Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

Ciência e Arte: Razão e Sensibilidade

Gabriella Angelin Teixeira, Anderson Lupo Nunes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
29/01/2009
Linha de pesquisa
Arte, Cultura E Educação Científica
Tipo
Pôster

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2009

Texto completo

## CIÊNCIA E ARTE:RAZÃO E SENSIBILIDADE

Anderson Lupo Nunes a [p[professorlupo@gmail.com] Gabrielllla la Angelin Teixeira b [gabriella.angelin@gmail.com]

a CEFET -Química (Unidade Duque de Caxias, RJ)J) b UFRJ

RESESUMO - A Ciência é o meio do ser humano compreender e exercrcer um domínio sobre si mesmo e sobre a Natureza. A arte é a mais completa forma de expressão do ser humano. Isto posto, pode-se verificar que arte e ciência sempre andaram juntas com o objetivo de ampliar a dimensão e a expressão do ser humano. A expressão máxima do sentir em conjunção com a expressão máxima do saber. É traçado um breve panorama da arte em contrapartida com ao desenvolvimento da ciência. O símbolo deste casamento alquímico é próprio de e Leonardo da Vinci. Cientista e artista. Razão e sensibilidade em um único ser humano, ou será um ser divino com aparência humana? E ambas, razão e sensibilidade, são elevadas através de Leonardo Da Vinci em sua potência máxima, de modo que não é temerário afirmar que sua obra, no sentido mais amplo e irrestrito, é inigualável. Também é possível associar importantes desenvolvimentos científicos e tecnológicos com a arte em suas diferentes épocas e estilos. Algumas das mais memoráveis obras de arte são olhadas sobre um novo aspecto, onde a vida ressurge em tela e cinzel como aspectos representativos e ao mesmo tempo causas. Onde não se sabe distinguir mais o criador da criatura. Onde não se sabe mais do que seja o cachimbo ou do que seja a representação artística do cachimbo. Assim conclui -se que as diversas formas de saber estão interligadas e que apenas didaticamente se pode distinguir arte e ciência, pois quem poderá negar a arte em construir um experimento de Física e a Ciência em se pintar uma tela?

## 1.ININTRODUÇÃO

A Ciência e a Arte têm a sua origem nos primórórdios da civilização, embora não se possa definir com clareza quando e como surgiram. A Ciência pode ser considerada quando se desenvolveram os primeiros rudimentos de numeração, pela necessidade prática de contagem. Também já se começa a vislumbrar uma ciêiência no desenvolvimento de artefatos rudimentares: a invenção da roda, a descoberta e o domínio do uso do fogo, a construção de ferramentas, o surgimento da metalurgia, etc. São indícios que podem marcar na época da pré-é-história o surgimento de algo que hohoje se costuma chamar de ciência 1 .

A arte por sua vez também tem sua origem nas épocas pré-é-históricas, onde o homem das cavernas pintava na pedra as representações, digamos, artísticas de seu cotidiano2 2 . Poderíamos dizer que surgiram juntas ou melhor, na memesma época.

O desenvolvimento artístico e científico ocorreu de maneira inequívoca na época do antigo Egito. As margens do Nilo, Arte e Ciência floresciam em um povo capaz de realizar grandes feitos, como, por exemplo, as pirâmides e os grandes templos. MáMárcio Rogério da Costa em sua pesquisa sobre o Egito antigo revela que eles usavam cobre martelado para fazer contas de adorno, realizavam peças em cerâmica. As esculturas eram bastante comuns e muitas peças desta época encontram -se espalhadas em museus de todo o mundo. Eles também pintavam em tecido e nas paredes.

O que mais impressiona no povo egípcio é a tecnologia utilizada para a construção das pirâmides. A grandiosidade e o detalhe na execução denotam um grande conhecimento científico. A Grande Pirâmimide de Quéops em Gizé possui 230 m de base e 146 m de altura. Estima-a-se que foram necessários 285 blocos de pedra de 2,5 toneladas por dia durante os 23 anos que duraram a sua construção. Até hoje, muitas teorias têm sido propostas para explicar a construç ão da estrutura, mas ainda tanto a moderna engenharia e arqueologia não possuem respostas definitivas.

