Ensinando ciências numa perspectiva de uma educação inclusiva: um estudo de caso com a LUZ
Maria Aldia Da Silva, Alessandro Frederico Da Silveira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2009
- Data
- 30/01/2009
- Linha de pesquisa
- Ensino De Física E Estratégias Para Portadores De Necessidades Especiais
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
Ensinando ciências numa perspectiva de uma educação inclusiva: um estudo de caso com a LUZ
Maria Aldia a da Silva *
Universidade Estadual da Paraíba
aldiadasilva@yahoo.com.br
Alessandro Frederico da Silveira
Universidade Estadual da Paraíba alessandrofred@yahoo.com.br
## Resumo:
Tomando como base a temática da inclusão escolar de pessoas com necessidades educacionais especiais e conscientes de que é preciso o sempre refletir sobre o pensar e o fazer da escola de hoje, consideramos que para a efetivação desta escola democrática, se faz necessário congregar os mais diversos esforços. Desta maneira defendemos a idéia de que a ciência, por sua própria natureza, tem de ser aberta, comunicada a todas as crianças, independente de serem ou não especiais, utilizando-o-se das adequações necessárias, para a concretização do programa "Ciências para todos". Neste sentido este trabalho é um relato de uma experiência vivenciada no interior paraibano, em duas salas de aulas da 1ª série do Ensino Fundamental I, em que trabalhamos aspectos conceituais referentes à luz, direcionadas a 41 crianças, sendo duas portadoras de necessidades educativas especiais. As atividadedes foram realilizadas durante três dias, em que utilizamos sempre uma abordagem problematizadora e motivadora, através de atividades lúdicas, como oficinas e apresentação de teatro de fantoches. Em cada dia trabalhamos temas diferenciados, como: Luz e cores, luz e visão, luz e ausência de luz. Após o desenvolvimento das atividades propostas a estas duas turmas, os resultados obtidos nos mostraram que é possível desenvolver formas de proporcionar um aprendizado em ciências às crianças, sejam especiais ou não, de maneira que ue o ensino de ciências venha a contribuir para que estas façam uma melhor leitura de mundo, o qual estão inseridas. Também é válido destacarmos a importância que deve ser dada aos conhecimentos que as crianças trazem para escola, pois como percebemos e em suauas falas anteriormente apresentadas, esse é de grande valor para que o conhecimento científico torne -se compreensível.
Palavras chave: ciência, e ensino, inclusão
## Introdução:
Franco e Cazelli (2001) mencionam que, nos anos 80, um número considerável de países e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) assumiram um compromisso internacional no que diz respeito à educação em ciências que visava uma nova meta, tornando-o-a mais democrática, pois ela se caracterizava a partir do slogan "Ciências para todos", o que vai ao encontro com a busca da democratização do conhecimento defendida por Paulo Freire(e(1984; 1986; 2000).
Para Dorea (2006), , a escola, a partir daí, deve se predispor a detectar e investir no potencial criativo e singular de seus alunos seja ele quem for, independente de qualquer degrau valorativo e hierárquico.
Ostermann e Moreira (2001) enfatizam que é preciso a constituição de novos saberes para o agir competente do professor, sendo de fundamental importâtância para possibilitar uma mudança na prática de ensino em ciências dos professores do ensino fundamental.
Há uma concordância geral em que são poucas as instituições destinadas a difundir o conhecimento científico dialogicamente, bem como são poucos os contemplados com esse conhecimento. Em se tratando de pessoas com necessidades educacionais s especiais, (F(Ferreira e Ferreira, 2004; Carvalho, 2005) ) afirmam que os professores em geral se mostram despreparados, quanto ao conhecimento sobre as peculiaridades de um determinado tipo de deficiência/incapacidade. Segundo Carvalho(2005), estes dizem estatarem despreparados, mas pouco questionam acerca do tradicionalismo da sua prática sobre os elevados índices de fracasso escolar.
No que se refere às condições de aprendizagem dos alunos em situações diferenciadas de vida, Beyer (2006) se fundamenta nas abordagens de Lev Vigotski e Reuven Feurstein.
## A abordagem vigotskiana da prática educativa para crianças com necessidades especiais
Para Vigotski, o desenvolvimento psicológico do ser humano se dá por sua vinculação ao grupo social.
De acordo com Beyer (2006), o fato das estruturas psíquicas serem suscetíveis de influência ( em decorrência das configurações sociais) ajuda-nos a compreender a perspectiva vigots kiana de que a possibilidade de transformação do pensamento, da linguagem e da própria aprendizagem é muito maior do que as mudanças decorrentes dos esforços terapêuticos na recuperação sensorial, motoras ou até mesmo comportamental da pessoa com necessidades especiais.
