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Oficinas Itinerantes: Brincando com Astronomia

Rosângela Sabino Figueiredo, Samuel Lemes De Campos, Douglas Bortolanza Lara, Paulo Souza Da Silva, Emerson Canato Vieira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
29/01/2009
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## Oficinas Itinerantes: Brincando com a Astronomia

Douglas Bortolanza Lara 1 ,*Rosângela Sabino Figueiredo 1 ,Samuel Lemes de Campos 1 , Paulo Souza da Silva 1 , Emerson Canato Vieira 1 .

1 UEMS --Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

## Resumo

Esse trabalho está sendo desenvolvido através do projojeto: Contemplando o Céu de Mato Grosso do Sul: Uma Proposta de Popularização de Astronomia Itinerante, aprovado pelo edital MCT/CNPq nº42/2007 onde faço parte como acadêmica do curso de Física da UEMS "Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul" como bolsista da PROEC (Pró - Reitoria de Extensão, Cultura e assuntos comunitários). O projeto abrange o município de Dourados, que é a segunda maior cidade do estado e onde está localizada sede da UEMS. A metodologia utilizada para a divulgação científica é a "oficina itinerante". O objetivo das oficinas é a realização de experiências científicas construídas pelos alunos do Ensino Fundamental com materiais de baixo custo, mas que permite obter resultado satisfatório. Dessa maneira, um número considerável de estudadantes está sendo atingido pelo projeto em seu próprio cotidiano de sala de aula, com experimentos instrutivos e que abrem espaços para o trabalho interdisciplinar em áreas da Física entre outros. Com esse projeto buscamos parceria junto às escolas públicas. Através de reuniões e palestras, sejam elas de ensino fundamental e médio visando despertar a formação de pequenos grupos que fomentem, localmente, a curiosidade e estudos pela Astronomia. Portanto, é importante que as pessoas tenham conhecimento sobre o próprio sistema solar, a evolução do ser humano acerca do Universo, sendo o homem parte integrante e, portanto, precisa conhecê-lo, para simplesmente compreender a si próprio num processo de percepção e transformação da realidade objetiva e subjetiva em m que se encontra. Por isso, a Astronomia é uma ciência para todos.

Palavras -c -chave: A Astronomia; Oficinas itinerantes; Ensino de Física.

## Introdução

O objetivo do trabalho é levar o conhecimento sobre a astronomia às escolas municipais e estaduais, atra vés de oficinas com baixo custo de produção, usando a criatividade dos alunos, reciclando materiais descartáveis e conciliando as aulas normais do ensino fundamental com aulas extras sobre um novo tema.

- O desenvolvimento desse trabalho, além do aluno aprender sobre a física que até então é o seu primeiro contato, ele também melhora o seu rendimento na matemática, história e na geografia, pois essas disciplinas caminham juntas de maneira agradável, através de oficinas.

Tomando como base uma palestra dada por * Moretzohn (2003) durante o XV Simpósio Nacional de Ensino de Física, desenvolvido na Universidade Federal do Ceará e aplicado no Colégio Juvenal de Carvalho em Fortaleza onde ele coloca que:

Podemos ser levados a concluir que o ensino de Física para as séries iniciais (7as ou 8as) deva ser apresentado inteiramente de forma conceitual, totalmente desvinculado da Matemática explorando amplamente a parte experimental. Entretanto, preferimos acreditar que uma série de medidas possam ser feitas de modo a elevar ar o nível do ensino de Física tanto de forma conceitual como matemática. A mudança na ordem de apresentação da Física poderia tornar o contato inicial mais aprazível e vinculado com a realidade dos alunos. A título de exemplo, citamos como referência o livro Physics for you, de Keith Johnson, 1992, que segue uma seqüência bem diferente da adotada tradicionalmente no Brasil, iniciando com calor e não com mecânica. (MORETZSOHN, 2003)

Levando em consideração as afirmações de MORETZSOHN e preocupados em introduduzir a Física aos alunos de maneira agradável, montamos uma equipe para desenvolver 3 (três) temas diferentes a fim de introduzir a Astronomia nas escolas.

