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Uma Análise da Relação dos Alunos e suas Concepções a Respeito do Uso de Vídeos No Ensino de Física na Zona Metropolitana de Belo Horizonte e no Centro-Oeste Mineiro

Sincler Peixoto De Meireles, Glêsiane Coelho De Alaor, José Roberto Faleiro Ferreira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
29/01/2009
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino Teórico E Experimental De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO DOS ALUNOS E SUAS CONCEPÇÕES Í A RESPEITO DO USO DE Ç VÍDEOS NO ENSINO DE Ç FÍSICA NA ZONA METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE E NO CENTRO -OESTE MINEIRO

## Sincler Peixoto de Meirelesa sa , Glêsiane Coelho de Alaor b , José Roberto Faleiro Ferreira c

- 1 Aluno Curso de Licenciatura em Física da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, [velhobolseiro@hotmail.com]
- 2 Aluno Curso de Licenciatura em Física da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, [glesiane@hotmail.com]

## Resumo

Neste trabalho apresentamos uma análise preliminar das concepções dos alunos de Física de nível básico sobre seus comportamentos quanto ao uso do material audiovisual, focando vídeos de natureza geral, e da utilização destes recursos audiovisuais pelos professores de Física. Os primeiros vídeos direcionados para o ensino de Física apareceram na década de 1950. Com a coconsolidação da televisão enquanto veículo de informação, a popularização de meios como a internet, e a maior facilidade de produção de vídeos aumentou consideravelmente as condições de criação e divulgação de vídeos direcionados para o ensino. Numa época ononde os alunos apresentam grande familiaridade com os meios de comunicação, principalmente os audiovisuais, estes podem se tornar uma poderosa ferramenta de aproximação da realidade com o universo da Física. Uma pesquisa de opinião foi realizada com setecentos e cinqüenta alunos voluntários de escolas públicas de Municípios da Zona Metropolitana de Belo Horizonte e do Centro Oeste Mineiro. Com a análise dos dados da pesquisa pretende -s-se a delimitação de informações relevantes para a elaboração de um modelo de de programa em vídeo, de acordo com a proposta da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais. Após a produção do programa, o mesmo será testado em uma pesquisa posterior e disponibilizado à comunidade acadêmica e estudantil. Nessa análise preliminar, apresentamos os dados a respeito das concepções dos alunos, os quais demonstraram grande aceitação a respeito do uso de materiais audiovisuais nas aulas de Física apesar de relatarem serem ainda pouco empregados como feferramenta pelos professores.

Palavras -c -chave: Vídeo; Divulgação Ciêntífica; Estratégias de Ensino

## Introdução

## Do Audiovisual

Estabelecer marcos históricos é sempre perigoso e arbitrário, particularmente, no campo das artes. Inúmeros fatores concorrem para o estabelecimento de

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26 a 30 de Janeiro de 2009

determinada técnica, seu emprego, práticas associadas e impacto numa ordem cultural. Com a popularização e modernização das técnicas de filmagem surgia então espaço para se produzir vídeos sobre ciência tecnologia e ensino. Surgem a partir da década de 1950 vídeos de divulgação científica, especificamente para o ensino de física (OLIVEIRA, 2002; CLEBSCH, 2004). Segundo Rohling (2002) os materiais produzidos tinham uma visão excessivamente empirista, como o caso do PSSC (Physical Scienc es Studies Committee) ou procuravam ser auto-suficientes, eliminando a necessidade da presença do professor, além de sempre serem de longa ou média metragem. Ele também cita outras experiências com vídeo, onde se inseriam tópicos de história da ciência ou linguagem midiática múltipla, mas apenas a experiência da RAI (Rádio e Televisão Italiana) usou uma linguagem mais simples e baseada em pesquisas em ensino de física acerca de conceitos espontâneos. Esses vídeos foram desenvolvidos no início da década de 80, para ensinar conceitos de mecânica e termodinâmica.

A Física lida com vários conceitos que exigem uma alta dose de abstração e por esse motivo muitas vezes estão fora do alcance dos sentidos humanos. Como exemplo, podemos citar as partículas sub-atômicas, corpos com altas velocidades e processos dotados de grande complexidade. Diante de tal dificuldade, muitos professores têm usado como recurso o real concreto e as imagens como complemento ao uso das linguagens verbal, escrita e matemática. Imagens apresentadas desse modo necessitam de uma animação realizada pela mente dos leitores. A experiência têm mostrado que em muitos desses casos, essas imagens não tem sido de grande ajuda. Materiais de divulgação como vídeos podem ser bastante úteis ao ensino, uma vez que podem demonstrar uma situação real perigosa em sua execução ou mesmo impossibilidade de sua realização. As diversas possibilidades de trabalho com o vídeo e suas técnicas, nos permitem observar fenômenos ocorridos em extrema velocidade ou de longa duração, facilitando o estudo detalhado do mesmo (MEDEIROS, 2002).