Assim, para Vigotski, é importante que a educação para as crianças com necessidades especiais seja marcada pela promoção variada e rica de suas vivências sociais (Beyer, 2006).
Conforme Vigotski (2000), , o bom ensino deve sempre se adiantar ao desenvolvimento. Em termos de zonas de desenvolvimento, a educação deve desempenhar sempre a hábil função de produzir conexões entre zonas reais e proximais do desenvolvimento infantil. O educador deve intervir junto ao seu aluno através de uma adequada da mediação, que propicie as conexões culturais mais importantes à criança, sempre com leve antecipação ao momento em que se encontra em seu nível evolutivo.
## Feurstein e o conceito da experiência de aprendizagem mediada
Feurstein faz uma relação entre o quadro de atrasos cognitivos, a "síndrome de privação cultural" e a debilidade nas situações de mediação (Trigo, 2006; Beyer, 2006).
Para (Feurstein, 1980, apud Beyer,2006), a privação cultural consiste na não conexão intergeracional, em que a criança assimila muito pobremente, ou de forma fragmentada, conteúdos importantes da sua cultura: " neste sentido, a privação cultural é o resultado de uma falha da parte de um grupo em transmitir ou mediar sua cultura à nova geração". (Feurstein, 1980, apud Beyer,2006, p. 116),
Entende -se que o desenvolvimento cognitivo decorre das experiências que a criança acumula em duas dimensões, através das relações diretas com o mundo e das relações mediadas.
Feurstein, com sua ênfase na aprendizagem mediada explica da seguinte maneira este conceito:
"Através da experiência da aprendizagem mediada (EAM) nos referimos à forma como os estímulos emitidos pelo meio são transformados por um agente "mediador"... O mediador seleciona os estímulos que são mais apropriados e então mododula, filtra e os organiza; determina o surgimento ou o desaparecimento de certos estímulos e ignora os outros. Através deste processo de mediação. A estrutura cognitiva da criança é afetada "(Feurstein, 1980, apud Beyer, 2006, p.116).
Para Feurstein, a a formula piagetiana, "(S-O-R-R) estímulo-organismo-resposta" é substituída por "(S-H-O-R), estímulo-mediador humano-organismo-resposta" (Trigo, 2006; Beyer, 2006), destacando a função humana no ato da mediação, isto é, haverá mediação, enquanto houver um ato o especificamente humano.
Feuerstein considera haver duas principais abordagens na educação da criança com necessidades especiais: a abordagem ativa e a abordagem passiva (Feurstein et al., 1988, apud Beyer,2006)
Segundo Trigo (2006) numa escola inclusiva, a motivação, a mediação e a atividade interativa são de fundamental importância na aprendizagem do aluno.
Diante os apontamentos apresentados pelos pesquisadores anteriormente mencionados, algumas inquietações, preocupações e problemas surgiram e nos lelevaram a buscar respostas para estes questionamentos, como: Quais as possibilidades de ver, ouvir, tocar, experimentar, questionar, refletir e emocionar, ou seja, interagir com essas crianças, para contribuir na compreensão de sua realidade cotidiana e fazezerem uma melhor "leitura" de mundo que se encontram? Quais as dificuldades que de repente poderemos nos deparar em nossa prática pedagógica ao enfrentarmos uma sala de aula regular, que estejam inseridos crianças com necessidades educacionais especiais?
Neste sentido, verificamos a relevância de relacionar a educação em ciência a uma perspectiva inclusiva educacional e desenvolvemos um curso sobre a luz. A escolha por esse tema deve-se ao fato de que ao tratarmos de luz, cores e sombras, por exemplo, pode ríamos melhor motivar as crianças a participarem ativamente do processo, ao considerarmos que o recurso visual seria bem utilizado.
## Metodologia :
A nossa pesquisa é de natureza qualitativa, em que decidimos fazer um estudo de caso, com alunos de duas turmas de 1ª serie do ensino fundamental da rede regular em uma escola pública no interior do município de Alcantil, localizado no estado da Paraíba.
Numa das t turmas composta de 13 alunos, estava inserida uma aluna portadora de Síndrome de Down (aluna A) e na outra turma, composta de 28 alunos, estava inserida uma aluna que apresentava dificuldades sérias de aprendizagem sem causa diagnosticada da (a(aluna B) . A razão de termos escolhido estas turmas é que no município citado não havia nenhum aluno portador de necessidade especial em outras séries.
