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OS PROFESSORES DE FÍSICA DA CIDADE DE ITAJUBÁ - MG: CARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO PARA A DEFINIÇÃO DE AÇÕES FORMATIVAS.

Denis Marcel Gouveia De Souza, Wilton Da Silva Dias, Mikael Frank Rezende Junior

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
29/01/2009
Linha de pesquisa
Políticas Públicas E Questões Institucionais Para O Ensino De Ciência E De Tecnologia
Tipo
Pôster

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Texto completo

## OS PROFESSORES DE FÍSICA DA CIDADE DE ITAJUBÁ - - MG: CARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO PARA A DEFINIÇÃO DE AÇÕES FORMATIVAS .

## Denis Marcel Gouveia de Souza 1 , Wilton da S Silva Dias 2 , Mikael Frank Rezende Junior3 r3

- 1 Licenciando da Universidade Federal de Itajubá , dmununifei@yahoo.com.br
- 2 Universidade Federal de Itajubá / Departamento de Física e Química, mikael@unifei.edu.br

## Resumo

O presente trabalho apresenta um panorama dos s prorofissionais atuantes na disciplina de Física da rede pública de educação básica na região de Itajubá - MG, no intuito de levantar questões e criar estratégias formativas que resultem em m propostas de ações mais eficientes e em consonância com as necessidades e demandas locais . Para a realização dessa análise, foi construído o o perfil desses profissionais s a partir de dados levantados por um questionário aplicado aos professores, o qual abordou tanto aspectos profissionais quanto sócio-oeconômicos. Pontos cruciais como carga horária de trabalho, número de alunos por sala, tempo gasto para planejamento das aulas/atividades, salário, tipo de aulas ministradas foram correlacionados com aspectos de sua formação e também com informações de caráter social, como sua vida da extra-escola, constituição familiar, entre outros. Os dados referentes ao perfil dos professores têm por objetivo apresentar para as instâncias mantenedoras (Superintendência Regional de Ensino de Itajubá, Secretaria Municipal de Educação) e para a comunidade acadêmica, a situação real dos docentes de Física da rede pública de Itajubá - - MG . A partir das s questões levantadas, será possível a elaboração de propostas para melhorar e/o/ou modificar tanto o ensino o de Física local l com extensões regionais, bem como o alguns pontos e estratégias do curso de Licenciatura em Física oferecido do pela Universidade Federal de Itajubá - MG e para o Grupo de Pesquisa em Ensino de Física e Tecnologias Associadas (GPEFT), ), seja na implementação de propostas durante a a formaçãção inicial l do licenciado através de remodelações no curso, seja na proposição de capacitações na perspectiva d da formação continuada desses profissionais .

Palavras -c -chave: Professores de Física, Formação de Professores, Sul de Minas Gerais.

## 1 -Introdução

No atual momento da sociedade brasileira, a maior parte das famílias tem a necessidade de dividir os cuidados de seus filhos com outras instituições, pois o nível cultural dos pais dificilmente daria conta de atender todas as expectativas de seus filhos nas mais diveversas áreas do conhecimento humano. Então aparece a escola, com profissionais treinados e preparados a disseminar o conhecimento nas mais diversas modalidades, que são os professores.

Em 2003, o INEP divulgou o documento, Estatística dos Professores, onde ficou constatada que duas áreas do conhecimento passam por um momento crítico,

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26 a 30 de Janeiro de 2009

Química e Física, pois não há licenciados nessas áreas para cobrir a demanda. No caso da Física a situação é mais complicada, pois a previsão de licenciados para 2010 ainda está muito longe da demanda necessária, ou seja, o Brasil possui um déficit de licenciados em Física que irá perdurar por anos. (Angotti, 2006)

E já algum tempo , pesquisadores em Ensino de Física indicam que as estruturas das aulas, na maioria das vezes, tem se restringido à à memorização e aplicação direta de fórmulas, além de apresentar o conteúdo de forma acabada e distante da realidade do aluno. Esse ponto é importante pois em muitos casos os próprios professores de Física são responsáveis por parte da falta de interesse de seus alunos. Então torna -se necessário respondermos a uma pergunta: por que há necessidade ou interesse de alguém usufruir do conhecimento físico?

