O TEATRO CIENTÍFICO NO BRASIL E O ENSINO DE FÍSICA
Denis Nunes Batista, Eutícia Maria Lucena Ribeiro, Antonildo Pereira, Altamir Souto, Rodrigo Rodrigues.
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2009
- Data
- 29/01/2009
- Linha de pesquisa
- Arte, Cultura E Educação Científica
- Tipo
- Pôster
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## O TEATRO CIENTÍFICO NO BRASIL E O ENSINO DE FÍSICA
## 1. INTRODUÇÃO
Todos os que se questionam sobre as sociedades atuais e a sua evolução facilmente reconhecem a necessidade da aquisição de um mínimo de cultura científica por cada um dos indivíduos, no sentido de os ajudar a dominar o curso dos acontecimentos, a melhorar a qualidade de vida e a propor um futuro mais viável e sustentável. Este tipo de cultura deve, portanto, ser encarado como algo muito importante e fundamental em cada sociedade. Ainda assim, a expressão "cultura científica" é muitas vezes utilizada na negativa, para afirmar que muitos cidadãos não a possuem.
Embora se comece a verificar alguma mudança, é considerado grave, ou tido como "falta de cultura" o desconhecimento de certos fatos históricos, como quem descobriu o Brasil, ou quem escreveu Os Maias, mas não se coloca no mesmo patamar, na mesma "falta de cultura", o desconhecimento de quem descobriu as formulas físicas. Coloca -s -se, então, uma questão: será que a cultura científica é débil porque a escola não fornece as bases que e permitam o seu desenvolvimento? (Arsenault, s/d) .
No caso da Física, ao longo de muitos anos, na maioria dos casos, esta disciplina foi ensinada de forma dogmática, carregada de regras, fórmulas e informações para decorar e aplicar. É freqüente ouvir -se dizer que a Física é uma disciplina difícil, o ensino da mesma tem de levar isso em consideração. Os professores de Física deparam-s-se diariamente com alunos desmotivados, que encaram esta disciplina como uma ciênc ia teórica, praticamente inacessível, pouco ligada ao quotidiano; algo muito sério, que só interessa aos "cientistas" e onde o prazer de saber, a alegria de conhecer e o humor não têm lugar.
"É insanidade fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultltados diferentes..." (A(Albert Einstein 1879-1955)
É possível impulsionar o interesse pela ciência e, em particular, pela Química, nos estudantes e no público em geral, se optar por divulgar os conteúdos científicos de uma forma mais interessante e atrativava. O Teatro tem todas as potencialidades para ser encarado como um veículo transmissor de conceitos científicos, através do qual a aprendizagem é feita de uma forma simples, lúdica e agradável. Para , além disso, o teatro, se levado a cabo nas escolas, poss ibilita o desenvolvimento pessoal, permite ampliar o espírito crítico e o exercício da cidadania (Montenegro et . al., 2005).
Por tudo isto, pode dizer-r-se que o Teatro Científico pode contribuir em muito para o desenvolvimento da cultura científica. Mas, apapesar destas peças utilizarem uma linguagem informal, é importante e fundamental que mantenham o rigor e a exatidão das informações.
Esta é a questão da investigação que se pretende verificar através do presente estudo, que teve como base uma investigação quantitativa e partiu do pressuposto de que uma grande parte dos alunos do ensino o básico e secundário não está motivada para o estudo da Física.
Não se tenciona fazer um estudo exaustivo nem tão pouco tirar conclusões generalizáveis a toda a população - - alunos do ensino Fundamental e Médio -, pois não se procedeu a qualquer aleatorização dos sujeitos constituintes da amostra, ficando estes automaticamente selecionados pelo fato de terem assistido à peça. Irá tentar dar -se resposta a algumas questões que possam constituir pontos de partida para eventuais trabalhos futuros, mais alargados e minuciosos.
A principal aspiração deste estudo é conhecer a opinião dos alunos sobre aspectos do seu processo de ensino/aprendizagem, após terem assistido a uma peça de Teatro Científico; nomeadamente saber se o fato de assistirem a uma peça de teatro de caráter r científico, os motiva, ou não, para a área disciplinar em causa e se manifestam interesse em que se faça algo do gênero nas escolas que freqüentam .