Vídeos de ciência, principalmente de Física, são de longe a grande atração das emissoras de televisão e dos sites de download, mas o interesse a respeito desta ciência vem crescendo. No início, programas desse gênero eram exibidos apenas pela TV Cultura e Rede Minas, mas atualmente quadros como "Ciência é Show", exibido em programas da rede Record, começam a ganhar mais tempo nos canais de massa. Na Internet crescem os vídeos disponíveis para download.

## Da Motivação e das Expectativas

Na década de 1990, haviam diversos programas de televisão que dedicavam alguns de seus quadros à ciência, realizando algumas experiências e passando informações interessantes. Mas constata-se que no ano de 1990, a maior parte do horário considerado como nobre (das 19h às 23 horas) era preenchido por programas de Entretenimento (57,31%), seguido pelos Informativos (28,35%), totalizando 85,66% da grade semanal. Já os programas Educativos (0,86%), Especiais(3,44%), Mistos Entretenimento/Educação (1,27%), Mistos Entretenimento/Informação (8,58%) e Misto Informativo e Educação (0,25%). A categoria Educativo na década de 1990 só é encontrada na TV Cultura, assim como as categorias Mistas Entretenimento/Educação e Informativo/Educação. Enquanto as outras emissoras procuravam sua identificação ou iam atrás de tendências, a TV Cultura investiu em seu perfil Entretenimento/Educativo. Em 1995, a grade de programação tem um perfil de Entretenimento (64,63%) seguido pela Informação

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(23,34%), sendo que a participação dos programas Especiais e Mistos é de apenas 12% (TONDATO & CARRARA, 2006). Podemos citar por exemplo "O Mundo de Beakman" (1995-1996, na TV Cultura), um programa de ciências, com cenários coloridos e muitas experiências visuais. Mas não era apenas um programa infantil, era uma avançada experiência em termos de informação. Temos ainda o programa "X -T -Tudo", cuja estréia ocorreu em 1992 na TV Cultura. Esse programa apresentava um bom conteúdo de ciências e de literatura, fazendo com que ele fosse muito vinculado à escola por seu formato extremamente cultural. A TV Cultura exibiu ainda o programa "Castelo Rá-á-Tim-Bum"(1994-1997) também com quadros relacionados à ciência como "Porque sim não é resposta", no qual eram respondidas algumas questões a respeito de ciências; "Como se Faz", onde era mostrado o processo de fabricação de alguns objetos, sem citar algo sobre seu funcionamento; e "Tíbio e Perônio", cientistas gêmeos que faziam algumas experiências. De caráter bem lúdico e com o esteriótipo de cientistas loucos, esses programas possibilitaram a muitas crianças o seu primeiro contato com a ciência, motivando sua curiosidade e aguçando o seu lado experimental.

De um modo mais generalizado, diversos outros programas de televisão possibilitam esse primeiro contato. Temos ainda "O Professor", outro programa educativo da TV Cultura voltado para alunos da antiga 8ª série, no qual o professor de Física Antonio Sadao Mori recebia em sua casa esses alunos para demonstrar princípios de Física e de Química por meio de experimentos e computação gráfica (MORI, 1996). Ainda falando da década de 1990,dados mostram que embora nessa década a incidência dos aparelhos de vídeo cassete seja alta, e existam as alternativas da TV UHF (18% da população possui UHF), e da TV a cabo (0,3%) essas tecnologias de forma alguma vieram substituir o consumo da televisão de sinal aberto. Logo percebemos que a televisão ainda exercia papel importante enquanto meio de informação, já que computadores com acesso o a internet ainda eram novidade. (TONDATO & CARRARA, 2006)

Apesar de todas as iniciativas ocorridas na década de 1990 para o incentivo ao interesse por ciência e tecnologia, o tema foi aos poucos perdendo importância e os programas infantis e juvenis perderam também seu caráter de divulgação científica. Atualmente, temos outras iniciativas de canais de TV, mas de forma mais esporádica, como é o caso das notícias que aparecem de vez em quando a respeito de ciência e tecnologia, em documentários apresentados no programa "Fantástico", "Globo Ciência" e "Globo Repórter", da Rede Globo de Televisão, alguns episódios do "SBT Repórter" da rede SBT e "Domingo Espetacular" da Rede Record, em termos de TV aberta.