- O primeiro tema desenvolve trabalhos em oficinas com crianças do ensino fundamental e idades entre 9 e 10 anos das (4as) séries iniciais. Eles aprendem a montar origames com desenhos e sugestões sobre os eclipses lunar e solar. O segundo tema envolve alunos de (4as à 8as) séries com oficinas e simulações com planetário virtual usando o programa ( 1 Stellararium 0.9.1) e o terceiro tema por se tratar de adolescentes com idades entre 11 a 16 anos de (7as e 8as) séries do ensino regular. Abordamos e

introduzimos o fundamento da Física através de palestras, oficinas, visitas ao planetário móvel e observações notuturnas com o telescópio.

Este trabalho foi possível sua realização graças a uma parceria entre as escolas estaduais 'Presidente Tancredo Neves e Celso Muller do Amaral', situadas em Dourados -MS que junto com o projeto Contemplando o Céu de Mato Grosso do do Sul: Uma Proposta de Popularização de Astronomia Itinerante e em especial à professora Lúcia Narciso Mizegut que permite o contato direto do aluno com a ciência e o projeto científico.

O estudo da Astronomia é muito instigante para os alunos de ensino funundamental e médio e com eles temos a chance de alavancar a ciência em todas as séries. Eles chegam à escola já com alguns conhecimentos sobre o assunto, que puderam ser aproveitados. Quando iniciamos as palestras, aproveitamos a oportunidade de lhes fazer perguntas sobre o tema e ficamos surpresos com as informações.

## Materiais e Métodos

O projeto utiliza-se dos seguintes materiais e equipamentos para sua divulgação:

- ß Telescópio Refletor (MEADE LXD 75-203 mm) e Telescópio Refrator (Celestron, NexStar 80GT-80mm) para observações noturnas.
- ß Planetário Móvel (StarLab);
- ß Data Show para apresentações de slides;
- ß Materiais recicláveis como: garrafas plásticas, copos descartáveis, rolos de papéis toalhas, carcaças de eletrodomésticos, etc.;
- ß Bolas de isopor simbolizando a Terra, a lua e os planetas;
- ß Lanternas à pilha para simbolizar a reflexão do Sol;

De inicio agendamos nas escolas um horário apropriado para nosso trabalho sem que isso pudesse interferir ou atrapalhar o período letivo. Entregamos a esses alunos um questionário com perguntas, que seriam respondidas por verdadeiro ou falso. O objetivo do mesmo era sabermos as concepções espontâneas sobre o tema básico de astronomia e assim recolher suas respostas. Em seguida fazemos observações no pátio da escola sobre os os pontos de referência para marcar os lados em que o Sol nasce e se põe e,

também, a posição das estrelas que eles escolheram. Com o auxílio de mapas astrais cedidos pelo 2 Mast, ajudamos a localizar constelações e estrelas.

A noção de que as estrelas são astros com luz própria é colocada para introduzir o Sol como a estrela mais próxima de nós, que aquece e ilumina a Terra. Por isso é importante que os alunos entendam que nem todos os pontos brilhantes no céu são realmente estrelas (que têm luz própria).

Nesse ponto orientamos os alunos a nunca observar o Sol diretamente a olho nu, muito menos usando qualquer instrumento óptico. Essa observação do Sol só poderá ser feita com auxílio de um dos orientadores que saiba escolher o filtro adequado para cada ocasiãião.

Alguns alunos têm dificuldades para relacionar os vários modos de representações, figuras e dados no livro com o que ocorre no espaço. Para que nosso trabalho não ficasse só na teoria, montamos uma oficina interagindo-os e demonstrando assim como o Sol ilumina a Terra e como acontecem os eclipses lunar e solar.

Nas atividades desenvolvidas oficinas científicas, os alunos observam, operam e criam objetos a partir de materiais simples (na maioria das vezes utilizando papel, isopor, barbante, cola, tesour a sem ponta e lápis) que ajudam a entender alguns fenômenos astronômicos que nem sempre são percebidos no dia-a-dia. Seus experimentos podem ser levados para casa.

Depois do término das palestras e interações nas oficinas, demonstramos aos alunos como observar as constelações através de um simulador virtual e em seguida introduzimo -lo ao planetário móvel propriedade da * UEMS, adquirido pelo projeto o projeto Contemplando o Céu de Mato Grosso do Sul: Uma Proposta de Popularização de Astronomia Itinerante. Com esse planetário os instrutores conduziram 30 alunos para cada sessão apresentando uma simulação do céu livre de poluição e da iluminação causada pelas cidades e proporcionando momentos de aprendizagens e motivação a esses alunos, como representa a fig.1.