Incorporado à cultura e integrado como instrumento tecnológico, esse conhecimento tornouuse indispensável à formação da cidadania contemporânea. Espera-se que o ensino de Física, na escola média, contribua para a formação de uma cultura científica efetiva, que permita ao indivíduo a interpretação dos fatos, fenômenos e processos naturais, situando e dimensionando a interação do ser humano com a natureza como parte da própria natureza...

Ao propiciar esses conhecimentos, o aprendizado da Física promove a articulação de toda uma visão de mundo, de uma compreensão dinâmica do universo, mais ampla do que nosso entorno material imediato, capaz portanto de transcender nossos limites temporais e espaciais . (Brasil, 1999)

Estes trechos retirados dos Parâmetros Curriculares Nacionais colocam algumas contribuições da Física para a formação de cidadãos, com a a principal intenção de despertar o pensar cientifico e crítico das pessoas em relação ao mundo que as rodeia.

Para revertermos o modo em que a Física é trabalhada seriam necessárias algumas ações com o intuito de reparar erros que ocorrem tanto durante a foformação dos professores quanto na própria prática docente . Para isso seria essencial rompermos algumas representações criadas pelos professores ao longo de sua vida, como ressaltado por Silva e Cunha (2005):

O professor tem um sistema de representação que é socialmente construído. Durante sua formação isso não é diferente, se pensar que são representações de professores formadores com representações de professores em formação, e tais representações poderão ser sedimentadas ou revistas, de acordo com quem os forma. (Silva e Cunha, 2005)

Romper algumas representações equivocadas e proporcionar outras novas é é fundamental para que os professores disseminem o verdadeiro conhecimento científico/físico, e desperte em seus alunos o interesse por tal área que muito contribui para a formação e desenvolvimento da nossa sociedade.

Muito se discute sobre problemas enfrentados pelos professores do ensino público, em especial os de física. a. Dentre essas discussões aparecem fatos como: péssimas condições de trabalho, tanto mamateriais quanto afetivas, baixos salários, classe constituída por não licenciados, vidas extra-escola e escolar afetada por altas cargas de trabalho, dentre outras.

Esses e outros problemas estão o vastamente relatados na literatura de uma forma geral, contudo, em um ambito mais restrito, qual é a realidade dos professores de Física de Itajubá-MG? Qual tipo de dificuldades enfrentam?

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Contextualizando a cidade de Itajubá na região sul de Minas Gerais, é preciso ressaltar algumas características peculiares. Primeiramente por se tratar de uma cidade com vocação universitária, evidenciada pela presença de uma Universidade Federal, um centro de pesquisa de excelência (Laboratório Nacional de Astrofísica - - LNA) e outras Instituições de Ensino Superior privadas, distribuídas em uma cidade de aproximadamente 80 mil habitantes.

A Universidade Federal de Itajubá á (UNIFEI) foi criada em 2002 a partir da transformação da Escola Federal de Engenharia de Itajubá, uma instituição que, desde sua fundação em 1913, caracteriza-s-se por suas iniciativas pioneiras, por seu papel de liderança na região. Essas características transparecem hoje de maneira inequívoca nos projetos Itajubá-Tecnópolis e Rota Tecnológica 459, que têm como principal eixo de ação o desenvolvimento local e regioional fundamentado na ciência, na tecnologia e na educação de excelência em todos os níveis de ensino.

A A UNIFEI oferece dentre seus diversos cursos, um curso presencial de Licenciatura em Física avaliado com nota máxima (CMB) em todas as três dimensões avaliadas pelo INEP. Atualmente, a UNIFEI oferta em 5 pólos no estado de Minas Gerais o curso de Licenciatura em Física a Distância, no Sistema UAB.

Nesse sentido, surge a necessidade de investigar a real situação dos professores para checar as várias possibilidade levantadas e a partir disto , planejar ações para que ocorram e em mudanças significativas na área.

## 2 -Descrição do Trabalho

Este trabalho originou-se de uma pesquisa quali-quantitativa junto aos professores de Física d do Ensino Médio da Rede Pública da cidade de Itajubá - - - MG.

Para a realização da pesquisa foi elaborado um questionário contendo 63 questões, que serviu como base na construção do perfil do grupo de professores de Física. As questões foram elaboradas com o objetivo de investigar tanto as relações profissional quanto a sócio-econômica desse grupo . Com esse pensamento, retiramos algumas questões do questionário aplicado pelo INEP aos professores do Brasil, o qual originou o documento Estatística dos Professores do Brasil (2003), a fim de complplementarmos nossa pesquisa.

