PROJETOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: ESPAÇOS PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES DE FÍSICA EM FORMAÇÃO
Caroline Dorada Pereira Portela, Ivanilda Higa, Irineu Mazzaro, Mauro Gomes Rodbard
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2009
- Data
- 26/01/2009
- Linha de pesquisa
- Formação Inicial E Continuada Do Professor Em Todos Os Níveis De Escolaridade
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
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## PROJETOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: ESPAÇOS PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES DE FÍSICA EM FORMAÇÃO
## Caroline Dorada Pereira Portela 1 , I Ivanilda Higa2 a2 , Irineu Mazzaro 3 , M Mauro Gomes Rodbard 4
- 1 Universidade Federal do Paraná/ á/ Mestranda do Prorograma de Pós-Graduação em Educação/ o/ cdp\_fisica@yahoo.com.br
- 2 Universidade Federal do Paraná / Departamento Teoria e Prática de Ensino, Programa de Pós Graduação em Educação / ivanilda@ufpr.br
- 3 Universidade Federal do Paraná / Departamento de Física / mazzaro@fisica.ufpr.br
- 4 Universidade Federal do Paraná / Departamento de Física / rodbard@fisica.ufpr.br
## Resumo
As universidades em geral, oferecem diversas possibilidades para os estudantes participarem em projetos durante a graduação, em caráter extracurrrricular, mas pouco se estuda sobre a influência de tais projetos na formação inicial de professores s (Luz, 2008) . Neste trabalho, abordamos as contribuições apontadas por licenciandos em Física referente à participação como bolsistas do projeto Atividades práticas no ensino e aprendizado de Física e na formação continuada de professores de Física. Esse projeto faz parte do Programa de Extensão denominado Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do estado do Paraná. O programa foi criado em 2007 com o objetivo de intensificar a interação entre estudantes da graduação, profissionais recémmformados e professores de instituições de ensino superior, aprofundando a relação entre esses e as escolas da rede pública estadual de ensino, particularmente no que tange questões relativas ao processo de ensino-a-aprendizagem. O desenvolvimento de atividades é priorizado em escolas situadas em regiões com Índice de Desenvolvimentos Humano (IDH) insatisfatório, de forma que o p projeto anteriormente citado escolheu como local de atuação a cidade de Bocaiúva do Sul, na região metropolitana de Curitiba, no estado do Paraná. Com o objetivo de levantar as considerações acerca da participação no projeto, elaboramos e aplicamos um queststionário aberto, aos bolsistas licenciandos integrantes do projeto. A partir da análise das respostas obtidas, utilizando-se alguns princípios da Análise de Conteúdo (Bardin, 1994) numa perspectiva qualitativa, destacamos elementos presentes nessas respostatas que evidenciam os motivos que levaram à participação no projeto e as contribuições que a participação no projeto lhes trouxe, em termos profissionais e pessoais.
Palavras -c -chave: formação inicial, extensão universitária, desenvolvimento profissional.
## Introdução
A partir da década de 70 até os dias atuais, as pesquisas sobre a formação do professor têm apresentado um significativo desenvolvimento. De acordo com Marcelo (1998, p . 51), elas têm crescido quantitativa e qualitativamente, aumentando o interesse em se "conhecer mais e melhor a maneira como se desenvolve o processo de aprender a ensinar". O autor também observa uma maior preocupação com os professores em formação, em estudos sobre a trajetória profissional docente, nos quais "a análise dos processos de inovação e mudança, suas
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implicações organizacionais, curriculares e didáticas faz com que, cada vez mais, a pesquisa sobre a formação de professores seja percebida como necessidade indiscutível" (Marcelo, 1998 , p.51) .
As Diretrizes Curriculares para a Formação de Professores para a educação Básica em nível superior (Brasil, 2002) definem que estes profissionais devem ser formados em nível superior, em curso de licenciatura plena, observando a diversidade, as práticas investigativas, o enriquecimento cultural, a elaboração e execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares, o uso de novas metodologias e estratégias de ensino para o desenvolvimento de hábitos de colaboração e trabalho em equipe.
