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GERAÇÃO DE ENERGIA E SEUS IMPACTOS NO AMBIENTE: PROPOSTA DE ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR PARA A MODALIDADE EJA

Thiago Daniel De Oliveira Moura, Graziele Kelly Amaral, Samira Fontes Domingos, Luiz Guilherme Monteiro De Oliveira, Alexandre Salomão, Agnela Da Silva Giusta

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
29/01/2009
Linha de pesquisa
Interdisciplinaridade E Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## GERAÇÃO DE ENERGIA E E SEUS IMPACTOS NO AMBMBIENTE: PROPOSTA DE ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR PARA A MODALIDADE EJA

Thiago Daniel de Oliveira Moura a,b [thiagodaniel\_moura@hotmail.com] Graziele Kelly Amaral a a
[graziele.amaral@pop.com.br] Samira Fontes Domingos c [samirafisica@yahoo.com.br] Luiz Guilherme Monteiro de Oliveira b b [luis.monteiro@green.pucminas.br] Alexandre Salomão b [alexandre.salomão@green.pucminas.br] Agnela da Silva Giusta d [agnela@pucminas.br]

- a a Curso de Licenciatura em Física -Pontifícia Uniniversidade Católica de Minas Gerais
- b b GREEN - Solar -Grupo de Estudos em Energia Solar
- c c Mestrado em Engenharia de Energia - - CEFET-MG
- d Mestrado em Ensino - PREPES - - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

## RESESUMO

Este trabalho consiste nunuma proposta de projeto interdisciplinar de ensino sobre a produção energética, suas aplicações, popularização e desmistificação do processo de produção de tecnologia e sobre os os impactos de tal produção o no meio ambiente. Os diversos tópicos tratados acerca do tema possibilitam que os alunos dominem, também, conceitos associados às formas de transferência de energia para a serem utilizada s em implementações práticas na construção de coletores solares, no sentido de auxiliar no aprendizado o e na formação de cidadãos crít icos e atuantes . Inicialmente aplicadas ao público da modalidade EJA , em uma escola da rede pública de ensino de Belo Horizonte, nosso trabalho tem como objetivo principal aliar conteúdos da da área da Física a outros conteúdos de ensino, no intuito de uma discussão o crítica e criteriosa a de questões ligadas ao tema a da energia , em sua relação com o cotidiano de cada um e da coletividade. Mais especificamente, a proposta tem uma perspectiva de formação de cidadãos autônomos, , com consciência sobre a importância da a produção de energia para a sociedade atual e sobre alternativas de geração de energia menos agressivas ao meio ambiente , sendo que o público desta modalidade de ensino cumpre papel fundamental na sociedade em que vivem, muita das vezes atuando como disseminadores de sua cultura, servindo de exemplo para muitos jovens . A Assim, este projeto tem características que vão ao encontro das tendências de ensino para a modalidade EJA, agrega ndo-o-se conhecimentos de área e e capacitação profissional , tendo o sido evidencia do , diante dos bons resultados obtidos, que sua aplicação para a transposição didática dos diversos conteúdos é relevante .

Palavras -chave: Ensino de Física na na EJA, produção de energia , interdisc iplinaridade no ensino de Física.

## INTRODUÇÃO

Um dos objetivos os da educação é a construção da autonomia por parte dos estudantes, sendo essa autonomia elemento fundamental na formação de cidadãos, conforme Freire (1996) e Kant

(1996), para os quais o sujeito autônomo é aquele capaz de fazer escolhas , sem que outros dedecidam por ele.

Concordando com os autores citados, defendemos , , também , que a educação de pessoas adultas deve conter elementos que criem condições para que elas reflitam sobre seus conceitos e crenças. Uma educação papara tais pessoas, muitas as já pais e mães com experiências suficientes para terem alcançado certa maturidade e autonomia, deve basear-se no diálogo entre sujeitos que têm condições de chegar a decisões pela via do consenso. Um ponto a ser observado ainda é que, na condição de sujeitos adultos, os alunos retornam à escola por escolha pessoal e não por obrigação imposta pelos pais ou quem quer que seja.