Entre os meses de julho e agosto de 2008, todas as escolas da rede pública receberam os questionários de acordo com o número de professores de Física que possuíam, e pelo menos um questionário de cada escola foi respondido. A tabela 1 apresenta a relação das escolas e do número de professores de Física pesquisados .

Tabela 01: Relação das escolas e d dos professores pesquisados

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Os questionários, em sua maioria, foram entregues para os Diretores ou Coordenadores das escolas, e através desse intermédio foram repassados aos professores de Física. Talvez isso justifique a não devolução de 4 questionários, pois o verdadeiro argumento para o preenchimento do questionário pode ter sido mal compreendido pelos professores durante essa mediação .

## 3 -Resultados

## 3.1 --Uma breve apresentação dos professores

Do conjunto de professores de Física pesquisados, verificamos que a metade é do sexo feminino. A maioria desses professores nasceu em em cidades do sul de Minas Gerais, sendo que 50,0% são da própria cidade de Itajubá. Esses professores investigados apresentam uma faixa etária compreendida entre 29 a 54 anos, com uma média de idade p proxima a aos 43 anos.

## 3.2 --A formação dos professores

Ao iniciarmos a discussão sobre a formação dos professores de Física da cidade de Itajubá começamos com um bom índice: todos esses professores são graduados. Mas percebemos um incomodo por parte deles, ao responderem qual foi a graduação feita, pois 35,7% optaram por não responder a questão. Dentre os que responderam, 77,8% possuem Licenciatura em Física a (7 de 9 professores), e o restante possui Licenciatura em Matemática , ou seja, no mínimo 14 , 3% dos professores de Física pesquisados não possuem formação adequada para ministrarem aulas de Física. Aqui surge uma primeira questão: o que pessoas com formação em Matemática fazem (em termos de atividades) ao lecionarem a disciplina Física? A Agora temos um propósito a ser pensado, se é permitido pessoas sem formação adequada trabalharem em áreas diferentes da sua formação, no mínimo, cursos de capacitação deveriam ser oferecidos a essas pessoas. Outra informação a ser ressaltada nesse momento é que a maioria dos professores formados em Física Licenciatura não fez um curso de graduação totalmente voltado ao ensino de Física, obtendo também habilitações para lecionarem outra disciplina, como Matemática. As consequências dessa divisão de foco durante a graduação dos professores refletem em suas práticas atuais que serão apresentadas ao longo deste trabalho.

A instituição responsável por formar 85,7% desses professores é a Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá - MG (FEPI), que teve sua origem na fusão de alguns institutos, dentre esses a Faculdade de Filosofia e Letras de Itajubá - MG (FAFI), que formou parte deste número apresentado. Trata-se de uma instituição de ensino o superior privada. Ao correlacionar isso com o fato de 50,0% dos professores nascererem em Itajubá, podemos deduzir que grande parte deles começou e terminou seus estudos na própria cidade, ou seja, com formação e influências acadêmicas similares. Nesse ponto ressaltamos que a formação do professor não se dá apenas no meio acadêmico, mas também durante sua vida cotidiana.

O conhecimento do professor é constituído em seu próprio cotidiano e não é fruto somente da escola. Vale ressaltar que esses conhecimentos provêm de outros âmbitos e de sua participação em movimentos sociais, religiosos, sindicais; essa comunicação, obtida na troca que ele estabelece com as pessoas que também

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participam desses movimentos, proporciona as formas de ser, agir e pensar do professor. (Silva e Cunha, 2005)

Mas o fato de possuírem formações parecidas implicam em uma padronização na forma a de trabalho adotado?

Os dados o obtidos mostram a existencia de um padrão. Todos os professores declararam trabalhar principalmente com aulas expositivas e 64,3% utilizam de atividades em grupo, algumas vezes seguida de discussão. Na forma de avaliação, obtivemos que 85,7% consideram fazer uma avaliação continuada, ainda que os métodos de avaliação mais utilizados sejam: provas escritas (100,0%), trabalhos em classe (92,9%) e listas de exercícios (85,7%).

