AVALIAÇÃO DE PROFESSORES DE UMA PROPOSTA DE ENSINO DA HIDRODINÂMICA ATRAVÉS DO ESPORTE
João Daniel Krull, Christiano Nogueira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2009
- Data
- 26/01/2009
- Linha de pesquisa
- Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## AVALIAÇÃO DE PRPROFESSORES DE UMA PROPOSTA DE ENSINO DA H HIDRODINÂMICA ATRAVÉS DO ESPORTE
João Daniel Krula la (jdkrul@yahoo.com.br)r) Christiano Nogueira b (christiano.nogueira@ufpel.edu.br)
a Centro Universitário Campos de Andrade b Universidade Federal de Pelotas
## RESESUMO
Neste trabalho, apresentamos a avaliação de professores sobre e uma proposta de ensino o da Hidrodinâmica utilizando o esporte como ferramenta de ensino. É muito comum que os os conceitos envolvidos no estudo desta área da Física não estejam inseridos no plano docente. A proposta ta foi elaborada levando em consideração o os fenômenos físicos que ocorrem no cotidiano dos alunos , principalmente os esportes. Procuramos nas aulas propostas a possibilidade de utilizar-se de experimentos simples e também com apresentação de vídeos. Relacionando o conteúdo com os Parâmetros Curriculares Nacionais e o Referencial Curricular do Estado do Paraná, verificamos a possibilidade de ensino desses conceitos aos alunos e que possivelmente não são abordados devido à complexidade dos mesmos. Na avaliação, os professores comentaram sobre os conteúdos, a didática das aulas, o formalismo matemático e a distribuição das aulas. A partir de dados coletados dos professores detectamos que poucos são licenciados em Física e o restante em outras áreas como Matemática, Química, Engenharias, Ciências Contábeis e Biologia. Para a maioria deles, haveria necessidade de se buscar mais subsídios para a aplicação da proposta, principalmente em relação à motivação dos alunos. Dentre eles, ququase tododos concordaram com a duração das aulas, embora, para todos, o material esteja escrito de uma forma acessível para os alunos. Quanto à aplicação dos experimentos sugeridos em sala de aula, houve aceitação e os professores concordaram que os materiais sugeridos e a forma de aplicação se torna viável pelo baixo custo e facilidade de manuseio. Para as principais melhorias sugeridas está um maior espaço para reflexão dos alunos.
## ININTRODUÇÃO
A utilização do esporte como ferramenta de ensino vem sendo pouco utilizada, porém possui um potencial pedagógico e didático muito grande, pois possibilita inúmeras maneiras de abordar diversos conteúdos da Física. O ensino de hidrodinâmica é uma questão pouco discutida em sala de aula, pois possivelmente há uma complexidade na compreensão dos alunos e na didática utilizada pelo professor. Em geral, a hidrostática é mais abordada no Ensino Médio, possivelmente devido a uma forte influência dos livros didáticos na prática pedagógica do professores que em geral apresentam quase sempre os mesmos conteúdos e quase sempre as mesmas seqüências. Com a utilização do esporte, acredita-se que há uma grande vantagem para ambos os lados ao serem apresentados os conceitos relacionados. Neste trabalho, buscamos abordar este tema como uma propoposta de ensino, pois embora os PCNs e o Referencial Curricular do Estado do Paraná permitam abordáálo, isto não ocorre em geral , principalmente utilizando como babase a Física no esporte. A partir disso, acredita-se na possibilidade de abrir as portas de um m novo conhecimento que poderá explicar diversos fenômenos que estão no cotidiano do aluno.
## COMO E POR QUE SE ENSINAR HIDRODIN ÂMICA?
A proposta é utilizar os fenôme nos que ocorrem m no cotidiano do aluno como ferramenta de ensino, mais especificamente no ensino da hidrodinâmica. Possivelmente, , existiria uma dificuldade de assimilação por parte dos alunos. Assim, podemos relacioná-los com om acontecimentos que ocorrem nos esportes preferidos dos estudantes, como o futebol, as corridas automobilísticas, voleibol, entre outros. O conteúdo encaixaase dentro das competências dos PCN's e do conteúdo proposto na parte de Movimento: variações e conservações, pois a hidrodinâmica aborda conceitos do cotidiano e sua dedução vem da conservação de energia.