Neste trabalho, vamos apresentar as contribuições apontadas por licenciandos em Física referente à participação em um projeto de extensão universitária. Tais projetos estabelecem uma relação de maior proximidade entre universidade e escola, proporcionado a troca de conhecimentos e experiências e entre professores universitários, professores das escolas, alunos de graduação e alunos da educação básica.
As universidades em geral, oferecem diversas possibilidades para os estudantes participarem em projetos durante a graduação, em caráter extracurric ular, mas pouco se estuda sobre as potencialidades desse espaço na formação inicial dos docentes, conforme apontado por Luz (2008). A autora realizou uma revisão bibliográfica em periódicos de ensino de ciências no período de 2000 até 2008 buscando identificar trabalhos que investigassem o papel da pesquisa ou das atividades investigativas na formação de professores de ciências. A autora verificou um pequeno número de pesquisas publicadas abordando a participação de professores em formação em projetos de ensino e a influência dessa participação para a formação. Dois trabalhos com esse enfoque foram os de Amorin, Freitas e Kinoshita (2004) e Oliveira e Higa (2007).
Amorin, Freitas e Kinoshita (2004) analisaram as características de construção do trabalho em e equipe e a relações entre pesquisa e ensino de um grupo de professores na área de Ciências, participantes do "Projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo". Os resultados obtidos apontaram o trabalho em equipe como condição de produção de conhecimentos por parte dos sujeitos participantes.
A contextualização dos novos saberes passa por uma validação pelo trabalho em equipe o que implica seu diálogo tanto com aspectos de reestruturação individual (emocional, cognitiva) quanto dos conhecimentos escolares es sobre a relação professor-aluno, a construção curricular, a avaliação, os objetivos da escola. (Amorin, Freitas e Kinoshita, 2004, p.104)4)
Oliveira e Higa (2007) apresentam análises dos relatórios escritos por licenciandos ao final da participação de projetos de extensão universitária. As autoras verificaram significativas mudanças na formação dos licenciandos em relação ao interesse na continuidade dos estudos, a busca pelo repensar sua própria atividade docente, a busca por alternativas didáticas, e o senentido da coletividade como o desenvolvimento de atividades interdisciplinares, trabalho em equipe, entre outros.
Pelo viés da pesquisa na formação, o trabalho de Galiazzi e Moraes (2002) contribui no sentido de defender a inserção da pesquisa como atividade formativa de licenciandos, na perspectiva de transformá-los em
(...) sujeitos das relações pedagógicas, assumindo-se autores de sua formação por meio da construção de competências de crítica e de argumentação, o que leva a um
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processo de aprender a aprender com autonomia e criatividade. (Galiazzi e Moraes, 2002, 2, p.238)
De forma a possibilitar aos futuros professores construir e reconstruir conhecimentos melhor fundamentados sobre ensino, aprendizagem, conteúdos, currículo e avaliação.
## Conhecendo melhor o projeto
- O projeto intitulado Atividades práticas no ensino e aprendizado de Física e na formação continuada de professores de Física 1a faz parte do Programa de Extensão denominado Universidade Sem Fronteiras 1 , da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do estado do Paraná. O programa foi criado em 2007 com o objetivo de intensificar a interação entre estudantes da graduação, profissionais recém-formados e professores de instituições de ensino superior, aprofundando a relação entre esses e as escolas da rede pública estadual de ensino, particularmente no que tange questões relativas ao processo de ensinoaprendizagem.
- O Programa Universidade Sem Fronteiras prioriza o desenvolvimento de projetos em municípios paranaenses com Índice de Desenvolvimentos Humano (IDH) insatisfatório, de forma que o projeto Atividades práticas no ensino e aprendizado de Física e na formação continuada de professores de Física a optou por trabalhar na cidade de Bocaiúva do Sul, na região metropolitana de Curitiba, no estado no Paraná.