A Educação de Jovens e Adultos - EJA é a modalidade de educação escolar destinada àqueles que não puderam ou não o tiveram m oportunidade de continuidade dodos estudos em tempo regular, na tentativa de minimizar os erros do passado quanto ao direito à educação. No que diz respeito ao ao ensino médio, no qual se localiza o conteúdo o da Física destinado , conforme mencionado, a um público alvo já na idade adulta , é recomendável que esse conteúdo tenha estreita relação com as questões do cotidiano.

Diante do exposto, resolvemos abordar, neste projeto, o o tema produção de energia , tema este diretamente ligado ao dia-a-a-dia das pessoas, seja do ponto de vista prático, , em que inúmeras aplicações que requerem seu uso se fazem essenciais na relação tecnologia e conforto, seja do ponto de vista operacional, em que a questão dos impactos no meio ambiente e as formas de geração devem ser r consideradas.

Quanto ao desenvolvimento da proposta, atentamos para o fato de que "na na maioria dos conteúdos relacionados à Física, a melhor maneira de aprender é experimentando" (ARAÚJO , 2003). Os livros, revistas e aulas teóricas fornecem uma base, porém, m, quando colocamos em prática as teorias , principalmente usando experimentos que estão presentes no cotidiano dos alunos , há mais chance de assimila rmrmos verdadeiramente os conhecimentos. A familiarização com a experimentação e a surpresa frente a casos inesperados desencadeiam um processo de bubusca de soluções altamente favorável ao envolvimento e ao crescimento intelectual do aluno. Através do experimento didático, o, observamos, especulamos e testamos a validade de nossas hipóteses, com o objetivo de aprender de uma forma mais prazerosa e diversificada. Neste sentido , a educação tem papel fundamental na formação de cidadãos críticos e atuantes , , capazes de planejarerem m alternativas a curto, médio e longo prazo para os problemas que enfrentam .

Em síntese, , este projeto visa a relacionar o o conhecimento escolar às questões tecnológicas e ambientais ligadas ao processo de produção de energia , atualmente na pauta das principais nações do mundo . Portanto, tem como norte a formação de cidadãos autônomos, com consciência sobre a importância da produção de enenergia para a sociedade atual e sobre alternativas de geração de energia menos agressivas ao meio ambiente. Com características que vão ao encontro das tendências de ensino para a modalidade da EJA, a presente proposta procura relacionar conhecimentos de árereas na perspectiva interdisciplinar r e capacitação profissional. l.

## JUSTIFICATIVA

O termo o "alfabetização científica" é muito usado no processo de formação de cidadania e , segundo Teixeira e e Alves (2005), seu surgimento deve -se ao fato de os avanços tecnológic os terem

se dado muito rapapidamente e a população, o, em geral , não saber lidar com tal processo, até mesmo na posição de optar sobre os impactos de tais avanços na sociedade em que vivem e aceitar , ou não , que e eles façam parte do seu cotidiano. Neste sentido , o conhecimento científico constituiise como elemento fundamental à formação da cidadania, uma vez que tal conhecimento o está diretamente ligado aos avanços tecnológicos que afetam m toda a população. Por essa razão e tendo em m vista as dificuldades encontradas no processo de ensino-aprendizado de conteúdos de Física, pesquisas têm sido feitas e soluções apresentadas para orienta r r uma educação voltada para a participação plena dos indivíduos (ARAUJO & ABIB, 2003 e CAVALCANTE, 2005) nas instâncias decisórias da sociedade .

Questões ligadas à à produção de energia estão presentes em várias situações do cotidiano, seja em aplicações tecnológicas, isto é, , em sua relação com o meio ambiente, seja em função de grande parte do púbúblico da EJA ser constituída de trabalhadores de alguma área específica, donas de casa etc. Isso nos orienta a relacionar os conteúdos escolares das áreas s específicas, a partir da interdisciplinaridade , bem como a estabelecer a relação dedesses conteúdos c com o cotidiano.