Não poderíamos deixar de citar a importância fundamental do povo grego no desenvolvimento das artes e das Ciências. É unânime a afirmação de que os gregos os foram o berço da civilização ocidental. A Grécia antiga é fundamentada pela arte e ciência.

A Arte grega ela é rica em sabedoria,o artista contempla a natureza e valoriza o equilibro e a perfeição. A Grécia Antiga marca uma época em que os homens buscam sabedoria e compreensão.

No período helenístico, a arte se revela de forma realista já não pintavam mais e nem faziam esculturas ligadas a religião. Foi nesse período também que surgiram Euclides e Arquimedes,estes tiveram grande importância para evolução da matemática e geometria.

Os templos eram construídos de forma simétrica, como sempre a busca da perfeição e equilíbrioio, com a grande aliada geometria.

Pitágoras também surgiu na Grécia,e elevou a matemática com seu teorema que define a relação entre a hipotenusa e os catetos de um triângulo retângulo,que provavelmente já era conhecida pelos egípcios partindo do principio que eles tinham conhecimento da geometria para a construção das pir âmides.

## 2. ARARTE E CIÊNCIA NA IDIDADE MÉDIA

Um artista quando desenha uma flor, ele tenta fazer o máximo possível para aproximar aquela a pintura da realidade, , já um cientista quando está envolvido em um projeto ele precisa trazer a realidade para um laboratório e então observar os efeitos da natureza. Na época da Idade Média havia um predomínio da arte sacra. Deus era o centro de tudo e o homem estava colocado em segundo plano.

Não havia naquela época ainda a noção de perspectiva, o que torna a pintura uma impressão mais realista. Era apenas uma representação simbólica das foformas e dos volumes. Pode -se dizer que isso era um reflexo da opressão que a Igreja exercia sobre a humanidadede, pelo menos a fase ocidental. Foi uma época em que a maioria não sabia ler por isso a igreja usava esculturas e pinturas como uma forma de comunicicação. As pinturas expressavam realismo e muitas cores,expressões características do Renascimento.

Boa parte do desenvolvimento científico desta época se deve aos árabes, como por exemplo a alquimia que representa um primórdio rudimentar da químicica moderna. A alquimia era a tentativa de transmutar metais pesados em ouro. Muitas das propriedades dos elementos químicos foram descobertas nesta época. Por ter sido um período marcado pela religião, a ciência não teve avanços,e o fato dos religiosos serem os únicos que possuíam a habilidade de ler e escrever, controlavam então todas as atividades artísticas e científicas. O povo só saberia o que a igreja quisesse que eles soubessem. Por isso o povo se torna ignorante e esse período é também chamado de "Idade das Trevas".

## 3 . O RENASCIMENTO

O Renascimento é um momento de transição, fundamental para a ciência moderna - embora esta só tenha se constituído a partir do mecanicismo newtoniano - e para as ciências humanas em particular, pois a partir dele uma nova humanidade e uma nova alteridade começam a ser descobertas, juntamente com uma nova cosmografia e uma nova cosmologia. O descobrimento da América pelo Ocidente e a formulação copernicana da relação entre a Terra e o Sol são os marcos fundamentais dessa transformação.

Desde meados do século XV a Cristandade ocidental se vê em crise. Constantinopla é tomada por Maomé II; os reis cristãos, politicamente divididos e o papado romano corrompido são impotentes para reagir. A grande peste e a Guerra dos Cem anos deixaram um rastro de destruição apocalíptico. Por outro lado, fracassada a reforma espiritual da Igreja no Concílio de Latrão, em 1517, irrompe a Reforma conduzida por Lutero e o protestantismo se difunde pela Europa. O próprio Concílio de Trento se arrasasta de 1545 até 1563. Nesse contexto, Roma se vê impotente para fazer face às inovações no pensamento - e o mundo europeu é assaltado por dúvidas.

Mais do que aqueles fatores, contudo, como sugere Minois (1990), foi o "bouleversem ent culturel" representado pelo humanismo que favoreceu a transformação cultural/cosmológica do mundo ocidental. "O humanismo triunfante e sua virtude enervante -no sentido etimológico - ganha as mais altas esferas do clero, inclusive os papas. As preocupações intelectuais se sobobrepõpõem às exigências espirituais e dogmáticas, o saber sobre o agir, as veleidades sobre as decisões. O imenso apetite de cultura inverte os limites impostos pela fé dos séculos precedentes. O espírito se abre a todos os domínios do conhecimento humano; os os exclusivos recuam. O mundo dos intelectuais começa a se instalar no terreno, com uma retomada de admiração pelas antigas obras pagãs, um desejo de usufruir os bens presentes e um otimismo sorridente para o futuro, que os engenheiros já povoam de máquinas fantásticas que tornarão a vida mais agradável. O Céu não é esquecido, por certo, mas, por enquanto, não há pressa" (Minois, 1990: 291).