Antes, porém, de "cairmos em campo" investigamos, por meio de pesquisa bibliográfica os elementos cognitivos da criança com necessidades educacionais especiais, como ela aprende, o que deseja e/ou necessita aprender, quais são as implicações que cada tipo de deficiência acarreta. Segundo Beyer (2006) o desenvolvimento cognitivo decorre das experiências que a criança acumula em duas dimensões, através das relações diretas com o mundo e das relações mediadas. Assim atuauamos como mediadores da aprendizagem, em que através de algumas brincadeiras, criamos situações que despertaram o interasse e prenderam a atenção de todos os alunos.
Desta forma trabalhamos durante um mês elaborando plano de ação (ver anexo I), o qual viabilizou que as aulas de ciências fossem trabalhadas de forma lúdica com a finalidade de despertar o interesse de todas as crianças .
## Descrevendo os encontros s e as atividades desenvolvidas :
## 1ª Aula - - Tema central: luz e cores
Para iniciarmos o nosso traba lho, entregamos as crianças caixas envoltas em papel celofane coloridas contendo bolinhas de massa de modelar e questionamos em seguida a cor que aquelas bolinhas apresentavam. Em seguida abrimos as caixas e comparamos as cores, para as duas condições de luluz que incidiam nas bolinhas (quando estavam envolvidas pelo celofane colorido e depois, quando iluminadas apenas com a luz branca).
Ainda neste encontro durante a execução desta atividade registramos no quadro negro as respostas apresentadas pelas crianças.
## 2ª Aula - - Tema central: luz e visão
No segundo dia iniciamos nossas atividades com algumas problematizações acerca de como é que conseguimos ver, questionando quais os fatores necessários e que têm implicações para conseguirmos enxergar os objetos, fazendo o registro das respostas dadas pelas crianças novamente no quadro.
Depois de todos participarem ativamente desta primeira atividade, expomos e listamos objetos que possuem luz própria (fontes primárias) e as que não possuem luz própria (fontes secunundárias). E em seguida solicitamos que expressassem através de um desenho o que é a luz, para em seguida expor os trabalhos em um mural. A fim de melhor trabalhar o conteúdo neste dia contamos uma história , através de um teatrinho de fantoches (ver anexo IIII) reforçando os conceitos já estudados .
## 3ª Aula - - Tema central: luz e ausência de luz
Neste dia, desenvolvemos mais uma oficina com grupos de três crianças, em que ut utilizando -se de uma lanterna, os grupos foram convidados a fazerem projeções de sombras no quadro negro (anteparo). Para esta atividade as crianças foram orientadas de como funcionava tal proposta.
Após a "brincadeira", foi pedido que registrassem em cartazes, o nome dos desenhos formados pelas sombras.
Para finalizar nossas atividades, imprprovisamos uma confraternização na turma realizando o a brincadeira do do amigo oculto, sendo o presente um bombom e um abraço.
## Alguns Resultados:
Durante as intervenções e analisando os resultados obtidos no decorrer r das aulas, observamos que os os níveis cognitivos dos alunos s eram muito próximos, pois todas leram as palavras apresentadas com a mesma dificuldade, inclusive as alunas s A e B .
Podemos perceber que a aluna A distingue muito bem as cores, , e teve uma boa participação nas discussões juntamente com seus us colegas no segundo dia de aula,
quando estudaram a relação da cor com a luz. Contudo, a aluna B apresentou respostas aparentemente aleatórias.
Um resultado que achamos interessante, acerca de como se processa a visão, é que todos os alunos citaram os olhos s e a luz como fatores necessários para conseguirmos ver. É válido destacarmos a observação feita pela aluna A , quando destacou que algumas pessoas precisam de óculos.
Ficou também evidenciado após a apresentação do teatrinho de fantoches, através das falalas de algumas das crianças, uma certa compreensão das mesmas acerca a da relação entre luz, visão e cores, conforme descrevemos a seguir 1 :
criança x: " com a luz normal, eu vejo a cor que o objeto é"
criança y: " quando eu mudo a luz, a cor do objeto também m muda"
criança A: "então é por isso que na praça à noite a minha roupa fica de outra cor , por que lá a luz é azulada "
Percebemos que a criança x ao referir-se a luz normal, a relaciona com a luz branca, enquanto que as crianças y y e A, fazem referência a cor apresentada por objetos, conforme a luz incidida nestes.
Quanto a diferença entre fonte de luz primária e secundária, percebemos que independente da criança, seja ela "normal" ou não, as fontes primárias foram melhor compreendidas pelas crianças, onde estas apresentaram como exemplos as luzes do ( farol do carro, luz do poste, sol, e outros).