As pesquisas sobre e as aplicações dos estudos sobre fluidos em movimento no Ensino Médio já foram realizadas por diversos autores. Aguiar & Rubine (2004), apresentam uma análise do número de Reynolds para bolas de diferentes esportes e estudos efetuados sobre a bola de futebobol durante uma partida, analisando uma famosa jogada de Pelé. Nesse artigo são considerados todos os efeitos físicos atuantes na bola e associado com uma simulação de computador, foi possível discutir várias possibilidades sobre a mesma jogada. Para Ferreirira (2005), baseado nestes autores, nos apresenta a provável posição de impulsão aplicada à bola.
Um estudo de Weltner , Ingelman-n-Sundbe rg g & Esperidião (2001), mostra uma explicação convencional da utilização da equação de Bernoulli para a sustentação da asa do avião apresentando alguns equívocos cometidos em sasala de aula. Ele baseia -se nas LeLeis de Newton para uma coerente sustentação do avião, mostrando que a velocidade do ar acima é maior do que a de baixo e, como decorrência, a baixa pressão. Apresenta ainda outros equívocos em utilizar esta lei, que segundo ele, é inincompleta e a causa-efeito aparecem m trocados.
Para Breuckmann & Lins (1997), que fazem uma abordagem mais pedagógica, mostra um estudo baseado em questionamentos de estudantes sobre a má distribuição de água no bairro onde vivem. São mostrados os dados coletados de experimentos realizados pelos alunos, onde estes montaram um esquema contendo um reservatório ligado a quatro ramais por conexões T, em que cada ramal apresentava determinada altura, são confrontados com os dados teóricos e, ao mesmo tempo, são dadas sugestões de trabalhos com os alunos em sala de aula.
Realizamos uma análise dos conceitos envolvidos na hidrodinâmica e consideramos dez aulas como suficientes. Realizamos um planejamento das aulas s redigindo para cada uma, o material do professor com sugestões pedagógicas, e o material do aluno. Na aula 1 abordamos os conceitos históricos da hidrodinâmica e relacionamos com acacontecimentos que ocorrem no cotidiano o e suas aplicabilidades, embora de forma incipiente, no vôo de asas delta, sustentação de aeronaves através de suas asas, possibilidade de manobra de submarinos, aerofólio de automóveis, etc. Na aula 2 abordamos a definiçição do que é um fluído e regimes de escoamento através de atividades experimentais. Na aula 3 abordamos a viscosidade e a resistência no escoamento de um fluído utilizando -se também de atividades experimentais s como colocar num plano inclinado água e óleo papara escorrer . Comentamos também sobre as modernas roupas utilizadas para atletas profissionais de natação que diminuem este tipo de atrito. Na aula 4 abordamos os conceitos de resistência viscosa (Lei de Stokes) e resistência dinâmica (Lei de Newton). Nesta aula não foi proposta uma abordagem experimental e sim uma abordagem utilizando novamente os exemplos como aerofólios de carros de fórmula 1, trajetória da bola em uma cobrança de falta, as asas de um avião, etc. Na aula 5 abordamos a velocidade limite ininteragindo com os alunos sobre um corpo em queda com e sem a resistência do ar, mostrando que o número de Reynolds unifica a resistência dos fluídos independendo do regime de escoamento. Propomos uma análise qualitativa com os alunos sobre as diferenças do o número de Reynolds para bolas de futebol, voleibol, tênis, beisebol, golfe, basquete e tênis de mesa. Na aula 6 abordamos a equação de Bernoulli deduzindo-a a partir do teorema da energia cinética e propomos exercícios, por exemplo, comparar a utilidade de um aerofólio num carro de fórmula 1 com um carro de passeio equipado com este dispositivo. Nesta aula dedicamos uma atenção especial em relação aos aspectos pedagógicos relacionados ao raciocínio dedutivo das equações. Na aula 7 abordamos a análise de Tororricelli em relação à pressão que varia quando um
líquido vaza de um barril com um furo lateral. Também para esta aula abordamos o tubo de Pitot e suas aplicações. Na aula 8 abordamos o tubo de Venturi e o efeito Magnus relacionando-os com conceitos do cotidiano e atividades experimentais demonstrativas. Na aula 9 9 propomos relacionar todos os conceitos estudados nas aulas anteriores com o mundo do esporte, por exemplo, através de um vídeo a trajetória da bola em um famoso chute de Pelé. Uma análise deste chchute caso fosse no vácuo. Também com a apresentação de um vídeo com algumas jogadas de vôlei que apresentam efeito semelhante. Na aula 10 propomos uma avaliação complementar, já que durante as aulas o professor possui condições de avaliar o desenvolvimento dos alunos, na qual apresentamos sugestões de questões. A seguir apresentamos como exemplo das aulas, parte do do material dos alunos referente às s aulas 5, 8 8 e e 9 .