Nesse ambiente, muitos pensadores se tornam audaciosos na crítica à visão de mundo tradicional e aos valores perpetuados pela teologia medieval, como o revelam o Elogio à Loucura e o Pantagruel. Contraditoriamente, Savonarola foi contemporâneo de Da Vinci, mas enquanto o primeiro foi queimado na fogueira, o segundo foi patrocinado pelo papado.

O pensamento aristotélico, tãtão importante na teologia medieval e na ciência tradicional, que só existia no interior do discurso teológico encompassante, já vinha sendo atacado desde o occamismo e o nominalismo do século XIV. Com Aristóteles, também a doutrina de Tomás de Aquino era posta em dúvida; de fato, o que se atacava era bem mais o aristotelismo escolástico.

É nesse ínterim que surge através do trabalho de Galileu Galilei o método científico e através da mecânica de Isaac Newton surge o pensamento mecanicista, que influenciam a a ciência até hoje, servindoolhe de alicerce.

## 4 . O GÊNIO ARTISTA E CIENTISTA: LEONARDO DA VINCI

A expressão máxima do sentir em conjunção com a expressão máxima do saber. É traçado um breve panorama da arte em contrapartida com ao desenvolvimento da ciênciaia. O símbolo deste casamento alquímico é próprio de Leonardo da Vinci. Cientista e artista. Razão e sensibilidade em um único ser humano, ou será um ser divino com aparência humana? E ambas, razão e

sensibilidade, são elevadas através de Leonardo Da Vinci em sua potência máxima, de modo que não é temerário afirmar que sua obra, no sentido mais amplo e irrestrito, é inigualável. Também é possível associar importantes desenvolvimentos científicos e tecnológicos com a arte em suas diferentes épocas e estilos.

É extremamente intrigante o interesse de Da Vinci pela anatomia e engenharia. Ele,como um homem observador, relacionava os dois, o corpo humano, uma verdadeira máquina. Suas observações pelo corpo despertavam a intuição de elaborar desenhos mecânicos,ou vice-versa.

Leonardo da Vinci nasceu no pequeno vilarejo de Vinci, nas proximidades de Florença, em 1452. Autor de Monalisa, um dos quadros mais famosos da história, Leonardo era filho ilegítimo de um tabelião. Ele não teve educação formal e sabia pouco ou nenhum latim, condição que o enchia de um certo ressentimento em relação aos colegas mais ilustrados.

Adulto, foi uma personalidade polêmica no seu modo de vestir e no comportamento chegou a ser denunciado por prática de sodomia, mas não foi condndenado. Supõe-se que ele tenha sido homossexual, mas sua intimidade permanece misteriosa.

Adolescente, foi aprendiz no ateliê de Verrocchio. Conta -se que certa vez, o mestre estava pintando um quadro sobre o batismo de Jesus Cristo e encarregou o o jovem Leonardo de completar a composição com a figura de um anjo. Seu aluno fez um anjo tão perfeito que Verrocchio desistiu de pintar.

Conta -se também que Leonardo tocava, para distrair seu modelo, música composta por ele em instrumentos inventados por ele, como um órgão a água e uma lira de , O certo é que a Monalisa del Giocondo se tornou o quadro mais célebre da pintura ocidental. Hoje está no Louvre, como principal atração turística, numa sala em que um Rafael e um Correggio passam despercebididos.

Em 1503, Francesco del Giocondo, um rico florentino, encomendou a Leonardo -e pagouulhe muito bem por isso - um retrato de sua mulher, Monalisa. Quatro anos depois o quadro não está É pronto. Aqui começa o grande debate: quem é a dama do quadr pq o? A mulher de Giocondo? É este o retrato de uma jovem de 26 anos? Ou é o retrato de Constança d'Avalos, Duquesa de Francavilla, "inclusive com o véu negro de viúva?" Há quem afirme - - e a sério - que o encantador sorriso é de um jovem, travestido.