A proposta desse projeto é incentivar a introdução de atividades práticas no ensino de Física, como forma de intensificar os resultados no processo ensinoaprendizagem dos conteúdos escolares, uma vez que, muitas vezes esses são apresentados apenas através de fórmulas, definições e exercícios padronizados. Consideramos que a utilização de atividades práticas, sobretudo quando realizada com materiais simples que possibilitam ao aluno condições de manipular e controlar, facilitando o o aprerendizado dos conceitos, despertando o interesse e atitudes investigativas por parte dos alunos.
- A equipe de trabalho do projeto é composta por quatro estudantes do curso de Licenciatura em Física, um profissional recém-formado (Licenciatura em Física) e três professores de uma Universidade Pública Federal. Dentre os licenciandos, B1, B2 e B3 2 2 estão em fase final do curso, no último período, e B4 é aluno do quarto período (aproximadamente metade do curso).
Assim, os três primeiros bolsistas já passaram ou es tão passando pelas disciplinas tanto do ciclo básico quanto das de formação pedagógica do curso, enquanto B4 está cursando somente disciplinas do ciclo básico, tais como, Física Básica, Física Experimental e Cálculo.
Bolsistas e professores realizam reuniões semanais para discussão das atividades a serem desenvolvidas em sala de aula, de acordo com o planejamento de conteúdos fornecido pelos professores da escola. Durante essas reuniões realizamos testes das atividades elaboradas pelos bolsistas, a partir de pesquisas a
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respeito do conteúdo a ser abordado. Discutimos também as abordagens metodológicas de cada uma dessas atividades, por meio de roteiros que as orientam e permitem uma avaliação da participação e compreensão dos alunos envolvidos. Praticamente a cada três semanas as atividades são desenvolvidas em turmas do ensino médio de uma escola pública estadual, na cidade de Bocaiúva do Sul, na região metropolitana de Curitiba.
Até o momento, durante o ano letivo de 2008, foram desenvolvidas 21 atividades práticas com temas diversos, tais como, Movimento Retilíneo Uniforme, Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, Queda Livre, Vetores, Movimento Circular Uniforme, Leis de Newton, Escalas Termométricas, Sensação Térmica e Calor, Trocas de calor, Calor específico, Dilatação Linear, Dilatação Volumétrica, Propagação Retilínea da Luz, Espelhos Planos, Eletrização por Atrito e Determinação do Sinal de Cargas Eletrostáticas, Campo Elétrico, Corrente Elétrica, Resistores, Associação de Resistores, Medidas Elétricas com Multímetro.
Os bolsistas do projeto desenvolvem as atividades planejadas em sala de aula, acompanhados dos professores da universidade e da escola. Depois, o material elaborado permanece na escola, à disposição dos professores, para que os mesmos desenvolvam as atividades em outras turmas.
Neste projeto, um dos objetivos é fornecer subsídios ao professor da disciplina de Física para a introdução de atividades práticas em suas aulas, com a intenção de facilitar o ensino e o aprendizado de conteúdos relativos a essa disciplina. Acreditamos que as atividades desenvolvidas e realizadas em sala de aula possibilitam aos alunos e professores da escola um olhar diferenciado sobre os conteúdos presentes no planejamento da disciplina em questão.
## A participaçãção em projetos: Contribuições para o desenvolvimento profissional na formação inicial
A pesquisa foi desenvolvida por meio de um questionário aberto, tendo como referência o trabalho de Luz (2008), aplicado aos bolsistas licenciandos integrantes do projeto Atividades práticas no ensino e aprendizado de Física e na formação continuada de professores de Física, a, com o objetivo de levantar suas considerações sobre a participação no projeto.
A partir da análise das respostas obtidas, utilizando-s-se alguns princípípios da Análise de Conteúdo (Bardin, 1994) numa perspectiva qualitativa, destacamos elementos presentes nessas respostas que evidenciam os motivos que levaram à participação no projeto e as contribuições que essa participação lhes trouxe, em termos profissionais e pessoais.