## Velocidade limite
Se deixarmos um objeto cair de certa altura, podemos dizer que está atuando sobre este objeto a força da gravidade que chamamos de peso e a força de resistência que o ar impõe. Como vimos na aula anterior, conforme a velocidade durante a queda aumenta a força de resistência do ar também aumenta. Assim quando a força de resistência ia do ar r equivaler à força peso, ambas se anularão o e o movimento se tornará uniforme. Quando o objeto atinge esta velocidade dizemos que ele chegou à c chamada v velocidadade limite.
Vejamos algumas considerações quando fazemos este experimento:
- -quanto maior fofor a velocidade limite maior será a força peso ;
- -- se deixarmos cair r dois objetos de mesmo tamanho, mas de diferentes densidades, a velocidade limite será maior no objeto de maior densidade;
- -- quando são lançados objetos que possuem velocidade maior que a velocidade limite, a f força de resistência do ar funciona como um frfreio e faz com que o objeto atinja a a velocidade limite, ou seja, retarda o movimento.
Quando estudamos a queda livre, desprezamos a força de e resistência do ar . Assim, esta velocidade limite existe porque agora consideramos a força de resistência do ar. Galileu realizou seus experimentos no plano inclinado para poder desprezar esta força.
## Para discutir com os colegas:
Se soltássemos do alto de um prédio uma bola de tênis de mesa (pingue-p-pongue) e uma bola de futebol ao mesmo tempo, qual chegará primeiro. Por quê?
Vamos agora fazer para uma pequena altura, por exemplo, de cima da mesa, qual chegaria primeiro. Por quê?
## Efeito Magnus
Em 1853, Magnus estudou um efeito que ocorria quando eram cocolocados esferas ou cilindros imersos em um fluido escoando. Ele observou que as linhas de escoamento se comportavam de maneira diferente das já estudadas quando era introduzida certa rotação (ou uma velocidade angular) nessas esferas ou cilindros .
De uma forma geral, ao analisarmos as figuras abaixo, pode-s-se observar que a velocidade acima se torna maior e a velocidade abaixo, mais lenta. Essa diferença de velocidade faz com que crie uma diferença de pressão entre a parte superior e a inferior, sendo maio r em cima e menor em baixo. Isso faz com que os objetos imersos ao fluido tenham a tendência de se movimentar para a região de menor pressão.
Fig.02 - Comportamento de uma esfera sob o efeito Magnus
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NUSSENZVEIG, M. H., Curso de Física básica. 3. ed. v. 2. São Paulo: Edgard Blücher, 1996, p. 30.
Vejamos agora d dodois vídeos. O primeiro com o famoso chute de Pelé que ocorreu na Copa de 70 em uma partida contra a Tchecoslováquia. . Nele percebemos a trajetória da bola "curvavada" devido ao efeito descrito acima. Para os jogadores de futebol utiliza -se o termo chutar a bola com "efeito". O segundo vídeo mostra uma partida de tênis de mesa na qual um dos jogadores gera um efeito semelhante ao do chute de Pelé.
## Atividade com os colegas:
Vamos tentar realizar o efefeito que estudamos chutando bola na quadra do colégio. Discuta com seus colegas como chutar a bola para este efeito. Com a parte de dentro ou de fora dos pés? Vamos tentar também jogando algumas partidas de pingue-p-pongue. Como conseguimos este efeito? As duduas perguntas anteriores podem também serem respondidas se vocês souberem: Com fazer a bola gerar uma rotação?
Este material proposto permaneceu por duas semanas com os professores do Ensino Médio para analisar a viabilidade de sua aplicação. Após este prazo o eles responderam um questionário (em anexo) elaborado com om dezoito questões relacionadas a esta viabilidade. Neste questionário não houve a necessidade de identificação do professor. Na questão 1 buscou-se saber qual é a formação do professor e sua expxperiência profisissional. É um fato que é comum encontrar r professores de Física que não possuem formação nesta área . Na questão 2 procuramos identificar se os professores ministram suas aulas em m escolas públicas e/ou u privadas. Na questão 3 procurou-se identificar qual é o público alvo da escola, como estão os pré-é-requisitos dos alunos e as pe rspectivas para a aprendizagem.