Podemos estender essas evidências de padronização para as relações declaradas dos professores fora ra do ambiente escolar. Analisando a figura 1, onde foram dadas 17 opções de atividades praticadas pelos professores, apenas quatro atividades ultrapassaram 70,0%, sendo todas essas realizadas de forma individual, que são: leitura de jornais e/ou revistas (8(85,7%), leitura de livros relacionados ao ensino de física (78,6%), assistir a filmes em casa através de vídeo cassete ou aparelho de DVD (78,6%) e navegar na internet (71,4%). E, dentre as atividades menos praticadas destacamos quatro; assistir a peças teatrais, participar de atividades sindicais, participar de atividades político e partidárias, e atuar em ONG's, todas essas aparecem com 7,1% de participação cada.

Figura 01: Principais atividades dos professores fora do ambiente te de trabalho

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Considerando as atividades mais realizadas pelos professores e relacionando com o fato de que a formação destes não ocorre apenas no meio acadêmico, mas também durante seu dia -a-dia, podemos conferir as maiores influências na construção e atualização do conhecimento dos professores de Física de Itajubá.

Embora a maioria dos professores utilize DVD e computador fora da escola, esses recursrsos são pouco utilizados em sala de aula com os alunos. Isso evidencia mais uma vez uma prática mais tradicional, mostrando que os professores pouco

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utilizam recursos didáticos, que são meios em potenciais para desenvolvimento de trabalhos que visam à melhora da prática docente junto aos professores e/ou a aquisição de novos conhecimentos.

## 3.3 --Situação sócio-e-econômica

Do conjnjunto de professores pesquisados concluímos que apenas 7,1% moram em uma casa com 2 moradores, ou seja, a maioria mora em uma casa com 3 ou mais moradores (f(figura 2). A explicação desse fato se deve ao alto número de professores casados (64,3%) e ao alto índice de professores que possuem filhos (85,7%).

Figura 0 02: Principais atividades dos professores fora do ambiente de trabalho

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Um ponto interessante surge quando relacionamos o número de pessoas nas casas dos professores com a situação financeira da própria família . Onde 57,1% apresentam uma renda bruta mensal inferior a 4 salários mínimos (aproximadamente R$ 1650,00), ou seja, uma baixa renda per capita média. A A figura 3 detalha a renda bruta familiar dos professores, mas devemos lembrar que o salário do professor não é a única fonte dessa renda.

Figura 0 03: S Salário bruto mensal familiar dos professores

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Dentre os professores de Física pesquisados, obtemos que 71,4% recebem um salálário igual ou inferior a 3 salários mínimos, pela sua atuação docente, e numa análise geral, quando questionados sobre os principais problemas enfrentados, os professores sempre apontam baixos salários. De acordo com Oto Borges:

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- ( ... ) a necessidade de melhorar a remuneração e o status social dos professores não será resolvida sem que a sociedade brasileira supere a enorme desigualdade na distribuição de renda. (Borges , 2006)

Enfim, a classe docente não é a única desvalorizada financeiramente dentro da sociedade brasileira. O professor vê como necessário ter uma segunda atividade para obter uma maior renda, a fim de auxiliar as despesas da família. Dos professores que participaram da pesquisa 71,4% têm uma atividade secundária, dentre elas aparecem: aulas em em outras instituições públicas ou privadas, aulas particulares e serviços como engenheiro. A comparação da remuneração dessas atividades com a da atividade docente é apresentada na figura 4.

Figura 04: Salário mensal dos professssores na prática docente e em atividades secundárias

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## 3.4 --Profissãsão

Nossa pesquisa mostra que apenas 42,9% estão satisfeitos com sua situação atual, enquanto o restante se considera insatisfeito ou muito insatisfeito com a situação atual que enfrenta. As razões desse descontentamento com a profissão, de acordo com os professores, confirmam as idéias de baixos salários, a falta de interesse dos alunos com a disciplina, e a falta de tempo disponível para cursos de pós-graduação. Apesar disso, de acordo com as respostas dadas o que realmente motiva esse professores é a paixão pela profissão que exercem .

Uma outra razão apresentada como justificativa para o descontentamento dos professores com a profissão está relacionada com a falta de tempo para realizarem cursos de aperfeiçoamento e/ou especialização na área, e essa discussão é plausível, pois 71,4% dos pesquisados lecionam em três períodos, manhã, tarde e noite.