O grande mote do trabalho de Leonardo, quer como artista, quer como inventor e cientista, foi a observação criteriosa da natureza. Seus cadernos são um imenso laboratório de pensamento. Nas notas, estudos e rascunhos dedicados à hidráulica, ao vôo dos pássasaros, ao movimento dos gatos, encontraase um acurado explorador da natureza.

Sua inteligência mecânica ainda hoje impressiona todos os que examinam seus desenhos de engrenagens. A comparação de imagens obtidas nos modernos aparelhos de tomografia computadorizada com seus desenhos sobre anatomia oferece uma espécie de revelação: Leonardo acertou com exatidão espantosa, por exemplo, detalhes sobre a posição do feto no interior do útero.

Embora tivesse uma assombrosa habilidade matemática, diziz -se que Leonardo não criou algo que se pudesse chamar de "teorema de Leonardo". Ou seja, apesar de ter desvendado princípios que até então eram desconhecidos, ele não os traduziu em linguagem matemática. É verdade. Essa viria a ser mais tarde uma obsessão o dos estudiosos.

Doente, da Vinci passa o mês de abril de 1519 na cama, cercado por três quadros: a Monalisa del Giocondo; Santana, a Virgem e o Menino e o São João Batista, que provavelmente pintou em Roma como sua última obra. Morre, no dia 2 de de maio de 1519, nos braços do rei Francisco I.

"Em 1514, após seus estudos de mecânica, aplicou-os à anatomia e descreveu o batimento do coração por observação das válvulas cardíacas."

Da Vinci criava esboços de helicópteros, embarcações, máquinas voadoras, turbina, pontes e etc.Além de passar horas dissecando cadáveres .

## Aonde ele queria chegar?

Ele usava métodos científicos,artísticos e fazia à sua arte completa e inteiramente verdadeira. Deixou verdadeiras obras -primas como a Monalisa e A Última Ceia.

## 5 . A ARARTE E A CIÊNCIA MODERNAS

A ciência e as artes sempre foram bastante entrelaçadas e com a física moderna não poderia haver uma relação diferente. Aspectos conceituais da física quântica aparecem na arte moderna como uma demonstração de que a arte tem em o poder de absorver um novo conhecimento, reprocessá-lo e gerar uma nova forma de expressão artística.

O movimento artístico do século XX que mais se auriu dos revolucionários conceitos da física quântica parece ter sido o Surrealismo. Ele surgiu em 1924 com o "Manifesto Surrealista" que foi escrito por André Breton e Philippe Soupault. Pode-se considerar o Surrealismo como uma aventura coletiva iniciada nos anos 20 e que abarcava diversos campos da arte: literatura, pintura, escultura, fotografia e cinema. A sua base estava na busca pelo inconsciente e pelo que fugisse ao racional. O racionalismo de Newton, espelhado pelo determinismo clássico de se supor que o universo obedecia a leis mecanicistas teve a perfeita oposição na física quântica que considerava que a matéria se comportava de acordo com uma física de possibilidades e que fugia completamente a experiência dos sentidos. No campo da arte , o Surrealismo cumpriu o mesmo papel da física quântica, rompendo com a experiência dos sentidos e apresentando uma nova forma de expressão artística ilimitada de possibilidades. Isso pode ser observado em algumas pinturas apresentadas a seguir.

A A pintura de Miró retrata uma grande quantidade de possibilidades. Se você foca em uma das possibilidades, as outras são excluídas. Já em m Magritte há uma referência bastante clara do conceito da física quântica de que a representação que se faça de um objeto, um cachimbo ou um elétron, é apenas uma representação. A pintura de um cachimbo não é o cachimbo e o resultado de um experimento que descreve o elétron não é o elétron.

A A pintura de Salvador Dalí retrata com bastante clareza a idéia de quantização da energia. A mulher formada por planetas passa a idéia do átomo como um microcosmo quantizado. Em outro trabalho Salvador Dalí retrata flores explosivas. Há um conceito de dualidade onde não é possível distinguir se são flores ou raios luminosos. Mais uma vez é passada a idéia da dualidade onda-a-partícula.