Já na universidade, no terceiro período do curso de Física, procuramos trabalhar com um meio de divulgação que envolvesse Física, ensino e cinema. Desenvolvemos então uma prática investigativa sobre a física nos filmes, onde eram analisados erros e acertos nas cenas dos mesmos, de acordo com a física. A partir dessa prática, surgiram perguntas das quais queríamos respostas. Será que realmente os vídeos no ensino de física são viáveis? Até que ponto se pode contar com esse recurso? Os professores estão capacitados e dispostos a usarem esses recursos? Com que e tipo de alunos se tem lidado? Eles se interessariam por um vídeo de Física? Eles pelo menos sabem o que é Física? Que tipos de vídeo são esses disponíveis atualmente? Eles correspondem ao que esperamos? Entre outras perguntas sobre o ensino de Física através de recursos audiovisuais especialmente os vídeos. Os trabalhos de outros pesquisadores nos deram dicas a esse respeito,

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mas não estávamos satisfeitos com pesquisas realizadas com pequenas turmas de amostragem de regiões isoladas e nos propusemos a avaliar essas questões de maneira mais ampla, levantando dados em mais de uma turma e em mais de uma cidade.

Mas quando nos propusemos a responder essas questões surgia uma pergunta de maior importância: - Os vídeos realmente são uma ferramenta que os alunos gostariam que fosse empregada em suas aulas de Física? Quais suas concepções a respeito desse recurso? Então surgia assim a proposta de se realizar uma pesquisa onde se pudessem levantar as opiniões de professores e alunos de Física sobre o uso de vídeos, e qual o caráter esperado dos mesmos. E com base na pesquisa, criar um vídeo num formato indicado pelos alunos.

## Sobre as Opiniões

## Das Questões

Nossa pesquisa teve como foco alunos do Ensino Básico Regular, englobando alunos da rede pública a do Ensino Médio (1º, 2º e 3ºano) e da antiga oitava série (nono ano) das seguintes cidades: Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ibirité, Ribeirão das Neves; no Centro Oeste Mineiro: Divinópolis e Carmo do Cajuru. A faixa etária dos alunos variava entre 13 e 19 anos. Das es colas onde a pesquisa foi realizada, todas apresentavam aparelhos de televisão e DVD, e apenas sete dispunham de projetor multimídia.

Foi proposto aos alunos que respondessem um questionário com questões abertas e fechadas para mapear o contato, o uso e a aceitação de vídeos em seu cotidiano. Essas questões foram propostas afim de verificar a utilização do vídeo como fonte de informações e para auxiliar o aprendizado. Também verificamos suas dificuldades, facilidades e opiniões quanto a disciplina Física. O interesse destes alunos por outros temas também foi analisado.

Com a primeira bateria de perguntas, queríamos verificar como ocorria a relação dos alunos com os meios de comunicação. As principais questões abordadas foram as seguintes: "Qual o meio de comunicação de maior importância para este se informar"; "Em pesquisas, qual meio ele recorre com maior freqüência"; "Se o aluno se interessa por ciência e tecnologia"; "Se este assiste programas e vídeos de natureza científica"; "Qual tema dentro das ciências que chama mais atenção do aluno". Na segunda parte, nos preocupamos com o aluno e suas concepções sobre a Física e o ensino da Física através de vídeos. São as seguintes questões: "Se o aluno compreende o que é Física"; "O que ele acha desta ciência"; "Como se deu o primeiro contato deste com a Física"; "Se o aluno se interessa por programas sobre Física"; "O que acha destes programas quanto à qualidade e à duração"; "Se seu professor usa Vídeos em sala de aula, e se usa com que freqüência"; "Se o prorofessor já recomendou ao aluno assistir algum vídeo"; "O que o aluno diz sobre o uso de vídeos em sala de aula"; "Como o aluno gostaria que fosse um vídeo sobre Física".

## Dos Resultados, das opiniões dos alunos

Foi realizado um levantamento na forma de entrevista, através de questões objetivas. Essas questões foram formuladas com base em dados prévios obtidos em

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sondagem com um pequeno grupo de alunos que não participaram da amostra apresentada neste trabalho. As respostas obtidas foram agrupadas em grandes grupos.