A bibliografia sobre esta temática é muito escassa pelo que, para a realização deste estudo, foi muito importante a contribuição de várias companhias de teatro, com as quais se estabeleceu um contacto pessoal, telefônico o ou via e-e-mail. Estas companhias forneceram diversas informações e mostraram-s-se sempre disponíveis no esclarecimento de dúvidas, manifestando inclusivamente interesse pelos resultados revelados por este estudo. Em especial a Companhia Arte e Ciências no Palco a pioneira no assunto.
Este trabalho está organizado da seguinte forma: No Capítulo 2 discute-s-se a importância e a utilização do Teatro ao serviço da Ciência e referem-s-se alguns exemplos do que já foi feito no Brasil neste campo. Dá-s-se particular destaque ao Arte e Ciência no Palco, por ser a companhia de teatro nacional que mais se tem dedicado a este gênero teatral. Este capítulo termina com uma abordagem da Física, enquanto fonte de inspiração para o Teatro. O Capítulo 3 é dedicado à Companhia de Teatro Arte e Ciência no Palco. Iniciado com a apresentação da sinopse de duas peças, um breve histórico o da companhia de teatro responsável pela produção - - Arte e Ciência no Palco. No Capítulo 4 define-se o objetivo da investigação e descreve-s-se a metodologia utilizada. No Capítulo 5 faz-se a análise e discussão dos resultados obtidos . No Capítulo 6 apresentam-se as conclusões consideradas mais importantes, relevantes ou pertinentes, faz -s-se uma reflexão crítica do trabalho desenvolvido e apontam-se propostas para o futuro.
## 2. ALGUMAS GEGENERALIDADES SOBRE T EATRO CIENTÍFÍFICO
## 2.1 O teatro como meio de divulgação das ciências
O ser humano nunca viveu sem utilizar a arte como foforma de expressão, uma indicação de que a linguagem da arte é a própria linguagem da humanidade. Por isso, e para isso, ela precisa ser mais bem compreendida e valorizada na educação, em todos os níveis de ensino, desde o ensino fundamental até o ensino de e pósgraduação, para a formação de docentes e cientistas com cunho holístico. A arte
pode se combinar com a ciência como parte de uma estratégia pedagógica explicita para a educação cientifica da população.
Arte e ciências são frequentemente consideradas áreas diametralmente opostas. A arte é tida como entretenimento e vista como uma forma de criatividade baseada em idioss incrasias pessoais, não sendo de sua competência dar explicações ou desfazer equívocos. A ciência, em contrapartida, é tida como uma área de racionalização pura e metódica, que explica observações e valida teorias com base em fatos. Esta imagem estereotipada provoca uma forte separação entre estas duas atividades. Não obstante, são vários os casos que, ao longo da história, ignoraram/ultrapassaram esta separação, como Voltaire, Leibniz, Benjamim Franklin, Goethe, entre outros . (Frazzeto, 2002).
- O escultor, pintor, engenheiro e cientista Leonardo da Vinci afirmava que ciência e arte se complementam, constituindo a atividade intelectual (Vogot, 2003). Já existe no Brasil, a semelhança do que se passa no resto do mundo, algumas companhias de Teatro que faz com que a ciência e arte interajam como exposições, feiras e workshops. Um campo onde também e possível esta relação é o Teatro. Já foram levavadas à cena peças teatrais relacionadas com diversas matérias cientificas. Estas peças teatrais, que abordam conteúdos científicos, são comumente categorizadas como Teatro Científífico.
A expressão "Teatro Científífico" é relativamente recente e a sua utilização imediatamente levantou questões e provocou acalorados debates. Definir Teatro Científífico não é uma tarefa fácil: a relação entre ciências e teatro envolve tantas nuances que não há uma expressão precisa que o defina e qualquer definição pode afigurar-se ambígua . (Magni, 2002).
Também para Antoine (1994), as ciências apresentam um vasto leque de personalidades susceptíveis de serem transformados em personagens, como Arquimedes, Einstein, Newton e Marie Curie. Este autor afirma que a historia das ciências esta cheia de peripécias e intrigas, dignas de serem representadas. Mas, para além das estórias da historia das ciências, considera que também existem inúmeras experiências cientificas que podem ter um efeito espetacular em palco.