Com um caráter mais pedagógico da proposta a a partir da questão 4, nesta, pretendeu-u-se saber, na perspectiva dos os professores, se o esporte poderia ser utilizado como uma ferramamenta para o ensino de Física. Na questão 5 pretendeu-u-se verificar na visão destes professores a coerência no planejamento e na diststribuição das aulas propostas. Na a questão 6 pretendeu-u-se verificar se a metodologia proposta é viável visto que uma abordagem m de conceitos mais complexos no Ensino Médio, poderia existir dificuldades de assimilação o dos alunos. Na questão 7 pretendeu-u-se verificar r a linguagem utilizada nesta proposta, já que poderia existir dificuldade s de interpretação de conceitos científicos.
Nas ququestões 8 e 9 pretendeu-u-se verificar a utilização de experimentos para uma melhor assimilação dos conceitos, já que a abordagem experimental se torna mais difícil à à medida que aumenta a complexidade dos experimentos. Buscou-se assim, identificar a facilidade de utilização dos experimentos propostos além de avaliar o entendimento dos coconceitos por parte dos alunos. Na questão 10 pretendeu-u-se verificar r a relação dos exercícios propostos aos alunos com as atividades teóricas e experimentais propostas anteriormente bem como se os exercícios apresentados permitiria a a compreensão dos conceitos .
A questão 11 analisou se os conteúdos apresentados são suficientes para uma boa interpretação dos conceitos. Na questão 12 pretendeu-u-se verificar se o formalismo matemático apresentado são compreensíveis por seus alunos , já que em geral, esta abordagem não é bem vista por estes. Nas questões 13 e 14, investigamos se os exemplos que apresentamos em nossa proposta estão dentro do cotidiano do aluno e se há outros exemplos interessantes a serem abordados.
Com a questão 15, pretendeu-u-se verificar se a proposta de avaliação proposta a está coerente com o sistema de avaliação o geralmente ututilizado no Ensino Médio. Na questão 16 pretendeu-se verificar se e o conteúdo está disposto de forma que haja uma coerência e um seqüencial l adequado .
Nas duas últimas questões, 17 e 18, buscamos a participação do professor no sentido de contribuir com alguma melhoria a ser feita em nossa proposta bem como vererificar a utilização como quaisquer outros conteúdos da Física na grade curricular do Ensino Médio.
## COLETA DE DADOS E ANÁLISE
Este questionário foi entregue a vinte e seis professores do Ensino MéMédio de escolas da rede pública e privada. Destes, , cinco foram respondidos por professores de instituições privadas e o restante das escolas públicas. Destetes professores, 27% são professores licenciados em Física, 31% licenciados em Matemática e 42% são formados em outras áreas do conhecimento, como química, engenharia, ciências contábeis e biologia. Na pesquisa verificamos que a maioria dos professores formada em Física é de escolas da rede privada.
Os dados mostram que , em geral l os alunos são de classe média baixa, com uma formação precária (em sua maioria chegam do ensino fundamental sem os pré-requisitos necessários). As condições sociais dos alunos são desfavoráveis e eles. s. Segundo os professores dos 60% dos alunos de cada a turma demonstram interesse pelas aulas de Física. Em relação à aprendizagem, os professores estimam que os alunos conseguem um aproveitamento em torno de 60% também . Um dado interessante, segundo os professores, , esta média está com uma forte tendência em cair .
Nas perguntas relacionadas à proposta em si, todos os professores acreditatam que o esporte é uma importante ferramenta para ensino de Física já que faz parte do cotidiano destes alunos. Eles relataram que os planejamentos das aulas estão coerentes com a proposta, mas teria que haver um empenho a mais do professor, pois eles teriam que buscar mais subsídios para as aulas no sentido de motivar mais os alunos além do que está proposto. Outro dado o que chamou a atenção foi uma possível inviabilidade de de aplicar a proposta devido aos professores possuírem um m número reduzido de aulas s semanais, , o que para eles é muito pouco já que estão preocupados cocom o conteúdo programático oficial.