Dentre os diversos autores ututilizados para embasar o trabalho, podemos destacar r Alves e Stachac (2005) que salientam a importância de aulas experimentais no processo ensinoaprendizagem de Física , tomando como caso especial a eletricidade. Eles afirmam, baseados em Piaget, que aulas experimentais auxiliam o processo de ensino-aprendizado e , também , a formação de cidadãos . Silva e Carvalho (2002) , , discutem um ponto muito interessante referente à tendência de, no ensino, abordar a produção de energia e sua relação com o meio ambiente . WEILER et al. (2(2007) propõem a abordagem de conteúdos de Física de forma quantitativa e qualitativa no processo de construção de coletor solar de baixo custo , como, por exemplo, o conceito de corpo negro , , a quantificação de calor absorvido, a a eficiência de de um coleto , dentre outros.

Os temas ligados à à energia devem estar na ponta da educação brasileira, pois precisamos formar indivíduos cada vez mais preparados para enfrentar as novas questões tecnológicas no que diz respeito à energia e sua relação com o memeio ambiente.

Acreditamos que o público da EJA ocupa posição importante na formação para a cidadania , por estar presente em famílias, comunidades e outras organizações e , ali , , exercer grande influência. A capacitação dedesse e público não só serviria para dimininuir os índices de analfabetismo no Brasil, mas, também, para dar r sustentação o a uma geração de indivíduos cada vez mais capacitados papara assumir a a posição de disseminadores de conhecimento e formadores de atitudes construtivas.

## PRPROBLEMAS

As d diretrizes c urriculares que regem a modalidade EJA prevêem adaptações nos métodos de ensino, mas o fato é que , na atualidade , os profissionais não se sentem suficientemente preparados para atuar de acordo com o modelo de ensino recomendado. o. Outro agravante é a falta de mamateriais didáticos que visem ao aluno da EJA, , além do déficit de propostas e pesquisas voltadas para essa modalidade de ensino.

Como vimos, no no caso específico da formação para o ensino médio na EJA , nível em que o conteúdo de Física se faz presente e grande de parte do alunado o já se encontra na fase adulta, é imprescindível que se façam adaptações das formas de ensino o às especificidades dos alunos, não sendo ético nem interessante o uso de materiais voltados para a educaçãoregular.

Não podemos , na posição de educadores , adotar uma mesma postura de ensino em todos os níveis educacionais, pois uma comparação entre o público característico de turmas regulares do ensino médio e o público característico o da EJA A parece mostrar que a bagagem sócio-histórica do segundo é maior que a do primeiro. o. IsIsso não pode ser desprezado pelos educadores nem pelo livro didático por eles adotado .

## METODOLOGIA

O projeto contou com dois momentos fundamentais e distintos, iniciando-se com um curso extraclasse, a princ ípio para 12 alunos regularmente matriculados em diferentes fases s da EJA de uma escola da rede municipal , localizada em Belo Horizonte. Neste primeiro momento , o curso teve duração média de quatro o meses e a maioria a desse se primeiro grupo de alunos atuou , na fase e seguinte , como monitores.

No segundo momento , , foram formados dois grupos de trabalho, cada um composto, em média , por r 20 alunos , todos matriculados no terceiro ano do ensino médio da modalidade em foco. A partir r deste momento , o curso passou a fazer parte da grade curricular , com duas aulas semanais . Os alunos foram selecionados por meio de uma ficha de inscrição que estava disponível , na escola , para os interessados em participar do projeto, os quais se inscreveram por iniciativa própria.

Um grupo de três estudantes do do curso de licenciatura em Física a que estavam nos períodos finais de formação foram os responsáveis pelas aulas, que eram acompanhadas, também , por alguns professores de diferentes áreas de conhecimento, como o H istória, Geografia e MaMatemática da própria escocola. Esse grupo de licenciandos em m Física foi capacitado previamente em conhecimentos ligados à energia solar e suas aplicações, sendo o objetivo da participação de alguns professores da própria escola capacitá-los para que eles levassem adiante, sozinhos, o projeto, além de criar possibilidades de diálogos multidiscipiplinar e até mesmo interdisciplinar.