- O Teatro Científico pode afigurar-se sob diferentes perspectivas. Na maioria das vezes ocorre em centros ou museus de ciência, ou nas escolas. Neste contexto, há a preocupação de abordar os temas numa vertente pedagógica; pretendem transmitir conhecimentos para um público-alvo, normalmente constituído por estudantes. Os textos transmitem conceitos científicos, ás vezes monótonos e complicados, de forma simples, lúdica e agradável, com o objetivo de torná-los mais acessíveis, remetendo posteriormente a discussão para a sala de aula.
Mas este gênero teatral já começa a "sair para as ruas"; há algumas peças de índole cientifica levada à cena em salas de espetáculos tradicionais. Diversos conteúdos científicos foram já abordados em peças de autores mundialmente conhecidos, como Bertolt Brecht. Naturalmente que, nestes casos, a principal preocupação não é instruir, mas antes informar, divulgar assuntos, eventualmente polêmicos ou controversos, que suscitem o debate e o interesse do publico em geral, proporcionando o enriquecimento da cultura cientifica de uma forma lúdica e descontraída, mas sem pôr em causa o rigor e a exatidão dos conteúdos abordados . (Barbacci 2004).
Através do teatro e possível atrair o publico para assuntos científicos - - com as inerentes duvidas provocações e reflexões -, cada vez mais presentes nas preocupações de todos enquanto indivíduos . (Barata, 2006).
Assim, o Teatro Científífico deve ser encarado como uma possibilidade de ampliar e cativar o grande público, para além de constituir uma ferramenta de ensino.
Para Celva e Bougard (2006), a linguagem teatral pode desempenhar um papel poderoso no processo de ensino/aprendizagem. O teatro permite que os jovens encontrem o seu lugar num projeto, que se sintam compreendidos e reconhecidos, independentemente do seu percurso o escolar. Mas tem também outra faceta: ensinaos a viver e a trabalhar em conjunto com o seu semelhante, a respeitar os outros, a respeitar os seus compromissos, a cumprir regras e a ter disciplina (horário/f/fidelidade ao texto). Ajuda-os a tomar consciência ia de que o seu sucesso é importante para o sucesso do projeto e de que este sucesso só e possível com perseverança, com esforço e com a colaboração de todos.
A utilização do teatro como instrumento de ensino é também aconselhada por Diniz (1995) que alega que "o Teatro e a Educação têm, necessariamente uma interrelação fundamental e criativa para o desenvolvimento do ser humano" e que, pela sua implementação, "realidade e fantasia não entram em conflito; pelo contrario, ambas são funções dentro de uma esfe ra vasta".
Teatro e ciência apresentam várias semelhanças: a necessidade de inspiração, criatividade e trabalho intensivo; a teimosia em experimentar e ser curioso; a convicção de que se pesquisa ou cria algo novo (Rodgers, 2002).
É pertinente salientar que teatro e teoria têm a mesma origem etimológica; as duas palavras derivam do grego thea, que significa "um ponto de vista".
## 2.2 TeTeatro CiCientífico no o Brasil: alguns exemplos
Em vários paises, como Portugal, Inglaterra, Suécia, Holanda, o Teatro Científico começa a conquistar o seu próprio espaço, fruto da existência de companhias de teatro que se dedicam exclusivamente a este gênero teatral. O grande público mostra-se cada vez mais interessado e alargado, o que justifica, nesses paises, a existência de uma serie de eventos organizados sob esta temática, como mostras, festivais e workshops.
No Brasil, ainda são poucas as peças de índole cientifica levadas à cena e as que existem destinam-s-se, na sua maioria, a crianças e jovens em idade escolar. Mas já se começa a notar algum interesse, por parte de algumas companhias de teatro, pela representação de peças deste gênero.
No sentido de se fazer um levantamento do que já foi feito no Brasil, no âmbito do Teatro Cientifico, foram contatadas, via telefone ou e-mail, mais de 50 companhias de teatro nacionais, profissionais e amadoras. Constatou-se que a esmagadora maioria não produziu qualquer peça com conteúdos científicos, nem tão pouco pondera faze-lo, apesar de achar a idéia interessante. Não obstante, surgem já alguns casos, como são exemplos de companhias a seguir referidas : Núcleo de Artes Cênicas; Grupo de Teatro estação Ciência; A Seara da Ciências e Arte e Ciência no Palco .