A Física é dita por diversas pessoas como uma disciplina muito difícil, algo apenas para gênios. Diante de afirmações desse tipo decidimos saber como os alunos vêem a Física, e como se deu o primeiro contato destes com a Física. A maior parte dos alunos tem uma idéia clara do campo de estudo da Física, mas uma grande parcela, cerca de 27% afirma que a Física é matemática, não compreendendo a matemática é uma ferramenta, uma linguagem usada pela Física (Gráfico1).

Gráfico 1: Visão do aluno sobre a Física

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Antes de perguntarmos qual a opinião dos alunos quanto ao uso de vídeos de Física, procuramos descobrir o quão presente são esses vídeos no cotidiano dos alunos, quais os principais meios de comunicação usados, por onde se deu o primeiro contato destes com a Física e também se eles tem o hábito de assistir tais vídeos fora do ambiente escolar. Podemos constatar que, apesar da popularização da internet, a televisão ainda é a maior meio de comunicação na vida dos alunos com mais de 35%. A internrnet vem em segundo com quase 26%, e com 9% outras pessoas (Gráfico 2) .

Gráfico 2: P Principais meios de comunicação usados pelos Estudantes

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Mas apesar de os meios de comunicação audiovisuais aparecerem, segundo a pesquisa, como os de maior importância para ra o estudante (68%, Gráfico 2), é somente na escola que a maioria deles teve o primeiro contato com a Física (46,46%). Dos audiovisuais a televisão (14,68%), é a maior responsaável pela divulgação da Física (Gráfico 3).

Gráfico 3: Primeiro contato dos estudantes com a Física

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Mas mesmo tendo acesso a televisão e a internet o aluno assiste algum vídeo sobre Física? Dos que assistem eles se interessam por estes? Os resultados tem mostrado que mais da metade dos alunos (50,54%) afirmam assistir a programas deste gênero (Gráfico 4). Mas ainda muitos estudantes não tem esse acesso, e outros dizem não estar interessados nesse tipo de tema. Os motivos a respeito da falta de acesso e do desinteresse desses alunos será foco de uma etapa posterior de nosso trabalho. A princípio ficamos preocupados em nos informar, de acordo com a opinião dos alunos, se os vídeos com essa temática de Física apresentavam uma qualidade aceita por eles, e foi sugerido aos alunos que se posicionassem em relação ao tempo de duração desses vídeos, o que seria possivelmente um motivo para não os assistir e para causar o desinteresse, mas na opinião dos alunos, os vídeos não foram reprovados. Em relação a qualidade, 95,65% dos alunos que assistem esses tipos de vídeos, esta foi classificada em em Ótima, Muito Boa, Boa e Regular, tendo uma aceitação positiva (Gráfico 5).Em relação à duração, 63,29% dos alunos que afirmaram assitir classificaram o tempo de duração em Ótimo, Muito Bom e Bom (Gráfico 6).

Gráfico 4: O vídeo no cotidiano dos Alunos

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Gráfico 5: Opiniões dos alunos quanto a qualidade dos Vídeos

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Gráfico 6: Opiniões dos alunos quanto ao tempo de duração dos Vídeos

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As respostas dos alunos à respeito da qualidade e ao tempo apesar de abertas, podiam ser facilmente classificadas em um padrão. Afirmações como a de uma aluna do terceiro ano "20 minutos regular" tornaram a avaliação muito difícil, mas abriram caminho para uma nova investigação: Qual o tempo ideal sugerido pelos alunos? Estes dados também serão tratados, mais adiante.

Não somente vídeos específicos para o ensino de Física, mas também vídeos de divulgação e outros vídeos de entretenimento, como filmes e desenhos, podem ser usados dentro da sala de aula apresentando bons resultados como agentes motivadores, afirma (CLEBSCH, 2004). No entanto, a maioria dos vídeos produzidos com essa finalidade já trazem o modelo de aula pronto, cabendo ao professor adaptar sua estrutura de aula ao material audiovisual ou adaptar o vídeo para conteúdo de sua disciplina (SARTORI &amp; RAMOS, 2007). Mas os professores fazem uso dessa estratégia? Ao que mostra nossa pesquisa, segundo os alunos, apenas 26,93% fazem uso de vídeos, destes somente 0,67 % usam freqüentemente (Gráfico 7). Como material de apoio menos de 17% (Gráfico 8). Estes dados revelam que muitos professores deixam à desejar, uma vez que mais de 95% dos alunos aprovam o uso de vídeos em sala de aula (Gráfico 9).

