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AS CIÊNCIAS NATURAIS NAS SÉRIES INICIAIS E O ENFOQUE CTS-A NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORAS DO MUNICÍPIO DE AREIA-PB

Eliângela Paulino Bento, Marcos Antônio Barros

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
26/01/2009
Linha de pesquisa
Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
Tipo
Pôster

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Texto completo

## AS CIÊNCIAS NATURAIS NAS SÉRIES INICIAIS E O ENFOQUE CTS -A NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORAS DO MUNICÍPIO DE AREIA -PB

## Eliângela Paulino Bento 1 , Marcos Antônio Barros 1

1 UEPB/Departamento de Física/eliangela@gmail.com 2

UEPB/Departamento de Física /marcos.fis@hotmail.com

Resumo: O presente trabalho refere-se a um estudo relacionado com a alfabetização científica para uma cidadania responsável e sustentável, através da temática CTS -A -A (Ciência/Tecnologia/Sociedade e Ambiente), inserido numa investigação mais ampla sobre a importância deste enfoque na formação de professores das séries iniciais do município de Areia-PB. Nesta perspectiva, sabendo que o professor deve ter a missão de formar cidadãos críticos e atuantes na sociedade e que sua ação em sala de aula deve ser permeada pela reflexão de sua prática, optamos inicialmente por investigar as concepções das 15 professoras participantes do processo, sobre diversos temas relacionados às Ciências Naturais. Nosso objetivo era a verificação das principais carências, tanto conceituais quanto didáticas, enfrentadas por elas em sua atuação docente. Estes dados iniciais, associados às entrevistas semii-e -estruturadas e gravações em áudio e vídeo das suas atividades em sala de aula, serviram de referenciais para que elaborássemos , sob a forma de um curso de curta duração, , atividades teóricas e experimentais mais próximas da realidade vivenciada pela sociedade local. Com o tema central "O "O uso da cana de açúcar como uma cultura de sustentabilidade " " pudemos trabalhar conteúdos ligados a evolução dos instrumentos agrícolas, noções de botânica e preservação ambiental e a indústria da cana ao longo da história. O planejamento final resultou em nove atividades realizadas em três meses. O "ganho conceitual", verificado na maioria das professoras ocorreu à medida que elas próprias passaram a participar junto com os pesquisadores, do processo ensino-a-aprendizagem, reconstituindo seus conhecimentos, através de atividades que facilitam a compreensão de fenômenos físicos, químicos e biológicos, analisados dentro do contexto CTS -A -A

Palavras - chave: Formação de professores; ensino de ciências; enfoque CTS-S-A

## Introdução

Constantemente nos confrontamos com situações e acontecimentos relacionados com a ciência, a tecnologia e o ambiente dentro da sociedade. Tais relações nos proporcionam sensações de prazer e inquietação ao mesmo tempo, isso porque elas interferem diretamente em nosso cotidiano. Assim a educação científica se depara com inúmeros desafios, que a faz ajustar-r-se às novas realidades, para que possamos proporcionar aos nossos alunos uma cultura cientifica mais ampla, sólida e atualizada. Desse modo, entre outras necessidades, a

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http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/

26 a 30 de Janeiro de 2009

idéia deste trabalho na formação continuada dos professores de C Ciências do Ensino Fundamental (de 1ª a 4ª 4ª séries), do município de Areia-PB, te ve por objetivo o favorecimento e crescimento da relação destes com a sua educação científica. Além de contribuir para o rompimento com a visão simplista sobre o ensino de Ciências que muitos professores conservam, , ou seja, a idéia de que para um bom trabalho basta apenas o profundo conhecimento da matéria.

- O professor precisa apropriar-r-se de uma concepção de ensinoaprendizagem de Ciências como construção de conhecimentos tanto pelo aluno como pelo próprio professor r (CARVALHO e GIL-PÉREZ, 2003) .