## NÚCLEO DE ARTES CÊNICICAS
No Brasil, como em todo o mundo, vários centros de ciências foram criados e tantos outros estão por ser inaugurados com o objetivo de tornar o conhecimento científico mais acessível e prático. O interesse pela divulgação e ensino da ciência de maneira informal implica a produção de meios e recursos adequados.
- O teatro, por seu potencial comunicativo, configura-se como uma ferramenta
- fundamental ao aprendizado e à difusão científica.
Pensando assim, a Estação Ciência criou o seu Núcleo de Artes Cênicas e o Grupo de Teatro, unindo cientistas e técnicos da Estaç ão Ciência e artistas da Cooperativa Paulista de Teatro, indo ao encontro de questões que permeiam outros centros de ciências: a busca por mecanismos informais que propiciem ao público a obtenção do conhecimento de maneira espontânea e divertida.
- O Núcleo o de Artes Cênicas da Estação Ciência tem como meta pesquisar e utilizar a interrrelação arte e ciência, por meio de atividades como palestras, cursos, apresentação de espetáculos de dança, teatro, circo e música; a montagem de espetáculos teatrais é realizada pelo Grupo de Teatro Estação Ciência da Cooperativa Paulista de Teatro.
## O GRUPO DE TEATRO ESTAÇÃO CIÊNCIA
- O Grupo de Teatro Estação Ciência foi criado para a divulgação científica, tendo como pesquisa de linguagem e conteúdo a interface ciência e artrte. Surgiu da parceria entre a Estação Ciência - Centro de Difusão Científica, Tecnológica e Cultural da USP e a Cooperativa Paulista de Teatro, reunindo artistas, técnicos e cientistas. O primeiro espetáculo montado pelo Grupo foiA Estrela da manhã, texto to inédito de Calixto de Inhamuns, que estreou em maio de 2000; O segundo espetáculo foi à peça CONEXÕES CÓSMICAS, de Wilton Amorin, que estreou em junho e ficou em cartaz até outubro de 2003.
- O mais recente projeto do Núcleo de Artes Cênicas é o espetáculo TECNOPATHOS, que une ciência, dança e tecnologia.
- O Grupo de Teatro se destaca por sua pesquisa e experiências sobre a interface ciência e arte.
Seus objetivos conjugam preocupação estética, aplicabilidade de conteúdos científicos e verificação de apreensão e aceitação do público, a saber:
- · pesquisa sobre a utilização do teatro como veículo para divulgação científica;
- · pesquisa da linguagem cênica (teatro) na transmissão de informações científicas;
- · incentiva e divulga o conhecimento humano por meio da criação e produção teatral;
- · monta espetáculos teatrais que transmitem conceitos, fatos e fenômenos científicos de forma acessível para todas as faixas etárias, favorecendo assim, a popularização da ciência;
·executa pesquisa sobre a recepção, com aplicaçação de questionário (perguntas fechadas), durante o período de apresentação dos espetáculos, buscando traçar o perfil do espectador e o resultado de sua relação com o espetáculo.
## SEARA DA CIÊNCIA
Na Universidade Federal do Ceará, a reflexão sobre a educação em ciências e a demanda da sociedade por um museu de ciências interativo e dinâmico, capaz de integrar ciência, arte e cultura tomou forma em 2000, com a criação da SEARA DA CIÊNCIA, órgão de extensão da UFC, cujo principal objetivo é a divulgação cientifica.
Utilizando -se de um espaço inovador, a SEARA DA CIÊNCIA tenta explorar as relações entre ciências e as artes para que estas duas culturas possam conferir uma á outra, conteúdos, metodologias e linguagens que convirjam na construção de um processo pedagógico mais amplo. Assim, a SEARA DA CIÊNCIA desenvolveu projetos nos qual a linguagem teatral, como poderosa aliada no processo ensinoaprendizagem, é utilizada como meio de cativar estética, conceitual e prioritariamente alunos da rede publica de ensino médio. O teatro, por sua forma de "fazer coletivo", possibilita o desenvolvimento pessoal não apenas no campo da educação não-formal, mas permiti ampliar, entre outras coisas, o senso critico e o exercício da cidadania. O propósito e também de desmistificar pré-conceitos, grifo nosso, dos conteúdos científicos adquiridos pelos alunos no decorrer de suas vidas escolares.