Na última aula, não tivemos como discutir o fenômeno de propagação retilínea da luz e consequentemente como as sombras eram formadas. É válido destacar que neste didia estávamos sem a presença a da professora da turma, o que de certa maneira dificultou a nossa programação de aula.
## Considerações Finais:
Os resultados obtidos nos mostraram que é possível desenvolver formas de proporcionar um aprendizado em ciências às crianças, sejam especiais ou não, de maneira que este ensino de ciências venha a contribuir para que estas façam uma melhor leitura de mundo, o qual estão inseridas. Assim como foi perceptível a existências de
alguns obstáculos , que possivelmente o professor terá que enfrentar como também algumas diretrizes para superação dedestes. s.
È importante destacarmos com base nos resultados obtidos, a importância que deve ser dada aos conhecimentos que as crianças trazem para escola, pois como percebemos em suas falas anteriormente apresentadas, esse conhecimento de mundo é de grande valor para que o conhecimento científico torne -se compreensível.
Também consideramos como fator essencial l no processo de aprendiza do das crianças, especificamente as que apresentam necessid ades educacionais especiais, o papel do professor como mediador neste processo, e assim concordamos com os pensamentos de Vigotski e Feurstein, ao referenciarem a atividade mediada para uma melhor aquisição de conhecimentos.
De modo geral é preciso bubuscar soluções além de propor técnicas, métodos e estratégias para que a aprendizagem das crianças com necessidades educativas especiais seja desenvolvida de forma satisfatória e significativa, ou seja , uma aprendizagem efetiva. E assim atatendermos aos princípios de igualdade de direitos, oportunidades e dignidade humana.
Também percebemos que para essa educação inclusiva se efetivar é preciso acontecer mudanças, sejam atitudinais, procedimentais e estruturais na escola. Nosso propósito não é desenvolver uma receitita de bolo para o ensino de ciências na perspectiva de uma educação inclusiva, mas, queremos apenas galgar os tão frutíferos resultados que este trabalho nos ofereceu. u.
## Referências:
BEYER, H. O., Inclusão e avaliação na escola de alunos com necessidades educacionais especiais, Porto Alegre: Mediação, 2006.
CARVALHO, R. E., Educação Inclusiva: com os pingos nos "is", Porto Alegre: Mediação, 2005.
DOREA, G., Como pensar em educação inclusiva em uma sociedade que sempre foi extremamente excludente, e ainda é em muitos sentidos, contra todas as pessoas que eram concebidas como diferentes? (Online), disponível na internet via: //www.saci.org.br/ , 2006), acessado em 14/05/2006.
FERREIRA, M.C.C. e FERREIRA, J. R., Sobre inclusão, políticas públicas e práticas pedagógicas. s. (In) Políticas e Práticas de Educação Inclusiva. GOES, M. C. R. e LAPLANE, A. L.(Org). Campinas: Autores Associados, 2004, p.21-48.
FRANCO, C. & CAZELLI, S., Alfabetismo Científico : novos desafios no contesto da globalização, Ensaio, Pesquisa em educação em Ciências, 3(1), 1992, p. 1-18.
FREIRE, P., Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1984.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ , Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
FREIRE, P & SHOR, I. Medo e Ousadia: o cotidiano do professor, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
OSTERMANN,F. E MOREIRA, M.A., Uma revisão bibliográfica sobre a área de pesquisa em ensino de ciências, s, Investigações em Ensino de Ciências, v.5, n.1, mar, 2001.
TRIGO, P., A importância da experiência da aprendizagem mediada de Reuven Feuerstein no processo da educação inclusiva. . Online), disponível na internet via: //www.psicopedagogia.com.br/, 2004), acessado em 20/06/2006.
VYGOTSKY, L. S., A Formação Social da Mente , São Paulo: Martins Fontes, 2000.
## Plano de ação/aula
## Dados de identificação:
Professora- a- pesquisadora: Maria Aldia da Silva Disciplina: Ciências Serie: 1ª série da educação infantil
Objetivo geral: compreender de acordo com o seu nível cognitivo, como se dá a visão, especificamente a importância da luz nesse processo. Como as sombras são formadas e perceber a influência da luz sobre as cores dos objetos.
## Objetivos específicos:
Comprpreender como vemos os objetos ao nosso redor;
Reconhecer que a cor de um objeto depende da cor da luz com a qual ele for iluminado; Reconhecer que a sombra surge da ausência de luz imposta por um objeto opaco.
## Conteúdo:
Luz;
Cores;
Ausência de luz.