Sendo assim, nos propomos neste trabalho, a fazer um relato de experiência acerca de um curs o ministrado na cidade de Areia -PB com o objetivo de mostrar como o enfoque CTS-A pode estar ser introduzido no ensino básico e na própria formação de professores . Nosso ponto de partida para tal curso o foi a elaboração e aplicação de um questionário que visava a caracterização do grupo de professoras participantes (formação destas professoras, número de turmas/escolas que ensinam, tetempo de atuação, séries que atuam etc.). Este questionário preliminar foi aplicado a quinze professoras do ensino fundamental I (quatro da 1ª série; três da 2ª série; quatro da 3ª série; quatro da 4ª série) da rede pública municipal e estadual da cidade de Areia. Em seguida, realizamos uma entrevista com cada uma destas professoras, em que discutimos acerca das dificuldades enfrentadas por elas em sala de aula, suas metodologias de ensino e novas estratégias para o ensino de Ciências, perspectivas quanto ao ensino de Ciências, inclusão social e sustentabilidade.

Baseados nos dados obtidos s inicialmente procuramos elaborar um curso de curta duração onde pudéssemos introduzir o enfoque CTS-A no contexto educacional vivenciado pela comunidade local. Para tal, utilizamos como tema central l O uso da cana de açúcar como uma cultura de sustentabilidade uma vez que a região é conhecida pela produção em larga escala de aguardente e rapadura cuja matéria -prima é a cana-d-de-açúcar. Outro fator determinante para esta escolha foi

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saber que muitos dos alunos destas professoras são da zona rural e suas famílias tiram o sustento do trabalho nos canaviais.

## Descrição do curso

O processo educativo a partir de um tema problematizador foi inspirado nos trabalhos de Paulo Freire (apud GOBARA et al, 1992), onde segundo ele, trata da problematização dos conhecimentos a partir da realidade imediata, que questiona os homens em sua relação com o mundo. Em sua obra, Paulo Freire (apud GOBARA et al, 1992) introduz os conceitos de tema gerador e universo temático, determinados pela relação homens-mundo. Segundo Delizoicov et al (2002), por sua natureza, os temas geradores têm como princípios básicos:

- ÿ uma visão de totalidade e abrangência da realidade;
- ÿ a ruptura com o conhecimento no nível de senso comum;
- ÿ adotar o diálogo como essência;
- ÿ exigir do educador uma postura de crítica, de problematização constante, de distanciamento, de estar na ação e de se observar e se criticar nesta ação;
- ÿ apontar para a participação, discutindo no coletivo e exigindo disponibilidade dos educadores. (DELIZOICOV et al, 2002; p. 166)

Com este tema central pudemos trabalhar ainda outros temas como: a evolução dos instrumentos agrícolas, noções de botânica e preservação ambiental e a indústria da cana ao longo da a história. O planejamento final resultou em nove atividades que se realizaram em três meses. Devido à disponibilidade de tempo dos pesquisadores e das professoras, optamos por realizar os encontros semanais com duração de 1h30min cada. Realizamos também atividades "extra-classe" como visitas aos engenhos e museus da cidade.

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Durante os primeiros encontros discutimos acerca dos PCNs e suas implicações no ensino das Ciências Naturais. Explicitamos o que era o enfoque CTS -A e como este poderia contribuir para um melhor aproveitamento das aulas de Ciências. No quarto encontro, as professoras foram questionadas sobre os produtos extraídos da cana de açúcar e como, ao ver delas, estes eram produzidos. Dentre as máquinas citadas, a moenda foi a mais evidenciada, talvez por se tratar da principal responsável pela extração do caldo da cana. Tomando esta máquina como tema de nossa aula, fomos visitar um engenho e acompanhar de perto a fabricação da rapadura 1 . Trata -se de um dispositivo muito grande, contendo duas grandes rodas dentadas que ao girar fazem com que uma prensa seja ativada moendo a cana.

As professoras ficaram muito empolgadas com todo o processo, em seguida retornamos para nossa aula onde discutimos acerca dos conteúdos de mecânica envolvidos na moenda, o trabalho mecânico que rege praticamente todo o funcionamento da moenda foi o mais discutido. As falas das professoras foram transcritas para um melhor entendimento do leitor. Para identificar as colocações, utilizamos letras maiúsculas junto a um número subscrito que indica a série que a respectiva professora ensina. Assim para A1A1, temos a fala da professora A da 1ª série; para A2 professora A da 2ª série e assim por diante.