Os textos são elaborados com o objetivo de transmitir conceitos científicos de forma simples, lúdica e agradável, tendo como perspectiva tornar os conteúdos, às vezes áridos, em bem humorados diálogos, abrindo os de bates em sala de aula.
## 2.3 FíFísica: fonte de inspiração para o teatro?
Muitos e variados esforços estão a ser feito no sentido de aumentar a informação e o interesse do publico pela ciência, visando uma maior aproximação entre estes dois universos. No entanto, a Física é uma área em que se verifica uma grande resistência a esta mudança. Isto tem repercussões a nível do ensino, onde se constata que a maioria dos alunos encara a priori a disciplina de física como um "bicho de sete cabeças", só acessível a um numero muito restrito de estudantes.
A Física, os físicos continuam normalmente a ser vistos pelos estudantes como os loucos. Raramente se ouve falar nos aspectos positivos. Uma grande parte dos estudantes ainda não aprendeu que a Física está presente em tudo, e busca basicamente, compreender os fenômenos físicos e as leis que os regem.
As aplicações práticas dos avanços teóricos e experimentais da física permitiram a marcante contribuição dessa ciência para o desenvolvimento de outras áreas do conhecimento, como astronomia, a meteorologia, a geologia, a medicina, a biologia e a agricultura.
Além disso, influenciou setores diversos, como o das telecomunicações e dos transportes.
Telescópios, microscópios, aparelhos de raios X e de ultra-sonografia, eletrodomésticos, lâmpadas elétricas, telefones, computadores e automóveis são alguns exemplos da imensa lista de instrumentos e maquinas importantes no mundo contemporâneo, consnstruídos graças ao desenvolvimento cientifico e tecnológico em que a física teve participação decisiva. E como ela e importante em nosso dia-a-dia.
O Teatro, sendo um instrumento de comunicação por excelência, pode ter um papel muito importante na mudança da opinião publica. A Física abrange um variado leque de assuntos possíveis de serem representados de uma maneira interessante e agradável. As descobertas, as aplicações da física no quotidiano, as biografias dos físicos mais conceituados, são apenas alguns exemplos do vasto manancial de temas susceptíveis de serem dramatizados.
Só o simples fato de serem executadas, durante o decurso de uma peça teatral, alguns físicos, mais ou menos espetaculares, de uma forma divertida e que sejam representativas de fenômenos com os quais se convive diariamente, pode alterar a idéia que as pessoas têm desta área da ciência.
Surge ainda a questão da aproximação humanista entre os dois mundos. Os físicos passam a ser humanos aos olhos de que assiste, deixando de ser figuras quase imagináveis, que só têm vida dentro dos seus laboratórios.
A física é uma área muito atrativa enquanto fonte de temas para projetos teatrais a desenvolver nas escolas. Ao produzir estas peças, os estudantes não só aprendem conceitos de Física e retêm a informação melhor do que com os métodos de ensino tradicionais, como a audiência que assiste aprende as noções básicas de Física com prazer e descontração.
Não se pretende, obviamente, defender que toda a Física deva ser abordada exclusivamente desta forma, substituindo os métodos mais tradicionais. Sala de aula e palco complementa-s-se e os alunos estarão, com certeza, mais receptivo ás aulas ditas normais, se a disciplina deixar de ser vista com desconfiança e desalento.
## 3. ARTE E CIÊNCIAS NO PALCO: COMPANHIA PIONEIRA DO TEATRO CIENTÍFICO DO PAÍS .
Companhia de Teatro Arte e Ciência no Palco
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Em 1995, o cientista Albert Einstein era apenas um gênio com a língua de fora para o ator Carlos Palma que, naquele ano, assistiu a uma montagem chilena da peça Einstein, monólogo escrito pelo canadense Gabriel Emanuel (pseudônimo
de Gordon Wiseman). 'Eu mal sabia que, três anos depois, estaria estreando a montagem brasileira do texto', comenta Palma que, com Einstein, deu início ao projeto Arte Ciência no Palco.