Como consequência disso, os professores apesentam altas cargas horárias de trabalho, onde 42,9% possuem carga horária semanal em aulas compreendida entre 31 a 40 horas, e outros 28,6% possuem carga horária em aulas superior a 40 horas semanais. Em contrapartida, os professores não utilizam muito tempo para prepararem suas aulas. Note que 50,0% assumiram utilizar 0 a 3 horas por semana nessa atividade. E, ainda devemos lembrar que 71,43% dos professores pesquisados possuem uma atividade secundária, como já discutido nesse trabalho. Enfim, a carga horária de trabalho de alguns professores de Física da cidade de

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Itajubá provavelmente excede 40 horas por semana, além de utilizar os mais variados períodos, assim é anulada qualquer pretensão dos professores iniciarem algum curso de pós-gradução, e pensando na prática docente, esse excesso de trabalho pode ser facilmente descontado no tempo de preparação de aula.

Com relação às atividades dentro da sala de aula, descobrimos que os professores não utilizam aulas práticas e na maioria das vezes isso é justificado pelo fato da escola não possuir laboratórios, e também por ser inviável o uso de experimentos na sala de aula devido ao baixo número de aulas semanais (2 aulas) e ao grande número de alunos (ultrapassando 30 alunos).

Com relação ao conteúdo de Física, notamos não haver uma preferência específica. É inteteressante destacar que, embora o eletromagnetismo apareça entre os conteúdos de maior interesse é também o de maior dificuldade por parte dos professores. Um dado importante surgiu quando suas respostas foram confrontadas com as respostas dadas em relação à sua formação. Os professores indicam como justificativas para tal dificuldade (57,1%) , a deficiência da abordagem desse conteúdo no curso de formação, tanto na teoria quanto na prática, a, e também por ser um conteúdo trabalhado no fim do curso (ultimo ano do Ensino Médio), onde muitas vezes não há tempo para ser trabalhado de forma integral.

## 4 -Considerações Finais

Os resultados indicam pontos importantes com relação aos professores de Física de Itajubá-MG. Nesse momento, os dados coletados nos permitem traraçar um panorama geral do quadro que possibilitam o planejamento de atuação por parte de Grupo de Pesquisa a em Ensino de Física e Tecnologias Associadas (GPEFT/UNIFEI).

Uma constatação é que os professores em atividade no ensino público na cidade não são formados na Universidade Federal de Itajubá, que teve seu curso iniciado em 2002, , e que esses professores encontram-s-se sobrecarregados com as atividades (em sala e as atividades secundárias). Os dados revelam que o livro didático e o vestibular r ainda a são os p principais guias utilizados pelos professores.

Dessa forma, mais uma vez somos levados a questionar a eficiência desse trabalho, pois se por um lado há um déficit no número de professares de Física, em nossa pesquisa cons tatamos que, por outro lado, há á uma deficiência na formação dos professores que hoje estão em exercício.

Nossa principal conclusão é que devemos dar maior atenção para formar melhor os professores, além da real necessidade de formar mais de acordo com (Borges 2006).

Finalmente, para atividades posteriores há alguns pontos que merecem maior aprofundamento. Um exemplo diz respeito à falta de interesse dos alunos. As respostas dadas pelos professores em perguntas diferentes mostram contradições , e esse , entre vários outros pontos , nos levaram à verificação através de pesquisas com os alunos desses professores. Essa pesquisa está em andamento e os resultados serão apresentados em trabalhos futuros.

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## 5 -Referências

ANGOTTI, José André Peres. Desafios para formação presencial e a distância do físico educador. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 28, n.2, p. 143 -150 , 2006.

BORGES, O. Formação Inicial de professores de Física: Formar mais! Formar melhor! . Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 28, n. 2, p. 135-142, 2006.

BRASIL, Ministério d da Educação. Estatísticas dos Professores no Brasil. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Brasília, 2003.

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasílília, DF , 1999, 360p.

BRASIL . Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. D Diário Oficial [da República Federativa do Brasil] , Brasília, DF, v.134, n. 248, 23 dez. 1996. Seção, 1 p.27833-2-27841 .

GOBARA, S. T. e GARCIA, J . R . B. As licenciaturas em física das universidades brasileiras: um diagnóstico da formação inicial e professores de física. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 29, n. 2, p. 519-525, 2007.

SANTANA, A. D. O. et al . C Contribuição à formaç ão do professor de Física no Ensino Médio e à sua Prática Pedagógica . In: X XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física . Anais . Rio de Janeiro: CEFETTRJ, 2005.

SILVA, A . L . C.e CUNHA, C . A A. Representações de família para um grupo de professoras. Revista de Psicologia da Vetor . Editora, v. 6, n. 2, p. 1 -9, Jul./Dez. 2005.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.