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## Discussão dos resultados

Os dados preliminares referentes ao perfil das professororas participantes nos revelaram que: 45,4% cursaram Pedagogia; 36,4% cursaram magistério e 9% têm os dois cursos. Apesar de a maioria ter concluído o curso magistério, em suas explanações afirmaram que a formação em Ciências foi muita "reduzida". Foram realizadas muitas aulas experimentais, porém o que era enfatizado nestas aulas era o chamado método científico, entendido como uma seqüência de passos a ser seguido sem qualquer reflexão sobre o fenômeno observado.

Quanto à atuação docente vimos que 60% atuam em apenas uma escola enquanto que 40% delas estão em duas escolas, o que justifica segundo uma delas, a falta de tempo para o preparo de suas aulas. Outro dado importante é que cerca de 60% delas também já estão em sala de aula a mais de 15 anos o que nos remete a uma formação predominantemente tradicionalista e descontextualizada.

Sobre a utilização dos PCN's em seu planejamento de aulas estas afirmam não utilizar com freqüência porque segundo elas está fora da realidade vivenciada por seus alunos . Uma a professora da segunda série (B2) diz: "n"não uso os PCNs porque utilizo livros que geralmente estão dentro dos PCNs". Esta afirmação nos leva a crer que se os livros estão de acordo de acordo com os Parâmetros Curriculares, não há a necessidade de consultar r os mesmos. Já as professoras da terceira e quarta séries mostram um entendimento maior sobre o que representa os PCNs para um melhor aproveitamento de suas aulas: (professora D3) "utilizo em boa parte de minhas aulas como guia durante meu planejamento. Orgrganizo os conteúdos de acordo com as competências apresentadas a fim de obter um bom desempenho na aprendizagem de meus alunos"; "... gosto de consultar os PCNs, porque mesmo que os livros estejam dentro de suas propostas, acho interessante analisar mais a fundo os objetivos e as competências neles contidos para dar o melhor aos meus alunos" (professora D4).

Com relação às atividades experimentais, a maior parte diz utilizar de vez em quando, fato este que se deve à falta de material e espaço apropriados papara

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estas atividades. As metodologias adotadas limitam-s-se às aulas de quadro e giz. Todas foram unânimes ao afirmar que a escola não oferece recursos suficientes para qualquer inovação seja ela didática ou metodológica. Segundo elas, a falta de material, plplanejamento da escola, estrutura física, etc. representam as maiores dificuldades.

Ao serem questionadas sobre as aulas de Ciências, as professoras da primeira e segunda série (D1 e C2) não demonstraram muito interesse, pois segundo elas, seus " alunos são muito novos e a prioridade das séries iniciais é a alfabetização" (português e matemática). Já as professoras das duas séries seguintes entendem que as aulas de Ciências são importantes e que é necessária esta conscientização por parte do professor. De ac ordo com elas as aulas de Ciências deveriam ocorrer em um espaço especial, onde os alunos entrassem em contato com várias atividades teóricas e experimentais, "u"um cantinho de Ciências, onde os alunos se sentissem estimulados a aprender" afirma B3 . "O ensino de Ciências deve promover a interação aluno-c-cidadão-s-sociedade, assim faz-z-se necessária uma contextualização dos conteúdos abordados juntamente com a realização de experimentos e reflexões acerca dos fenômenos envolvidos, uma sala ambiente também daria uma grande contribuição para o processo de ensinoaprendizagem" (D4). Vemos que estas professoras compreendem um pouco sobre o que se espera para um bom ensino de Ciências, no entanto, devido algumas dificuldades as impedem de praticá-lo.

A última questão levantada referia-s-se à CTS-A, nesta ocasião, perguntamos se elas julgavam relevante a inclusão do enfoque no ensino de ciências. Todas responderam que sim, no entanto uma das professoras (D3) diz que para que possamos inserir o CTS-S-A -A em nossas aulas, precisisamos de uma formação mais apurada, uma vez que este envolve muitos assuntos que são de extrema importância na sociedade atual. Esta afirmação mostra a preocupação com o modo que estes conteúdos serão ensinados, já que todas consideram sua formação um pouco defasada no que se refere à Ciência.