O curso contou com seis horas -aula na semana , divididas em dois dias: em um dia eram trabalhadas questõeões teóricas sobre meio ambiente, aquecimento global, , efeito estufa, transferência de calor, fontes de energia, energia solar e outras formas de energia e suas aplicações que foram ministradas com o intuito de despertar o interesse pela tecnologia por meio de slides e de dinâmicas em que informaçaçõeões atuais foforam levadas para discussão. As aulas foram divididas em temas e os alunos foram instigados a fazerem pesquisas a respeito de tais temas, sendo que , nesta fase , foi possível incluir os alunos em ambiente digital, desconhecido por muitos que não sabiam como o fazer uso do computador e da Internet, t tendo sido o reservado um momento para este fim.

A necessidade de introdução ao ambiente digital, se deu a partir da experiência de um dos alunos do curso frente ao mercado de trabalho, sendo que o mesmo foi contratado do por uma empresa do setor de aquecedores solares, porém o fato do mesmo não ter habilidades com tal ferramenta, e visto uma grande possibilidade para outros alunos no sentido de conquistarem um emprego, optouse por introduzir o uso de internet e editores s de texto. Para isso, houve um momento de apresentação das ferramentas e a responsabilidade de aprimoramento foi transmitida aos próprios alunos, sendo que com as freqüentes pesquisas solicitadas pelos professores e diante do exemplo citado observouuse grande avanço em suas habilidades verificadas diante aos trabalhos entregues.

Foram extraídas das provas dos últimos trêrês anos do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio -, questões relacionadas a energia e impactos ambientais e aplicadas dinâmâmicas em sala para

avaliar a assimilação dos alunos, sem caráter punitivo. o. Constatou-se, então, que a grande maioria de alunos respondeu as questões acertadamente. Vale ressaltar que nanas últimas provas do ENEM vem aumentando o numero de questões relacionadas à energia e impactos ambientais e e que esta prova visa a testar a capacidade do aluno em relacionar conceitos de diversas áreas, diferentemente do vestibular tradicional , que exige conhecimentos específicos mais aprofundados e apoiados na utilização de fórmulas , principalmemente na área da Física. Percebemos que esta dinâmica levantou a auto -estima dos alunos, pois eles se sentiram capazes de tirar boa nota na prova do ENEM e 80% deles fizeram as inscriçições para a prova de 2008.

A outra aula da semana a foi ministrada na forma a de oficinas práticas para construçução de kits didáticos de coletores solares , , utilizando -se materiais de baixo custo e recicláláveis como garrafas PET e PVC , dentre outros. As aulas práticas foram realizadas a partir dos temas abordados nas aulas teóricas. Os Os alunos foram divididos em quatro grupos e enquanto o dois trabalhavam na primeira parte da aula no laboratórório , os outros dois ficavam na sala de aula em uma oficina de lílíngua portuguesa. Depepois , os grupos trocavam m de sala novamente, em virtude do do laboratórório não comporta r r todos os alunos trabalhando em conjunto, o que permitiu, por outro lado, que os professores pudessem dar mais atenção individual aos alunos.

- O trabalho com os grupos foi feito da forma mais livre possível, sendo apresentados os modelos de e placas solares s disponíveis na literatura a (WEILER et al., 2007) e PCV. Cada grupo ficou livre para trabalhar seu modelo de placa, com m o objetivo não simplesmente de reproduzir, mas , a partir dos conhecimentos abordados em sala, entender os processos de transformação de energia e, talve z , criar uma técnica.

É importante destacar ar r o uso o do planejamento nas atividades de rotina a que os alunos são levados a fazer, como a otimização do tempo para as atividades diárias, o planejamento da confecção dos kikits e de manuais dos mesmos e , também o planejamento de apresentações que são realizadas freqüentemente pelos alunos, como, o, por exemplo, a apresentação na semana de ciência e tecnologia. Isso leva os alunos a s se auto-organizarem m e conseguguirem estruturar idéias com clareza e objetividade, contribuindo para prepará-á-los para o mundo do o trabalho e para uma relação mais dinâmica com o mundo atual.