## Motivações para participação no projeto
O interesse em ampliar a relação com a universidade foi destacado por B2, uma vez que a participação em projetos dessa natureza tem um caráter extracurricular e não obrigatório, ainda que, nesse casaso, remunerado com bolsa. Justificativa semelhante foi apresentada por B3, no sentido de buscar "uma nova perspectiva do aprendizado acadêmico". .
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Praticamente todos os bolsistas destacaram a necessidade de aprofundar conhecimentos e experiências sobre o ambiente escolar, mais especificamente sobre a sala de aula.
- "A "A busca por maior experiência em estar dentro de uma sala de aula.a." (B2)
"A oportunidade de conhecer mais a sala de aula, pela visão do professor." (B1)
- "(...) apoio à licenciatura diretamente na na escola em turmas do ensino médio." (B3)
Influenciados por suas experiências escolares anteriores, os professores em formação apresentam idéias a respeito da sala de aula, do papel do professor, do papel do aluno. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de que os futuros professores possam, ainda durante a graduação, experimentar o contato com a realidade escolar sob o ponto de vista de professor, permitindo uma reflexão sobre a atuação docente desenvolvida em sala de aula. Nesta perspectiva, destaca-a-s-se a importância do projeto em questão, por promover a inserção de alunos da graduação no cotidiano escolar, independentemente da situação formal de estágio supervisionado.
## Contribuições profissionais e pessoais
Para muitos alunos da graduação, o contato com a sala de aula ocorre apenas em situações formais de estágio supervisionado. A participação em projetos dessa natureza permite ao licenciando uma aproximação e atuação em sala de aula com um certo nível de discussão e planejamento em grupo, auxiliando-o no seu desenvolvimento profissional e pessoal. As Diretrizes Curriculares para a Formação de Professores para a educação Básica em nível superior (Brasil, 2002) ) defendem que a prática como componente curricular, deve estar presente desde o início do curso de licenciatura e não deve reduzir -s -se ao estágio
- (...) como algo fechado em si mesmo e desarticulado do restante do curso. Isso porque não é possível deixar ao futuro professor a tarefa de integrar e transpor o conhecimento sobre ensino e aprendizagem para o coconhecimento na situação de ensino e aprendizagem, sem ter oportunidade de participar de uma reflexão coletiva e sistemática sobre esse processo. (Brasil, 2002, p.45)
- O papel da atuação em sala de aula durante as atividades desenvolvidas na escola foi ressalaltado por B2, B3 e B4, por possibilitar uma iniciação à docência durante a graduação, certamente contribuindo para a formação e posterior atuação profissional.
- "A possibilidade de estar dentro de uma sala de aula, antes de concluir o curso, é altamente motitivadora. A orientação por parte dos professores que estão no projeto possibilita a correção de erros e a eliminação de vícios que poderíamos cometer ou adquirir no início da vida profissional pós -universidade." (B(B2)2)
- "(...)é uma forma a mais de experimentarmrmos a prática de ensino." (B3)
"O projeto veio agregar algo que não se aprende na graduação, que é a experiência."(B4)
- O destaque dado à experiência proporcionada pela atuação profissional durante a graduação como a principal contribuição por parte dos entrevistados referente à participação no projeto corrobora ao conceito de saberes experienciais, definidos por Tardif (2002) como os saberes produzidos pelos professores com base no seu trabalho cotidiano e no conhecimento de seu meio.
Ainda que os bolsistas estejam em formação inicial, é importante destacarmos que o desenvolvimento profissional é um processo contínuo que se inicia na formação inicial, lembrando que três dos quatro bolsistas estão em fase
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final do curso e, futuramente, estarão atuando como o professores da educação básica.
No decorrer das atividades desenvolvidas no projeto, B1 destacou uma melhoria na sua comunicação, aliada a um aumento de confiança para atuar em sala de aula.