## Metotodologia:
Será utilizada abordagem lúdica, experimental, interativa e problematizadora de acordo com os conteúdos aos quais cada método melhor se adequar. Os trabalhos serão realizados em três aulas, como segue:
## 1ª Aula - Tema central: luz e cores
## ATIVIDADE PROPOSTA
Entregar aos alunos caixas envoltas em papel celofane coloridas contendo bolinhas de massa de modelar e questionar a cor e a quantidade das bolinhas, e em seguida abrir as caixas e comparar a cor "real" com aquela observada antes, questionandndo o porquê da diferença, fazendo registro no quadro negro das respostas apresentadas pelas crianças.
## Anexo I
## 2ª Aula - Tema central: luz e visão
## ATIVIDADE PROPOSTA
Iniciaremos com problematizações acerca de como é que conseguimos ver questionando quais os fatores necessários e que têm implicações para conseguirmos enxergar os objetos. Registrar as repostas dadas pelas crianças.
Listar objetos que possuem luz própria (fontes primárias) e as que não possuem luz própria (fontes secundárias).
Solicitar que expressem com um desenho o que é a luz e em seguida expor os trabalhos em um mural.
Contar uma história a reforçando os conceitos já estudados (teatrinho de fantoches)
## 3ª Aula - Tema central: luz e ausência de luz
## ATIVIDADE PROPOSTA:
Utilizando uma lante rna convidar os alunos, em grupos de três, a fazerem projeções de sombras no quadro negro (anteparo).
Registrar, em cartaz, o nome dos desenhos formados pelas sombras.
Improvisar uma brincadeira de amigo oculto, o presente será um bombom e um abraço.
## Avaliação:
Dentro do contexto que trabalharemos é importante que a avaliação se processe de continuamente, pela observação e registro de aspectos relacionado à aprendizagem e de forma comparativa (analisando as diferenças e semelhanças entre a forma e o níve l em que os alunos em geral e as alunas que possuem necessidades educacionais especiais aprendem).
## Cronograma:
3 e7 de julho( 1ª aula), 10 e14 de julho( 2ª aula), 17 e 21 de julho(3ª aula).
## Anexo II
## História (monólogo):
A cor do Sol
Personagem: : Moranguinho (fantoche)
Moranguinho: Olá pessoal! l! Meu nome é moranguinho e eu estou aqui, à convite da professora, para contar uma historinha para vocês.
Vocês querem escutar essa historinha?
Pois bem, vou começar:
É a história de L Lili, uma menina muitito esperta , como vocês , que sempre ao acordar abre a janela para ver o Sol.
Um dia, ela sentiu uma vontade imensa de que o Sol se apresentasse de outra cor.
E ficou imaginando o que aconteceria ao seu redor, com as cores de tudo que fazia parte de seu quarto, caso, o Sol surgisse na cor vermelha.
Vocês acham que Lili ia observar tudo ao seu redor de que cor?
Será que tudo seria vermelho?
Ou será que não. Nada iria mudar de cor?
Mas vocês não sabem o que aconteceu!
Lili de tanto pensar no que poderia acontececer em seu mundo, principalmente com as cores dodos objetos que estavam em seu quarto, como exemplo, o seu ursinho de pelúcia
branco, sua cama que é branca também, o seu sapatinho preto, bem como a sua boneca . Então, Lili terminou dormindo de novo, e em um sonho, um novo mundo surgiu para
surpresa de Lili .
Vocês sabem o que Lili sonhou?
Hum! Hum! O Sol apareceu vermelho, do jeito que Lili i pensou naquela manhã.
Mas vejam só, como tudo ficou diferente!
O ursinho que era branco o apareceu u vermelho, igualzinho ao Solol .
A cama de Lili , vermelha também ficou .
As paredes e cortinas de seu quarto, de branco tornaram-se vermelhas .
Somente o sapatinho de Lili que ficou da cor que era anterioiormente, ele permaneceu preto.
Por que será que tudo no mundo de Lili mudou?
Será que é por que o Sol l ficou u vermelho?
E se o Sol aparecesse verde? As coisas também modificariam?
Pois bem pessoal! Aquele sonho tornou-se para Lili, algo nãnão muito bom! Imaginem como seria estranho tudo vermelho!Ou tudo verde! Ou azul!
De repente ao acordar Lili i ficou muito feliz, percebendo que tudo estava do jeito que antes se apresentava. Tododos os objetos em suas cores originais, iguaizinhos aos que sempre ela via, a cada amanhecer. E assim , ela descobriu u que é devido à cor branca do Sol que percebemos as diviversas cores de tudo que nos rodeia.
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