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No que se refere ao curso, a maior parte se mostrou muito entusiasmada tanto durante as aulas como depois. A professora A3 diz: "achei que o curso promoveu uma reflexão maior acerca da nossa prática de sala de aula, foi bom no sentido que nos mostrou as possibilidades que as novos enfoques podem no oferecer". Em contrapartida, B2 se opõe a A3 A3 evidenciado a pouca estrutura apresentada pelos livros didáticos; "... porque em minha opinião nossos livros não são tão amplos, assim teríamos que buscar em muitas outras fontes". Para B4B4, no entanto, foi um curso curto que não nos cansou porque a cada encontro tínhamos atividades diferentes sobre o tema abordado, todos cheios de debates e discussões".

Perguntamos se era possível que elas enquadrassem suas aulas sob a perspectiva CTS-A-A, quanto a este respeito, tivemos algumas divergências. Para A1"sim, mas temos uma enorme barreira a ser transposta, que é a formação dos professores. Hoje em dia, se formos falar em interdisciplinararidade na certa muitos professores não saberão o que é, mesmo sendo um assunto que está na moda, em evidência". Vemos que embora a resposta seja positiva, ainda há a preocupação com a formação, mesmo as respostas negativas apresentam este obstáculo vejamos o que afirma D3: "(...) nossa formação é muito restrita para uma mudança brusca como essa além de não termos o apoio da escola, acho que não ariscaria embora tenha gostado do curso". Outra professora da primeira série (D1) apresenta outro motivo para a não aplicação deste enfoque, para ela, o mesmo "exige muito planejamento, uma vez que a turma é muito numerosa, e a escola na qual ensino não oferece as condições mínimas para que realizemos estas atividades". Opinião contrária é apresentada por D4, que se posiciona a favor deste tipo de aula já que "o curso realizado se apresenta como uma inovação à nossa prática e, apesar de trabalhoso, os resultados finais dão novo ânimo para que prossigamos com as atividades".

Podemos notar que embora a maioria se mostre otimista algumas ainda permanecem na posição defensiva quanto à uma mudança didática em sala atribuindo a resistência à "falta de condições oferecidas pela escola". Nota-se

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também que elas ainda não conseguem definir interdisciplinaridade, pois como se vê em A1 trata-s-se de u um assunto que está na moda.

Para fazer a avaliação final do curso, perguntamos como elas classificariam os conteúdos abordados durante os encontros. As que acharam os conteúdos fáceis (A1, A3A3, B3, C3, A4A4, D4D4) afirmaram em seus discursos que a facilidade se deu devido à forma como conteúdos foram trabalhados, dando espaço para discussões e fugindo da rotina. Dentre as que acharam os conteúdos médios (B1, C1, B2, A4A4) afirmam que a variedade de atividades fez com que os conteúdos nunca estudados se tornassem menos difíceis. As que consideraram os conteúdos difíceis (D1 , A2A2 , C2 , D3 , B4) alegaram muita complexidade quanto à variedade de assuntos que se pode trabalhar em uma única aula.

Notamos que apesar de certa resistência às inovações em suas falas iniciais, muitas professoras acharam o curso proveitoso e possível de ser aplicado em suas turmas. Outro ponto positivo foi a tomada de consciência da maioria sobre a importância da reflexão de sua prática de sala de aula. No que se remete aos conteúdos a grande dificuldade percebida pelos pesquisadores foi a insegurança das professoras diante de situações problema onde ainda persistiam alguns conceitos prévios, porém com o auxílio dos debates estes conceitos foram sendo transformados em conhecimento científico. Acreditamos que boa parte destes resultados se deve à formação inicial destas professoras (maior parte magistério), desse modo podemos concluir que a formação destas professoras realmente foi muito deficiente. Para algumas delas, era como se estivessem estudando estes conteúdos pela primeira vez.