O projeto que pretende derrubar o tabu de que ciência é árida comemora hoje dez anos com a reestréia de Einstein, em um novo espaço cênico da cidade: o Auditório da PUC Consolação, que há mais de 30 anos estava limitado às atividades internas. Graças ao empenho do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da faculdade, do qual o grupo Arte Ciência no Palco é residente, o espaço agora está liberado para espetáculos.
E a festa pelos dez anos terá um convidado especial: o dramaturgo Gabriel Emanuel acompanha hoje a reestréia de Einstein. 'Hoje, mais que antes, a ciência é a protagonista principal do teatro do mundo', comenta Palma. 'Os avanços tecnológicos, a crença cega no progresso, à mecanização, o prolongamento da vida, tudo isso passa pelos conflitos, dilemas e decisões do cientista, que o homem comum não ignora mais. '
Segundo ele, a preocupação do grupo não é ensinar, mas provocar o interesse do público pelo conhecimento científico. 'Para isso, usamos metáforas, jogo teatral e a vida que está por trás do frio e lógico mundo da ciência ' .
## 4. INVESTIGAÇÃO
## 4.1 Objetivo
O objetivo desta investigação é a verificação da influência do Teatro Científico no Brasil, e mostrar que não e só uma apresentação de uma peça de teatro qualquer e sim uma metodologia de ensino inovadora que vai alem do tradicional quadro e giz. E mostrar que a Física vai alem de formulas matemáticas e a melhor forma de mostrar isso e utilizar a parceria do teatro e da física que esta dando certo.
## 4.2. Metodologia
A metodologia utilizada para a pesquisa foi à internet sites de buscas e informações através de contatos via e-e-mail e telefônicos. Bastantes informações através de telefone com a Companhia de Teatro arte e Ciência no Palco que mostrou muito interessada pela pesquisa.
## 5. R RESULTADOS OBTIDOS
Os resultados da pesquisa feita através de sites na iternet e emails e telefones foram bastante satisfatórios, pois tivemos a conclusão que as peças que tem um caráter científico têm chamado atenção de alunos para uma nova visão da disciplina e para os professores uma metodologia inovadora que esta causando novos resultados no alunado quando se refere à à disciplina física.
E mais interessante da pesquisa e que não precisamos nos preocupar pois todo os texto que e interpretado no teatro antes e analisado por um conhecedor da área ou seja um professor de física para que não seja acrescentado nem retirado nada do conteúdo a ser passado através da peça.
## 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embora, o o desenvolvimento dessas atividades pode contribui para o ensino das ciências, o quadro geral das companhias de teatro científico no Brasil é limitado e que nos leva a afirmar que uma pequena parcela da população brasileira tem acesso a esse tipo de divulgação científica. Este fato pode ser estendido aos conteúdos de Física.
Este estudo, enquanto investigação experimental teve um intuito de fazer uma análise de como esta sendo a divulgação do teatro cientifico no Brasil e vimos que as companhias de teatro cientifico no Brasil apesar de ser não tão divulgadas mas as vimos no decorrer da pesquisa que entre elas existe uma só preocupação de passar o conteúdo com a maior exatidão possível e que os alunos vejam de forma diferente a disciplina física.
## 7 . R REFERÊNÊNCIAS
Ficha técnica - Einstein. Disponível em: http://www.arteciencianopalco.com.br/einstein.html. Acessado em 12 de Março de 2008.
ISSACSON, Walter Einstein: sua vida, seu universo / Walter Issacson; tradução Celson Nogueira.[et.al.]. - - São Paulo: Companhia de Letras 2007.
MONTENEGRO, Betânia. O papel do teatro na divulgação científica: A experiência da Seara da Ciência. Disponível em:
http://lapeffs.googlepages.com/F758\_p\_31a32\_Opapeldoteatronadivulga.pdf. Acessado em: 08 de Março de 2008.
- O projeto pioneiro do Brasil. Disponível em: http://www.arteciencianopalco.com.br/mais.html. Acessado em 08 de Março de 2008.
SPALMA, C.: Arte e ciência no palco. (Entrevista concedida a Luisa MaMassarani e Carla Almeida). História, Ciências, Saúde - - Manguinhos, v. 13 (suplemento), p. 23346, outubro 2006.
VENTUROLI, Thereza. Einstein: 100 anos das teorias que mudaram nosso modo de ver o universo. Revista Veja, São Paulo, Edição 1915, 27 de julho de 2005.
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