A metodologia utilizada pela proposta é aceita pelos professores, entretanto há um questionamento muito grande quanto à duração das aulas. Por mais que as aulas sejam curtas, as discussões teóricas e os questionamentos feitos durante as aulas podem acabar comprometendo o andamento da teoria. Algumas respostas chamam a atenção para a distribuição das aulas em forma de momentos, ou seja, eles comentam que as aulas estão tendo começo, meio e fim e às vezes não fica claro a ligação entre uma aula e outra e/ou conteúdo e outro, embora o material esteja escrito de uma forma acessível e atraente para os alunos.
Quanto à aplicação dos experimentos sugeridos em sala de aula, , as respostas foram positivas, com o destaque de que os materiais sugeridos e a forma de aplicação se tornam viáveis pelo baixo custo e facilidade de manuseio. Para os professores, a compreensão dos alunos é uma questão que possui algumas variações e, em geral, l, os alunos conseguem compreender . No entanto, as práticas que trazem situações problemas, como o movimento da bola, teriam m que ser mais exploradas.
A utilização dos exercícios foi bem acaceita sem muitos comentários. Naqueles apresentados , fofoi proposto que ue as perguntas poderiam ter um caráter mais investigatório que simplesmente o de descrever o fenônômeno. As equações apresentadas foram questionadas, pois, mesmo não sendo exploradas a fundo, os professores sugeriram que deveria ser mais investigada cada equação, principalmente a equação de Bernoulli, que foi bem demonstrada, mas não foi muito explorada conceitualmente .
Todos os exemplos utilizados são do cotidiano do aluno, contudo uma resposta dada por um professor chamou a atenção: "O deslocamento de ar cacausado por veículos em estradas, pode ser um bom exemplo". ". Após a entrega do questionário, este professor fez alguns comentários gerais com ênfase nesta resposta. Segundo ele, este exemplo é de extrema importância, pois poderia aumentar ainda mais a curiosidade dos alunos já que é um fenômeno que ocorre no dia-a-dia. Uma pergunta sugerida por ele como uma possível indagação aos alunos é:
"Você está andando com sua bicicleta em uma rua, que julga tranqüila, de repente passa na sua esquerda um caminhão em altlta velocidade, você sente o ar se deslocando de forma violenta. Você poderá cair? Se cair, para que lado você cairia?".
Na avaliação sugerida, os s comentários foram favoráveis à proposta apresentada. As prprincipais melhorias sugeridas estão em relalação a fornecer mais espaço para os alunos refletirem e pesquisarem sobre o assunto. Existiria assim uma maior necessidade de atividades, como experimentos individuais, relatórios, pesquisas sobre o tema, alguns cálculos e até mesmo algum tipo de apresentação formal, como o em uma f feira de ciências.
Por fim os professores consideram m que este conteúdo poderia ser adicicionado à grade curricular. Alguns professores s lembrararam ainda que este assunto era abordado o na grade curricular r e que posteriormente foi retirado. Entretanto, alguns consideram a aplicação da proposta como uma extensão da grade curricular, como uma matéria optativa aos alunos, pois alguns conceitos apresentados são mais específicos para algumas áreas, como, popor exemplo, a engenharia, embora os PCNs estejam de acordo com a aplicação destes conceitos como quaisquer outros que normalmente são abordados.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após analisarmos todos os questionários e as sugestões s propostas pelos professores de forma verbal e/ou por escrito, concluímos que a proposta apresentada é viável de ser aplicada. Observamos também que existem algumas melhorias a serem realizadas, como a utilização do formalismo matemático, fornecer mais espaços aos alunos promovendo pesquisas na área e apresentações em feira de ciências.
A idéia era não utilizar o formalismo matemático, porém os professores consideram interessante explorar mais este lado da Física, uma vez que os alunos ainda sentem muita dificuldade em interpretar os resultados obtidos nos cálculos. Assim, segunundo os professores a matemática utilizada está acessível aos alunos, devendo ser mais explorada, utilizando exemplos onde eles, além de efetuar cálculos, realizem algumas interpretações conceituais dos resultados.
Esses resultados mostram que, revistos alglguns pontos, esta proposta pode ser inserida no plano docente do Ensino Médio embora o número de aulas semanais seja reduzido.
Um dos maiores problemas que encontramos na confecção deste trabalho foi o tempo utilizado pelos professores para a devolução dos questionários. A princípio tínhamos proposto aproximadamente um mês para que os professores respondessem, porém houve um atraso signinificativo nestas devoluções em m que os últimos foram entregues com mais de um mês de atraso, totalizando quase dois meses e meio para a obtenção de todos os questionários .
