquisas demonstram que as ferramentas cocomputacionais que estimulam o desenvolvimento de tais estruturas cognitivas incluem os hipermeios, como os vídeos, quando corretamente usados pelos alunos e orientados por modelos cognitivos e pedagógicos [2-4-4].
Embora ainda existam poucos trabalhos sobre o uso de vídeos n no ensino de física a [5-12], o desenvolvimento de vídeos educacionais em língua portuguesa adaptados a uma metodologia de ensino é de fundamental importância para as pesquisas em ensino-aprendizagem, uma vez que o potencial desse objeto educacional ainda não foi utilizado plenamente.
Por outro lado, os os novos museus e centros de ciências poderão se constituir como espaços de ensino não-formais, aproximando a sociedade do conhecimento científico e contribuindo para a promoção de debates sobre o o que é Ciência, quem são os cientistas, como a pesquisa científica é realizada, o que é o método científico, como a Ciência é divulgada, quem financia a Ciência no país, quais os principais interesses político-econômicos na pesquisa científica, dentre tantotos outros assuntos de relevância para a formação cultural e científica do cidadão. Esses espaços de Ciência e Cultura serão aliados das escolas e da mídia na formação da cultura científica brasileira. Para tanto, deve-se pensar em criar esses novos espaços e recheá -los com a história da Ciência e dos pesquisadores brasileiros, conectando os fatos comuns do dia -a-dia ao conhecimento científico, através de exposições interativas e cativantes, onde a música, a dança, as artes plásticas, o folclore e as inovaçõeões digitais possam estar permeando os conteúdos de Ciência e mexendo com o imaginário dos visitantes.
Tendo esses fatos em mente, , e visando aproximar conteúdos de física das pessoas, diversos trabalhos desenvolvidos pelo Museu de Ciências da DICA A e pelo
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NUTEC estão sendo concatenados, de forma que estão resultando em vídeos e softwares educativos e de divulgação científica e construção de brinquedos e experimentos científicos.
Relatam -se aqui as experiências de produção de e vídeos, realizada em conjunto por professores e estudantes do curso de licenciatura em física e por estudantes do ensino médio durante o ano de 2009 . Para avaliar o impacto desse material na concepção o das pessoas sobre a presença da Física no cotidiano, serão aplicados questionários (impressos) e realizadas entrevistas aos visitantes do Museu da DICA. As entrevistas serão filmadas para permitir análises posteriores.
Os estudantes do ensino médio que participaram do desenvolvimento dos vídeos são bolsistas do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIBIC -Júnior) da FAPEMIG e desenvolvem seus trabalhos de pesquisa na Universidade, sob a orientação de professores do NUTEC . Dos nove estudantes de licenciatura que participaram do projeto, dois são bolsistas vinculados ao NUTEC ou a DICA e os demais eram estudantes da disciplina Projeto Integrado de Práticas Educativas 3 (PIPE3) .
## Produção de Vídeos Educacionais
Inicialmente, foram produzidos vídeos educativos de tópicos de mecânica clássica a partir de vídeos disponíveis na internet, contendo açações comuns, como carros em movimento, ou pessoas brincando em uma montanha-russa . Depois de obter a autorização de uso dos autores dos materiais selecionados, os vídeos foram editados, utilizando-se softwares livres, de forma a recortar a situação desejada e reelaborados para poder discutir os conteúdos de física ali envolvidos.
Os softwares para a edição dos vídeos, escolhidos pela sua facilidade de uso e gratuidade, foram os seguintes: Windows Movie Maker, Prism Video Converter, Subtitle Workshop e VirtualDub, marcas registradas da Microsoft Corporation, NCH Software, URUSoft e Avery Lee, respectivamente . O primeiro software permite compor as cenas, transições de cenas, inserções de imagens, vídeos, sons, etc. Ao final, o arquivo é salvo com a extensão wmm. O segundo software converte o vídeo do formato wmm para o formato mais universal avi. Optouse, inicialmente, por criar vídeos sem som e com uso de legendas, pois eles serviriam de referência para a sincronização o da parte sonora posteriormente e, ainda, serviriam para utilização em ambientes onde o som não é desejável ou permitido. Assim, foi utilizado o software Subtitle Workhosp para criar o arquivo de legendas e sincronizá-á-las às cenas . Finalmente, as legendas e os os vídeos foram anexados pelo software VirtualDub, gerando o vídeo no formato final, na extensão avi.
A metodologia utilizada para a montagem do roteiro e a procura dos vídeos de interesse na internet foi: definição do tema, discussão sobre os conceitos físicos relevantes para o tema escolhido, elaboração de uma pesquisa sobre os conceitos relacionados para compreender seus significados e identificar situações do cotidiano em que eles estavam presentes, elaboração do roteiro para um filme de até 10 minutos de duração e procura de vídeos de boa qualidade na internet, contendo as imagens previstas nas seqüências do roteiro.
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26 a 30 de Janeiro de 2009
Até o momento foram finalizados dois vídeos: um, denominado "O Salto do Gafanhoto", desenvolvido juntamente com sete estudantes de licenciatura em Física que cursavam a disciplina PIPE3 e outro, denominado "Movimentos", com a participação de estudantes do ensino médio, bolsistas do PIBIC -Junior da Fapemig. Ambos os vídeos foram feitos a partir da montagem de vídeos disponíveis na Internet .