"A "Aproveitei muito minha participação no projeto, melhorei muito minha comunicação com os alunos e ganhei mais confiança durante a apresentação das aulas do projeto. A elaboração dos experimentos e das aulas também contribuíram para melhorar minha visão sobre como apresentar os conteúdos para os alunos." (B1)
Praticamente todos os bolsistas valorizam o papel do trabalho em equipe e a interação entre os membros do grupo na troca de experiências e vivências, fato também constatado por Oliveira e Higa (2007). As Diretrizes Curriculares para a Formação de Professores para a a educação Básica em nível superior (Brasil, 2002 , p.42) ) defendem que é essencial promover "a"atividades constantes de aprendizagem colaborativa e de interação, de comunicação entre os professores em formação e deles com os formadores, uma vez que tais aprendizagens necessitam de práticas sistemáticas para se efetivarem."
"Achei bom a convivência com os colegas e as opiniões trocadas durante os trabalhos.s." (B1)
"O que eu gostei foi o empenho e a responsabilidade do nosso grupo.o." (B4)
"Muitas vezes na escola o professor trabalha de forma isolada, outras vezes até recebe um apoio de uma pedagoga para o planejamento do ano letivo, mas é uma situação bem diferente o fato de discutir a preparação de uma aula com outros profissionais que têm os mesmos interesses e basasicamente o mesmo nível de conhecimento específico da disciplina de Física. Certamente, o trabalho em equipe para o planejamento das aulas é um dos principais pontos que seria benéfico para qualquer aluno de licenciatura em sua formação acadêmica." (B3)
Dias e Higa (2008) destacam que a prática docente , em geral , ainda é marcada pela individualidade, como uma atividade solitária.
(...) o estímulo para o trabalho coletivo é pautado na crença de que o aprendizado se dá na interação entre pares, nas trocas, no enfrentamento dos conflitos e na partilha e sistematização dos conhecimentos produzidos. Acreditamos que tais princípios se aplicam necessariamente no caso da aprendizagem do professor, nesse processo de formação que nunca termina.( Dias e Higa, 2008, p.1 06)
É possível que essa vivência de trabalho em equipe possa contribuir para a futura prática docente, no sentido de estimular os bolsistas a continuarem promovendo discussões e planejamentos coletivos após a conclusão do curso de licenciatura, na atuação d docente nas escolas.
## Considerações Finais
Certamente, a participação em projetos de extensão universitária se configura como um importante espaço de formação para licenciandos nas áreas de Ciências , no nosso caso de Física, contribuindo para o o desenvolvimento profissional dos futuros professores por permitir uma maior aproximação com o cotidiano escolar através do desenvolvimento e análise de atividades em sala de aula, em um processo coletivo de contínuo aprendizado.
Atualmente, as exigências que permeiam a atuação dos professores ultrapassam o domínio de conteúdos específicos de sua área, estendendo-se a avaliação crítica de seu trabalho e a interação com outros profissionais docentes. Pudemos evidenciar que os bolsistas licenciandos do projeto Atividades práticas no
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ensino e aprendizado de Física e na formação continuada de professores de Física destacaram o papel do trabalho em equipe e a interação entre os membros do grupo na troca de experiências e vivências.
Sem negar as adversidades e as contradições inerentes à experiência que estamos desenvolvendo, entendemos que projetos de extensão universitária com perspectivas de trabalho coletivo entre os membros da equipe configuram-se como espaços de formação inicial importantes, no sentido de promover o conontato com a realidade escolar, mediada pela construção da prática docente pelos licenciandos. Ainda que, nesse caso, como componente não curricular obrigatório. AcAcreditamos na possibilidade de reformulações nos currículos de licenciatura, no sentido de inserir alguns elementos presentes nas experiências de formação inicial em projetos de extensão universitária, que contemplem atividades que proporcionem o desenvolvimento profissional dos futuros professores desde o início do curso de licenciatura.
## Referênciaias
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BARDIN, Laurence. A Análise de Conteúdo . Lisboa : Edições 70, 1994.
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TARDIF, M. S Saberes docentes e formação profissional. l. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
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