Os alunos foram auxiliados na elaboração de relatórios com pesquisas bibliográficas feitas na InInternet sobre o o assunto que de veria fundndamentar o trabalho, considerando a documentação das modificações que o grupo fez em relação ao projeto inicial que lhes fora apresentado, sendo essa atividade um produtivo meio de incentivar o trabalho em grupo, pois todos se reuniam para escrevever os relatórios.

Nesses processos relatados, , é possível mostrar a articulação o entre vários conhecimentos escolares e fazer com que os alunos percebam como um conhecimento científico é transformado o em tecnologia. Os temas tratados permitiram m uma abordagem interdisciplinar, visto que conteúdos de diferentes áreas de conhecimento convergiram para a didiscusussão de um problema. a. Vale destacar, também, a abordagem histórica pela qual é possível olhar para os erros do passado para não cometelos no presente e no futuro, a exemplo dos efeitos biológicos decorrentes das mudanças climáticas causadas pela ação do homem na natureza, a utilização de conhecimentos científicos para produzir tecnologias que auxiliem na diminuição dos impactos negativos, o uso da matemática no planejamento, a confecção de relatórios, dentre outros aspectos.

Para analisar se houve evolução do pensamento cientifico do aluno e conscientização como cidadãos preocupados com os problemas ambientais existentes, fizemos um estudo comparativo , através de de um questionário , para avaliar as concepções que os alunos tinham sobre os conceitos relacionados à energia e ecossistema abordados em sala de aula tanto na aula teórica quanto na aula pratica , antes de fazerem o curso e depois que fizeram o curso. O obje tivo era verificar r se tínhamos conseguido alguma evolução do conhecimento do senso comum trazidos para a escola pelos alunos.

Diversas avaliações processuais foram feitas, como na construção das placas no laboratório, na na confecção dos relatórios relacionadodos à prática, por meio de dois questionários sobre os conteúdos discutidos em sala de aula e, talvez o mais importante, valendo-se da apresentação individual sobre o funcionamento da placa de aquecimento solar quando o os alunos explicavam seu funcionamento , utilizando os conteúdos aprendidos.

## PRPRIMEIRAS CONSIDERAÇÕES CONCLUSIVAS

O projeto aqui apresentado foi muito bem aceito pelos alunos que , , freqüentemente , davam depoimentos positivos a seu respeito, além de se verificar um bom empenho dos participantes nas atividades e trabalhos tais como a escrita de relatórios e as s apresentações feitas pelo grupo.

Observou -se que as aulas práticas tiveram grande importância para o processo de ensino-o- aprendizagem do início ao fim desta etapa do curso, uma vez que o cotidiano dos alunos s era frequentemente resgatado o nas prátáticas utilizadas.

Em um questionário aplicado com o intuito de obter o feedback dos alunos quanto ao curso, foi feita a seguinte pergunta: Qual foi seu maior aprendizado no curso? o? A seguir, registramos algumas respostas apresentadas:

- "Além das montagens das placas aprendi também muito sobre todos os tipos de energia, suas utilidades e seus impactos ambientais. Outro grande aprendizado foi o trabalho em grupo". Aluno 1
- " O maior aprendizado que tive foi saber que existem várias formas de trabalhar junto ao meio ambiente sem precisar danificar a natureza. Aprendi que é importante saber que podemos reutilizar e reaproveitar o lixo , reciclando -o e também que e podemos transformar energia solar em energia elétrica , energia essa que é de graça ; é muito bom". A Aluno 2
- "Meu maior aprendizado foi como criar placas de garrafas pet que eu nunca tinha ouvido falar; também conheci outras fontes de energia , como a eólica , entre outras. E mais conhecimento sobre o meio ambiente".