Figura 1: apresenta alunos dentro do planetário móvel na escola Celso Müller do Amaral.

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Na finalização do nosso trabalho levamos esses alunos a um local apropriado para a observação astronômica o telescópio. Terminada as apresentações, discutimos os conceitos sobre o domínio dos alunos sobre: estrelas, planetas, satélites, eclipses etc. E entregamos os mesmos questionários usados por eles, para ser refeitos.

## Discussão e Conclusões

Os alunos estranharam o fato de o Sol ser uma estrela, já que seu aspecto é bem diferente das estrelas que eles estão acostumados a ver no céu durante a noite.

Outro fenômeno que causou estranheza é o fato de as estrelas continuarem brilhando mesmo de dia e a sua luz só não ser vista por ser ofuscada pela luz do Sol.

Os dados sobre os planetas que, evidentemente exigem memorização, serviram para lembrar aos alunos as imensas dimensões envolvidas no estudo do espaço. E ajudou aos alunos a identificarem os planetas mais quentes como: Mercúrio e a situação de forte efeitito estufa como Vênus.

Os alunos compreenderam a sucessão dos dias e das noites pelo movimento de rotação da Terra em torno de si mesma. As estações do ano são explicadas pela inclinação do eixo da Terra em relação à sua órbita em torno do Sol cujo tema é encontrado erroneamente em alguns livros de ciência básica assim como citado no

artigo de ØL ØLanghi; Nardi 2007. E que os eclipses ocorrem quando a Lua, o Sol e a Terra se encontram sobre a mesma reta e a Lua passa entre o Sol e a Terra (eclipse Solar) ou quando a Terra fica exatamente entre o Sol e a Lua (eclipse Lunar).

Os resultados obtidos com o questionário demonstraram interesse dos alunos sobre a Astronomia.

## Referências Bibliográficas

MAST, Museu de Astronomia e Ciências AFINS, projeto para a Popula rização de Ciência na América Latina e Caribe. Rio de Janeiro, RJ, 2004.

MORETZSOHN, R. S. T.; NOBRE, E.F.; DIEB, V. Introdução ao ensino da física: uma abordagem fenomenológica ou matemática? In: XV SNEF, 2003, Curitiba.

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas, 1935 -M891m Manual do astrônomo: uma introdução à astronomia observacional e à construção de telescópio/Ronaldo Rogério de FREITAS Mourão. -6. Ed. - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2004.

## Anexos

## Questionário desenvolvido com alunos de 9 9 à 16anos

Marque cada uma das frases com (V) v verdadeiro ou (F) f falso .

- 1. Estrelas são astros que produzem luz própria ( ).
- 2. O Sol é uma estrela, que está mais perto de nós do que as outras estrelas ( ).
- 3. Não se deve observar o Sol diretamente porque a radiação o solar pode causar danos irreparáveis aos nossos olhos ( ).
- 4. Planetas são astros que giram ao redor da Terra ( ).
- 5. O planeta maior é Saturno e o menor é Plutão ( ).
- 6. Como a Terra é arredondada, o Sol só ilumina a metade da Terra voltada para ele ( ).
- 7. Satélites naturais são astros que giram em torno dos planetas ( ).
- 8. Na ordem de distância média, a partir do Sol, temos: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão ( ).
- 9. Ocorre Lua cheia quando a face iluminada da Lua está voltada para o o Sol ( ).
- 10. O eclipse solar acontece quando na fase da Lua Nova ela fica alinhada entre
- a Terra e o Sol. Neste caso a Lua faz sombra sobre a superfície da Terra ( ).
- 11. Com o braço direito indicando o lado em que o Sol nasce (o Leste), tem-m-se à frente o lado Sul, à esquerda o Oeste e nas costas o Norte ( ).
- 12. Galáxias são grandes conjuntos de estrelas. O Sol se encontra na Galáxia chamada Via Láctea ( ).
- 13. O eclipse lunar acontece quando a Terra se alinha com o Sol e a Lua fica entre eles. Nesse caso é a Terra que faz sombra sobre a Lua ( ).

Figura 2: apresentam público diversificado no Shopping Avenida Center em Dourados após a passagem pelo planetário, responderam o questionário.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.