Gráfico 7: Uso dos Vídeos dentro de sala de aula

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Gráfico 8: Freqüência em que os Vídeos são recomendados como material de apoio extra-

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Gráfico 9: Opinião dos alunos quanto ao uso dos Vídeos

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Quanto às áreas de interesse, os alunos analisados demonstraram interesse por quatro grandes áreas, computação (32,26%), meio ambiente (17,75%), ciências humanas (13,24%) e saúde (13,62%) (Gráfico 10). Tais dados sugerem que os vídeos podem ser também uma porta para mostrar suas relações com as diversas áreas, dando margem para a entrada de tópicos de história da ciência, Física do meio ambiente, biofísica e computação quântica nas aulas. Essa proposta está baseada nos Parâmetros Nacionais Curriculares para o Ensino Médio (PCNEM), que buscam organizar o aprendizado de suas disciplinas, ao manifestarem a busca de interdisciplinaridade e contextualização e ao detalharem, entre os objetivovos educacionais amplos desse nível de ensino, uma série de competências humanas relacionadas a conhecimentos matemáticos e científico -t -tecnológicos, além de históricos e sociais.

Gráfico 10: Á Áreas de Interesse em Ciência

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## Considerações Finais

Num ambiente onde a televisão já consolidada, e o uso da internet já se mostra bastante expressivo, deixa clara a influência que o audiovisual exerce sobre estes alunos. Esse aspecto pode ser observado na porcentagem dos alunos que afirmaram utilizar os audiovisuais como principal meio de informação (Gráfico 2). A utilização dos vídeos como estratégia nas aulas de Física é bem vinda por 95% dos alunos pesquisados (Gráfico 9), apesar de poucos professores utilizarem tal recurso (73,07% - Gráfico 7).

A Física apesar de e tão importante para nossa sociedade não se apresenta como um dos grandes alvos dos meios de comunicação audiovisuais, deixando o primeiro contato dos alunos com essa ciência ser muitas vezes feito somente na escola (46,46%), ou através da opinião de pessoas (15,76%), muitas das quais podem não dominar, não entender, não saber o que é, ou simplesmente não gostar da Física, fazendo uma propaganda negativa de tal ciência (Gráfico 3).

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) propõe um conjunto de processos para se alcançar a aprendizagem significativa, tornando possível a geração no aluno de uma capacidade crítica de intervenção em sua realidade, dando opiniões e assumindo posturas a respeito dos diversos temas associados à ciência e tecnologia. Propõe ainda que o professor trabalhe a diversidade dos alunos e que seja capaz de utilizar formas não convencionais como metodologias de ensino. Nesse sentido, a reforma pretendida no ensino médio, agora parte da educação básica, necessita de materiais adequados a essa proposta, e que visem a interdisciplinaridade e contextualização, sendo possivel perceber. Para isso, é necessário, para a formação de um cidadão consciente e responsável, que os alunos passem a se interessar por temas relacionados à Físísica, de forma que possam identificar sua ligação com outras áreas, identificando seus objetos de estudo. Apesar de 52,26 % dos pesquisados demonstrarem uma certa compreensão do que é a Física, ainda é grande a porcentagem dos que tem problemas para defini -la (Gráfico 1). Com o intuito de pesquisar os interesses desses alunos, direcionando para a área de ciência e tecnologia (especificamente Física), realizamos essa pesquisa para a posterior produção de um vídeo didático que atenda à esses interesses, ao mesesmo tempo que auxilie o professor em suas aulas, situando a Fìsica enquanto tema atual e do cotidiano dos alunos.

## Referências

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MEDEIROS, Alexandre; MEDEIROS, Cleide Farias de. Possibilidades e limitações das simulações computacionais no ensino de física. Rev. Bras. Ens. Fis. São Paulo, v.24, n.2, jun. 2002.

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OLIVEIRA, Fabíola de. Jornalismo científico. São Paulo: Contexto, 2002.

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SARTORI, Adriel Fernandes; RAMOS, Eugenio Maria de França. Ferramentas audiovisuais como instrumento no ensino de física. In: VII Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2007, São Luís. A Anais... São Paulo, SBF, 2007.

TONDATO, Marcia Perencin; CARRARA, Renata. Década de 1990: TV de sinal aberto busca seu caminho em tempo de globalização. In: REIMÃO, Sandra (Org.). Em instantes: notas sobre a programação na tv brasileira (1965-2-2000). São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2006.

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