O vídeo "O Salto do Gafanhoto" é uma apresentação geral do tema Mecânica . O roteiro do filme procura evidenciar a presença de movimento desde o instante da criação do universo, de acordo com a teoria do Big Bang. Simula uma viagem no espaço e no tempo: parte de uma simulação da teoria do Big Bang, exibe simulações de movimentos de astros celestes, apresenta alguns movimentos macroscópicos s simples e complexos existentes na Terra e apresenta simulações de movimentos atômicos e sub -atômicos. AbAborda os conceitos mais inclusivos da Fisica na área de mecânica a e cita a subdivisão da mecânica em mecânica clássica, mecânica quântica e mecânica relativística , apresentando seus domínios de aplicação. A Figura 1 mostra uma cena do referido vídeo.
Figura 1: Cena do vídeo " "O Salto do Gafanhoto" p produzido p pela equipe do NUTEC e por alunos do curso de licenciatura em Física .
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No vídeo "Movimentos" abordam -s -se os conceitos mais gerais de mecânica clássica. Foram selecionados os conceitos de referencial, movimento, posição, velocidade, aceleração, inteteração física, forca, momento, tempo, energia mecânica, energia cinética e energia potencial. Com base nesses conceitos elaborou-se um roteiro para a produção de um vídeo introdutório ao tema.
A Figura 2 mostra uma cena do vídeo "Movimentos", produzido conforme especificado acima.
Os principais problemas encontrados para confeccionar os vídeos foram: dificuldade de encontrar vídeos com boa qualidade visual e contemplando os
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roteiros elaborados e dificuldade de sincronizar as legendas com as transições de vídídeo.
O vídeo "O Salto do Gafanhoto" foi utilizado na própria disciplina PIPE3, para uma turma de 21 alunos. Na discussão sobre os conceitos físicos envolvidos nos vídeos, foi possível perceber algumas dificuldades e falhas conceituais dos estudantes que c cursavam a disciplina PIPE3, como: compreender o Big Bang como evento não causal, perceber o termo "gravidade zero" do uso cotidiano como uma combinação dos movimentos de queda livre e circular r e relacionar a força como resultado de uma interação física para referenciais inerciais.
Para discutir esses pontos problemáticos, utilizou-se de algumas cenas de outros vídeos e de uma metodologia na qual a análise de um movimento partia da escolha de um sistema físico, da especificação das interações de cada elemento do sistema com os demais elementos, internos ou externos ao sistema, e da identificação das forças decorrentes de cada interação. Esses procedimentos mostraram -s -se eficazes para a compreensão dos pontos citados , reforçando a importância do uso de vídeos no processo de ensino-aprendizagem .
Figura 2 2: Cena do vídeo " "Movimentos" p produzido c conjuntamente com estudantes de licenciatura em Física e estudantes do ensino médio .
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Na confecção do vídeo "Movimentos", os estudantes do ensino médio foram levados a pesquisar sobre os principais conceitos relativos ao tema para confeccionar um roteiro. Esse vídeo foi finalizado recentemente e serviu, até o momento, para auxiliar os estudantes bolsistas do ensino médio na aprendizagem de Física. Os estudantes do ensino superior vinculados ao NUTEC ou à DICA aprofundaram os conceitos físicos trabalhados no vídeo. A sua aplicação a um público maior (ensino médio, ensino superior e público em geral) deverá ser realizada no Museu da Dica, a partir do próximo semestrtre letivo, quando também
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serão realizadas as pesquisas avaliativas do potencial educacional do material produzido .
## Considerações Finais
No trabalho aqui relatado utilizou-se de imagens retiradas de vídeos disponíveis na Internet, t, como forma rápida e econonômica para produção de material educacional na forma visual. Os roteiros foram elaborados conjuntamente por alguns professores e estudantes do ensino superior e do ensino médio, o que possibilitou a todos os agentes envolvidos no processo de criação dos vívídeos , novos momentos de discussões sobre os conteúdos abordados, enriquecendo a aprendizagem. Os estudantes que cursavam a disciplina Projetos Integrados de Práticas Educativas 3 , em especial, puderam discutir sobre os conhecimentos recém-adquiridos na disciplina introdutória de Mecânica Clássica. Aqueles estudantes do ensino superior que auxiliaram na confecção do roteiro puderam aprender técnicas de confecção de vídeo, as quais podem ser utilizadas na sua vida profissional, contribuindo para a formação de um futuro professor com competências para produzir seu próprio material de aula .
No momento, estão sendo produzidos vídeos de formação e de divulgação científica, com imagens capturadas pela própria equipe de trabalho , e não mais a partir de vídeos disponíveis na Internet . Depois de avaliados e com uma melhor resolução das imagens geradas por esse segundo momento , os vídeos serão disponibilizados pelo Museu de Ciências da DICA e distribuídos em escolas, como mais uma ferramenta a ser utilizada pelo professor durante a aula. A intenção é de que esse procedimento constitua uma estratégia de ensino-aprendizagem de Física e se torne um veículo que possa ajudar a romper o paradigma de uma Física assustadora, chata e desconectada da realidade das pessoas. Além disso, a perspectiva é que esses vídeos constituam-se, também, em materiais de divulgação científica, com linguagem compreensível ao público e em geral .
A estratégia de envolver estudantes de diversos níveis de ensino na produção dos vídeos tem funcionado como aspecto motivador para a aprendizagem e para negociações de significados de conceitos chaves para o estabelecimento de uma aprendizagem significativa.
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## Referências Bibliográficas
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conceitos básicos de Física em escolas secundárias da região NorteFluminense . In: SNEF, Simpósio Nacional de Ensino de Físísica , XVI, 2005 , Rio de Janeiro .
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Agradec imentos: Os autores expressam seus agradecimentos à FAPEMIG - Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, pelo apoio financeiro que tornou possível o desenvolvimento desse trabalho.
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