Diversas outras obras parecem ter inspiração na física quântica, onde os seus princípios são apresentados de forma simbólica, o que costuma caracterizar as expressões artísticas. Muitas outras obras, nos diversos campos da arte, têm uma influência mais ou menos direta da física quântica.

## 6 . A LITERATURA E A CIÊNCIAIA

A literatura é uma forma de reflexão, exige analise e observação. Porém ela não comprava as palavras em experimentos, mas ambas desenvolvem um ser reflexivo. Para ler e escrever exige concentração. A literatura é é uma forma de arte através da escrita,ou seja,a arte de escrever é a arte de reproduzir idéias de uma forma comunicativa e ampla. Para escrever o artista precisa observar a realidade para transmiti-i-la com clareza para o leitor.

"Um bom escritor é um bom historiador."

O que seria da historia e da ciência se essas não fossem relatadas?Provavelmente esse trabalho não seria possível. A literatura além de nos transformar ela funciona como uma ferramenta de auxilio para aqueles que buscam sabedoria.

Enfim podemos concluir que:

## "A Literatura, como toda Arte, é uma confissão de que a vida não basta."

## Fernando Pessoa

A ciência está ligada ao conhecimento, e a literatura é uma forma de reflexão sobre o mundo que exige o conhecimento.

## 7 . CONCLUSÕES

Segundo trabalho do grupo Teknê:

- "Nesse sentido, temos desenvolvido práticas que tentam buscar relações entre os desenvolvimentos da Arte e da Ciência como forma de melhor entender a segunda, em particular a física, a partir da compreensão do ambiente cultural em que as teorias científicas foram construídas".
- "A "A busca por r entender o universo cultural da produção das teorias científicas se reveste de dupla importância para nós. A primeira é que entender a ciência por UM viés histórico-f-filosófico dá significado e concretude às teorias estudadas".

"O "O segundo aspecto diz respeito ao que entendemos por ensinar melhor uma ciência. Estudar ciência deve passar por compreender o processo de construção histórico-f-filosófico de suas teorias " .

Algumas das mais memoráveis obras de arte são olhadas sobre um novo aspecto, onde a vidida ressurge em tela e cinzel como aspectos representativos e ao mesmo tempo causas. Onde não se sabe distinguir mais o criador da criatura. Onde não se sabe mais do que seja o cachimbo ou do que seja a representação artística do cachimbo. Assim conclui-i-se que as diversas formas de saber estão interligadas e que apenas didaticamente se pode distinguir arte e ciência, pois quem poderá negar a arte em construir um experimento de Física e a Ciência em se pintar uma tela?

"Existe uma linha que une arte à ciênciaia, essa linha chama-a-s-se reflexão."

## 8 . REFERÊNCIAS

- [1] N NUSSENVEIG, H. Moysés. Curso de Física Básica. Ed. Edgard Blücher ltda.1998.
- [2] THUILLIER, Pierre. De Arquimedes a Einstein: a face oculta da invenção científica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1994 .
- [3] Hawking, S. Uma Breve história do tempo. Ed. Gradiva, 1988.
- [4] Heisenberg, W. A Parte e o Todo. Ed. Contraponto. 1996.
- [5] ARGAN, Giulio Carlo - - Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
- [6] SHLAIN, Leonard - Art & Physics: parallel visio ns in space, time and light. New York: Morrow, 1991.
- [7] DA VINCI, Leonardo - - Dela Natura, Peso e Moto delle Acque - Il Codice de Leicester, Electa, Milano, 1995;
- [8] GUERRA, Andréia, BRAGA, Marco e REIS, José Cláudio. Breve História da Ciência Moderna vols ls 1, 2, 3 e 4. Rio de Janeiro, Editora Jorge Zahar. 2007.
- [9] GUERRA, Andréia, BRAGA, Marco e REIS, José Cláudio. Galileu e o Nascimento da Ciência Moderna. Rio de Janeiro, Editora Atual. 2002.
- [10] REIS, José Cláudio. Tese de Doutorado pela COPPE/UFRJ, Título: Diálogos interdisciplinares: relações entre física e pintura na virada do século XIX para o XX. X. Ano de Obtenção: 2002.
- [11] REIS, José Claudio ; GUERRA, Andreia ; BRAGA, Marco . Ciência e arte: relações improváveis? História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 13, p. 71-88, 2006.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.