## Considerações finais

Em concordância com outros referenciais (SILVA e BUTKUNS, 1985; OSTERMAN e MOREIRA, 1990; VIDAL, 1998; GRANDINI e KOBAYASHI, 2005, SILVA, 2006), ficou constatado após a realização das avaliações iniciais (questionário preliminar), que os seus conhecimentos em Ciências são reduzidos, como também as escolhas de conteúdos a serem ministrados terminam enfatizando

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apenas temas conceituais da Biologia, de forma muito tradicionalista sem uma visão interdisciplinar. Constatou-s-se também que o o ensino de Ciências nas séries iniciais das escolas pesquisadas está fortemente ligado aos livros didáticos, que embora apresentem sugestões para um melhor aproveitamento dos conceitos, são trabalhados de forma tradicional e descontextualizada.

Após a realização do curso, percebemos professoras mais motivadas, capazes de ações e reflexões adequadas e conscientes das inovações didáticas tão solicitadas pela comunidade escolar e pela sociedade. Por isso, uma formação adequada do professor de Ciências é de grande importância para a comunidade escolar, uma vez que é o ensino-aprendizagem do aluno que passa a ser o foco principal neste processo.

Embora muito discutido no meio educacional, o ensino CTS-A, ainda é um enfoque pouco utilizado em nossas escolas. Acreditamos que esse enfoque mostrou -se ser um bom caminho para a formação do cidadão atuante e reflexivo, procurando agregar vários elementos de sua realidade, visando o alcance das habilidades e competências indicadas pelos PCNs. Nossos resultados indicam que é viável a utilização de temas geradores, dentro do enfoque CTS-A, uma vez que o "ganho conceitual" verificado na maioria das professoras se deu à medida que elas próprias passaram a participar junto com os pesquisadores, do processo ensinoaprendizagem, reconstituindo seus conhecimentos, através de atividades que facilitam a compreensão de fenômenos físicos, químicos e biológicos, analisados dentro do contexto CTS -A -A. Concluímos ainda que, ao implementar o enfoque CTSA junto as professoras do ensino fundamental, faz-se necessário desenvolver uma nova abordagem para o ensino, contemplada por quatro características fundamentais: ação, transdisciplinaridade, integração com o meio e formação permanente.

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## Referências

ALVES, P.M. de A et al. l. Perfil dos professores de Ciências das séries iniciais do ensino fundamental da rede municipal de Jataí - - GO . Simpósio Nacional de Ensino de FísicaaSNEF. São Luís -MA, 2007.

CARVALHO, A.M.P. e GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de Ciências . 7ªedição. São Paulo: Cortez, 2003.

BRASIL , Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais: Ensino de primeira à quarta série - Brasília: MEC/SEF, 1997.

DELIZOICOV, D. e ANGOTTI, J.A. Metodologia do Ensino de Ciências. Coleção magistério 2º grau/Série formação de professor - São Paulo: Cortez, 2000.

GIL -PÉREZ, D. Orientações didáticas para a formação continuada de professores de Ciências. In: MENEZES, L. C. et al. Formação continuada de professores de Ciências no contexto Ibero-americano . Campinas/SP: NUPES, 1996.

GOBARA, S.T. et al. O ensino de Ciências sob o enfoque da educação ambiental . IN:Cad. Cat. Ens. Fís. --Florianópolis, vol.09, nº02. p171-182, ago.1992.

GRANDINI, N.A e KOBAYASHI, M.C. M. A concepção dos professores das séries iniciais do ensino fundamental sobre o ensino de ciências. In: NARDI, Roberto; BORGES, Oto (Orgs.) Atas do V Encontro de Pesquisa em Educação em Ciências (VENPEC). Bauru: ABRAPEC, 2005.

OSTERMAN, F e MOREIRA, M.A. O ensino de Física na formação de professores de 1ª a 4ª séries de 1° grau: entrevistas com docentes. IN: Cad. Cat. Ens. Fís: Florianópolis: p:171-182. 1990.

SILVA, M.F.A. Ensino e aprendizagem de Ciências nas séries iniciais: concepções de um grupo de professores em formação. Dissertação de mestrado. Curso Interunidades de Ensino de Ciências. USP -- São Paulo, 2006.

VIDAL, E. M. et al . Os conceitos físicos na formação de professores de 1ª a 4ª séries no curso de Pedagogia da universidade Estadual do Ceará . IN: Cad. Cat.Ens. Fís. vol. 15 n° 2: Florianópolis: p: 179-191, ago/1998.

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26 a 30 de Janeiro de 2009

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