## Aluno 3

- "Melhorou o meu conhecimento quanto à importância de preservar a natureza e me despertei para as áreas verdes. Passei a me preocupar cocom os danos do efeito estufa e aprendi que podemos usar a reciclagem com lixos e ajudar a preservar o meio ambiente". A Aluno 4.
- "A "Aprendi que temos que nos preparar para o futuro no que diz respeito à energia e que podemos ter energia sem prejudicar a natureza".

Aprendi a ter mais sensibilidade com o ambiente em que vivo preservando a natureza, a não maltratar os animais até té é mesmo as pessoas. Só acrescentou na minha vida. Aprendi a montar placas de energ ia solar como as de PET e PVC". A Aluno 5.

O projeto aqui proposto pode ser aplicado em diferentes níveis de ensino , com algumas adaptações para o ensino médio regular, devido às unidades em que é baseado.

A forma como o projeto foi desenvolvido vai ao encontro o das tendências de ensino para o público da EJA, como é previsto pelas diretrizes e parâmetros curriculares que regem tal modalidade de ensino, principalmente pelos seguintes aspectos:

- · Relação conhecimento escolar e trabalho;
- · Formação de cidadãos autôtônomos capazes de opinar e de se manifestarem quanto aos problemas e tecnologias de sua sociedade;
- · Popularização do conhecimento científico.

Por meio o do funcionamento da placa , os alunos s identificavam , , na prátática , a teoria estudada sobre transferêrência de cacalor e radia ção solar e explicavam , de forma bem natural, l, aos outros alunos que nãnão participavam do curso o e à à própria família, levada por r muitos para conhecer as placas.

- O incentivo ao trabalho em grupo ajudou os alunos a melhorarem m a convivência pelo respepeito às s diferenças existentes entre eles e pelas atitudes de cooperação dodos que tinham mais facilidade de aprendizado o com relação aos que tinham maior dificuldade.

De acordo com o questionário aplicado, houve mudanças dos conceitos do senso comum no que diz respeito à energia, uma vez quque a grande maioria dos alunos, inicialmente, , não sabia diferenciar fontes de energia de formas de energias e, assim, não conseguia exemplificar ainda que tivesse visto esse conteúdo em semestres passados , com outros professorores. No questionário final , eles não só fizeram a distinção como também citaram vários exemplos. O mesmo aconteceu com o conteúdo ligado aos impactos ambientais.

Aproximadamente 80% dos alunos se inscreveram para a prova do ENEM , e muitos demonstravam grande interesse em continuar sua vida escolar valendo-se desta oportunidade.

## REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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CAVALCANTE, Meire. O Que Dá Certo Na Educação de Jovens e Adultos. In: Rev. Escola , 184.ed. São Paulo, agosto 2005: p.50-57.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educucativa . 25.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

KANT, Immanuel. Sobre a Pedagogia. 3.ed. Piracicaba: UNIMEP, 1996.

SILVA, Luciano F.; CARVALHO, Luiz Marcelo de. A Temática Ambiental e o Ensino de Física na Escola Média: Algumas Possibilidades de Desenvolver o Tema Produção de Energia Elétrica em Larga Escala em uma Situação de Ensino. Rev. Bras. Ens. Fís., v.25, n.3, p. 342-352, 2002.

TEIXEIRA, Jonny N.; ALVES, Luis A., Uma ma a Usina Hidrelétrica com Materiais de Baixo custo para a alfabetização científica de Alunos dos Ensinos Fundamental e Médio. In: XVI Simpósio Nacional De Ensino De Física, Rio de Janeiro, 2005. Atas... São Paulo: SBF, 2005.

WEILLER, L. A.; ANDRADE, N. G.; MOURA, T. D. O.; ALMEIDA, T.; CORREA, R. I.; DICKMAN, A. G. Construindo um coletor solar de baixo custo: uma oportunidade para ensinar física. In: XVII Simpósio Nacional De Ensino De Física, São Luis do Maranhão, 2007. Atas... São Paulo: SBF, 2007.

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