Outro aspecto interessante foi em relação à à qualidade das respostas analisadas. Devido ao fato da maioria dos professore s entrevistados não possuírem formação em Física, encontramos algumas dificuldades s na análise das respostas, pois estas foram simples e fixaram-se apenas na análise clássica das aulas (aulas tradicionais), e as respostas mais objetivas foram dos questionários dos professores com formação em Física.
Para obter mais informações nesta área, popoderiam ser realizadas outras pesquisas como a aplicação da proposta com os alunos, comparativo das respostas entre professores como formação e sem m formação o em Física e até a utilização do esporte com ferramenta de ensino em toda a dinâmica do Ensino Médio .
## REFERÊNCIAS
AGUIAR, C.E. e RUBINI, G. A aerodinâmica da bola de futebol. Rev. Bras. Ens. Fis., out./dez . 2004, v. 26, no.4, p.297-7-306.
BRASIL, Minisistério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 1999.
BREUCKMANN, Henrique J., LINS, e Marlene S.K. Estudo do escoamento de um fluido real. Rev. Bras. Ens. Fis., dez. 1997, vol.14, no.2, p.188-193.
FERREIRA, G.F. Leal. l. Nota complementar sobre o famoso chute de Pelé. Rev. Bras. Ens. Fis., out./dez. 2005, vol.27, no.4, p.619-9-620.
HALLIDAY, RESNICK, WALKER. Fundamentos de física. 6. ed. v. 2. Rio de Janeiro: LTC, 2002, p. 56-6-62.
MUNSON, Bruce R., YOUNG, Donald F., OKÜSHI, Theodore H. Fundamentos da mecânica dos fluidos. 2. ed. v. 1. São Paulo: Edgard Blücher, 1997.
MUNSON, Bruce R., YOUNG, Donald F., OKÜSHI, Theodore H. Fundamentos da mecânica dos fluidos. 2. ed. v. 2. São Paulo: Edgard Blücher, 1997.
NUSSENZVEIG, Moysés H., Curso de física a básica. 3. ed. v. 2. São Paulo: Edgard Blücher, 1996, p. 17-37.
TIPLER, Paul A. Física. 4. ed. v. 1. Rio de Janeiro: LTC, 2000, p. 357-365.
WELTNER, Klaus , INGELMAN -SUNDBERG, Martin , ESPERIDIAO, Antonio Sergio . A dinâmica dos fluidos complementada e a sustentação da asa. Rev. Bras. Ens. Fis., dez. 2001, vol.23, no.4, p.429-443.
## ANANEXO: QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES .
- 1) Qual é a sua formação e e experiência profissional?
- 2) A escola em que você ministra suas aulas é pública a ou particular?
- 3) Qual é o perfil dos alunos da escola em relação às condições sociais, pré-é-requisitos, perspectivas e aprendizagem?
- 4) O esporte poderia ser utilizado como ferramenta de ensino?
- 5) O planejamento e a distribuição das a ulas estão coerentes com a proposta apresentada?
- 6) A metodologia utilizada é aplicável em sala de aula?
- 7) O material proposto está escrito em uma linguagem acessível aos alunos?
- 8) Os experimentos sugeridos são de fácil realização?
- 9) É possível uma boa compreensão dos alunos? Faça o comentário em cada experimento, levando em consideração se os experimentos podem ou não ser executados em sala de aula.
- 10) Os exercícios propostos estão dentro dos conteúdos abordados?
- 11) A quantidade de conteúdos a ser aplicada aos alunos em cada aula está de acordo com a atual realidade da sala de aula? Por quê? Caso necessário, cite exemplos.
- 12) O formalismo matemático utilizado é acessível aos alunos?
- 13) Os exemplos utilizados para a aplicação e exemplificação dos os conteúdos s estão dentro do cotidiano do aluno?
- 14) Existem outros exemplos que poderiam m ser utilizados?
- 15) Com a avaliação proposta, é possível verificar se os alunos realmente compreenderam o conteúdo apresentado? Justifique.
- 16) O conteúdo apresentado obedece a um seqüencial lógico?
- 17) Você gostaria de propor r alguma melhoria a ser feita nesta proposta? Caso sim, quais?
- 18) Em sua opinião, o, esta é uma proposta que poderia ser introduzida oficialmente no ensino médio?
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.